Espírito natalino ou consumismo no natal
Estamos acostumados a ver o Natal apenas como um encantavel menino que sorri (ou chora). E então a unica motivação que se pode vir é o retorno à inocencia verdadeira da infancia. Mas esta infancia muitas vezes é confundida com uma transferencia de sentimentos ou situações confundidas e marcadas ao longo da nossa historia. Ou seja, no Natal, queremos nós muitas vezes voltar a ser crianças, no atraente mundo das compras e gastos, onde a desculpa, ou o culpado é sempre o famoso “espírito natalino”.
Eu sempre me perguntei, quem é este famoso espirito natalino que sempre enche as lojas, os shopings, os magazines? Como pode alguem se aventurar em mergulhar num mar de gente, por exemplo, os grande centros de uma cidade como São Paulo, na rua 25 de março, nas ultimas horas antes da ceia natalina? Realmente ele é muito bondoso, pois sempre dá presente para todos e principalmente para nós mesmos. É ou não é verdade que motivado pelo espírito natalino queremos ficar mais bonitos, mais bem vestidos, mais chierosos, mais fofinhos, pois queremos comer bem e melhor….e tantas outras coisas, que fazem parte do mundo encontado das crianças.
Voltemos ao presepio de Belem. Ali, muito mais que falta das coisas
materiais, o verdadeiro espírito natalino se fez pobre, para que os pobres pudessem ser ricos. Não neste mundo, mas herdeiros do verdadeiro tesouro que não passa: o Reino dos ceus. Com isto eu não estou dizendo que não podemos nos presentear com um natal cheio de coisas belas, mas convidando a conhecer mais profundamente quem é este espírito natalino
A primeira coisa que posso dizer, que este espírito natalino não está nas lojas, não está festas, não está na ceia, não esta na roupa nova, ou no sapato novo. Então onde está este espírito natalino, para que o possamos conhecer?
Com certeza ele está no coração de cada um que reconhece que o natal só terá sentido se for cheio de, primeiramente gratidão por um Deus que, amando tanto a pessoa humana, se fez pessoa. A gratidão nos leva à um segundo sentimento, a partilha. A partilha não é apenas uma troca de presentes feita no popular “amigo secreto”. Mas é um saber presentar. Não com aquilo que o outro quer, mas com aquilo que o outro precisa. Por exemplo, tem tantas pessoas ao nosso lado, as vezes na nossa propria casa, que muito mais que um par de sapatos novos, precisaria de um abraço de reconciliação. Do sentimento que nos leva à partilha, nasce uma postura, aquela da comunhão. Muitas vezes, no natal temos mais comunhão com as pessoas que estão conosco nas filas gigantescas das grande lojas, do que com Aquele que realmente nos chama à verdadeira comunhão, que nada mais é que um pertencer a um Outro, e isto experiemtamos maravilhosamente na missa de natal. Esta comunhão com Deus, nos convida à uma comunhão com os irmãos. Que sentido tem dar um monte de presente frios para todos, se não sou capaz de dar o calor do meu coração aos irmãos?
Com algumas destas pistas podemos buscar conhecer o verdadeiro espirito do natal, que vai muito além do chamado consumismo natalino. O cristão é chamado a ser luz para os povos, mostrando em tudo que faz, sua verdadeira alegria: Jesus Verbo encarnado de Deus.
Cultive boas amizades
Não preciso falar aqui da importânica de se cultivar as boas amizades para ser feliz. Milan Kundera diz que “toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. Os amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contraído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão.”
A verdadeira amizade nos socorre quando menos esperamos! Podemos esquecer aquele com quem rimos muito, mas nunca nos esquecemos daqueles com quem choramos. Os corações que as tristezas unem permanecem unidos para sempre.
Na prosperidade os verdadeiros amigos esperam ser chamados; na adversidade, apresentam-se espontaneamente. A fortuna faz amigos. A desgraça prova se eles existem de fato. É preciso saber fazer e cultivar amizades. Isso depende de cada um de nós; antes de tudo, do nosso desprendimento e fidelidade ao outro.
Para conquistar um amigo é preciso criar um “deserto” dentro de si, aceitando que o outro venha ocupá-lo.
Acolher o amigo é, em primeiro lugar, ouvir. Alguns morrem sem nunca ter encontrado alguém que lhes tenha prestado a homenagem de calar-se totalmente para ouvi-los. São poucos os que sabem ouvir, porque poucos estão vazios de si mesmos, e o seu ”eu” faz muito barulho. Se você souber ouvir, muitos virão lhe fazer confidências.
Muitos se queixam da falta de amigos, mas poucos se preocupam em realizar em si as qualidades próprias para conquistar amigos e conservá-los.
Se você quiser ser agradável às pessoas, fale a elas daquilo que lhes interessa e não daquilo que interessa a você. A amizade é alimentada pelo diálogo; que é uma troca de ideias em busca da verdade. Muito diferente da discussão, que é uma luta entre dois, na qual cada um defende a sua opinião.
A verdadeira amizade não pode ser alimentada pela discussão, somente pelo diálogo.
Em vez de demonstrar exaustivamente que o amigo está errado, ajude-o a descobrir a verdade por si mesmo; isso é muito mais nobre e pedagógico.
Se você quiser agir sobre seu amigo, de verdade, para que ele mude, comece por amá-lo sincera e desinteressadamente.
A amizade também exige que se corrija o amigo que erra; mas devemos censurar os amigos na intimidade; e elogiá-los em público. Nada é tão nocivo a uma amizade como a crítica ao amigo na frente de outras pessoas; isso humilha e destrói a confiança. Nunca desista de ajudar o amigo a vencer uma batalha; não há nem haverá alguém que tenha caído tão baixo que esteja fora do alcance do amor infinito de Deus e do nosso socorro.
