Cura dos relacionamentos

Arquivado em: Mensagens — padrealir at 4:56 pm on quarta-feira, março 10, 2010

Este é o tema do Kairós que estarei pregando na Canção Nova neste domingo dia 14/03.

Quantos casamentos são desfeitos. Quantas famílias vivem num ambiente de tristeza e sofrimento. Quantos membros da família setem-se melhor fora do que dentro de seus lares. Quantos adiam seu retorno aos lares preferindo estar com amigos do que com seus familiares. Quanto estão “arrependidos” de ter escolhido tal pessoa para constituir uma família.

Porque aquela mesma pessoa que antes “nao deixava dormir” de tanto que se pensava nela, agora “nao deixa dormir” por causa das mágoas que dela se tem. O que aconteceu?

Como se pode mudar o quadro atual de relacionamento?

O que se pode fazer para não chegar ao ponto de preferir estar só do que junto à pessoa que está ao nosso lado?

Quantos casais que depois de separados concluem que a separação nao trouxe a solução, antes aumentou o número de problemas.

Como é possivel viver bem com a pessoa que está ao seu lado?

 A solução pode muito bem estar na cura dos relacionamentos e não no rompimento de uma relação.

Ore por este encontro e venha até Cahoeira Paulista, na Canção Nova participar ou asista pela TV, Internet ou onça pela rádio.

Divulgue e interceda. Deus quer restabelecer muitos relacionamentos e o fará pela sua graça.

Quaresma, tempo de alegria!

Arquivado em: Sem Categoria — padrealir at 11:41 pm on sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Uma primeira idéia e impressão pode nos trazer ao pensamento uma realidade que não é verdadeira. Poderíamos pensar que quaresma, por nos chamar à penitência, conversão, oração, jejum, esmola, recolhimento, seria um tempo de tristeza e abatimento.

Entretanto, a realidade é bem diferente. Quaresma é um tempo essencialmente de alegria e isto deve-se, justamente, à proposta de conversão.

O chamado à conversão é um convive para que se deixe o “inferno” e se ande na direção do céu. Ou seja, deve-se aproveitar esse momento para sair de uma situação de desconforto e infelicidade para seguir em direção a um estado de maior felicidade e alegria.

Esta é essencialmente a proposta de Deus para nós, seus filhos amados. Ele tem um caminho que nos conduz numa direção diferente, e até contrária do mundo, pois Deus sabe onde e como encontraremos a verdadeira e duradoura felicidade.

Converter-se, é justamente, inverter a direção na qual se está caminhando. Quando se está numa avenida e aparece um sinal de “conversão à esquerda”, por exemplo, este indica que se deve fazer um retorno e andar, agora, em sentido contrário, isto é, inverter a direção na qual se trafegava anteriormente.

Assim, se antes andávamos “na direção do inferno” da infelicidade, agora marcharemos na direção da verdadeira e eterna felicidade. É este o chamado e convide de Deus: que trilhemos um caminho onde possamos ser  mais e verdadeiramente felizes.

Não podemos pensar que Deus seja “um sujeito chato” que não nos quer aproveitando as coisas boas que a vida pode nos oferece. Deus não tem para nós apenas “boas coisas”, mas as melhores. Deus nos criou para a verdadeira felicidade neste mundo e para toda a eternidade.

Por isso somos convidados a, durante toda a quaresma, ouvir e seguir o que a Palavra de Deus nos propõe. Disse o Pai sobre Jesus: “Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o!” (Lc 9,35)

Quem de nós, escutar todos os dias o que nos diz a Palavra lida na liturgia terá excelentes motivações para converter-se e chegar ao local da verdadeira felicidade que Deus tem reservado para os que ouvem e põem em prática Sua Palavra.

Portanto, se dedicarmos mais tempo à leitura, meditação e praticarmos o que nos diz a Palavra de Deus, mais facilmente chegaremos ao destino da verdadeira felicidade.

Neste período quaresmal, podemos também deixar uma parte do tempo que passamos diante da TV e orar mais, praticar a caridade pela visita a um doente, ser mais solidários com os mais necessitados, buscar a reconciliação com que estamos de mal, enfim, sejamos criativos no amor!

