PERMANEÇO NA IGREJA NA QUAL SOU BEM ACOLHIDO.

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 11:18 am on quarta-feira, junho 25, 2008

 Hoje em dia, a maioria da população vive na cidade. Cada vez mais aumenta o número dos que deixam os ambientes rurais e cidades pequenas para habitarem nos grandes centros urbanos.

É indispensável que este dado seja considerado para que possamos nos dar conta da importância da acolhida em nossas Igrejas e comunidades. 

A vida no interior

No ambiente rural, nas vilas ou pequenas cidades normalmente, todas as pessoas se conhecem. Podem não saber endereços, mas com a maior facilidade, sabem indicar ou levar alguém aonde quer que este precise chegar. Estas localidades favorecem que as pessoas tenham muitas coisas em comum, que as aproximam e unem:

-    Ali existe uma escola da qual se sabe o nome do diretor, professores e até dos funcionários;

-    Ali pode existir um pequeno time de futebol para o qual todos torcem ferrenhamente;

-    Existe uma igreja da qual todos se sentem membros e responsáveis;

-    O dono da venda conhece, literalmente, todos os seus “fregueses de carteirinha”;

-    Quando alguém nasce, celebra-se um casamento ou uma festa na comunidade, todos ficam sabendo ou se sentem envolvidos.

-    As pessoas têm amigos a quem recorrer na hora da necessidade.

-    Em caso de morte, toda a vila pára, a fim de juntar-se à família enlutada. E assim por diante…

A comunidade existe em toda a sua essência, ou seja, as pessoas têm muitas coisas em comum, conhecem e são conhecidas e acolhidas em qualquer casa e ambiente social. 

A vida na cidade grande

No ambiente urbano há uma realidade totalmente distinta do ambiente rural:

-    Pouquíssimos sabem quem é o diretor da escola, muito menos quem são os professores;

-    Os pais dos alunos têm em comum apenas a pessoa que vai apanhar seus filhos na escola, mas poucos se conhecem e muito mal se cumprimentam;

-    Não existe um time de futebol do bairro;

-    Cada um faz suas compras em um local diferente, e muitas vezes de acordo com o que está em oferta. Ali é atendido por um caixa que no máximo pergunta: “qual é a forma de pagamento?” Nas grandes cidades nada se adquire sem dinheiro. Nada de cadernetinha!…-     

E quanto à Igreja da cidade?

Como é recepcionado um novo e desconhecido membro recém chegado? É importante atentar para o fato de que, por sermos uma Igreja com muitos membros podemos correr o risco de conhecer apenas os que participam do mesmo grupo de pastoral ou movimento. Quanto aos demais, quem conhecemos?

Infelizmente, não é raro acontecer de um fiel freqüentar uma determinada Igreja durante 20 anos e permanecer um anônimo no meio da multidão, por não estar engajado em nenhuma atividade que o torne conhecido.

Assim, embora sua participação seja importante, pois está sempre presente nas celebrações, muitas vezes é dizimista, tem filhos na catequese, continua um desconhecido e sua ausência dificilmente será notada!…

Então, o que pode acontecer com o novato, que timidamente chegou de fora, ou aquele que tem dificuldade de relacionamento social, ou aquele que se sente acanhado quando chega pela primeira vez em nossa comunidade?

Habituado a um relacionamento caloroso e inter-pessoal na sua vila, roça ou cidade pequena, ao chegar à cidade grande e perceber a frieza do ambiente, fatalmente se sentirá deslocado. Então começa girar de igreja em igreja à procura de uma acolhida melhor e mais calorosa.

Rodando pelas igrejas, num determinado dia sente-se bem recebido e valorizado. A tendência é que diga: “finalmente encontrei o que eu tinha no passado ou que sempre sonhei: pessoas com quem posso me relacionar e, junto, louvar e servir a Deus”.

A partir deste encontro, permanecerá ali. Passará a ouvir a Palavra e se tornará um membro ativo, ao menos enquanto não sofrer nenhuma decepção.

