FELIZ 2008

Filed under: Informação — Osvaldo Luiz at 2:26 pm on segunda-feira, dezembro 31, 2007

        Desejo a você, leitor, um ano novo de muita paz e felicidades. Que Deus o acompanhe em cada instante lhe concedendo sabedoria e graça.

        Estarei de férias em janeiro. Um abraço!

Osvaldo Luiz

RETROSPECTIVA 2007

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 2:19 pm on segunda-feira, dezembro 31, 2007

        2007. Bom ou ruim? Depende muito do ângulo em que se olha. Se você começar pelo setor aéreo, com certeza os resultados foram péssimos. Caos nos aeroportos: operação padrão, protestos de operadores de vôo e um gravíssimo acidente com 199 mortos no aeroporto de Congonhas, São Paulo. Isso sem contar os vários acidentes no Brasil com pequenas aeronaves. Num intervalo de duas horas, no estado de São Paulo, teve três quedas de helicópteros.

        Como todos os anos, tivemos a partida de pessoas famosas: o tenor Luciano Pavarotti, os políticos Antônio Carlos Magalhães e o folclórico Enéas, os atores Nair Belo e Paulo Autran. Também como já está virando rotina nesse país, tivemos nossa cota de escândalos e denúncias de corrupção. O alvo principal: Renan Calheiros. Com tanta malandragem, a Polícia Federal não descansou. Praticamente toda semana tinha uma ou mais operações de busca e apreensão.

        Teve outras notícias esperadas, mudando apenas os personagens ou cenário, repetindo histórias. Quer ver? O terceiro casamento de uma celebridade. Mais uma confusão do presidente venezuelano Hugo Chávez. Um norte-americano atirando e matando a esmo.

        Como o brasileiro gosta de uma novelinha, tem também aquelas informações que grudam mais que chiclete. Por exemplo, a tal da votação da CPMF: passou tranquilamente de 150 capítulos. Teve também o drama do desaparecimento da menina britânica, Madeleine. E o esporte adotou também o folhetim. O milésimo gol de Romário demorou… Já a segunda maior torcida do país esperava se enquadrar nos finais felizes desse estilo, mas acabou surpreendida por um desfecho melancólico: o Corinthians na segunda divisão.

        Tirando os corintianos, o esporte trouxe mais alegrias que tristezas. Tivemos um Pan Americano com muitas medalhas ao Brasil e destaque para a ginástica olímpica e natação. E a grata surpresa da Copa América com a nossa seleção, sem os principais jogadores, ganhando o título com uma goleada sobre a poderosa e titular Argentina.

        Porém, 2007 deve ficar mesmo para a história por fatos surpreendentes e, infelizmente, ruins. O choque da morte brutal do menino João Hélio, arrastado no Rio. A barbárie da menina de 15 anos presa junto a vários homens no Pará. A repetição exaustiva de crianças abandonadas por suas mães em matas, rios, latas de lixo.

         Fatos que para o Cristão se transformam em desafios, em necessidade de apostolado e que não podem matar a esperança, tema da segunda encíclica do Papa Bento 16, que ficará na memória brasileira por sua rápida passagem por aqui, mas que deixou tantos frutos; como o primeiro santo brasileiro e a Conferência de Aparecida…

             

Retrospectiva 2007 – Canção Nova

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 8:37 pm on domingo, dezembro 30, 2007

(Texto escrito originalmente para a Rádio Canção Nova)

        Um ano novo sempre chega com esperanças, otimismo, por mais difíceis que sejam os dias. Com 2007 não foi diferente. Mas, logo em seu começo, revelou que, apesar das expectativas, todo ano, na verdade, reserva alegrias e tristezas. Vitórias e derrotas. Dificuldades e superações.

