PRESIDIÁRIOS FALAM DOS SENTIMENTOS PARA COM SUAS MÃES

Arquivado em: Mensagens — padrealir at 10:04 am on quinta-feira, maio 7, 2009

Presos considerados de alta periculosidade, e por isso mantidos em cárcere especial com segurança reforçada, deixaram mensagens para suas mães. Celebro neste presídio de segurança máxima. Copiei das paredes do local, onde realizamos a celebração da Santa Missa, algumas frases de alguns dos detentos, escritas por eles próprios como homenagem as suas mães pela passagem do seu dia, as quais transcrevo no decorrer deste artigo.

Eles são filhos de Deus como cada um de nós. Por diferentes motivos e razões entraram no mundo do crime. Cometeram crimes violentos. Por isso são considerados de alta periculosidade.

O erro que cometeram marcou sua ficha para sempre. Mas, no coração continuam sentimentos de ternura e amor por aquela que os carregou por nove meses no seu ventre. Conservo as frases tais como escreveram – literalmente -, embora possam conter erros de grafia. O que conta aqui é o desejo de cada um deles de comunicar um sentimento mantido no coração com relação a sua mãe. Como são raríssimas as pessoas que têm acesso ou se dispõem a ir nesses locais, uso este meio para que você também possa conhecer. E as mães sintam-se homenageadas pelo seu papel insubstituível na vida de seus filhos, independente de sua idade. Seus autores são mantidos anônimos, mas o que escreveram é:

“Posso está na tristesa na angustia e no sofrimento.

Mas jamais irei tirar você do meu pensamento”.

 

“Mãe, tu és a razão da minha vida!

Quando eu me vi perdido, você manteve acesa a minha esperança.

Nada fazia sentido e você me deu colo, como quem protege uma criança.

Quando se apagaram as luzes, você me deu a mão e me guiou no escuro, como o Sol cortando as nuvens, você me iluminou e foi o meu Porto Seguro.

Me fez dar a volta por cima quando mais precisei secou todo o meu pranto, razão da minha vida, eu te amo tanto”.

“Mãe, estou sofrendo mas viver sem sofrer não vale a pena pois é no sofrimento que nasce a experiência e na experiência que eu vou reconhecer que me AMA de verdade, pois quem ama vem no triste lugar de angústia e grade”.

“Palavras são perdidas

Promessas, esquecidas

Cartas e papeis se apodrece,

Mas é o amor de mãe que permanece”.

 

“Todas as maravilhas do mundo

se resume a um só ser:

você amada mãe”.

 

Silencie! Medite nestas palavras destes presos. Eles podem ser considerados de alta periculosidade. Perigoso também pode ser tornar-nos insensíveis a sua história e sofrimento.

Parabéns, mulher, por ser mãe.

Você nunca fracassa por que nunca será esquecida por aqueles que um dia gerou.

NÃO SE FECHOU MAIS

Arquivado em: FORMAÇÃO, Sem Categoria — padrealir at 7:54 pm on terça-feira, abril 28, 2009

 

“Chegando, porém, a vez de Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” ( Jo 19, 33-34).

 

Jesus foi transpassado quando já estava morto. Seu corpo estava frio e rígido. Diferente de um corpo que está vivo. Tocando nosso corpo percebemos o calor que dele sai e que não está rígido.

Quando se corta um cadáver ele não volta a “colar-se”. Os cortes “não fecham”. O que se abriu, assim fica. Se são forçadas, as partes até se encostam, mas não “colam” mais. Cadáver aberto fica aberto para sempre.

Jesus quis que Seu Coração fosse aberto, justamente, depois que Ele estava morto. Assim não poderia fechar-se mais. Depois de transpassado pela lança continuou e continuará para sempre aberto.

É uma porta aberta. Casa com porta aberta é como se não tivesse porta. Quem quiser entra e sai à hora que bem entender. Casa com porta aberta passa a ser casa de todos, indistintamente.

Qualquer pessoa pode ir a uma praia. São tantas! A praia é uma “porta aberta”. Vai quem quer e quando quer. Assim também é o Coração de Jesus: praia de todos. Está aberto para todos, indistintamente. Porta aberta que nunca mais se fechou. Refúgio e abrigo para todos os pecadores.

Nossa sociedade a cada dia ergue muros mais altos e reforça a segurança para que não entrem “pessoas de má índole”.  Jesus adotou outra “política”:  “Quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim” ( Jo 12, 32). E disse mais “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” ( Mt 9,13).

Que bom que esta é a “estratégia” de Jesus:  ” Olharão para aquele que transpassaram” ( Jo 19, 37). Ele nos manda olhar para o transpassado. No perigo, na chuva, na agonia, na aflição, no desespero… que bom encontrar uma porta aberta. Melhor ainda, a porta de um Amigo. Ainda melhor se a porta  é a do coração do próprio Deus que morreu na cruz por todos nós.

“Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno” (Hb 4, 16). Entremos como miseráveis pecadores nesta casa e sairemos de lá com a graça de termos cada dia mais um coração semelhante ao de Jesus. Quem entra e permanece nesta casa, certamente  tem seu coração curado e renova as suas forças para amar sempre mais intensa e efetivamente aos irmãos.

Coragem, adentremos! A porta esta aberta. O dono está nos convidando e atraindo!

 

A FAXINA

Arquivado em: Cura Interior — padrealir at 7:33 pm on sábado, março 14, 2009

Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2Cor 5,20)

Há um costume muito comum: na época do Natal faz-se uma faxina geral. Ela pode ser feita  mais vezes durante o ano, mas parece que o Natal é convidativo para que se faça uma mais completa.

O tempo da Páscoa é um tempo todo especial para fazer-se um outro tipo de faxina. O 2º mandamento da Igreja diz que todo católico deve confessar-se ao menos uma vez por ano, no período da Páscoa. O tempo pascal é tempo favorável para buscarmos o sacramento da reconciliação. É o tempo, por excelência, de faxina na casa do Espírito Santo, que somos nós.

O que é reconciliação?

