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Existe felicidade e felicidades… Mas quanto desgaste!
dez 10th, 2009 by Padre Anderson

Santa Teresinha do Menino Jesus afirmava: “A felicidade não esta nas coisas, mas no intimo da alma”. Uma expressão de modo nenhum descontada, da qual dizem algumas diretas conseqüências.

  1. A felicidade de Jesus não se consegue possuindo as coisas da terra, mas renunciando a este possuir para não perder as coisas do céu.

Se alegrar daquilo que se é, e não daquilo que se tem. A verdadeira felicidade é como uma abertura de credito, ao contrario que como um réu perdoado. Muitos preferem encaixotar e não investir para ganharem um tesouro maior. Muitos ainda sofrem inúteis penas porque sedentos de verdadeira alegria, buscam satisfação entre as coisas caducas da terra.

Estes são destinados a consumir-se e com isto, ao seguimento, também a felicidade de viver: eis sobreviver no desânimo. Terra e céu, céu e terra: duas realidades que em Jesus se reconciliam, delineando o curso da vida, isto que é essencial para o homem, isto que pode originá-los uma felicidade verdadeira.

  1. A felicidade de Jesus não é feita de sorrisos exteriores, falsos, vazios, mas cheio de lagrimas e de sofrimentos ofertados a Deus no silencio.

A Escritura chama esta condição de “sacrifico de louvor”, isto é, um coração que não deixa de oferecer alegria, também se tudo em torno é um inferno. Uma alegria purificada na dor, como o ouro ao fogo e, portanto, autentica e valorizadissima. Um rosto alegre, sereno, que não perde a confiança em Deus, também quando se queria gritar a desesperança ou o protestar contra o mesmo Deus: esta é a verdadeira felicidade, uma alegria verdadeiramente humana.

Coisa de santos? Não ao contrario, uma experiência que se indica a todos os homens e as mulheres que não se deixam vencer pelo medo e fazem entrar Deus, plenamente, nos seus acontecimentos pessoais, familiares, sociais. Sem nunca temer, porque – finalmente – só felicidade se pode ganhar.

  1. A felicidade de Jesus não se consegue recebendo favores ou prazeres, mas doando a si mesmos sem pretender nada em troca.

Do ut dês era lei romana, isto é, sou disposto a dar se me é dado alguma coisa. Do – sem condições – é o contrario da lei do nosso Deus. “Recordamo-nos das palavras do Senhor Jesus que disse: há mais alegria em dar do que receber” (At 20,35) e “Deus ama quem doa com alegria” (2Cor 9,7).

O cristão já recebeu tudo e sabe que não vive mais por si mesmo, nem por satisfações próprias queridas. A verdadeira felicidade vive em função dos outros e persegue uma vontade de bem que nos põe sempre em relação com os nossos semelhantes. O cristão não só não tem nada de pretender, mas sabe que tudo isto que de bom, de belo, de justo, de verdadeiro, que este mundo contém em Jesus o já recebeu. Dirá Santo Agostinho: “Senhor te possuindo, possuirei tudo”!

  1. A felicidade de Jesus não é parenta da imprudência ou do tempo livre, mas do empenho para dilacerar as gargantas sempre mais destruidoras da tristeza da nossa vida e de quem nos é próximo.

O cristão não conhece progressivos do tempo, nem vive de relaxantes domingos. Repousar – por exemplo, nos dias de festa – significa gozar da presença de Deus nos mil e mil modos que é a comunidade eclesial, a vida fraterna, a experiência de um movimento e tantos outros saudáveis modos.

A verdadeira felicidade requer o empenho da partilha, especialmente para quem é mais provado. Também quando se esta em família, com os próprios caros ou com os amigos, a felicidade não pode conhecer cansaços ou hábitos de modos, porque terminam por não alimentá-la.