Uma amizade só é verdadeira e duradoura se é baseada na fidelidade. Cuidado, pois, para magoar alguém são necessários um inimigo e um amigo: o inimigo para caluniar e um “amigo” para transmitir a calúnia.
(Trecho extraído do livro “Para ser feliz”)

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias”. Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br
Carta Circular – abuso sexual contra menores por parte de clérigos
CARTA CIRCULAR
para ajudar as Conferências Episcopais na preparação de linhas diretrizes
no tratamento dos casos de abuso sexual contra menores por parte de clérigos
Dentre as importantes responsabilidades do Bispo diocesano para assegurar o bem comum dos fiéis e, especialmente das crianças e dos jovens, existe o dever de dar uma resposta adequada aos eventuais casos de abuso sexual contra menores, cometidos por clérigos na própria diocese. Tal resposta implica a instituição de procedimentos capazes de dar assistência às vítimas de tais abusos, bem como a formação da comunidade eclesial com vistas à proteção dos menores. Tal resposta deverá prover à aplicação do direito canônico neste campo, e, ao mesmo tempo, levar em consideração as disposições das leis civis.
I. Apectos gerais:
a) As vítimas do abuso sexual:
A Igreja, na pessoa do Bispo ou de um seu delegado, deve se mostrar pronta para ouvir as vítimas e os seus familiares e para se empenhar na sua assistência espiritual e psicológica. No decorrer das suas viagens apostólicas, o Santo Padre Bento XVI deu um exemplo particularmente importante com a sua disposição para encontrar e ouvir as vítimas de abuso sexual. Por ocasião destes encontros, o Santo Padre quis se dirigir às vítimas com palavras de compaixão e de apoio, como aquelas que se encontram na sua Carta Pastoral aos Católicos da Irlanda (n. 6): “Sofrestes tremendamente e por isto sinto profundo desgosto. Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes. Foi traída a vossa confiança e violada a vossa dignidade.”
b) A proteção dos menores:
Em algumas nações foram lançados, em âmbito eclesiástico, programas educativos de prevenção, a fim de assegurar “ambientes seguros” para os menores. Tais programas tentam ajudar os pais, e também os operadores pastorais ou escolásticos, a reconhecer os sinais do abuso sexual e a adotar as medidas adequadas. Os supracitados programas mereceram amiúde um reconhecimento como modelos na luta para eliminar os casos de abuso sexual contra menores nas sociedades hodiernas.
c) A formação dos futuros sacerdotes e religiosos
O Papa João Paulo II dizia no ano de 2002: “No sacerdócio e na vida religiosa não existe lugar para quem poderia fazer mal aos jovens” (n. 3, Discurso aos Cardeais americanos, 23 de abril de 2002). Estas palavras chamam à atenção para a responsabilidade específica dos Bispos, dos Superiores Maiores e daqueles que são responsáveis pelos futuros sacerdotes e religiosos. As indicações dadas na Exortação Apostólica Pastores Dabo Vobis, bem como as instruções dos Dicastérios competentes da Santa Sé, possuem uma importância sempre crescente com vistas a um correto discernimento vocacional e a uma formação humana e espiritual sadia dos candidatos. Em particular façam-se esforços de sorte que os candidatos apreciem a castidade, o celibato e a paternidade espiritual do clérigo e que possam aprofundar o conhecimento da disciplina da Igreja sobre o assunto. Indicações mais específicas podem ser integradas nos programas formativos dos seminários e das casas de formação previstas na respectiva Ratio Institutionis Sacerdotalis de cada nação e Instituto de Vida Consagrada e Sociedade de Vida Apostólica.
Uma diligência especial deve ser ademais reservada à indispensável troca de informações acerca daqueles candidatos ao sacerdócio ou à vida religiosa que são transferidos de um seminário a outro, de uma a outra Diocese ou de Institutos religosos a Dioceses.
d) O acompanhamento dos sacerdotes
1. O Bispo tem o dever de tratar a todos os seus sacerdotes como pai e irmão. Além disso, o Bispo deve providenciar com atenção especial à formação permanente do clero, sobretudo nos primeiros anos seguintes à sagrada Ordenação, valorizando a importância da oração e do mútuo apoio na fraternidade sacerdotal. Os sacerdotes devem ser infomados sobre o dano provocado por um clérigo à vítima de abuso sexual e sobre a própria responsabilidade diante da legislação canônica e civil, como também a reconhecer os sinais de eventuais abusos perpetrados contra menores;
2. Os Bispos devem assegurar todo esforço no tratamento dos casos de eventuais abusos que porventura lhes sejam denunciados de acordo com a disciplina canônica e civil, no respeito dos direitos de todas as partes;
3. O clérigo acusado goza da presunção de inocência até prova contrária, mesmo se o Bispo, com cautela, pode limitar o exercício do ministério, enquanto espera que se esclareçam as acusações. Em caso de inocência, não se poupem esforços para reabilitar a boa fama do clérigo acusado injustamente.
e) A cooperação com as autoridades civis
O abuso sexual de menores não é só um delito canônico, mas também um crime perseguido pela autoridade civil. Se bem que as relações com as autoridades civis sejam diferentes nos diversos países, é contudo importante cooperar com elas no âmbito das respectivas competências. Em particular se seguirão sempre as prescrições das leis civis no que toca o remeter os crimes às autoridades competentes, sem prejudicar o foro interno sacramental. É evidente que esta colaboração não se refere só aos casos de abuso cometidos por clérigos, mas diz respeito também aos casos de abuso que implicam o pessoal religioso ou leigo que trabalha nas estruturas eclesiásticas.
II. Breve relatório da legislação canônica em vigor relativa ao delito de abuso sexual de menores perpretado por um clérigo
No dia 30 de abril de 2001, o Papa João Paulo II promulgou o Motu Própio Sacramentorum Sanctitatis Tutela (SST), com o qual se inseriu o abuso sexual de um menor perpetrado por um clérigo no elenco de delicta graviora, reservado à Congregação para a Doutrina da Fé (CDF). A prescrição de um tal delito foi fixada em 10 anos a partir do 18º aniversário da vítima. A legislação do Motu Próprio vale tanto para os clérigos latinos quanto para os clérigos orientais, igualmente para o clero diocesano como para o religioso.
