É possível ser santo?

Filed under: Mensagens — padrealir at 5:05 pm on segunda-feira, julho 20, 2009

“Sou santo!” Quando ouvimos uma declaração dessas nos assustamos ou achamos presunção, orgulho, vaidade. Facilmente retrucamos afirmando: “Santo de pau oco?!

A santidade nos parece algo tão distante ou quem sabe meio impossível. Por isso nem pensamos em persegui-la para alcançá-la. Embora Jesus nos tenha ordenado: “…sede perfeitos (santos), assim como vosso Pai celeste é perfeito” ( Mt 5, 48).

Podemos mesmo pensar que a santidade seja um chamado e uma possibilidade apenas para algumas pessoas especiais como papas, bispos, fundadores de comunidades e congregações religiosas. Mas não é assim. A santidade é uma possibilidade para todos, de modo especial para os batizados.

No batismo, recebemos o Espírito Santo. Não costumamos dizer “fogo quente”, pois, trata-se de uma redundância, já que só será fogo se for quente, nem “gelo frio”, pelo mesmo motivo. Mas, podemos afirmar que o Espírito que recebemos no Batismo é Santo, pois este tem como função, santificar. A função do fogo é aquecer. A do gelo, esfriar. A do Espírito, santificar.

No livro do êxodo vemos uma bela passagem que nos pode ajudar entender a santidade: “Moises notou que sarça estava em chamas, mas não se consumia” (Ex 3, 2). Deus disse a Moisés: “tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa” (Ex, 3, 5).

Passemos ao Novo Testamento à nossa vida.

a. A chama que queima e não se consome é o Espírito Santo que recebemos em nosso batismo. Ele é Deus. Está em nós. É uma chama divina que habita em nosso interior e jamais se consome. Quando acendemos um fogo, se não formos pondo lenha, ele apaga. Consumida a lenha, termina o fogo. A chama do fogo do Espírito Santo é esta “sarça” que queima sem parar em nosso interior. Ela é capaz de queimar o tempo todo e não se consumir. Isso ocorre porque trata-se de uma chama divina, portanto, não necessita que se reponha a lenha.

b. Esta terra é santa. Quem a santifica é a presença da chama ardente que não se consome. Que permanece acessa. A terra torna-se santa devido à chama que nela está queimando. Aqui nos damos conta que há verdadeiramente a possibilidade de sermos santos. A santidade é possível não porque sejamos uma terra santa por nós mesmos. Somos e continuamos pecadores, mas em nós arde uma chama, “a chama do amor”, a chama do Espírito Santo. Quem se deixa iluminar, é aquecido por ela. Quem segue este conselho da Palavra de Deus “deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os apetites da carne” (Gl 5,16), crescerá em santidade, tornar-se-á “uma terra santa”.

Santidade é uma obra do Espírito Santo em nós. Assim como o fruto é uma “obra” da árvore, a pintura uma obra do pintor, a escultura do escultor, a santidade é uma ação do Espírito Santo. Esta santidade que poderá ser percebida pelos frutos daquela “terra” na qual arde a “sarça” do Espírito: “o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança” ( Gl 5, 22).

c. “Tira as sandálias dos pés”. Posso pisar sobre um fio elétrico e levar um grande choque ou não. Depende do isolante que eu tenha em meu calçado. Deus diz a Moises: “tira o isolante dos teus pés”. Tira as sandálias! Pisa na terra! Entra em contado direto com ela. Sente o calor da terra. Deus deu-nos o Espírito Santo. Quis colocá-lo tão em contato conosco que acabou colocando-O dentro de nós mesmos. Somos por Ele habitados para estarmos em contato direto o tempo todo e totalmente com Ele. Onde há isolante, a energia não chega. A cinza que se acumula sobre a brasa não permite que ela aqueça o churrasco. É preciso soprá-la.  Jesus “soprou sobre eles dizendo-lhes: recebei o Espírito Santo” (Jo 20, 22). O calor do Espírito nos aquece. Com esta força podemos progredir na santidade.