Quando pensamos em reconciliação nos vêm à mente duas pessoas que antes viviam bem, próximas, juntas, como no casamento, por exemplo. De repente houve um atrito, um desentendimento. Aconteceu uma ruptura. Criou-se um muro entre os dois. A reconciliação seria os dois voltarem a conviver, viver juntos. O próprio termo reconciliar (do latim reconciliare) significa “repor em certo estado, restabelecer, reconduzir” (Dic. Etimológico Lig.Port.).

Isto no ajuda a entender o sacramento da reconciliação. Deus nos fez semelhantes a Ele. O pecado estragou a maravilha que Deus criou. A partir do pecado a morte e a corrupção entraram no ser humano: “com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus”. (Rm 3,23).

A reconciliação é a restauração que nos deixa mais semelhantes ao que éramos antes do pecado entrar no mundo. A reconciliação faz acontecer uma ‘faxina”, retirando de nós o que não estava no projeto original de Deus, quando Ele nos moldou. A reconciliação faz acontecer em nós algo parecido com o que é feito com uma imagem ou pintura quando é restaurada.

Como acontece?

A reconciliação acontece quando o homem abre-se à Palavra de Deus. Esta o ilumina. O Espírito ajuda-o a reconhecer sua triste situação de pecador. O mesmo Espírito convence o homem de que estando habitado pelo pecado ele hospeda a morte, como nos diz a Palavra de Deus: “…por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram”. (Rm 5,12).

O homem sozinho não consegue se purificar. Assim como a casa sozinha não consegue se limpar, a imagem se auto-restaurar. “Quem pode perdoar pecados senão unicamente Deus?”   (Lc 5, 21). Jesus deu este poder aos seus apóstolos: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. (Jo 20, 23)

Nesse sentido, seguem alguns passos que podem favorecer para que Deus faça em nós uma boa faxina, através do sacramento da reconciliação (confissão):

1.       Leia a Palavra de Deus. Deixe que ela o ilumine.

2.       Peça a luz do Espírito Santo. Disse Jesus: “Ele convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim”. (Jo 16, 9)

3.       Em alguns minutos não se consegue localizar toda a sujeira de uma casa que se quer limpar. Por isso use um bom tempo pedindo o Espírito Santo e lendo a Palavra. O Espírito vai ajudá-lo a descobrir muitos pecados.

4.       Peça ao Espírito a graça do arrependimento. “Porque o salário do pecado é a morte”. (Rm  6, 23). Quanto mais “marcas de morte” você localizar e confessar mais “limpo” ficará.

5.       Vá para a confissão como se fosse para uma festa. Deus espera o pecador arrependido com uma festa. Festa que sente quem faz um bom exame de consciência, arrepende-se, conta todos os pecados lembrados e toma uma firme decisão de não mais pecar.

Aproveite o tempo pascal para fazer uma boa faxina (confissão) e volte a repeti-la outras vezes durante o ano. Uma imagem restaurada sempre fica mais linda e atraente do que antes da restauração.

CARNAVAL: DOIS CAMINHOS, UMA ESCOLHA.

Arquivado em: Sem Categoria — padrealir at 11:23 am on quarta-feira, fevereiro 11, 2009

 

Como passar o carnaval? Pra onde ir, onde ficar, o que fazer?

Normalmente, dois grupos tomam caminhos bem opostos.

O primeiro dá vazão à carne e cai na folia, aproveita para passear, assiste aos desfiles, come, bebe, diverte-se segundo os desejos próprios da carne.

Outro grupo costuma tomar um rumo bem oposto: deixa tudo e retira-se para encontros e retiros espirituais. Participa de retiros abertos ou fechados, assiste ou ouve as pregações de retiros pelo rádio ou TV. De sexta a quarta-feira de cinzas dedica-se a estar com o Senhor: ouvindo a sua Palavra, louvando e adorando-O. Para este, aplica-se e torna-se realidade esta palavra de Neemias: “não haja tristeza, porque a alegria do Senhor será a vossa força”. (Ne 8,10).

Trata-se, porém, de uma festa e alegria bem diferente daquela que o mundo oferece. Nos retiros espirituais não há preocupação com droga, camisinha ou contaminação com doenças. O único contágio que geralmente  acontece  com este grupo é o da alegria. Uma alegria que só o Senhor Deus pode oferecer.

Há dois caminhos totalmente opostos. Mas, você pode escolher apenas um deles. Jesus lembrou: “não podeis servir a dois senhores” (Mt 6, 24).  Uma escolha que cada um de nós deverá fazer, sabendo que: “ os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que queríeis”. (Gl 5,17). Cada caminho leva a um destino e final diferente. Por isso Jesus nos preveniu:  “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram”. (Mt 7,13-14))

E quanto a você? Qual dos dois caminhos escolherá? Há outros alternativos, mas estes dois são os mais marcantes no carnaval.

Jesus falou e nos alertou sobre as festas que o mundo oferece: um dia elas seriam parecidas com o que já aconteceu na face da Terra, nos tempos de Noé: “Como ocorreu nos dias de Noé, acontecerá do mesmo modo nos dias do Filho do Homem. Comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Veio o dilúvio e matou a todos”. (Lc 17, 26 - 27)

É importante que estejamos bem atentos e procuremos fazer como Maria “que escolheu a melhor parte” (Lc 10, 42): ficou aos pés de Jesus.

O efeito de cada uma das escolhas aparecerá claramente na quarta-feira de cinzas. Todos podem até estar cansados. Mas, o estado de ânimo será bem diferente. Enquanto uns estarão curtindo a ressaca e o vazio, outros estarão com o coração exultante da alegria do Senhor.

Sejamos espertos: escolhamos a melhor parte, como Jesus mesmo afirmou: “Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada”. (Lc 10, 42). Bom retiro!

Onde terminam os que seguem os passos da Virgem Maria

Arquivado em: Sem Categoria — padrealir at 1:32 pm on quarta-feira, novembro 26, 2008

Nossa intenção, ao falarmos e meditarmos sobre a Virgem Maria nunca deveria ser para justificar-nos em nossa devoção a ela. Muito menos para rebater os nossos irmãos de outras denominações. Nossa primeira preocupação é aprender com a Mestra, a Mãe da Sabedoria. 