Não é difícil encontrar motivos para mudar. Basta que leiamos atentamente a Palavra de Deus proposta todos os dias.

Leiamos com esta perspectiva: Esta Palavra vai me indicar o caminho da felicidade verdadeira. Ela pode ser “dura, não gostosa, me convidar a mudar de vida”, mas vai me conduzir à verdadeira felicidade, à verdadeira alegria.

Mergulhemos de fato no espírito quaresmal. Posso saber se estou vivendo de fato a quaresma, se cada dia me sentir mais feliz, vendo minha alegria crescer e explodir do dia da Páscoa da ressurreição.

Boa caminhada de conversão. Boa chegada à verdadeira e permanente alegria!

 

FÉRIAS: HORA DE ESCOLHER A CONDUÇÃO

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 2:25 pm on segunda-feira, dezembro 28, 2009

     

 

Férias combinam bem com viagem. Quando alguém nos diz que entra de férias, perguntamos: “Vai viajar para onde?” Férias sem uma saída de onde se passou o tempo todo, nem parecem férias.  Infelizmente, nem todos conseguem fazer, nem que seja uma pequena viagem.

Quem decide viajar, precisa escolher uma condução.  Algo que o conduza ao destino.  Naquele final da viagem espera encontrar familiares, amigos e um lugar de descanso.  Quem deseja viajar, precisa pensar antes na condução.  Quanto melhor e mais rápida a condução mais fácil e seguro se chega ao destino.

Aqui que podemos nos deixar, iluminar pela Palavra de Deus.  Ela fala de duas conduções:

“A carne aspira ao que CONDUZ à morte; mas o Espírito aspira ao que dá vida e paz” (Rm 8, 6-7).

 

Conforme a condução escolhida será o destino que se chegará.

Não é possível servir a dois senhores.  Não é possível andar em dois caminhos diferentes ao mesmo tempo.  Assim também, não é possível pegar duas conduções diferentes ao mesmo tempo.  Se tem duas, é preciso escolher uma.

 

A Palavra de Deus diz: ou somos conduzimos pelo Espírito ou pela carne.  Os que são conduzidos pelo Espírito acabam chegando na vida e na paz. Já os que são conduzidos pela carne,  tem como destino final, a morte.

Se você escolher o caminho ser conduzido pelo Espírito, no final das férias, estará descansado, revigorado e na vida e na paz.  Mas, se pegar a condução da carne, vai terminar na morte.  Pegar a “condução” da carne significa “tirar férias de Jesus” ou seja, esquecer Deus e seus mandamentos durante o período de férias. Deixar de participar da missa, não rezar, não ler a Palavra, cair nas bebedeiras, farras e seguir os prazeres da carne.  Isto é se deixar conduzir pela carne.

 

Imagino que você vai preferir o melhor.  Caso queira terminar sua vida “na vida e na paz”, então vão aí algumas dicas:

a)    Procure ir à missa ao menos no final de semana.

b)    Leia um pequeno trecho da Palavra de Deus, todos os dias.

c)     Reze seu terço todos os dias.

d)    Leia ao menos um livro espiritual.

e)     Fique a sós e medite alguns minutos no dia.

f)       Louve a Deus por tudo que você vê de diferente onde estiver.

 

Jesus um dia falou que Maria escolheu “a melhor parte”.  Seja esperto, também. Escolha passar as férias “no Espírito” e não “na carne”.

Faça esta escolha e estas férias poderão se tornar as melhores de sua vida.  Boa escolha e boas férias.

 

Meus votos neste Natal

Arquivado em: Sem Categoria — padrealir at 6:30 pm on quinta-feira, dezembro 24, 2009

Algo diferente toma conta do mundo
As luzes brilham
As famílias se encotram
Todos querem estar Juntos
Presentes são dados.
A alegria surge.
O que está por trás de tudo isso?
A resposta é: Recebemos um salvador
Alguém veio para nos retirar das trevas e da morte.
Agora nossa vida tem soluçao
Ela pode ser diferente
Se Jesus entra em nossa vida, tudo muda
QUe Ele nasça em seu coraçao
Que você experimente toda a Sua alegria.
Então tenho certeza que
Voce terá um Feliz Natal
Isto lhe desejo
E a Deus peço que aconteça.
Com Carinho e estima.

