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Feliz Natal!!!!!!!!!!
dez 25th, 2009 by Padre Anderson

Certo dia, o anjo Gabriel foi enviado a uma jovem, chamada Maria, da cidade de Nazaré, para dar-lhe uma boa nova. Ela seria a mãe do filho de Deus. Logo após o anúncio, Maria foi à casa de Isabel, sua prima. Ao chegar, Isabel percebeu que havia algo especial em Maria. Era a presença de Jesus em seu ventre. Maria, por estar tão feliz, desejou que por estar tão feliz, desejou que muitas pessoas conhecessem seu filho Jesus, que mudou a sua vida e a da humanidade. Ela canta, então, no seu Magnificat a esperança de uma vida nova, com Jesus, para os que sofrem, os abandonados, aqueles que são esquecidos e para todos os que acreditam em Jesus. Mesmo sem ainda ter nascido, ele era sinal de vida por onde sua mãe passava (cf. Lc 1,47-55).

No tempo do nascimento de Jesus, o imperador Augusto convocou as pessoas para um recenseamento. Maria e José foram a Belém. Quando chegaram na cidade, não encontraram lugar nas hospedarias e foram parar num estábulo. Jesus nasce ali no meio do feno, entre os animais. O nascimento dele contagiou muitas pessoas, até uma estrela foi testemunha, quando Jesus nasceu. Os anjos, cheios de alegria, anunciaram aos pastores o seu nascimento e eles foram depressa até a estrebaria e encontraram o menino, tão pequeno, mas que mudou a vida deles, e ganharam um novo motivo para trabalhar, cuidar dos rebanhos, viver…

A vida de Jesus transformou também a vida de três Reis Magos. Eles deixaram seus palácios e foram descobrir onde se encontrava o menino. Ao encontrá-lo, encheram-se de alegria e ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.

Jesus, ao longo da sua vida, ajudou as pessoas a valorizar a vida. No seu caminho, encontrou muita gente que era deixada de lado pelas pessoas da cidade, porque tinham algum tipo de doença. É o caso do cego que gritava para que Jesus o curasse (cf. Lc 18, 35-43). Ele não só cura, mas ajuda as pessoas a perdoar. Perdoar e pedir perdão quando erramos é um jeito especial de ser como Jesus e fazer a vida brotar ao nosso redor como flores plantadas num jardim que traz muita alegria para todos os que as vêem e, assim, o Natal acontece todo dia, porque ele é VIDA NOVA.

A voce um santo e feliz Natal!!!!!!!!!!!!

Conhecendo a Bíblia
nov 20th, 2009 by Padre Anderson

Introdução

Através deste pequeno trabalho, você poderá conhecer um pouco mais sobre este livro, que desperta o interesse de tantas pessoas: a Bíblia.

Tenho toda certeza, que ao final deste estudo, você saberá a importância que tem a Bíblia. Vamos “decolar” neste assunto tão interessante que é a Palavra de Deus. Boa leitura!!!

O que é a Bíblia?

A palavra Bíblia vem do grego, ela significa “coleção de livros”. Nela contém a história da Salvação, desde a criação do mundo feita por Deus até as profecias da Segunda vinda gloriosa de Jesus, o Filho de Deus. Podemos, para um melhor entendimento, caracterizá-la como uma “grande carta” enviada por Deus à todos os seus filhos. Nesta carta contém o Plano que Deus preparou para cada um de nós.

Quando começou a ser escrita?

A Bíblia foi escrita durante muitíssimo tempo (aproximadamente 1.300 anos). Seu início ocorreu antes da vinda de Cristo, com as chamadas “traduções orais”, que vem a ser as histórias que uns contavam a outros. Por volta de muito tempo atrás, os chamados escribas decidiram “passar para o papel” essas histórias. Com isso, pouco a pouco, a Bíblia foi sendo formada.

Quando terminou de ser escrita a Bíblia?

A Bíblia terminou de ser escrita por volta do ano 100 d.C., com o Apóstolo João Evangelista (que escreveu o Apocalipse).

Quem escreveu a Bíblia?

A Bíblia foi escrita por várias pessoas, mas foi inspirada unicamente por Deus. O Pai usou de pessoas como instrumentos seus para transmitir a sua mensagem.

Como a Bíblia é formada?

A Bíblia é formada por livros sagrados. São 73 os livros contidos na Bíblia. Desses 73 livros sagrados, 46 constituem o conjunto de livros do Antigo Testamento e 27 constituem o conjunto dos livros do Novo Testamento. Podemos afirmar então, que a Bíblia é dividida em duas grandes partes: Antigo Testamento e Novo Testamento. A palavra testamento significa aliança.

