“Assim houve divisão no meio do povo por causa de Jesus”. As palavras de Jesus levam naturalmente a uma tomada de decisão. Trata-se, de fato, de uma revelação que o Cristo faz de si, como em todo o Evangelho de João, e ordem à salvação de cada um de nós. Quem tem a pretensão de ser mestre, certamente não esta disposto a fazer-se discípulo e aceitar uma revelação que subverte toda a teoria ou sistema preconcebido. É a situação dos fariseus, dos estudiosos do nosso tempo, incapazes, entretanto, de receber a mensagem de vida nela contida e que é o próprio Cristo. Na verdade não somos nós que o descobrimos, mas ele é que se apresenta como doador de luz e de vida.
Em Jeremias, na primeira leitura, como em Cristo, há um aspecto trágico: o conhecimento do destino que lhe preparam os inimigos, sem possibilidade de evitá-lo. Não pode fazer outra coisa senão pôr-se nas mãos de Deus e esperar que este venha salva-lo no cumprimento deste destino. O drama de sua vocação como o é em toda autentica vocação, é a necessária repercussão do mistério de Deus na vida do homem.
Quem de Deus tem apenas uma idéia ou uma definição provavelmente nunca provará o drama do seu encontro e nunca terá de se despojar de si e perder-se para identificar-se com a vontade de Deus. As discussões que surgem da diversidade de opiniões a respeito de Cristo não resolvem se não houver, da parte de todos sinceros e profundos desejo de esclarecimento, o que raramente se dá, pois cada um costuma querer que prevaleça sua opinião. Deus mesmo em seu mistério fulgurante não esmaga a liberdade do homem; dar-se-á somente àquele que tiver direito de cativá-lo. Aqui está a razão de ser da obediência de Cristo na cruz, que a eucaristia nos convida a alcançar.
Meditação de hoje: quem é Jesus para mim?
O gesto de Jesus, que na noite da Páscoa “soprou” sobre os Apóstolos comunicando-lhes o Espírito Santo (cf. Jo 20, 21´22), evoca a criação do homem, descrito pelo Gênesis como a comunicação de “um sopro de vida” (2,7). O Espírito Santo é como o “respiro” do Ressuscitado, que infunde a nova vida na Igreja representada pelos primeiros discípulos. O sinal mais evidente desta nova vida é o poder de perdoar os pecados. Efetivamente, Jesus diz: “Recebei o Espírito Santo. Os pecados daqueles que perdoardes, serão perdoados. Os pecados daqueles que não perdoardes, não serão perdoados”. (Jo 20, 22´23). Quando se efunde “o Espírito de Santificação” (Rm 1,4), destrói-se o que se opõe à santidade, ou seja, o pecado. Segundo a palavra de Cristo, o Espírito Santo é aquele que “convence o mundo do pecado” (Jo 16,8). Ele faz com que se tome consciência do pecado, mas ao mesmo tempo é Ele mesmo que perdoa os pecados. A este propósito, S. Tomás observa: “Dado que é o Espírito Santo que funda a nossa amizade com Deus, é normal que por meio d’Ele Deus perdoem os nossos pecados” (Contr. Gent. 4,21,11).
O Espírito do Senhor não só destrói o pecado, mas realiza também uma santificação e divinização do homem. Deus “escolheu-nos – diz São Paulo – desde o princípio, para a salvação pela ação santificadora do Espírito e pela fé que vem da verdade” (cf. 2 Ts 2,13). Vejamos mais de perto em que consiste esta “santificação-divinização”. O Espírito Santo é “Pessoa-Amor. É Pessoa-Dom” (Dominum et vivificantem, 10). Este amor concedido pelo Pai, recebido e retribuído pelo Filho, é comunicado ao homem remido, que assim se torna “homem novo” (Ef 4,24), “nova criação” (Gl 6,15). Nós, cristãos, somos não só purificados do pecado, mas também regenerados e santificados. Recebemos uma nova vida, porque nos tornamos “participantes da natureza divina” (2 Pd 1,4): somos “chamados filhos de Deus. E somo-lo de fato!” (1 Jo 3,1). É a vida da graça: o dom gratuito com que Deus nos faz partícipes da sua vida trinitária. As três Pessoas divinas, na sua relação com os batizados, não devem ser separadas – porque cada um age sempre em comunhão com as outras – nem confundidas, pois cada Pessoa se comunica enquanto Pessoa. Na reflexão sobre a graça, é importante evitar concebê-la como uma “coisa”. Ela é, “antes de tudo e principalmente o dom do Espírito que nos justifica e nos santifica” (Catecismo da Igreja Católica, nº. 2003). É a dádiva do Espírito Santo que nos assimila ao Filho e nos coloca em relação filial com o Pai: no único Espírito, através de Cristo, temos acesso ao Pai (cf. Ef. 2,18).
A presença do Espírito Santo realiza uma transformação que atinge o homem verdadeira e intimamente: é a graça santificadora ou deificadora que eleva o nosso ser e o nosso agir, tornando-nos capazes de viver em relação com a Santíssima Trindade. Isto acontece mediante as virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade, que “adaptam as faculdades do homem à participação da natureza divina” (Catecismo da Igreja Católica, 1812). Assim, mediante a fé o crente considera Deus, os irmãos e a história não simplesmente segundo a perspectiva da razão, mas sob o ponto de vista da revelação divina. Com a esperança, o homem olha para o futuro com certeza confiante e ativa, esperando contra toda a esperança (cf. Rm 4, 18), com o olhar fixo na meta da bem-aventurança eterna e da plena realização do Reino de Deus. Com a caridade, o discípulo compromete-se em amar a Deus com todo o coração e o próximo como o Senhor Jesus nos amou, ou seja, até ao Dom total de si mesmo.
A santificação de cada fiel verifica-se sempre através da incorporação na Igreja. “A vida de cada filho de Deus em Cristo e mediante Cristo está vinculada com laços maravilhosos à vida de todos os outros irmãos cristãos, na unidade sobrenatural do Corpo místico de Cristo, até quase a formar uma única pessoa mística” (Paulo VI, Const. Apost. Indulgentiarum doctrina, 5). Este é o mistério da comunhão dos Santos. Um vínculo perene de caridade une todos os “santos”, tanto àqueles que já alcançaram a pátria celeste ou que ainda se estão a purificar no Purgatório, como aqueles que ainda são peregrinos na terra. Entre estes, existe também abundante intercâmbio de bens, a tal ponto que a santidade de um beneficia todos. S. Tomás afirma: “quem vive na caridade, participa em todo o bem que se faz no mundo” (In Symb, Apost.), e ainda: “O ato de um realiza-se mediante a caridade do outro, daquela caridade por meio da qual todos nós somos um só em Cristo” (In IV Sent. d. 20, ª2; q. 3 ad 1).
O Concílio recordou que “todos os fiéis, seja qual for o seu estado ou classe, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade” (Lúmen gentium, 40). Concretamente, para cada fiel o caminho para se tornar santo é o da fidelidade à vontade de Deus, como no-lo exprimem a sua Palavra, os mandamentos e as inspirações do Espírito Santo. Assim como para Maria e para todos os santos, também para nós a perfeição da caridade consiste no abandono confiante nas mãos do Pai, segundo o exemplo de Jesus. Isto se torna mais uma vez possível graças ao Espírito Santo, que também nos momentos mais difíceis nos faz repetir com Jesus: “Eis-me aqui para fazer a tua vontade” (cf. Hb 10,7).
