COM MARIA, O MELHOR!

Arquivado em: FORMAÇÃO, Sem Categoria — padrealir at 7:15 pm on quarta-feira, abril 30, 2008

De outras mulheres nasceram alguns profetas. De Maria, nasceu o maior de todos eles, Jesus de Nazaré.

Na festa das Bodas de Caná, na qual Maria estava presente, os convidados puderam deliciar-se com um abundante e excepcional vinho.

Quando Maria se fez presente na casa de Isabel, ela e seu filho João, ainda no ventre, receberam os melhores presentes: o Espírito Santo e a alegria (cf Lc 1, 41.44).

Quando Maria estava presente e orando com os discípulos, no Cenáculo, a Igreja recebeu o seu o maior dom: O derramamento do Espírito Santo (cf At 1, 14; 2, 4).

Quanta alegria causa ao filho, a chegada de sua amável e querida mãe! Que presente maior pode haver para um bebê, além da presença de sua mãe junto dele.

O filho que se entristece ao ver sua mãe saindo para o trabalho, enche-se de alegria ao vê-la retornar.

Com a presença da mãe, sempre se pode esperar o melhor.

Assim acontece em nossa vida: onde está Maria, a Mãe de Jesus, podemos esperar o melhor.

Preparemo-nos para a efusão do Espírito Santo neste Pentecostes e passemos todo o mês de maio, especialmente dedicado à Virgem Maria, em oração e adoração ao Seu filho Jesus e veremos o melhor acontecer.

Orando com Maria, não será surpresa se o que acontecerá, será mais e melhor do que imaginávamos.

Quem tem a presença de Maria em sua vida deve acostumar-se com o melhor. Assim como nas bodas de Caná, o vinho que Jesus providenciou, graças à intercessão de Maria, foi abundante e melho.

Aproveitemos este mês para retornarmos fervorosamente à oração do santo terço e à meditação da Palavra, tornando-nos, assim como a Mãe de Jesus e nossa mãe, servos da Palavra de Deus (Cf. Lc 1, 38).

Maria não é melhor por acaso. Se o Pai do Céu caprichou tanto para criar a nossa mãe, imaginemos, para criar a mãe de Seu Filho! Por isso, nós repetimos o que disse Isabel: “Donde me vem esta honra de vir  a mim a mãe de meu Senhor?”(Lc 1, 43).

Portanto, ao questionarmos de onde nos vem o MELHOR, podemos concluir, com toda a certeza: o MELHOR, vem da mãe do meu Senhor!…

A PRIMEIRA MISSA NO BRASIL

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 8:34 am on sábado, abril 26, 2008

A celebração da primeira missa no Brasil, deu-se no domingo de Páscoa, a 26 de abril de 1500, quando fincaram a Cruz no chão macio de um banco de areia em Porto Seguro, no litoral sul da Bahia. Esta cerimônia seria a primeira de tantas, que desde então, foram celebradas, neste, que veio a tornar-se o maior país católico do mundo.

Disse Pero Vaz de Caminha, na  Carta a El-Rei, em primeiro de maio de 1500:“…E quando veio o Evangelho, que nos erguemos todos em pé, com as mãos levantadas, eles (os índios) se levantaram conosco e alçaram as mãos, ficando assim, até ser acabado: e então tornaram-se a assentar como nós… e em tal maneira sossegados, que, certifico a Vossa Alteza, nos fez muita devoção. Enquanto dois carpinteiros separavam um enorme tronco para a feitura da Cruz, os índios, uns oitenta ou mais, tagarelas, estorvantes, rodeavam os marinheiros em seus afazeres, olhando pasmos o efeito do fio do ferro na árvore. Da mata próxima vinham os barulhos da bicharada, o ruído forte dos papagaios, dos bugios, e de uma poucas pombas rolas“. 

