“DAI-ME ALMAS”

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:32 pm on segunda-feira, março 31, 2008

        Não há como separar corpo de alma. Estão unidos profundamente. Quando se cita Dom Bosco, “dai-me almas e ficai com o resto”, quer se dizer: o que importa é o ser humano, sua vida, sua felicidade, sua libertação. O que se coloca como secundário são certos interesses, ambições materiais.

        Quando a Canção Nova escolhe “Dai-me Almas” como nome de sua campanha para arrecadar recursos para a evangelização, quer justamente dizer: estamos olhando para a missão, para a salvação das pessoas. Dinheiro está e estará a esse serviço! Esse projeto não admite “distrações” – ou distorções – nessa aplicação. 100% para a evangelização.

        Como não devemos interpretar erroneamente o dito por Dom Bosco, ainda no século 19, achando que o corpo humano possa ser desprezado ou separado, também não devemos enxergar a arrecadação de recursos como algo separado da evangelização. Como uma espécie de mal necessário: “ah, o Domingo da Misericórdia foi uma maravilha, mas essa segunda”… Não! Sem essa segunda de programas especiais pelo projeto não existe este domingo. E vice-versa. O concreto nos exige “pé no chão”. Não dá para, como Pedro, querer montar uma “tenda” e ficar eternamente no êxtase. A visão do Cristo ressuscitado não pode nos anestesiar e sim impulsionar-nos em direção aos outros que também precisam enxergar o novo. Jesus mesmo nos interrompe: “vamos descer” e enfrentar a realidade. Também de necessidades. Mas a profecia não pára. O não arrecadado será o não evangelizado.

O “MILAGRE” DOS 100 %

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:06 pm on sexta-feira, março 28, 2008

        Precisamos de um “milagre”: arrecadar 30 % do projeto “Dai-me Almas” em dois dias. Algo em torno de 4 milhões de reais. Difícil? Sim, mas não impossível. Temos mais de um milhão de sócios. Bastaria, então, que cada um doasse mais 4 reais e chegaríamos aos 100 %. O importante é que todos participem.

        Porém, nem todos cadastrados como sócios tem colaborado mensalmente. São 600 mil os contribuintes que, “chova ou faça sol”, estão “direto” com a gente. Então vamos fazer essa conta mais realista. 4 milhões divididos por 600 mil. Dá 6 reais e 66 centavos. É algo possível, não é? Mas que tal, você que ama a Canção Nova, que teve sua vida tocada, transformada por sua ação evangelizadora, colaborar com mais 10 reais até segunda. Assim cobriríamos aqueles que não tem como colaborar com mais esse valor e aqueles que não estão sabendo dessa nossa necessidade extra.

        Dois apelos especiais. Aos que vão participar da Festa da Misericórdia, aqui em Cachoeira Paulista, que tragam uma contribuição da sua comunidade, do seu grupo de oração. E aos que recebem o salário nos últimos dias do mês (tem muito trabalhador que recebe no dia 30), para que, com generosidade participem dessa mobilização pelos 100 %, para que a obra missionária da Canção Nova não seja prejudicada. Todos juntos iremos conseguir. Agora, se você achar que isso não lhe diz respeito, não alcançaremos. A Canção Nova sem você – expressão da divina providência – não é nada!

TRÍDUO PASCAL

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 5:04 pm on quarta-feira, março 19, 2008

        Aproximam-se os dias altos da nossa fé. Na quinta-feira nos encontramos com os momentos decisivos de Jesus. Em seu discurso, o fundamental de sua doutrina, sua oração sacerdotal. A criação da eucaristia e o extraordinário exemplo do “Lava-pés”. A comunhão com Deus implica comunhão com o próximo. O sentido máximo do serviço cristão. Jesus assume postura de escravo, escandaliza Pedro e questiona profundamente gerações e gerações sobre a relação de poder dentro do meio religioso.

        Na sexta o momento mais popular. A Igreja recorda a paixão e morte de Jesus. Não mais cordeiro, animais. Cristo é o próprio sacrifício, imolado pelos nossos pecados, para nossa salvação. Na religiosidade popular toda a força do sentimento. Na procissão de “Cristo morto” toda a manifestação de fé cristã, de adesão a sua mensagem e de repulsa ao mal.