Esta santidade reflete-se de forma própria na vida religiosa, na qual a consagração batismal é vivida no compromisso de um seguimento radical do Senhor, através dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência. “Assim como toda a existência cristã, também a vocação à vida consagrada está intimamente relacionada com a obra do Espírito Santo. É Ele que, pelos milênios fora, sempre induz novas pessoas a sentirem a atração por uma opção tão comprometedora (…). É o Espírito que suscita o desejo de uma resposta cabal; é Ele que guia o crescimento deste anseio, fazendo amadurecer a resposta positiva e sustentando depois a sua fiel realização; é Ele que forma e plasma o espírito dos que são chamados, configurando-os a Cristo casto, pobre e obediente, impelindo-os a assumirem a sua missão”. (Exortação Apostólica Vita Consecrata, 19). Uma eminente expressão de santidade, que se torna possível mediante a força do Espírito Santo, é o martírio, supremo testemunho do Senhor Jesus, dado com o sangue. Mas uma significativa e fecunda forma de testemunho é já o compromisso cristão, vivido nas várias condições de vida, dia a dia numa radical fidelidade ao mandamento do amor.
Homilia de Bento XVI na missa presidida em Yaoundé
São José, modelo para os pais e para todo cristão
Amados Irmãos no Episcopado, Queridos irmãos e irmãs!
Louvado seja Jesus Cristo que hoje nos reuniu neste Estádio, para nos fazer penetrar mais profundamente na sua vida. Jesus Cristo reúne-nos neste dia em que a Igreja, aqui nos Camarões como em toda a terra, celebra a festa de São José, esposo da Virgem Maria. Começo por desejar uma festa feliz a todos aqueles que, como eu, receberam a graça de ter este belo nome e peço a São José que lhes conceda uma protecção especial guiando-os para o Senhor Jesus Cristo todos os dias da sua vida. Saúdo também as paróquias, as escolas e os colégios, as instituições que têm o nome de São José. Agradeço a D. Tonyé Bakot, Arcebispo de Yaoundé, as suas amáveis palavras e dirijo uma calorosa saudação aos representantes das Conferências Episcopais da África que vieram a esta cidade para a publicação do Instrumentum laboris da Segunda Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos.
Como podemos entrar na graça específica deste dia? Daqui a pouco, na conclusão da Missa, a liturgia desvendar-nos-á o ponto culminante da nossa meditação, quando nos convidar a dizer: «Por este alimento recebido no vosso altar, Senhor, saciastes a vossa família, feliz por festejar São José; defendei-a sempre com a vossa protecção e velai pelos dons que lhe concedestes». Como vedes, pedimos ao Senhor para guardar sempre a Igreja sob a sua constante protecção – e fá-lo! –, precisamente como José protegeu a sua família e velou sobre os primeiros anos de Jesus menino.
O Evangelho acaba de no-lo recordar. O Anjo tinha-lhe dito: «Não temas receber Maria, tua esposa» (Mt 1, 20), e foi exactamente o que ele realizou: «Fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor» (Mt 1, 24). Por que motivo quis São Mateus anotar esta fidelidade às palavras recebidas do mensageiro de Deus, senão para nos convidar a imitar esta fidelidade cheia de amor?
A primeira leitura que acabámos de ouvir não fala explicitamente de São José, mas ensina-nos muitas coisas a respeito dele. O profeta Natã vai dizer a David, por ordem do próprio Senhor: «Estabelecerei em teu lugar um descendente que nascerá de ti» (2 Sam 7, 12). David deve aceitar morrer sem ver a realização desta promessa, que se há-de cumprir «quando chegar ao termo dos [seus] dias» e «repousar com os [seus] pais». Vemos, assim, que um dos anseios mais vivos do homem, ou seja, ser testemunha da fecundidade da sua acção, nem sempre é atendido por Deus. Penso naqueles de vós que são pais e mães de família: cultivam muito legitimamente o desejo de dar o melhor de si mesmos aos seus filhos e querem vê-los chegar a um verdadeiro sucesso. Todavia é preciso não fazer-se ilusões sobre tal sucesso: o que Deus pede a David é que tenha confiança n’Ele. David não verá com os próprios olhos o seu sucessor, aquele que terá um trono «estável para sempre» (2 Sam 7, 16), porque este sucessor anunciado sob o véu da profecia é Jesus. David teve confiança em Deus. De igual modo, José tem confiança em Deus, quando ouve o Anjo, seu mensageiro, dizer-lhe: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo» (Mt 1, 20). Na história, José é o homem que deu a Deus a maior prova de confiança, precisamente face a um anúncio tão assombroso.
E vós, queridos pais e mães de família que me ouvis, tendes confiança em Deus que faz de vós os pais e as mães dos seus filhos de adopção? Aceitais que Ele conte convosco para transmitir aos vossos filhos os valores humanos e espirituais que recebestes e que hão-de fazê-los viver no amor e no respeito do seu santo Nome? Neste nosso tempo, em que tantas pessoas sem escrúpulos procuram impor o reino do dinheiro desprezando os mais indigentes, deveis estar muito atentos. A África em geral e os Camarões em particular correm perigo se não reconhecem o Verdadeiro Autor da Vida! Irmãos e irmãs dos Camarões e da África, que recebestes de Deus tantas qualidades humanas, tende cuidado das vossas almas! Não vos deixeis fascinar por falsas glórias e falsos ideais! Crede, sim, continuai a crer que Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, é o único que vos ama como vós o esperais, a crer que Ele é o único que pode satisfazer-vos, que pode dar estabilidade às vossas vidas. Cristo é o único caminho de Vida.
Só Deus podia dar a José a força para dar crédito às palavras do Anjo. Só Deus vos dará, amados irmãos e irmãs que sois casados, a força de educar a vossa família como Ele o quer. Pedi-Lho! Deus gosta que se Lhe peça o que Ele quer dar. Pedi-Lhe a graça de um amor verdadeiro e cada vez mais fiel, à imagem do seu amor. Como magnificamente diz o Salmo, o seu «amor está edificado para todo o sempre e a [sua] fidelidade alicerçada nos céus» (Sal 88, 3).
No vosso país e no resto da África, tal como noutros continentes, a família conhece efectivamente um período difícil que a sua fidelidade a Deus ajudará a superar. Alguns valores da vida tradicional foram perturbados. As relações entre as gerações alteraram-se de tal maneira que já não favorecem como antes a transmissão dos conhecimentos antigos e da sabedoria herdade dos antepassados. Muitas vezes, assiste-se a um êxodo rural comparável ao que viveram numerosos períodos humanos. A qualidade dos vínculos familiares resulta profundamente afectada. Desenraizados e fragilizados, os membros da jovens gerações, muitas vezes sem um verdadeiro trabalho, procuram remédio para a sua vida infeliz refugiando-se em paraísos efémeros e artificiais importados, que, como se sabe, nunca chegam a assegurar ao homem uma felicidade profunda e duradoura. Às vezes o homem africano é constrangido a fugir para fora de si mesmo e a abandonar tudo o que constituía a sua riqueza interior. Confrontado com o fenómeno duma urbanização galopante, ele abandona a sua terra, física e moralmente, não já como Abraão para responder ao chamamento do Senhor, mas para uma espécie de exílio interior que o afasta do seu próprio ser, dos seus irmãos e irmãs de sangue e do próprio Deus.