O que podemos e devemos é aprender com aquela que literalmente “carregou o Rei na barriga”. Quem poderia saber mais do que ela sobre como nos relacionarmos com seu Filho e nosso Salvador, Jesus Cristo?Por isso, aqui, transcrevo  uma pequena parte das visões de Catharina de Emmerich (mística alemã nascida em 1774) sobre como foi o final da vida de Nossa Senhora, em Éfeso: 

“Depois da ascensão do Filho querido, viveu Maria, três anos em Jerusalém e depois outros três anos em Betânia, em casa de Lázaro. São João, que sempre a acompanhava, levou-a para Éfeso, a fim de salvá-la da perseguição e ali viveu  ainda nove anos… 

A habitação de Maria achava-se numa colina, (…) antes de chegar a Éfeso; a colina tinha uma subida suave, para o lado da cidade. Era uma região deserta, com muitas colinas férteis e belas, com grutas limpas, entre pequenas planícies arenosas. 

Quando João trouxe a Santíssima Virgem para uma casa que lá mandara construir, já ali moravam várias famílias cristãs e algumas das santas mulheres, seja em grutas dos montes ou em subterrâneos, tornados habitáveis com alguma construção de madeira, seja em frágeis tendas. Apenas a casa de Maria era de pedra. 

A Santíssima Virgem morava ali com uma jovem empregada. Viviam recolhidas em paz e sossego. 

João não morava na mesma casa. Passava a maior parte do tempo em Éfeso ou arredores; fez também várias viagens à Palestina. Dava-lhe sempre a Santa Comunhão, rezava com ela a Via Sacra, dava-lhe a bênção e recebia-lhe também a bênção materna. 

No último período da estada ali, vi Maria tornar-se cada vez mais recolhida no amor de Deus; quase não tomava alimento. Era como se só exteriormente estivesse na terra e com o espírito no outro mundo. Parecia não notar o que lhe acontecia em redor. Vi-a, nas últimas semanas antes da morte, já muito idosa e fraca e a criada a guiá-la às vezes pela casa. 

Uma vez vi João entrar lá. Tirou o cinto e vestiu outro, que tirou de sob o manto e que era ornado de letras. No braço pôs uma espécie de manípulo e no peito uma estola. A Santíssima Virgem veio saindo do quarto de dormir, revestida toda de uma veste branca, apoiando-se sobre o braço da criada. Tinha o rosto branco como a neve e como que transparente. A saudade parecia trazê-la como que suspensa entre o céu e a terra. Desde a ascensão de Jesus, todo o seu ser tinha a expressão de uma saudade infinita e sempre crescente, que parecia consumi-la. Dirigiu-se, com João, ao lugar de oração. Puxou uma fita ou correia; então se virou o tabernáculo na parede e a cruz que lá estava, apareceu. Depois de terem ambos rezado, ajoelhados, por algum tempo, levantou-se João e tirou do peito um vaso de metal; abriu-o de um lado, tirou de lá um invólucro de lã fina e deste, um lenço dobrado, de estofo branco, do qual retirou o Santíssimo Sacramento, em forma de um pedacinho de pão branco. Depois disse algumas palavras solenes e sérias e deu à Santíssima Virgem a Sagrada Comunhão. 

Por trás da casa, até certa distância, na encosta da montanha, Maria Santíssima fizera para si uma Via Sacra. Enquanto morava em Jerusalém nunca deixara, desde a morte do Senhor, de percorrer-lhe o caminho da Paixão, chorando de saudade e compaixão. De todos os lugares do caminho onde Jesus sofrera, ela tinha medido a distância a passos: o amor imenso de Maria extremosa não lhe podia viver sem a contínua contemplação desse caminho doloroso. 

Pouco tempo depois de chegar àquela região, eu a via caminhar diariamente até certa distância, subindo a colina atrás da casa, nessa meditação da Paixão e morte do Filho amado. A princípio ia sozinha, medindo pelo número de passos que tantas vezes contara, as distâncias dos lugares onde Jesus sofrera certos tormentos. Em todos esses lugares erguia uma pedra ou, se havia ali uma árvore, marcava-a. O caminho conduzia a um bosque onde, numa elevação, marcou o Monte Calvário e numa gruta de outra colina,  o sepulcro de Jesus Cristo. 

Depois de ter medido desse modo as doze estações da Via Sacra, percorria-a, em silenciosa meditação, acompanhada da criada: em cada estação da Paixão se sentavam, recordando no coração o mistério do respectivo sofrimento e louvando ao Senhor por seu infinito amor, com lágrimas de compaixão. Depois arranjaram as estações ainda melhor e vi  que a Santíssima Virgem escrevia com um buril, na pedra assinalada, a significação do lugar, o número dos passos, etc. Vi também depois da morte da Santíssima Virgem, os cristãos percorrerem esse caminho prostrando-se por terra e beijando o chão” (1). 

Que ensinos maravilhosos podemos obter destas atitudes de nossa Mãe e Mestra, a Virgem Maria. Quem ousa dizer que em algum momento Maria tenha o lugar de Jesus na salvação da humanidade. 

Nossa Igreja católica a chama de  medianeira de todas as graças. Ela é o  canal da graça. Embora ela seja cheia de graça (Lc 1, 28), como o anjo a chamou, ela não é a fonte mas o canal das graças. Por isso, ela disse “faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1,18). Ela segue rigorosamente o que nos ensina a Palavra de Deus em Hb 4, 16:  “Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno”.  

O trono é a cruz. A fonte inesgotável da misericórdia é o Coração aberto de Jesus. Dali saiu sangue e água. A eterna fonte de misericórdia jamais se fechou. Continua aberta para todos.  

Assim podemos, facilmente, constatar qual é o ponto final de quem “embarca no colo da Mãe, a virgem Maria”: embaixo da cruz, sob o trono da graça. Era este local onde ela mais costumava frequentar. Se foi o seu local preferido, deve ser o local preferido aonde conduz seus filhos. 