        2007 começou para a Canção Nova entre lágrimas, com a morte de padre Léo. Um 5 de janeiro. Uma notícia. E o povo acostumado com palestras irreverentes, a aprender a palavra de Deus rindo, chora a morte de Tarcísio Gonçalves Pereira. O câncer o levou a falência múltipla de órgãos. Cerimônias marcaram seu velório em Cachoeira Paulista e em Itajubá, sua cidade natal. Sentimento de perda. Por que, meu Deus? Um pregador extraordinário, inteligente, comunicativo. Tão jovem, só 45 anos.

        O mistério da morte. Perguntas que voltariam com as idas repentinas, inesperadas, de outros jovens funcionários da Fundação João Paulo II: o telefonista Cosme e o motorista Kléverson. Dores agudas, também sentidas pelo fim da luta de dom Pedro Sbalchiero. No início do segundo semestre, num 3 de julho, choramos a morte do grande amigo, bispo de Vacaria, Rio Grande do Sul.

        2007 de sofrimentos, 2007 de grandes momentos. A Canção Nova participa bem de perto da visita do Papa Bento 16 ao Brasil. Acompanha passo a passo, palavra por palavra, sua breve visita. Especialmente na Conferência de Aparecida e na canonização do primeiro santo brasileiro: Frei Galvão. Peças litúrgicas do Centro de Evangelização, mesa e cadeiras são utilizadas pelo Santo Padre.

        A alegria de servir. A alegria de acolher. O Papa volta a Roma e no dia seguinte o Caminho neo-catecumenal reúne 20 mil integrantes no centro de evangelização. Espalham pela chácara de Santa Cruz o entusiasmo em seguir Jesus, de viver o batismo. Em julho o congresso pelos 40 anos da Renovação Carismática Católica. Milhares de participantes de todo o país celebrando a maturidade de um movimento… Cânticos animados, orações fervorosas, meditação da palavra de Deus.

        Renovação que está presente no dia-dia da Canção Nova. Especialmente nos encontros de finais de semana. Em setembro, o Brasil pôde se reencontrar com o ministério de padre Rufus Pereira. O sacerdote indiano testemunha a ação de Deus pela libertação do ser humano. Foram dias de profunda manifestação da misericórdia divina e de muitas histórias que fizeram crescer a fé dos presentes…

        Outros movimentos da Igreja já se fazem bem presentes na nossa programação de todos os anos. É o caso dos Vicentinos e os seus AVIVs, avivamentos, e a Toca de Assis com os Tocões. Riquezas eclesiais que se completam e fecundam…

        Também as pastorais presentes. Mais um ano em que a parceria da Canção Nova pode ser vista com a Pastoral da Sobriedade que luta para livrar o Brasil do flagelo das drogas e com a Pastoral dos Surdos, promovendo inclusão e evangelização.

        Mais um ano de Cachoeira Paulista lotada para eventos que já viraram tradição. A celebração das vitórias de Deus no Hosana Brasil… Toda espiritualidade e meditação da Semana Santa… A juventude presente nos PHNs… A alegria contagiante na grande festa do povo de Deus no carnaval… E a Festa da Misericórdia, a cada ano reunindo mais fiéis…

        Outros encontros enriqueceram nosso ano: mais uma vez dom Alberto Taveira Corrêa iluminou nossa quaresma com a pregação de seu retiro popular… Do programa de televisão e dos shows para a pregação. Encontros com padre Fábio de Mello chamaram muito a atenção… Apesar de não ser um evento fixo, também está se tornando tradição a ordenação de sacerdotes. Agora em dezembro foram seis jovens entregando suas vidas ao altar do Senhor, à evangelização, à missão da Igreja. Obrigado pela entrega total: Anderson, Arlon, Bruno, Clóvis, Paulinho e Xavier.

        2007! Ano em que a Canção Nova, mais do que nunca, se fez território eucarístico. Desde 15 de fevereiro acontece a adoração perpétua na Capela Sagrada Família. Ação valorizada pelo Papa Bento 16 na sua exortação apostólica sobre a eucaristia: “o ato de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica”… “na medida do possível e sobretudo nos centros mais populosos, será conveniente individuar igrejas ou capelas que se possam reservar propositadamente para a adoração perpétua”.