O Frei Henrique de Coimbra oficiou-a todo paramentado, enquanto a tripulação congregava-se na praia as voltas do altar. Tomavam posse daquela Ilha de Vera Cruz, em nome do rei de Portugal e da santa fé católica. Os nativos, dóceis, se portaram de tal modo que Caminha convenceu-se da fácil conversão deles no futuro. Um par de padres, dos bons, escreveu ele ao rei, bastava”.

Assim teve início a história do nosso país: embaixo de uma cruz.

O primeiro e mais importante ato foi realizado cindo dias após a chegada dos portugueses aqui: a celebração do santo sacrifício da Missa. O sangue do cordeiro, o único e eterno sacrifício aceito pelo Pai, já era oferecido nesta Terra de Santa Cruz, há 508 anos.

Começamos Bem! Iniciamos sob o signo da cruz e oferecendo o preciosíssimo corpo e sangue de Jesus ao Pai, na Santa Missa.Após o descobrimento, bem antes desta terra ter sido banhada por qualquer outro sangue, ela foi consagrada pelo Sangue bendito do Filho de Deus oferecido sobre o altar naquele memorável 26 de abril de 1500.

É por isso que somos um povo cheio de esperança. Porque iniciamos embaixo da cruz. Iniciamos no local da vitória.

Se esta terra foi batizada com o nome  de Terra de Santa Cruz, temos como sonho e confiança em Deus, que um dia esta será a Terra da Vitória,  do triunfo definitivo do crucificado que ressuscitou: Jesus de Nazaré.

Como o inimigo foi vencido na cruz, aqui chegará o dia em que ele finalmente será banido e teremos o reino definitivo da Cruz. O que iniciou com a Cruz haverá de terminar também com a vitória definitiva dela.

Portanto, ao olhar para Jesus, não devemos jamais esquecer  o que Ele afirmou:  “…quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim” (Jo 12,32).

Haverá um tempo que ninguém resistirá a esta atração da cruz.

Por isso, mantenhamos a esperança e trabalhemos para que isto aconteça o mais breve possível. “Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça”. (2Pd 3,13)

A palavra nos aponta e nós precisamos alimentar esta esperança que se transformará numa certeza: “Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia”. (Ap 21,1) 

DERRUBA O MURO, ABRE A PORTA!

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 9:50 am on terça-feira, abril 22, 2008

Jesus é a nossa paz. Ele, que, de dois povos fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separava.” (Ef 2,14.”Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; tanto entrará e sairá e encontrará pastagem”. (Jo 10,9) 

O muro separa (de um ou de outro lado).A porta divide (dentro ou fora).Jesus destruiu o muro e abriu a porta. Mais que abrir, Ele se apresenta como a porta, dizendo: se entrar será salvo e encontrar pastagens.

Aquele que ficar de fora, que não passar pela porta, não terá acesso a estas benesses e regalias que se encontram do lado de dentro da porta. Se Jesus diz que será salvo quem estiver do lado de dentro da porta, é porque quem está do lado de fora está “perdido”.

Dessa forma, fica clara a diferença. Da porta para dentro, salvo, curado, restaurado, bem alimentado com as melhores pastagens. E do lado de fora? Ocorre o inverso de tudo o que há lá dentro. Se lá dentro, há “vida em abundancia”, do lado de fora da porta deve haver vida de carestia, miséria, pobreza e condenação.

O salmo 22,1-5, bem relata a vida do lado de dentro, daqueles que passam pela porta (Jesus): “O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. Prepara para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derrama o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça”.Assim acontece a vida em abundancia e de qualidade, que Jesus quer para suas ovelhas. Quantos têm a sua fé e religião como um fardo, uma obrigação! Talvez porque ainda não ouviram a voz do pastor dizendo: vem… vem ficar comigo! Deixa-me carregar-te nos meus ombros, saciar-te, alimentar-te com os melhores manjares. Segue-me e eu te conduzirei a uma vida de qualidade e felicidade que jamais imaginavas que pudesse existir.

Convite!