É possível ser santo?

Arquivado em: Mensagens — padrealir at 5:05 pm on segunda-feira, julho 20, 2009

“Sou santo!” Quando ouvimos uma declaração dessas nos assustamos ou achamos presunção, orgulho, vaidade. Facilmente retrucamos afirmando: “Santo de pau oco?!

A santidade nos parece algo tão distante ou quem sabe meio impossível. Por isso nem pensamos em persegui-la para alcançá-la. Embora Jesus nos tenha ordenado: “…sede perfeitos (santos), assim como vosso Pai celeste é perfeito” ( Mt 5, 48).

Podemos mesmo pensar que a santidade seja um chamado e uma possibilidade apenas para algumas pessoas especiais como papas, bispos, fundadores de comunidades e congregações religiosas. Mas não é assim. A santidade é uma possibilidade para todos, de modo especial para os batizados.

No batismo, recebemos o Espírito Santo. Não costumamos dizer “fogo quente”, pois, trata-se de uma redundância, já que só será fogo se for quente, nem “gelo frio”, pelo mesmo motivo. Mas, podemos afirmar que o Espírito que recebemos no Batismo é Santo, pois este tem como função, santificar. A função do fogo é aquecer. A do gelo, esfriar. A do Espírito, santificar.

No livro do êxodo vemos uma bela passagem que nos pode ajudar entender a santidade: “Moises notou que sarça estava em chamas, mas não se consumia” (Ex 3, 2). Deus disse a Moisés: “tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa” (Ex, 3, 5).

Passemos ao Novo Testamento à nossa vida.

a. A chama que queima e não se consome é o Espírito Santo que recebemos em nosso batismo. Ele é Deus. Está em nós. É uma chama divina que habita em nosso interior e jamais se consome. Quando acendemos um fogo, se não formos pondo lenha, ele apaga. Consumida a lenha, termina o fogo. A chama do fogo do Espírito Santo é esta “sarça” que queima sem parar em nosso interior. Ela é capaz de queimar o tempo todo e não se consumir. Isso ocorre porque trata-se de uma chama divina, portanto, não necessita que se reponha a lenha.

b. Esta terra é santa. Quem a santifica é a presença da chama ardente que não se consome. Que permanece acessa. A terra torna-se santa devido à chama que nela está queimando. Aqui nos damos conta que há verdadeiramente a possibilidade de sermos santos. A santidade é possível não porque sejamos uma terra santa por nós mesmos. Somos e continuamos pecadores, mas em nós arde uma chama, “a chama do amor”, a chama do Espírito Santo. Quem se deixa iluminar, é aquecido por ela. Quem segue este conselho da Palavra de Deus “deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os apetites da carne” (Gl 5,16), crescerá em santidade, tornar-se-á “uma terra santa”.

Santidade é uma obra do Espírito Santo em nós. Assim como o fruto é uma “obra” da árvore, a pintura uma obra do pintor, a escultura do escultor, a santidade é uma ação do Espírito Santo. Esta santidade que poderá ser percebida pelos frutos daquela “terra” na qual arde a “sarça” do Espírito: “o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança” ( Gl 5, 22).

c. “Tira as sandálias dos pés”. Posso pisar sobre um fio elétrico e levar um grande choque ou não. Depende do isolante que eu tenha em meu calçado. Deus diz a Moises: “tira o isolante dos teus pés”. Tira as sandálias! Pisa na terra! Entra em contado direto com ela. Sente o calor da terra. Deus deu-nos o Espírito Santo. Quis colocá-lo tão em contato conosco que acabou colocando-O dentro de nós mesmos. Somos por Ele habitados para estarmos em contato direto o tempo todo e totalmente com Ele. Onde há isolante, a energia não chega. A cinza que se acumula sobre a brasa não permite que ela aqueça o churrasco. É preciso soprá-la.  Jesus “soprou sobre eles dizendo-lhes: recebei o Espírito Santo” (Jo 20, 22). O calor do Espírito nos aquece. Com esta força podemos progredir na santidade.

