Rio, Brasília e Belo Horizonte

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:28 pm on sexta-feira, outubro 31, 2008

        Vamos conhecer melhor a relação da Canção Nova com Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Localidades que sempre nutriram um forte laço de amizade conosco. Seus fiéis sempre freqüentaram com entusiasmo os encontros comandados por Monsenhor Jonas Abib.

        De destaque no cenário nacional, sempre tiveram olhares cuidadosos da missão Canção Nova. E com a expansão da TV, logo se tornaram estratégicas, tanto para divulgação de nossos programas, bem como nas suas montagens. Investimentos foram feitos, a princípio, no Rio, em parceria com a arquidiocese. Matérias jornalísticas e programas foram gerados para todo Brasil.

         Depois veio Brasília, centro político do país, mas também com a importante presença da sede da CNBB. A comunidade local sempre muito junto da comunidade e, agora, contando também com uma emissora de rádio.

         Belo Horizonte, apesar de já ter tido uma experiência anterior, foi só recentemente que emplacou um trabalho maravilhoso com a Canção Nova, com eventos e programas televisivos.

         Apesar dos obstáculos e dificuldades, a Canção Nova renova diariamente seu compromisso com essas três queridas e importantes cidades. Empenho para que nelas, cada vez mais, se cante uma NOVA CANÇÃO. Que BELO HORIZONTE seja repleta de Fé; o RIO seja de Esperança e BRASÍLIA de Caridade.

Cachoeira, Curitiba e Portugal

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:12 pm on sexta-feira, outubro 31, 2008

        A Canção Nova centraliza suas principais ações aqui em Cachoeira Paulista, cidade de 34 mil habitantes, localizada bem no meio entre São Paulo e Rio. Aqui foi erguido o maior “vão livre” da América Latina para abrigar as multidões que participam de grandes eventos religiosos. Toda uma infra-estrutura montada para bem receber os peregrinos. Atualmente está no início a construção de uma igreja com capacidade para pelo menos 11 mil fiéis, dedicada ao Pai das Misericórdias.

        Mas, porque em Cachoeira? Tudo começou com a compra da Rádio Bandeirantes de Cachoeira Paulista em 1980. Aos poucos os membros da comunidade foram vindo para cá para a manutenção da obra de evangelização. Da rádio nasceram a TV Canção Nova e o Portal na internet; ganhou força o DAVI – Departamento de Áudio-visuais. Hoje uma verdadeira cidade da fé está presente na Chácara de Santa Cruz.

        O crescimento vindo a partir da Rádio Canção Nova não se limitou, porém, a Cachoeira. Muitas rádios vieram fazer parte de uma rede de evangelização. Como a Rádio Canção Nova Nossa Senhora da Luz de Curitiba, que há 4 anos reproduz na capital Paranaense toda nossa missão. A rádio, com 50 KW, ancora outros trabalhos como geradora de TV e Casa de Evangelização para 4 mil pessoas.

         Semente que se espalhou até fora do Brasil. Como em Portugal, que coordena lá fora toda divulgação internacional Canção Nova. A TV Canção Nova de Portugal leva para todo mundo a riqueza Mariana. A devoção a Nossa Senhora de Fátima. As imagens de seu Santuário nos lembrando da presença misteriosa, discreta, mas constante de mãe na Canção Nova: SEMPRE CASA DE MARIA.   

Queluz/Lavrinhas

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:50 pm on quinta-feira, outubro 30, 2008

        Cada “casa” Canção Nova tem, digamos, a mesma “genética” evangelizadora. Existe para proporcionar encontros com Deus. Mas, de forma especial, se destacam as de Queluz e Lavrinhas.

        Localizadas em pequeninas cidades do Vale do Paraíba, logo de “cara” proporcionam “espaços” para a meditação, reflexão, oração. São verdadeiros “Oásis” de espiritualidade nesses tempos agitados, corridos. Locais privilegiados de formação, não só para os membros da comunidade, como para toda família Canção Nova.