Em 2003, o então Prefeito da CDF, o Cardeal Ratzinger, obteve de João Paulo II a concessão de algumas faculdades especiais para oferecer maior flexibilidade nos processos penais para os casos de delicta graviora, dentre os quais o uso do processo penal administrativo e o pedido da demissão ex officio nos casos mais graves. Estas faculdades foram integradas na revisão do Motu Próprio aprovada pelo Santo Padre Bento XVI aos 21 de maio de 2010. Segundo as novas normas a prescrição é de 20 anos, os quais nos casos de abuso de menores se calculam a partir do 18º aniversário da vítima. A CDF pode eventualmente derrogar às prescrições em casos particulares. Especificou-se também o delito canônico da aquisição, detenção ou divulgação de material pedopornográfico.
A responsabilidade de tratar os casos de abuso sexual contra menores é, num primeiro momento, dos Bispos ou dos Superiores Maiores. Se a acusação parecer verossímil, o Bispo, o Superior Maior ou o seu delegado devem proceder a uma inquisição preliminar de acordo com os cân. 1717 do CIC, 1468 CCEO e o art. 16 SST.
Se a acusação for considerada crível – digna de crédito, pede-se que o caso seja remetido à CDF. Uma vez estudado o caso, a CDF indicará ao Bispo ou al Superior Maior os ulteriores passos a serem dados. Ao mesmo tempo, a CDF oferecerá uma diretriz para assegurar as medidas apropriadas, seja grantindo um procedimento justo aos clérigos acusados, no respeito do seu direito fundamental à defesa, seja tutelando o bem da Igreja, inclusive o bem das vítimas. É útil recordar que normalmente a imposição de uma pena perpétua, como a dimissio do estado clerical requer um processo penal judicial. De acordo com o Direito Canônico (cf. can. 1342 CIC) os Ordinários não podem decretar penas perpétuas por decretos extra-judiciários; para tanto devem se dirigir à CDF, à qual compete o juízo definitivo a respeito da culpabilidade e da eventual inidoneidade do clérigo para o ministério, bem como a consequente imposição da pena perpétua (SST Art. 21, § 2).
As medidas canônicas aplicadas contra um clérigo reconhecido culpado de abuso sexual de um menor são geralmente de dois tipos: 1) medidas que restringem o ministério público de modo completo ou pelo menos excluindo os contatos com menores. Tais medidas podem ser acompanhadas por um preceito penal; 2) penas eclesiásticas, dentre as quais a mais grave é a dimissio do estado clerical.
Em alguns casos, prévio pedido do próprio clérigo, pode-se conceder a dispensa, pro bono Ecclesiae das obrigações inerentes ao estado clerical, inclusive do celibato.
A inquisição preliminar e todo o processo devem se desenvolver com o devido respeito a fim de proteger a discreção em torno às pessoas envolvidas, e com a devida atenção à sua reputação.
Ao menos que existam razões graves em contrário, o clérigo acusado dever ser informado da acusação apresentada, a fim de que lhe seja dada a possibilidade de responder à mesma, antes de se transmitir um caso à CDF. A prudência do Bispo ou do Superior Maior decidirá qual informação deva ser comunicada al acusado durante a inquisição preliminar.
Compete ao Bispo ou ao Superior Maior prover ao bem comum determinando quais medidas de precaução previstas pelo cân. 1722 CIC e pelo cân. 1473 CCEO devam ser impostas. De acordo com o art. 19 SST, isto se faz depois de começada a inquisição preliminar.
Recorda-se finalmente que se alguma Conferência Episcopal, excetuado o caso de uma aprovação da Santa Sé, julgue por bem dar normas específicas, tal legislação particular dever ser considerada como um complemento à legislação universal e não como substituição desta. A legislação particular dever portanto harmonizar-se com o CIC/CCEO, bem como com o Motu Próprio Sacramentorum Sanctitatis Tutela (30 de abril de 2001) como foi atualizado aos 21 de maio de 2010. Se a Conferência Episcopal decidir estabelecer normas vinculantes, será necessário requerer a recognitio aos Dicastérios competentes da Cúria Romana.
III. Indicações aos Ordinários sobre o modo de proceder
As linhas diretrizes preparadas pela Conferência Episcopal deveriam fornecer orientações aos Bispos diocesanos e aos Superiores Maiores no caso em que fossem informados de possíveis (presunti) abusos sexuais contra menores perpetrados por clérigos presentes no território da sua jurisdição. Tais linhas diretrizes devem levar em conta as seguintes considerações:
a.) o conceito de “abuso sexual contra menores” deve coincidir com a definição do Motu Próprio SST art. 6 (“o delito contra o sexto mandamento do Decálogo cometido por um clérigo com um menor de dezoito anos”), bem como com a praxe interpretativa e a jurisprudência da Congregação para a Doutrina da Fé, levando em consideração as leis civis do País;
b.) a pessoa que denuncia o delito dever ser tratada com respeito. Nos casos em que o abuso sexual esteja ligado com um outro delito contra a dignidade do sacramento da Penitência (SST, art. 4), o denunciante tem direito de exigir que o seu nome não seja comunicado ao sacerdote denunciado (SST, art. 24);
c.) as autoridades eclesiásticas devem se empenhar para oferecer assitência espiritual e psicológica às vítimas;
d.) o exame das acusações seja feito com o devido respeito do princípio de privacy e da boa fama das pessoas;
e.) ao menos que haja graves razões em contrário, já durante o exame prévio, o clérigo acusado seja informado das acusações para ter a possibilidade de responder às mesmas;
f.) os órgãos consultivos de vigilância e de discernimento dos casos particulares, previstos em alguns lugares, não devem substituir o discernimento e a potestas regiminis dos Bispos em particular;
g.) as linhas diretrizes devem levar em consideração a legislação do País da Conferência, especialmente no tocante à eventual obrigação de avisar as autoridades civis;
h.) seja assegurado em todos os momentos dos processos disciplinares ou penais um sustento justo e digno ao clérigo acusado;
i.) exclua-se o retorno o clérigo ao ministério público se o mesmo for perigoso para os menores ou escandaloso para a comunidade.