        E vem o “sábado de aleluia”. De novo o povo se expressando na “malhação de Judas”, meio que querendo se purificar de seus males. Nos templos o silêncio de quem recorda o sepultamento. Um contraponto ao grande grito noturno de Aleluia. Anúncio eloqüente, em meio a cantos de Glória e sinos, de que a morte foi derrotada. Cristo ressuscitou. Há esperança para todos. O mal não é tem a última palavra. A luz da páscoa, refletida a cada domingo, testemunha isso.

        Dias de muita fé para você!

A SEMANA MAIOR

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:57 pm on segunda-feira, março 17, 2008

        Semana Santa. A semana maior. Um imenso patrimônio espiritual concentrado em poucos dias. O “X” de nossa fé. Paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Tanta densidade que a Igreja se prepara, anualmente, por 40 dias, para bem vivê-la. Cerimônias com riqueza de detalhes, simbologias. Toda a história da salvação revista a partir da cruz e da vitória sobre a morte.

         Agora, toda essa preciosidade precisa ser alcançada pelos fiéis. A semana tem que ser santa na sua vida, na minha vida. Precisa ser um momento forte, um divisor de águas. Capaz de nos capacitar para uma vida melhor, um mundo melhor. Se não, de que adianta?

        Antigamente se vivia essa época com mais respeito e reverência. As pessoas se penitenciavam e realizavam várias práticas espirituais. Hoje vivemos um nivelamento por baixo. Um mundo que despreza o sagrado e transforma nossa realidade num grande shopping, incapaz de distinguir datas, feriados ou festas. Onde sexta-feira santa é só mais um dia para um chopp e cineminha.

        Não é o caso de se endeusar o passado. Nele muitos repetiam regras sem entendê-las.  Mas a atual avacalhação é desanimadora. Aonde chegaremos?

 Uma semana, de fato santa, para todos!

       

COMENTÁRIOS

Filed under: Informação — Osvaldo Luiz at 1:51 pm on quinta-feira, março 13, 2008

          Esse blog procura ser o máximo transparente possível. Respeita as posições divergentes e democraticamente não as censura. No entanto, reserva o direito de excluir mensagens estranhas aos assuntos abordados ou com palavrões. Também não comporta divulgações de instituições e/ou empresas.

Osvaldo Luiz

A NOTINHA, POR FAVOR!

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 5:04 pm on quarta-feira, março 12, 2008

        Muito já se tentou para incutir no brasileiro o costume de pedir nota fiscal. Basicamente ações mais severas de fiscalização no comércio ou de concessões de prêmios aos consumidores – através do número das notas. Agora surgem outras tentativas, mais aperfeiçoadas pela informatização. São cidades e estados oferecendo descontos de IPTU, IPVA, em entradas de espetáculos, compras de livros e até mesmo repasse de dinheiro. Vale tudo na expectativa de se diminuir a sonegação fiscal.

        O desafio é conscientizar o cidadão que é possível ganhar gastando. Que parte do recurso utilizado numa compra pode retornar justamente numa hora difícil: no começo do ano de tantas despesas.

        No entanto, a batalha não é fácil. O brasileiro não está acostumado a pedir nota. Sente vergonha, especialmente se a compra é pequena. O comerciante, por sua vez, faz cara feia, dificulta ao máximo. Já foi pior, mas ainda há muito que melhorar. Lembro-me de um tio meu, militante político, comprando bebida num depósito. Pediu a notinha e o vendedor pensou que era brincadeira… Não era! O funcionário teve de ouvir um verdadeiro sermão sobre como o Brasil podia melhorar com o recolhimento correto dos impostos; educação, saúde e moradia.

        Sermões parecem não surtir grandes efeitos, então vamos apostar nessas novidades. É preciso, no entanto, maior propaganda. A maioria das pessoas ainda não sabe como participar. E tempo, pois não se muda um aspecto cultural da noite pro dia. Ah, e quem sabe, um dia, com menor sonegação, não se diminua o alto valor cobrado de impostos nos produtos, na renda. Porque a verdade é que hoje somos campeões mundiais em impostos, com poucos benefícios para a população. Taxamos de forma pouco inteligente: muito para alguns e pouco para outros. E tem também o detalhe da população que não se anima a colaborar na arrecadação com tantas notícias de corrupção, de desvio de dinheiro público. Mas não dá para desprezar esses descontos, dá? Se não há como evitar uma compra, pelo menos vamos faturar algo em cima, não é?