O que contém no Antigo Testamento?

O Antigo Testamento nos revela a Criação do mundo, as alianças que Deus fez com os homens, as profecias que anunciavam a vinda do Messias, a fidelidade e infidelidade do povo de Deus, e principalmente, a preparação do povo escolhido de onde viria o Verbo Encarnado.

O que contém no Novo Testamento?

O Novo Testamento possui quatro livros (Mateus, Marcos, Lucas e João) que contam toda a vida de Jesus Cristo, desde o seu nascimento até a sua ascensão ao céu. Esses quatro livros formam um conjunto denominado evangelho. O Novo Testamento é também constituído por várias cartas (também chamadas epístolas), que foram escritas pelos apóstolos com o objetivo de direcionar a Igreja fundada por Cristo. Além do evangelho e das cartas, o Novo Testamento possui um livro que conta os primórdios da Igreja de Cristo e outro livro profético que revela a Segunda vinda gloriosa de Jesus, respectivamente, são eles: os Atos dos Apóstolos e o Apocalipse.

Quais foram os idiomas usados para escrever a Bíblia?

Os idiomas bíblicos são três: o hebraico, o aramaico e o grego.

O Antigo Testamento, foi totalmente escrito em hebraico. Já, o Novo Testamento, foi escrito a maior parte em grego e uma pequena parte em aramaico (que vem a ser um dialeto do hebraico). Por curiosidade, o idioma que Cristo falava era o aramaico.

Quem traduziu a Bíblia?

Como já vimos, a Bíblia possui três idiomas de origem: o hebraico, o aramaico e o grego. Com o tempo, foram surgindo as traduções. Hoje em dia, a Bíblia é o livro mais traduzido no mundo inteiro. Isso foi graças ao esforço de muitos estudiosos da época. São Jerônimo é um grande exemplo disso, ele foi quem traduziu a Bíblia para o latim. Pouco a pouco, logo após a tradução para o latim, a Bíblia foi sendo traduzida em mais e mais línguas. Até chegar ao que temos hoje: o livro mais lido mundialmente.

Por acaso, podemos interpretar a Bíblia de qualquer modo?

A interpretação bíblia é algo muito importante, e NÃO devemos interpretá-la de qualquer modo. A Igreja Católica que vem a ser a Igreja fundada por Jesus Cristo, vem desde os seus primórdios adotando a tradição apostólica, ou seja, os ensinamentos de Jesus não foram deturpados e muito menos interpretados de modo diferente desde sua origem. Ao ler a Bíblia, devemos Ter bastante cuidado, pois muitos são as palavras estranhas, os exemplos difíceis de ser entendidos, e principalmente, muitos são os equívocos que cansamos de cometer ao tentarmos interpretar a Bíblia sem a ajuda de um padre, um catequista , ou seja, um conhecedor do assunto.

O mundo é repleto de seitas e religiões que pregam a livre interpretação. Essa atitude desregrada causa o que vemos ao nosso redor: o nascimento de seitas e mais seitas que pregam aquilo que der na telha do pastor ou daquele que fundou a seita. Por isso, vamos tomar cuidado!

Qual é a diferença entre a Bíblia Protestante e a Bíblia Católica?

Muitas são as pessoas que desprezam a Bíblia Protestante, dizendo não ser a Palavra de Deus. Isso é uma atitude erradíssima, pois tanto a Bíblia Católica como a Bíblia Protestante deve ser considerada Palavra de Deus! A única diferença que há entre elas, é em relação ao número de livros, ou seja, a Bíblia Protestante possui sete livros a menos do que a Bíblia Católica. Esses livros são os seguintes: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Eclesiástico, Sabedoria e Baruc. A Bíblia Protestante também não contém as seguintes citações do Antigo Testamento: Dn 13-14 ; Est 10,4-16,24.

Como podemos manusear a Bíblia?

Para aprender a manusear a Bíblia, devemos antes de tudo, saber o que são capítulos e versículos. Os capítulos são as divisões que encontramos nos livros sagrados, os capítulos são denominados por algarismos. Normalmente, os capítulos aparecem em números grandes. Os versículos são as divisões que encontramos dentro dos capítulos, sua função é de auxiliarmos na localização das frases bíblicas. Normalmente, os versículos aparecem em números pequenos, que estão obrigatoriamente no meio do texto bíblico.

O que significa Pontuação Bíblica?

