PROFISSIONAIS DE SAÚDE REJEITAM O ABORTO
O governo federal continua sua empreitada para aprovar a descriminalização do aborto, mas perdeu ontem mais uma batalha. Foi na Conferência Nacional de Saúde em Brasília. 70% dos presentes – representantes da sociedade civil, profissionais da área e gestores do SUS – votaram contra a proposta.
A rejeição ao aborto atinge “em cheio” o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defensor categórico da prática. 70% das pessoas ligadas à Saúde são contra. Pesquisa Datafolha divulgada no início do mês passado revelava que apenas 3% da população brasileira consideram essa prática moralmente aceitável. Traduzindo: um governo democrático, que ouve as bases, não tem sustentação para continuar nessa campanha pró-aborto.
Apesar disso, e com o apoio do PT – que em setembro, em seu congresso nacional, com também 70% dos votos, aprovou resolução pedindo a descriminalização – seguem as investidas para a aprovação do aborto no país. Está prevista para o final desse mês a apresentação de parecer na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara sobre um projeto nesse sentido. Havia intenção de se esperar para só se manifestar após o Supremo Tribunal Federal decidir sobre quando começa a vida humana. Mas como essa discussão está parada na corte maior…
Até quando darão as costas à vontade popular? Até quando a maior autoridade de Saúde desse país irá ignorar que seu poder emana do povo? O que está por trás dessa insistência pelo aborto?