Trata-se de uma fatalidade, de uma evolução inevitável? Certamente não! Mais do que nunca, devemos «esperar contra toda a esperança» (Rm 4, 18). Quero aqui prestar homenagem, com admiração e reconhecimento, ao notável trabalho realizado por inúmeras associações que encorajam a vida de fé e a prática da caridade. Deus as cumule de graças! Encontrem na Palavra de Deus um renovado vigor para levar a bom termo todos os seus projectos ao serviço de um desenvolvimento integral da pessoa humana na África, nomeadamente nos Camarões.
A primeira prioridade consistirá em dar novamente sentido ao acolhimento da vida como dom de Deus. Segundo a Sagrada Escritura tal como na melhor sabedoria do vosso continente, a chegada de uma criança é uma graça, uma bênção de Deus. Hoje a humanidade é convidada a mudar o seu olhar: com efeito, todo o ser humano, mesmo o mais humilde e pobre, é criado «à imagem e semelhança de Deus» (Gn 1, 27). Deve viver! A morte não deve prevalecer sobre a vida! A morte não terá jamais a última palavra!
Filhos e filhas da África, não tenhais medo de crer, esperar e amar, não tenhais medo de dizer que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, e que só por Ele podemos ser salvos. São Paulo é o autor inspirado que o Espírito Santo concedeu à Igreja para ser o «mestre dos gentios» (1 Tm 2, 7), quando nos diz que Abraão, «esperando contra toda a esperança, acreditou que havia de ser pai de muitas nações, conforme tinha sido anunciado: “Assim será a tua descendência”» (Rm 4, 18).
«Esperando contra toda a esperança»: não é uma magnífica definição do cristão? A África é chamada à esperança através de vós e em vós. Com Cristo Jesus, que calcou o solo africano, a África pode tornar-se o continente da esperança. Todos nós somos membros dos povos que Deus deu como descendência a Abraão. Cada um e cada uma de vós é pensado, querido e amado por Deus. Cada um e cada uma de nós tem a sua função a desempenhar no plano de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Se o desânimo vos invadir, pensai na fé de José; se a inquietação se apoderar de vós, pensai na esperança de José, descendente de Abraão que esperava contra toda a esperança; se a aversão ou o ódio vos penetrar, pensai no amor de José, que foi o primeiro homem a descobrir o rosto humano de Deus na pessoa do menino concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria. Bendigamos a Cristo por Se ter feito tão solidário connosco e dêmos-Lhe graças por nos ter dado José como exemplo e modelo do amor para com Ele.
Amados irmãos e irmãs, de todo o coração vos repito : como José, não tenhais medo de tomar Maria convosco, isto é, não temais de amar a Igreja. Maria, mãe da Igreja, ensinar-vos-á a seguir os seus Pastores, a amar os vossos bispos, os vossos presbíteros, os vossos diáconos e os vossos catequistas, e a seguir aquilo que vos ensinam e a rezar pelas suas intenções. Vós que sois casados, olhai o amor de José por Maria e por Jesus; vós que vos preparais para o casamento, respeitai a vossa ou o vosso futuro cônjuge como fez José; vós que vos consagrastes a Deus no celibato, reflecti sobre a doutrina da Igreja nossa Mãe: «A virgindade e o celibato por amor do Reino de Deus não só não se contrapõem à dignidade do matrimónio, mas pressupõem-na e confirmam-na. O matrimónio e a virgindade são os dois modos de exprimir e de viver o único mistério da Aliança de Deus com o seu povo» (Redemptoris custos, 20).
Queria ainda dirigir uma exortação particular aos pais de família, uma vez que São José é o seu modelo. Este santo revela o mistério da paternidade de Deus sobre Cristo e sobre cada um de nós. São José pode ensinar-lhes o segredo da sua própria paternidade, ele que velou pelo Filho do Homem. Também cada pai recebe de Deus os seus filhos, criados à semelhança e imagem d’Ele. São José foi o esposo de Maria. Também cada pai de família se vê confiar-lhe o mistério da mulher através da própria esposa. Como São José, queridos pais de família, respeitai e amai a vossa esposa, e guiai os vossos filhos, com amor e a vossa vigilante presença, para Deus onde eles devem estar (cf. Lc 2, 49).
Finalmente, a todos os jovens aqui presentes, dirijo uma palavra amiga e encorajadora: diante das dificuldades da vida, não percais a coragem! A vossa existência tem um valor infinito aos olhos de Deus. Deixai-vos agarrar por Cristo, aceitai dar-Lhe o vosso amor e – porque não! – vós mesmos no sacerdócio ou na vida consagrada. É o serviço mais alto. Às crianças que já não têm um pai ou que vivem abandonadas na miséria da estrada, àquelas que foram violentamente separadas dos seus pais, maltratadas e abusadas, e incorporadas à força em grupos militares que imperam em alguns países, quero dizer: Deus ama-vos, não vos esquece e São José vos protege. Invocai-o com confiança.
Deus vos abençoe e guarde a todos. Conceda-vos a graça de caminhar fielmente para Ele. Dê a estabilidade às vossas vidas para recolher o fruto que Ele espera de vós. Faça de vós testemunhas do seu amor aqui, nos Camarões, e até aos confins da terra. Com fervor, peço-Lhe que vos faça saborear a alegria de Lhe pertencer, agora e pelos séculos dos séculos. Amen.
“Há alguém que vos acusa: Moises, no qual colocais a vossa esperança”. Cristo responde a seus opositores citando a disposição legal relativa aos testemunhos. Ninguém pode dar testemunho de si mesmo. Ora, os testemunhos a respeito de Jesus, são antes de tudo, o Batista, a quem eles próprios enviaram uma delegação; mas há testemunhos bem maiores: as obras do Pai e as Escrituras. Os testemunhos, porem, não podem adquirir se peso se não forem percebidos em sua realidade profunda.
Os opositores de Jesus não quiseram ouvir a voz do Pai na de Jesus, nem ver sua face, nem captar sua presença nas curas. O verdadeiro pecado do povo não é tanto a idolatria, como ouvimos na primeira leitura, quanto a ruptura da aliança, que se fundava na promessa recíproca de fidelidade. Por isso Deus diz a Moises: “o teu povo”. A peroração de Moises tem seu ponto forte exatamente na fidelidade de Deus à palavra dada a Abraão, Isaac, Israel, pela qual o povo continua ser “o seu povo”. Moises, que preferiu ser solidário com seu povo e sofrer a mesma sorte, é figura de Cristo, solidário conosco a ponto de sofrer nossa mesma sorte para nos resgatar das culpas.
Ainda hoje não faltam testemunhos sobre Jesus. Um deles é a Igreja. Entretanto pode-se ser incapaz de sentir nela a voz de Jesus, de ver em suas obras as obras de Jesus. Se somos Igreja e fazemos parte do Corpo Místico de Cristo, devo testemunhar o Cristo com a minha vida através daquilo que a Sua Palavra fez em mim. Sem Jesus seremos continuamente cegos, e esta cegueira é a busca de si mesmo, a falta do amor de Deus.
Para meditarmos neste dia: Como estou testemunhando Jesus Cristo na minha vida? O que estou buscando, Deus ou o que Ele pode me fazer? Meu testemunho de vida é evangelizador, ou seja onde quer que eu esteja eu evangelizo?
