FÉRIAS: HORA DE ESCOLHER A CONDUÇÃO

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 2:25 pm on segunda-feira, dezembro 28, 2009

     

 

Férias combinam bem com viagem. Quando alguém nos diz que entra de férias, perguntamos: “Vai viajar para onde?” Férias sem uma saída de onde se passou o tempo todo, nem parecem férias.  Infelizmente, nem todos conseguem fazer, nem que seja uma pequena viagem.

Quem decide viajar, precisa escolher uma condução.  Algo que o conduza ao destino.  Naquele final da viagem espera encontrar familiares, amigos e um lugar de descanso.  Quem deseja viajar, precisa pensar antes na condução.  Quanto melhor e mais rápida a condução mais fácil e seguro se chega ao destino.

Aqui que podemos nos deixar, iluminar pela Palavra de Deus.  Ela fala de duas conduções:

“A carne aspira ao que CONDUZ à morte; mas o Espírito aspira ao que dá vida e paz” (Rm 8, 6-7).

 

Conforme a condução escolhida será o destino que se chegará.

Não é possível servir a dois senhores.  Não é possível andar em dois caminhos diferentes ao mesmo tempo.  Assim também, não é possível pegar duas conduções diferentes ao mesmo tempo.  Se tem duas, é preciso escolher uma.

 

A Palavra de Deus diz: ou somos conduzimos pelo Espírito ou pela carne.  Os que são conduzidos pelo Espírito acabam chegando na vida e na paz. Já os que são conduzidos pela carne,  tem como destino final, a morte.

Se você escolher o caminho ser conduzido pelo Espírito, no final das férias, estará descansado, revigorado e na vida e na paz.  Mas, se pegar a condução da carne, vai terminar na morte.  Pegar a “condução” da carne significa “tirar férias de Jesus” ou seja, esquecer Deus e seus mandamentos durante o período de férias. Deixar de participar da missa, não rezar, não ler a Palavra, cair nas bebedeiras, farras e seguir os prazeres da carne.  Isto é se deixar conduzir pela carne.

 

Imagino que você vai preferir o melhor.  Caso queira terminar sua vida “na vida e na paz”, então vão aí algumas dicas:

a)    Procure ir à missa ao menos no final de semana.

b)    Leia um pequeno trecho da Palavra de Deus, todos os dias.

c)     Reze seu terço todos os dias.

d)    Leia ao menos um livro espiritual.

e)     Fique a sós e medite alguns minutos no dia.

f)       Louve a Deus por tudo que você vê de diferente onde estiver.

 

Jesus um dia falou que Maria escolheu “a melhor parte”.  Seja esperto, também. Escolha passar as férias “no Espírito” e não “na carne”.

Faça esta escolha e estas férias poderão se tornar as melhores de sua vida.  Boa escolha e boas férias.

 

O tesouro

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 10:35 pm on quarta-feira, julho 15, 2009

Jesus disse que há um tesouro precioso, que carrega em si um grande desejo: produzir alegria em quem o encontra. Portanto, aqueles que o encontram podem encher-se de alegria.

O tesouro existe e a alegria é manifestada em quem o encontra. Ele contém a capacidade de produzir “automaticamente” essa alegria.

Assim como quem tem uma habilidade, quer prová-la através do  que faz, este tesouro demonstra quem é, pela alegria que produz em quem o encontra.

Mas, afinal quem é este precioso tesouro e como encontrá-lo? Como é possível ter a garantia de que ele de fato produz alegria?

Esta certeza nos foi dada pelo próprio Jesus. “O Reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo”. ( Mt 13,44)

Jesus garante que quem o encontra fica “cheio de alegria”.

Como e quando ele produz alegria?

Jesus mesmo responde: Quando é encontrado. Caso não seja, não consegue dar o fruto da alegria a que deseja.

Este tesouro é o Reino dos céus.  Este tesouro é Jesus.

Quantos ainda não o encontraram!!! Quantos ansiosamente vivem buscando a alegria. Encontram outros falsos tesouros, com aparência de verdadeiros, mas falsos.

Alegram-se quando os encontram, mas essa alegria é efêmera, passageira.

São tesouros ocos, vazios. São os ídolos. Tesouros que não são capazes de preencher o vazio, mesmo depois de terem sido encontrados.