  1. A felicidade de Jesus não se consegue jogando a luta, viajando em busca de emoções nunca provadas ou contemplando na televisão os campeonatos do nunca ou nunca mostrando o campeão

A felicidade não se compra, nem pode ligar-se a uma aposta vencida, ou um sonho que se completa. De outra forma a infelicidade será diretamente proporcional a impossibilidade que isto que se deseja se possa realizar, ou a impossibilidade que isto que se desejava, uma vez realizado, possa durar pela eternidade.

Onde esta o erro? Troca-se isto que se queria eternamente com isto que só é Eterno: Deus! Porque no homem tem um desejo ilimitado de infinito, um pungente desejo de Deus que nenhuma visão ou televisão conseguirá nunca encher. Quanta alegria de Deus é cada dia mostrada e seduz os corações dos mais simples.

Mais que um mundo: um reino de felicidade!
set 30th, 2009 by Padre Anderson

 Com o Pentecostes, esta alegria se fixa de modo incancelável no coração dos apóstolos: o Evangelho não é mais fora, mas dentro deles, bem ancorado às suas vidas. Com o anuncio de Jesus – a Palavra que salva – os apóstolos contagiaram de alegria o mundo!

Temos uma testemunha direta no relato de Lucas: “os pagãos se alegravam e glorificavam a palavra de Deus… Os discípulos eram plenos de alegria e do Espírito Santo” (At 13,48.50). São Paulo escrevendo aos romanos observará: “O reino de Deus consiste na alegria do Espírito Santo” (Rm 14,17).

Um reino, aquele instaurado por Jesus, totalmente diferente daqueles que a historia dos homens conheceram. Um reino espiritual, os quais confins mal se adaptam aqueles do nosso tempo. Um reino na qual a alegria é índice de um governo que nada tem de humana: é do Espírito, que se comunica com alegria.

Um reino que não rejeita nada de tudo isto do qual o homem necessita para viver sobre esta terra, porque é um reino espiritual em um espaço material, a terra, os quais confins só o Espírito tem o poder de dilatar. O reino de Deus é o lugar (espaço-tempo) no qual a alegria de Deus não pode faltar. A alegria, no reino de Deus, é como o sol para a terra.

Sem a alegria de Cristo, que provem da luz da ressurreição, não seria reino de Deus, mas reino dos homens. Sem a alegria a fé é como o gelo que cai sobre a terra: resfria e paralisa no coração cada expressão do amor de Deus. A alegria pertence a Cristo, porque só Ele tem o poder de salvar o homem.

Muitos afirmam: “se o homem é destinado a morrer, tanto vale viver para ídolos, temeradamente, consumando a vida de pressa e gozando de cada bem”. Falso, diabólico! O homem é destinado a viver, não a morrer, e esta terra não é uma prisão ou um inferno da qual se deve fugir.

Quem rejeita a alegria, rejeita Cristo!

Certa psicologia ou sociologia imperante querem decretar o esquecimento de Cristo com um trágico assunto:  se si elimina Cristo da historia, o homem poderá finalmente fazer os contos só com si mesmo, só com a sua capacidade de dar-se a alegria, procurar-se sem limites ou demoras de qualidade. Falso, diabólico! Não é dado ao homem auto-salvar-se, nem substituir-se a Deus em uma qualidade de egolatria (idolatria de si mesmo).

A alegria, um fruto que não apodrece
jul 20th, 2009 by Padre Anderson

Deixemos desabrochar esta semente de amor que Jesus, depositou no coração de cada homem. Não existe presente de Deus mais conveniente à condição humana que fazer frutificar o amor em alegria, porque esta alegria é um dom do amor, que reflete amor.

Não é uma alegria distinta do amor: antes é o índice de um amor sobrenatural, diferentes dos amores desta terra. São Paulo por isto dirá: “O fruto do Espírito é alegria” (Gl 5,22). A alegria de Deus é um fruto que não apodrece: é divina, dura para sempre! Plantado no jardim de Deus, a semente do amor produz como primeiro fruto claro da alegria.

