Eis-me aqui! Envia-me! (Isaias 6,8)

Archive for março, 2010

O Espírito Santo na busca de um diálogo ecumênico

Os Padres do Concílio Vaticano II realçaram que a teologia do Espírito Santo estava pouco presente na vida e no pensamento da Igreja. É aqui que a contribuição da Ortodoxia, o testemunho da sua espiritualidade é importante. O Oriente não conheceu a Reforma nem a Contra-Reforma e ele conserva até hoje a Tradição da Igreja indivisa. A teologia bizantina do século XIV põe em realce de modo surpreendente o mistério fulgurante da Transfiguração do Senhor e revela o Espírito Santo repousando no Cristo. Jesus, cheio do Espírito Santo, envia-os aos homens, mas, numa relação inversa, o Espírito age sobre o Cristo, transfigura-o, ressuscita-o e manifesta-o plenamente no momento da Parusia. A epíclese situa-se no seio da vida litúrgica e sacramental. A antropologia da deificação está centrada sobre a pneumatização do ser humano e a sua penetração pelas energias deificantes do Espírito Santo. É o estilo pneumatóforo da santidade, do qual o testemunho mais brilhante é São Serafim de Sarov ensinando a aquisição do Espírito Santo como a finalidade da vida cristã.

A aspiração ecumênica à unidade faz-nos descobrir antes de tudo a desintegração de um só tronco, antes comum, e convida-nos a reatar os laços com a parentela original, quebrando as economias confessionais fechadas. A convergência que se procura da Verdade e da Vida não se pode fazer senão através da redescoberta da Tradição dos Padres. Mas não se trata de uma simples erudição; trata-se, para os teólogos, de uma conversão ao estilo patrístico. O retorno aos Padres significa ir em frente, não os imitando, mas criando com eles, em continuidade fiel com a sua Tradição. Testemunho, segundo São Gregório Nazianzeno, “à maneira dos pescadores (apóstolos), não à maneira de Aristóteles”, nem de Platão, nem de Heidegger. É um apelo a ultrapassar qualquer “fundamentalismo”, seja bíblico ou patrístico ou filosófico, rumo ao jorrar da Água viva do Espírito Santo. Este testemunho só é eficaz através do “vivido” de Deus na experiência da liturgia, testemunho da Igreja orante e por isso mesmo mestra. Já constatamos que os lugares ecumênicos por excelência são as comunidades monásticas.

São Basílio insiste sobre o Espírito Santo como Espírito de comunhão. A epíclese sobre os dons é inseparável da epíclese sobre os fiéis, da conversão dos comungantes. A epíclese ensina assim que a caridade vertical, o amor de Deus, é constitutiva do ser humano ao mesmo título que a caridade horizontal designada pelos Padres como o “sacramento do irmão”. É o equilíbrio perfeito entre “o adorador em espírito e em verdade” e “o servidor dos seus irmãos”. O Espírito Santo clama em nós: “Abba, Pai” e revela em todo homem o rosto humano de Deus.

A integração da história ao Presente eterno, à economia da salvação, atrai a vinda do Reino e inaugura a Parusia já a caminho. À sua luz, os valores da cultura humana passam por um teste apocalíptico, por um ultrapassar dos valores penúltimos pelos valores últimos da existência humana. A escatologia bíblica é qualitativa, ela qualifica a história pelo eschaton e rompe qualquer concepção fechada e estática. A Igreja “em situação histórica” é sempre a Igreja da diáspora, comunidade escatológica a caminho do Reino, mas justamente por isso a caminho através da cidade terrestre; é o sentido da palavra: “Vós não sois do mundo, mas estais no mundo”. Uma falta de presença no mundo é igualmente uma falta de fé evangélica. Deus nunca é uma compensação às fraquezas do homem. Deus surpreende o homem lá onde ele é forte e poderoso, e eis por que o Evangelho deve estar presente em todos os riscos e decisões da condição humana.

A Igreja dos últimos tempos oferecerá àquele que tem fome não as “pedras ideológicas” dos sistemas, nem as “pedras teológicas” dos manuais de escola, mas o “pão dos anjos” e, segundo a bela palavra de Orígenes, “o coração do irmão humano oferecido como puro alimento”. Enviada ao mundo, a Igreja sacerdotal e profética inaugura o diálogo com todos os homens, diálogo que, segundo a expressão de São Gregório Nazianzeno, realiza-se à luz da “metástase” da existência e do “sismo escatológico de conclusão”.

A Igreja se mostrará fiel ao Espírito Santo se ela também for fiel aos homens. Sua estrutura messiânica e carismática tem primazia sobre seu estatuto institucional e mostra-a Pentecostes perpétuo.

Com efeito, na sua realidade última, a Igreja é o sacramento da verdade, ela é como um concílio convocado em permanência na sua vida mística e litúrgica. Elevado à direita do Pai, o Cristo Sumo Sacerdote realizou a sua intercessão sacerdotal. É a sua epíclese permanente junto ao Pai que justamente faz da Igreja um Pentecostes perpétuo. “O Espírito Santo é o grande Doutor da Igreja”, diz São Cirilo de Jerusalém. Doutor, pois é ele que mantém o charisma veritatis certum da Igreja. Assim quando um concílio é proclamado “ecumênico”, ele o é porque o Espírito de Verdade, pela recepção e a própria vida do Povo da Igreja, identificou o Concílio ao Cristo-Verdade.

No dia de Pentecostes, a Igreja nasce e se manifesta na pregação apostólica seguida da primeira eucaristia, celebrada certamente por São Pedro. É da Eucaristia que procede e se institui o sacerdócio como sua condição; o bispo é antes de tudo testemunha da autenticidade da Ceia do Senhor e o bispo é aquele que a preside; ele integra todos os fiéis ao Corpo do Senhor, os constituem todos em Igreja, em sinaxe (união) dos imortais e formula a epíclese da parte de todos. Para a tradição oriental, é esse poder eucarístico, exercido pela primeira vez por São Pedro, que é a “pedra” sobre a qual a Igreja está fundada e que se transmite no poder de qualquer bispo, cada Sé episcopal sendo assim a cathedra Petri na qual cada um e todos os bispos preside em conjunto. São Cipriano em Cartago, porque bispo, considera-se como sucessor direto da cathedra Petri, da qual a função essencial é justamente o poder de presidir a eucaristia.

Segundo São João Damasceno, “as três Pessoas divinas estão unidas, não para se confundirem, mas para se conterem reciprocamente”. Cada Pessoa é uma maneira única de ter a mesma essência, de recebê-la dos Outros, de dá-la aos Outros e assim de estabelecer os Outros na eterna circulação do Amor divino. O Pai assegura a unidade sem destruir a igualdade perfeita dos Três, o que exclui qualquer submissão subordinacionista e mostra magnificamente no Pai Aquele que preside no Amor trinitário.

A esta “imagem condutora”, segundo Santo Inácio de Antioquia, na comunhão das Igrejas perfeitamente iguais em função da plenitude da eucaristia episcopal, na qual cada uma é “Igreja de Deus”, uma preside no amor. É o carisma particular da autoridade de honra cuja finalidade é assegurar a unidade de todas as Igrejas, carisma de amor à imagem da Paternidade celeste. Antes da separação, a Igreja de Roma gozava desse carisma e o papa era o Pai à imagem do Pai celeste e, por isso justamente, despojado de qualquer poder jurisdicional sobre os outros. Tal é a fé da Igreja ortodoxa, a fé dos seus Padres.

À sua luz, o objetivo procurado pelo ecumenismo seria o acordo da fé das três Igrejas (romana, ortodoxa, protestante), do qual a unidade e a perfeita igualdade refletiam, como num espelho, o Mistério das Três Pessoas divinas. O Espírito Santo, o Espírito de comunhão fará Dom da sua alegria na qual as Três Igrejas se comprazerão em conjunto e, de cada Igreja, o Espírito fará Dom às outras.