Este pode ser o caminho não apenas daquele que vem do interior. Mas de muitos outros que sentem um vazio ou passam por momentos de crise em sua vida. Por isso procuram uma igreja. Mas também procuram pessoas com quem possam relacionar-se e ouvir palavras que possam dar um rumo em sua vida. 

A vida na cidade é muito fria.

As pessoas representam “perigo”, “ameaça”, são encaradas como “concorrentes” e não como amigos e companheiros em quem se possa acreditar e confiar. Por isso mesmo, ao encontrar irmãos que o acolham acabam ficando por ali mesmo.

Muitas vezes percebem que estar ali não é o mais correto, que doutrinalmente não é o melhor. Que há muitas coisas contra sua fé original e da igreja a qual pertenciam. Mas, por causa do calor humano, permanecem ali.  A acolhida e o calor humano acabam “falando mais alto” que as verdades teológicas e a fé recebida de berço e cultivada durante muitos anos numa Igreja.

Eis, então, onde pode surgir nosso ardor missionário, enquanto discípulos de Jesus: no acolher.

Acolher com calor humano e com uma evangelização que faça com que cada católico tenha um encontro pessoal com Jesus Cristo, como nos foi pedido no Documento de Aparecida.

Nas cidades, o acolhimento passou a ser, para muitos, o primeiro e principal valor e referência. “Vou e permaneço onde sou bem acolhido”, passou a ser a prática para muitos que foram batizados e permaneceram por um período na Igreja Católica. “Afasto-me e não volto mais quando ou onde sou mal acolhido, porque minha expectativa de ser bem recebido não foi correspondida”.

Nas cidades não há mais a escola, o time de futebol, a venda, a igreja e os costumes que uniam aos outros. Aqui tudo é estranho e confuso. Não restaram mais os antigos valores. O que restou mesmo foi a acolhida. “Aqui cheguei. Aqui me encantei. Aqui ficarei. Porque aqui fui bem acolhido. Onde sou acolhido crio raízes”! 

Portanto, conto com você:

Reforçando o que foi citado no artigo anterior, “a acolhida faz a diferença” muitos deram suas sugestões, espero que você acolha este artigo e dê sugestões práticas de como cada um de nós, membros da Igreja Católica, independente do posto ou grau que ocupamos ou servimos, pode se tornar mais acolhedor.

Se este é o grande e esperado modo de conquistar nossos irmãos, cultivemo-lo!

A partir de idéias e sugestões prometo escrever um terceiro artigo visando aprofundar este assunto tão importante e pertinente. 

O que faço ao ser questionado?

Arquivado em: RELACIONAMENTOS — padrealir at 10:42 am on quinta-feira, junho 19, 2008

 Facilmente percebe-se a maturidade, segurança e autoconfiança de alguém quando ele é questionado. Há um provérbio que diz o seguinte: “Quer conhecer uma pessoa, dá-lhe poder!”

Em minhas observações sobre os relacionamentos humanos, sugiro: “Quer conhecer uma pessoa em sua consistência e segurança, observe sua reação aos ser questionada ou ao confrontar-se com alguém que diverge de seus conceitos pré-estabelecidos”. Tal fato pode ocorrer em todos os níveis de relacionamento, tais como, entre colegas de equipe, ou nas relações hierárquicas. Quando surge um subordinado que ousa questionar ou discordar dos projetos ou idéias de um chefe inseguro, pode ter, por parte dessa pessoa uma reação agressiva. Além de não ser bem acolhido, pode ser definido e considerado como um opositor, “persona non grata”, uma pedra que precisa ser removida do caminho ou até como um inimigo ou traidor, por ter idéias que não se encaixam com as do seu superior.