        Eucaristia: fonte inesgotável de vida. Vida que se transforma em gestos concretos de solidariedade, de atenção com os mais necessitados. Dedicação especial às crianças e adolescentes que, nesse ano, ganharam novos cursos profissionalizantes, oficinas de comunicação e um projeto de inclusão digital. Na Canção Nova responsabilidade social não é um acessório. É uma opção preferencial.

         Por trás de tantos realizações, mãos simples, corações generosos. A providência divina no rosto de um povo de muita fé. O projeto “Dai-me almas” celebra 10 anos. 10 anos em que, todos os meses, presenciamos o milagre da multiplicação. Em que, todos os dias, a evangelização se fez pela partilha. Mais gente alcançada em novos espaços: Sky, Net…

         Tudo na Canção Nova a partir de um sim corajoso. De um padre que não se esquivou. Entregou tudo pela causa do evangelho. Um sim que o levou a muitos sofrimentos, perseguições, incompreensões. O novo sempre gera desconfianças… Padre Jonas Abib! Um sim espelhado em Maria. Um sim reconhecido pela Igreja. Título de Monsenhor. Mais responsabilidades, renovado ardor pela evangelização. O povo já transformou seu aniversário num encontro de final de ano. Época de encontrar a família, também esse querido pai espiritual. No seu olhar a Canção Nova se entende e abraça os mistérios, os desafios e as vitórias que ainda hão de vir.

UMA BOA VIAGEM

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 2:13 pm on sexta-feira, dezembro 28, 2007

(Texto escrito originalmente em 11/12 e adaptado para este feriadão…)

        Mais um fim de semana prolongado. O último, de natal, foi recordista
em acidentes. Espera-se que os motoristas que irão agora pegar as estradas sejam mais prudentes. Ainda sob consternação pelos graves acidentes da Bahia, que se crie consciência de que a pressa ou a falta de manutenção matam.

         O bom tempo, que predomina em grande parte do país, deve provocar uma verdadeira migração rumo ao litoral. Valem, então, as dicas já consagradas:

  1) Escolha um horário alternativo para sair e voltar, evitando os momentos de pico;

 2) Você está saindo para se distrair, relaxar, rezar. Nada de stress. Tenha paciência e bom humor;

 3) Prefira gastar com prevenção do que em reparos ou hospitais… Faça uma revisão antes de sair;

 4) Respeite a sinalização das estradas, bem como os limites de velocidade;

 5) Saia preparado para ficar horas no volante. Nada de viajar com sono, cansado. Bebidas alcoólicas nem pensar;

 6) Cuidado com estradas deterioradas e mantenha distância do veículo à frente;

         Como nem todos dão ouvidos a recomendações, faça também uma prece pedindo a Deus proteção. E uma boa viagem! 

O DESAFIO DE ENSINAR A PESCAR

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 2:49 pm on quinta-feira, dezembro 27, 2007

        Os números do programa de transferência de renda brasileiro são impressionantes. Foram utilizados nesse ano no “Bolsa Família” recursos na ordem de 9 bilhões de reais, distribuídos para 11 milhões de famílias, 46 milhões de pessoas. Cada casa participante recebeu entre 18 e 112 reais e teve de manter suas crianças vacinadas e na escola.

        Programas, como esse, se multiplicam pela América Latina com o objetivo de combater a miséria e quebrar um ciclo de pobreza. O governo brasileiro alega que seu programa, em cinco anos, conseguiu reduzir as desigualdades em 21%. O problema se situa no segundo desafio. Estudo realizado por economistas do Centro Internacional de Pobreza aponta que as famílias beneficiadas não estão conseguindo deixar de depender desses recursos. Não estão se emancipando. No México, por exemplo, só 0,11% das famílias conseguiram independência. Em outras palavras: estão recebendo o peixe, mas ainda não aprenderam a pescar.