As Igrejas serão unidas não para se confundirem, mas para se conterem reciprocamente. Cada Igreja será uma maneira única de possuir a mesma essência teândrica, de recebê-la das outras, de dá-la às outras e assim elas se estabelecerão todas juntas na circum-incessão incessante do Amor divino.


O BATISMO IMPÕE RESPONSABILIDADE E DEVERES

- Para com Deus. Fé, aliança, culto e oração.

- Para com a Igreja: fidelidade, respeito e colaboração.

- Para com o próximo: caridade, justiça e serviço.

- Para com o mundo: construção de um mundo de estruturas juristas e honestas.


Solenidade da Anunciação

Neste dia que celebramos a solenidade da Encarnação, ou seja, o Verbo se fez carne, temos uma figura essencial para este acontecimento histórico e salvífico: Maria Mãe de Deus. O sim de Maria realiza definitivamente a aliança de Deus com seu povo. Nela está todo o povo da promessa, desde Abraão até a Igreja. A Encarnação é também o mistério da colaboração responsável de Maria na salvação recebida como dom. Revela-nos que Deus, para salva-nos, escolheu essa pedagogia, a de passar através do homem.

Algumas coisas nos são muito importantes nesta liturgia. Permitir engravidar-se de Deus, com uma resposta, “serva do Senhor”, porque Deus é o verdadeiro e único Senhor. É o reconhecimento da verdade, da distancia do Criador da criatura, mas que esta distancia agora já não existe, pois o Deus se fez carne no sim desta mulher. Vontade de Deus e resposta livre da humanidade, pois no sim de Maria esta toda a humanidade.

“Faça-se em mim”, é ao mesmo tempo disposição passiva e adesão ativa. Deus pôs o fator humano sob a forma do acontecimento e da história. Dá-se aqui a adesão singela e pura à vontade de Deus claramente conhecida. Exatamente nesta evidencia é que está a grandeza. O que é determinante para Maria não é o seu próprio desejo, sua vontade, mas a palavra de Deus.

“Serva do Senhor” e “Faça-se em mim”, duas frases que mudaram a historia da humanidade. Convido-o neste dia a fazer um exame de consciência de se deixar engravidar de Deus. O que é isso? Dar Deus ao mundo em tudo aquilo que fazemos, vivemos, pensamos, dizemos, enfim em todos nossos atos. Estar grávido ou grávida de Deus é permitir que a Encarnação tenha sua continuidade através dos nossos atos, ou seja que o Senhor Jesus permaneça vivo e vivido através da nossa vida.  


O Espírito Santo e a evangelização

Logo depois de o Espírito Santo ter descido sobre os Apóstolos no dia do Pentecostes, eles “começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes dava o poder de se exprimirem” (cf. Act 2,4). Pode-se, portanto, dizer que a Igreja, no momento mesmo em que nasce, recebe como Dom do Espírito a capacidade de “anunciar as maravilhas de Deus” (Act 2,11): é o dom de evangelizar. Este fato implica e revela uma lei fundamental da história da salvação: não se pode em síntese falar do Senhor e em nome do Senhor, sem a graça e o poder do Espírito Santo. Ao servimo-nos de uma analogia biológica, poderíamos dizer assim como a palavra humana é veiculada pelo sopro humano, assim também a Palavra de Deus é transmitida pelo sopro de Deus, pelo seu ruah ou pneuma, que é o Espírito Santo.

Este ligame entre o Espírito de Deus e a palavra divina pode-se notar já na experiência dos antigos profetas. “A chamada de Ezequiel é descrita como a infusão de um “espírito” na pessoa: O Senhor disse-me:” Filho do homem, põe-te de pé; vou falar-te. “O espírito penetrou em mim, enquanto me falava, e mandou-me pôr de pé; e ouvi alguém que me chamava”. (Ez 2,1-2). No livro de Isaías lê-se que o futuro servo do Senhor proclamará o direito às nações, precisamente porque o Senhor pôs o Seu espírito sobre ele (cf. 42,1). Segundo o profeta Joel, os tempos messiânicos serão caracterizados por uma universal efusão do Espírito: “Depois disto, acontecerá que derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne” (Jl 3,1); por efeito desta comunicação do Espírito, “os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão” (ibid).

Em Jesus, o ligame Espírito-Palavra atinge o vértice: de fato, Ele é a própria Palavra que Se fez carne “por obra do Espírito Santo”. Começa a pregar “com o poder do Espírito Santo” (cf. Lc 4,14 ss.). Em Nazaré, na Sua pregação inaugural aplica a Si a passagem de Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre Mim (…) enviou-Me para anunciar a Boa Nova aos pobres” (Lc 4,18). Como ressalta o quarto Evangelho, a missão de Jesus, “Aquele que Deus enviou” e “profere as palavras de Deus”, é fruto do Dom do Espírito, que Ele recebeu e dá “sem medida” (cf. Jo 3,34). Ao aparecer aos Seus no cenáculo na tarde da Páscoa, Jesus faz o gesto muito expressivo de “soprar” sobre eles, dizendo: “Recebei o Espírito Santo” (cf. Jo 20, 21´22). Sobre aquele sopro se desenvolve a vida da Igreja. “O Espírito Santo é o protagonista de toda a missão eclesial” (Redempt. Miss., 21). A Igreja anuncia o Evangelho graças à Sua presença e à Sua força salvífica. Ao dirigir-se aos cristãos de Tessalônica, São Paulo afirma: “O nosso Evangelho não vos foi pregado somente com palavras, mas também com poder e com o Espírito Santo” (1 Ts 1,5). São Pedro define os apóstolos “aqueles que anunciaram o Evangelho no Espírito Santo” (1 Pd 1,12). Mas o que significa “evangelizar no Espírito Santo?” Sinteticamente, pode-se dizer: significa evangelizar na força, na novidade, na unidade do Espírito Santo.

Evangelizar na força do Espírito quer dizer ser investido daquele poder que se manifestou de modo supremo na atividade evangélica de Jesus. O Evangelho diz-nos que os ouvintes se maravilharam com Ele, porque “lhes ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mc 1,22). A palavra de Jesus “expulsa os demônios, aplaca as tempestades, cura dos doentes, perdoa os pecadores, ressuscita os mortos. A autoridade de Jesus é comunicada pelo Espírito, como Dom pascal, à Igreja. Vemos assim os apóstolos ricos de parusia, ou seja, daquela franqueza que os faz falar de Jesus sem medo. Os adversários ficam maravilhados com isto”, considerando que eram iletrados e plebeus “(Act 4,13). Também Paulo, graças ao Dom do Espírito da Nova Aliança, pode afirmar com toda a verdade:” Tendo, pois, esta esperança, agimos com plena segurança “(2 Cor 3,12). Esta força do Espírito é mais do que nunca necessária ao cristão do nosso tempo, ao qual é pedido que dê testemunho da sua fé num mundo com freqüência indiferente, se não hostil, fortemente marcado como está pelo relativismo e pelo hedonismo. E uma força de que têm necessidade sobretudo os pregadores, que devem re-propor o Evangelho sem ceder a compromissos e falas tergiversações, anunciando a verdade de Cristo “oportuna e inoportunamente” (2 Tm 4,2).

O Espírito Santo assegura ao anúncio também um caráter de atualidade sempre renovada, a fim de que a pregação não decaia em vazia repetição de fórmulas e em inexpressiva aplicação de métodos. Com efeito, os pregadores devem estar ao serviço da “Nova Aliança”, a qual não é “da letra”, que faz morrer, mas “do Espírito”, que faz viver (cf. 2 Cor 3,6). Não se trata de propagar o “regime antigo da letra”, mas o “regime novo do Espírito” (cf. Rm 7,6). É uma exigência hoje particularmente vital para a “nova evangelização”. Esta será deveras “nova” no fervor, nos métodos, nas expressões, se aquele que anuncia as maravilhas de Deus e fala em nome d’Ele, tiver antes escutado Deus tornando-se dócil ao Espírito Santo. Fundamental é, portanto, a contemplação feita de escuta e oração. “Se o anunciador não ora, acabará por pregar a si mesmo” (cf. 2 Cor 4,5) e as suas palavras reduzir-se-ão a “conversas vãs e profanas” (cf. 2 Tm 2,16).

