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“Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres” (Jo 8,35)

O valor do homem está naquilo que ele é, não por aquilo que faz ou tem. Na essência do seu ser ele herdou do seu Senhor a inteligência, a liberdade, à vontade, a sensibilidade, a consciência. “Na intimidade da consciência o homem descobre uma lei. Ele não a dá a si mesmo. Mas a ela deve obedecer”. (Gaudium et Spes 16).

O Catecismo da Igreja Católica diz: “Uma consciência bem formada é reta e verídica. Formula seus julgamentos seguindo a razão, de acordo com o bem verdadeiro querido pela sabedoria do Criador. A educação da consciência é indispensável aos seres humanos submetidos a influências negativas e tentados pelo pecado a preferirem o próprio juízo e a recusar os ensinamentos autorizados… A educação da consciência é uma tarefa de toda a vida… garante a liberdade e gera a paz do coração”. (CIC 1783)

Não há dúvida de que a liberdade é um dos mais belos dons que Deus concedeu a nós, seres humanos. Quando nos criou, Deus nos amou tanto que nos deixou livres para acolhê-lo ou recusá-lo. A liberdade caminha de mãos dadas com a responsabilidade, sem esta, o que era liberdade passa a ser escravidão. “O progresso na virtude, o conhecimento do bem e a ascese aumentam o domínio da vontade sobre seus atos” (CIC 1734). “O exercício da liberdade não implica o direito de dizer e fazer tudo. É falso pretender que o homem, sujeito da liberdade, baste a si mesmo, tendo por fim a satisfação de seu próprio interesse no gozo dos bens terrenos” (CIC 1740).

O homem recebeu de Deus o poder de decisão (cf. Elo 15,14), mas também recebeu a graça para que possa decidir-se pelo bem; buscar a sua essência, que é o amor. A liberdade não é dos escravos, mas dos filhos. “Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres” (Jo 8,35). Sedento de liberdade, precisa o homem moderno compreender que a verdadeira liberdade encontra-se somente em Cristo. Tanto mais livre é o homem quanto mais capaz de escolher e fazer o bem.

“O homem procura sempre um significado para a sua vida. Está sempre se movendo em busca de um sentido de seu viver”.(Victor Frankl). O sentido não pode ser dado. Os pais não podem prescrever ao filho o que é sentido, nem o chefe ao seu empregado, nem o médico ao paciente. O sentido, pois, como resposta à pergunta “para quê”, ultrapassa os limites estreitos em direção a uma conexão (próxima) maior, a partir da qual este sentido possa ser entendido. Para a compreensão do sentido é importante somente a compreensão de nós mesmos. (Quem sou eu?).

O sentido para todos os tempos — este é impossível de aprendermos. O sentido para a nossa vida — este nós não possuímos. O que se entende por sentido é sempre uma possibilidade a ser apreendida e realizada de modo concreto que possui o sentido concreto. Ele sempre vai ao nosso encontro sob a forma de situações de vida concretas.

A chave para o sentido é a abertura do homem, consiste em voltar-se para a vida. A primeira coisa a ser abordada é a visão ontológica do homem. (O QUE É O HOMEM?): Pessoal, Filho(a) de Deus, Esposo(a), Paternidade / Maternidade, Profissional. Esta escala de valores muitas vezes está desestruturada ou desregulada.

Para que eu me encontre com Deus é preciso me encontrar no meu pessoal. Encontre a maneira que eu me coloco como colaborador de Deus na missão de diretamente cuidar de alguém no amor. Este amor gera em cada pessoa, um terceiro. Para que e possa construir uma saciedade melhor eu busco ter uma missão-profissão.

Esta é a minha escala como pessoa? Qual o sentido que eu estou dando para cada área da minha vida? O que pesa mais hoje? E como posso colocar cada coisa no seu devido lugar? Quero ajuda? Tenho coragem de pedir?