O convite é feito para todos: bons e maus, santos e pecadores. Todos são convidados a entrar. Quem de nós se recebesse um convite para um almoço numa ótima churrascaria preferiria ficar do lado de fora “degustando” apenas a fumaça que sai da chaminé? Quem não conhece a Jesus e não entra por Ele, fica assistindo o banquete. É sofrido ver os outros comerem e nossa boca encher-se de saliva…Para que isto não aconteça, entremos pela porta! O muro já foi derrubado. A porta está aberta e nos convida entrar por ela.Que pastagens será que o Divino Pastor tem para nos oferecer?     

Sua carne, como comida;

 Seu sangue, como bebida;

Seu Espírito, para saciar nossa sede de ser amados;

Sua Palavra, para nos iluminar;

Seu Pai, para nos acolher… e muitas, muitas graças!

E eu, vou escolher ficar do lado de fora?

Perder essa oportunidade?

Somente vendo e não aproveitando dessas deliciosas pastagens que o pastor oferece de graça? 

“O Espírito e a Esposa dizem: Vem! Possa aquele que ouve dizer também: Vem! Aquele que tem sede, venha! E que o homem de boa vontade receba, gratuitamente, da água da vida!” (Ap 22,17) 

IDOLATRIA

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 4:45 pm on quinta-feira, abril 17, 2008

Idolatria é escolher, adorar e servir um deus falso em lugar do Deus verdadeiro.São Paulo definiu muito bem a idolatria: “Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos!” (Rm 1,25). 

Uma das diferenças do Deus verdadeiro do deus falso é que o deus falso é “oco”. Por isso que no passado um dos símbolos dos deuses falsos eram as imagens ocas.Representavam um “deus oco”. Um deus “vazio”, fraco!Hoje, o grande erro é confundir a idolatria com as imagens. Idolatria é escolher um deus falso. Escolher adorar e servir à criatura ao invés do criador. Estas criaturas são as mais diversas. Para identificar os deuses falsos de hoje não é tão difícil.  

Os atuais ídolos, os deuses falsos os deuses “ocos” dos nossos dias são:

O Prazer, o Poder e o Ter

Estes são os ídolos, “deuses ocos” dos tempos atuais.Por serem ocos não satisfazem nunca os que os buscam.  

Esta é, por exemplo, uma das razões por que não encontramos nenhum ganancioso que diga: “Tenho dinheiro que chega, estou satisfeito”. Quando o dinheiro se torna um ídolo, um deus oco ele não preeenche o coração do ser humano. 

O mesmo vale para o prazer. Quem faz do prazer um deus, este nunca se satisfaz. Busca-o desenfreadamente e sente-se sempre vazio. Vai à praia, ao jogo de futebol, viaja, como, bebe, mas sente-se sempre vazio. Por que está indo atrás de um deus “oco”, de um ídolo. 

O mesmo podemos dizer do poder. Quem tem o poder não para servir mas para dominar. Busca sempre tê-lo mais e nunca está satisfeito. Neste caso o poder se transforma num deus falso, oco, um ídolo.  

A idolatria é o maior pecado. A árvore da qual brotam os outros nossos pecados. É uma escolha de um deus oco e não um cheio. Por isso que deixa vazios os que o escolhem adorar e servir.

DESPERTA, TU, QUE DORMES! (Ef 5,14)

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 1:04 pm on terça-feira, abril 15, 2008

No último dia 10 de abril p.p., nós, sacerdotes, tivemos uma manhã de formação com o padre Garcia Miranda, da ordem dos Jesuítas, sobre a V Conferência de Aparecida (Documento de Aparecida - DA).