São os tesouros do prazer, do dinheiro, do ter a roupa ou tênis de marca. Ou, ainda, os tesouros da droga, da bebida, do sexo.

A alegria que produzem, infelizmente, logo a seguir pode transformar-se em tristeza.

A possibilidade de sentir tristeza foi Deus mesmo quem a deu. A tristeza deveria despertar nas pessoas a saudade e desejo de retornar a Deus. Assim como fez o filho pródigo.

Ele retornou ao verdadeiro tesouro onde estava a verdadeira alegria: Junto do Pai, do qual jamais deveria ter se afastado.

 

Tarefa do missionário

 

Esta é a tarefa do missionário: apresentar o verdadeiro tesouro: JESUS.

Tesouro verdadeiro que produz a verdadeira e permanente alegria.

Alegria que acontece com quem é apresentado ao tesouro (o evangelizado). E alegria que experimenta o que apresenta tesouro (o evangelizador). “Porque eis que se pode dizer com toda verdade: Um é o que semeia outro é o que ceifa”. (Jo 4,37)

Esta é a graça da missão. Este é o privilégio do missionário: ver rostos se encherem de alegria por encontrar o precioso tesouro: Jesus.

Entre neste grupo. Seja um missionário e experimente esta alegria!

Reze pelos missionários.

Há tanta gente triste porque ainda não encontrou o verdadeiro tesouro.

Entremos nessa e aproveitemos as oportunidades que temos de apresentar a quem não conhece o Maior de todos os Tesouros: Jesus

NÃO SE FECHOU MAIS

Arquivado em: FORMAÇÃO, Sem Categoria — padrealir at 7:54 pm on terça-feira, abril 28, 2009

 

“Chegando, porém, a vez de Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” ( Jo 19, 33-34).

 

Jesus foi transpassado quando já estava morto. Seu corpo estava frio e rígido. Diferente de um corpo que está vivo. Tocando nosso corpo percebemos o calor que dele sai e que não está rígido.

Quando se corta um cadáver ele não volta a “colar-se”. Os cortes “não fecham”. O que se abriu, assim fica. Se são forçadas, as partes até se encostam, mas não “colam” mais. Cadáver aberto fica aberto para sempre.

Jesus quis que Seu Coração fosse aberto, justamente, depois que Ele estava morto. Assim não poderia fechar-se mais. Depois de transpassado pela lança continuou e continuará para sempre aberto.

É uma porta aberta. Casa com porta aberta é como se não tivesse porta. Quem quiser entra e sai à hora que bem entender. Casa com porta aberta passa a ser casa de todos, indistintamente.

Qualquer pessoa pode ir a uma praia. São tantas! A praia é uma “porta aberta”. Vai quem quer e quando quer. Assim também é o Coração de Jesus: praia de todos. Está aberto para todos, indistintamente. Porta aberta que nunca mais se fechou. Refúgio e abrigo para todos os pecadores.

Nossa sociedade a cada dia ergue muros mais altos e reforça a segurança para que não entrem “pessoas de má índole”.  Jesus adotou outra “política”:  “Quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim” ( Jo 12, 32). E disse mais “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” ( Mt 9,13).

Que bom que esta é a “estratégia” de Jesus:  ” Olharão para aquele que transpassaram” ( Jo 19, 37). Ele nos manda olhar para o transpassado. No perigo, na chuva, na agonia, na aflição, no desespero… que bom encontrar uma porta aberta. Melhor ainda, a porta de um Amigo. Ainda melhor se a porta  é a do coração do próprio Deus que morreu na cruz por todos nós.

“Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno” (Hb 4, 16). Entremos como miseráveis pecadores nesta casa e sairemos de lá com a graça de termos cada dia mais um coração semelhante ao de Jesus. Quem entra e permanece nesta casa, certamente  tem seu coração curado e renova as suas forças para amar sempre mais intensa e efetivamente aos irmãos.

Coragem, adentremos! A porta esta aberta. O dono está nos convidando e atraindo!

 

Pai, vigia

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 4:58 pm on sexta-feira, agosto 8, 2008

“Sabei que se o pai de família soubesse em que hora da noite viria o ladrão, vigiaria e não deixaria arrombar a sua casa”. (Mt 24,43) 

Deus, ao criar a família dispôs tudo bem ordenado: 

Os pais são o terreno. 