O Espírito, por fim, acompanha e estimula a Igreja a evangelizar na unidade, construindo a unidade. O Pentecostes aconteceu quando os discípulos “se encontravam todos reunidos no mesmo lugar” (Act 2,1) e se entregavam “(todos)… assiduamente à oração” (ibid, 1,14). Depois de ter recebido o Espírito Santo, Pedro pronuncia o primeiro discurso à multidão, “de pé, com os Onze” (ibid, 2, 14): é o ícone dum anúncio coral, que assim deve permanecer também quando os anunciadores estiverem dispersos pelo mundo. Anunciar Cristo sob o impulso do único Espírito, no limiar do terceiro milênio, implica para todos os cristãos um esforço concreto e generoso em prol da plena comunhão. E o grande empreendimento do ecumenismo, a ser ajudado com sempre renovada esperança e eficaz empenho, embora os tempos e os êxitos estejam nas mãos do Pai, que nos pede humilde prontidão ao acolher os Seus desígnios e as inspirações interiores do Espírito.


Os mandamentos da lei de Deus:

Para não esquecermos:

1. Amar a Deus sobre todas as coisas

2. Não tomar seu santo nome em Vão

3. Guardar domingos e festas

4. Honrar pai e mãe

5. Não matar

6. Não pecar contra a castidade

7. Não furtar

8. Não levantar falso testemunho

9. Não desejar a mulher e o homem do próximo

10. Não cobiçar as coisas alheias


Sábado da 4ª Semana da Quaresma

“Assim houve divisão no meio do povo por causa de Jesus”. As palavras de Jesus levam naturalmente a uma tomada de decisão. Trata-se, de fato, de uma revelação que o Cristo faz de si, como em todo o Evangelho de João, e ordem à salvação de cada um de nós. Quem tem a pretensão de ser mestre, certamente não esta disposto a fazer-se discípulo e aceitar uma revelação que subverte toda a teoria ou sistema preconcebido.  É a situação dos fariseus, dos estudiosos do nosso tempo, incapazes, entretanto, de receber a mensagem de vida nela contida e que é o próprio Cristo. Na verdade não somos nós que o descobrimos, mas ele é que se apresenta como doador de luz e de vida.

Em Jeremias, na primeira leitura, como em Cristo, há um aspecto trágico: o conhecimento do destino que lhe preparam os inimigos, sem possibilidade de evitá-lo. Não pode fazer outra coisa senão pôr-se nas mãos de Deus e esperar que este venha salva-lo no cumprimento deste destino. O drama de sua vocação como o é em toda autentica vocação, é a necessária repercussão do mistério de Deus na vida do homem.

Quem de Deus tem apenas uma idéia ou uma definição provavelmente nunca provará o drama do seu encontro e nunca terá de se despojar de si e perder-se para identificar-se com a vontade de Deus. As discussões que surgem da diversidade de opiniões a respeito de Cristo não resolvem se não houver, da parte de todos sinceros e profundos desejo de esclarecimento, o que raramente se dá, pois cada um costuma querer que prevaleça sua opinião. Deus mesmo em seu mistério fulgurante não esmaga a liberdade do homem; dar-se-á somente àquele que tiver direito de cativá-lo. Aqui está a razão de ser da obediência de Cristo na cruz, que a eucaristia nos convida a alcançar.

Meditação de hoje: quem é Jesus para mim?


O Espírito Santo principio de santificação

O gesto de Jesus, que na noite da Páscoa “soprou” sobre os Apóstolos comunicando-lhes o Espírito Santo (cf. Jo 20, 21´22), evoca a criação do homem, descrito pelo Gênesis como a comunicação de “um sopro de vida” (2,7). O Espírito Santo é como o “respiro” do Ressuscitado, que infunde a nova vida na Igreja representada pelos primeiros discípulos. O sinal mais evidente desta nova vida é o poder de perdoar os pecados. Efetivamente, Jesus diz: “Recebei o Espírito Santo. Os pecados daqueles que perdoardes, serão perdoados. Os pecados daqueles que não perdoardes, não serão perdoados”. (Jo 20, 22´23). Quando se efunde “o Espírito de Santificação” (Rm 1,4), destrói-se o que se opõe à santidade, ou seja, o pecado. Segundo a palavra de Cristo, o Espírito Santo é aquele que “convence o mundo do pecado” (Jo 16,8). Ele faz com que se tome consciência do pecado, mas ao mesmo tempo é Ele mesmo que perdoa os pecados. A este propósito, S. Tomás observa: “Dado que é o Espírito Santo que funda a nossa amizade com Deus, é normal que por meio d’Ele Deus perdoem os nossos pecados” (Contr. Gent. 4,21,11).

O Espírito do Senhor não só destrói o pecado, mas realiza também uma santificação e divinização do homem. Deus “escolheu-nos – diz São Paulo – desde o princípio, para a salvação pela ação santificadora do Espírito e pela fé que vem da verdade” (cf. 2 Ts 2,13). Vejamos mais de perto em que consiste esta “santificação-divinização”. O Espírito Santo é “Pessoa-Amor. É Pessoa-Dom” (Dominum et vivificantem, 10). Este amor concedido pelo Pai, recebido e retribuído pelo Filho, é comunicado ao homem remido, que assim se torna “homem novo” (Ef 4,24), “nova criação” (Gl 6,15). Nós, cristãos, somos não só purificados do pecado, mas também regenerados e santificados. Recebemos uma nova vida, porque nos tornamos “participantes da natureza divina” (2 Pd 1,4): somos “chamados filhos de Deus. E somo-lo de fato!” (1 Jo 3,1). É a vida da graça: o dom gratuito com que Deus nos faz partícipes da sua vida trinitária. As três Pessoas divinas, na sua relação com os batizados, não devem ser separadas – porque cada um age sempre em comunhão com as outras – nem confundidas, pois cada Pessoa se comunica enquanto Pessoa. Na reflexão sobre a graça, é importante evitar concebê-la como uma “coisa”. Ela é, “antes de tudo e principalmente o dom do Espírito que nos justifica e nos santifica” (Catecismo da Igreja Católica, nº. 2003). É a dádiva do Espírito Santo que nos assimila ao Filho e nos coloca em relação filial com o Pai: no único Espírito, através de Cristo, temos acesso ao Pai (cf. Ef. 2,18).

A presença do Espírito Santo realiza uma transformação que atinge o homem verdadeira e intimamente: é a graça santificadora ou deificadora que eleva o nosso ser e o nosso agir, tornando-nos capazes de viver em relação com a Santíssima Trindade. Isto acontece mediante as virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade, que “adaptam as faculdades do homem à participação da natureza divina” (Catecismo da Igreja Católica, 1812). Assim, mediante a fé o crente considera Deus, os irmãos e a história não simplesmente segundo a perspectiva da razão, mas sob o ponto de vista da revelação divina. Com a esperança, o homem olha para o futuro com certeza confiante e ativa, esperando contra toda a esperança (cf. Rm 4, 18), com o olhar fixo na meta da bem-aventurança eterna e da plena realização do Reino de Deus. Com a caridade, o discípulo compromete-se em amar a Deus com todo o coração e o próximo como o Senhor Jesus nos amou, ou seja, até ao Dom total de si mesmo.