O padre Garcia participou da elaboração do texto de preparação e do texto final do documento, além de ter-se dedicado o tempo todo à equipe de redação durante o evento, podendo, dessa forma,e falar com conhecimento de  causa.Ele destacou alguns aspectos do documento final:

a.    No início do Cristianismo, ninguém conhecia a Jesus. Foi necessário anunciá-lo, torná-lo conhecido. Assim, quem se tornava cristão, fazia uma opção clara de seguimento a Jesus Cristo, como seu mestre. Antes de fazer esta opção, a pessoa recebia o primeiro anúncio (querigma). Tinha um encontro pessoal com Jesus e passava a fazer parte uma comunidade como membro vivo.

b.    Depois de alguns séculos deixou-se de realizar este anúncio mais explicito de Jesus. Assim, há até pouco tempo, supunha-se que as pessoas tivessem um conhecimento sobre Jesus. Esta suposição devia-se ao fato de existir uma tradição católica secular.

c.    A conclusão agora é esta: a maioria dos batizados possui apenas um conhecimento teórico sobre Jesus. Assim mesmo, muitas vezes superficial.d.    Por isso, a Igreja quer destacar em sua ação evangelizadora os quatro eixos (DA 226), conforme segue:

  1. Todo católico precisa ter um encontro pessoal com Jesus. Pode afirmar que conhece Jesus, quem teve um encontro pessoal com Ele, assim como Paulo o teve, no caminho de Damasco. Cada um, necessita ter o seu encontro pessoal. Isto se dá de modo especial, ouvindo-se a Palavra de Deus, anunciada na força do Espírito Santo. Geralmente, quem tem este encontro, sabe bem o local, dia e até hora, pois trata-se de um momento inesquecível. Quem ainda não o teve, não terá como dizê-lo. Dessa forma, é necessário que todos os católicos recebam o anúncio do querigma e tenham uma experiência pessoal com Jesus. Esta será a tarefa prioritária da Igreja a partir de agora, segundo propõe o DA
  2. Converter-se e viver em comunidade. Quem se encontra com Jesus, deve sentir o desejo de mudar de vida e passar a viver em comunidade. Ali, continuará alimentando-se da Eucaristia e da Palavra, tornando-se então um membro do corpo de Cristo.
  3. Aprofundar sua formação no conhecimento da Bíblia e na doutrina católica.
  4. Ter uma experiência pessoal com Jesus. Inserir-se numa comunidade e aprofundar o conhecimento. Depois disso, tornar-se um missionário. Ser missionário é algo intrínseco a ser católico. A Igreja quer que digamos: sou católico, logo, sou missionário.

Outros destaques foram apontados por ele durante o encontro:

o     Passar de uma pastoral de conservação para uma pastoral de  conquista. Ir ao encontro dos desgarrados;o     Ter uma pastoral que atue de forma acolhedora e se preocupe com  todas as necessidades das pessoas, sejam elas, espirituais, psicológicas, econômicas, sociais, etc.

o     Bento XVI convocou a Igreja a estar mais presente na mídia, na política e na universidade.

o     Criar uma rede de comunidades. Os pequenos grupos ajudarão a formar comunidades e serão um grande remédio contra a solidão, na qual vivem muitas pessoas ao nosso redor, hoje em dia. 

QUER QUE TE AJUDEM?

Arquivado em: RELACIONAMENTOS — padrealir at 5:22 pm on segunda-feira, abril 14, 2008

Quem não participa na decisão,não participa na execução!

 Em Puebla, os bispos da América Latina sugeriram o seguinte lema para toda a igreja da América Latina: Comunhão e participação. Todos os fiéis batizados foram chamados a fazer comunhão e a participarem como membros ativos na construção da igreja viva.Levar o outro a participar pode ser semelhante a ensinar uma criança a andar. Auxiliei alguns dos meus irmãos a aprender a andar. O teste final era dar sete voltas ao redor da casa (60 m cada uma), segurando nas mãos da criança e ela andando. Depois de cumprir esta maratona ela era declarada em condições de poder andar com suas próprias pernas. Mas até chegar neste grau, quantas quedas levou e tentativas teve que realizar para manter-se de pé.