Os filhos, “as plantinhas” neles enraizados 

A mãe, a fonte do amor 

O pai, o vigia. 

O vigia fica em alerta. 

O vigia permanece em prontidão. 

Não se sabe a hora que o inimigo pode atacar. 

Por isso, o vigia não pode dormir. 

Pai, Deus te deu um cetro e uma força especial para que sejas o vigia de tua casa.“É necessário vigiar para assegurar a todos no futuro, a tranqüilidade e a paz do reino,” (Est 16,8) 

Pai, tua tarefa primeira, certamente, não é conseguir pagar um colégio particular e nem atender aos pedidos de compra de seus familiares. Antes de tudo tua tarefa é vigiar. Vigiar, inclusive que teus familiares não fiquem enchendo os armários de novos artigos, esquecendo-se de socorrer os pobres. Eis o que nos diz a Palavra: “Vigia o andamento de tua casa e não come o pão da ociosidade”. (Pr 31,27) 

Pai, tua missão de vigiar, supera tuas forças humanas. Por isso mesmo, Deus “vem em socorro de tua fraqueza” (Rm 8,26) dando-te um carisma especial: o carisma da paternidade.  

Esposas e filhos podem, também, insistentemente pedir a Deus Pai para o esposo e pai este carisma. 

O vigia precisa manter-se acordado, de sentinela, mesmo quando todos estão dormindo. Por isso é necessário estar atento para não se deixar levar pelo “sono das coisas deste mundo”. Quando estamos dormindo, na capacidade de reação, nos equiparamos àquele que está morto.  

A grande questão é, como permanecer acordados, vigilantes no Senhor, nos tempos atuais? 

Sem vigilância a casa pode ser atacada e destruída a qualquer momento. 

Quanto mais precioso é o tesouro, maior vigilância ele merece. 

Que bem maior que uma família pode haver na face da terra? 

Deus é família. Jesus nasceu em uma família. 

Você, pai, é constituído por Deus como vigia deste tesouro. 

Que honra! Que responsabilidade! Cuide bem dessa bênção recebida por Deus!Participe intensamente da semana da família que acontece nas mais diversos paróquias. Leia também livros que falem de sua identidade e missão de pai. Reflita, participe e descubra como ser um melhor vigia deste maravilhoso tesouro sobre o qual Deus o constituiu como vigia permanente: sua família. 

Algumas dicas que poderão ajudá-lo ser um bom vigia: 

- Ler a Bíblia todos os dias; 

- Participar da missa todos os domingos e, quando puder, durante a semana. 

- Rezar o terço diariamente; 

- Estimular para que haja todos os dias, ao menos uma oração em família, mesmo que seja breve; 

- Criar o hábito de ler um trechinho da Bíblia por dia.  Leia você mesmo para dar  exemplo (mostrando e testemunhando para seus filhos que Deus não é apenas para mulheres e crianças); 

- Renuncie, todos os dias, algo que lhe dá prazer  para estar com os seus, brincando, conversando, rezando ou passeando; 

- Seja um vigia firme e amoroso, pois Deus assim te constituiu: “Sobre tuas muralhas, Jerusalém, coloquei vigias; nem de dia nem de noite devem calar-se. Vós, que deveis manter desperta a memória do Senhor, não vos concedais descanso algum” (Is 62,6). 

Feliz dia do pais! 

Feliz dia do Vigia!

 

PERMANEÇO NA IGREJA NA QUAL SOU BEM ACOLHIDO.

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 11:18 am on quarta-feira, junho 25, 2008

 Hoje em dia, a maioria da população vive na cidade. Cada vez mais aumenta o número dos que deixam os ambientes rurais e cidades pequenas para habitarem nos grandes centros urbanos.

É indispensável que este dado seja considerado para que possamos nos dar conta da importância da acolhida em nossas Igrejas e comunidades. 

A vida no interior

No ambiente rural, nas vilas ou pequenas cidades normalmente, todas as pessoas se conhecem. Podem não saber endereços, mas com a maior facilidade, sabem indicar ou levar alguém aonde quer que este precise chegar. Estas localidades favorecem que as pessoas tenham muitas coisas em comum, que as aproximam e unem:

-    Ali existe uma escola da qual se sabe o nome do diretor, professores e até dos funcionários;

-    Ali pode existir um pequeno time de futebol para o qual todos torcem ferrenhamente;

-    Existe uma igreja da qual todos se sentem membros e responsáveis;

-    O dono da venda conhece, literalmente, todos os seus “fregueses de carteirinha”;

-    Quando alguém nasce, celebra-se um casamento ou uma festa na comunidade, todos ficam sabendo ou se sentem envolvidos.

