Belém do Pará, 27 de agosto de 2010,
Festa de Santa Mônica.
Caríssimo amigo (a) e irmão (ã)
Recebi hoje o texto do Regional Sul I sobre a defesa da vida e tomei a decisão de divulgá-lo, sugerindo que muitas outras pessoas o façam.
Obrigado.
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará
Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras
Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,
considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,
considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,
considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Polítíca das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,
considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,
considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,
considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,
considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,
considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,
considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,
considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,
RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.
Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” [http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf], elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.
COMISSÃO em DEFESA da VIDA
do REGIONAL SUL 1 da CNBB
Em cada época o Espírito Santo de Deus, suscita no seio da sua Igreja novos carismas e novos ministérios para o crescimento, fortalecimento e serviço do seu povo, pois cada época a evangelização tem seus desafios.
No IV Congresso Mundial dos movimentos eclesiais e das novas comunidades em Roma, 1998, o papa João Paulo II compreendeu esses Movimentos e Comunidades, como “uma resposta providencial, suscitada pelo Espírito Santo para estes dramáticos desafios atuais”. O papa entendeu que os apelos do Concilio Vaticano II, (1962-1965), sobre a necessidade de um novo sopro do Espírito Santo, um novo ardor missionário, um novo empenho e envolvimento dos leigos e clérigos na vida e missão da Igreja foram respondidos com o surgimento desses novos carismas. “Vós sois esta resposta providencial”.
Nas Novas Comunidades, se agregam diferentes estados de vida, vivendo conjuntamente, dentro das mesmas estruturas sendo um só e mesmo carisma (leigos e leigas celibatários e casados ou com estados de vida em definição, também, diáconos e padres). As Novas Comunidades “respondem a necessidade de uma nova evangelização, com um novo ardor missionário, novos métodos e novas expressões, visando os diversos ambientes da sociedade, os católicos e não-católicos. Suas manifestações são múltiplas com riqueza de doutrina e impostação pastoral. Trata-se de uma incrível onda de criatividade pastoral; caminhos novos para o anuncio da Boa Nova do Reino de Deus. É o método de evangelização do nosso tempo” (Dom Alberto T. Correa).
Elas nasceram do encontro com Jesus Cristo. E nós vivemos num mundo mais secularizado e num crescente ateísmo, no qual, muitas pessoas vivem como se Deus não existe. Nesta situação, a realidade das comunidades revela toda a sua urgência e atualidade, levando-nos a experimentar Jesus Cristo vivo no hoje da nossa vida e da história. Sua força de evangelização e atração está na vivencia do “novo mandamento do amor” (Jo 13,34) e no seu modo novo e radical de viver o Evangelho.
Segundo a Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil, (CNBB – Igreja Particular, Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades, 2009), as Novas Comunidades ressaltam o direito que os leigos tem de engajarem-se na Igreja, que provém do batismo e, apresentam os cinco critérios de eclesialidade:
- o primado dado à vocação universal de todo cristão: a santidade;
- a responsabilidade em professar a fé católica, no seu conteúdo integral;
- o testemunho de uma comunhão sólida e convicta com o papa e com o bispo;
- a conformidade e a participação na finalidade apostólica da Igreja: a evangelização, a santificação e a formação cristã dos povos;
- o empenho de uma presença na sociedade humana, a serviço da dignidade integral da pessoa humana.
As Novas Comunidades são verdadeiros canais privilegiados para a formação e promoção dos fieis católicos, que se tornam mais ativos e conscientes do seu papel na Igreja e no mundo; elas amam profundamente a Igreja, inserindo-se com fidelidade na vida das Igrejas locais, sendo fermento, sal e luz e, correspondendo às necessidades da Nova Evangelização.
Com grande abertura ao Espírito Santo e bebendo constantemente nas fontes de Pentecostes, elas são capazes de experimentar, como as primeiras comunidades, (Atos 2, 42-47), uma verdadeira vida de comunhão e relacionamento fraterno profundo, na partilha de bens e enriquecimento recíproco entre os diversos estados de vida. É realmente uma resposta providencial, uma nova forma agregativa, participativa, eficaz e frutuosa para a Igreja e para o mundo.
PE GERALDINHO
Artigo fruto das homilias que fiz em um retiro com a Comunidade Católica Shalom em Milez-Suíça, 27 de Agosto de 2010.
Foi um mento muito forte da graça Deus.