Os Carismas do Espírito, concedidos a todos por ocasião do Batismo e intensificados na crisma, também são “chamados”. O Espírito Santo nos capacita com estes dons para servirmos à Igreja de Cristo, através dos irmãos. Os carismas são, portanto dons de poder para o serviço da comunidade cristã.
Algumas condições para recebermos e perseverarmos na vida carismática:
- Simplicidade e pureza de coração
- Assiduidade da meditação da Palavra de Deus
- Vida de oração
- Desejo de servir aos irmãos como Jesus (Lc 22, 27)
- Perseverança à recepção dos dons espirituais (sempre abertos para sermos canais à ação e poder do Espírito em nós).
“Queres ficar curado?”. Diante de uma simples pergunta de Jesus, como o paralitico podemos correr o risco de não olhar para Jesus, mas para somente os problemas. A iniciativa da cura no Evangelho de hoje é de Jesus que assim demonstra seu espírito aberto aos mais abandonados. “Não tenho ninguém”, diz o paralitico quando Jesus faz a pergunta que poderia mudar a sua vida. Mas é interessante notar a fé demonstrada por ele na palavra de Jesus. Fé significa confiança total.
O pecado na vida do ser humano pode ser muito bem comparada com a paralisia deste homem, que o impede de experimentar a graça de Deus, que o impede de se banhar nas águas do Templo que nos fala a primeira leitura. A palavra de Jesus restitui as forças daquele homem, mas supõe o firme propósito da sua parte, carregar a maca. Este sinal, quer dizer que durante 38 anos aquele homem foi carregado pela maca, pela historia, por más escolhas, mas a partir da palavra de Jesus, quem carrega agora é o homem em sinal de testemunho daquilo que Deus pode fazer.
A pergunta de Jesus é simples, mas como aquele homem podemos parar nos outros, culpando-os. Ou parar naquilo que não deu certo na nossa vida, ou ainda parar nas falsas verdades que aparecem querendo nos convencer de que estamos paralisados e que não servimos para nada.
Hoje quero lhe convidar a carregar a sua historia e não mais permitir que ela te carregue para isto é necessário aproximar-se deste Templo que jorra água que nos purifica, nos lava. Este templo é o próprio Jesus, e esta água é o Espírito Santo.
Para nossa meditação hoje: Quero me aproximar com meu coração sincero de Jesus? Se quero, o que devo fazer para sair da paralisia que minha historia esta me causando, frente a pergunta simples de Jesus: “Queres ser curado?”
“Se não virdes sinais e prodígios não acreditais”. A alegria com que Jesus é na Galileia é fruto da expectativa de ver milagres. Trata-se de maneira curiosidade, que pode despertar um momento de entusiasmo, mas não atinge os corações. Bem diverso é o estado de animo do oficial do rei. O encontro com Jesus tem um profundo escopo pessoal: a vida de seu filho. a expressão de Jesus parece sublinhar esta diferença O pedido do funcionário é expressão de sua total confiança em Jesus, em seu poder, em sua disponibilidade. Sente que Jesus esta à sua disposição. E a resposta do Mestre corresponde plenamente a esta confiança: “Vai teu filho vive”.
O funcionário crê sem ter visto nenhum prodígio. A fé dirige-se à pessoa de Jesus, vista em sua grandeza e poder e em relação a nós, dando-nos garantia e confiança. O perigo sempre real para todos quantos se aproximam de Jesus é a superficialidade. A participação em certas manifestação religiosas, a própria visita ao Papa, etc. podem ser fruto de pura curiosidade de desejo de evasão. A verdadeira fé na Igreja e em Jesus é demonstrada quando aceitamos os seus ensinamentos e com eles conformamos nossa vida.
Neste caso, o que a Igreja anuncia é céus novos e uma terra nova, que é um tema rico em conseqüências para o presente momento do mundo. O difícil é de determinar concretamente a novidade que corresponde às promessas e que deve tornar a nova Jerusalém objeto de alegria para Deus e seu povo, lugar ideal da serenidade e da paz. Tomando ao pé da letra as palavras do profeta Isaias na primeira leitura, ha o risco de ser desmentido pela realidade dos fatos. Os céus novos e a terra nova existirão quando a vontade de Deus for feita. Cumpre, pois esforçar-se e não se iludir em relação aos resultados. O otimismo profundo é consciente de que a nova vida exige sacrifícios e renuncia. Importa entrever na sociedade moderna, por enquanto ambígua, a cidade futura do Reino de Deus, radiosa de liberdade e de presença de cada um a cada um. Mas para isso Tonica é posta no homem, o cumprimento das promessas divinas é confiado ao homem, que orienta o progresso da sociedade ao bem dos irmãos.
Para meditarmos hoje: Os meus pedidos à Jesus são expressões concretas da minha fe nele? Ao pedir estou disposto à confiar e esperar plenamente nele, ou quero tudo do meu jeito e no meu tempo?
Na última ceia Jesus dissera aos Apóstolos: “Contudo, digo-vos a verdade: convém-vos que Eu vá; porque, se Eu não for enviar-vo-lo-ei” (Jo 16,7). Na tarde do dia da Páscoa Jesus mantém a promessa: aparece aos Onze reunidos no cenáculo, sopra sobre eles e diz: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Cinqüenta dias depois, no Pentecostes, tem-se “a definitiva manifestação daquilo que se realizara no mesmo cenáculo já no Domingo de Páscoa” (Dom. et. viv. 25). O livro dos Atos dos Apóstolos conservou-nos a descrição do evento (cf. 2,1-4). Ao refletirmos sobre este texto, podemos perceber algum traço da misteriosa identidade do Espírito Santo.
É importante, antes de tudo, captar o nexo entre a festa judaica do Pentecostes e o primeiro Pentecostes cristão. No início o Pentecostes era a festa das sete semanas (cf. Tb. 2,1), a festa da colheita (cf. Ex. 23,16), quando se oferecia a Deus as primícias do trigo (cf. Nm 28,26; Dt 16,9). Sucessivamente recebeu um novo significado: tornou-se a festa da aliança que Deus estabelecera com o Seu povo no Sinai, quando tinha dado a Israel a Sua lei. São Lucas narra o evento do Pentecostes como uma teomania, uma manifestação de Deus análoga à do monte Sinai (cf. Êx. 19,16-25): rumor fragoroso, vento forte, línguas de fogo. A mensagem é clara: o Pentecostes é o novo Sinai, e o Espírito Santo é a nova aliança, e o Dom da nova lei. De modo penetrante Santo Agostinho capta este ligame: “Há um grande e maravilhoso mistério, irmãos: se prestardes atenção, no dia de Pentecostes (os judeus) receberam a lei escrita com o dedo de Deus e no mesmo dia de Pentecostes vem o Espírito Santo” (Serv. Mai 158,4). E um Padre do Oriente, Severiano de Gábala, anota: “Era conveniente que no dia em que foi dada a lei antiga, naquele mesmo dia fosse dada a graça do Espírito Santo” (Cat. in Act. Apost. 2,1). Cumpre-se assim a promessa feita aos antepassados. Lemos no profeta Jeremias: “Esta será a Aliança que farei com a casa de Israel – oráculo do Senhor: imprimirei a Minha Lei, gravá-la-ei no seu coração” (31,33). E no profeta Ezequiel: “Dar-vos-ei um coração novo e introduzirei em vós um espírito novo: arrancarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei um coração de carne. Dentro de vós porei o Meu espírito, fazendo com que sigais as Minhas leis e obedeçais aos Meus preceitos” (36 26-27). De que modo o Espírito Santo constitui a nova e eterna aliança? Arrancando o pecado e derramando no coração do homem o amor de Deus: “A lei do Espírito de vida em Cristo Jesus libertou-me da lei do pecado e da morte” (Rm 8,2). A lei mosaica indicava obrigações, mas não podia mudar o coração do homem. Era necessário um coração novo, e é precisamente aquilo que Deus nos oferece em virtude da redenção operada por Jesus. O Pai arranca o nosso coração de pedra e dá-nos um coração de carne, como o de Jesus, animado pelo Espírito Santo que nos faz agir por amor (cf. Rm 5,5). Com base neste Dom se instaura a nova aliança entre Deus e a humanidade. S. Tomás afirma de modo incisivo que o próprio Espírito Santo é a Nova Aliança, operando em nós o amor, plenitude da lei (cf. Comem. in 2 Cor 3,6).