        Alguns países da região limitaram os anos de recebimento para tentar impor uma reação. Não deu resultado. A saída, com certeza, está mais relacionada com as contrapartidas exigidas das famílias. Penso que devem ser mais rígidas a cada novo ano de auxílio, alcançando não só as crianças, a geração futura, mas também seus pais, muitas vezes “presos” numa espécie de “armadilha social”. No entanto, tantas exigências dependem de acompanhamentos, de fiscalização, notoriamente escassa em nossas terras.

        Por tudo isso, em curto prazo, o que se pode vislumbrar, com essas transferências de renda, é um alívio social. Estamos, como que, anestesiando um paciente grave. As dores diminuem, mas o problema persiste e exige ações mais amplas e complexas, como capacitação profissional e geração de empregos.

DOM ALOÍSIO

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 2:02 pm on quarta-feira, dezembro 26, 2007

        O mundo de hoje ressente a falta de modelos. De bons modelos. Sobram futilidades. E, infelizmente, perdemos um desses “nortes”: Dom Aloísio Lorscheider. Referência para a Igreja do Brasil, América Latina, do mundo.

        Chegou a Aparecida, sua última diocese, para um cotidiano mais leve. Seu físico não comportava mais grandes desafios. Mas dom Aloísio não se escondia. Sua disponibilidade era maior que sua fama, sua importância, suas fragilidades. Sua voz simbolizava bem isso: saía sem potência. Nem precisava… A força vinha de dentro, de um conhecimento extraordinário, de uma coragem profética.

        Disponibilidade tem a ver com simplicidade. Bem, aí chegamos à sua matriz: franciscana. Que belo entender que os verdadeiros grandes homens são pobres, sempre abertos.

        Rigor teológico. Respeito profundo à orientação litúrgica. Que não foram – e nem são – impedimentos ao seu espírito revolucionário. Dizem que foi votado para ser papa. O que faria se eleito? Talvez o mesmo que fez como religioso, como bispo e cardeal: acharia tempo para estar perto dos que mais precisam, dos desprezados, dos violentados em sua dignidade. Tempo para ser, simplesmente, o que de fato somos: “imagem e semelhança do Criador”.

      

NASCER NUM “CERCADO DE ANIMAIS”…

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:18 pm on sexta-feira, dezembro 21, 2007

        Somos 183.987.291 brasileiros, segundo o IBGE. Há dois mil anos, um censo também acontecia entre os judeus. Só que, ao invés dos pesquisadores irem até às casas, os moradores tinham que ir até a cidade origem de sua família para dizer: existimos. Foi assim que José teve que viajar com sua mulher prestes a dar a luz para Belém. Lá chegando não tinha lugar para se abrigar. Estava tudo lotado.

        Imagino o desespero: as dores apertando e nada de um quarto limpo. Ainda hoje, a hora do parto traz insegurança, medo, principalmente para a grávida. Como seria naquela época, com bem menos recursos e conhecimentos? E, numa situação dessas, Maria ali, sozinha, longe dos seus.

        Acostumamo-nos com as cenas dos presépios. Romantizamos aquele quadro. As crianças adoram os animaizinhos e a manjedoura com um bebezinho. Mas o que presenciamos aí é a pobreza limite. A falta de higiene extrema. Dar a luz entre animais. Quantos riscos…

         O nascimento em Belém, com todos esses transtornos, é justificado para o cumprimento das escrituras. Na mesma linha, certamente a cidade lotada e o nascimento numa estrebaria querem também nos ensinar algumas coisas: simplicidade, pobreza, humildade. Deus se fez homem sem o glamour das celebridades. Num ambiente sem cores, sem agitação. No entanto, nem todos pisca-piscas e luzinhas juntos se comparam àquela noite iluminada! Que os brilhos de hoje não ofusquem a verdadeira luz; antes reflitam seu esplendor e mensagem. Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade!  

DOM CAPPIO FRACASSOU?