Essa entrevista é uma preciosidade, uma relíquia, muito importante para nos das novas comunidades
Acompanhe a participação dos padres Carlos, Fernando, Arlon e Geraldinho no programa de Mãos Unidos da TV Canção Nova de Portugal com o tema do Hosana Portugal - Agosto de 2010.
A Igreja Católica no Tocantins,
como em muitos outros estados, tem uma presença muito atuante. Ela contribuiu para seu nascimento e desenvolvimento, e continua contribuindo, não somente no âmbito religioso, mas também no campo da cultura, educação, política e desenvolvimento social.
Nossa historiografia nos conta que com o Advento do Império, intensificou-se o processo de colonização do interior brasileiro. Então os Bandeirantes em 1730 a 1800, oriundos do sertão da Bahia e da capital de Goiás, fizeram com que o interesse fosse despertado mais para a região central do Brasil, devido à exploração do ouro em abundância nos leitos dos rios e nas serras.
Com esse processo de imigrações vieram também os missionários, fazendo um percurso que deixou, no hoje Estado do Tocantins, muitos frutos religiosos e culturais. Especialmente nos títulos marianos das Igrejas, mais tarde Paróquias, como Nossa Senhora dos Remédios em Arraias, Nossa Senhora da Natividade em Natividade, Nossa Senhora do Carmo em Monte do Carmo e Nossa Senhora das Mercês em Porto Nacional e em muitos outros lugares. Também suas marcas ficaram em nomes de escolas, creches, orfanatos, hospitais, ruas e cidades, correspondendo ao roteiro de viagem que faziam. Com isso, a Igreja foi delineando sua corajosa ação missionária e evangelizadora no Norte de Goiás.
Dentre as missões, no final do século passado, chega uma dominicana, e se estala em Porto Real, hoje Porto Nacional. Devido ao desenvolvimento dessa região e a crescimento da comunidade eclesial, em 1915, Porto Nacional tornou-se a 1ª sede de Bispado, desmembrando-se da Diocese de Goiás. Continuaram nesta área as corajosas “desobrigas”, com as quais os padres saíam pelos povoados recém-criados e permaneciam de três a quatro meses em missão, para as Confissões, Santa Missa, Batismos, matrimônio, benção às capelas e outras instituições.
Com todo esse ardor e força missionária, a Igreja foi se estruturando e crescendo. De forma especial destacamos o apostolado e o zelo do “Missionário do Tocantins” Dom Alano Marie du Noday OP, segundo Bispo de Porto Nacional que, com grande zelo e ardor apostólico, semeou e espalhou a fé ao longo de sua vasta Diocese com grande conhecimento da realidade; também lutou pela criação do Estado do Tocantins e de novas Dioceses, como: Tocantinópolis, Miracema do Tocantins e a Prelazia de Cristalândia. Dom Alano pela sua notável cultura, fé e perseverança, também ficou considerado como bispo do povo e o bispo das ações Sociais.
Com as lutas do povo nortense e suas lideranças, surge uma nova esperança, quando, em Fevereiro de 1987, com mais de 100 mil assinaturas o Movimento Pro-criação do Tocantins, representando o desejo do povo, pede a divisão territorial do Estado de Goiás, sonhada desde o século XIX. Então é criado o Estado do Tocantins (05/10/88). Assim a Igreja continuou e continua se estruturando nestas terras.
Essa é uma linda história que foi iniciada por esses homens e mulheres de muita fé e que hoje continua por todos nós. Nesta terra somos chamados a continuar com a missão evangelizadora da Igreja e construir cada vez mais o reino de Deus. Nosso povo tocantinense merece receber a boa noticia do evangelho.
PE GERALDINHO
VEJA MAIS…
Arquidiocese de Palmas, nela fui acolhido como seminarista em Janeiro de 1999, pelo nosso querido Dom Alberto e nesta eu sou padre para dar toda a minha vida.
JOÃO XXIII
ORAÇÃO PELO VATICANO II
Podemos dizer que João XXIII foi precursor da Renovação Carismática. Sua é esta oração que compôs como preparação espiritual da Igreja ao trabalho do Concílio Vaticano II:
“Repita-se no povo cristão o espetáculo dos Apóstolos reunidos em Jerusalém, depois da ascensão de Jesus ao céu, quando a Igreja nascente se encontrou reunida em comunhão de pensamento e de oração com Pedro e em torno de Pedro, pastor dos cordeiros e das ovelhas. Digne-se o Divino Espírito escutar da forma mais consoladora a oração que sobe a Ele de todas as partes da terra. Que Ele renove em nosso tempo os prodígios como de um novo Pentecostes, e conceda que a Santa Igreja, permanecendo unânime na oração, com Maria, a Mãe de Jesus, e sob a direção de Pedro, dilate o Reino do Divino Salvador, Reino de Verdade e Justiça, Reino de amor e de paz”.