No Pentecostes desce o Espírito e nasce a Igreja. A Igreja é a comunidade daqueles que “renasceram do alto”, “da água e do Espírito”, como se lê no Evangelho de João (cf. 3,35). Antes de tudo a comunidade cristã não é o resultado da livre decisão dos crentes; na sua origem há primariamente a gratuita iniciativa do Amor de Deus, que oferece o Dom do Espírito Santo. O assentimento da fé a este Dom de amor é “resposta” à graça e, ele mesmo, é suscitado pela graça. Entre o Espírito Santo e a Igreja existe, portanto, um ligame profundo e indissolúvel. A respeito disso, diz Santo Irineu: “Onde está a Igreja, ali está também o Espírito de Deus; e onde está o Espírito do Senhor, ali está a Igreja e toda a graça”. (Adv. Haer. 3, 24.1). Compreende-se, então, a arrojada expressão de Santo Agostinho: Tem-se tanto Espírito Santo quanto se ama a Igreja “. (IN Io. 32,8). A narração do evento do Pentecostes ressalta que a Igreja nasce universal: é este o sentido do elenco dos povos – Partos, Medos, Elamitas… (cf. Act 2,9´11) – que escutam o primeiro anúncio feito por Pedro. O Espírito Santo é dado a todos os homens de qualquer raça e nação, e realiza neles a nova unidade do Corpo místico de Cristo. São João Crisóstomo põe em evidência a comunhão operada pelo Espírito Santo, com esta concreta observação:” Quem vive em Roma sabe que os habitantes das Índias são seus membros “(In Io. 65, 1; PG 59,361).
Do fato que o Espírito Santo é “a nova aliança”, deriva que a obra da terceira Pessoa da Santíssima Trindade consiste em tornar presente o Senhor Ressuscitado e, com Ele, Deus Pai. Com efeito, o Espírito exerce a sua ação salvífica tornando imediata a presença de Deus. Nisto consiste a nova e eterna aliança: Deus já Se tornou alcançável para cada um de nós. Cada um, “desde o menor até o maior” (cf. Jr 31, 34), está dotado, em certo sentido, do conhecimento direto do Senhor, como lemos na primeira carta de São João: “Quanto a vós, a unção que d’Ele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a Sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira e não é mentirosa, permanece n’Ele como ela vos ensinou” (2,27). Cumpre-se assim a promessa feita por Jesus aos Seus discípulos durante a última ceia: “O Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, este ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (Jo 14,26). Graças ao Espírito Santo, o nosso encontro com o Senhor acontece no tecido ordinário da existência filial, no “face a face” da amizade, fazendo experiência de Deus como Pai, Irmão, Amigo e Esposo. Este é o Pentecostes. Esta é a Nova Aliança.
“Com efeito, é pela graça que sois salvos, mediante a fé”. O afastamento do Senhor adquire, pois, um valor pedagógico: ele, que é fiel e misericordioso, não abandona os seus, mas só os chama, através da variedade dos acontecimentos, à conversão e à obediência sincera. É um acontecimento clamoroso, como a destruição da cidade e do templo pelas mãos de um pagão, que faz voltar seus corações a Deus e a um culto verdadeiro, já que não bastam os profetas que lembram as exigências do pacto com Deus.
Essa leitura teológica da historia, que parece deixar de lado a responsabilidade humana, representa porem uma purificação e uma indicação sempre valida: é preciso uma nova capacidade de escuta para compreender os caminhos com que o Senhor executa seu plano. Devemos responder à fidelidade de Deus com uma fidelidade sempre renovada, adequada aos tempos.
Fica assim evidente a atitude que deve ter o homem diante dos acontecimentos que vive e dos quais é protagonista. Deve saber colher, em sua fatualidade, a palavra de Deus. Fazer a verdade é compreender esta palavra. Crer em Cristo é receber a luz que dá sentido ao que acontecer. Isto não é uma conquista nossa, é um dom de Deus, dom que fazendo-nos compreender sua vontade, nos salva, como no Evangelho e na segunda leitura. Toda a nossa vida e a historia adquire sentido, definem um plano que se realiza no tempo.
Deus esta sempre à procura do homem. É como se Deus não quisesse permanecer sozinho e houvesse escolhido o homem para ajudá-lo. Adão onde estás?, chamava Deus ao primeiro homem, que se escondia entre as arvores do paraíso terrestre depois do pecado. Esse chamado nunca mais cessou na floresta da historia. Deus permanece fiel ao homem, busca-o em todas as suas fugas, porque o ama como só Deus pode amar, com força e a ternura de um pai que é movido por um amor infinito. Hoje como ontem, o problema do homem consiste em fugir desse Deus que o busca. É o homem que se esconde que procura um álibi. E Deus não se cansa de segui-lo.
06 – SACRAMENTOS DA ORDEM – é o sacramento pelo qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos, que continua sendo exercida na Igreja pelos sacerdotes, até o fim dos tempos (Mt 16 13-19).
07 – MATRIMÔNIO – é o sacramento pelo qual, homem e mulher constituem entre si uma comunhão de vida. Foi elevado entre os batizados à dignidade de sacramento por Cristo Nosso Senhor (Mt 19 3-9)
A pessoa que vai ao encontro do próximo
Alguém perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo?
Jesus respondeu: Um homem descia de Jerusalém para Jericó, caiu nas mãos de bandidos que, tendo-o despojado e coberto de pancadas, foram-se embora e o abandonaram quase morto. Aconteceu que um sacerdote descia por esse caminho; ele viu o homem e passou a boa distancia. Do mesmo modo um levita chegou a esse lugar; viu o homem e passou a boa distancia. Mas um samaritano que estava de viagem chegou perto do homem: ele o viu e tomou-se de compaixão. Aproximou-se, atou-lhe as feridas, derramando nelas azeite e vinho, montou-se sobre a sua própria montaria, conduziu-o a uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, tirando duas moedas de prata, deu-lhe ao hospedeiro e lhe disse: “Toma conta dele, e se gastares alguma coisa a mais, sou eu que te pagarei na minha volta”. Qual dos três, a teu ver, mostrou-se próximo do homem que caíra nas mãos dos bandidos? O homem respondeu: “Foi aquele que deu prova de bondade para com ele”. Jesus lhe disse: “ Vai e fazes o mesmo”.
A pergunta para você hoje é a mesma que o homem perguntou para Jesus: “ Quem é o seu próximos?”