Não tenhamos receio em consagrar-nos total e eternamente a Nossa Mãe santíssima. Nossa primeira mãe (Eva) esteve embaixo de uma árvore, no paraíso. Ali estava pendurada, numa árvore, a serpente. Maria nos leva para outra arvore onde está dependurado o Salvador. Da antiga árvore brotou a condenação, da nova arvore nos veio a salvação. Não vão faltar mulheres e “mães” que nos tentarão seduzir  e  conduzir a  “arvores” onde se encontra a serpente. Escolhamos a arvore onde está Aquele que venceu definitivamente a antiga serpente. E com Ele nós somos mais que vencedores.  

Quem decidir ser inteiramente de Maria precisará ser como Jesus diz que devem ser seus seguidores: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lc 9, 23). 

Seguir Maria é terminar embaixo da Cruz, no trono da graça. Para seguir Jesus é preciso renunciar a si mesmo, tomar a cruz e segui-lo. Com eles (Maria e Jesus) terminaremos nossa viagem na casa do Pai, como Ele afirmou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). Tenhamos todos, este final feliz, seguindo nossa Mãe e Mestra. 

1 EMMERICH, AC. Vida, Paixão e glorificação do Cordeiro de Deus. Mireditora, São Paulo 2007. Ps. 405 – 406. 

ONDE A VIRGEM MARIA LEVA OS QUE A ELA SE CONSAGRAM?

Arquivado em: VIRGEM MARIA — padrealir at 10:23 am on segunda-feira, setembro 15, 2008

Para responder a esta pergunta é preciso, antes, responder a outra: onde e em que situação Jesus nos deu Sua mãe como nossa mãe? 

O Evangelho de João nos responde:“junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo. Eis aí tua mãe’. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa”. (Jo 19, 25 - 27) Jesus nos deu Sua mãe junto à cruz, debaixo da cruz e enquanto o seu sangue estava escorrendo sobre a terra

A Virgem Maria, como mulher cheia do Espírito Santo e de sabedoria, sabe muito bem o que deve fazer com os filhos que a ela se consagram.

Ela “reflete”: “onde foi mesmo que meu filho Jesus me entregou como mãe de todos os homens? Por que será que ele não me entregou nas Bodas de Caná, onde eu consegui que antecipasse seu tempo e fizesse o primeiro milagre?Por que ele não me entregou, como mãe, quando ele estava no auge de sua popularidade, quando multidões o procuravam para ouvi-lo e serem curados?Por que ele não fez uma grande convocação com os anjos tocando trombetas e, então, solenemente me entregou como mãe de todos? 

“Minha marca que encantou o Senhor foi a humildade” (Lc 1, 48). “Assim costumo agir: quando alguém se entrega a mim eu tomo este filho e levo-o aos pés da cruz a fim de que ele seja lavado com o preciosíssimo sangue de meu Filho, para que alcance a graça do arrependimento de seus pecados e, pela Sua Divina Misericórdia, possa alcançar a salvação. 

Eu não sou a salvadora. Eu sou MÃE. Eu nunca esqueci onde meu filho, Jesus, me entregou como mãe de todos: aos pés da cruz e enquanto Seu sangue era derramado pela salvação de todos.João, o discípulo amado, representando todos vocês levou-me para a sua casa (Jo 19, 27). Mas, eu, levo vocês para os pés da cruz. Intercedo em vosso favor para que vocês possam reconhecer seus pecados, arrepender-se e desejar mudar de vida, e, com isso, ser perdoados e lavados pelo sangue preciosíssimo do meu filho Jesus. 

Eu levo meus filhos até meu Filho Jesus. Eu rogo por eles, como fiz nas bodas de Caná (Jo 2). Só Ele pode perdoar os pecados. Vocês acham que meu filho recusa um pedido de sua mãe?Ninguém pode ser meu verdadeiro filho se rejeita meu Filho, Jesus. Afinal ele mesmo disse: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim’. (Jo 14, 6) e também está escrito: ‘em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos’. (At 4,12) 

Meu adversário, o demônio, é o enganador. Eu lhes apresento a verdade: meus verdadeiros filhos devem permanecer junto comigo, aos pés da Cruz. Ali está a fonte da eterna misericórdia. Tomar a Cruz e segui-lo (Mt 16, 24). Eu sou a Mãe das Dores. Eu fui dada na dor. Somente João, o discípulo amado, permaneceu junto ao meu Filho Jesus. Os outros fugiram. Eu posso não ter estado junto com meu Filho, Jesus, nos grandes momentos em que todos o aclamaram e o procuravam. Mas, na hora da dor, em que ele mais precisava de apoio, eu estive ao Seu lado. Permaneci de pé, junto à cruz.  

É o mesmo que desejo fazer hoje: ficar junto de você, meu filho, e, com você, junto à cruz do meu Filho e nosso Salvador, Jesus Cristo”. 

Em síntese podemos dizer:Quem se consagra à Virgem Maria, é levado por Ela até Jesus. Quem acolhe Jesus, reconhece seus pecados, arrepende-se, confessa seus pecados, pedindo a Sua Misericórdia, obtém o perdão. Então Jesus, o Caminho, o leva ao Pai

“Que pena que não nasci cachorro?”

Arquivado em: QUESTIONAR-SE — padrealir at 3:56 pm on quinta-feira, agosto 28, 2008

“Deus fez os animais segundo a sua espécie.. e viu que era bom” (Gn 1,15) “Deus fez o homem a sua imagem e semelhança.. e viu que era Muito Bom” (Gn1, 26. 31). E Jesus se identificou com homem (Mt 25, 40).

Sou um morador de rua. Passo o dia todo estirado ao chão porque não tenho coragem de olhar para os que passam, indiferentes, ao meu lado. 

Vejo muita gente. Dificilmente vejo passar algum cachorro. Nem vira-lata sequer. Os que foram postos na rua, como eu, muitos não estão mais nela. Já apareceu “uma alma generosa” que os recolheu. Até quem me jogou na rua tem seu cão. Provavelmente, nunca terá coragem de fazer com ele o que fez comigo. 

Ah, que pena que não sou um cachorro!… Assim fosse, talvez já me teriam recolhido. Ao menos, quem sabe, me encaminhado a um abrigo. 

