PARECE QUE GOSTAMOS DE SER ENGANADOS!

Filed under: RELACIONAMENTOS — padrealir at 7:58 pm on terça-feira, abril 8, 2008

•      O que o outro pensa e sente, é o que ele pensa e sente.

Se dentro de uma garrafa houver água, ao abri-la sairá água e não vinho, cerveja, pinga, gasolina ou qualquer outra coisa – o que está no seu interior é o que vem para fora, quando abrimos.

Da mesma forma, acontece com o que está no interior da pessoa. Quando estamos nos relacionando com uma pessoa,  ela tem dentro de si alguns sentimentos e pensamentos. Mas, por mais incrível que possa parecer,  nós “não queremos que ela expresse o que pensa e sente.

•      Queremos é que ela diga e sinta apenas o que nos agrada e faz bem ouvir.

O que acontece então? A pessoa, para não nos desagradar, para continuar de bem conosco, acaba mentindo, ou dizendo meia verdade (se é que existe meia verdade!)

A culpa não é dela, mas, nossa! Pode ser que, por outras vezes, ela já tenha tentado  nos dizer o que realmente sente e pensa. Porém, quando ela o fez, pode ser que tenhamos ficado furiosos. Reagimos, partimos para o ataque ou contra-ataque. Tentamos desmerecer ou menosprezar o que a pessoa disse ou expressou. Estão, a pessoa passa a perceber, que para ser aceita e aprovada ela deve mentir, dizer o que gostamos de ouvir e não o que realmente ela pensa. É o que na gíria se diz: “Me engana, que eu gosto!” 

Assim, passamos a nos relacionar pelas aparências. Fechadas as portas do diálogo, temos que tentar imaginar o que o outro pensa e sente. Por outro lado, a outra pessoa pode não ter mais coragem de se expressar, já que anteriormente não acolhemos o que nos disse. 

OS QUE PENSAM DIFERENTE

•      Quanto mais variado for o prato, mais saudável ele é.

 •      Conversar com quem pensa exatamente como nós, pouco nos enriquece e faz crescer.

•      Os que nos questionam e pensam diferente,  são uma riqueza especial para nós. 

SINAIS DE INSEGURANÇA

•      Quando não consigo ouvir o que o outro pensa a meu respeito.

•      Quando tento me impor erguendo a voz, porque não consigo com argumentos.

•      Quando apelo para o lado moral, acusando o outro, questionando seu comportamento, pode muito bem ser hora de analisar a quantas anda minha insegurança.

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