Conclusão:
As linhas diretrizes preparadas pelas Conferências Episcopais intendem proteger os menores e ajudar as vítimas para encontrar assitência e reconciliação. As mesmas deverão indicar que a responsabilidade no tratamento dos delitos de abuso sexual de menores pro parte dos clérigos compete em primeiro lugar ao Bispo diocesano. Por fim, as linhas diretrizes deverão levar a uma orientação comum no seio de uma Conferência Episcopal, ajudando a harmonizar do melhor modo os esforços dos Bispos em particular a fim de salvaguardar os menores.
Roma, da sede da Congregação para a Doutrina da Fé, 3 de Maio de 2011
William Cardinale Levada
Prefeito
+ Luis F. Ladaria, S.I.
Arcebispo Tit. de Thibica
Secretário
Papa tem razão sobre prevenção à Aids, comprova estudo
Um comportamento sexual responsável e a fidelidade ao próprio parceiro foram os principais fatores que determinaram a fortíssima queda da incidência de Aids na nação africana do Zimbábue. E esses dados não provêm de nenhuma diocese católica ou instituição religiosa: a informação é defendida pela prestigiada Universidade de Harvard, a mais antiga instituição de estudos superiores dos Estados Unidos, com 375 anos de história.
O pesquisador do Departamento para a Saúde global e População de Harvard, Daniel Halperin, está empenhado desde 1998 em estudar as dinâmicas sociais que estão na base da difusão das doenças sexualmente transmissíveis nos países em via de desenvolvimento, que são os maiores afetados pelo flagelo da Aids.
Através de dados estatísticos e análises de campo, como entrevistas e grupos focais, Halperin conseguiu recolher testemunhos até mesmo dos bolsões mais pobres do país africano. A curva em queda em 10 anos é evidente: entre 1997 e 2007, a taxa de infecção entre a população adulta caiu de 29 para 16%. “A repentina e nítida diminuição anda de mãos dadas com a redução de comportamentos de risco, como relações extraconjugais, com prostitutas ou ocasionais”, diz, sem hesitar, o pesquisador.
O estudo foi publicado em PLoSMedicine.org e é financiado pela agência estadounidense para o Desenvolvimento internacional, da qual Halperin já foi conselheiro, e pelo Fundo das Nações Unidas para a População e o Desenvolvimento. Com isso, o pesquisador alimenta uma séria e honesta reflexão sobre as políticas até agora adotadas pelas principais agência de luta contra a Aids nos países em vias de desenvolvimento.
Segundo Halperin, é evidente que a drástica inversão dos comportamentos sexuais da população do Zimbábue “foi auxiliada por programas de prevenção nos mass media e por projetos formativos promovidos pelas igrejas e confissões religiosas”, relata. Essas intervenções são propriamente culturais, com resultados mais distantes no tempo. No entanto, são mais incisivas e duradouras que a prática da distribuição de profiláticos, como a camisinha, que se apresenta como ineficaz.
Bento XVI
Na viagem apostólica que realizou à África, em 2009, o Papa Bento XVI comentou que o preservativo não era a solução para a luta contra a Aids. As palavras do Papa foram alvo de ásperas críticas e polêmicas, preconceituosas e não científicas, como se pode compreender também com o auxílio desse estudo ora divulgado. Também no livro-entrevista Luz do Mundo, o Pontífice recorda que “os profiláticos estão à disposição em todos os lugares, mas somente isso não resolve a questão”.
Desse modo, cada vez mais a pesquisa científica – quando honesta e não baseada na busca de vantagens econômicas – reconhece que as ações mais eficazes contra a Aids são aquelas similares ao método ABC (abstinência, fidelidade e, somente em última análise, utilização dos profiláticos), adotada com sucesso na Uganda, por exemplo.
A própria revista Science lançou luzes sobre o fato de que “a parte de maior sucesso do programa foi a mudança do comportamento sexual, com uma redução de 60% das pessoas que declaravam ter tido mais relacionamentos sexuais e o aumento do percentual dos jovens entre 15 e 19 anos que se abstiveram de sexo”. A adoção do programa colocou Uganda em uma posição exemplar na luta contra a Aids no continente africano.
Definitivamente, segundo o estudo de Halperin, é preciso “ensinar a evitar a promiscuidade e promover a fidelidade”, apoiando aquelas iniciativas que buscam verdadeiramente construir na sociedade afetada pela Aids uma nova cultura.
Enfim, como afirma Bento XVI, trabalhar para uma “humanização da sexualidade”.
Outros atentados à vida nascente
Muitos casais estéreis, ou que se submeteram a esterilização (vasectomia ou ligação de trompas) vêm recorrendo à fecundação artificial para ter filhos.
Nem sempre esses casais sabem das implicações desse procedimento. Há várias modalidades de fecundação artificial:
a) fecundação homóloga – quando as células germinativas (óvulo e espermatozóide) são do próprio casal;
b) fecundação heteróloga – quando um dos gametas (óvulo ou espermatozóide) é de uma outra pessoa que não do esposos. Isso caracteriza o adultério.
c) fecundação extra corpórea – quando a fecundação do óvulo se dá fora do corpo feminino. Também conhecida como fecundação “in vitro” (bebê de proveta)
d) fecundação intracorpórea – quando a união do espermatozóide com o óvulo se dá no corpo da mulher com auxílio técnico (Método conhecido como “Gift”)
A fecundação artificial, considerada um grande avanço científico, tem trazido grandes problemas éticos e morais, além de separar os esposos da relação sexual, da unicidade do ato sexual próprio dos casais e defendido pela Igreja.