A resposta é claro, mas exige um sair ao encontro do outro, ou seja, o próximo é aquele que eu me aproximo. Você é bom e pode manifestar sua bondade com aquele que você se aproxima. Agora cabe a você escolher.
Qual é a sua decisão?
O encontro com o próximo.
Motivação: Levar o jovem a contemplar a realidade de que ele é bom, como o samaritano do texto e, que ele não estar sozinho no mundo, mas que precisa sair de si e ir buscar daquele que é o seu próximo. Lembrando que próximo é aquele no qual se aproxima. Por isso, fazer o bem, sem esperara nada em troca, pois somos todos filhos do mesmo Pai, então somos todos irmãos
Trabalho da semana
1) Vamos ver se no nosso meio há briguinhas, rancores, magoas para buscarmos resolver e acabar com essas coisas no nosso meio.
2) Durante esta semana vamos sortear um “anjo oculto”. Cada pessoa pegará uma outra (em forma de sorteio) para cuidar durante esta semana, manifestando este cuidado de forma que não se fale quem seja. Esta demonstração deverá ser em conversas, cuidados, gentilezas, cordialidade, etc., que leve a pessoa na qual foi tirada, a se sentir bem durante esta semana e que na próxima semana você conheça melhor esta pessoa, para que ela se torne uma pessoa verdadeiramente e não somente um conhecido.
3) Na próxima semana cada um tentará descobrir quem foi que lhe tirou e porque.
4 – RECONCILIAÇÃO – é o caminho de volta ao Pai, do qual a pessoa afastou-se pecado. Com este sacramento obtemos a misericórdia de Deus, o perdão de nossos pecados, e ao mesmo tempos somos reconciliados com a Igreja (Mt 18, 21-22; Jo 20,22-23);
5 – UNÇÃO DOS ENFERMOS – é a entrega dos doentes aos cuidados do senhor, sofredor e glorificado, para que os alivie e os salve. Reconforta aqueles que são provados pela enfermidade. (Tg 5, 13-16).
O jovem que queria ser bom
Um notável jovem interrogou a Jesus: Bom mestre que devo fazer para ganhar a vida eterna em herança? Jesus lhe respondeu: por que me chamas de bom, só o Pai é bom. Conheces os mandamentos: não cometeras adultério, não cometerás homicídios, não roubaras, não levantarás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe.
Ele respondeu: Tudo isto tenho observado desde a minha infância.
Tendo ouvido isto, Jesus lhe disse: Uma coisa ainda tem que fazer: reparte tudo o que tens com aqueles que nada tem e trás um tesouro nos céus: depois vem e segue-me.
Ao ouvir isto, o homem rico ficou muito triste, pois era muito apegado ao que tinha.
Muitas vezes somos apegados a coisas e deixamos o nosso maior tesouro escapar das nossas mãos, que é o próprio Deus. É uma verdadeira decisão de mudar de vida e abraçar aquilo que é nosso e tem valor: Deus
Para sermos bons precisamos não só acreditar em Deus, mas testemunhar que verdadeiramente somos pessoas ricas, pois temos o nosso maior tesouro: Deus. Todo o resto de riquezas, apegos, vícios, coisas que não nos levam a nada, somente a um simples momento, um dia vão passar.
O encontro consigo mesmo
Motivação: Enfatizar a questão do apego aos bens materiais de uma forma que leve o jovem a se questionar. Qual é o meu maior tesouro? Fazer a separação do que é riqueza e do que é tesouro. Poe exemplo: um carro é riqueza, pois é comprado. Já uma amizade verdadeira é um tesouro, pois é conquistada. Levar a consciência que o maior tesouro que temos é o próprio Deus, o resto tudo, um dia irá passar. Só Deus é capaz de nos preencher completamente, o resto, com o tempo, nos esvazia.
Trabalho para a semana:
1º Reunir-se no grupo para avaliar o que é tesouro e o que é riqueza na vida de cada membro do grupo.
2º Elaborar uma forma de apresentação daquilo que é riqueza e daquilo que é tesouro em forma de teatro, dinâmica, etc.
3º Cada membro na próxima semana traga o que é tesouro e o que é riqueza na sua vida.
1 – BATISMO – é o fundamento de toda a vida cristã. É o sinal de aliança com Deus. Pelo Batismo somos libertados do pecado, regenerados como filhos de Deus e renovado no Espírito Santo (Jo 3, 1-8), (Mc 16, 15-17).
2 – CRISMA – é a consumação da graça batismal. Por este sacramento somos vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos da Força do Espírito Santo, para sermos testemunhas de Jesus Cristo, em palavras e obras. (Ef 1, 13).
3 – EUCARISTIA – é a memória da morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. É o sacramento do AMOR, sendo um sinal da unidade. Banquete pascal em que Jesus Cristo é recebido como alimento. A Eucaristia é a fonte e ápice de toda a vida cristã. Nela contém todo o bem espiritual da Igreja. O que é o próprio Jesus Cristo. Neste sacramento somos unidos a Cristo, que nos torna participantes de seu corpo e sangue tornando-os um só corpo em Jesus Cristo. Foi na última ceia que Nosso Salvador, Jesus Cristo, Instituiu o Sacrifício Eucarístico, de seu Corpo e Sangue (Mt 26, 26-29).
Jovem levanta-te
Jesus foi para uma cidade chamado Naim. Os seus discípulos iam com ele, como também uma grande multidão. Quando chegou perto da porta da cidade, estavam levando um morto para enterrar, um filho único, cuja mãe era viúva, e uma multidão considerável da cidade a acompanhava. Ao vê-la, Jesus foi tomado de compaixão por ela e lhe disse: “Não chores mais”. Ele se admirou e tocou na padiola; os que a carregavam pararam; e ele disse: “Jovem eu te ordeno, levanta-te”. Então o morto se assentou e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. Todos ficaram tomados de temor, e eles glorificavam a Deus dizendo: “um grande profeta se ergue no meio de nós e Deus visitou o seu povo”. E essa opinião sobre Jesus se espalhou em toda região.
Este jovem pode ser você. Faça a experiência de sair da morte para a vida nova que Jesus quer te dar. Jesus lhe diz hoje e sempre: “Jovem levanta-te”. Dê sua resposta para ele levantando e proclamando que você é um Jovem PHN , que proclama a cada dia que por hoje eu não vou pecar. Sou um jovem que me encontrei com Jesus e ele me deu uma vida nova.
2ª Semana: Jovem levanta-te
O encontro vital com Jesus
Motivação: Enfatizar a questão da procissão da alegria (Jesus) e da tristeza (morto), levando-os a contemplar as realidades de vida e de morte que a cada momento têm a sua frente e, que eles têm a capacidade de escolha pela alegria, ou senão, o mundo pode ser melhor quando se encontra com Jesus, pois, com ele tudo se faz novo.
1º Reunir-se no grupo para conversa entre si o que lhes traz mais alegria e mais tristeza na família, nas amizades e quais os momentos mais felizes e mais tristes que você tem.
2º Cada membro do grupo deve entrevistar pelo menos cinco outros alunos, fazendo as mesmas perguntas que foram conversadas no grupo. Anotar e trazer na próxima semana os números da pesquisa feita com os outros alunos.
3º Com a pesquisa feita, reunir-se novamente em grupo, para pensar em o que podemos fazer concretamente para melhorarmos este quadro, e sermos jovens felizes sempre. Cada grupo terá dez minutos para apresentar sua conclusão.