A santificação de cada fiel verifica-se sempre através da incorporação na Igreja. “A vida de cada filho de Deus em Cristo e mediante Cristo está vinculada com laços maravilhosos à vida de todos os outros irmãos cristãos, na unidade sobrenatural do Corpo místico de Cristo, até quase a formar uma única pessoa mística” (Paulo VI, Const. Apost. Indulgentiarum doctrina, 5). Este é o mistério da comunhão dos Santos. Um vínculo perene de caridade une todos os “santos”, tanto àqueles que já alcançaram a pátria celeste ou que ainda se estão a purificar no Purgatório, como aqueles que ainda são peregrinos na terra. Entre estes, existe também abundante intercâmbio de bens, a tal ponto que a santidade de um beneficia todos. S. Tomás afirma: “quem vive na caridade, participa em todo o bem que se faz no mundo” (In Symb, Apost.), e ainda: “O ato de um realiza-se mediante a caridade do outro, daquela caridade por meio da qual todos nós somos um só em Cristo” (In IV Sent. d. 20, ª2; q. 3 ad 1).

O Concílio recordou que “todos os fiéis, seja qual for o seu estado ou classe, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade” (Lúmen gentium, 40). Concretamente, para cada fiel o caminho para se tornar santo é o da fidelidade à vontade de Deus, como no-lo exprimem a sua Palavra, os mandamentos e as inspirações do Espírito Santo. Assim como para Maria e para todos os santos, também para nós a perfeição da caridade consiste no abandono confiante nas mãos do Pai, segundo o exemplo de Jesus. Isto se torna mais uma vez possível graças ao Espírito Santo, que também nos momentos mais difíceis nos faz repetir com Jesus: “Eis-me aqui para fazer a tua vontade” (cf. Hb 10,7).

Esta santidade reflete-se de forma própria na vida religiosa, na qual a consagração batismal é vivida no compromisso de um seguimento radical do Senhor, através dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência. “Assim como toda a existência cristã, também a vocação à vida consagrada está intimamente relacionada com a obra do Espírito Santo. É Ele que, pelos milênios fora, sempre induz novas pessoas a sentirem a atração por uma opção tão comprometedora (…). É o Espírito que suscita o desejo de uma resposta cabal; é Ele que guia o crescimento deste anseio, fazendo amadurecer a resposta positiva e sustentando depois a sua fiel realização; é Ele que forma e plasma o espírito dos que são chamados, configurando-os a Cristo casto, pobre e obediente, impelindo-os a assumirem a sua missão”. (Exortação Apostólica Vita Consecrata, 19). Uma eminente expressão de santidade, que se torna possível mediante a força do Espírito Santo, é o martírio, supremo testemunho do Senhor Jesus, dado com o sangue. Mas uma significativa e fecunda forma de testemunho é já o compromisso cristão, vivido nas várias condições de vida, dia a dia numa radical fidelidade ao mandamento do amor.


Solenidade de Sao José

Homilia de Bento XVI na missa presidida em Yaoundé

São José, modelo para os pais e para todo cristão

Amados Irmãos no Episcopado,
Queridos irmãos e irmãs!

Louvado seja Jesus Cristo que hoje nos reuniu neste Estádio, para nos fazer penetrar mais profundamente na sua vida. Jesus Cristo reúne-nos neste dia em que a Igreja, aqui nos Camarões como em toda a terra, celebra a festa de São José, esposo da Virgem Maria. Começo por desejar uma festa feliz a todos aqueles que, como eu, receberam a graça de ter este belo nome e peço a São José que lhes conceda uma protecção especial guiando-os para o Senhor Jesus Cristo todos os dias da sua vida. Saúdo também as paróquias, as escolas e os colégios, as instituições que têm o nome de São José. Agradeço a D. Tonyé Bakot, Arcebispo de Yaoundé, as suas amáveis palavras e dirijo uma calorosa saudação aos representantes das Conferências Episcopais da África que vieram a esta cidade para a publicação do Instrumentum laboris da Segunda Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos.

Como podemos entrar na graça específica deste dia? Daqui a pouco, na conclusão da Missa, a liturgia desvendar-nos-á o ponto culminante da nossa meditação, quando nos convidar a dizer: «Por este alimento recebido no vosso altar, Senhor, saciastes a vossa família, feliz por festejar São José; defendei-a sempre com a vossa protecção e velai pelos dons que lhe concedestes». Como vedes, pedimos ao Senhor para guardar sempre a Igreja sob a sua constante protecção – e fá-lo! –, precisamente como José protegeu a sua família e velou sobre os primeiros anos de Jesus menino.

O Evangelho acaba de no-lo recordar. O Anjo tinha-lhe dito: «Não temas receber Maria, tua esposa» (Mt 1, 20), e foi exactamente o que ele realizou: «Fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor» (Mt 1, 24). Por que motivo quis São Mateus anotar esta fidelidade às palavras recebidas do mensageiro de Deus, senão para nos convidar a imitar esta fidelidade cheia de amor?

A primeira leitura que acabámos de ouvir não fala explicitamente de São José, mas ensina-nos muitas coisas a respeito dele. O profeta Natã vai dizer a David, por ordem do próprio Senhor: «Estabelecerei em teu lugar um descendente que nascerá de ti» (2 Sam 7, 12). David deve aceitar morrer sem ver a realização desta promessa, que se há-de cumprir «quando chegar ao termo dos [seus] dias» e «repousar com os [seus] pais». Vemos, assim, que um dos anseios mais vivos do homem, ou seja, ser testemunha da fecundidade da sua acção, nem sempre é atendido por Deus. Penso naqueles de vós que são pais e mães de família: cultivam muito legitimamente o desejo de dar o melhor de si mesmos aos seus filhos e querem vê-los chegar a um verdadeiro sucesso. Todavia é preciso não fazer-se ilusões sobre tal sucesso: o que Deus pede a David é que tenha confiança n’Ele. David não verá com os próprios olhos o seu sucessor, aquele que terá um trono «estável para sempre» (2 Sam 7, 16), porque este sucessor anunciado sob o véu da profecia é Jesus. David teve confiança em Deus. De igual modo, José tem confiança em Deus, quando ouve o Anjo, seu mensageiro, dizer-lhe: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo» (Mt 1, 20). Na história, José é o homem que deu a Deus a maior prova de confiança, precisamente face a um anúncio tão assombroso.

E vós, queridos pais e mães de família que me ouvis, tendes confiança em Deus que faz de vós os pais e as mães dos seus filhos de adopção? Aceitais que Ele conte convosco para transmitir aos vossos filhos os valores humanos e espirituais que recebestes e que hão-de fazê-los viver no amor e no respeito do seu santo Nome? Neste nosso tempo, em que tantas pessoas sem escrúpulos procuram impor o reino do dinheiro desprezando os mais indigentes, deveis estar muito atentos. A África em geral e os Camarões em particular correm perigo se não reconhecem o Verdadeiro Autor da Vida! Irmãos e irmãs dos Camarões e da África, que recebestes de Deus tantas qualidades humanas, tende cuidado das vossas almas! Não vos deixeis fascinar por falsas glórias e falsos ideais! Crede, sim, continuai a crer que Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, é o único que vos ama como vós o esperais, a crer que Ele é o único que pode satisfazer-vos, que pode dar estabilidade às vossas vidas. Cristo é o único caminho de Vida.

Só Deus podia dar a José a força para dar crédito às palavras do Anjo. Só Deus vos dará, amados irmãos e irmãs que sois casados, a força de educar a vossa família como Ele o quer. Pedi-Lho! Deus gosta que se Lhe peça o que Ele quer dar. Pedi-Lhe a graça de um amor verdadeiro e cada vez mais fiel, à imagem do seu amor. Como magnificamente diz o Salmo, o seu «amor está edificado para todo o sempre e a [sua] fidelidade alicerçada nos céus» (Sal 88, 3).