Levar uma pessoa a participar e ser agente ativo de uma pastoral, movimento, associação ou celebração pode ser um processo que exige muita paciência, pois normalmente é lento e demorado. Facilmente somos tentados a fazer, ao invés de levar o outro a participar. Parece-nos mais rápido e prático pescar e dar o peixe do que “perder tempo” em ensinar o outro a pescar.Depois que a criança passa a andar com seus próprios pés, poucas vezes será necessário carregá-la no colo. Com o passar do tempo, cada vez menos.Assim também nos trabalhos pastorais.

Quando alguém acredita, confia e investe no outro, com o passar do tempo ele tende a deslanchar e ser mais um que se soma nos serviços.Se carregássemos a criança no colo ou no carrinho a vida toda, ela jamais andaria. Se nós decidimos  tudo sozinhos, sem incluir a participação dos demais nas decisões, podemos correr o risco de, na hora de executar, também estarmos sozinhos.

Quem decide tudo sozinho, também sozinho pode se achar na hora de fazer. O que sozinho decidiu, sozinho terá que executar. Quem se esforça para levar ao máximo a participação dos outros na hora da decisão poderá se surpreender na hora da execução: aparecerão muitos colaboradores.

Quer colaboradores que o ajudem em seus trabalhos em casa, no serviço profissional, na igreja ou em qualquer outro lugar? Não poupe tempo de conquistar a simpatia e estimular participação dos demais.Pode levar tempo. Não vamos querer ver que uma criança de quatro meses ande com seus aproprias pés! Um dia ela andará.
Guarde esta frase que poderá lhe ser útil a vida toda: Quem participa na decisão, tem maior chance de se dispor a ajudar na execução do trabalho que lhe é proposto.

VAMOS CONVERSAR DIFERENTE

Arquivado em: RELACIONAMENTOS — padrealir at 10:31 pm on domingo, abril 13, 2008

Em muitos relacionamentos há um tipo de conversa, que quase sempre acontece dentro do mesmo esquema: provar que um está certo e que o outro está errado. Durante a conversa (melhor dizendo a discussão), cada um fica mais preocupado em:

•      rebater o que o outro está dizendo;

•      derrubar os seus argumentos;

•      desmerecer o outro e seus argumentos;

•      apelar para sua moral, etc;

Enquanto o outro está falando, nem presta atenção, porque está preocupado em arranjar argumentos que possam contradizer ou rebater o que o outro está dizendo. Assim, fica uma conversa emperrada e infrutífera.  Não favorece em nada o relacionamento. No final teria sido bem melhor que nem tivesse acontecido. Piorou. O muro ficou ainda maior do que já estava. Quanto tempo perdido porque não se procura escutar e acolher o que o outro tem a dizer. Ninguém de nós é juiz de si próprio. Se o outro está falando algo de errado a meu respeito “ele está me prestando um favor”.É como se eu estivesse carregando uma placa nas costas e alguém me avisasse. O que eu não consigo ver, o outro percebe.  Devo ficar bravo ou agradecer pelo aviso? Triste situação e perda de tempo quando não se consegue escutar e deixar que o outro expresse o que pensa e sente. 

UMA RECEITA

 Não rebata o que o outro está expondo. Se você não concorda, então questione para que ele argumente e prove o que está dizendo. Se alguém afirmar para você que determinada pedra vem da lua, ele deve provar o que está dizendo. Caso contrário quem cairá no descrédito será ele próprio.Por que ficar rebatendo o que outro diz? Será que ao menos em parte ele não tem razão?Não seria um absurdo partir para a agressão quando o médico nos dissesse que temos uma doença grave? Que bom que ele descobriu. Assim vamos nos tratar para melhorar.

Que bom que alguém teve coragem de me dizer em que estou errando! Vou tratar de me curar. Melhorarei e serei uma pessoa bem mais simpática e querida por todos. Há relacionamentos que há anos vêm acontecendo dentro do esquema “um, argumentando que está certo e que o outro está errado”. Tente, ao menos por alguns dias, ou meses uma forma diferente. Seja criativo e inovador.

