ESPERANÇA
Esperança. O cristão é sempre chamado a proclamá-la. Bento 16, após a essência da caridade, também a fará. Irá anunciar o que o mundo, muitas vezes renunciando à fé, já não consegue ver.
Não é fácil esperar algo de bom com tantos conflitos: guerras declaradas e urbanas. Como acreditar num futuro com o egoísmo humano em alta, incapaz de dividir o recebido de Deus com tantos que hoje necessitam e mesmo com os que hão de vir? Com nossa ganância sem freios, estamos matando a “galinha de ovos de ouro”, que se chama Terra, privando nossos filhos e netos de sua herança.
Aí que entra aquele que é configurado em Cristo. Ele só pode anunciar uma boa nova. Seus olhos não ignoram o mal que cresce ao redor, mas possuem profundidade suficiente para alcançar um horizonte, onde o bem sempre vence. Usa uma lente especial para se proteger da cegueira atual; usa da fé. É a fé que produz esperança. Pois, como diz “filosoficamente” o apóstolo Paulo, “ver o objeto de esperança já não é esperança”…
Não é fácil revelá-la. Nossos sensores captam mais forte o desânimo, o pessimismo. Na pressa em buscar soluções, deixamos escapá-las. Fundamental, então, a paciência. Alguns dirão que estamos lunáticos, fora da realidade. Poderemos até sermos vítimas de zombaria. Mas no fundo, no fundo no fundo, todos aguardam esse anúncio: “a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus”, o anúncio de Bento 16, de que somos “Salvos graças a Esperança”!