-    As pessoas têm amigos a quem recorrer na hora da necessidade.

-    Em caso de morte, toda a vila pára, a fim de juntar-se à família enlutada. E assim por diante…

A comunidade existe em toda a sua essência, ou seja, as pessoas têm muitas coisas em comum, conhecem e são conhecidas e acolhidas em qualquer casa e ambiente social. 

A vida na cidade grande

No ambiente urbano há uma realidade totalmente distinta do ambiente rural:

-    Pouquíssimos sabem quem é o diretor da escola, muito menos quem são os professores;

-    Os pais dos alunos têm em comum apenas a pessoa que vai apanhar seus filhos na escola, mas poucos se conhecem e muito mal se cumprimentam;

-    Não existe um time de futebol do bairro;

-    Cada um faz suas compras em um local diferente, e muitas vezes de acordo com o que está em oferta. Ali é atendido por um caixa que no máximo pergunta: “qual é a forma de pagamento?” Nas grandes cidades nada se adquire sem dinheiro. Nada de cadernetinha!…-     

E quanto à Igreja da cidade?

Como é recepcionado um novo e desconhecido membro recém chegado? É importante atentar para o fato de que, por sermos uma Igreja com muitos membros podemos correr o risco de conhecer apenas os que participam do mesmo grupo de pastoral ou movimento. Quanto aos demais, quem conhecemos?

Infelizmente, não é raro acontecer de um fiel freqüentar uma determinada Igreja durante 20 anos e permanecer um anônimo no meio da multidão, por não estar engajado em nenhuma atividade que o torne conhecido.

Assim, embora sua participação seja importante, pois está sempre presente nas celebrações, muitas vezes é dizimista, tem filhos na catequese, continua um desconhecido e sua ausência dificilmente será notada!…

Então, o que pode acontecer com o novato, que timidamente chegou de fora, ou aquele que tem dificuldade de relacionamento social, ou aquele que se sente acanhado quando chega pela primeira vez em nossa comunidade?

Habituado a um relacionamento caloroso e inter-pessoal na sua vila, roça ou cidade pequena, ao chegar à cidade grande e perceber a frieza do ambiente, fatalmente se sentirá deslocado. Então começa girar de igreja em igreja à procura de uma acolhida melhor e mais calorosa.

Rodando pelas igrejas, num determinado dia sente-se bem recebido e valorizado. A tendência é que diga: “finalmente encontrei o que eu tinha no passado ou que sempre sonhei: pessoas com quem posso me relacionar e, junto, louvar e servir a Deus”.

A partir deste encontro, permanecerá ali. Passará a ouvir a Palavra e se tornará um membro ativo, ao menos enquanto não sofrer nenhuma decepção.

Este pode ser o caminho não apenas daquele que vem do interior. Mas de muitos outros que sentem um vazio ou passam por momentos de crise em sua vida. Por isso procuram uma igreja. Mas também procuram pessoas com quem possam relacionar-se e ouvir palavras que possam dar um rumo em sua vida. 

A vida na cidade é muito fria.

As pessoas representam “perigo”, “ameaça”, são encaradas como “concorrentes” e não como amigos e companheiros em quem se possa acreditar e confiar. Por isso mesmo, ao encontrar irmãos que o acolham acabam ficando por ali mesmo.

Muitas vezes percebem que estar ali não é o mais correto, que doutrinalmente não é o melhor. Que há muitas coisas contra sua fé original e da igreja a qual pertenciam. Mas, por causa do calor humano, permanecem ali.  A acolhida e o calor humano acabam “falando mais alto” que as verdades teológicas e a fé recebida de berço e cultivada durante muitos anos numa Igreja.

Eis, então, onde pode surgir nosso ardor missionário, enquanto discípulos de Jesus: no acolher.

Acolher com calor humano e com uma evangelização que faça com que cada católico tenha um encontro pessoal com Jesus Cristo, como nos foi pedido no Documento de Aparecida.