        Queluz é a casa mãe. Primeira sede própria, fala forte na nossa história. Sua simples visão nos é uma mensagem. De que, aconteça o que acontecer, estamos nas mãos de Deus, de Sua providência. De que a Canção Nova é a Casa de Maria! Quantas lembranças, quantas experiências maravilhosas não guardam sua capela, sua sala de palestra.

        De Queluz nasceu Lavrinhas. Um “parto normal” diante do nosso crescimento. Espaço maior para encontros fechados, mas com o mesmo “clima” de oração, de recolhimento.

        Lavrinhas fala forte sobre nosso fundador, Monsenhor Jonas Abib; a vida salesiana… Sua origem deve ser também a nossa. A igreja que o menino Jonas ajudou a reformar, construir, é símbolo, imagem de nossa tarefa: de construir “céus novos e terra nova” a partir da transformação de cada pessoa, templo vivo do Espírito Santo.

Lorena / Terra Santa

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:15 pm on quinta-feira, outubro 30, 2008

        A gente poderia comparar Lorena para a Canção Nova, como a Terra Santa para a Igreja. Foi na cidade paulista de aproximadamente 80 mil habitantes, no Vale do Paraíba, que surgiram os primeiros passos rumo a Comunidade Canção Nova. O encontro pessoal com Jesus que nossos encontros tanto promovem, aconteceu com nosso fundador na cidade, ele ainda um seminarista. Depois a efusão do Espírito Santo que marcaria sua vida sacerdotal. Como “pano de fundo” um velho colégio Salesiano com seus jardins e pórticos.

        Os primeiros grupos de jovens, “Experiências de Oração”, “Maranathás”. Tudo se abria ali, de forma embrionária. Por isso Lorena nunca deixou de ser Canção Nova. Nem que fosse só com uma livraria. Na presença da Dona Santinha, do Seu Orlando e da dona Dada, da Fátima, da Gilsânia, do Geraldo, da Ainoã, do Campos, da Cássia.

        Mais tarde vieram as sedes, locais mais apropriados para reuniões, adorações, missas. Num só local, toda riqueza Canção Nova para a sede de nossa diocese. Que tornam possíveis hoje as missas das quintas à noite, os “barzinhos de Jesus”, a presença dos missionários. 

Terra Santa  

        Missionários que estão também
em Israel. Num encontro permanente com um Jesus histórico, encarnado. Atuando nas peregrinações. Buscando se aprofundar nas escrituras. Transmitindo para você as imagens originais do cristianismo.

        Vivem em meio a diversas tribulações, conflitos, para que o germe de nossa fé não se perca. Antes exale em Lorena e para todos o perfume inesgotável do amor cristão.

    

RECONHECIMENTO PONTIFÍCIO

Arquivado em: Informação — Osvaldo Luiz at 1:58 pm on quinta-feira, outubro 30, 2008

     Semana que vem a Comunidade Canção Nova recebe do Vaticano o reconhecimento pontifício. Produzi, a pedido da TV, uma série de textos sobre nossas 26 casas de missão. São dez artigos, olhares sobre a presença do carisma Canção Nova nas cinco regiões brasileiras e também na América do Norte, Europa e Oriente Médio.

     Estarei postando entre hoje e amanhã. Aguarde! 

2º. TURNO

Arquivado em: Artigo, Informação — Osvaldo Luiz at 3:43 pm on sexta-feira, outubro 24, 2008

        Domingo tem eleição de novo em 30 cidades brasileiras com mais de 200 mil eleitores e que, no primeiro turno, nenhum candidato alcançou maioria dos votos válidos.

        12 partidos estão na disputa das cobiçadas prefeituras. O PT está concorrendo na metade delas (15). Vem seguido do PMDB com 12 candidatos e PSDB com 10 nomes no segundo turno. Os Democratas só estão no páreo em dois pleitos, mas em compensação são favoritos, segundo pesquisas, na maior cidade do país.

        Normalmente o segundo turno segue uma tendência do primeiro. Quem estava subindo tende a continuar a crescer e vice-versa. Surpreendeu as reviravoltas de Belo Horizonte, com pesquisas apontando grandes oscilações, ora em favor do surpreendente Leonardo Quintão do PMDB, ora retornando à liderança Márcio Lacerda, o candidato dos atuais governador e prefeito.