Se até hoje buscamos a santidade pelas nossas boas obras, renúncias, sacrifícios, podemos continuar. Mas, vamos acrescentar a súplica constante para que o Pai dos Céus que nos adotou como filhos, continuamente, sopre sobre “as brasas do Espírito” que recebemos no batismo. Que a chama da sarça do Espírito cresça sempre mais nesta terra, templo do Espírito, que somos, como nos diz a Palavra: “não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?” (1Cor 6,19). Desta forma nos tornaremos cada dia mais santos, porque possuídos, fortificados e guiados pelo Espírito Santo.

Peçamos todos os dias: Sarça ardente do Divino Espírito, que habitas em mim, e que me tornastes santo pelo Batismo, ajuda-me a progredir no caminho da santidade e produzir os frutos do Espírito. Então não precisarei dizer para ninguém: “sou santo!” Esta declaração torna-se dispensável, pois, “pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos?” (Mt  7,16).

 

O tesouro

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 10:35 pm on quarta-feira, julho 15, 2009

Jesus disse que há um tesouro precioso, que carrega em si um grande desejo: produzir alegria em quem o encontra. Portanto, aqueles que o encontram podem encher-se de alegria.

O tesouro existe e a alegria é manifestada em quem o encontra. Ele contém a capacidade de produzir “automaticamente” essa alegria.

Assim como quem tem uma habilidade, quer prová-la através do  que faz, este tesouro demonstra quem é, pela alegria que produz em quem o encontra.

Mas, afinal quem é este precioso tesouro e como encontrá-lo? Como é possível ter a garantia de que ele de fato produz alegria?

Esta certeza nos foi dada pelo próprio Jesus. “O Reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo”. ( Mt 13,44)

Jesus garante que quem o encontra fica “cheio de alegria”.

Como e quando ele produz alegria?

Jesus mesmo responde: Quando é encontrado. Caso não seja, não consegue dar o fruto da alegria a que deseja.

Este tesouro é o Reino dos céus.  Este tesouro é Jesus.

Quantos ainda não o encontraram!!! Quantos ansiosamente vivem buscando a alegria. Encontram outros falsos tesouros, com aparência de verdadeiros, mas falsos.

Alegram-se quando os encontram, mas essa alegria é efêmera, passageira.

São tesouros ocos, vazios. São os ídolos. Tesouros que não são capazes de preencher o vazio, mesmo depois de terem sido encontrados.

São os tesouros do prazer, do dinheiro, do ter a roupa ou tênis de marca. Ou, ainda, os tesouros da droga, da bebida, do sexo.

A alegria que produzem, infelizmente, logo a seguir pode transformar-se em tristeza.

A possibilidade de sentir tristeza foi Deus mesmo quem a deu. A tristeza deveria despertar nas pessoas a saudade e desejo de retornar a Deus. Assim como fez o filho pródigo.

Ele retornou ao verdadeiro tesouro onde estava a verdadeira alegria: Junto do Pai, do qual jamais deveria ter se afastado.

 

Tarefa do missionário

 

Esta é a tarefa do missionário: apresentar o verdadeiro tesouro: JESUS.

Tesouro verdadeiro que produz a verdadeira e permanente alegria.

Alegria que acontece com quem é apresentado ao tesouro (o evangelizado). E alegria que experimenta o que apresenta tesouro (o evangelizador). “Porque eis que se pode dizer com toda verdade: Um é o que semeia outro é o que ceifa”. (Jo 4,37)

Esta é a graça da missão. Este é o privilégio do missionário: ver rostos se encherem de alegria por encontrar o precioso tesouro: Jesus.

Entre neste grupo. Seja um missionário e experimente esta alegria!

