NO MORRO DESPREPARO, POLITICAGEM E CRUELDADE
O episódio da morte dos três jovens do Morro da Providência expõe, até as vísceras, a relação, por vezes, promíscua entre quem exerce segurança na cidade do Rio e o crime organizado, especialmente o tráfico de drogas. O que vimos nas telas recentemente, agora constatamos “ao vivo”.
São muitos aspectos a se analisar. Um deles, o despreparo de quem está nas ruas e até mesmo no comando. Aliás, o “todo poderoso” que decretou a morte dos três só tem 24 anos! A combinação de baixos salários e corrupção produz efeitos explosivos, covardes. Questiona-se a preparação de soldados do exército para atuar nesse “barril de pólvora”.
Outra coisa que não pode passar despercebida: o tal do projeto “Cimento Solidário” tem forte componente político partidário. Foi implantado, apesar de pareceres contrários. Seu sucesso favorece claramente um pré-candidato.
Nesse espaço não é possível esgotar o assunto. Mas não podemos deixar de falar que, para além da covardia dos que entregaram os jovens, precisamos chegar aos que, de forma brutal, deram fim a essas vidas. Espancaram e torturaram antes de executá-los. São bárbaros que devem ser punidos, detidos.