“DAI-ME ALMAS”
Não há como separar corpo de alma. Estão unidos profundamente. Quando se cita Dom Bosco, “dai-me almas e ficai com o resto”, quer se dizer: o que importa é o ser humano, sua vida, sua felicidade, sua libertação. O que se coloca como secundário são certos interesses, ambições materiais.
Quando a Canção Nova escolhe “Dai-me Almas” como nome de sua campanha para arrecadar recursos para a evangelização, quer justamente dizer: estamos olhando para a missão, para a salvação das pessoas. Dinheiro está e estará a esse serviço! Esse projeto não admite “distrações” – ou distorções – nessa aplicação. 100% para a evangelização.
Como não devemos interpretar erroneamente o dito por Dom Bosco, ainda no século 19, achando que o corpo humano possa ser desprezado ou separado, também não devemos enxergar a arrecadação de recursos como algo separado da evangelização. Como uma espécie de mal necessário: “ah, o Domingo da Misericórdia foi uma maravilha, mas essa segunda”… Não! Sem essa segunda de programas especiais pelo projeto não existe este domingo. E vice-versa. O concreto nos exige “pé no chão”. Não dá para, como Pedro, querer montar uma “tenda” e ficar eternamente no êxtase. A visão do Cristo ressuscitado não pode nos anestesiar e sim impulsionar-nos em direção aos outros que também precisam enxergar o novo. Jesus mesmo nos interrompe: “vamos descer” e enfrentar a realidade. Também de necessidades. Mas a profecia não pára. O não arrecadado será o não evangelizado.