Domingo tem eleição de novo em 30 cidades brasileiras com mais de 200 mil eleitores e que, no primeiro turno, nenhum candidato alcançou maioria dos votos válidos.
12 partidos estão na disputa das cobiçadas prefeituras. O PT está concorrendo na metade delas (15). Vem seguido do PMDB com 12 candidatos e PSDB com 10 nomes no segundo turno. Os Democratas só estão no páreo em dois pleitos, mas em compensação são favoritos, segundo pesquisas, na maior cidade do país.
Normalmente o segundo turno segue uma tendência do primeiro. Quem estava subindo tende a continuar a crescer e vice-versa. Surpreendeu as reviravoltas de Belo Horizonte, com pesquisas apontando grandes oscilações, ora em favor do surpreendente Leonardo Quintão do PMDB, ora retornando à liderança Márcio Lacerda, o candidato dos atuais governador e prefeito.
As campanhas na TV e os debates ganharam força nessa reta final. Infelizmente os assuntos preferidos nem sempre foram os mais relevantes e temas preocupantes, como a crise financeira internacional, ficaram em “terceiro plano”. Os publicitários deram destaques a propostas mais populares do que fundamentais e no “vale tudo” em busca dos votos não preservaram aspectos particulares: sobrou baixaria.
Por fim uma reflexão: não deveríamos, aos poucos, expandir o segundo turno também para outras cidades brasileiras. Ela permite que o eleito seja, de fato, o preferido da maioria. Nas cidades menores, teve prefeito eleito com um quarto dos votos… Apesar dos custos, penso que essa possibilidade deveria ser levantada, pois também facilita a composição da nova administração e do legislativo, diminuindo, inclusive, a incidência de “compra de vereadores”, também conhecida como mensalão.