Para a fecundação artificial o ovário é estimulado, com hormônio, para produzir muitos óvulos em um ciclo. No caso da fecundação “in vitro” os óvulos são fecundados pelos espermatozóides e, depois, os embriões são colocados no útero da mulher. Acontece que são vários óvulos fecundados (6, 8,10) de uma só vez, isto é, há vários embriões, seres humanos em desenvolvimento. Com fazer então? Duas alternativas se apresentam:
a) considera-se “excedentes” os embriões que não são implantados. Nesse caso ou são simplesmente destruídos (aborto na fase inicial de vida), são congelados (para futura implantação) ou ficam para experiências em laboratórios;
b) são implantados (4, 5 ou 6) e depois de algum tempo pode-se dar um aborto natural, ou quando os embriões já estão crescidos (2 ou 3 meses) se faz a “redução embrionária” ou o chamado “aborto seletivo” ou, ainda, a “seleção embrionária” uma vez que, com tantas crianças em seu útero, a mulher corre risco de vida. O médico, com a ajuda do ultra-som, injeta uma solução salina no corpo (no coração) dos bebês “excedentes” provocando a morte desses bebês. Aqui se apresenta um problema ético e moral: “Quem deve ser morto e quem deve sobreviver?” Bem, isso poderá ficar a critério do médico. Com a mulher ficará apenas o remorso de ter permitido o médico escolher o filho que vai viver. E como ficará o sentimento do irmão sobrevivente, sabendo, mais tarde, que para viver, seu irmão teve de ser sacrificado?
c) um outro aspecto do problema moral e ético diz respeito à possibilidade de manipulações diversas por parte de inescrupulosos especialistas em reprodução humana. Escolha do tipo de olhos, de cor da pele, de tamanho e estrutura física, escolha do sexo etc. E quem pode assegurar que com tanta manipulação o bebê nasça sadio e fisicamente normal? Pesquisas recentes levadas a efeito nos EE. UU. mostraram a decepção e até mesmo a irritação de casais que recorreram a fecundação artificial porque seus filhos morreram pouco tempo depois de nascidos, ou porque apresentaram defeitos físicos e mentais. Alguns estão recorrendo à Justiça contra os médicos que praticaram a fecundação artificial, considerada um insucesso.
A maior parte dos clientes de fecundação artificial é de homens que se submeteram a vasectomia e de mulheres que fizeram a ligação de trompas e se arrependeram. Várias são as causas de arrependimento:
a) ficaram viúvos (as) e tiveram um novo casamento e o cônjuge deseja filhos;
b) porque tiveram um único filho (ou mais ) que morreram e desejam filhos
c) porque mudaram seus planos e agora desejam mais filhos;
d) se submeteram a esterilização, contraíram um novo casamento e cônjuge deseja filhos, etc.
Por desinformação e levados pela propaganda muitos se esterilizaram, inutilizando um órgão sadio que Deus lhe deu. Se lhes propusessem para arrancar um olho são ou uma perna sadia, evidentemente que não aceitariam. A mutilação de um órgão reprodutivo é bem mais grave que inutilizar outra parte do corpo, porque os órgãos reprodutivos são a “fonte da vida”, da preservação da espécie (crescei e multiplicai!). As pessoas que por desinformação foram esterilizadas, desconhecendo as conseqüências de seus atos e não sabendo da proibição da Igreja, não devem ser condenadas. Nesse caso se esterilizaram porque não tiveram consciência da gravidade do que estavam fazendo. Que agora não venham a se submeter À fecundação artificial. Um erro pode levar a outro.
A esterilização tem suas conseqüências: problemas circulatórios, câncer, etc. tem sido associados à esterilização. Toda a fecundação artificial, sem exceções, é condenada pela Igreja, não somente porque resulta da morte de vários embriões, mas porque rompe a unicidade do ato conjugal e tem sérias implicações éticas e morais.
Sobre o “Exame pré-natal”. Esse exame, na maioria das vezes é feito para acompanhar o desenvolvimento fetal, detectar doenças ou anomalias no nascituro. Só é licito esse exame se vier a se tornar um benefício para o bebê.
Muitos dos exames pré-natal, quando se detecta uma anomalia qualquer no bebê, podem corresponder a uma sentença de morte. A criança é abortada alegando-se que é para ela não sofrer. Na realidade, essa é uma atitude egoísta dos pais que não querem ter trabalho ou pretende se desvencilhar de uma criança indesejada.
Há que considerar ainda um problema ético do médico que denuncia aos pais a possível anomalia do filho. Hoje sabemos que a criança não nascida pode ser tratada e até se submeter a cirurgia ainda no útero materno, tornando-se assim um outro cliente do médico. É licito ao médico denunciar a outros (as) um problema de seu cliente? Ainda mais sabendo que pode estar motivando uma sentença de morte? A criança não nascida é um outro cliente do profissional médico e por conseguinte merece a mesma atenção e respeito de um adulto. O problema se torna mais sério quando se sabe que esse diagnóstico pré-natal nem sempre é seguro e pode constituir uma ameaça à vida da criança por nascer. Uma criança normal pode ser condenada à morte por um diagnóstico errado ou falho.
Não devemos ir de encontro à lei natural. Há um adágio que diz: “Deus perdoa sempre, o homem às vezes, mas a natureza nunca”. Toda vez que se contraria a ordem natural se tem a sanção.
A posição da Igreja frente aos métodos contraceptivos de planejamento familiar.
A discussão sobre planejamento familiar começa no namoro, segue-se com o noivado e se concretiza no casamento.