A Pontuação Bíblia vem a ser a forma que encontramos para manusear a Bíblia com maior facilidade. As principais pontuações bíblicas são as seguintes:

vírgula à separa capítulo de versículo. Exemplo: Dn 3,5 (Livro de Daniel, capítulo 3, versículo 5)

hífen à equivale ao “até”. Exemplo: Dn 3,1-5 (Livro de Daniel, capítulo 3, versículo de 1 até 5)

ponto à mostra versículos alternados. Exemplo: Dn 3,1.3.5 (Livro de Daniel, capítulo 3, versículo 1, versículo 3 e o versículo 5)

“s” à mostra a continuação de um versículo. Exemplo: Dn 3,1s (Livro de Daniel, capítulo 3, versículo 1 e 2).

“ss” à mostra a continuação de dois versículos. Exemplo: Dn 3,1ss (Livro de Daniel, capítulo 3, versículo 1, 2 e 3).

Essas são as principais pontuações bíblicas, que normalmente usamos para manusear mais facilmente a Bíblia.

O que são abreviações bíblicas?

As abreviações bíblicas têm como finalidade, facilitar na hora de especificar o livro sagrado. A maioria das Bíblias, para não dizer todas, possui uma página com todas as abreviações bíblicas, para a consulta de todos os leitores.

Acordo entre Brasil e Santa Sé aprovado
ago 12th, 2009 by Padre Anderson

ACORDO ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
E A SANTA SÉ RELATIVO AO ESTATUTO JURÍDICO
DA IGREJA CATÓLICA NO BRASIL


A República Federativa do Brasil e A Santa Sé (doravante denominadas Altas Partes Contratantes),

Considerando que a Santa Sé é a suprema autoridade da Igreja Católica, regida pelo Direito Canônico;

Considerando as relações históricas entre a Igreja Católica e o Brasil e suas respectivas responsabilidades a serviço da sociedade e do bem integral da pessoa humana;

Afirmando que as Altas Partes Contratantes são, cada uma na própria ordem, autônomas, independentes e soberanas e cooperam para a construção de uma sociedade mais justa, pacífica e fraterna;

Baseando-se, a Santa Sé, nos documentos do Concílio Vaticano II e no Código de Direito Canônico, e a República Federativa do Brasil, no seu ordenamento jurídico;

Reafirmando a adesão ao princípio, internacionalmente reconhecido, de liberdade religiosa;

Reconhecendo que a Constituição brasileira garante o livre exercício dos cultos religiosos;

Animados da intenção de fortalecer e incentivar as mútuas relações já existentes;

Convieram no seguinte:

Artigo 1º

As Altas Partes Contratantes continuarão a ser representadas, em suas relações diplomáticas, por um Núncio Apostólico acreditado junto à República Federativa do Brasil e por um Embaixador(a) do Brasil acreditado(a) junto à Santa Sé, com as imunidades e garantias asseguradas pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 18 de abril de 1961, e demais regras internacionais.

Artigo 2º

A República Federativa do Brasil, com fundamento no direito de liberdade religiosa, reconhece à Igreja Católica o direito de desempenhar a sua missão apostólica, garantindo o exercício público de suas atividades, observado o ordenamento jurídico brasileiro.

Artigo 3º

A República Federativa do Brasil reafirma a personalidade jurídica da Igreja Católica e de todas as Instituições Eclesiásticas que possuem tal personalidade em conformidade com o direito canônico, desde que não contrarie o sistema constitucional e as leis brasileiras, tais como Conferência Episcopal, Províncias Eclesiásticas, Arquidioceses, Dioceses, Prelazias Territoriais ou Pessoais, Vicariatos e Prefeituras Apostólicas, Administrações Apostólicas, Administrações Apostólicas Pessoais, Missões Sui Iuris, Ordinariado Militar e Ordinariados para os Fiéis de Outros Ritos, Paróquias, Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.

§ 1º. A Igreja Católica pode livremente criar, modificar ou extinguir todas as Instituições Eclesiásticas mencionadas no caput deste artigo.

§ 2º. A personalidade jurídica das Instituições Eclesiásticas será reconhecida pela República Federativa do Brasil mediante a inscrição no respectivo registro do ato de criação, nos termos da legislação brasileira, vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro do ato de criação, devendo também ser averbadas todas as alterações por que passar o ato.

Artigo 4º

A Santa Sé declara que nenhuma circunscrição eclesiástica do Brasil dependerá de Bispo cuja sede esteja fixada em território estrangeiro.

