É tão sério viver uma vida alicerçada no pecado, que Santo Afonso nos alerta através desta meditação a respeito do grande prejuízo que nos traz o pecado. Infelizmente esta é uma grande verdade. Pensemos sobre isso

“Disseram a Deus: Retira-te de nós, pois não queremos conhecer os teus caminhos”(Jó 21,14)

I. Deus vem morar numa alma que o ama; é o que Jesus Cristo mesmo nos assegura dizendo: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada”(Jo 14,23). Notemos as palavras: “faremos morada”. Deus vem à alma afim de nela permanecer sempre, de sorte que nunca a deixa, a não ser que a alma o faça sair, como diz o Concílio de Trento. Continue lendo…

Pensar sobre o amor de Jesus por nós sempre produz frutos de santidade e gratidão. Não é por acaso que os santos sempre passavam horas e horas meditando sobre o grande amor de Jesus expresso de tantas formas, sobretudo no seu sacrifício na cruz. Santo Afonso nos ajuda neste sentido.

“(Jesus) amou-nos e se entregou a si mesmo por nós em oblação e como hóstia para Deus”(Ef 5,2)

I. A história refere um fato de um amor tão prodigioso que será a admiração de todos os séculos. Um rei, senhor de muitos reinos, tinha um filho único, tão belo, tão santo, tão amável que era as delícias do pai, que o amava tanto como a si mesmo. Ora, este jovem príncipe tinha tão grande afeição a um de seus escravos, que tendo aquele escravo cometido um crime, pelo qual foi condenado à morte, o príncipe se ofereceu a morrer em seu lugar. E o pai, zeloso dos direitos da justiça, consentiu em condenar  a morte seu filho bem-amado, afim de que o escravo escapasse do suplício que havia merecido. A sentença foi executada: o filho morreu no patíbulo e o escravo ficou salvo.

Este fato, que não teve e nunca terá outro semelhante no mundo, está consignado nos Evangelhos. Ali se lê que o Filho de Deus, o Senhor do universo, vendo o homem condenado, pelo seu pecado, à morte eterna, quis tomar a natureza humana, e pagar com a sua morte os castigos devidos ao homem: “Ele foi oferecido, porque o quis”(Is 53,7). E o Pai Eterno deixou-o morrer sobre a cruz para nos salvar a nós, miseráveis pecadores: “Não poupou a seu próprio Filho, mas entregou-o por nós todos”(Rm 8,32). Que te parece, alma devota, este amor do Filho e do Pai?

Desta sorte, meu amável Redentor, morrendo quisestes sacrificar-Vos para me alcançar o perdão! E que Vos darei eu em recolhimento? Vós me haveis obrigado demais a amar-Vos para me alcançar o perdão! E que Vos darei eu em reconhecimento? Vós me haveis obrigado demais a amar-Vos, e eu seria demais ingrato, se Vos não amasse de todo o meu coração. Vós me haveis dado a vossa vida divina, e eu, miserável pecador como sou, Vos dou a minha. Sim, ao menos tudo o que me resta de vida, quero empregá-lo unicamente em amar-Vos, obedecer-Vos e agradar-Vos.

II. O que abrasava mais São Paulo de amor para com Jesus, era a lembrança de que ele quisera morrer, não só por todos os homens em geral, mas ainda por ele em particular. – “Ele me amou, dizia,e se entregou por mim”(Gl 2,20). Cada um de nós pode dizer outro tanto; porque São João Crisóstomo assegura que Deus ama tanto cada um de nós, como ama o mundo inteiro. Assim, cada cristão não está menos obrigado a Jesus Cristo, por ter padecido por todos, do que se houvera padecido só para ele.

Meu irmão, se Jesus Cristo tivesse morrido somente para te salvar, deixando os outros na sua perda original, que obrigação lhe não devias tu? Deves, porém, saber que lhe és ainda mais obrigado por ter morrido por todos. Se ele só por ti houvesse morrido, que dor não seria a tua, pensando que teus próximos, teu pai e mãe, teus irmãos e amigos, pereceriam eternamente, e que depois desta vida serieis separados para sempre? Se fosses feito escravo com toda a tua família, e alguém viesse a resgatar-te a ti somente, quanto lhe não pedirias que resgatasse também teus pais e irmãos! E quanto lhe não agradecerias, se ele o fizesse para te agradar! Dize, pois, a Jesus:

Ah! meu doce Redentor, Vós fizestes isso por mim, sem eu vo-lo ter pedido. Não somente me resgatastes da morte a preço de vosso sangue, também aos meus parentes e amigos, de sorte que me é permitido esperar que, reunidos todos, juntos gozaremos de Vós para sempre no paraíso. Senhor, eu Vos agradeço e Vos amo, e espero agradecer-Vos e amar-Vos eternamente nessa bem-aventurada pátria. – Ó Maria, ó minha Mãe das dores, obtende-me a santa perseverança. Faze-o pelo amor de Jesus Cristo.

Hoje tive a grata satisfação de conhecer mais uma das iniciativas da Canção Nova para que as novas tecnologias estejam a serviço da Palavra de Deus. Falo do DIÁRIO DA PALAVRA, um aplicativo para iPad que nos possibilitará fazer o estudo bíblico.