Hoje em dia com a grande propaganda dos métodos contraceptivos, da fecundação artificial e o fantasma da explosão demográfica, muitos jovens casais são induzidos a usar esses métodos em detrimento dos métodos naturais que são mais seguros e mais eficazes. Estes, os métodos naturais, são pouco conhecidos da grande maioria da população e até dos médicos. Por falta de informação e de orientação, casais cristãos e católicos deixam de seguir a orientação da Igreja e até mesmo desconhecem os documentos que tratam do assunto.
A vida humana tem início na fecundação, isto é, no momento em que o espermatozóide penetra no óvulo. No corpo da mulher isso se dá nas trompas e depois de 7 a 10 dias o embrião se fixa na parede interna do útero (endométrio). A fixação do embrião no endométrio se dá o nome de “nidação”. A partir daí, dando continuidade a seu programa de vida, o embrião se desenvolve, nasce a criança que se tornará um adolescente, um adulto e um idoso.
Cada ser humano é único dado ao número das combinações de informações genéticas contidas nas células espermatozóide e óvulo. Assim, no plano de Deus um ser humano não substitui outro, como para os pais um filho não substitui um outro que venha a nascer.
A posição da Igreja frente aos métodos naturais de planejamento familiar.
Enquanto os métodos artificiais causam efeitos colaterais provocando, muitos deles, o aborto na fase inicial da vida humana, além de sérias implicações éticas e morais, os métodos naturais não têm inconvenientes e são mais eficazes que aqueles. Estimulam o conhecimento mútuo do casal, incentivam o respeito dos cônjuges e unem os esposos.
No caso dos usuários dos métodos artificiais a maior responsabilidade pelo controle de nascimentos recai sobre a mulher, enquanto os métodos naturais permitem que o casal compartilhe a responsabilidade pelo espaçamento dos filhos.
O homem é fértil durante todo o tempo, desde a puberdade até a morte. Já a mulher só é fértil 24 horas durante seu ciclo menstrual. Teoricamente só um dia, durante um mês, a mulher pode engravidar. Como o espermatozóide pode ficar no corpo da mulher (na vagina ou no colo do útero) por 3 ou 4 dias aguardando o momento de fertilizar o óvulo, por segurança, o período fértil se estende por 5 a 7 dias.
A Igreja defende o planejamento familiar com os métodos naturais que respeitam a integridade física do ser humano e a cumplicidade do casal na preservação da espécie humana. Esses métodos são científicos e de comprovada eficácia: método da ovulação (Billings), método da temperatura basal e o método da tabelinha (Knaus-Ogino).
A “tabelinha” muitas vezes é tomada como único método natural, pelos defensores dos métodos artificiais. Isso porque esse método é baseado no período menstrual e apenas 20% das mulheres têm o ciclo menstrual regular. Pelo fato de ser um método falho para a maioria das mulheres, os defensores dos métodos artificiais citam apenas esse método, com sendo o único método natural, dizendo que o método natural não funciona e que falha. Raramente citam os demais métodos, (da ovulação e da temperatura basal), fazendo crer aos menos avisados que os métodos naturais não são aplicáveis às mulheres que não têm ciclo menstrual regular. Outros denominam a “Tabelinha” de “Método do Colar” por usar um colar de contas para orientar os dias férteis da mulher. Esse método é válido apenas para as mulheres que têm um ciclo menstrual regular.
Já o método da ovulação, também conhecido pelo nome de seus descobridores, o casal de médicos australianos, John e Evelyn Billings tem uma eficácia comprovada, pela Organização Mundial de Saúde, de 98%, superior à pílula anticoncepcional cuja eficácia se situa entre 96% e 97%.
A natureza é sábia. Assim como um grão de milho ou de feijão, só dá origem a uma nova planta quando a terra está molhada, também a mulher só dá uma nova vida quando está presente o muco cervical (está molhada).
O método da ovulação se baseia nas transformações naturais do corpo da mulher. Consiste, basicamente, na observação, pela mulher, do muco cervical. O muco é produzido no colo uterino e constitui uma espécie de barreira natural. Quando ele se torna líquido e flexível desce pela vagina e é sentido pela mulher. Inicialmente é úmido e pegajoso depois se torna elástico (3-5cm), muito elástico (5-10cm), regride e some. O muco é semelhante a clara de ovo. O espermatozóide é então alimentado e se movimenta, graças ao muco. Quando a mulher está com sensação de secura no decorrer do ciclo, antes e depois do muco, não é fértil.
Uma outra maneira de detectar os dias férteis encontra-se em fase de pesquisa: é o “Método do Cristal”, também baseado no muco cervical. Por esse método a mulher colhe o muco cervical e coloca numa lâmina. Se o muco ao secar se cristaliza a mulher se encontra no dia fértil. Ainda não é muito segura a aplicação desse método pela possível interferência de infecções, corrimentos etc. Espera-se, no futuro, que as pesquisas e experimentos venham a consagrar esse método com o um dos mais eficazes. Alguns aparelhos que usam essa metodologia encontram-se no mercado com nomes diversos: PG-53, Donna, Baton da Fertilidade, etc.
Há um outro método natural que é baseado na observação da temperatura corporal da mulher. É o chamado “método da temperatura basal”. O método da temperatura basal indica o período fértil quando a temperatura da mulher é alterada para maior. A temperatura basal é a temperatura mais baixa e estável do corpo, obtida após um período de total repouso. Geralmente pela manhã, antes de se levantar, o corpo humano tem a temperatura mais baixa durante o dia.
Diferentemente do homem, a mulher tem uma temperatura bifásica (uma fase alta e uma fase baixa). A ovulação (período fértil) se dá quando a temperatura se eleva.
Observando os diversos métodos de planejamento familiar natural os cientistas japoneses, após 6 anos de pesquisa, desenvolveram o termômetro eletrônico L – Sophia para o planejamento familiar. É capaz de detectar com muita precisão os dias férteis a mulher. Consta de um despertador, de um termômetro acoplado a um processador e de teclas para introduzir algumas informações como: dia da menstruação, chegada do muco cervical, febre etc. Esse aparelho utiliza os dados dos 3 métodos naturais e tem uma eficácia de 99,2%. Tanto serve para espacejar os nascimentos como para obter uma gravidez.