CONGESTIONAMENTO MONSTRO

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:22 pm on terça-feira, março 11, 2008

        O trânsito de São Paulo em caos. 186 quilômetros de congestionamentos. É, mais ou menos, a distância de Cachoeira Paulista à Grande São Paulo. Perto do recorde histórico de 2004 que atingiu 194 quilômetros. Os vilões de hoje teriam sido a chuva e um conjunto de acidentes e de veículos quebrados. Chuvas e acidentes associados ao número excessivo de automóveis. A cidade tem hoje 2,4 habitantes por carro; 6 milhões de veículos. Uma média de 800 novos carros por dia entrando no trânsito. Não há infra-estrutura que agüente. Hoje é mais barato pagar prestação de um financiamento de moto do que andar de ônibus.

        Esse excesso de veículos deixa todo o sistema vulnerável. Qualquer imprevisto e a cidade literalmente pára. E nesta terça foram várias ocorrências entre 5 e 9 da manhã: 30 acidentes, 28 caminhões e ônibus quebrados, 26 carros pifados e um atropelamento. E tudo isso com chuva.

        O nó do trânsito na grande São Paulo só se resolve com investimentos pesados e conscientização. Tem que se agir com rapidez no anel viário, em novos trechos de metrô, em vias alternativas e em coletivos mais confiáveis e confortáveis. Por outro lado, o paulistano precisa encarar suas responsabilidades. Muitos ainda saem sozinhos em seu veículo. Precisa combinar com vizinhos e amigos e saírem em turma. Além de diminuir o tráfego, sai mais barato para todos. Sei das dificuldades de horários e regiões diferentes, mas, sem algum sacrifício, o que nos restará serão esses congestionamentos monstros. Ou rodízios mais apertados. São Paulo, com certeza, não se preparou para o crescimento.

O TRATAMENTO DADO A BRASILEIROS NA ESPANHA

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:53 pm on sexta-feira, março 7, 2008

        Lamentável como acabou o episódio dos brasileiros retidos no aeroporto de Madri, na Espanha. Tiveram de retornar, perdendo a viagem e, no caso dos estudantes, não participando do congresso em Portugal.

        A justificativa espanhola é de que os 30 brasileiros não apresentavam as condições mínimas para entrar na Europa: dinheiro, comprovante de hospedagem, passagem de volta e de inscrição no Congresso. Difícil, no entanto, explicar a forma como os brasileiros foram tratados. Relatos de agressão verbal, acomodações inadequadas e isolamento. Em outras palavras, uma espécie de prisão.

        O caso atual chegou a público e pode estar surpreendendo a muitos. Mas o fato é que é comum a recusa de entrada de brasileiros na Espanha, segundo país mais visitado por nós. Foram 3mil barrados no ano passado. Só em janeiro, 452. Números que demonstram rigor na fiscalização, mas também falta de orientação aos que estão indo viajar para a Europa.

        Cabe também questionar se o tratamento dispensado aos brasileiros é compatível aos interesses espanhóis em nossa terra. Atualmente são eles os que mais investem aqui. Então, o mínimo que se pode esperar é um tratamento digno aos nossos compatriotas. Será que o funcionário da migração espanhola tem consciência de quanto dinheiro seu país ganha a partir da nação de quem ele trata tão mal?

        O Brasil ameaça com reciprocidade. Princípio que orienta as relações internacionais. É o tradicional olho por olho, dente por dente. Pode ser que assim se estanque a revolta da opinião pública. Mas não resolve o problema e nem condiz com nossa tradição de bem acolher. Não vamos nivelar por baixo…

SUPREMO CAMINHA PARA LIBERAR PESQUISAS

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:02 pm on quinta-feira, março 6, 2008

        A decisão do Supremo, mesmo adiada, pôde ontem ser vislumbrada: dificilmente nossa corte máxima irá impedir as pesquisas com células-tronco embrionárias. O parecer do relator foi favorável a Lei de Biossegurança e, mesmo com um pedido de vista, a presidente do STF fez questão de adiantar seu voto também favorável. Outro ministro, mesmo sem declarar voto, manifestou seu entusiasmo com o posicionamento do relator, indicando um terceiro voto pró-pesquisas com embriões. No total são 11 ministros, e mesmo os que já se posicionaram podem até o final rever seus votos, mas a tendência, clara, é pela liberação das pesquisas.