Artigo 5º

As pessoas jurídicas eclesiásticas, reconhecidas nos termos do Artigo 3º, que, além de fins religiosos, persigam fins de assistência e solidariedade social, desenvolverão a própria atividade e gozarão de todos os direitos, imunidades, isenções e benefícios atribuídos às entidades com fins de natureza semelhante previstos no ordenamento jurídico brasileiro, desde que observados os requisitos e obrigações exigidos pela legislação brasileira.

Artigo 6º

As Altas Partes reconhecem que o patrimônio histórico, artístico e cultural da Igreja Católica, assim como os documentos custodiados nos seus arquivos e bibliotecas, constituem parte relevante do patrimônio cultural brasileiro, e continuarão a cooperar para salvaguardar, valorizar e promover a fruição dos bens, móveis e imóveis, de propriedade da Igreja Católica ou de outras pessoas jurídicas eclesiásticas, que sejam considerados pelo Brasil como parte de seu patrimônio cultural e artístico.

§ 1º. A República Federativa do Brasil, em atenção ao princípio da cooperação, reconhece que a finalidade própria dos bens eclesiásticos mencionados no caput deste artigo deve ser salvaguardada pelo ordenamento jurídico brasileiro, sem prejuízo de outras finalidades que possam surgir da sua natureza cultural.

§ 2º. A Igreja Católica, ciente do valor do seu patrimônio cultural, compromete-se a facilitar o acesso a ele para todos os que o queiram conhecer e estudar, salvaguardadas as suas finalidades religiosas e as exigências de sua proteção e da tutela dos arquivos.

Artigo 7º

A República Federativa do Brasil assegura, nos termos do seu ordenamento jurídico, as medidas necessárias para garantir a proteção dos lugares de culto da Igreja Católica e de suas liturgias, símbolos, imagens e objetos cultuais, contra toda forma de violação, desrespeito e uso ilegítimo.

§ 1º. Nenhum edifício, dependência ou objeto afeto ao culto católico, observada a função social da propriedade e a legislação, pode ser demolido, ocupado, transportado, sujeito a obras ou destinado pelo Estado e entidades públicas a outro fim, salvo por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, nos termos da Constituição brasileira.

Artigo 8º

A Igreja Católica, em vista do bem comum da sociedade brasileira, especialmente dos cidadãos mais necessitados, compromete-se, observadas as exigências da lei, a dar assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde, de assistência social, de educação ou similar, ou detidos em estabelecimento prisional ou similar, observadas as normas de cada estabelecimento, e que, por essa razão, estejam impedidos de exercer em condições normais a prática religiosa e a requeiram. A República Federativa do Brasil garante à Igreja Católica o direito de exercer este serviço, inerente à sua própria missão.

Artigo 9º

O reconhecimento recíproco de títulos e qualificações em nível de Graduação e Pós-Graduação estará sujeito, respectivamente, às exigências dos ordenamentos jurídicos brasileiro e da Santa Sé.

Artigo 10

A Igreja Católica, em atenção ao princípio de cooperação com o Estado, continuará a colocar suas instituições de ensino, em todos os níveis, a serviço da sociedade, em conformidade com seus fins e com as exigências do ordenamento jurídico brasileiro.

§ 1º. A República Federativa do Brasil reconhece à Igreja Católica o direito de constituir e administrar Seminários e outros Institutos eclesiásticos de formação e cultura.

§ 2º. O reconhecimento dos efeitos civis dos estudos, graus e títulos obtidos nos Seminários e Institutos antes mencionados é regulado pelo ordenamento jurídico brasileiro, em condição de paridade com estudos de idêntica natureza.

Artigo 11

A República Federativa do Brasil, em observância ao direito de liberdade religiosa, da diversidade cultural e da pluralidade confessional do País, respeita a importância do ensino religioso em vista da formação integral da pessoa.

§1º. O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação.

Artigo 12

O casamento celebrado em conformidade com as leis canônicas, que atender também às exigências estabelecidas pelo direito brasileiro para contrair o casamento, produz os efeitos civis, desde que registrado no registro próprio, produzindo efeitos a partir da data de sua celebração.

§ 1º. A homologação das sentenças eclesiásticas em matéria matrimonial, confirmadas pelo órgão de controle superior da Santa Sé, será efetuada nos termos da legislação brasileira sobre homologação de sentenças estrangeiras.

Artigo 13

É garantido o segredo do ofício sacerdotal, especialmente o da confissão sacramental.

Artigo 14

A República Federativa do Brasil declara o seu empenho na destinação de espaços a fins religiosos, que deverão ser previstos nos instrumentos de planejamento urbano a serem estabelecidos no respectivo Plano Diretor.