A medida da temperatura é sub-lingual e os demais dados (muco cervical, menstruação etc.) são introduzidos no aparelho com o toque em uma tecla. O L – Sophia indica outras situações do estado de saúde da mulher. Atualmente é a melhor tecnologia existente no mundo para o planejamento familiar natural.
Os métodos naturais de planejamento familiar, admitidos pela Igreja, têm sua eficácia cientificamente comprovada. Apenas informações sobre os métodos não habilita o casal a praticá-los. É necessário um acompanhamento por algum tempo (3 a 6 meses) para que o usuário aprenda bem a usar o método. O uso do método natural de planejamento familiar une o casal uma vez que exige o diálogo e o entendimento entre os esposos.
Falhas da Camisinha
Descoberto método infalível para se proteger contra a AIDS.
Infelizmente muitos estão sendo enganados, especialmente os nossos jovens, quando pensam que a “camisinha” previne seguramente contra a contaminação do vírus HIV da AIDS; e cria-se assim a ilusão do “sexo seguro”.
O Papa João Paulo II assim se expressou sobre a camisinha:
“Além de que o uso de preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana… O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo… O preservativo oferece uma falsa idéia de segurança e não preserva o fundamental” (PR, nº 429/1998, pag.80).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já avisou que os preservativos não impedem totalmente a contaminação do vírus, uma vez que esses são muitíssimos menores que os poros do látex de que são feitas as camisinhas.
A revista Seleções (dezembro de 1991, pp.31-33), trouxe um artigo do Dr. Robert C. Noble, condensado de Newsweek de Nova Iorque (1/4/91), que mostra como é ilusória a crença no tal “sexo seguro” com a camisinha.
A pesquisadora Dra. Susan C. Weller, no artigo A Meta-Analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted HIV, publicado na revista Social Science and Medicine, (1993, vol.36, issue 12, pp.1635-1644), afirma:
“Presta desserviço à população quem estimula a crença de que o condom (camisinha) evitará a transmissão sexual do HIV. O condom não elimina o risco da transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco”.
“As pesquisas indicam que o condom é 87% eficiente na prevenção da gravidez. Quanto aos estudos da transmissão do HIV, indicam que o condom diminui o risco de infecção pelo HIV aproximadamente em 69%, o que é bem menos do que o que normalmente se supõe” (PR, n° 409/1996, pp. 267-274).
Isto significa que, em média, três relações sexuais com camisinha têm o risco equivalente a uma relação sem camisinha. Convenhamos que é um alto risco, já que a AIDS não tem cura ainda. É uma “roleta russa”.
O Dr. Leopoldo Salmaso, médico epidemiologista no Hospital de Pádua, na Itália, afirma que:
“O preservativo pode retardar o contágio, mas não acabar com ele”(idem) .
Pesquisas realizadas pelo Dr. Richard Smith, um especialista americano na transmissão da AIDS, apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e embalagem. Afirma o Dr. Richard que:
“O tamanho do vírus HIV da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. Estes pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso” (Richard Smith, The Condom: Is it really safe saxe?, Public Education Commitee, Seattle, EUA, junho de 1991, p.1-3)
A Rubber Chemistry & Technology, Washington, D.C., junho de 1992, afirma que: “Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o virus da AIDS”.
Vemos, portanto, que é irresponsável, cientificamente, dizer que a camisinha garante o “sexo seguro”. O pior, ainda, é que esta falsidade vem acompanhada de um estímulo ao sexo livre, sem responsabilidade e sem compromisso, o que o faz promíscuo e vulgar.
A Igreja não está impedindo o combate à AIDS, pelo fato de não concordar com o uso da camisinha. Como disse o padre Lino Ciccone, professor de Teologia Moral e Bioética na Faculdade Teológica de Lugano, na Itália:
“Não se faça caridade jamais às custas da verdade, nem se imponha a verdade voltando as costas à caridade”.
Autor: Prof. Felipe de Aquino
Bebês mortos pela contracepção
Muitos métodos anticoncepcionais são na verdade abortivos.
Inicialmente, afirmamos que muitos dos produtos do Planejamento Familiar, denominados de “contraceptivos”, realmente não são contraceptivos uma vez que interrompem a vida de um ser humano na sua primeira semana de existência. Esse é um fato não mencionado aos usuários do planejamento familiar. Se soubessem dessa verdade muitas mulheres abandonariam esses assassinos químicos.
Uma organização denominada Farmacêuticos Internacionais Pró-Vida” está procurando levar essa informação verídica aos médicos, farmacêuticos e ao público em geral. Uma de suas atividades é distribuir um panfleto intitulado “Homicídio Infantil através dos Contraceptivos.”. Este panfleto, com 31 páginas, é um excelente material educativo. Explica como esses produtos funcionam, lista-os pela especialidade farmacêutica e pelo nome comercial (nome fantasia). Dessa maneira pode-se saber, sem sombra de dúvida, como os bebês são mortos quimicamente.