Reze pelos missionários.

Há tanta gente triste porque ainda não encontrou o verdadeiro tesouro.

Entremos nessa e aproveitemos as oportunidades que temos de apresentar a quem não conhece o Maior de todos os Tesouros: Jesus

PRESIDIÁRIOS FALAM DOS SENTIMENTOS PARA COM SUAS MÃES

Arquivado em: Mensagens — padrealir at 10:04 am on quinta-feira, maio 7, 2009

Presos considerados de alta periculosidade, e por isso mantidos em cárcere especial com segurança reforçada, deixaram mensagens para suas mães. Celebro neste presídio de segurança máxima. Copiei das paredes do local, onde realizamos a celebração da Santa Missa, algumas frases de alguns dos detentos, escritas por eles próprios como homenagem as suas mães pela passagem do seu dia, as quais transcrevo no decorrer deste artigo.

Eles são filhos de Deus como cada um de nós. Por diferentes motivos e razões entraram no mundo do crime. Cometeram crimes violentos. Por isso são considerados de alta periculosidade.

O erro que cometeram marcou sua ficha para sempre. Mas, no coração continuam sentimentos de ternura e amor por aquela que os carregou por nove meses no seu ventre. Conservo as frases tais como escreveram – literalmente -, embora possam conter erros de grafia. O que conta aqui é o desejo de cada um deles de comunicar um sentimento mantido no coração com relação a sua mãe. Como são raríssimas as pessoas que têm acesso ou se dispõem a ir nesses locais, uso este meio para que você também possa conhecer. E as mães sintam-se homenageadas pelo seu papel insubstituível na vida de seus filhos, independente de sua idade. Seus autores são mantidos anônimos, mas o que escreveram é:

“Posso está na tristesa na angustia e no sofrimento.

Mas jamais irei tirar você do meu pensamento”.

 

“Mãe, tu és a razão da minha vida!

Quando eu me vi perdido, você manteve acesa a minha esperança.

Nada fazia sentido e você me deu colo, como quem protege uma criança.

Quando se apagaram as luzes, você me deu a mão e me guiou no escuro, como o Sol cortando as nuvens, você me iluminou e foi o meu Porto Seguro.

Me fez dar a volta por cima quando mais precisei secou todo o meu pranto, razão da minha vida, eu te amo tanto”.

“Mãe, estou sofrendo mas viver sem sofrer não vale a pena pois é no sofrimento que nasce a experiência e na experiência que eu vou reconhecer que me AMA de verdade, pois quem ama vem no triste lugar de angústia e grade”.

“Palavras são perdidas

Promessas, esquecidas

Cartas e papeis se apodrece,

Mas é o amor de mãe que permanece”.

 

“Todas as maravilhas do mundo

se resume a um só ser:

você amada mãe”.

 

Silencie! Medite nestas palavras destes presos. Eles podem ser considerados de alta periculosidade. Perigoso também pode ser tornar-nos insensíveis a sua história e sofrimento.

Parabéns, mulher, por ser mãe.

Você nunca fracassa por que nunca será esquecida por aqueles que um dia gerou.

NÃO SE FECHOU MAIS

Arquivado em: FORMAÇÃO, Sem Categoria — padrealir at 7:54 pm on terça-feira, abril 28, 2009

 

“Chegando, porém, a vez de Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” ( Jo 19, 33-34).

 

Jesus foi transpassado quando já estava morto. Seu corpo estava frio e rígido. Diferente de um corpo que está vivo. Tocando nosso corpo percebemos o calor que dele sai e que não está rígido.

Quando se corta um cadáver ele não volta a “colar-se”. Os cortes “não fecham”. O que se abriu, assim fica. Se são forçadas, as partes até se encostam, mas não “colam” mais. Cadáver aberto fica aberto para sempre.

Jesus quis que Seu Coração fosse aberto, justamente, depois que Ele estava morto. Assim não poderia fechar-se mais. Depois de transpassado pela lança continuou e continuará para sempre aberto.