Com uma interface bastante intuitiva e de bom gosto, o aplicativo quer tornar nosso estudo da Palavra de Deus um momento agradável e de muita intimidade com Deus. Ele conta com uma eficiente ferramenta de busca que nos ajuda a encontrar os versículos por palavra de interesse, uma verdadeira chave bíblica. Continue lendo…

Como será que os santos viviam esses dias de carnaval? Essa pergunta desperta uma certa curiosidade. O carnaval está se aproximando, fiquei muito surpreso ao ler nos escritos de Santo Afonso Maria de Ligório reflexões sobre a questão do carnaval. Hoje estou trazendo esta reflexão para nos ajudar a santificar este tempo que infelizmente tem sido tempo de incentivo ao pecado por parte da mídia em geral.

“Guarde a fé ao teu amigo na sua pobreza, para que também te alegres com ele nas suas riquezas”(Eclo 22,28).

I. Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuría e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais susceptível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas. Continue lendo…

Pensar na presença real de Jesus na Eucaristia, refletir sobre o que levou o Senhor a querer permanecer conosco através deste Santíssimo Sacramento, nos leva a amá-lo ainda mais e a desejarmos também permanecer com Ele.

Um dos maiores frutos concedidos a nós por Jesus ao recebê-lo neste sacramento é uma profunda união consigo. Santo Afonso descreveu isso em palavras e nos ajuda a amarmos mais a Jesus Eucarístico.

“Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue, fica em mim e eu nele”(Jo 6,57)

I. Diz São Diniz, o Areopagita, que o efeito principal do amor é procurar a união com o objetos amado. Exatamente para se unir com as nossas almas foi que Jesus Cristo instituiu a santa Comunhão. Tendo-se dado a nós como mestre, como modelo e como vitima, só lhe restava dar-se a nós como nosso sustento, para fazer-se um só conosco, assim como sustento se identifica com aquele que o toma. Foi o que fez instituindo este Sacramento de amor. Continue lendo…

Santo Afonso de Ligório, meditando sobre como podemos alcançar à santidade, nos ensina que para sermos santos devemos amar muito a Deus, devemos desejar ser santos e acima de tudo tomarmos uma decisão de sermos santos.

Acompanhe esta meditação, certamente lhe ajudará a pensar um pouco mais sobre a santidade como algo possível para nós e é isso que Deus quer, que sejamos santos.

“Os desejos matam o preguiçoso; porém o que é justo, dará e não cessará”(Pr 21,25-26)

I. Quem mais ama a Deus, é mais santo. Dizia São Francisco Borges que a oração faz entrar o amor divino no coração, ao passo que a mortificação dele remove a terra e o torna apto a receber aquele fogo sagrado. Quanto mais espaço a terra ocupa no coração, tanto menos lugar achará ali o santo amor. Por isso é que os Santos sempre procuraram mortificar, o mais possível, o seu amor próprio e os seus sentidos. Continue lendo…

Hoje pela manhã dei uma entrevista para o Canção Nova Notícias, falando a respeito do que é a RIIBRA – Rede de Informática da Igreja no Brasil.

Faço questão de transcrevê-la aqui porque vale a pena você também conhecer.

RIIBRA quer colocar a Igreja do Brasil na rede digital, diz assessor

A RIIBRA quer “colocar a Igreja do Brasil em rede”, afirmou o novo assessor da comunicação da Rede de Informática da Igreja no Brasil (RIIBRA), padre Clóvis Andrade de Melo, também membro da Comunidade Canção Nova, em entrevista ao noticias.cancaonova.com.

O órgão já existe há três anos no país e está ligado a Rede de Informática da Igreja na América Latina (RIIAL), ao Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais e ao Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM). De acordo com o assessor, neste ano, o projeto começa ser implantado com diversas iniciativas que aos poucos serão desenvolvidas e divulgadas. Continue lendo…

O Livro dos Hebreus nos diz: “Aproximemo-nos então, seguros e confiantes, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça do auxílio no momento oportuno”(Hb 4,16). É exatamente esta a experiência que fazemos quando nos aproximamos de Jesus e experimentamos sua misericórdia e compaixão. Santo Afonso, nesta reflexão nos ajuda a aprofundarmos sobre a compaixão do Senhor pelos pecadores.

“Tenho pena deste povo”(Mc 8,2)

I. Diz-nos o Evangelho que achando-se Jesus num monte com os seus discípulos e uma multidão de povo que o acompanhava, compadeceu-se daquele povo faminto. Sabendo que um jovem tinha cinco pães de cevada e dois peixes, tomou-os em suas mãos, e tendo dado graças, mandou distribui-los. Todos comeram e encheram-se doze cestos com os pedaços que sobraram. Fez o Senhor este milagre, movido de grande compaixão que teve de tantos pobres; mas muito maior é a compaixão que tem dos pobres de alma, os pecadores. Continue lendo…

A verdadeira sabedoria vem de Deus e está em ama-lo de todo o coração. Santo Afonso nesta reflexão nos ajuda a desejar a verdadeira sabedoria que supera todo entendimento humano e os conhecimentos passageiros deste mundo.