Artigo 15

Às pessoas jurídicas eclesiásticas, assim como ao patrimônio, renda e serviços relacionados com as suas finalidades essenciais, é reconhecida a garantia de imunidade tributária referente aos impostos, em conformidade com a Constituição brasileira.

§ 1º. Para fins tributários, as pessoas jurídicas da Igreja Católica que exerçam atividade social e educacional sem finalidade lucrativa receberão o mesmo tratamento e benefícios outorgados às entidades filantrópicas reconhecidas pelo ordenamento jurídico brasileiro, inclusive, em termos de requisitos e obrigações exigidos para fins de imunidade e isenção.

Artigo 16

Dado o caráter peculiar religioso e beneficente da Igreja Católica e de suas instituições:

I - O vínculo entre os ministros ordenados ou fiéis consagrados mediante votos e as Dioceses ou Institutos Religiosos e equiparados é de caráter religioso e portanto, observado o disposto na legislação trabalhista brasileira, não gera, por si mesmo, vínculo empregatício, a não ser que seja provado o desvirtuamento da instituição eclesiástica.

II - As tarefas de índole apostólica, pastoral, litúrgica, catequética, assistencial, de promoção humana e semelhantes poderão ser realizadas a título voluntário, observado o disposto na legislação trabalhista brasileira.

Artigo 17

Os Bispos, no exercício de seu ministério pastoral, poderão convidar sacerdotes, membros de institutos religiosos e leigos, que não tenham nacionalidade brasileira, para servir no território de suas dioceses, e pedir às autoridades brasileiras, em nome deles, a concessão do visto para exercer atividade pastoral no Brasil.

§ 1º. Em conseqüência do pedido formal do Bispo, de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, poderá ser concedido o visto permanente ou temporário, conforme o caso, pelos motivos acima expostos.

Artigo 18

O presente acordo poderá ser complementado por ajustes concluídos entre as Altas Partes Contratantes.

§ 1º. Órgãos do Governo brasileiro, no âmbito de suas respectivas competências e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, devidamente autorizada pela Santa Sé, poderão celebrar convênio sobre matérias específicas, para implementação do presente Acordo.

Artigo 19

Quaisquer divergências na aplicação ou interpretação do presente acordo serão resolvidas por negociações diplomáticas diretas.

Artigo 20

O presente acordo entrará em vigor na data da troca dos instrumentos de ratificação, ressalvadas as situações jurídicas existentes e constituídas ao abrigo do Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890 e do Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé sobre Assistência Religiosa às Forças Armadas, de 23 de outubro de 1989.

Feito na Cidade do Vaticano, aos 13 dias do mês de novembro do ano de 2008, em dois originais, nos idiomas português e italiano, sendo ambos os textos igualmente autênticos.

PELA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Celso Amorim
Ministro das Relações Exteriores

PELA SANTA SÉ
Dominique Mamberti
Secretário para Relações com os Estados


Homem e mulher podem viver em sadia convivência?
jun 10th, 2009 by Padre Anderson

“Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher Ele os criou”. Diante de tantas propostas de vendas de homem e de mulheres nos meios de comunicação visual e auditiva, esta frase do Livro do Genesis 1, 27, fica um pouco sem sentido. Como podemos vender alguém que é imagem de Deus? Ou como podemos utilizar alguém que é imagem de Deus, somente por um momento? Como dizer que hoje somos livres, se a cada momento também nós podessemos ser vendidos?

Estas perguntas podem causar em nós outra pergunta: onde e como isto está acontecendo? A dúvida é sinal de que ainda não sabemos o que somos em relação ao outro sexo, e muito menos sabemos quem ou o que somos. Partimos então das primeiras paginas da bíblia, onde temos de maneira alegórica, quem é a pessoa humana no seu especifico: homem e mulher.

Primeiramente Adão e Eva: criação que Deus viu que era bom. Criação esta que não é somente o homem, mas a pessoa humana, ou seja, homem e mulher, cada um no seu especifico. Isto acontece depois de um Concilio no interior de Deus, “Façamos”, ou seja, a pessoa humana não é somente um ato criado, mas uma decisão do interior de Deus, criado à imagem e semelhança deste mesmo Deus.

Criados a imagem de Deus: a pessoa se torna assim um deus no mundo, não para impor-se como senhor de tudo, mas para ser a figura ratificada do governo de Deus, ou seja, como a pessoa é imagem de Deus, onde o homem está deveria estar este sinal que ali quem governa é Deus, pois aquele é a imagem deste Deus, mas não é Deus, pois a pessoa é imagem imperfeita de Deus por ter sido feita de pó.