        A base do voto do relator, Carlos Ayres Britto, fixou-se na análise jurídica do início da vida. Segundo o ministro, a Constituição trata da vida de quem sobrevive ao parto, de quem nasce. Também não relacionou o uso de embriões com o aborto, pois para ele a gravidez não teria ainda acontecido, o embrião estaria apenas in vitro.

         O pedido de vista apresentado pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito adia o julgamento por pelo menos 10 dias, podendo chegar a 30 dias de análise. Período, quem sabe, para se tentar trazer novos olhares à questão, desprezados até então. Como a realidade de que são insignificantes, pelo mundo, os avanços das pesquisas com células embrionárias. De que os sucessos obtidos até o momento vêm exclusivamente das pesquisas com células adultas, não sendo necessário destruir vidas para alcançar curas para tantos necessitados.

     

SUPREMO JULGA PESQUISA COM EMBRIÃO

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 2:12 pm on quinta-feira, março 6, 2008

(Estou recolocando texto postado ontem aqui nesse blog…) 

        Não vai ser fácil. Tudo está desenhado para se liberar as pesquisas com células-tronco embrionárias. Autoridades se declarando a favor, pesquisas encomendadas apontando uma ampla maioria deste lado e a imprensa, de forma descarada, fazendo campanha pró-pesquisas. As matérias vão logo mostrando pessoas com doenças graves colocando toda esperança nos embriões. E as pesquisas ganhando “ares” de revolucionárias, de “defesa de vida”. A ponto de um site hoje sentenciar: “STF julga modernidade do Brasil”… Por conseqüência, os contrários, inclusive a Igreja, vistos como reacionários, insensíveis, contrários ao desenvolvimento e à ciência.

        Até que ponto o Supremo Tribunal Federal será capaz de se desvincular de toda essa manipulação e pressão? Confio na capacidade e honestidade dos senhores ministros, mas a desinformação é brutal e os favoráveis às pesquisas se comportam de forma agressiva e sensacionalista.

        Diante disso tudo, perguntam: “você concorda que as pesquisas com células-tronco para ajudar pessoas com doenças graves é uma ação em favor da vida”? É claro que vão responder SIM. Manipulação!

        Mas cadê as informações de que os resultados concretos obtidos até agora foram com células adultas? Cadê a notícia de que os estudos ainda vão durar anos e que provavelmente só os doentes de um futuro remoto terão algum benefício? E o direito à vida dos que ainda não nasceram? Por que é isso que o Supremo tem que decidir a partir de hoje: esses embriões já têm direitos?

        A ciência não é um bem absoluto. Ela está sujeita à ética! Pesquisas não são sinônimos de desenvolvimento. Criaram, por exemplo, a bomba atômica. Agora querem o aval para fazer experiências com embrião humano. Defendem: “vão ser descartados mesmos; estão congelados e um dia irão para o lixo”… Um erro justificando o outro. Tempos difíceis! 

DISCÓRDIA SULAMERICANA

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:52 pm on terça-feira, março 4, 2008

        “Quando um não quer, dois não brigam”. A frase, repetida tantas vezes por minha mãe, cabe bem para esse conflito entre Colômbia / Estados Unidos e Equador / Venezuela. Não há santo nessa história. Pelo contrário, muitos interesses inconfessáveis… Por um lado, governos de esquerda buscando projeção no desfecho da absurda manutenção de seqüestrados por guerrilheiros envolvidos no narcotráfico. De outro, o governo colombiano, com declarado apoio norte-americano, exagerando propositadamente na pintura da FARC como terrorista e passando por cima de tudo e de todos para acabar com a guerrilha. Não respeitando nem limites geográficos.

         A hora é de colocar “água fria na fervura” e não o contrário. E o Brasil é fundamental para se construir um diálogo. Antes de tudo, penso nos seqüestrados. O assassinato de Raúl Reyes parece piorar suas situações. Uma negociação era travada para novas libertações, inclusive da ex-candidata à presidência, Ingrid Betancourt. O número dois da FARC era pivô direto dessas conversas. Agora tudo fica mais difícil… Fechar fronteira, mandar exército para a região, nada disso resolve. É mais pirotecnia. Chega de querer se aproveitar politicamente da desgraça alheia.