Ah, que pena que não sou um cachorro!… Haveria alguém que me assumiria, me levaria ao doutor, compraria as vacinas de que necessito, os remédios, trataria das minhas feridas.  

Ah, que pena que não sou um cachorro!… Eu teria minha casinha própria, nem precisaria lavar minha casa. Quem me tivesse assumido lavaria para mim. 

Ah se eu tivesse nascido cachorro!… Aqui na rua não tenho onde fazer minhas necessidades e tomar banho. Se eu fosse um cão, tudo isto estaria previsto!  

Mas eu sou humano!… Ninguém se detém para falar comigo! 

Se eu fosse um cão, meu dono me levaria a passear!… 

Ah, que pena que não sou um cachorro!… Poderia até entrar na casa do meu dono. Ser abraçado, acariciado. Mesmo que eu não pudesse trabalhar, minha comida, remédio, banho, corte de cabelo… Tudo estaria garantido. Seria um bicho de estima-ção. Seria estimado por alguém que cuidaria de minhas necessidades mais fundamentais. 

Hoje me pergunto: se eu fosse um cão? 

Se eu fosse um cão eu não seria gente! 

Eu não seria filho de Deus, templo do Espírito Santo. 

Seria uma criatura, mas não teria sido criado “a sua imagem e semelhança”

Eu não seria, no juízo final, o mais mencionado pelo Rei Jesus. 

Se eu fosse um cão as pessoas não poderiam ver Jesus em mim. 

Ah, como eu sou feliz por não ser um pessoa humana!… Por ser gente! 

Ah, como eu sou feliz, apesar de, as vezes me sentir só e abandonado! 

Eu sou o “pobre Lázaro” de hoje sobre o qual Jesus falou. Eu sou aquele que quer ao menos as migalhas das vossas mesas ou uma pequena parte do que é dado e gasto com os animais de estimação. 

No dia em que, ao menos os cristãos gastarem conosco, moradores de rua, 1% do que gastam com seus animais de estimação, não precisaremos mais permanecer na rua. Se há lugar para os animais, haverá também para nós, moradores de rua. 

* * *  

Evangelho é boa notícia. Não é uma acusação, mas uma boa notícia. Podemos acolhê-lo e nos esforçar para pô-loem prática. E isso representa um grande desafio.  

Façamos a nossa parte, sendo fiéis nas pequenas coisas. 

Se seguirmos os conselhos de Jesus nos alegraremos com Ele e com os pobres por toda eternidade. 

Pode ser que você não concorde com a reflexão. Ela é, antes de tudo, uma auto reflexão.  

Este artigo é escrito para mim mesmo! Quem sabe pode ajudar alguém mais!

Não há nenhuma intenção de ser contra quem oferece proteção aos animais.

Eles são criaturas maravilhosas do mesmo Deus que criou o homem  a sua imagem e semalhança.

Eles merecem respeito e cuidado, como toda a criação.

O que importa, aqui,  é deixar-nos iluminar pela Plavra de Jesus que nos manda reconhecê-lo no irmão, seja ele quem for.

Feliz de quem ouve a Palavra de Deus e a põe em prática, disse Jesus. 

Coloco abaixo dois textos que podem nos servir de motivação. Se quiser medite-os. É a Palavra de Jesus para nós: 

Lc 16, 19 – 25: “Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava.  Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico… Até os cães iam lamber-lhe as chagas. Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. Gritou, então: “pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas”. Abraão, porém, replicou: “filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento”…  

Mt 25, 31 – 46: “Quando o Filho do Homem voltar [...] colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então, o Rei dirá aos que estão à direita: “vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim”. Perguntar-lhe-ão os justos: “senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar”? Responderá o Rei: “em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes”.Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: “retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos. Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era peregrino e não me acolhestes; nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitastes”.Também estes lhe perguntarão: “Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos”? E ele responderá: “em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer. E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna”.

A devoção a Virgem Maria é necessária para a salvação?

Arquivado em: VIRGEM MARIA — padrealir at 9:59 am on quarta-feira, agosto 27, 2008

  Quando li o livro do Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem, de São Luiz Maria de Montfort, sobre a importância da Virgem Maria para a salvação de todos os homens, confesso que fiquei impressionado. Pensei logo naqueles que “abandonaram” esta devoção e me dei conta da real importância de Maria na nossa vida. Então, concluí: isto precisa ser divulgado. 

Assim, transcrevo aqui os textos para que possam ser mais amplamente conhecidos. Além disso,  pretendem responder às duas perguntas abaixo: 

  • A devoção a Nossa Senhora é necessária para a salvação?
  • Sem a devoção a Nossa Senhora podemos nos salvar? 

Eis o que está escrito neste livro se Montfort nos nos 40 a 42: 

§ 1. A devoção à Santa Virgem é necessária a todos os homens para conseguirem a salvação

40. “O douto e piedoso Suárez, da Companhia de Jesus, o sábio e devoto Justo Lípsio, doutor da universidade de Lovaina, entre outros, provaram incontestavelmente, apoiados na opinião dos Santos Padres, entre os quais, Santo Agostinho, Santo Efrém, diácono de Edessa, São Cirilo de Jerusalém, São Germano de Constantinopla, São João Damasco, Santo Anselmo, São Bernardo, São Bernardino, Santo Tomás e São Boaventura, que a devoção à Santíssima Virgem é necessária à salvação e também um sinal infalível de condenação - opinião do próprio Ecolampádio e outros hereges, - não ter estima e amor à Santíssima Virgem. O contrário, é indício certo de predestinação ser-lhe inteira e verdadeiramente devotado. 

41.As figuras e palavras do Antigo e do Novo Testamento o provam; a opinião e os exemplos dos santos o confirmam; a razão e a experiência o ensinam e demonstram; o próprio demônio e seus asseclas, premidos pela força da verdade, viram-se muitas vezes constrangidos a confessá-lo, a seu pesar. De todas as passagens dos Santos Padres e doutores, que compilei para provar esta verdade, cito apenas uma, para não me alongar: “Ser vosso devoto, ó Virgem Santíssima, é uma arma de salvação que Deus dá, àqueles que quer salvar. (São João Damasceno). 