Masculino: é o memorial, ou seja, a recordação de Deus. Podemos lembrar aqui do Homem perfeito, Jesus Cristo que é a cabeça do corpo, onde nós somos os membros. O homem é esta cabeça na sociedade, pois traz no seu interior a capacidade de fecundar, ou seja, de criar nova vida, pois viu a criação primeira. Não digo aqui de outra criação, mas de uma nova criação através do auxilio do homem, se este tiver a capacidade de olhar a criação com os olhos daquele que é o Criador. Podemos lembrar aqui de Romanos 8,19 “toda criação espera ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus”.

Feminino: durante muito tempo a mulher foi colocada como um ser inferior, ou seja, como alguém que não deve e não pode viver somente fazer. Mas a mulher no seu interior tem a capacidade de acolher o novo. Podemos citar quando está gestante, pois no seu físico tem uma fenda capaz de receber vida e gerá-la (vagina). Receber esta vida num contexto de amor recíproco e responsável, de amor vivido. Mas infelizmente, em nome da erotização do comercio, a mulher usa esta capacidade de acolhimento não para a vida, mas para a morte, cada vez que usa de maneira comercial o seu corpo que é dádiva da criação.

A mulher é e sempre será para o homem um mistério, pois quando esta foi criada, este estava dormindo, para que não se inchasse de orgulho, por ter sido feita dele, mas para que a reconhecesse como alguém intima dele. Feita da costela, para dizer que não esta nem acima, nem abaixo, caminha com ele, do lado dele, na intimidade de ser semelhante a ele, pois foi feita do osso dele. A mulher então é a ajuda de Deus ao homem para se salvar, pois quando este se via sozinho no paraíso não se conhecia, pois vivia a solidão do mundo incomunicável. Por isso um ajuda o outro a se salvar, pois ao ver o outro deveríamos nos ver também. Aqui podemos dar tantos exemplos de homens e mulheres que viveram uma profunda santidade sem precisar ser objeto do outro: Francisco e Clara, Bento e Escolástica, João da Cruz e Tereza D Ávila e tantos outros. O Reino de Deus acontece quando homem e mulher vivem um relacionamento sincero de comunhão e libertação e de uma completar o outro no seu especifico. Precisamos um do outro.

Por isso, a vocação do ser humano só será realizada quando este viver um relacionamento de comunhão sincera com o sexo oposto “sereis uma só carne”,  e vai muito alem do que se pensa sobre este termo como relação sexual. Não estou fazendo aqui uma afronta ao celibato, mas convidando a viver verdadeiras amizades entre homem e mulher, como citei acima. Todos viveram a santidade no celibato. Pois a relação homem e mulher não é opcional, nem como se vive esta relação, pois estamos num mundo onde temos que conviver com outras pessoas, não temos como fugir delas. Somos chamados a viver a unidade na diversidade de cada um.

A imagem de Deus no mundo só acontecerá então, quando homem e mulher se relacionarem como Deus os criou, pois a imagem de Deus é comunhão entre homem e mulher.

O Primado da Consciência
jan 15th, 2009 by Padre Anderson

O valor do homem está naquilo que ele é. E a grande maravilha do seu ser está na sua “imagem e semelhança” com Deus. Isto é, o homem é rico de “origem”. Todo o universo, incluindo a Terra e a beleza da natureza, é uma manifestação da glória do Senhor onipotente. Contudo, a mais perfeita manifestação do Todo Poderoso é a criatura humana. Cada pessoa, naquilo que ela tem de bom, é uma manifestação da glória e do poder de Deus. Alceu Amoroso Lima dizia que “o homem é a maior das virtualidades vivas”.

Na essência do seu ser ele herdou do seu Senhor a inteligência, a liberdade, a vontade, a sensibilidade, a consciência… Esses atributos o colocam na posição de “rei” do universo, já que por meio deles submete a si toda a criação. Só ele tem “mãos” e “inteligência”. De todos esses atributos a primazia está com a consciência porque ela é a luz que ilumina e dirige o exercício dos demais talentos. Sem uma consciência reta, uma grande inteligência pode gerar muito mal; sem ela, a liberdade deságua na libertinagem e as demais riquezas inatas no homem podem se corromper.

