“Como o incenso espalha um bom perfume, faz florir como o lírio, espalhará perfume e entoará um canto de louvor” (Ecl 39,14). O louvor é uma oração alegre, não aborrecida ou repetitiva memóricamente sem o acordo do coração e do corpo.
O louvor é uma oração desinteressada, oferta em pura gratuidade ao Senhor, muito mais que uma flor perfumada ou de um candelabro aceso que levamos à Casa do Senhor em sinal de reconhecimento da manifestação da potencia de Deus.
“O cristão que reza louva verdadeiramente Deus se busca não reduzir a sua oração à formulas repetitivas, também deve-se costumar a pensar e recitar. O louvor de Deus, simplesmente recitado, perde a sua imediateza e verdade. As coisas que fazem parte do louvor de Deus, precisamos buscar que são nova e frescas, porque não entendemos quando se proclamam coisas estragadas ultrapassadas na assembléia; e enquanto os seus lábios se enchem de palavras, a sua mente permanece sem fruto” (Origene, em Omelie sul Levítico,5,8).
Alegrar-se na presença de Deus é um dever porque “todas as obras do Senhor são boas; Ele providenciará tudo ao seu tempo. Ninguém diga: esta é pior que aquela. Cante hinos com todo o seu coração e com a boca e bendiz o nome do Senhor” (Ecl 39,33-35).
O cristão é chamado a viver, cotidianamente, em uma existência pascal, a liberar alegria (isto é, vincular a alegria de cada cadeia do condicionamento humano e de pecado) e no louvor, no canto e na dança dar expressões aos seus sentimentos de gratidão e de amor a Deus.
É verdadeiro canto, é verdadeiro louvor, se ofertados em pura gratuidade, como amantes do seu Nome, e não como clientes que fazem provas do seu amor para depois dispor-se a bendizer Deus. O verdadeiro louvor postula o dever do cristão de reconhecer a grandeza de Deus ainda antes de gozar do direito de fazer intervir Deus nas nossas misérias.
Em tal modo, cada vivencia humana, cada necessidade, cada sofrimento vem como purificação: a fé opera esta superação quando, com o louvor, antes que diante a nos mesmos, nós nos colocamos diante ao Senhor para procurar a sua gloria. A oração feita na alegria é sinal de abandono confiante em Deus. É já, essa mesma procura de um intervento potente de Deus na nossa vida, na nossa historia.
Louvar, cantar, alegrar-se diante ao Senhor antes de deixar-se desencorajar diante dos inimigos ou diante das provas, é a atestação de uma fé madura, carismática, isto é, capaz de provocar os milagres que Deus assegura a quem o invoca sem duvidar.
“Porque fosse o louvor da sua alegria” (Ef 1,12). Este é o destino do homem. “Bendirei-te até o fim da minha vida, no teu nome levantarei as minhas mãos… eu exulto de alegria a sombra das tuas asas” (Sl 63,5.8b). Esta é a razão pela qual o homem foi criado, vive e espera.
Fazer da nossa vida um louvor – isto é, uma oração que se alegre em Deus e de Deus – é a missão para não errar. Quem é imprevidente deste fim, vê acabar a sua própria vida antes do tempo, entre esforços espirituais e tristezas ignóbeis.
“Colocados entre as lutas desta vida somos exortados a jubilar com a voz de vitoria. Precisa combater com o som das nossas orações contra o diabo e as suas armas, e precisa também demonstrar a vitoria da nossa guerra com a voz da vitoria. Saiba o diabo que este fazer ressoar publicamente as vozes vencedoras do nosso exultar é uma coisa que agrada a Deus, é um testemunho da nossa esperança. E porque não retemos sem significado a doutrina e a observância deste jubilo, a Sagrada Escritura afirma: Bendito o povo que sabe te aclamar; exulta todo o dia no teu nome (Sl 89,16-17)”. (Ilario di Poitiers, em Exposição sobre salmos, Sl 66).
A voz gloriosa que se escute nos céus – o canto do Aleluia endereçado ao Cordeiro, sentado no trono, na revelação que João tem do mundo futuro (cf Ap 19,1-9) – é a voz alegre do Espírito sobre a terra, deste que em Cristo renova e recria incessantemente a historia e os homens.
Esplendida as expressões que Santo Agostinho usa com cautela: “Aleluia: é o louvor de Deus, para nós cansados; esta marca aquela que será a nossa atividade no repouso. Quando de fato, depois o cansaço daqui de baixo, alcançaremos o repouso de lá de cima, único trabalho nosso será o louvor de Deus, a nossa única atividade será o ALELUIA. A plenitude do aleluia incessante vos será só depois deste mundo, depois deste cansaço. E com isto irmãos? Falaremo-lo quanto podemos para merecer de falar-lo sempre. La em cima o aleluia será nosso alimento; será nossa bebida. O aleluia será a atividade do nosso repouso, toda a nossa alegria será um aleluia, isto é louvor de Deus”. (em Discorsis, 252,9).