Se até hoje buscamos a santidade pelas nossas boas obras, renúncias, sacrifícios, podemos continuar. Mas, vamos acrescentar a súplica constante para que o Pai dos Céus que nos adotou como filhos, continuamente, sopre sobre “as brasas do Espírito” que recebemos no batismo. Que a chama da sarça do Espírito cresça sempre mais nesta terra, templo do Espírito, que somos, como nos diz a Palavra: “não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?” (1Cor 6,19). Desta forma nos tornaremos cada dia mais santos, porque possuídos, fortificados e guiados pelo Espírito Santo.

Peçamos todos os dias: Sarça ardente do Divino Espírito, que habitas em mim, e que me tornastes santo pelo Batismo, ajuda-me a progredir no caminho da santidade e produzir os frutos do Espírito. Então não precisarei dizer para ninguém: “sou santo!” Esta declaração torna-se dispensável, pois, “pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos?” (Mt  7,16).

 

O tesouro

Filed under: FORMAÇÃO — padrealir at 10:35 pm on quarta-feira, julho 15, 2009

Jesus disse que há um tesouro precioso, que carrega em si um grande desejo: produzir alegria em quem o encontra. Portanto, aqueles que o encontram podem encher-se de alegria.

O tesouro existe e a alegria é manifestada em quem o encontra. Ele contém a capacidade de produzir “automaticamente” essa alegria.

Assim como quem tem uma habilidade, quer prová-la através do  que faz, este tesouro demonstra quem é, pela alegria que produz em quem o encontra.

Mas, afinal quem é este precioso tesouro e como encontrá-lo? Como é possível ter a garantia de que ele de fato produz alegria?

Esta certeza nos foi dada pelo próprio Jesus. “O Reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo”. ( Mt 13,44)

Jesus garante que quem o encontra fica “cheio de alegria”.

Como e quando ele produz alegria?

Jesus mesmo responde: Quando é encontrado. Caso não seja, não consegue dar o fruto da alegria a que deseja.

Este tesouro é o Reino dos céus.  Este tesouro é Jesus.

Quantos ainda não o encontraram!!! Quantos ansiosamente vivem buscando a alegria. Encontram outros falsos tesouros, com aparência de verdadeiros, mas falsos.

Alegram-se quando os encontram, mas essa alegria é efêmera, passageira.

São tesouros ocos, vazios. São os ídolos. Tesouros que não são capazes de preencher o vazio, mesmo depois de terem sido encontrados.

São os tesouros do prazer, do dinheiro, do ter a roupa ou tênis de marca. Ou, ainda, os tesouros da droga, da bebida, do sexo.

A alegria que produzem, infelizmente, logo a seguir pode transformar-se em tristeza.

A possibilidade de sentir tristeza foi Deus mesmo quem a deu. A tristeza deveria despertar nas pessoas a saudade e desejo de retornar a Deus. Assim como fez o filho pródigo.

Ele retornou ao verdadeiro tesouro onde estava a verdadeira alegria: Junto do Pai, do qual jamais deveria ter se afastado.

 

Tarefa do missionário

 

Esta é a tarefa do missionário: apresentar o verdadeiro tesouro: JESUS.

Tesouro verdadeiro que produz a verdadeira e permanente alegria.

Alegria que acontece com quem é apresentado ao tesouro (o evangelizado). E alegria que experimenta o que apresenta tesouro (o evangelizador). “Porque eis que se pode dizer com toda verdade: Um é o que semeia outro é o que ceifa”. (Jo 4,37)

Esta é a graça da missão. Este é o privilégio do missionário: ver rostos se encherem de alegria por encontrar o precioso tesouro: Jesus.

Entre neste grupo. Seja um missionário e experimente esta alegria!

Reze pelos missionários.

Há tanta gente triste porque ainda não encontrou o verdadeiro tesouro.

Entremos nessa e aproveitemos as oportunidades que temos de apresentar a quem não conhece o Maior de todos os Tesouros: Jesus