É uma porta aberta. Casa com porta aberta é como se não tivesse porta. Quem quiser entra e sai à hora que bem entender. Casa com porta aberta passa a ser casa de todos, indistintamente.

Qualquer pessoa pode ir a uma praia. São tantas! A praia é uma “porta aberta”. Vai quem quer e quando quer. Assim também é o Coração de Jesus: praia de todos. Está aberto para todos, indistintamente. Porta aberta que nunca mais se fechou. Refúgio e abrigo para todos os pecadores.

Nossa sociedade a cada dia ergue muros mais altos e reforça a segurança para que não entrem “pessoas de má índole”.  Jesus adotou outra “política”:  “Quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim” ( Jo 12, 32). E disse mais “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” ( Mt 9,13).

Que bom que esta é a “estratégia” de Jesus:  ” Olharão para aquele que transpassaram” ( Jo 19, 37). Ele nos manda olhar para o transpassado. No perigo, na chuva, na agonia, na aflição, no desespero… que bom encontrar uma porta aberta. Melhor ainda, a porta de um Amigo. Ainda melhor se a porta  é a do coração do próprio Deus que morreu na cruz por todos nós.

“Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno” (Hb 4, 16). Entremos como miseráveis pecadores nesta casa e sairemos de lá com a graça de termos cada dia mais um coração semelhante ao de Jesus. Quem entra e permanece nesta casa, certamente  tem seu coração curado e renova as suas forças para amar sempre mais intensa e efetivamente aos irmãos.

Coragem, adentremos! A porta esta aberta. O dono está nos convidando e atraindo!

 

A FAXINA

Arquivado em: Cura Interior — padrealir at 7:33 pm on sábado, março 14, 2009

Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2Cor 5,20)

Há um costume muito comum: na época do Natal faz-se uma faxina geral. Ela pode ser feita  mais vezes durante o ano, mas parece que o Natal é convidativo para que se faça uma mais completa.

O tempo da Páscoa é um tempo todo especial para fazer-se um outro tipo de faxina. O 2º mandamento da Igreja diz que todo católico deve confessar-se ao menos uma vez por ano, no período da Páscoa. O tempo pascal é tempo favorável para buscarmos o sacramento da reconciliação. É o tempo, por excelência, de faxina na casa do Espírito Santo, que somos nós.

O que é reconciliação?

Quando pensamos em reconciliação nos vêm à mente duas pessoas que antes viviam bem, próximas, juntas, como no casamento, por exemplo. De repente houve um atrito, um desentendimento. Aconteceu uma ruptura. Criou-se um muro entre os dois. A reconciliação seria os dois voltarem a conviver, viver juntos. O próprio termo reconciliar (do latim reconciliare) significa “repor em certo estado, restabelecer, reconduzir” (Dic. Etimológico Lig.Port.).

Isto no ajuda a entender o sacramento da reconciliação. Deus nos fez semelhantes a Ele. O pecado estragou a maravilha que Deus criou. A partir do pecado a morte e a corrupção entraram no ser humano: “com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus”. (Rm 3,23).

A reconciliação é a restauração que nos deixa mais semelhantes ao que éramos antes do pecado entrar no mundo. A reconciliação faz acontecer uma ‘faxina”, retirando de nós o que não estava no projeto original de Deus, quando Ele nos moldou. A reconciliação faz acontecer em nós algo parecido com o que é feito com uma imagem ou pintura quando é restaurada.

Como acontece?

A reconciliação acontece quando o homem abre-se à Palavra de Deus. Esta o ilumina. O Espírito ajuda-o a reconhecer sua triste situação de pecador. O mesmo Espírito convence o homem de que estando habitado pelo pecado ele hospeda a morte, como nos diz a Palavra de Deus: “…por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram”. (Rm 5,12).