Ninguém sabe, com certeza, quantas vidas são exterminadas, a cada ano, por esses produtos, mas pode-se fazer uma estimativa (máxima e mínima) a partir dos dados contidos nos folhetos. De acordo com informações contidas nesse panfleto (e apresentadas num quadro impresso na contra-capa) as melhores estimativas de como muitas vidas são extintas a cada ano, nos Estados Unidos, através desses produtos são:
NÚMERO DE MORTES
Produto Estimativa
mínima Estimativa
máxima
C.O. (Pílula) 834.000 4.170.000
DIU 3.823.000 3.825.000
Depo-provera 1.200.000 1.800.000
Norplant 2.250.000 2.925.000
Procedimento Cirúrgico 1.500.000 1.500.000
Prostagladina & Salina 50.000 100.000
Total 9.657.000 14.320.000
Tragicamente, muito poucas pessoas falam desses 10 a 14 milhões de vidas que são eliminadas a cada ano. Veja, nós não estamos falando de contracepção, mas de seres humanos que foram criados, que viveram por 5 ou sete dias e depois morreram. Todos esses seres humanos tiveram seus próprios DNA e suas aptidões e características exclusivas. Alguns seriam cientistas, médicos ou agentes sociais. Outros poderiam ser grandes inventores e, alguns, até poderiam ser ladrões ou assassinos. Mas nenhum deles teve chance. Todos tiveram o fim de suas vidas na primeira semana de existência. Muitos desses produtos foram fornecidos às mães com o dinheiro de seu imposto através do conhecido Programa de Planejamento Familiar.
Os pró-vidas citam 1,5 milhões de abortos cirúrgicos realizados, a cada ano, nos Estados Unidos. Muitos senadores e deputados americanos estão cientes do horror dessas mortes e tentarão fazer alguma coisa para evitar esse holocausto. Mas uma grande quantidade desses senadores e deputados votarão a favor do fornecimento, às mulheres, de produtos que promovem a morte, através dos programas do governo.
Devemos começar a falar desses 10 a 14 milhões de vidas que são eliminadas, a cada ano, pela pílula, pelo Norplant, pelo Depo-provera e pelo DIU. Devemos informar a nossos amigos, nossos pastores e nossas famílias sobre o invisível desastre, que está acontecendo entre nós. Devemos parar com a idéia de que justamente por causa das clínicas de planejamento familiar do governo (e outras clínicas de planejamento familiar) não se faz abortos cirúrgicos e que nenhuma vida é extinta com os produtos distribuídos por aquelas clínicas. Toda clínica de planejamento familiar distribui produtos que causam a morte de um específico ser humano durante suas primeiras semanas de existência.
Já é tempo de começarmos a luta em defesa da vida de cerca de 12 milhões de bebês mortos a cada ano pelo aborto cirúrgico e aborto químico que acontecem nos Estados Unidos. Não vamos abandonar um único bebê. Passe, ainda hoje, essas informações para sua comunidade.
Formando consciencia – Foto da semana
Menor abandonado ou adultos irresponsaveis
Cristãos chamados a ser sal da terra e luz do mundo. Como este, milhares de outros meninos e meninas estão nas ruas correndo a cada dia na corda bamba da irresponsabilidade de nós adultos. Qual será a proxima vítima? Você vai esperar para ver?
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Saneamento básico: direito de todos
Cristãos chamados a fazer a diferença no mundo. Enquanto milhares de pessoas gozam as ferias de fim de ano, outras milhares gozam da irresponsablidade de alguns. Que 2010 seja diferente no que se diz repeito à humanidade.
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Dia mundial pela Paz
A celebração de 1 de Janeiro do próximo ano procurará “favorecer uma consciência renovada da interdependência que une entre si todos os habitantes da Terra”.
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Natal: Qual o verdadeiro sentido?
Cristãos chamados a ser no mundo outros cristos. Enquanto milhares de pessoas se apertam para comprar os presentes de natal nos grande centros comercais outros milhares não sabem nem onde, nem como passarão o Natal. Lembremos que o aniversariante do dia se faz presente tambem nestes pequenos esquecidos da sociedade.
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Pena de morte: aqui se faz, aqui se paga?
Cristãos chamados à misericordia. Quem pode dizer que alguém é impossivel de ser melhor ou de recuperar a humanidade, no profundo que quer dizer humanidade? A nossa vida está nas mãos de Deus…e a dos outros?
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Eutanasia: quem sabe a hora?
Cristãos tem na terra a liberdade do dominar que Deus deu a cada um. Mas quem pode decidir a hora de morrer, a pessoa em coma a anos, ou a familia, para se livrar de um peso, alegando que é para aliviar os sofrimentos do paciente? A arvore da vida e do conhecimento foi a unica proibida por Deus, pois não saberiamos usa-la. Enquanto há vida, há esperança
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Aborto: Que culpa ele tinha pela irresponsabilidade dos pais?
Cristãos chamados a promover a vida desde a concepção, ou seja, desde a fecundação. Enquanto cada pessoa não se torna responsavel pelas consequencias das proprias escolhas, inocentes continuarão a morrer.
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Aquecimento global: onde vamos parar?
Cristãos chamados a se manifestarem como filhos de Deus, pois toda a criação geme como em dores de parto esperando esta hora.
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Vandalismo: grito de protesto ou carencia afetiva?
Cristãos chamados a promover os ceus novos e a terra nova já aqui, no agora. Mas como fazer isso quando 20% da renda publica é para consertar os estragos de vandalos?
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Violência domestica: o que será o amanhã?
Cristãos chamados a ser testemunhas do amor para os de longe, e principalmente para os que estão perto, pertinho. Como queremos a paz no mundo se não permito que ela entre na minha casa e no meu coração?
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Prostituição inantil: desvalorização do senso humano
Cristãos chamados a ser servos do amor e não escravos do prazer e do poder. Quem está errado: quem obriga e ganha em cima da mini prostituta; a mini prostituta; o que aceita o programa e paga por isso?
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Trabalho escravo: em pleno seculo XXI
Cristãos chamados para ser um unico povo com um unico Pastor, sem diferenças eem abusos de um ao outro, sem ganancia, com humanidade.
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Violência: cada vez mais cedo
Cristãos, chamados a ser instrumentos da paz, mas como ser da paz quando o mundo, a cidade, o bairro, a casa estão em guerra?
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Fome: o que fazer para mudar?
Cristãos no mundo, são chamados a ser luz e sal. Com esta imagem, o que causa em nós? Comente esta foto e forme a sua consciência e a consciência de quem voce conhece