PAULO VI
PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE LÍDERES
Em Grottaferrata, perto de Roma, de 8 a 12 de outubro de 1973 teve lugar a Primeira Conferência Internacional de Líderes da Renovação Carismática. Assistiram 120 dirigentes que procediam de 34 países. Entre eles contavam-se dois bispos. A Conferência dialogou em torno dos temas: Comunicação e união, liderança responsável, preparação para o Batismo no Espírito Santo, e unidade a nível de cada país. Além disso, houve vários seminários e mesas-redondas, e foi elaborado um documento cuja publicação foi aprovada pela Congregação da Defesa da Fé. Os delegados na audiência geral dada por Paulo VI no dia 10 de outubro entristeceram-se com o fato de que na audiência pontifícia não se tenha mencionado a Renovação; mas sua tristeza se mudou em gozo quando, ao terminar a audiência, se convidou, pelos alto-falantes, um grupo deles para que passasse a conversar reservadamente com o Papa. Foram designadas 13 pessoas, de 8 países. O Papa lhes dirigiu um breve discurso, que foi publicado no dia seguinte no Osservatore Romano, e dialogou espontaneamente com todos eles. No dia seguinte o Papa recebeu o Cardeal Suenens e se informou mais amplamente sobre a Renovação. As palavras do Sumo Pontífice na audiência do dia 10 foram as seguintes:………..
Veja na íntegra
CARTA APOSTÓLICA
MOTU PROPRIO
ESTABELECE-SE O DIA DA ABERTURA DO CONCÍLIO VATICANO II
A 25 de dezembro do ano passado, 1961, festa do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo, atuando uma decisão longamente amadurecida no nosso espírito, e ao mesmo tempo satisfazendo a expectativa comum do mundo católico, com a Constituição apostólica Humanae salutis convocamos para o corrente ano de 1962 a celebração do Concílio Ecumênico Vaticano II.
Agora, depois de atenta reflexão, e com o fim de darmos aos participantes do Concílio a possibilidade de predisporem com tempo todas as coisas, determinamos estabelecer para o dia 11 do próximo mês de outubro a inauguração do Concílio Ecumênico Vaticano II. Escolhemos esta data sobretudo por este motivo: porque ela se prende à lembrança do grande Concílio de Éfeso, que teve suma importância na história da Igreja.
Ao aproximar-se tão solene assembléia, não podemos deixar de exortar, ainda uma vez, todos os nossos filhos a intensificarem sempre mais as suas orações a Deus pelo feliz êxito deste acontecimento, ao qual estamos dedicado juntamente com os nossos veneráveis irmãos e diletos filhos, diretamente empenhados nos trabalhos de preparação do mesmo Concílio, e em união com todo o clero e povo cristão, que vivamente o esperam. Os frutos que ardentemente desejamos desta celebração são sobretudo estes: que a Igreja, esposa de Cristo, revigore sempre mais as suas divinas energias e, na mais vasta medida, estenda a sua benéfica influência no ânimo de todos os homens.
Deste modo, podemos esperar que os povos, volvendo mais confiadamente o olhar para Cristo, lumen ad revelationem gentium, especialmente aqueles que com tanta dor vemos sofrer por motivo de desventuras, discórdias e calamitosos conflitos, possam finalmente alcançar uma verdadeira paz, no respeito dos direitos e dos deveres recíprocos.
Por isso, após madura deliberação, por motu proprio e em virtude da nossa autoridade apostólica, estabelecemos e decretamos que o Concílio Ecumênico Vaticano II tenha início no dia 11 de outubro do corrente ano.
Tudo o que estabelecemos nesta Carta apostólica motu proprio, ordenamos que seja afirmado e ratificado, não obstante qualquer outra disposição em contrário.
Dado em Roma, junto de São Pedro, aos 2 de fevereiro de 1962, festa da Purificação da Bem-aventurada Virgem Maria, quarto ano do Nosso Pontificado.
JOÃO PP. XXIII