O questionador se dá conta de que, embora tivesse a melhor das intenções, já que estava apenas tentando colaborar com idéias diferentes, seu questionamento não é  bem-vindo. Percebe que, como resultado de seu atrevimento de “questionar” o chefe, está agora sendo discriminado ou “gelado” por este, afinal, quem o autorizou a ser tão atrevido em discordar do chefinho? Para que este fato não acabe em discórdia, discriminação ou até demissão, o melhor a fazer é não ousar a discordar ou questionar novamente o chefe!

A partir desta atitude de desistência dos subordinados o “todo-poderoso” sente-se vitorioso e feliz. Agora sim, está tudo bem; os obstáculos são coisas do passado! Percebeu que a estratégia de usar a força do cargo, impedindo que os “pequeninos” se metam em assuntos do chefe, funciona mesmo! Daí em diante o rolo não pára. Pão gostoso é aquele que é bem sovado… quanto mais força se usa, mais macio ele fica! 

Até quando?

O que ocorre é que, agindo desta forma, o detentor do poder não terá paz interior e muito menos conseguirá, a longo prazo, atrair colaboradores que se associem aos seus projetos. O jeito será ir se acostumando a trabalhar e “carregar o piano sozinho” porque são raros os que se dispõem a juntar-se a quem habitualmente age desta forma. A lém de não contar com colaboradores, seus empregados e ajudantes o “servem” mais como a um senhor e não  como um amigo, companheiro ou até pai.

Muitos dos que estão ao seu redor, só ali permanecem por não terem outra opção. Mas até quando? Quem não se deixa questionar pelos outros, é firme como areia e acabará na solidão. Quando perder o poder, antes já terá perdido os seus colaboradores. Quem é frágil não pode sofrer nenhum esbarrão. Quem não aceita novas idéias, deve viver de aparências e, muitas vezes, da mentira.

Pode até se impor e manter-se no cargo, por um certo tempo. Mas não terá paz nem legitimidade. Quem utiliza o poder para dominar os outros, um dia não terá mais energia para tal, então a corda arrebentará e não deixará saudades. Livres do opressor como pássaros, voarão para outros  campos e o antigo “senhor” terá como única companhia, a solidão

Auto-análise

Quantas vezes tenho analisado minhas próprias atitudes e reações e percebido que também ajo assim!… por isso, esta reflexão serve, em primeiro lugar, para mim mesmo. Melhor perceber agora, do que lamentar mais tarde. Oxalá você também possa refletir e analisar as suas atitudes. Todos nós temos pessoas que estão, hierarquicamente, acima  e abaixo de nós. Quantos destes já nos questionaram e não têm mais coragem de fazê-lo, porque não acolhemos suas opiniões e questionamentos! Portanto, minha proposta é: sejamos honestos com nós mesmos.

Analisemos nossas atitudes reações ao sermos questionados ou quando os outros discordam frontalmente de nossas posições. Elas vão mostrar nossa firmeza, segurança e autoconfiança ou se estamos construindo sobre a areia. Cedo ou tarde será inevitável que a verdade apareça. Antecipemos-nos ao futuro!

Assim, deixo a seguinte pergunta: elimino e continuo senhor da razão ou acolho o diferente e “faço do limão - o azedume que sinto ao ser questionado - uma limonada?”

Pelo fruto se conhece a árvore, disse Jesus. Pela minha reação perceberei quem sou e a quantas anda a minha consistência interior. 

A ACOLHIDA FAZ A DIFERENÇA

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 8:54 am on domingo, junho 15, 2008

A confiança é um edifício difícil de ser construído, fácil de ser demolido e muito difícil de ser reconstruído (A. Cury)  Quando fomos criados, saímos todos empolgados do AMOR (Deus) e partimos em direção a este mundo. Nos braços do Pai, fomos amados e tratados com todo o carinho. Nossa primeira grande decepção ocorreu na chegada. Encontramos pais carregados de marcas hereditárias negativas. Muitos de nós sequer estávamos nos seus planos para iniciar a vida naquele momento. Por inúmeras razões e situações fomos mal recebidos e maltratados desde o momento da concepção.A primeira impressão é a que fica.

