VERDADE: INSUBSTITUÍVEL
Julgamos ser possível esconder fatos desagradáveis, que podem prejudicar nossa imagem. Mas “a verdade é como um sol a quem um eclipse pode obscurecer, jamais extinguir”. Cedo ou tarde sua “face” prevalecerá.
Ao se tentar jogar a “sujeira embaixo do tapete”, não só realizamos algo inútil, como armamos uma armadilha para nós mesmos. Ao se chegar à luz, somos questionados quanto à omissão ou, pior, quanto a cumplicidade.
Portanto, mesmo que o caso seja doloroso e contraditório, não podemos abdicar da transparência. Transparência que até nos ajudará a chegar a soluções corretas, porque estará “exorcizada” a tentação de se protelar, fraquejar ou ser reticente.
Como comunidade de fé não nos cabe julgar, condenar, “atirar pedras”. Mas a misericórdia, compaixão, novas chances, não podem colidir com a justiça, reparação de danos e, principalmente, proteção de inocentes.
Não se questiona a boa intenção de quem tratou em segredo mazelas de quem devia testemunhar a pureza de Cristo. Por certo, se imaginava poder preservar o evangelho… Deus nos ajude a, com coragem, enfrentar a realidade: sempre o único alicerce possível.