É assim que prefiro chamar o amor de Deus. Aquele que passa por cima do ódio que deveríamos sentir pelos nossos inimigos: «Vocês ouviram o que foi dito: “Ame os seus amigos e odeie os seus inimigos.” Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, para que vocês se tornem filhos do Pai de vocês, que está no céu». Nestas palavras de Jesus está a perfeição do amor. Jesus hoje nos exorta longamente para que respondamos ao ódio com amor. Este texto, aparecendo nessa situação, ajuda-nos a compreender, que Mateus vê no amor aos adversários, a característica específica dos discípulos de Cristo. As palavras de Jesus indicam duas maneiras de viver: A primeira é a dos que se comportam sem referência a Deus e sua Palavra. Esses agem em relação aos outros em função da maneira como eles os tratam, a sua reação é de fato uma reação. Dividem o mundo em dois grupos, os amigos e os que não o são, e fazem prova de bondade só em relação aos que são bons para eles. A segunda forma de viver não põe em primeiro lugar um grupo de homens, mas sim o próprio Deus. Deus, por seu lado, não reage de acordo com a maneira como o tratam; pelo contrário, «Ele é bom até para os ingratos e os maus» (Lucas 6,35). Jesus chama assim a atenção para a característica essencial do nosso Deus. Fonte transbordante de bondade, Deus não se deixa condicionar pela maldade de quem está à sua frente. Mesmo esquecido, mesmo injuriado, Deus continua fiel a si próprio, só pode amar. Isto é verdadeiro desde a primeira hora. Diferentemente dos homens, Deus está sempre pronto a perdoar: «Os meus planos não são os vossos planos, os vossos caminhos não são os meus caminhos» (Isaías 55,7-8). O profeta Oseias, por seu lado, ouve o Senhor dizer-lhe: «Não desafogarei o furor da minha cólera… porque sou Deus e não um homem» (Oseias 11,9). Numa palavra, o nosso Deus é misericordioso (Êxodo 34,6; Salmo 86,15; 116,5 etc.), «não nos trata de acordo com os nossos pecados, nem nos castiga segundo as nossas culpas» (Salmo 103,10). A grande novidade do Evangelho não é tanto o fato de que Deus é Fonte de bondade, mas que os homens podem e devem agir à imagem do seu Criador: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso!» (Lucas 6,36). Através da vinda do seu Filho até nós, esta Fonte de bondade está agora acessível. Tornamo-nos, por nosso lado, «filhos do Altíssimo» (Lucas 6,35), seres capazes de responder ao mal com o bem, ao ódio com amor. Vivendo uma compaixão universal, perdoando aos que nos fazem mal, damos testemunho de que o Deus de misericórdia está no coração de um mundo marcado pela recusa do outro, pelo desprezo em relação àquele que é diferente. Impossível para os humanos entregues às suas próprias forças, o amor pelos inimigos testemunha a atividade do próprio Deus no meio de nós. Nenhuma ordem exterior o torna possível. Só a presença, nos nossos corações, do amor divino em pessoa, o Espírito Santo, permite amar assim. Este amor é uma conseqüência direta do Pentecostes. Não é em vão que Estêvão, «cheio do Espírito Santo» termine com estas palavras: «Senhor, não lhes atribuas este pecado.» (Actos 7,60) Como Jesus, o verdadeiro discípulo faz com que a luz do amor divino brilhe no país sombrio da violência como é o nosso Brasil. Este amor, longe de ser um simples sentimento, reconcilia as oposições e cria uma comunidade fraterna a partir dos mais diversos homens e mulheres, da vida desta comunidade sai uma força de atração que pode agitar os corações. É este o amor que eu chamo de perfeito, o amor que perdoa até aqueles que nos podem tirar a vida.
1º Caridade: amor ao próximo
2º Alegria: que provém de Deus e independe da situação que vive.
3º Paz: presença de Deus
4º Paciência: Saber sofrer as demoras de Deus.
5º Longanimidade: perseverança no caminho
6º Bondade: servir sem olhar a quem e sem esperar recompensa.
7º Benigdade: promover o bem.
8º Mansidão: não deixar seus impulsos dirigem suas ações.
9º Fidelidade: amar a Deus acima de tudo e todos.
10º Modéstia: simplicidade na sua conduta.
11º Continência: refrear os instintos.
12º Castidade: ser puro de corpo e de alma.
Segundo o Evangelista Mateus, é importante que o homem tenha a consciência de que “A ira do homem não realiza a justiça de Deus” (Tg 1, 20). E que é pela prática da justiça que vem de Deus que a sua vida é restaurada sobre a terra. E isto é tão fundamental que se torna imprescindível na vida existencial do homem e extensivo a todas outras práticas no seu dia a dia para tornar possível a convivência dos homens entre si e entre o meio ambiente. Ouvistes o que foi dito… Eu, porém vos digo… Jesus não pretende reformar o complexo doutrinal do judaísmo. Jesus veio nos ensinar a viver em plenitude a Lei de Deus e nos adverte de que a nossa justiça deve ser maior do que a dos mestres da lei e dos fariseus. Eles viviam na rigidez da lei e esqueciam de que o maior mandamento da Lei era justamente o amor e que, mais importante que a Lei em si, é o bom relacionamento entre as pessoas. Muitas vezes nós também, como os escribas e os fariseus, nos apegamos ao que a lei nos exorta a não fazer e ficamos alerta para não cometer aquelas faltas que se constituem as mais graves, como matar, roubar, adulterar, ter maus pensamentos, etc.. “Todo aquele que se encoleriza com o seu irmão será réu de juízo”. O desejo primeiro de Deus, ao criar os seres humanos, é que vivam na mais perfeita comunhão, deixando de lado tudo quanto possa dividi-los e separá-los pelo muro da inimizade. O ódio e a divisão constituem flagrante desrespeito à vontade divino. O homicídio é uma forma incontestável de ruptura com o próximo, culminando com a sua eliminação. Para evitar isto, Deus condenou peremptoriamente esse crime, com o mandamento: “não matarás”. Todavia, a eliminação física do próximo é antecedida por outros gestos de eliminação de igual gravidade. Por exemplo, a simples irritação contra os outros, as palavras ofensivas contra eles são formas sutis de atentar contra a vida alheia. O discípulo do Reino não pode agir desta maneira. A Palavra de Deus que Jesus veio esclarecer para nós vai muito mais além do que as coisas que nós praticamos, mas atinge também ao que nós pensamos e falamos ou expressamos a partir do nosso coração. Assim sendo, nós não podemos chamar os nossos irmãos e irmãs nem mesmo de tolos ou idiotas. Quanto ensinamento para nós! A oferta que fazemos ao Senhor será desnecessária, se primeiro não oferecermos a nossa compreensão e perdão às pessoas com as quais nos relacionamos. Enquanto caminhamos aproveitemos o conselho do Mestre para que a nossa justiça seja maior do que a justiça dos “mestres da lei” e dos “fariseus” de hoje. Como é a nossa justiça? O que é justo para Deus? A justiça de Deus é o Amor, é o perdão, é a reconciliação. E a nossa? Fazemos as nossas ofertas no Altar do Senhor, mas como está o nosso coração? Reflita agora: – Como você trata as pessoas com quem você convive? – Você tem costume de falar mal os seus amigos, suas amigas? – Você o faz de coração? – E quando você faz a sua oferta na hora do ofertório, qual é a sua atitude diante de Jesus?- Você já pensou que enquanto você faz a oferta do seu coração na hora da Missa, ele pode estar sujo com a injustiça da falta de perdão, da ofensa feita, do ódio por alguém? A reverência a Deus passa pelo respeito ao próximo. Na liturgia de hoje, Jesus exige de mim e de ti, como seus discípulos a reconciliação com seu próximo, antes de fazerem sua oferenda a Deus. Se alguém estava para fazer sua oferta, e se recordava de algum desentendimento com o próximo, deveria deixá-la ao pé do altar, para antes ir reconciliar-se. Caso contrário, a oferta não teria valor perante Deus. Ele vem revelar que qualquer doutrina ou lei só tem valor à medida que contribua para a libertação e a promoção da vida. Jesus não propõe uma doutrina, mas ensina a prática restauradora da vida. A grande novidade que Jesus me ensina hoje é o perdão sem limites e a reconciliação, que me levam à comunhão de vidas com Deus e com os meus irmãos. Por isso, quero neste dia ó Senhor Jesus que me ensineis a perdoar os meus irmãos e irmãs para poder estar em comunhão com o Vosso e o meu Deus e com os meus irmãos já aqui na terra.