42. Eu poderia repetir aqui várias histórias que provam o que afirmo. Entre elas, destaco: 

  • Aquela que vem narrada nas crônicas de São Francisco, em que se conta que o santo viu, em êxtase, uma escada enorme, em cujo topo, apoiado no céu, avultava a Santíssima Virgem. E o santo compreendeu que aquela escada ele devia subir para chegar ao céu;
  • Outra narrada nas crônicas de São Domingos: quando o santo pregava o rosário nas proximidades de Carcassona, quinze mil demônios, que possuíam a alma de um infeliz herege, foram obrigados, por ordem da Santíssima Virgem, a confessar muitas verdades grandes e consoladoras, referentes à devoção a Maria. E eles, para sua própria confusão, o fizeram com tanto ardor e clareza que não se pode ler essa autêntica narração e o panegírico, que o demônio, embora a contragosto, fez da devoção mariana, sem derramar lágrimas de alegria, ainda que pouco devoto se seja da Santíssima Virgem.”  (veja abaixo este texto com as respostas dos demônios) (São Luís Maria Grignion de Montfort, Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem, pág. 40-45. 31. ed. Vozes. Petrópolis, 2002).

Respostas dos demônios, mesmo contra a vontade  (*)

Quando São Domingos estava pregando o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um albigense que estava possesso pelo demônio. Consta que mais de doze mil pessoas tinham vindo ouvi-lo pregar. Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. Eles testemunharam que:

1 - Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário;

2 - Continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que eles mais odiavam em todo o mundo, isto por causa das almas que ele arrancou dos demônios através da devoção do Santo Rosário; revelaram ainda várias outras coisas.

São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do albigense e pediu que os demônios lhe dissessem quem, de todos os santos nos céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens. Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo… e eles disseram:

“Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento…São Domingos ajoelhou-se e rezou a Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade. Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima Virgem perto de si, rodeada por uma multidão de anjos. Ela bateu no homem possesso com um cajado de ouro que segurava e disse: “responda ao meu servo Domingos imediatamente”. Então os demônios começaram a gritar:

“Oh, vós, que sois nossa inimiga, nossa ruína e nossa destruição, porque desceste dos céus só para nos torturar tão cruelmente? Oh, Advogada dos pecadores, vós que os tirais das presas do inferno, vós que sois o caminho certeiro para os céus, devemos nós, para o nosso próprio pesar, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é que é a causa de nossa vergonha e nossa ruína? Oh, pobres de nós, príncipes da escuridão: então, ouçam bem, vocês cristãos: a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e ela pode salvar seus servos de caírem no Inferno. Ela é o Sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É ela que descobre nossos planos ocultos, quebra nossas armadilhas e faz com que nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito. Nós temos que dizer, porém de maneira relutante, que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada conosco; um simples suspiro que ela oferece à Santíssima Trindade é mais precioso que todas as orações, desejos e aspirações de todos os santos.

Nós a tememos mais que todos os santos dos céus juntos e não temos nenhum sucesso com seus fiéis servos. Muitos cristãos que a invocam quando estão na hora da morte e que seriam condenados, de acordo com os nossos padrões ordinários, são salvos por sua intercessão. Oh, se pelo menos essa Maria (assim era na sua fúria como eles a chamaram) não tivesse se oposto aos nossos desígnios e esforços, teríamos conquistado a igreja e a teríamos destruído há muito tempo atrás; e teríamos feito que todas as Ordens da Igreja caíssem no erro e na desordem.
Agora, que somos forçados a falar, também lhe diremos isto: ninguém que persevera ao rezar o Rosário será condenado, porque ela obtém para seus servos a graça da verdadeira contrição por seus pecados e por meio dele, eles obtêm o perdão e a misericórdia de Deus”   

(*) Fonte: www.deuspelaarte.com.br 

QUEM AMA ESTENDE SEU CORAÇÃO

Arquivado em: INTERCESSÃO — padrealir at 6:08 pm on quinta-feira, agosto 14, 2008

“O amor não busca os seus próprios interesses” (1Cor 13,5) 

Disse Jesus: “se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso vos será concedido por meu pai que está nos céus. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles” (Mt 18, 19-20). 

Jesus disse claramente: “qualquer coisa que quiserem pedir”. Então, não existe o que não possamos pedir a Deus. “Respondeu Jesus: o que é impossível aos homens é possível a Deus“. (Lc 18, 27) 

Porém, nossa oração deve ser feita em acordo (a-cordis = com os corações juntos, unidos). 

Por isso meu convite é que todos nós nos associemos, para juntos fazermos um mesmo pedido: um pedido não para nós, nem somente para os nossos familiares e amigos, mas para toda a humanidade. Um pedido, um clamor de misericórdia ao nosso Deus, em favor de todos os homens do mundo inteiro. Independente da raça ou religião a que pertençam. Quer estejam na verdade ou na mentira. Se estão nas mãos de Deus ou nas garras do inimigo. Deus os criou por amor e os ama com amor eterno.   Alguns motivos  para a nossa oração: 

1º -  Deus concedeu-nos a graça de conhecer Jesus Cristo, o único salvador. Outros podem não tê-lo conhecido. Deus deu-nos graças especiais, portanto, para sermos gratos a Ele, vamos nos colocar como intercessores em favor dos irmãos que não O conhecem ou não O amam. 

2º -  Deus quer “que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”. (1Tm 2, 4).  

3º - Jesus derramou seu sangue para a salvação de todos: “isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados”. (Mt 26, 28). Na consagração o sacerdote diz as seguintes palavras: “o sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por todos, para a remissão dos pecados”.  