No vosso país e no resto da África, tal como noutros continentes, a família conhece efectivamente um período difícil que a sua fidelidade a Deus ajudará a superar. Alguns valores da vida tradicional foram perturbados. As relações entre as gerações alteraram-se de tal maneira que já não favorecem como antes a transmissão dos conhecimentos antigos e da sabedoria herdade dos antepassados. Muitas vezes, assiste-se a um êxodo rural comparável ao que viveram numerosos períodos humanos. A qualidade dos vínculos familiares resulta profundamente afectada. Desenraizados e fragilizados, os membros da jovens gerações, muitas vezes sem um verdadeiro trabalho, procuram remédio para a sua vida infeliz refugiando-se em paraísos efémeros e artificiais importados, que, como se sabe, nunca chegam a assegurar ao homem uma felicidade profunda e duradoura. Às vezes o homem africano é constrangido a fugir para fora de si mesmo e a abandonar tudo o que constituía a sua riqueza interior. Confrontado com o fenómeno duma urbanização galopante, ele abandona a sua terra, física e moralmente, não já como Abraão para responder ao chamamento do Senhor, mas para uma espécie de exílio interior que o afasta do seu próprio ser, dos seus irmãos e irmãs de sangue e do próprio Deus.

Trata-se de uma fatalidade, de uma evolução inevitável? Certamente não! Mais do que nunca, devemos «esperar contra toda a esperança» (Rm 4, 18). Quero aqui prestar homenagem, com admiração e reconhecimento, ao notável trabalho realizado por inúmeras associações que encorajam a vida de fé e a prática da caridade. Deus as cumule de graças! Encontrem na Palavra de Deus um renovado vigor para levar a bom termo todos os seus projectos ao serviço de um desenvolvimento integral da pessoa humana na África, nomeadamente nos Camarões.

A primeira prioridade consistirá em dar novamente sentido ao acolhimento da vida como dom de Deus. Segundo a Sagrada Escritura tal como na melhor sabedoria do vosso continente, a chegada de uma criança é uma graça, uma bênção de Deus. Hoje a humanidade é convidada a mudar o seu olhar: com efeito, todo o ser humano, mesmo o mais humilde e pobre, é criado «à imagem e semelhança de Deus» (Gn 1, 27). Deve viver! A morte não deve prevalecer sobre a vida! A morte não terá jamais a última palavra!

Filhos e filhas da África, não tenhais medo de crer, esperar e amar, não tenhais medo de dizer que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, e que só por Ele podemos ser salvos. São Paulo é o autor inspirado que o Espírito Santo concedeu à Igreja para ser o «mestre dos gentios» (1 Tm 2, 7), quando nos diz que Abraão, «esperando contra toda a esperança, acreditou que havia de ser pai de muitas nações, conforme tinha sido anunciado: “Assim será a tua descendência”» (Rm 4, 18).

«Esperando contra toda a esperança»: não é uma magnífica definição do cristão? A África é chamada à esperança através de vós e em vós. Com Cristo Jesus, que calcou o solo africano, a África pode tornar-se o continente da esperança. Todos nós somos membros dos povos que Deus deu como descendência a Abraão. Cada um e cada uma de vós é pensado, querido e amado por Deus. Cada um e cada uma de nós tem a sua função a desempenhar no plano de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Se o desânimo vos invadir, pensai na fé de José; se a inquietação se apoderar de vós, pensai na esperança de José, descendente de Abraão que esperava contra toda a esperança; se a aversão ou o ódio vos penetrar, pensai no amor de José, que foi o primeiro homem a descobrir o rosto humano de Deus na pessoa do menino concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria. Bendigamos a Cristo por Se ter feito tão solidário connosco e dêmos-Lhe graças por nos ter dado José como exemplo e modelo do amor para com Ele.

Amados irmãos e irmãs, de todo o coração vos repito : como José, não tenhais medo de tomar Maria convosco, isto é, não temais de amar a Igreja. Maria, mãe da Igreja, ensinar-vos-á a seguir os seus Pastores, a amar os vossos bispos, os vossos presbíteros, os vossos diáconos e os vossos catequistas, e a seguir aquilo que vos ensinam e a rezar pelas suas intenções. Vós que sois casados, olhai o amor de José por Maria e por Jesus; vós que vos preparais para o casamento, respeitai a vossa ou o vosso futuro cônjuge como fez José; vós que vos consagrastes a Deus no celibato, reflecti sobre a doutrina da Igreja nossa Mãe: «A virgindade e o celibato por amor do Reino de Deus não só não se contrapõem à dignidade do matrimónio, mas pressupõem-na e confirmam-na. O matrimónio e a virgindade são os dois modos de exprimir e de viver o único mistério da Aliança de Deus com o seu povo» (Redemptoris custos, 20).

Queria ainda dirigir uma exortação particular aos pais de família, uma vez que São José é o seu modelo. Este santo revela o mistério da paternidade de Deus sobre Cristo e sobre cada um de nós. São José pode ensinar-lhes o segredo da sua própria paternidade, ele que velou pelo Filho do Homem. Também cada pai recebe de Deus os seus filhos, criados à semelhança e imagem d’Ele. São José foi o esposo de Maria. Também cada pai de família se vê confiar-lhe o mistério da mulher através da própria esposa. Como São José, queridos pais de família, respeitai e amai a vossa esposa, e guiai os vossos filhos, com amor e a vossa vigilante presença, para Deus onde eles devem estar (cf. Lc 2, 49).

Finalmente, a todos os jovens aqui presentes, dirijo uma palavra amiga e encorajadora: diante das dificuldades da vida, não percais a coragem! A vossa existência tem um valor infinito aos olhos de Deus. Deixai-vos agarrar por Cristo, aceitai dar-Lhe o vosso amor e – porque não! – vós mesmos no sacerdócio ou na vida consagrada. É o serviço mais alto. Às crianças que já não têm um pai ou que vivem abandonadas na miséria da estrada, àquelas que foram violentamente separadas dos seus pais, maltratadas e abusadas, e incorporadas à força em grupos militares que imperam em alguns países, quero dizer: Deus ama-vos, não vos esquece e São José vos protege. Invocai-o com confiança.

Deus vos abençoe e guarde a todos. Conceda-vos a graça de caminhar fielmente para Ele. Dê a estabilidade às vossas vidas para recolher o fruto que Ele espera de vós. Faça de vós testemunhas do seu amor aqui, nos Camarões, e até aos confins da terra. Com fervor, peço-Lhe que vos faça saborear a alegria de Lhe pertencer, agora e pelos séculos dos séculos. Amen.


Quinta feira da 4ª semana da Quaresma

“Há alguém que vos acusa: Moises, no qual colocais a vossa esperança”. Cristo responde a seus opositores citando a disposição legal relativa aos testemunhos. Ninguém pode dar testemunho de si mesmo. Ora, os testemunhos a respeito de Jesus, são antes de tudo, o Batista, a quem eles próprios enviaram uma delegação; mas há testemunhos bem maiores: as obras do Pai e as Escrituras. Os testemunhos, porem, não podem adquirir se peso se não forem percebidos em sua realidade profunda.

Os opositores de Jesus não quiseram ouvir a voz do Pai na de Jesus, nem ver sua face, nem captar sua presença nas curas. O verdadeiro pecado do povo não é tanto a idolatria, como ouvimos na primeira leitura, quanto a ruptura da aliança, que se fundava na promessa recíproca de fidelidade. Por isso Deus diz a Moises: “o teu povo”. A peroração de Moises tem seu ponto forte exatamente na fidelidade de Deus à palavra dada a Abraão, Isaac, Israel, pela qual o povo continua ser “o seu povo”. Moises, que preferiu ser solidário com seu povo e sofrer a mesma sorte, é figura de Cristo, solidário conosco a ponto de sofrer nossa mesma sorte para nos resgatar das culpas.