Mesmo que não dê os resultados esperados, você estará fazendo ricas descobertas sobre relações humanas.

PERDI A CONFIANÇA!

Arquivado em: RELACIONAMENTOS, Sem Categoria — padrealir at 4:44 pm on sexta-feira, abril 11, 2008

 Meu pai nos ensinou em casa: “se alguém não tiver palavra, não deveria nem viver”.  Prometeu? Pois, que cumpra! Ou não deveria ter prometido.

Jesus é a Palavra que se fez carne.  Só por isso já percebemos a importância da palavra.  Quando empenhamos nossa palavra, é como se nos empenhássemos a nós mesmos.  Empenhando a palavra estamos empenhando a nossa vida.  No casamento os noivos dão a palavra! Empenham-se um com o outro.  Quando um não cumpre vem a decepção e a cobrança: “ que você prometeu no altar? Já esqueceu?”Sempre que alguém nos dá a palavra, combina ou se compromete com algo,  passamos a ter convicção de que ele realmente vai cumprir.  Esta passa ser nossa expectativa, embora muitas vezes acabe sendo frustrada por aquele que não honra a palavra dada.

Deus é fiel porque cumpre o que promete.  Quem promete e não cumpre, é infiel.

Cada vez que prometo algo e não cumpro, ou pior, nego que tenha dito, meu crédito com uma pessoa vai abaixo.  Ela passa a crer cada dia menos em mim.  Até o ponto de dizer: em fulano de tal não confio mais!  Simplesmente não dá! Ele prometeu e discaradamente  negou na minha cara.  Esta pessoa não é mais de minha confiança!É duro quando as pessoas passam a ter esta idéia a nosso respeito e vão passando umas para as outras: “Olha, ele negou isto para mim”! Se o outro sabe de outra vez que não honrou a palavra, logo, logo a fama se espalha: nesse, não se deve confiar. O jeito é “gravar o que se conversa e combina”, chega alguém a sugerir…Assim, devagarinho, nossa ficha vai sendo feita.  De grão em grão nós passamos ser pessoas que não merecem mais confiança. 

Que não têm mais crédito. Isto é terrível, mas pode ser o que vamos construindo pelas vezes que não honramos a palavra dada. Posso até me impor sobre o outro, mas meu crédito vai diminuindo.Como aquele menino que um dia gritou que estava sendo atacado pelo lobo.  Muitos correram para socorrê-lo.  Chegando lá, era mentira.  Uma segunda vez ele gritou e alguns foram.  Era mentira.  Uma terceira vez ele gritou!  Ninguém foi socorrê-lo.  Acabou sendo morto.  Agora era verdade.  Porém, o “filme” estava queimado.  Ele havia perdido o crédito.

Portanto, devemos ter cuidado com o que dizemos e com o que dizemos que não dizemos. 

Terrível será ser conhecido como uma pessoa em quem não se acredita e confia mais!   

TRÊS TAPAS NA CARA

Arquivado em: RELACIONAMENTOS — padrealir at 4:38 pm on quinta-feira, abril 10, 2008

- Quando conversamos (dialogamos), todos ganhamos.

- Quando sabemos dialogar não perdemos nada. Só ganhamos.

- Numa conversa (diálogo), precisamos tem sempre presente o seguinte: o que o outro  pensa, é o que ele pensa. Quer eu goste ou não. Quer me agrade ou não. O que ele pensa, é o que ele pensa.