        As campanhas na TV e os debates ganharam força nessa reta final. Infelizmente os assuntos preferidos nem sempre foram os mais relevantes e temas preocupantes, como a crise financeira internacional, ficaram em “terceiro plano”. Os publicitários deram destaques a propostas mais populares do que fundamentais e no “vale tudo” em busca dos votos não preservaram aspectos particulares: sobrou baixaria.

        Por fim uma reflexão: não deveríamos, aos poucos, expandir o segundo turno também para outras cidades brasileiras. Ela permite que o eleito seja, de fato, o preferido da maioria. Nas cidades menores, teve prefeito eleito com um quarto dos votos… Apesar dos custos, penso que essa possibilidade deveria ser levantada, pois também facilita a composição da nova administração e do legislativo, diminuindo, inclusive, a incidência de “compra de vereadores”, também conhecida como mensalão.

LIÇÕES

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:38 pm on segunda-feira, outubro 20, 2008

        O caso do seqüestro de Santo André aponta para algumas necessidades. Primeiro: da polícia se preparar melhor para situações que, mais do que dinheiro, envolva dramas humanos. O mundo anda “meio pirado” e a cada dia surgem novos episódios de “malucos”, portando armas, querendo se vingar de alguma coisa ou de alguém. Um crime cada vez mais globalizado! Nossos policiais mostraram um imenso despreparo para o caso.

        Segundo: nós - a imprensa - precisamos refletir sobre os limites de atuação. Aquela linha que nos separa do fato. Até onde podemos agir sem nos tornar personagens também. Infelizmente temos parcela de culpa no desfecho do seqüestro de Eloá. Alimentamos o ego e a ilusão de um doente, de um criminoso.

        Depois: a família. A educação dada aos nossos jovens precisa alcançá-los em sua complexidade. É extremamente perigosa a atual falta de valores. A falta de estima própria. O grande problema da inexistência de referências. Sem uma bússola moral, vale tudo para se “satisfazer”. Será que esses meninos ouviram falar de Madre Tereza de Calcutá, do Betinho, de Gandhi, de São Francisco, de Jesus?  Em que bases fundamentaram suas personalidades? Perderam o horizonte de suas existências, embaçados pela “poluição” do ter, do prazer, do poder?

  

POLÍCIA X POLÍCIA

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 5:21 pm on sexta-feira, outubro 17, 2008

        Dizem que aquilo que aprendemos quando pequenos fica para sempre. Pois bem, diante do “deplorável” confronto entre policiais - como qualificou o presidente Lula – vem-me a mente uma frase repetida insistentemente por minha mãe: “quando um não quer, dois não brigam”. Dona Cida usava a sentença na correção dos seis filhos. É que todos se enchem de razão para “meter” a mão na orelha do outro: “foi ele que começou”… “Ele me fez isso”… Não interessa quem começou: “quando um não quer, dois não brigam”. Faltou vontade de se entender em São Paulo. Sobrou intransigência, arrogância, violência. Deu no que deu. Cenas que debilitam as imagens dos órgãos responsáveis pela segurança paulista e “apimentam” um histórico de rivalidades e “estranhamentos” entre as corporações.

         Agora é hora de se por a mão na consciência, admitir os próprios erros e se dispor ao diálogo, único instrumento capaz de solucionar o impasse. Além dos salários de policiais e delegados, também está em jogo hoje a confiança de um povo em seus agentes de segurança. Talvez a maior vítima do confronto desta quinta.

TIMIDEZ

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:44 pm on quinta-feira, outubro 9, 2008

        A timidez me acompanha desde minha adolescência. Um sentimento interior de inferioridade, de medo. Quantas vezes me fechei com receio de não ser aceito, acolhido, entendido ou sei lá mais o que. Quem é introvertido, como eu, sabe do que estou falando: a gente sempre prefere a discrição, o anonimato. Aliás, talvez esse meu comportamento venha ainda da infância, quando já preferia ficar com meus avós a ir a uma festa com meus pais.