“E deu-lhe a ciência dos santos”(Sb 10,10)

I. Compreendamos bem que os verdadeiros sábios são aqueles que sabem adquirir a graça de Deus e o paraíso. Que bela ciência a de amar a Deus e salvar a alma! O livro onde se ensina a salvar a alma, é de todos o mais necessário. Se soubéssemos tudo e não nos soubéssemos salvar, nada nos aproveitaria e seriamos para sempre desgraçados. Ao contrário, seremos eternamente felizes se soubermos amar a Deus … Continue lendo…

Nós somos agraciados por Deus e muitas vezes nem nos damos conta disso. A Graça de Deus é infinitamente superior a qualquer realidade deste mundo, pois nos insere numa profunda comunhão com a Santíssima Trindade. Creio que esta reflexão de Santo Afonso irá nos ajudar a compreender um pouco mais o grande Dom que temos recebido cada dia de nossa vida.

“Ela é um tesouro infinito para os homens; do qual os que usaram tem sido feito participantes da amizade de Deus”.

I. No dizer de Santo Tomás de Aquino, o dom da graça é superior a todos os dons que uma criatura possa receber, porque a graça é a participação da própria natureza de Deus. Já antes tinha São Pedro dito o mesmo: “Para que por elas(as promessas) vos torneis participantes da natureza divina”(2Pd 1,4). Tal é a dignidade que Jesus Cristo nos mereceu pela sua paixão: ele nos comunicou o mesmo resplendor que recebeu de Deus(cf. Jo 17,22). Numa palavra, quem está na graça de Deus, forma de certo modo uma pessoa com Deus: “É um espírito com ele”(1Cor 6,17). E, como disse o Redentor, na alma que ama a Deus, vem habitar a Santíssima Trindade: “Viremos a ele, e faremos nele morada”(Jo 14,23).

É tão bela aos olhos de Deus a alma em estado de graça, que ele próprio lhe faz o elogio: “Como és formosa, amiga minha, como és formosa!(Ct 4,1). Parece que Deus não pode apartar dela os olhos, nem cerrar os ouvidos a nenhum dos seus pedidos: “Os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos abertos aos rogos deles”(Sl 33,16). Dizia Santa Brigida que nenhum homem poderia ver a beleza de uma alma na graça de Deus, sem morrer de alegria. E Santa Catarina de Sena, tendo visto uma alma assim, afirmou que de boa mente daria a vida para que nunca aquela alma perdesse tamanha beleza. Por isso a mesma Santa beijava a terra que os sacerdotes pisaram, pensando que pelo seu ministério as almas eram colocadas na graça de Deus.

Além disso, que tesouros de merecimentos não pode ajuntar a alma em estado de graça! Cada instante pode adquirir uma glória eterna, porquanto, como diz Santo Tomás, qualquer ato de amor produzido pela alma merece um paraíso aparte.

Porque temos então inveja dos grandes do mundo? Estando na graça de Deus, podemos adquirir continuamente grandezas muito mais altas no céu.

II. A parte de que ainda na terra goza a alma em estado de graça, só pode ser compreendida por aquele que a provou: “Provai e vede quão suave é o Senhor”(Sl 33,9). Não pode deixar de ser cumprida a palavra do Senhor: “Gozam muita paz os que amam a divina lei”(Sl 118,165). A paz do que vive unido com Deus, excede todas as doçuras que nos podem advir dos sentidos ou do mundo.

Ó meu Jesus, Vós sois o bom pastor que se deixou matar para nos dar a vida, a nós, vossas ovelhas. Quando eu fugia de Vós, não deixastes de correr atrás de mim e de me procurar; recebei-me, agora, que Vos procuro e que volto arrependido a vossos pés. Restitui-me a graça, que miseravelmente perdi por minha culpa. De todo o coração me arrependo e quizera morrer de dor, quando penso nas inúmeras vezes que Vos voltei as costas. Perdoai-me pelos merecimentos da morte cruel que por mim padecestes na cruz.

Prendei-me com os doces laços do vosso amor e não permitais que outra vez me afaste de Vós. Dai-me forças para sofrer com paciência todas as cruzes que me envieis, visto ter merecido as penas eternas do inferno. Fazei que abrace com amor os desprezos que me possam vir dos homens, visto ter merecido estar eternamente sob os pés dos demônios. Fazei, numa palavra, com que obedeça em tudo às vossas inspirações e vença, por vosso amor, qualquer respeito humano. – Resolvido estou a servir de hoje em diante somente a Vós. Digam os outros o que quiserem; eu quero amar somente a Vós, meu Deus amabilíssimo, só a Vós quero agradar; mas dai-me o vosso auxílio sem o qual nada posso. Amo-Vos, Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas, de todo o coração, e confio em vosso Sangue. – Maria, minha esperança, ajudai-me com as vossas orações. Glorio-me de ser vosso servo, e vós vos gloriais de salvar os pecadores que a vós recorrem; socorrei-me, pois, e salvai-me”.

Santo Afonso Maria de Ligório