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 2:36 pm on sexta-feira, dezembro 21, 2007

        Vitória ou derrota? O que, no início, muitas vezes parece fracasso, com o tempo, pode se mostrar algo muito positivo. É aquela história dos “males que vêm para o bem”… Quem já não viveu isso: sentiu o gosto amargo do revés e depois, apesar do sofrimento, viu que aquilo acabou lhe ajudando? Lembro-me de quando saí do seminário seis meses antes do previsto, faltando apenas o último semestre para concluir o segundo grau. Fiquei “sem chão”! Ao voltar a minha cidade, encontrei meu padrinho e avô muito adoecido. Tive oportunidade de acompanhar seus últimos momentos, lutar por sua vida e sentir todo seu amor. Tive problemas para adaptar o currículo escolar; tive que fazer trabalhos extras, mas pude me despedir adequadamente de uma das pessoas mais queridas e importantes de minha vida…

        Dom Cappio: não foi bem o que o senhor esperava… Mas tenha certeza de que seu esforço não foi em vão. Os frutos virão… Talvez não hoje ou já amanhã… Quem sabe até outros venham a colhê-los, no seu lugar? Não importa.

        Darcy Ribeiro, intelectual, escritor, professor e senador, falecido há 10 anos, uma vez disse:

-“Fracassei em tudo o que tentei na vida.

Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.

Tentei salvar os índios, não consegui.

Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.

Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.

Mas os fracassos são minhas vitórias.

Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”.

PARABÉNS MONSENHOR JONAS ABIB

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 2:14 pm on quinta-feira, dezembro 20, 2007

(Recoloco aqui, parte de um texto escrito por ocasião da concessão do título de monsenhor ao padre Jonas Abib.)

         Empresta-nos, padre Jonas, seu olhar de fé. Aquele que enxerga fácil Deus no dia-dia. O olhar que não se contentou em oferecer parte de seu tempo, de suas forças. Entregou tudo, fez tudo que podia e até o que não se imaginava. 30 anos atrás, com uns poucos jovens, dava início à comunidade Canção Nova. Um compromisso diuturno em proporcionar a tantos um encontro pessoal com Deus. Para muitos uma loucura. Dará certo rapazes e moças vivendo juntos? Padre Jonas acreditou que sim e plantou sementes de um relacionamento sadio.

         Peregrino do amor, não se intimidou com críticas e incompreensões. Manteve firme seu olhar, sem esconder seus carismas. Se havia quem não entendia, um povo respondia com conversão de vida, com frutos do Espírito.

        Veio uma rádio. Padre Jonas a viu sem propagandas e com conteúdo todo evangelizador, não só na “hora da ave Maria”. Não faltou quem alertasse: “padre, você não vai conseguir”… Hoje muitas missões utilizam sua semente de evangelização pelos meios de comunicação.

        Há 10 anos a Canção Nova lutava para manter suas imagens nas parabólicas. Os horários eram caros. Uma TV aparece à venda em Sergipe. Todos acharam impossível, acima das possibilidades. Padre Jonas lembrou de Dom Bosco e pediu: “dai-me almas”. E hoje existe uma rede de TV com 500 retransmissoras.

         Os relevantes serviços de padre Jonas Abib nasceram de sua capacidade de ver diferente, de ultrapassar as barreiras do óbvio, e se permitir enxergar com o coração. Um órgão que não envelhece e mantém seus doces olhos, apesar dos 71 anos, tão infantis…  Deus seja louvado!

  

2007 100%

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:05 pm on quarta-feira, dezembro 19, 2007

        Falta pouco para que a Canção Nova chegue ao final desse ano difícil, sofrido, com a vitória de não carregar dívidas. Será uma oportunidade de eliminarmos obstáculos ao avanço de nossa TV no sistema digital, com as atualizações necessárias.