Ela é o espaço sacrossanto de cada indivíduo, inviolável, onde somente ele pode entrar e “estar a sós” consigo e com o seu Senhor. A Gaudium et Spes, do Vaticano II, ensina que:

“Na intimidade da consciência o homem descobre uma lei. Ele não a dá a si mesmo. Mas a ela deve obedecer. Chamando-o sempre a amar o bem e a evitar o mal, no momento oportuno a voz desta lei soa aos ouvidos do coração… É uma lei inscrita por Deus no coração do homem… A consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem onde ele está sozinho com Deus e onde ressoa sua voz” (GS 16).

 

Newman, falando da consciência, dizia:

 

“É a mensageira daquele que, no fundo da natureza bem como no fundo da graça, nos fala através de um véu, nos instrui e nos governa. A consciência é o primeiro de todos os vigários de Cristo”.

Santo Agostinho chama-nos a sempre voltar para ela:

“Volta à tua consciência, interroga-a,… Voltai irmãos ao interior, e em tudo o que fizerdes atentai para a testemunha, Deus” (Jo 8,9).

Por isso, se o homem destruir dentro de si este santuário íntimo e fizer calar a voz nítida desse “silêncio”, pelas motivações exigentes do exterior, ele estará destruindo o que há de mais caro e mais “sagrado” no seu ser. Estará se destruindo naquilo que ele é, no seu “ser”, comprometendo todo o projeto da sua existência.

O mundo jamais poderá ser humano enquanto cada homem não deixar de pisotear a própria consciência. Será inócuo encher as páginas de leis e de códigos, como também será inócuo encher as ruas de policiais enquanto a humanidade não for chamada a cultivar a consciência individual. Quem deseja reformar o mundo, deve começar pela reforma da própria consciência.

A maior e última de todas as lições que meu pai deixou a nós seus filhos, já no final da sua vida, como que resumindo toda a experiência acumulada, foi esta: “Filho, não faça nada contra a sua consciência!” Jamais conseguirei esquecer estas palavras! Gostaria de repetí-las milhões de vezes para milhões de pessoas: “não faça nada contra a sua consciência”; não compensa. Nem o dinheiro vil compensa nem o poder, nem a fama, nem o prazer e nem a glória, podem compensar o massacre da consciência, pois significa o massacre de si mesmo.

E, lamentavelmente, é este triste espetáculo que assistimos hoje: o “massacre da consciência”. Por isso vemos a sociedade esfacelada. Dizia Colbert “a grandeza de um país não depende da extensão do seu território, mas do caráter do seu povo”. Esse caráter é o fruto de uma consciência bem formada, que Pascal dizia ser “o melhor livro de moral existente; e aquele que mais devia ser consultado”.

A maior crise da sociedade é a da consciência de cada cidadão, dos governantes e dos governados. Rouba-se, mata-se, corrompe-se, tapeia-se, prostitui-se, engana-se… como se as consciências estivessem mortas, e como se Deus não existisse.

É a grande decadência do homem, “vendendo-se a si mesmo” pelo preço vil da satisfação dos seus baixos instintos.

Urge que se recuperem as consciências, formando-as no seio dos lares, nos bancos das igrejas e das escolas, nas ruas e nas praças, nas oficinas e nas fábricas. É preciso dar a elas o referencial absoluto da verdade revelada por Deus, para que elas sejam bem formadas. Para que elas não sejam laxas e nem escrupulosas, terão que se alimentar da Palavra de Deus, como diz São Paulo, “viva, eficaz, penetrante, capaz de separar a alma do espírito, discernindo os pensamentos e sentimentos do coração” (Hb 4,12).

 

O Catecismo da Igreja ensina que:

 

“Uma consciência bem formada é reta e verídica. Formula seus julgamentos seguindo a razão, de acordo com o bem verdadeiro querido pela sabedoria do Criador. A educação da consciência é indispensável aos seres humanos submetidos a influências negativas e tentados pelo pecado a preferirem o próprio juízo e a recusar os ensinamentos autorizados… A educação da consciência é uma tarefa de toda a vida… garante a liberdade e gera a paz do coração.

Na formação da consciência, a Palavra de Deus é a luz de nosso caminho; é preciso que a assimilemos na fé e na oração e a coloquemos em prática… É preciso ainda, que examinemos nossa consciência confrontando-nos com a Cruz do Senhor. “Somos assistidos pelos dons do Espírito Santo, ajudados pelos testemunhos e conselhos dos outros e guiados pelo ensinamento autorizado da Igreja” (1783-1785).

São Paulo nos adverte de que a Palavra de Deus “é útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (II Tim 3,16-17).

 

Ela é o melhor meio para formar uma consciência reta.