Ainda hoje não faltam testemunhos sobre Jesus. Um deles é a Igreja. Entretanto pode-se ser incapaz de sentir nela a voz de Jesus, de ver em suas obras as obras de Jesus. Se somos Igreja e fazemos parte do Corpo Místico de Cristo, devo testemunhar o Cristo com a minha vida através daquilo que a Sua Palavra fez em mim. Sem Jesus seremos continuamente cegos, e esta cegueira é a busca de si mesmo, a falta do amor de Deus.

Para meditarmos neste dia: Como estou testemunhando Jesus Cristo na minha vida? O que estou buscando, Deus ou o que Ele pode me fazer? Meu testemunho de vida é evangelizador, ou seja onde quer que eu esteja eu evangelizo?


Algumas condições para recebermos e perseverarmos na vida carismática:

Os Carismas do Espírito, concedidos a todos por ocasião do Batismo e intensificados na crisma, também são “chamados”. O Espírito Santo nos capacita com estes dons para servirmos à Igreja de Cristo, através dos irmãos. Os carismas são, portanto dons de poder para o serviço da comunidade cristã.

Algumas condições para recebermos e perseverarmos na vida carismática:

- Simplicidade e pureza de coração

- Assiduidade da meditação da Palavra de Deus

- Vida de oração

- Desejo de servir aos irmãos como Jesus (Lc 22, 27)

- Perseverança à recepção dos dons espirituais (sempre abertos para sermos canais à ação e poder do Espírito em nós).


Terça-feira da 4ª semana da Quaresma

“Queres ficar curado?”. Diante de uma simples pergunta de Jesus, como o paralitico podemos correr o risco de não olhar para Jesus, mas para somente os problemas. A iniciativa da cura no Evangelho de hoje é de Jesus que assim demonstra seu espírito aberto aos mais abandonados. “Não tenho ninguém”, diz o paralitico quando Jesus faz a pergunta que poderia mudar a sua vida. Mas é interessante notar a fé demonstrada por ele na palavra de Jesus. Fé significa confiança total.

O pecado na vida do ser humano pode ser muito bem comparada com a paralisia deste homem, que o impede de experimentar a graça de Deus, que o impede de se banhar nas águas do Templo que nos fala a primeira leitura. A palavra de Jesus restitui as forças daquele homem, mas supõe o firme propósito da sua parte, carregar a maca. Este sinal, quer dizer que durante 38 anos aquele homem foi carregado pela maca, pela historia, por más escolhas, mas a partir da palavra de Jesus, quem carrega agora é o homem em sinal de testemunho daquilo que Deus pode fazer.

A pergunta de Jesus é simples, mas como aquele homem podemos parar nos outros, culpando-os. Ou parar naquilo que não deu certo na nossa vida, ou ainda parar nas falsas verdades que aparecem querendo nos convencer de que estamos paralisados e que não servimos para nada.

Hoje quero lhe convidar a carregar a sua historia e não mais permitir que ela te carregue para isto é necessário aproximar-se deste Templo que jorra água que nos purifica, nos lava. Este templo é o próprio Jesus, e esta água é o Espírito Santo.

Para nossa meditação hoje: Quero me aproximar com meu coração sincero de Jesus? Se quero, o que devo fazer para sair da paralisia que minha historia esta me causando, frente a pergunta simples de Jesus: “Queres ser curado?”


Segunda-feira da Quarta semana da Quaresma

“Se não virdes sinais e prodígios não acreditais”. A alegria com que Jesus é na Galileia é fruto da expectativa de ver milagres. Trata-se de maneira curiosidade, que pode despertar um momento de entusiasmo, mas não atinge os corações. Bem diverso é o estado de animo do oficial do rei. O encontro com Jesus tem um profundo escopo pessoal: a vida de seu filho. a expressão de Jesus parece sublinhar esta diferença O pedido do funcionário é expressão de sua total confiança em Jesus, em seu poder, em sua disponibilidade. Sente que Jesus esta à sua disposição. E a resposta do Mestre corresponde plenamente a esta confiança: “Vai teu filho vive”.

O funcionário crê sem ter visto nenhum prodígio. A fé dirige-se à pessoa de Jesus, vista em sua grandeza e poder e em relação a nós, dando-nos garantia e confiança. O perigo sempre real para todos quantos se aproximam de Jesus é a superficialidade. A participação em certas manifestação religiosas, a própria visita ao Papa, etc. podem ser fruto de pura curiosidade de desejo de evasão. A verdadeira fé na Igreja e em Jesus é demonstrada quando aceitamos os seus ensinamentos e com eles conformamos nossa vida.

Neste caso, o que a Igreja anuncia é céus novos e uma terra nova, que é um tema rico em conseqüências para o presente momento do mundo. O difícil é de determinar concretamente a novidade que corresponde às promessas e que deve tornar a nova Jerusalém objeto de alegria para Deus e seu povo, lugar ideal da serenidade e da paz. Tomando ao pé da letra as palavras do profeta Isaias na primeira leitura, ha o risco de ser desmentido pela realidade dos fatos. Os céus novos e a terra nova existirão quando a vontade de Deus for feita. Cumpre, pois esforçar-se e não se iludir em relação aos resultados. O otimismo profundo é consciente de que a nova vida exige sacrifícios e renuncia. Importa entrever na sociedade moderna, por enquanto ambígua, a cidade futura do Reino de Deus, radiosa de liberdade e de presença de cada um a cada um. Mas para isso Tonica é posta no homem, o cumprimento das promessas divinas é confiado ao homem, que orienta o progresso da sociedade ao bem dos irmãos.

 

Para meditarmos hoje: Os meus pedidos à Jesus são expressões concretas da minha fe nele? Ao pedir estou disposto à confiar e esperar plenamente nele, ou quero tudo do meu jeito e no meu tempo?

 

 

 

 

 

 

 

 


O Pentecostes e a Igreja

Na última ceia Jesus dissera aos Apóstolos: “Contudo, digo-vos a verdade: convém-vos que Eu vá; porque, se Eu não for enviar-vo-lo-ei” (Jo 16,7). Na tarde do dia da Páscoa Jesus mantém a promessa: aparece aos Onze reunidos no cenáculo, sopra sobre eles e diz: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Cinqüenta dias depois, no Pentecostes, tem-se “a definitiva manifestação daquilo que se realizara no mesmo cenáculo já no Domingo de Páscoa” (Dom. et. viv. 25). O livro dos Atos dos Apóstolos conservou-nos a descrição do evento (cf. 2,1-4). Ao refletirmos sobre este texto, podemos perceber algum traço da misteriosa identidade do Espírito Santo.

É importante, antes de tudo, captar o nexo entre a festa judaica do Pentecostes e o primeiro Pentecostes cristão. No início o Pentecostes era a festa das sete semanas (cf. Tb. 2,1), a festa da colheita (cf. Ex. 23,16), quando se oferecia a Deus as primícias do trigo (cf. Nm 28,26; Dt 16,9). Sucessivamente recebeu um novo significado: tornou-se a festa da aliança que Deus estabelecera com o Seu povo no Sinai, quando tinha dado a Israel a Sua lei. São Lucas narra o evento do Pentecostes como uma teomania, uma manifestação de Deus análoga à do monte Sinai (cf. Êx. 19,16-25): rumor fragoroso, vento forte, línguas de fogo. A mensagem é clara: o Pentecostes é o novo Sinai, e o Espírito Santo é a nova aliança, e o Dom da nova lei. De modo penetrante Santo Agostinho capta este ligame: “Há um grande e maravilhoso mistério, irmãos: se prestardes atenção, no dia de Pentecostes (os judeus) receberam a lei escrita com o dedo de Deus e no mesmo dia de Pentecostes vem o Espírito Santo” (Serv. Mai 158,4). E um Padre do Oriente, Severiano de Gábala, anota: “Era conveniente que no dia em que foi dada a lei antiga, naquele mesmo dia fosse dada a graça do Espírito Santo” (Cat. in Act. Apost. 2,1).
Cumpre-se assim a promessa feita aos antepassados. Lemos no profeta Jeremias: “Esta será a Aliança que farei com a casa de Israel – oráculo do Senhor: imprimirei a Minha Lei, gravá-la-ei no seu coração” (31,33). E no profeta Ezequiel: “Dar-vos-ei um coração novo e introduzirei em vós um espírito novo: arrancarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei um coração de carne. Dentro de vós porei o Meu espírito, fazendo com que sigais as Minhas leis e obedeçais aos Meus preceitos” (36 26-27). De que modo o Espírito Santo constitui a nova e eterna aliança? Arrancando o pecado e derramando no coração do homem o amor de Deus: “A lei do Espírito de vida em Cristo Jesus libertou-me da lei do pecado e da morte” (Rm 8,2). A lei mosaica indicava obrigações, mas não podia mudar o coração do homem. Era necessário um coração novo, e é precisamente aquilo que Deus nos oferece em virtude da redenção operada por Jesus. O Pai arranca o nosso coração de pedra e dá-nos um coração de carne, como o de Jesus, animado pelo Espírito Santo que nos faz agir por amor (cf. Rm 5,5). Com base neste Dom se instaura a nova aliança entre Deus e a humanidade. S. Tomás afirma de modo incisivo que o próprio Espírito Santo é a Nova Aliança, operando em nós o amor, plenitude da lei (cf. Comem. in 2 Cor 3,6).