Nas cidades, o acolhimento passou a ser, para muitos, o primeiro e principal valor e referência. “Vou e permaneço onde sou bem acolhido”, passou a ser a prática para muitos que foram batizados e permaneceram por um período na Igreja Católica. “Afasto-me e não volto mais quando ou onde sou mal acolhido, porque minha expectativa de ser bem recebido não foi correspondida”.

Nas cidades não há mais a escola, o time de futebol, a venda, a igreja e os costumes que uniam aos outros. Aqui tudo é estranho e confuso. Não restaram mais os antigos valores. O que restou mesmo foi a acolhida. “Aqui cheguei. Aqui me encantei. Aqui ficarei. Porque aqui fui bem acolhido. Onde sou acolhido crio raízes”! 

Portanto, conto com você:

Reforçando o que foi citado no artigo anterior, “a acolhida faz a diferença” muitos deram suas sugestões, espero que você acolha este artigo e dê sugestões práticas de como cada um de nós, membros da Igreja Católica, independente do posto ou grau que ocupamos ou servimos, pode se tornar mais acolhedor.

Se este é o grande e esperado modo de conquistar nossos irmãos, cultivemo-lo!

A partir de idéias e sugestões prometo escrever um terceiro artigo visando aprofundar este assunto tão importante e pertinente. 

A ACOLHIDA FAZ A DIFERENÇA

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 8:54 am on domingo, junho 15, 2008

A confiança é um edifício difícil de ser construído, fácil de ser demolido e muito difícil de ser reconstruído (A. Cury)  Quando fomos criados, saímos todos empolgados do AMOR (Deus) e partimos em direção a este mundo. Nos braços do Pai, fomos amados e tratados com todo o carinho. Nossa primeira grande decepção ocorreu na chegada. Encontramos pais carregados de marcas hereditárias negativas. Muitos de nós sequer estávamos nos seus planos para iniciar a vida naquele momento. Por inúmeras razões e situações fomos mal recebidos e maltratados desde o momento da concepção.A primeira impressão é a que fica.

E a primeira refere-se à acolhida.

Se formos bem atentos nos daremos conta de que o que mais importa numa festa, curso, encontro ou casa, é como somos acolhidos. Se o dono da casa ou quem nos convidou para a festa, encontro, reunião, etc.  se preocupa e se interessa por nós. Se ele está preocupado em que não fiquemos sozinhos, se pergunta em que pode nos ajudar e servir. A atenção e cuidado que recebemos é que nos faz sentir bem. Muito além do que nos oferecer para comer e beber.

Numa pesquisa científica sobre a importância da comunicação entre as pessoas, chegou-se aos seguintes dados:

a.   Para 7% importam as palavras que são ditas;

b.   Para 38% importam o tom da voz com que são ditas as palavras;

c.    Para 55% importam a linguagem corporal utilizada por quem está se comunicando (acolhendo).

Com isto podemos concluir que as pessoas pouco prestam atenção ao que dizemos, mas em como dizemos e na linguagem de nosso corpo.Assim, é possível afirmar que as pessoas retornam à igreja se foram bem recebidas, tratadas e amadas. Facilmente perdoam uma linguagem errada, mas não fazem o mesmo se não se sentem bem vindas e acolhidas.

Precisamos ser uma IGREJA ACOLHEDORA. Nós somos a Igreja. As pessoas verão em nós a Igreja de Jesus. Se não gostarem de nós, será que gostarão da Igreja?! A acolhida envolve primeiramente os padres, a secretaria paroquial, a livraria, a cantina, a Pastoral da Acolhida, coordenadores de pastorais e movimentos.

Mas, também, você que está lendo: ajude-nos também sendo um acolhedor. Expresse o que você sente a respeito da acolhida da sua igreja. Dê sugestões. Acima de tudo, acolha bem os que estiverem próximos a você.

Disse Jesus: “Eu era peregrino e me acolhestes”. É por Ele que acolheremos bem.

Muito nos alegramos por aqueles que estão abraçando e se dispondo a atuar na Pastoral da Acolhida nas diversas comunidades.

Aproveitemos  e demos um passo de gigante: tornemo-nos todos, acolhedores, para que tenhamos UMA IGREJA ACOLHEDORA.

Isto fará a diferença.