 

““ Quanto mais prevalecer a consciência reta, tanto mais as pessoas e os grupos se afastam de um arbítrio e se esforçam por conformar” se às normas objetivas da moralidade” ( GS, 16).

Sem as âncoras presas em Deus, no Absoluto, nenhum homem terá uma consciência bem formada. Contudo, há que buscar o Deus único e verdadeiro; não aquele como muitos andam fazendo hoje, criado a seu bel prazer.

Para que não houvesse dúvida de quem Ele é, Deus se manifestou na plenitude da sua divindade em Jesus Cristo. Ele é a luz da consciência e a salvação do homem

“Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres” (Jo 8,35)
jan 10th, 2009 by Padre Anderson

O valor do homem está naquilo que ele é, não por aquilo que faz ou tem. Na essência do seu ser ele herdou do seu Senhor a inteligência, a liberdade, à vontade, a sensibilidade, a consciência. “Na intimidade da consciência o homem descobre uma lei. Ele não a dá a si mesmo. Mas a ela deve obedecer”. (Gaudium et Spes 16).

O Catecismo da Igreja Católica diz: “Uma consciência bem formada é reta e verídica. Formula seus julgamentos seguindo a razão, de acordo com o bem verdadeiro querido pela sabedoria do Criador. A educação da consciência é indispensável aos seres humanos submetidos a influências negativas e tentados pelo pecado a preferirem o próprio juízo e a recusar os ensinamentos autorizados… A educação da consciência é uma tarefa de toda a vida… garante a liberdade e gera a paz do coração”. (CIC 1783)

Não há dúvida de que a liberdade é um dos mais belos dons que Deus concedeu a nós, seres humanos. Quando nos criou, Deus nos amou tanto que nos deixou livres para acolhê-lo ou recusá-lo. A liberdade caminha de mãos dadas com a responsabilidade, sem esta, o que era liberdade passa a ser escravidão. “O progresso na virtude, o conhecimento do bem e a ascese aumentam o domínio da vontade sobre seus atos” (CIC 1734). “O exercício da liberdade não implica o direito de dizer e fazer tudo. É falso pretender que o homem, sujeito da liberdade, baste a si mesmo, tendo por fim a satisfação de seu próprio interesse no gozo dos bens terrenos” (CIC 1740).

O homem recebeu de Deus o poder de decisão (cf. Elo 15,14), mas também recebeu a graça para que possa decidir-se pelo bem; buscar a sua essência, que é o amor. A liberdade não é dos escravos, mas dos filhos. “Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres” (Jo 8,35). Sedento de liberdade, precisa o homem moderno compreender que a verdadeira liberdade encontra-se somente em Cristo. Tanto mais livre é o homem quanto mais capaz de escolher e fazer o bem.

“O homem procura sempre um significado para a sua vida. Está sempre se movendo em busca de um sentido de seu viver”.(Victor Frankl). O sentido não pode ser dado. Os pais não podem prescrever ao filho o que é sentido, nem o chefe ao seu empregado, nem o médico ao paciente. O sentido, pois, como resposta à pergunta “para quê”, ultrapassa os limites estreitos em direção a uma conexão (próxima) maior, a partir da qual este sentido possa ser entendido. Para a compreensão do sentido é importante somente a compreensão de nós mesmos. (Quem sou eu?).

O sentido para todos os tempos — este é impossível de aprendermos. O sentido para a nossa vida — este nós não possuímos. O que se entende por sentido é sempre uma possibilidade a ser apreendida e realizada de modo concreto que possui o sentido concreto. Ele sempre vai ao nosso encontro sob a forma de situações de vida concretas.

A chave para o sentido é a abertura do homem, consiste em voltar-se para a vida. A primeira coisa a ser abordada é a visão ontológica do homem. (O QUE É O HOMEM?): Pessoal, Filho(a) de Deus, Esposo(a), Paternidade / Maternidade, Profissional. Esta escala de valores muitas vezes está desestruturada ou desregulada.

Para que eu me encontre com Deus é preciso me encontrar no meu pessoal. Encontre a maneira que eu me coloco como colaborador de Deus na missão de diretamente cuidar de alguém no amor. Este amor gera em cada pessoa, um terceiro. Para que e possa construir uma saciedade melhor eu busco ter uma missão-profissão.

Esta é a minha escala como pessoa? Qual o sentido que eu estou dando para cada área da minha vida? O que pesa mais hoje? E como posso colocar cada coisa no seu devido lugar? Quero ajuda? Tenho coragem de pedir?

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