Mesmo sem se dar conta do que diziam, os judeus clamaram: “todo o povo respondeu: caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos”! (Mt 27,25). Sangue que Jesus ofereceu-nos: “este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós…”. (Lc 22, 20) 

A carta aos hebreus fala-nos do valor do sangue de Cristo para nossa purificação: “o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu como vítima sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas para o serviço do Deus vivo” (Hb 9, 14). “Sem efusão de sangue não há perdão”. (Hb 9, 22). “Por esse motivo, irmãos, temos ampla confiança de poder entrar no santuário eterno, em virtude do sangue de Jesus”. (Hb 10, 19). “Jesus, querendo purificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora das portas”. (Hb 13, 12) 

São Pedro nos diz que o sangue de Cristo foi o preço do resgate de todos os homens: “porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso sangue de Cristo,” (1Pd 1,18). Confirmado pelo texto de João: “o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado”. (1Jo 1, 7) “Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu sangue” (Ap 1, 5). “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro”. (Ap 7, 14) 

O sangue de Jesus derramado por todos nós é a grande graça de Deus: “nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça” (Ef 1, 7). “Agora, porém, graças a Jesus Cristo, vós que antes estáveis longe, vos tornastes presentes, pelo sangue de Cristo”. (Ef 2, 13) 

4º - O próprio Jesus aponta para onde a humanidade deve se dirigir: “e quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim”. (Jo 12,32). E diz em outra parte a Escritura: “olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10)” (Jo 19,37). 

5º - O melhor lugar para o ser humano estar, é embaixo da Cruz, olhando para o crucificado para ali ser banhado e purificado conforme a profecia de Ezequiel (36, 25): “derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações”. Profecia plenamente realizada no calvário: “um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água”. (Jo 19, 34) 

Como realizar esta intercessão: 

Todos os dias, em nossas orações pessoais, sacrifícios e ao participar da santa missa vamos, unidos, de acordo e juntos orar da seguinte maneira: Usando nossa imaginação e nossa fé, colocamos debaixo da cruz de Jesus, a fim de que sobre eles seja derramado o sangue e a água que brotaram do seu Coração aberto na cruz, estas três classes de pessoas:  a)   Aqueles que vão morrer neste dia; 

b)   Aqueles que planejam tirar a própria vida; 

c)   Aqueles que planejam tirar a vida dos outros. 

Nós não os conhecemos, mas Deus, sim. Devemos interceder como um ato de puro amor. Não buscando os nossos interesses, mas o de nossos irmãos: Para os que morrem neste dia, pedindo a Deus a graça do arrependimento e acolhimento de Jesus.  

Para os que pretendem tirar a própria vida, para que encontrem um novo sentido para viver. 

Para os que pretendem tirar a vida dos outros, para que mudem de intenção.  

Vamos estar de acordo e pedir o que pode parecer impossível para os homens.  

Vamos pedir por amor aos nossos irmãos. 

Vamos pedir porque Jesus nos mandou. 

Vamos pedir porque Jesus nos autorizou a pedir “qualquer coisa que quisermos” (Mt 18, 19). 

Vamos pedir o que mais se deseja: “a salvação de todos os homens” (1TM 2, 40).Vamos pedir o que os irmãos mais necessitam: alcançar a salvação eterna e a continuidade da vida. 

Entremos juntos e de acordo nessa empreitada. 

Juntemos-nos, mesmo sem nos conhecer e sem conhecer por quem vamos orar.Creiamos na moção de Deus. 

Aos pés da cruz vamos encontrar, de pé (Jo 19, 25), a Mãe de todos. Entreguemo-lhe, novamente, os filhos que Jesus lhe entregou quando esteve na cruz. 

Consagremos todos ao Coração Imaculado de Maria a fim de que isto ajude a apressar o triunfo do seu IMACULADO CORAÇÃO.

Paulo, apóstolo, podemos ou não fazer imagens?

Arquivado em: ANO PAULINO — padrealir at 4:19 pm on segunda-feira, agosto 11, 2008

paulo-apostolo.jpg Paulo, o senhor lá do alto deve muito bem saber e estar acompanhando o grande conflito e tensão a respeito de um assunto intitulado “imagens”.

O senhor teve uma experiência pessoal tão forte e especial com Jesus, foi um apóstolo tão iluminado, escreveu coisas tão lindas e profundas, sobre quase todos os assuntos… baseado em todas essas verdades, desejamos tratar nessa  entrevista sobre um assunto que sempre gerou muita polêmica: as imagens. O que o senhor tem a dizer a esse respeito? Podemos ou não fazer imagens ou esculturas? Consideramos muito importante a sua opinião, já que o senhor foi um profundo conhecedor da Palavra  de Deus, especialmente da lei, como o senhor mesmo escreveu: quanto à lei, fariseu;” (Fl 3,5). 

- Paulo, queres algum esclarecimento?  - Sim! Deixe bem claro sobre o que você está me perguntando. Que parte da Bíblia? 

- Está bem, Paulo, é sobre estes versículos: 

- “Guardai-vos, pois, de fabricar alguma imagem esculpida representando o que quer que seja, figura de homem ou de mulher”( Dt 4,16) 

- “não façais uma imagem esculpida, representando o que quer que seja, como vos proibiu o Senhor vosso Deus” (Dt 4,23) 

- “Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra” ( Ex 20,4). 

Paulo, é exatamente, sobre estes versículos e outros semelhantes que tratam de fazer imagens e esculturas que queremos sua opinião, pois elas já foram motivo de tantas discussões e até brigas entre os seguidores do mesmo Jesus Cristo que o senhor pregou com tanto empenho. Por isso, todos nós, cristãos, gostaríamos de ouvir seu parecer. 

- Pois bem, vou-lhes explicar: 

1º: prestem atenção que todos estes mandamentos são do Antigo Testamento. Nenhuma vez é mencionado no Novo testamento que não se deve fazer imagens. Eles aparecem justamente, na Lei, que eu muito bem estudei aos pés de Gamaliel (“instruí-me aos pés de Gamaliel, em toda a observância da lei de nossos pais, (At 22,3). Quero lembrar-lhes que esta lei está muito bem detalhada nos Livros de Levítico, Deuteronômio e Êxodo. Era a lei para o povo de Israel, para o Antigo Testamento. 