PORQUE O DEMÔNIO ODEIA MARIA

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 2:50 pm on sábado, junho 14, 2008

Padre Elias Vella é padre exorcista da Ilha de Malta. Ele esteve pregando retiro na Canção Nova nos dias 9 a 11/07/2004. Dentre tantas coisas  lindas e profundas que falou, quero aqui transcrever algo que nunca mais poderemos nos esquecer. É a respeito do demônio e Nossa Senhora.

Veja o que ele falou: “Uma arma que é muito efetiva e poderosa para vencer o demônio, é Maria. O demônio treme diante de Maria. Eu agora vou dizer algo que pode chocar você um pouquinho: durante  as orações de exorcismo, quando mencionamos o nome Maria para o demônio, ele se torna até mais furioso do que quando a gente menciona Jesus”.

Continua Pe Elisas: “Vou tentar explicar: eu não estou dizendo que ele tema mais a Maria do que a Jesus. O que eu estou dizendo é que ele se torna mais  raivoso quando se menciona Maria do que quando se menciona Jesus. E a razão é a seguinte: ele sabe que Jesus é o filho de Deus. Ele sabe que Jesus o venceu. Apesar de ser tão orgulhoso ele sabe que precisa dobrar o joelho diante de Jesus. Mas ele não pode agüentar que Maria, uma criatura, uma criatura humana possa tê-lo vencido”.

Segue pe Elias: “Durante o exorcismo, Deus ordena ao demônio a dizer a verdade. Quando um exorcista pergunta ao demônio: “por que você treme diante de Maria”?  Neste momento, Deus ordena ao demônio que responda. E que responda a verdade. E o demônio responde: “eu odeio Maria porque ela é muito humilde”. O demônio não tem medo das pessoas que ficam gritando ao tentar expulsá-lo. Ele não se impressiona com gritaria. Ele é um espírito. Não tem ouvido. Então não há utilidade nenhuma ficar gritando”.

“O demônio odeia a humildade. Ele não tem medo de gritaria, mas a humildade o apavora. Quanto mais humilde, mais ele treme. Exatamente porque ele é orgulhoso”. (Padre Elias Vella).

 COMENTÁRIO 

Maria mesmo disse: “manifestou o poder de seu braço: desconsertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes”. (Lc 1, 51-52)

O demônio tentou Eva, dizendo que se ela comesse do fruto proibido se tornaria igual e independente de Deus. Eva entrou na dele. Com o sonho de se tornar igual a Deus, (orgulho) comeu do fruto e depois percebeu o quanto foi enganada. Maria, ao saber que fora escolhida por Deus para ser mãe de Seu Filho, tinha todos os motivos para se assoberbar e orgulhar. No entanto, eis o que ela diz: “eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim, segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). 

TOMEMOS CUIDADO! Alguns sinais de que alguém pode estar sendo movido pelo espírito do mal (orgulho) e não pelo Espírito Santo. Quando passa a afirmar:-  Eu estou salvo e você está condenado.-  Só eu estou certo e você está errado. -  Só minha igreja salva. Fora delas todos estão condenados.

-  Eu não faço nada de errado. Estou certo!-  Eu não obedeço a homens. Só a Deus.

-  Eu não aceito Maria. Ela é uma mulher como outra qualquer. 

BRECHAS:

São espaços que podemos dar para que o demônio entre. Evitemos tê-laspecados não confessados; - falta de perdão,

- envolvimentos com práticas de superstições.

- A DESOBEDIÊNCIA É, DE TODAS, A MAIS TERRÍVEL.

Todas as chances que tivermos de obedecer, obedeçamos. Assim, o orgulho ficará do lado de fora e a humildade habitará em nosso coração.

 Maria, mãe de Jesus e nossa, ensina-nos a sermos humildes! 


MÃE, SACRÁRIO

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 1:04 pm on sexta-feira, maio 9, 2008

viagem-rs-out2003-371.jpgMãe é a que recebe e dá. Recebe de Deus um presente, o filho. De si, dá proteção, aconchego, alimento e sustento para a vida que se inicia. Antes, recebe, depois, dá. Recebe o presente e dá-lhe o que este  necessita, em termos de cuidados e sustentação.

Maria recebeu do Pai do Céu o maior presente, Seu próprio Filho. Ficou honrada, e dali em diante passou a doar-se para o presente que recebeu.