E a primeira refere-se à acolhida.

Se formos bem atentos nos daremos conta de que o que mais importa numa festa, curso, encontro ou casa, é como somos acolhidos. Se o dono da casa ou quem nos convidou para a festa, encontro, reunião, etc.  se preocupa e se interessa por nós. Se ele está preocupado em que não fiquemos sozinhos, se pergunta em que pode nos ajudar e servir. A atenção e cuidado que recebemos é que nos faz sentir bem. Muito além do que nos oferecer para comer e beber.

Numa pesquisa científica sobre a importância da comunicação entre as pessoas, chegou-se aos seguintes dados:

a.   Para 7% importam as palavras que são ditas;

b.   Para 38% importam o tom da voz com que são ditas as palavras;

c.    Para 55% importam a linguagem corporal utilizada por quem está se comunicando (acolhendo).

Com isto podemos concluir que as pessoas pouco prestam atenção ao que dizemos, mas em como dizemos e na linguagem de nosso corpo.Assim, é possível afirmar que as pessoas retornam à igreja se foram bem recebidas, tratadas e amadas. Facilmente perdoam uma linguagem errada, mas não fazem o mesmo se não se sentem bem vindas e acolhidas.

Precisamos ser uma IGREJA ACOLHEDORA. Nós somos a Igreja. As pessoas verão em nós a Igreja de Jesus. Se não gostarem de nós, será que gostarão da Igreja?! A acolhida envolve primeiramente os padres, a secretaria paroquial, a livraria, a cantina, a Pastoral da Acolhida, coordenadores de pastorais e movimentos.

Mas, também, você que está lendo: ajude-nos também sendo um acolhedor. Expresse o que você sente a respeito da acolhida da sua igreja. Dê sugestões. Acima de tudo, acolha bem os que estiverem próximos a você.

Disse Jesus: “Eu era peregrino e me acolhestes”. É por Ele que acolheremos bem.

Muito nos alegramos por aqueles que estão abraçando e se dispondo a atuar na Pastoral da Acolhida nas diversas comunidades.

Aproveitemos  e demos um passo de gigante: tornemo-nos todos, acolhedores, para que tenhamos UMA IGREJA ACOLHEDORA.

Isto fará a diferença.

PORQUE O DEMÔNIO ODEIA MARIA

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 2:50 pm on sábado, junho 14, 2008

Padre Elias Vella é padre exorcista da Ilha de Malta. Ele esteve pregando retiro na Canção Nova nos dias 9 a 11/07/2004. Dentre tantas coisas  lindas e profundas que falou, quero aqui transcrever algo que nunca mais poderemos nos esquecer. É a respeito do demônio e Nossa Senhora.

Veja o que ele falou: “Uma arma que é muito efetiva e poderosa para vencer o demônio, é Maria. O demônio treme diante de Maria. Eu agora vou dizer algo que pode chocar você um pouquinho: durante  as orações de exorcismo, quando mencionamos o nome Maria para o demônio, ele se torna até mais furioso do que quando a gente menciona Jesus”.

Continua Pe Elisas: “Vou tentar explicar: eu não estou dizendo que ele tema mais a Maria do que a Jesus. O que eu estou dizendo é que ele se torna mais  raivoso quando se menciona Maria do que quando se menciona Jesus. E a razão é a seguinte: ele sabe que Jesus é o filho de Deus. Ele sabe que Jesus o venceu. Apesar de ser tão orgulhoso ele sabe que precisa dobrar o joelho diante de Jesus. Mas ele não pode agüentar que Maria, uma criatura, uma criatura humana possa tê-lo vencido”.

Segue pe Elias: “Durante o exorcismo, Deus ordena ao demônio a dizer a verdade. Quando um exorcista pergunta ao demônio: “por que você treme diante de Maria”?  Neste momento, Deus ordena ao demônio que responda. E que responda a verdade. E o demônio responde: “eu odeio Maria porque ela é muito humilde”. O demônio não tem medo das pessoas que ficam gritando ao tentar expulsá-lo. Ele não se impressiona com gritaria. Ele é um espírito. Não tem ouvido. Então não há utilidade nenhuma ficar gritando”.