A alegria de Deus é um fruto que tem sempre o mesmo sabor ao paladar: também quando conhece o amargo da vida, tem o sabor docíssimo de Cristo, o fruto bendito do seio de Maria!

“Com a flor se divide a caduquice, e com a vida se divide a alegria; dessa, de fato deriva o vinho que alegra o coração do homem. Oh pudesse se reproduzir este exemplo, produzindo em você o mesmo fruto da alegria e da felicidade! De você florisse, em aresta, no teu intimo a possuísse. Em você deve buscar a alegria da tua consciência” (Santo Ambrosio, em Esamerone).

Por que o mundo não pode receber a alegria de Cristo? Por que não conhece a sua alegria? Porque é uma alegria interior e não exterior; não é do mundo, mas vem do Espírito Santo. É legitimo e incancelável o desejo de felicidade que reside no coração de cada homem. Sai da criação, como um rio cheio, a grande alegria do Criador envolve as criaturas, como uma inundação que nada poupa e tudo invade.

Quem encontrou  Jesus na própria vida faz um anuncio permanente: a minha alegria é Cristo! Não se programa testemunho, mas o transforma, porque vive esta alegria e desta alegria se faz sinal.

Não é fruto de aplicação mental, nem de processos psicológicos o testemunhar esta alegria: é Deus, que como um rio cheio, arrasta, conduz, carrega e comporta cada expressão de bem. Viver em Deus: desta segurança desce o amor e entusiasmo para a vida que falta ao mundo.

O homem é feito para alegria: a nossa sede de alegria é legitima. Mas a resposta não é o mundo, nem a dá o mundo. Cristo é a resposta.

Uma visão nova do mundo
jun 20th, 2009 by Padre Anderson

O saudoso Cardeal Leo J. Suenens expunha sempre uma idéia de principio de vida a qual ninguém deveria se esquivar para não perder a alegria: “Todo dia precisa-se dar credito à esperança”. Assim se obedece ao Espírito Santo, que renova em nós a confiança e não a desilusão, porque não somos sozinhos e cada dia Jesus é novo na nossa vida.

Tem outro pensamento do Cardeal que resume bem o que estamos dizendo: “Creio que Deus é novo cada manha. Sou um homem de esperança não por razões humanas ou por otimismo natural, mas simplesmente porque creio que o Espírito Santo é a obra da Igreja e do mundo, que o mundo saiba ou não. Sou um homem de esperança porque o Espírito Santo dá a cada manha, a quem o acolhe, uma liberdade nova e um abastecimento de alegria e de confiança. Creio nas surpresas do Espírito Santo”. (Cardeal Suenens, em O Espírito Santo nossa esperança).

Quem se deixa prender pelo Espírito Santo vê o mundo com outros olhos. Nem que banhados de lagrimas, são olhos que conseguem  ver todas as coisas sem perder a vista de Deus, que esta incansavelmente trabalhando na historia de cada homem.

O mundo deve ainda crescer e transformar-se, não tanto nas ações tecnicistas, mas  crescer no Espírito Santo. Quantas carências do Espírito Santo! Uma interminável ladainha de sujeiras e amarguras que geram desconfortos e apagam a esperança. Quantos homens fechados ao Espírito Santo: renunciá-lo significa renegar em nós mesmos cada legitimo desejo de alegria!

É o Espírito Santo que põe no intimo do homem o desejo de buscar Deus. Quando alimentamos este desejo em nós, através da oração, fazemos a experiência de uma alegria nunca provada, de um louvor filial que flui um espontâneo lamber os lábios, de uma coragem nunca tida, de um sacrifício nunca arrependido.

Damos inicio, com isso, que os desejos do coração venham purificados, de acordo com o pensamento de Deus e por isso consumir-se, isto é, segundo os modos e os tempos voluntários de Deus também consumidos. Jesus nos repreende: o coração do mundo não é outro senão a dilatação, a proibição disto que habita no coração do homem. As intenções cativas residem no coração do homem e, se não se rebelarem contaminam a historia (Mt 7, 21-23).

 

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