        É sempre bom lembrar: nessa área, quando não se progride, se recua. Não tem como ficar no mesmo lugar. É como ir a um encontro: ou se sai melhor ou pior, nunca como entrou… Por isso, agradecemos de coração todo investimento na evangelização pelos meios de comunicação. Reconhecemos seu sacrifício em financiar, nesse ano, transmissões com extraordinárias manifestações da graça de Deus: a visita do papa Bento 16 com a canonização de Frei Galvão e Conferência de Aparecida, Congresso da Renovação Carismática comemorando 40 anos do movimento, acampamentos com padre Ruffus Pereira, Hosana Brasil, título de monsenhor ao padre Jonas Abib, ordenação de seis novos padres da comunidade Canção Nova. Mas, é fundamental nos conscientizarmos, que temos pela frente novos desafios e que, diante da grande meta de evangelização, estamos ainda engatinhando. É urgente ampliarmos nossas produções, avançarmos em áreas ainda pouco exploradas como dramaturgia, filmes, desenhos.

        2007 não foi fácil. Tivemos perdas sentidas como a do padre Léo e de Dom Pedro Sbalchiero. Financeiramente passamos praticamente o primeiro semestre sem arrecadar o necessário. Mas, como um sinal, nos meses que comemoramos os 10 anos do projeto “Dai-me Almas” chegamos aos 100%. Mesmo no mês passado, quando há poucos dias do final ainda nos faltavam 40%, uma superação maravilhosa aconteceu, terminando com um resultado muito positivo.

        Agora é a hora de fechar com “Chave de Ouro”. Dezembro é um mês muito corrido, com menos dias úteis. Daqui a pouco estaremos todos envolvidos nas festas de fim de ano, alguns viajando; todos gastando mais que devíamos… Portanto o apelo é que, o quanto antes, a gente garanta a manutenção dessa obra de Deus. Vamos aproveitar desta semana, com o pagamento do 13º., para já atingirmos a meta. E nos prepararmos para, em 2008, elevarmos ainda mais nossas vozes, nosso testemunho de fé, esperança e caridade: de Canção Nova.

FARMÁCIA SE RECUSA A VENDER REMÉDIO E MÃE DE DOIS FILHOS MORRE

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 2:10 pm on terça-feira, dezembro 18, 2007

        Lamentável o ocorrido em Salvador, Bahia. Demonstração de que as farmácias perderam a noção de seu trabalho e agem apenas comercialmente. Há um excessivo número desses estabelecimentos, bem maior do que o recomendado pela OMS – Organização Mundial da Saúde: uma farmácia para cada cinco mil habitantes. Resultado: remédio virou um produto como outro qualquer. Não pagou, não leva…

         Uma atendente mal preparada, a ausência do farmacêutico no horário, provavelmente um comércio sob pressão de seus donos que nada entendem de saúde. Qual o valor de uma vida humana? 10 reais por uma mãe de dois filhos? Aonde chegamos? Diante disso, rigor, fiscalização, mudança nos critérios de autorização desses estabelecimentos. É obrigatória a presença de um farmacêutico. Por que o proprietário não cumpriu a norma?

         Como já disse, a OMS recomenda um limite de farmácias. No Brasil, essa orientação é desprezada. Somos o país com maior número de pontos de venda de remédios do mundo: 50 mil, com faturamento médio de 50 mil reais. Vemos grandes redes ocupando os lugares das drogarias tradicionais de família. O exemplo do Rio de Janeiro: em 16 anos a população cresceu 19,5% enquanto que o número de farmácias e drogarias subiu 91,1%. Os órgãos reguladores desconhecem essa realidade?

        Depois: países ricos fazem maior distribuição gratuita de medicamentos. Nós, em desenvolvimento, temos que pagar caro. Melhorou o quadro com os genéricos, com as farmácias populares, mas ainda é insuficiente. O setor precisa ser visto com mais seriedade e equilíbrio. Vidas dependem de uma política mais adequada para esse setor. O que aconteceu com a Viviane não pode se repetir. Nunca mais!