O homem sozinho não consegue se purificar. Assim como a casa sozinha não consegue se limpar, a imagem se auto-restaurar. “Quem pode perdoar pecados senão unicamente Deus?”   (Lc 5, 21). Jesus deu este poder aos seus apóstolos: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. (Jo 20, 23)

Nesse sentido, seguem alguns passos que podem favorecer para que Deus faça em nós uma boa faxina, através do sacramento da reconciliação (confissão):

1.       Leia a Palavra de Deus. Deixe que ela o ilumine.

2.       Peça a luz do Espírito Santo. Disse Jesus: “Ele convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim”. (Jo 16, 9)

3.       Em alguns minutos não se consegue localizar toda a sujeira de uma casa que se quer limpar. Por isso use um bom tempo pedindo o Espírito Santo e lendo a Palavra. O Espírito vai ajudá-lo a descobrir muitos pecados.

4.       Peça ao Espírito a graça do arrependimento. “Porque o salário do pecado é a morte”. (Rm  6, 23). Quanto mais “marcas de morte” você localizar e confessar mais “limpo” ficará.

5.       Vá para a confissão como se fosse para uma festa. Deus espera o pecador arrependido com uma festa. Festa que sente quem faz um bom exame de consciência, arrepende-se, conta todos os pecados lembrados e toma uma firme decisão de não mais pecar.

Aproveite o tempo pascal para fazer uma boa faxina (confissão) e volte a repeti-la outras vezes durante o ano. Uma imagem restaurada sempre fica mais linda e atraente do que antes da restauração.

CARNAVAL: DOIS CAMINHOS, UMA ESCOLHA.

Arquivado em: Sem Categoria — padrealir at 11:23 am on quarta-feira, fevereiro 11, 2009

 

Como passar o carnaval? Pra onde ir, onde ficar, o que fazer?

Normalmente, dois grupos tomam caminhos bem opostos.

O primeiro dá vazão à carne e cai na folia, aproveita para passear, assiste aos desfiles, come, bebe, diverte-se segundo os desejos próprios da carne.

Outro grupo costuma tomar um rumo bem oposto: deixa tudo e retira-se para encontros e retiros espirituais. Participa de retiros abertos ou fechados, assiste ou ouve as pregações de retiros pelo rádio ou TV. De sexta a quarta-feira de cinzas dedica-se a estar com o Senhor: ouvindo a sua Palavra, louvando e adorando-O. Para este, aplica-se e torna-se realidade esta palavra de Neemias: “não haja tristeza, porque a alegria do Senhor será a vossa força”. (Ne 8,10).

Trata-se, porém, de uma festa e alegria bem diferente daquela que o mundo oferece. Nos retiros espirituais não há preocupação com droga, camisinha ou contaminação com doenças. O único contágio que geralmente  acontece  com este grupo é o da alegria. Uma alegria que só o Senhor Deus pode oferecer.

Há dois caminhos totalmente opostos. Mas, você pode escolher apenas um deles. Jesus lembrou: “não podeis servir a dois senhores” (Mt 6, 24).  Uma escolha que cada um de nós deverá fazer, sabendo que: “ os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que queríeis”. (Gl 5,17). Cada caminho leva a um destino e final diferente. Por isso Jesus nos preveniu:  “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram”. (Mt 7,13-14))

E quanto a você? Qual dos dois caminhos escolherá? Há outros alternativos, mas estes dois são os mais marcantes no carnaval.

Jesus falou e nos alertou sobre as festas que o mundo oferece: um dia elas seriam parecidas com o que já aconteceu na face da Terra, nos tempos de Noé: “Como ocorreu nos dias de Noé, acontecerá do mesmo modo nos dias do Filho do Homem. Comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Veio o dilúvio e matou a todos”. (Lc 17, 26 - 27)

É importante que estejamos bem atentos e procuremos fazer como Maria “que escolheu a melhor parte” (Lc 10, 42): ficou aos pés de Jesus.

O efeito de cada uma das escolhas aparecerá claramente na quarta-feira de cinzas. Todos podem até estar cansados. Mas, o estado de ânimo será bem diferente. Enquanto uns estarão curtindo a ressaca e o vazio, outros estarão com o coração exultante da alegria do Senhor.

Sejamos espertos: escolhamos a melhor parte, como Jesus mesmo afirmou: “Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada”. (Lc 10, 42). Bom retiro!

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