No Pentecostes desce o Espírito e nasce a Igreja. A Igreja é a comunidade daqueles que “renasceram do alto”, “da água e do Espírito”, como se lê no Evangelho de João (cf. 3,35). Antes de tudo a comunidade cristã não é o resultado da livre decisão dos crentes; na sua origem há primariamente a gratuita iniciativa do Amor de Deus, que oferece o Dom do Espírito Santo. O assentimento da fé a este Dom de amor é “resposta” à graça e, ele mesmo, é suscitado pela graça. Entre o Espírito Santo e a Igreja existe, portanto, um ligame profundo e indissolúvel. A respeito disso, diz Santo Irineu: “Onde está a Igreja, ali está também o Espírito de Deus; e onde está o Espírito do Senhor, ali está a Igreja e toda a graça”. (Adv. Haer. 3, 24.1). Compreende-se, então, a arrojada expressão de Santo Agostinho: Tem-se tanto Espírito Santo quanto se ama a Igreja “. (IN Io. 32,8). A narração do evento do Pentecostes ressalta que a Igreja nasce universal: é este o sentido do elenco dos povos – Partos, Medos, Elamitas… (cf. Act 2,9´11) – que escutam o primeiro anúncio feito por Pedro. O Espírito Santo é dado a todos os homens de qualquer raça e nação, e realiza neles a nova unidade do Corpo místico de Cristo. São João Crisóstomo põe em evidência a comunhão operada pelo Espírito Santo, com esta concreta observação:” Quem vive em Roma sabe que os habitantes das Índias são seus membros “(In Io. 65, 1; PG 59,361).

Do fato que o Espírito Santo é “a nova aliança”, deriva que a obra da terceira Pessoa da Santíssima Trindade consiste em tornar presente o Senhor Ressuscitado e, com Ele, Deus Pai. Com efeito, o Espírito exerce a sua ação salvífica tornando imediata a presença de Deus. Nisto consiste a nova e eterna aliança: Deus já Se tornou alcançável para cada um de nós. Cada um, “desde o menor até o maior” (cf. Jr 31, 34), está dotado, em certo sentido, do conhecimento direto do Senhor, como lemos na primeira carta de São João: “Quanto a vós, a unção que d’Ele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a Sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira e não é mentirosa, permanece n’Ele como ela vos ensinou” (2,27). Cumpre-se assim a promessa feita por Jesus aos Seus discípulos durante a última ceia: “O Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, este ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (Jo 14,26). Graças ao Espírito Santo, o nosso encontro com o Senhor acontece no tecido ordinário da existência filial, no “face a face” da amizade, fazendo experiência de Deus como Pai, Irmão, Amigo e Esposo. Este é o Pentecostes. Esta é a Nova Aliança.


4º Domingo da Quaresma

“Com efeito, é pela graça que sois salvos, mediante a fé”. O afastamento do Senhor adquire, pois, um valor pedagógico: ele, que é fiel e misericordioso, não abandona os seus, mas só os chama, através da variedade dos acontecimentos, à conversão e à obediência sincera. É um acontecimento clamoroso, como a destruição da cidade e do templo pelas mãos de um pagão, que faz voltar seus corações a Deus e a um culto verdadeiro, já que não bastam os profetas que lembram as exigências do pacto com Deus.

Essa leitura teológica da historia, que parece deixar de lado a responsabilidade humana, representa porem uma purificação e uma indicação sempre valida: é preciso uma nova capacidade de escuta para compreender os caminhos com que o Senhor executa seu plano. Devemos responder à fidelidade de Deus com uma fidelidade sempre renovada, adequada aos tempos.

Fica assim evidente a atitude que deve ter o homem diante dos acontecimentos que vive e dos quais é protagonista. Deve saber colher, em sua fatualidade, a palavra de Deus. Fazer a verdade é compreender esta palavra. Crer em Cristo é receber a luz que dá sentido ao que acontecer. Isto não é uma conquista nossa, é um dom de Deus, dom que fazendo-nos compreender sua vontade, nos salva, como no Evangelho e na segunda leitura. Toda a nossa vida e a historia adquire sentido, definem um plano que se realiza no tempo.

Deus esta sempre à procura do homem. É como se Deus não quisesse permanecer sozinho e houvesse escolhido o homem para ajudá-lo. Adão onde estás?, chamava Deus ao primeiro homem, que se escondia entre as arvores do paraíso terrestre depois do pecado. Esse chamado nunca mais cessou na floresta da historia. Deus permanece fiel ao homem, busca-o em todas as suas fugas, porque o ama como só Deus pode amar, com força e a ternura de um pai que é movido por um amor infinito. Hoje como ontem, o problema do homem consiste em fugir desse Deus que o busca. É o homem que se esconde que procura um álibi. E Deus não se cansa de segui-lo.

 

 


TERCEIRO GRUPO: SACRAMENTOS DO SERVIÇO:

06 – SACRAMENTOS DA ORDEM – é o sacramento pelo qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos, que continua sendo exercida na Igreja pelos sacerdotes, até o fim dos tempos (Mt 16 13-19).

07 – MATRIMÔNIO – é o sacramento pelo qual, homem e mulher constituem entre si uma comunhão de vida. Foi elevado entre os batizados à dignidade de sacramento por Cristo Nosso Senhor (Mt 19 3-9)


Dinâmica para encontro de jovens

A pessoa que vai ao encontro do próximo

Alguém perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo?

Jesus respondeu: Um homem descia de Jerusalém para Jericó, caiu nas mãos de bandidos que, tendo-o despojado e coberto de pancadas, foram-se embora e o abandonaram quase morto. Aconteceu que um sacerdote descia por esse caminho; ele viu o homem e passou a boa distancia. Do mesmo modo um levita chegou a esse lugar; viu o homem e passou a boa distancia. Mas um samaritano que estava de viagem chegou perto do homem: ele o viu e tomou-se de compaixão. Aproximou-se, atou-lhe as feridas, derramando nelas azeite e vinho, montou-se sobre a sua própria montaria, conduziu-o a uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, tirando duas moedas de prata, deu-lhe ao hospedeiro e lhe disse: “Toma conta dele, e se gastares alguma coisa a mais, sou eu que te pagarei na minha volta”. Qual dos três, a teu ver, mostrou-se próximo do homem que caíra nas mãos dos bandidos? O homem respondeu: “Foi aquele que deu prova de bondade para com ele”. Jesus lhe disse: “ Vai e fazes o mesmo”.

A pergunta para você hoje é a mesma que o homem perguntou para Jesus: “ Quem é o seu próximos?”