PADRES ANDERSON, ARLON, BRUNO, CLÓVIS, PAULINHO E XAVIER

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 1:34 am on segunda-feira, dezembro 17, 2007

        Seis novos padres de uma só vez. Que sinal forte de vitalidade! E não é um caso isolado. Um dia antes, sete eram também ordenados em Tocantins.

        Que presente para a Igreja de Cristo. Padres Anderson, Arlon, Bruno, Clóvis, Paulinho e Xavier. Cada um de um jeito, todos comprometidos com o anúncio do Evangelho, com o anúncio de que o Reino de Deus está próximo, presente. Um revela mais o Cristo manso e humilde de coração: Xavier. Outro estampa a alegria e a simplicidade. Fácil gostar do Paulinho. Tem o que antigamente se chamava vocação tardia ou madura. Bruno se formou antes em administrador, pensou em ser vereador e acabou pregador. Expressa-se livremente, não tem receio de dizer “te amo”. Maduro mesmo… A seriedade e reflexão a gente deixa por conta do Clóvis, ele leva jeito. Tem até um que parece com o dom Alberto, fisicamente e na oratória. Deus abençoe o Anderson para que dê frutos parecidos com os de seu pastor. E o Arlon? Ousado, não é? Quer ser que nem o Monsenhor Jonas Abib. Escolheu o caminho da cruz, que o Senhor lhe dê perseverança…

        Foi emocionante! Como é bonito ver com cores vivas e atualizadas o corpo de Cristo. O choro copioso do Arlon e Bruno dizem do caminho longo e duro. Das tentações e cansaço. Agora é se por em missão. Há muito por fazer. Cada um é insubstituível. Pensados com carinho por Deus como sacerdotes, não é mesmo, Paulinho? Cada um traz uma peculariedade do criador. Uma feição redentora. Uma tonalidade de voz a clamar: “preparai o caminho do Senhor”!

DIA DE JEJUM POR DOM CAPPIO

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 1:49 pm on sexta-feira, dezembro 14, 2007

        17 dias da greve de fome do Bispo de Barra, Bahia, dom Luiz Flávio Cappio. Falei sobre sua manifestação contra a transposição do Rio São Francisco quando o jejum durava sete dias. Temia por sua vida e fracasso da ação pela falta de cobertura da mídia e recusa do governo em dialogar. Nesses 10 dias alguma coisa mudou. A imprensa já faz uma cobertura maior, apesar das TVs ainda mostrarem o mínimo do caso. Também o governo deixa escapar mostras de preocupação, apesar do discurso aparentemente inflexível.

        Dom Cappio já demonstra fragilidade física. Sente cansaço, peso na cabeça, irritabilidade. Mas continua inabalável em sua proposta de ir adiante. Após o encontro da CNBB com o presidente Lula, um apelo foi feito para que amigos e familiares pudessem interceder pelo fim da manifestação. O irmão do bispo se posicionou dando total apoio à causa e mais: afirmou que se a mãe estivesse viva seria a primeira a pegá-lo no colo e deixá-lo morrer.

        O Conselho de Pastoral da CNBB emitiu nota também materna. Preocupado com a saúde de seu irmão no episcopado, pedindo novo diálogo sobre a transposição e convocando cristãos e homens de boa vontade a se unirem em oração e jejum neste advento por sua vida e sua luta. Como há 10 dias, termino com esse apelo. De oração. Quando o caso é mais difícil Jesus sugere a força do Jejum. Hoje, sexta, é dia tradicional dessa prática. Faça pelo menos o jejum de uma refeição por dom Luiz Flávio Cappio. Para que a força do alto vença a temporal. Para que a sabedoria prevaleça e traga justiça e paz.

  

SEM CPMF

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:21 pm on quinta-feira, dezembro 13, 2007

        A certa altura das discussões, ficou claro que o governo perderia a batalha no Senado. A última cartada – alta, um comprometimento pessoal do presidente Lula, se mostrou ineficiente. A oposição a considerou tardia.