: vou responder-lhes como respondi aos romanos e aos gálatas. Vejam o que lhes disse sobre a lei: 

- “Tu, que te glorias da lei, desonras a Deus pela transgressão da lei!” ( Rm 2,23)  - “A circuncisão, em verdade, é proveitosa se guardares a lei. Mas, se fores transgressor da lei, serás, com tua circuncisão, um mero incircunciso”. (Rm 2,25) 

- “Porquanto pela observância da lei nenhum homem será justificado diante dele, porque a lei se limita a dar o conhecimento do pecado”. (Rm 3,20) 

- “Porque julgamos que o homem é justificado pela fé, sem as observâncias da lei”. (Rm 3,28)  - “Porque, se a herança é reservada aos observadores da lei, a fé já não tem razão de ser e a promessa fica sem valor”. (Rm 4,14) 

- “Porquanto a lei produz a ira; e onde não existe lei, não há transgressão”. (Rm 4,15)  - “…tiramos assim a nossa justificação da fé em Cristo, e não pela prática da lei. Pois, pela prática da lei, nenhum homem será justificado” (Gl 2,16). 

- “Não menosprezo a graça de Deus; mas, em verdade, se a justiça se obtém pela lei, Cristo morreu em vão”(Gl 2,21).  - “Todos os que se apóiam nas práticas legais estão sob um regime de maldição, pois está escrito: maldito aquele que não cumpre todas as prescrições do livro da lei” (Dt 27,26)(Gl 3,10.) 

- “E atesto novamente, a todo homem que se circuncidar: ele está obrigado a observar toda a lei” (Gl 5,3)  - “Já estais separados de Cristo, vós que procurais a justificação pela lei. Decaístes da graça” (Gl 5,4). 

 - “…toda a lei se encerra num só preceito: amarás o teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18) (Gl 5,14).  - Que maravilha, Paulo! O senhor dedicou muitas passagens a falar sobre a lei. Jesus já havia falado muito aos fariseus. Estes três versículos me parecem chaves: vou repeti-los: 

Gl 3, 10 – “Todos os que se apóiam nas práticas legais estão sob um regime de maldição. Pois está escrito: maldito aquele que não cumpre todas as prescrições do livro da lei” (Dt 27, 26). Gl 5, 3 – “E atesto novamente, a todo homem que se circuncidar: ele está obrigado a observar toda a lei”. 

Gl 5, 4 – “Já estais separados de Cristo, vós que procurais a justificação pela lei. Decaístes da graça”. 

 3º: o que eu, Paulo, disse aos gálatasEstar circuncidado ou incircunciso de nada vale em Cristo Jesus, mas sim a fé que opera pela caridade (Gl 5, 6), eu poderia muito bem dizer a vocês: fazer imagens ou não, não é assim tão importante para quem vive no Novo Testamento. Esta era uma proibição muito rígida e válida para o Antigo Testamento. Reconheço que, também eu, enquanto não conhecia Jesus, estava rigorosamente apegado à lei do AT. Desculpem, mas, perguntar não é ofensa: será que alguns de vocês, cristãos, se encontram na mesma situação? 

Caso estejam, peço-lhes que revejam o que afirmei acima. Definam-se e localizem-se em que Testamento cada um de vocês está. O que falei aos romanos e gálatas é Palavra de Deus e hoje falo a vocês. Agora prestem muita atenção, pois se algum de vocês insiste em estar apegado a lei do AT e viver como se ainda estivesse no AT, então lembro-lhes o seguinte: “… atesto novamente, a todo homem que se circuncidar (no caso em que vocês me perguntam: não fazer imagens por estar proibido na lei): ele está obrigado a observar toda a lei (Gl 5,3). 

E lembro, ainda mais, aos que obtarem por esta lei de não fazer imagens: estes, então, devem seguir o que também disse aos gálatas:“Todos os que se apóiam nas práticas legais estão sob um regime de maldição. Pois está escrito: maldito aquele que não cumpre todas as prescrições do livro da lei (Dt 27, 26) (Gl 3, 10). Então, vejam, que se quiserem seguir este mandamento devem seguir todos os demais do AT, para não estarem na maldição.  4º: em síntese, posso dizer-lhes o seguinte: esta proibição de não fazer imagens não se aplica aos que vivem no NT. Quem está no NT deve seguir, primeiramente, “a Lei de Cristo” (Gl 6, 2), como eu escrevi aos gálatas: “fazei-vos servos uns dos outros pela caridade, porque toda a lei se encerra num só preceito: amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19,18) (Gl 5,13-14). 

- Obrigado, Paulo. Mas, se o senhor me permite, quero fazer-lhe mais uma pergunta: quando nós, cristãos, entramos em conflito sobre fazer ou não imagens o que está em questão mais a fundo é a idolatria. O senhor acaba de tranqüilizar os cristãos que fazem imagens. Esta era uma proibição para os judeus e para quem continua vivendo no AT. Mas, o que o senhor tem a nos dizer sobre a idolatria, que é mencionada em algumas passagens, como: “a cobiça é uma idolatria“. (Cl 3,5), “fugi da idolatria” (1Cor 10,14). Em que consiste a idolatria? - Assim escrevi aos romanos: “Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém! (Rm 1,25). Eis o grande erro: adorar e servir a criatura ao invés do criador.  

Meu conselho, enquanto apóstolo de Jesus Cristo, para vocês, cristãos, é o seguinte: não fiquem brigando entre si. Jesus, que eu preguei, mandou-nos amar até os inimigos. Amem-se e prestem atenção a esta minha advertência: “não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6, 12).

Meu conselho de apostolo de Jesus Cristo é a vontade de Nosso Senhor: “ que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste (Jo 17, 21). Não se deixem enganar. Não lutem entre si. Sigam os ensinamentos daquele que “é a imagem de Deus invisível”. (Cl 1,15). Unam-se para lutar “contras as forças espirituais do mal” (Ef 6,12). Assim, “quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória”. (Cl 3,4) 

- Obrigado, Paulo. Interceda por nós que seguimos o mesmo Jesus, pois, depois de encontrá-lo, o senhor considerou tudo o mais como “esterco” (Fl 3,8). Que nós também tenhamos um profundo encontro pessoal com Ele para que, por Ele e com Ele, juntos, nos empenhemos. 

Obrigado, Paulo, apóstolo. Até breve!

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