A ti me dirijo meu irmão e minha irmã para te dizer que Deus é bom para conosco. Sua bondade é sem limite. Basta nos dirigirmos a Ele e erguendo os nossos braços bradando coloquemos em Suas mãos as nossas alegrias e tristezas, as nossas derrotas e vitórias, as nossas fraquezas e fortalezas. A banda Vida Reluz cantando traz para nós: Deus é capaz de transformar tua vida. O impossível Ele fará porque és precioso aos Seus olhos/E se tiveres a coragem e a loucura de acreditar/Então irás provar que Ele pode muito mais. Deus é capaz de trocar reinos por ti/Abre mares para que possas atravessar/E se preciso fosse daria novamente a vida por ti/Deus só não é capaz de deixar de te amar. É preciso crer e se entregar sem medo/Ele nunca vai tirar a tua liberdade se não queres/Mas se te entregas sem reservas tua vida se transformará/Então irás provar que Ele pode muito mais… Quem nos garante é o Próprio Filho de Deus, Jesus Cristo nosso Senhor. «Pedi, e ser-vos-á dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão-de abrir-vos Mt 7,7-12». O Mestre da oração coloca em nós a certeza da vitória que nos vem de Deus Seu Pai no texto de hoje. Por isso, meu irmão e minha irmã. Esforça-te por agradar ao Senhor, espera-o interiormente sem te cansares, procura-o por meio dos teus pensamentos, exerce violência sobre a tua vontade e as suas decisões, domina-as para que tendam continuamente para Ele. E verás como Ele vem junto de ti e aí estabelecerá a sua morada (Jo 14,23). Aí ficará, observando o teu raciocínio, os teus pensamentos, as tuas reflexões, examinando a forma como o procuras, se é com toda a tua alma ou com moleza e negligência. E, quando vir que o procuras com ardor, imediatamente se manifestará a ti, te aparecerá, te concederá o seu auxílio, te dará a vitória e te livrará dos teus inimigos. Com efeito, quando tiver visto como tu o procuras, como nele depositas continuamente toda a tua esperança, então te instruirá e te ensinará a verdadeira oração. Dar-te-á essa caridade verdadeira que é Ele mesmo. Tornar-se-á então tudo para ti: paraíso, árvore da vida, pérola preciosa, coroa, arquiteto, cultivador, um ser sujeito ao sofrimento mas não abatido por ele, homem, Deus, vinho, água viva, ovelha, esposo combatente, armadura, Cristo “tudo em todos” (1 Co 15,28). Tal como uma criança não pode alimentar-se nem cuidar de si mesma, mas só pode olhar chorando para sua mãe, até que seja tocada de compaixão e se ocupe dela, assim a aminha almas esperam sempre em Cristo e lhe atribuem toda a justiça. Tal como o sarmento seca se for separado da videira (Jo 15,6), assim faço. Pois sem Vós eu não serei justo. Tal como o que é “um salteador e um ladrão que não entra pela porta, mas passa por outro sítio” (Jo 10,1), assim acontece com o que se quer tornar justo sem aquele que justifica. Ensinai-me a vossa justiça para que eu seja justo. “Presta atenção às minhas palavras, Senhor!” (Sl 5,2). Tu vieste não só por piedade para com o teu povo Israel, mas para salvar todas as nações, não só para restaurar uma parte da terra, mas para renovar o mundo inteiro. Por isso, “presta atenção às minhas palavras, Senhor!” Não rejeites a minha súplica como indigna; não recuses a minha oração. Eu não peço ouro nem riquezas. É desejando o amor e o respeito por ti que clamo sem cessar: “Presta atenção às minhas palavras, Senhor!” Israel gozou dos teus bens; também eu farei a experiência dos teus benefícios. Conduziste-o para fora do Egito; retira-me do erro. Resgataste-o do Faraó; liberta-me do diabo, que inferniza a minha vida e a da minha família. Conduziste-o através do Mar Vermelho. Guiaste-o com a coluna de fogo; ilumina-me com o teu Espírito Santo. Israel comeu o pão dos anjos no deserto; dá-me o teu Corpo santíssimo. Ele bebeu a água do rochedo; sacia-me com o Sangue do teu lado. Israel recebeu as tábuas da Lei; grava o teu Evangelho no meu coração. “Presta atenção às minhas palavras, Senhor! Atende o meu grito!” Graças a esse grito, Moisés tornou a criação aliada do teu povo; graças a esse clamor, Josué travou o curso do sol (Jos 10,12); graças a esse grito, Elias tornou estéreis as nuvens do céu (1R 17,1); foi graças a esse lamento que Ana deu à luz um filho, contra toda a esperança (1Sm 1,10s). “Senhor atende o meu grito”!
O Pai que ama e acolhe
Um homem tinha dois filhos. O mais moço disse a seu pai: Meu pai dá-me à parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres.
Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria.
Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.
Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância… E eu, aqui, estou a morrer de fome! Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados.
Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
O filho lhe disse, então: Meu pai pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lhe, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa.
O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia.
Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e salvo.
Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele. Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos. E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo!
Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado.
1ª Semana: O Pai que ama e acolhe.
O encontro com Pai
Motivação: Enfatizar a questão da volta a casa do Pai e a acolhida misericordiosa do Pai. Fazer o jovem a tomar consciência de que o Pai sempre está disposto a acolher o filho que volta independente do que o filho fez. O importante não é levar a um arrependimento profundo, mas levar o conhecimento de que o Pai ama e acolhe sempre, sem exceção.
Trabalho da semana:
Dividir três grupos e escolher um líder para cada um. Escrever em três papeis: teatro, dinâmica e resumo; pedir que cada líder pegue um papel sem saber o que é.
O teatro deverá se reunir e ensaiar uma peça do Pai que ama e acolhe.
O grupo da dinâmica também se reunirá durante a semana e bolará uma forma de dinâmica com o mesmo tema, onde todos da assembléia deverão estar participando.
O resumo será da mesma forma, reunindo-se durante a semana para elaborar uma mini palestra sobre o tema. Um dos membros do grupo, escolhido pelos membros do grupo, estará fazendo esta palestra Isto ajudará para o jovem começar a evangelizar jovem.