 Maria deu para seu filho, Jesus:

- seu útero para aconchegá-lo;

- seu sangue para alimentá-lo;

- seu coração para vesti-lo;

- seu corpo para ser sacrário.

Sacrário é o local onde se guarda o sagrado. Sagrado é aquilo que é separado e ofertado. A partir desse momento, ele pertence a Deus. O sagrado passa ser “propriedade” de Deus, independente de onde esteja. Quem recebe o que lhe é dado de presente torna-se dono do que recebeu. Eis o que Deus Pai fez com Seu filho, Jesus, quando O deu de presente a Maria.

Assim como Maria, toda mãe, de certo modo, é um “sacrário”, pois recebe de Deus algo sagrado: uma criatura que Deus acabou de moldar à sua imagem e semelhança.

Maria, além da proteção e cuidados, ofereceu todo o sangue e toda a carne que Deus assumiu. A única criatura de quem Deus recebeu algo que Ele não tivesse foi Maria: a carne e o sangue de gente. A carne e o sangue que Dele recebemos na Eucaristia.

Quando comungamos nos tornamos um excelente sacrário, em parte parecido com Maria. Mas bem diferente, porque enquanto Maria deu a carne e o sangue para Jesus, nós, Dele recebemos o sangue e carne como alimento.“Tal mãe, tal filho!” “Tal a carne da mãe, tal a do filho”. Tal o sangue de Maria, tal o de Jesus. A Eucaristia é comunhão com o Filho de Deus que recebeu sua carne da Filha predileta do Pai: Maria a mãe de Deus, a mãe de Jesus e, por graça, nossa mãe também. Ao receber  a comunhão tenhamos o hábito de entrarmos no mesmo sacrário no qual que Jesus habitou por nove meses: o seio de sua mãe Maria.Quando olho para um sacrário, penso no que dentro dele, está. Quando olho para uma mãe, penso no sacrário que foi ou que está sendo. Quando olho para Maria, vejo a mãe de Deus, o sacrário de Deus. Nos sacrários de nossas igrejas, guardamos Jesus. Antes disso, Maria guardou, alimentou e amamentou Jesus. Um sacrário não feito por mãos humanas, mas pelas benditas mãos do Pai do céu.

Obrigado,  mães por terem sido “nosso sacrário”. Obrigado, Maria, por ser o sacrário dos sacrários. Queremos a ti nos consagrar. E dentro de ti permanecer por toda a eternidade. Seja nosso sacrário.

Parabéns, mãe, pelo seu dia!

COM MARIA, O MELHOR!

Arquivado em: FORMAÇÃO, Sem Categoria — padrealir at 7:15 pm on quarta-feira, abril 30, 2008

De outras mulheres nasceram alguns profetas. De Maria, nasceu o maior de todos eles, Jesus de Nazaré.

Na festa das Bodas de Caná, na qual Maria estava presente, os convidados puderam deliciar-se com um abundante e excepcional vinho.

Quando Maria se fez presente na casa de Isabel, ela e seu filho João, ainda no ventre, receberam os melhores presentes: o Espírito Santo e a alegria (cf Lc 1, 41.44).

Quando Maria estava presente e orando com os discípulos, no Cenáculo, a Igreja recebeu o seu o maior dom: O derramamento do Espírito Santo (cf At 1, 14; 2, 4).

Quanta alegria causa ao filho, a chegada de sua amável e querida mãe! Que presente maior pode haver para um bebê, além da presença de sua mãe junto dele.

O filho que se entristece ao ver sua mãe saindo para o trabalho, enche-se de alegria ao vê-la retornar.

Com a presença da mãe, sempre se pode esperar o melhor.

Assim acontece em nossa vida: onde está Maria, a Mãe de Jesus, podemos esperar o melhor.

Preparemo-nos para a efusão do Espírito Santo neste Pentecostes e passemos todo o mês de maio, especialmente dedicado à Virgem Maria, em oração e adoração ao Seu filho Jesus e veremos o melhor acontecer.

Orando com Maria, não será surpresa se o que acontecerá, será mais e melhor do que imaginávamos.

Quem tem a presença de Maria em sua vida deve acostumar-se com o melhor. Assim como nas bodas de Caná, o vinho que Jesus providenciou, graças à intercessão de Maria, foi abundante e melho.