“O demônio odeia a humildade. Ele não tem medo de gritaria, mas a humildade o apavora. Quanto mais humilde, mais ele treme. Exatamente porque ele é orgulhoso”. (Padre Elias Vella).

 COMENTÁRIO 

Maria mesmo disse: “manifestou o poder de seu braço: desconsertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes”. (Lc 1, 51-52)

O demônio tentou Eva, dizendo que se ela comesse do fruto proibido se tornaria igual e independente de Deus. Eva entrou na dele. Com o sonho de se tornar igual a Deus, (orgulho) comeu do fruto e depois percebeu o quanto foi enganada. Maria, ao saber que fora escolhida por Deus para ser mãe de Seu Filho, tinha todos os motivos para se assoberbar e orgulhar. No entanto, eis o que ela diz: “eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim, segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). 

TOMEMOS CUIDADO! Alguns sinais de que alguém pode estar sendo movido pelo espírito do mal (orgulho) e não pelo Espírito Santo. Quando passa a afirmar:-  Eu estou salvo e você está condenado.-  Só eu estou certo e você está errado. -  Só minha igreja salva. Fora delas todos estão condenados.

-  Eu não faço nada de errado. Estou certo!-  Eu não obedeço a homens. Só a Deus.

-  Eu não aceito Maria. Ela é uma mulher como outra qualquer. 

BRECHAS:

São espaços que podemos dar para que o demônio entre. Evitemos tê-laspecados não confessados; - falta de perdão,

- envolvimentos com práticas de superstições.

- A DESOBEDIÊNCIA É, DE TODAS, A MAIS TERRÍVEL.

Todas as chances que tivermos de obedecer, obedeçamos. Assim, o orgulho ficará do lado de fora e a humildade habitará em nosso coração.

 Maria, mãe de Jesus e nossa, ensina-nos a sermos humildes! 


NÃO ME AMA MAIS!

Arquivado em: RELACIONAMENTOS — padrealir at 11:41 pm on sexta-feira, junho 13, 2008

 Quanta angústia e até desespero quando se ouve do outro: “Não gosto mais de você!” O gostar é um sentimento. Nossos sentimentos podem mudar de um minuto a outro. Por exemplo, posso estar muito feliz, porém, se de repente recebo uma notícia ruim, torno-me muito triste. Meu sentimento, que era de alegria, agora é de tristeza. Mudou em segundos. Se o amor for apenas um sentimento, então, ele é frágil e pode mudar ou acabar de uma hora para outra. 

Amor é muito mais que um sentimento.Amar é um ato. Uma atitude em favor do outro.
Em 1Cor 13, 5 diz: “o amor não busca os seus próprios interesses”.  Ama aquele que não procura os seus interesses, mas, os do outro. Amar é uma ação, um movimento em favor e em direção ao outro. 

Amar é uma atitude que alguém toma em favor e em direção ao outro, sem nada esperar, cobrar e exigir (assim é o amor de Deus por nós: incondicional e desinteressado). Amar é uma atitude que precisa ser renovada todo dia e a todo instante. 

Assim, se alguém não me ama hoje, se não está disposto a me amar hoje, poderá me amar amanhã.
Da mesma forma, se eu não amo alguém, hoje, posso amá-lo amanhã.  Se não amava os pobres, os moradores de rua, posso começar a amá-los. 

Pais que não amavam um filho podem começar a amá-lo.Se você já não ama alguém, pode voltar a amá-lo no momento em que se decidir a tal. Tampouco existe amor não correspondido. Ele nunca depende do outro, apenas de quem se dispõe a amar. 

O sentimento pode mudar como o vento,mas “ o amor jamais acabará” (1Cor 3,8).