Para ter sucesso no diálogo, é fundamental evitar:

a)   Julgamento:

Jesus disse: “Não julgueis e não sereis julgados. Porque do mesmo modo com que julgardes sereis julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos” (Mt 7, 1-2).  E disse mais: “… não vim para julgar (condenar) o mundo, mas para salvá-lo” (Jo 12,47). Nem o próprio Jesus quer julgar o mundo. Ele não tem pressa em condenar-nos. Porque haveríamos nós de ter pressa em julgar e condenar os outros.

b)   Cobrança

Como nos sentimos quando somos cobrados? Que mal-estar nos causa! Elimine a cobrança! Quanto mais caro uma loja cobra, mais o cliente se afasta dela.

c)   Acusação:

Enquanto Jesus nos salva, o demônio nos acusa. Eis como será seu fim: “… foi precipitado o acusador de nossos irmãos, que os acusava, dia e noite diante do nosso Deus” (Ap 12, 10b).

Quando acusamos os outros, nos tornamos “ministros do acusador” (o inimigo que nos acusa diante de Deus). A proposta de Jesus é: “Sede misericordiosos, assim, como vosso Pai celeste é misericordioso” (Mt 5, 48), porque “os misericordiosos  alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7). Quando somos misericordiosos ficamos do lado de Jesus. Quando acusamos…

Detestemos o erro, mas amemos o que erra.

Não esqueçamos: A pessoa é sempre mais importante que o seu erro. 

     TAPAS

  1. Julgamento
  2. Cobrança
  3. Acusação

Quando usamos qualquer um destes três recursos, antes de conquistar e nos aproximar do outro, aumentamos o muro que nos separa.

Cada um deles é um tapa na cara e assenta um tijolo a mais no muro da separação. 

Evitemo-los!

PARECE QUE GOSTAMOS DE SER ENGANADOS!

Arquivado em: RELACIONAMENTOS — padrealir at 7:58 pm on terça-feira, abril 8, 2008

•      O que o outro pensa e sente, é o que ele pensa e sente.

Se dentro de uma garrafa houver água, ao abri-la sairá água e não vinho, cerveja, pinga, gasolina ou qualquer outra coisa – o que está no seu interior é o que vem para fora, quando abrimos.

Da mesma forma, acontece com o que está no interior da pessoa. Quando estamos nos relacionando com uma pessoa,  ela tem dentro de si alguns sentimentos e pensamentos. Mas, por mais incrível que possa parecer,  nós “não queremos que ela expresse o que pensa e sente.

•      Queremos é que ela diga e sinta apenas o que nos agrada e faz bem ouvir.

O que acontece então? A pessoa, para não nos desagradar, para continuar de bem conosco, acaba mentindo, ou dizendo meia verdade (se é que existe meia verdade!)

A culpa não é dela, mas, nossa! Pode ser que, por outras vezes, ela já tenha tentado  nos dizer o que realmente sente e pensa. Porém, quando ela o fez, pode ser que tenhamos ficado furiosos. Reagimos, partimos para o ataque ou contra-ataque. Tentamos desmerecer ou menosprezar o que a pessoa disse ou expressou. Estão, a pessoa passa a perceber, que para ser aceita e aprovada ela deve mentir, dizer o que gostamos de ouvir e não o que realmente ela pensa. É o que na gíria se diz: “Me engana, que eu gosto!” 

Assim, passamos a nos relacionar pelas aparências. Fechadas as portas do diálogo, temos que tentar imaginar o que o outro pensa e sente. Por outro lado, a outra pessoa pode não ter mais coragem de se expressar, já que anteriormente não acolhemos o que nos disse. 

OS QUE PENSAM DIFERENTE

•      Quanto mais variado for o prato, mais saudável ele é.

 •      Conversar com quem pensa exatamente como nós, pouco nos enriquece e faz crescer.

•      Os que nos questionam e pensam diferente,  são uma riqueza especial para nós. 

SINAIS DE INSEGURANÇA

•      Quando não consigo ouvir o que o outro pensa a meu respeito.

•      Quando tento me impor erguendo a voz, porque não consigo com argumentos.

•      Quando apelo para o lado moral, acusando o outro, questionando seu comportamento, pode muito bem ser hora de analisar a quantas anda minha insegurança.

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