Aproveitemos este mês para retornarmos fervorosamente à oração do santo terço e à meditação da Palavra, tornando-nos, assim como a Mãe de Jesus e nossa mãe, servos da Palavra de Deus (Cf. Lc 1, 38).

Maria não é melhor por acaso. Se o Pai do Céu caprichou tanto para criar a nossa mãe, imaginemos, para criar a mãe de Seu Filho! Por isso, nós repetimos o que disse Isabel: “Donde me vem esta honra de vir  a mim a mãe de meu Senhor?”(Lc 1, 43).

Portanto, ao questionarmos de onde nos vem o MELHOR, podemos concluir, com toda a certeza: o MELHOR, vem da mãe do meu Senhor!…

A PRIMEIRA MISSA NO BRASIL

Arquivado em: FORMAÇÃO — padrealir at 8:34 am on sábado, abril 26, 2008

A celebração da primeira missa no Brasil, deu-se no domingo de Páscoa, a 26 de abril de 1500, quando fincaram a Cruz no chão macio de um banco de areia em Porto Seguro, no litoral sul da Bahia. Esta cerimônia seria a primeira de tantas, que desde então, foram celebradas, neste, que veio a tornar-se o maior país católico do mundo.

Disse Pero Vaz de Caminha, na  Carta a El-Rei, em primeiro de maio de 1500:“…E quando veio o Evangelho, que nos erguemos todos em pé, com as mãos levantadas, eles (os índios) se levantaram conosco e alçaram as mãos, ficando assim, até ser acabado: e então tornaram-se a assentar como nós… e em tal maneira sossegados, que, certifico a Vossa Alteza, nos fez muita devoção. Enquanto dois carpinteiros separavam um enorme tronco para a feitura da Cruz, os índios, uns oitenta ou mais, tagarelas, estorvantes, rodeavam os marinheiros em seus afazeres, olhando pasmos o efeito do fio do ferro na árvore. Da mata próxima vinham os barulhos da bicharada, o ruído forte dos papagaios, dos bugios, e de uma poucas pombas rolas“. 

O Frei Henrique de Coimbra oficiou-a todo paramentado, enquanto a tripulação congregava-se na praia as voltas do altar. Tomavam posse daquela Ilha de Vera Cruz, em nome do rei de Portugal e da santa fé católica. Os nativos, dóceis, se portaram de tal modo que Caminha convenceu-se da fácil conversão deles no futuro. Um par de padres, dos bons, escreveu ele ao rei, bastava”.

Assim teve início a história do nosso país: embaixo de uma cruz.

O primeiro e mais importante ato foi realizado cindo dias após a chegada dos portugueses aqui: a celebração do santo sacrifício da Missa. O sangue do cordeiro, o único e eterno sacrifício aceito pelo Pai, já era oferecido nesta Terra de Santa Cruz, há 508 anos.

Começamos Bem! Iniciamos sob o signo da cruz e oferecendo o preciosíssimo corpo e sangue de Jesus ao Pai, na Santa Missa.Após o descobrimento, bem antes desta terra ter sido banhada por qualquer outro sangue, ela foi consagrada pelo Sangue bendito do Filho de Deus oferecido sobre o altar naquele memorável 26 de abril de 1500.

É por isso que somos um povo cheio de esperança. Porque iniciamos embaixo da cruz. Iniciamos no local da vitória.

Se esta terra foi batizada com o nome  de Terra de Santa Cruz, temos como sonho e confiança em Deus, que um dia esta será a Terra da Vitória,  do triunfo definitivo do crucificado que ressuscitou: Jesus de Nazaré.

Como o inimigo foi vencido na cruz, aqui chegará o dia em que ele finalmente será banido e teremos o reino definitivo da Cruz. O que iniciou com a Cruz haverá de terminar também com a vitória definitiva dela.

Portanto, ao olhar para Jesus, não devemos jamais esquecer  o que Ele afirmou:  “…quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim” (Jo 12,32).

Haverá um tempo que ninguém resistirá a esta atração da cruz.

Por isso, mantenhamos a esperança e trabalhemos para que isto aconteça o mais breve possível. “Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça”. (2Pd 3,13)

A palavra nos aponta e nós precisamos alimentar esta esperança que se transformará numa certeza: “Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia”. (Ap 21,1) 

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