A resposta é claro, mas exige um sair ao encontro do outro, ou seja, o próximo é aquele que eu me aproximo. Você é bom e pode manifestar sua bondade com aquele que você se aproxima. Agora cabe a você escolher.

Qual é a sua decisão?

A pessoa que vai ao encontro do próximo

O encontro com o próximo.

Motivação: Levar o jovem a contemplar a realidade de que ele é bom, como o samaritano do texto e, que ele não estar sozinho no mundo, mas que precisa sair de si e ir buscar daquele que é o seu próximo. Lembrando que próximo é aquele no qual se aproxima. Por isso, fazer o bem, sem esperara nada em troca, pois somos todos filhos do mesmo Pai, então somos todos irmãos

Trabalho da semana

1) Vamos ver se no nosso meio há briguinhas, rancores, magoas para buscarmos resolver e acabar com essas coisas no nosso meio.

2) Durante esta semana vamos sortear um “anjo oculto”. Cada pessoa pegará uma outra (em forma de sorteio) para cuidar durante esta semana, manifestando este cuidado de forma que não se fale quem seja. Esta demonstração deverá ser em conversas, cuidados, gentilezas, cordialidade, etc., que leve a pessoa na qual foi tirada, a se sentir bem durante esta semana e que na próxima semana você conheça melhor esta pessoa, para que ela se torne uma pessoa verdadeiramente e não somente um conhecido.

3) Na próxima semana cada um tentará descobrir quem foi que lhe tirou e porque.


SEGUNDO GRUPO: SACRAMENTO DE CURA

                                                   4 – RECONCILIAÇÃO – é o caminho de volta ao Pai, do qual a pessoa afastou-se pecado. Com este sacramento obtemos a misericórdia de Deus, o perdão de nossos pecados, e ao mesmo tempos somos reconciliados com a Igreja (Mt 18, 21-22; Jo 20,22-23);

5 – UNÇÃO DOS ENFERMOS – é a entrega dos doentes aos cuidados do senhor, sofredor e glorificado, para que os alivie e os salve. Reconforta aqueles que são provados pela enfermidade. (Tg 5, 13-16).


Dinâmica para encontros de jovens

O jovem que queria ser bom

Um notável jovem interrogou a Jesus: Bom mestre que devo fazer para ganhar a vida eterna em herança? Jesus lhe respondeu: por que me chamas de bom, só o Pai é bom. Conheces os mandamentos: não cometeras adultério, não cometerás homicídios, não roubaras, não levantarás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe.

Ele respondeu: Tudo isto tenho observado desde a minha infância.

Tendo ouvido isto, Jesus lhe disse: Uma coisa ainda tem que fazer: reparte tudo o que tens com aqueles que nada tem e trás um tesouro nos céus: depois vem e segue-me.

Ao ouvir isto, o homem rico ficou muito triste, pois era muito apegado ao que tinha.

Muitas vezes somos apegados a coisas e deixamos o nosso maior tesouro escapar das nossas mãos, que é o próprio Deus. É uma verdadeira decisão de mudar de vida e abraçar aquilo que é nosso e tem valor: Deus

Para sermos bons precisamos não só acreditar em Deus, mas testemunhar que verdadeiramente somos pessoas ricas, pois temos o nosso maior tesouro: Deus. Todo o resto de riquezas, apegos, vícios, coisas que não nos levam a nada, somente a um simples momento, um dia vão passar.

Qual é a sua decisão?

O jovem que queria ser bom

O encontro consigo mesmo

Motivação: Enfatizar a questão do apego aos bens materiais de uma forma que leve o jovem a se questionar. Qual é o meu maior tesouro? Fazer a separação do que é riqueza e do que é tesouro. Poe exemplo: um carro é riqueza, pois é comprado. Já uma amizade verdadeira é um tesouro, pois é conquistada. Levar a consciência que o maior tesouro que temos é o próprio Deus, o resto tudo, um dia irá passar. Só Deus é capaz de nos preencher completamente, o resto, com o tempo, nos esvazia.

Trabalho para a semana:

1º Reunir-se no grupo para avaliar o que é tesouro e o que é riqueza na vida de cada membro do grupo.

2º Elaborar uma forma de apresentação daquilo que é riqueza e daquilo que é tesouro em forma de teatro, dinâmica, etc.

3º Cada membro na próxima semana traga o que é tesouro e o que é riqueza na sua vida.


PRIMEIRO GRUPO: SACRAMENTO INICIAÇÃO CRISTÃ

1 – BATISMO – é o fundamento de toda a vida cristã. É o sinal de aliança com Deus. Pelo Batismo somos libertados do pecado, regenerados como filhos de Deus e renovado no Espírito Santo (Jo 3, 1-8), (Mc 16, 15-17).

2 – CRISMA – é a consumação da graça batismal. Por este sacramento somos vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos da Força do Espírito Santo, para sermos testemunhas de Jesus Cristo, em palavras e obras. (Ef 1, 13).

3 – EUCARISTIA – é a memória da morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. É o sacramento do AMOR, sendo um sinal da unidade. Banquete pascal em que Jesus Cristo é recebido como alimento. A Eucaristia é a fonte e ápice de toda a vida cristã. Nela contém todo o bem espiritual da Igreja. O que é o próprio Jesus Cristo. Neste sacramento somos unidos a Cristo, que nos torna participantes de seu corpo e sangue tornando-os um só corpo em Jesus Cristo. Foi na última ceia que Nosso Salvador, Jesus Cristo, Instituiu o Sacrifício Eucarístico, de seu Corpo e Sangue (Mt 26, 26-29).


Dinâmica de Encontro de jovens

Jovem levanta-te

Jesus foi para uma cidade chamado Naim. Os seus discípulos iam com ele, como também uma grande multidão. Quando chegou perto da porta da cidade, estavam levando um morto para enterrar, um filho único, cuja mãe era viúva, e uma multidão considerável da cidade a acompanhava. Ao vê-la, Jesus foi tomado de compaixão por ela e lhe disse: “Não chores mais”. Ele se admirou e tocou na padiola; os que a carregavam pararam; e ele disse: “Jovem eu te ordeno, levanta-te”. Então o morto se assentou e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. Todos ficaram tomados de temor, e eles glorificavam a Deus dizendo: “um grande profeta se ergue no meio de nós e Deus visitou o seu povo”. E essa opinião sobre Jesus se espalhou em toda região.

Este jovem pode ser você. Faça a experiência de sair da morte para a vida nova que Jesus quer te dar. Jesus lhe diz hoje e sempre: “Jovem levanta-te”. Dê sua resposta para ele levantando e proclamando que você é um Jovem PHN , que proclama a cada dia que por hoje eu não vou pecar. Sou um jovem que me encontrei com Jesus e ele me deu uma vida nova.

2ª Semana: Jovem levanta-te

O encontro vital com Jesus

Motivação: Enfatizar a questão da procissão da alegria (Jesus) e da tristeza (morto), levando-os a contemplar as realidades de vida e de morte que a cada momento têm a sua frente e, que eles têm a capacidade de escolha pela alegria, ou senão, o mundo pode ser melhor quando se encontra com Jesus, pois, com ele tudo se faz novo.

Trabalho para a semana:

1º Reunir-se no grupo para conversa entre si o que lhes traz mais alegria e mais tristeza na família, nas amizades e quais os momentos mais felizes e mais tristes que você tem.

2º Cada membro do grupo deve entrevistar pelo menos cinco outros alunos, fazendo as mesmas perguntas que foram conversadas no grupo. Anotar e trazer na próxima semana os números da pesquisa feita com os outros alunos.

3º Com a pesquisa feita, reunir-se novamente em grupo, para pensar em o que podemos fazer concretamente para melhorarmos este quadro, e sermos jovens felizes sempre. Cada grupo terá dez minutos para apresentar sua conclusão.