        A Bíblia diz que Deus não nos deu um espírito de timidez. Por isso, travei e travo uma luta constante contra essa minha tendência. Lembro que na escola entrava justamente para o teatro para tentar superar meus “fantasmas”. Quando seminarista, tornei-me palestrante. E acabei me formando jornalista. Atualmente político.

        Nesta campanha voltei a enfrentar meus medos. A cada conversa, a cada pedido de voto, apesar do trabalho realizado, da postura adotada e das propostas, sempre um receio: estar atrapalhando, incomodando; não ser entendido ou acolhido. Receios infundados, principalmente se levarmos em conta características marcantes dos moradores de Cachoeira Paulista: acolhimento, bondade, simplicidade. Mais uma vez terminamos o período eleitoral com a “alma lavada”. Edificados pela beleza do contato mais estreito com cada cachoeirense.

        Mesmo a razão apontando para me lançar, sinto que a luta interior contra a timidez continua. Como a conversão que é diária e não acaba, vou buscando maturidade nos relacionamentos com os outros a cada novo dia. Vencendo as tentações de me esconder. A casa da avó não existe mais e os desafios são imensos. Meus refúgios hoje são minha família e meus amigos, fundamentais para que eu continue investindo os “talentos” recebidos e não os enterrando em algum quintal. Obrigado por seu apoio e carinho. Obrigado por me ajudar a revelar  o melhor de mim mesmo.

RUTH GUIMARÃES: “MENINA GRISALHA DE CACHOEIRA PAULISTA”

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 5:35 pm on terça-feira, outubro 7, 2008

        No lugar de plantas, carros, muitos carros. Ao invés do quintal das fogueiras de Santo Antônio, um elegante colégio paulistano. Mas quem se destaca é a mesma Ruth. Lá, como cá, brilha seu conhecimento, seu bom humor, sua arte.

        Verdade que de início a “menina” de 88 anos parecia distante. É como se tivesse que recolher antes pensamentos, lembranças, sonhos e decepções. Seus cabelos grisalhos estavam ali, mas seu olhar…

        Aos poucos vai se ambientando e se prevalecendo. E é no discurso de recepção, feito pelo mais antigo acadêmico, que a escritora chega às lágrimas. Suas obras elencadas e a Academia Paulista de letras comparada a um porto. Um porto que esperou 62 anos pela chegada da autora de “Água Funda”. Ruth Guimarães saudada como a “menina grisalha de Cachoeira”.

        Todos aguardam suas palavras – quanta coisa por dizer, guardada em “estantes” de anos e anos de espera. Ruth, porém, dedica sua fala aos que a antecederam na cadeira 22. O que, a princípio, frustra, aos poucos vai revelando a grandeza da maior escritora viva do Vale. Ao, bondosamente, falar de seus antecessores, sua estatura é que se desenha tão clara, expondo até faces ocultas, como a de um poema.

        Humildemente termina pedindo aos novos colegas orientações de como ser uma paulista imortal e a noite de quinta na capital sorri: estampa no horizonte uma lua colossal e uma estrela cadente risca o céu. Sua presença, dona Ruth, basta. Com sua inteligência, palavras perfeitas e graça. Sua sabedoria “grisalha” encantará a outros, que saberão reconhecer seu ímpeto, sua meninice, sua alma cachoeirense!

“102 DIAS DE SOLIDÃO”

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 5:28 pm on terça-feira, outubro 7, 2008

        Foram tantos dias sem poder escrever, que agora parece que as palavras me escapam. Devo estar enferrujado!

        Estamos reabrindo nosso blog. Reabrindo esse espaço de reflexão e de diálogo. Procurando oferecer um olhar atento e cristão frente aos principais acontecimentos do nosso dia-dia.

         Estarei postando, em breve, texto que fizemos em homenagem a Ruth Guimarães, recentemente empossada na Academia Paulista de Letras. Também tentarei relatar um pouco da minha experiência eleitoral nestes últimos três meses (fui reeleito vereador em Cachoeira Paulista).

        Um abraço e até já!