
A Igreja Católica, como em muitos outros estados, tem uma presença muito atuante no Tocantins. Ela contribuiu para seu nascimento e desenvolvimento, e continua contribuindo, não somente no âmbito religioso, mas também no campo da cultura, educação, política e desenvolvimento social.
Nossa historiografia nos conta que com o Advento do Império, intensificou-se o processo de colonização do interior brasileiro. Então os Bandeirantes em 1730 a 1800, oriundos do sertão da Bahia e da capital de Goiás, fizeram com que o interesse fosse despertado, de forma mais intença, para a região central do Brasil, devido à exploração do ouro em abundância nos leitos dos rios e nas serras.
Com esse processo de imigrações vieram também os missionários, fazendo um percurso que deixou, no hoje Estado do Tocantins, muitos frutos religiosos e culturais. Especialmente nos títulos marianos das Igrejas, mais tarde Paróquias, como Nossa Senhora dos Remédios em Arraias, Nossa Senhora da Natividade em Natividade, Nossa Senhora do Carmo em Monte do Carmo e Nossa Senhora das Mercês em Porto Nacional e em muitos outros lugares. Também suas marcas ficaram em nomes de escolas, creches, orfanatos, hospitais, ruas e cidades, correspondendo ao roteiro de viagem que faziam. Com isso, a Igreja foi delineando sua corajosa ação missionária e evangelizadora em nossas terras.
Dentre as missões, no final do século passado, chega uma dominicana, e se estala em Porto Real, hoje Porto Nacional. Devido ao desenvolvimento dessa região e a crescimento da comunidade eclesial, em 1915, Porto Nacional tornou-se a 1ª sede de Bispado, desmembrando-se da Diocese de Goiás. Continuaram nesta área as corajosas “desobrigas”, com as quais os padres saíam pelos povoados recém-criados e permaneciam de três a quatro meses em missão, para as Confissões, Santa Missa, Batismos, matrimônio, benção às capelas e outras instituições.
Com todo esse ardor e força missionária, a Igreja foi se estruturando e crescendo. De forma especial destacamos o apostolado e o zelo do “Missionário do Tocantins” Dom Alano Marie du Noday OP, segundo Bispo de Porto Nacional que, com grande zelo e ardor apostólico, semeou e espalhou a fé ao longo de sua vasta Diocese com grande conhecimento da realidade; também lutou pela criação do Estado do Tocantins e de novas Dioceses, como: Tocantinópolis, Miracema do Tocantins e a Prelazia de Cristalândia. Dom Alano pela sua notável cultura, fé e perseverança, também ficou considerado como bispo do povo e o bispo das ações Sociais.
Com as lutas do povo nortense e suas lideranças, surge uma nova esperança, quando, em Fevereiro de 1987, com mais de 100 mil assinaturas o Movimento Pro-criação do Tocantins, representando o desejo do povo, pede a divisão territorial do Estado de Goiás, sonhada desde o século XIX. Então é criado o Estado do Tocantins (05/10/88). Assim a Igreja continuou e continua se estruturando em nossa terra.
Essa é uma linda história que foi iniciada por esses homens e mulheres de fé e que hoje continua por todos nós. Nesta terra somos chamados a continuar com a missão evangelizadora da Igreja e construir cada vez mais o reino de Deus. Nosso povo tocantinense merece receber a boa noticia do evangelho.
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Arquidiocese de Palmas, nela fui acolhido como seminarista em Janeiro de 1999,
pelo nosso querido Dom Alberto e nesta eu sou padre para dar toda a minha vida.
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