        O presidente tinha mandado ir para o tudo ou nada. Seu líder percebeu que ia dar no que deu. Tentou um acordo com a oposição para um novo adiamento. Recusaram. Deu o nada.

        Por que a base não recuou? Por que ir para o racha com tanto em jogo? Era possível, ontem, mais uma vez esvaziar o plenário, usar de algum artifício regimental e tentar novas negociações. O fato é que se preferiu a derrota à aparência de fraqueza de um recuo. Não sei se foi a decisão mais sensata ou se tem algo por trás disso.

        O ideal para o país era que a CPMF, imposto inadequado, fosse retirado aos poucos, sem tranco. A forma como a questão foi conduzida, a princípio com intransigência, depois com ameaças veladas e, só depois, com concessões, levou à pior escolha, a mais insensata. Às vésperas da votação do orçamento, a necessidade de um corte de 40 bilhões de reais!

        Quais as saídas do governo? Já se comenta de se aumentar alguns impostos e se diminuir o superávit. Dizem que a proposta de prorrogação da CPMF não será reapresentada. Tenho minhas dúvidas…

         Lula ganhou um limão de “amigo invisível”. Não pode “sair aos tiros” como gosta de fazer seu vizinho Chávez. Mas pode transformar o azedo numa bela limonada. Fazendo o tão necessário corte dos gastos públicos. Gastando com mais sobriedade. Adotando a palavra AUSTERIDADE. O Brasil é recordista em impostos. A CPMF é notoriamente prejudicial à economia. Vamos apostar na capacidade desse país! Apostar que, com menos impostos, pode-se crescer mais, com mais consumo e emprego. Os empresários queriam tanto ver esse imposto pelas costas. Então agora é hora de lhes chamar à responsabilidade. Que o governo transforme esse revés em benefícios.

FINAL DE NOVELAS

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 2:34 pm on quarta-feira, dezembro 12, 2007

        Duas novelas podem chegar ao fim hoje: a do Renan e a da CPMF, aproveitando de um mesmo cenário: o Senado. Com a proximidade do final de ano, Brasília vai sendo, aos poucos, esvaziada. Então, o governo quer por logo um ponto final nessas histórias que já renderam o que podiam e saturaram a população brasileira.

        Renan Calheiros arrancado de seu posto de honra, arremessado na lama de denúncias de corrupção, coerção, ameaças e triângulo amoroso. Teve seu poder dizimado e agora se mostra satisfeito por preservar seu mandato. Com a eleição de seu sucessor, vindo provavelmente do seu PMDB, terá o descanso de mídia tão esperado e necessário para uma posterior tentativa de recuperação de imagem…

        De outro lado a CPMF, a votação mais importante do ano para o governo Lula. Prova disso é a quantidade de recursos liberados durante sua tramitação. Teve capítulos e capítulos na Câmara dos Deputados, onde sua viabilidade econômica para o país foi mais discutida. Aprovada com facilidade ali, passou a ser comandada pelo tempo, ou melhor, pela falta de tempo. Os capítulos ganharam em dramaticidade com a possibilidade de o país ficar sem o imposto no ano que vem pelo prazo vencido. O drama foi crescendo com o governo afirmando que sem a CPMF os pobres seriam os mais prejudicados, a saúde, o leitinho e sobraria até para os estados que teriam que cortar seus gastos…

        Corre daqui, aperta dali. Tentativa de conversa com os Democratas, com os primos Tucanos. Nova contagem de votos. Falta ainda, uma senadora está doente, outro ameaçado de expulsão pelo partido. Essa novela tem mais opções de final e até de não terminar. E se a prorrogação de capítulos acontecer não será pelo sucesso do folhetim, mas por medo de um final ruim para o governo. Diante da possibilidade de se perder 40 bilhões de reais, os governistas já pensam num prejuízo menor, de 15 bilhões, com a CPMF voltando só lá para abril. Afinal o show tem que continuar. E os impostos também.

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