Recentemente dei esta entrevista para o Jornal do Comércio, de Recife.

 

1- Podemos chamá-lo de padre, cantor e artista?

Claro. Sou padre por vocação, artista-compositor por natureza e cantor por acidente. Desde minha infância descobri estes dois chamados: sacerdote e compositor. Fiz várias canções que outros gravavam, até que um dia arrisquei colocar minha própria voz. Deu certo. As pessoas quiseram a mensagem que saía do meu coração cantada com a minha própria voz. O povo escolhe seus cantores e suas canções. Fiz mais de mil canções e gravei umas quinhentas. Mas sempre digo que a felicidade de um compositor não está em gravar as canções em um pedaço de plástico e sim no coração das pessoas. Passo por lugares onde nunca passei e as pessoas cantam de cor algumas de minhas canções. Isto é um minissermão de cinco minutos que ficará para sempre gravado no coração do povo. Minhas canções sempre me ultrapassam. Algumas chegam a ter vida própria na alma do povo. Existem aquelas que nunca gravei e o povo canta. Nem sabem quem fez a canção. Encontro algumas até que aparecem como “autor desconhecido”.

 

2- Os evangélicos também são velhos conhecidos da mídia. E atraem multidões e adeptos de suas pregações. A Igreja Católica precisou se reposicionar para não “perder” fieis?

Um bispo disse certa vez que a Igreja Católica não perde “fiéis”. Estes continuam conosco. Perdemos os “infiéis”. Eram católicos não-praticantes que foram conquistados como clientes de alguma franquia da fé. Infelizmente é isso que se vê. No jogo do mercado há muitas pequenas igrejas que se tornaram grandes negócios. Ops. Agora são grandes igrejas e disputam entre si os clientes. A concorrência é entre eles. A Igreja Católica continua se reinventando como faz há 2.000 anos. Antes destas igrejas surgirem já havia um Pe. Zezinho cantando de um modo totalmente novo. E antes dele haviam outros. Admiro muitos compositores evangélicos que têm um bom conteúdo e linhas melódicas inteligentes. Mas infelizmente vejo também muita cópia da cópia, um pouco mais do mesmo. Não se trata exatamente de “música evangélica”, mas de um certo estilo gospel norte-americano que é copiado até no sotaque e por trás de uma péssima tradução para o português. O fenômeno pentecostal já atingiu seu ápice e está em franco declínio. Enquanto isso nosso povo continua em busca de uma mensagem com conteúdo de fé autêntica. Felizmente existem pregadores católicos e evangélicos que utilizam muito bem a música em suas pregações e enchem a alma do povo.

 

3- É difícil administrar a rotina midiática com as obrigações sacerdotais? O senhor tem ou já teve alguma dificuldade nesse sentido?

É difícil sim. Se algum sacerdote missionário da canção disser que é fácil ser um padre que utiliza a música ou mesmo outra arte em sua missão, está mentindo. Ser um padre elementar é bem mais fácil. Mas Deus criou pessoas com alma de artista que, como diz a canção, “têm que ir aonde o povo está”. Dez horas numa van, ensaios, estúdio, passagem de som… tudo para uma hora e meia de show. Mas funciona como um elemento que motiva o trabalho dos colegas sacerdotes de paróquia. O povo se envolve e fica com a mensagem gravada na mente e no coração. Isto faz todo esforço valer a pena. Mas atenção… nada disso fará sentido se o preço for o sacrifício das obrigações de um padre como a oração, ouvir o povo e celebrar a missa. Um padre “espetacular” não pode deixar de ser também um padre “elementar”.

 

 4- Se o senhor não fosse padre, seria cantor?

Não. Mas seria compositor, pois “cantando me desfaço e não me canso de viver… e de cantar”.

PE. JOÃOZINHO SCJ

Pe. Joãozinho, scj

João Carlos Almeida – Teólogo e educador

 

No dia 23 de maio de 2013 o Papa Francisco escreveu no Twitter:

Tenho levado o Evangelho da reconciliação e do amor aos ambientes onde vivo e trabalho?

Era uma sexta-feira do tempo pascal. O papa vive intensamente a mística de ligar a fé com a vida, a liturgia com o dia-a-dia, a missa com a missão. Aos poucos ficaria muito claro que a celebração eucarística diária, logo pela manhã, é o momento alto do seu dia. Neste dia, por exemplo, certamente o evangelho de João 15,12-17 o inspirou: “Amai-vou uns aos outros”.

O Evangelho lido e meditado diariamente dá o tom para todos os seus afazeres, decisões e até mesmo orienta suas palavras. A breve homilia feita diariamente na Casa Santa Marta foi ganhando a atenção de todo o mundo. Até mesmo a imprensa secular começou a repercutir aquelas breves frases que têm o poder de destruir muros e construir pontes.

O papa é também chamado de Pontífice, ou seja, alguém que tem a missão de construir pontes entre as pessoas, as culturas, as religiões, os cristãos e até mesmo da humanidade com Deus. Este é o sentido da mensagem que ele publicou neste dia. Devemos ter nos lábios e nas atitudes uma boa notícia de reconciliação. Ele tem moral para fazer esta proposta. Ao final de 2014 o papa ganharia as manchetes como protagonistas da improvável reconciliação entre Estados Unidos e Cuba. Tentou também reconciliar o ocidente com o oriente, judeus e palestinos, idosos e jovens, homens e mulheres, leigos e clérigos. Seu jeito de viver o equilíbrio entre o vigor e a ternura o torna um profeta da paz.

Paz na Bíblia é mais do que ausência de conflitos. O shalom que Jesus tanto pregou significa viver a harmonia e a reconciliação com Deus, com a natureza, com os outros e consigo mesmo. É ser uma pessoa íntegra e integrada. Mas não é isso que vemos em nosso fragmentado mundo moderno. Reivindicamos as liberdades individuais e acabamos escravos de um egoísmo narcisista que tem como efeito colateral uma tremenda solidão. Outro efeito é a falta de cuidado com o jardim que Deus plantou desde as nossas origens. A natureza tem sido estuprada violentamente por queimadas irresponsáveis. Paradoxalmente amamos de modo saturado nossos gatos e cães mas esquecemos da vida em extinção. É comum levar o cãozinho no petshop e ver crianças pelas ruas, de pé no chão. Aqueles trinta reais alimentariam uma criança pobre por três dias.

Toda esta realidade está clara diante dos olhos da diplomacia do Papa Francisco. Ele transmite uma severa paz. Severa porque não cala a denúncia de tudo o que impede a reconciliação. Ele sabe que o apego aos bens produz injustiça e exclusão. Pior que isso é o apego ao cargo ou ao prestígio. Suas palavras são duras quando se dirige a líderes religiosos que fazem questão de ser cultuados. Chama isso de doença. E é mesmo. O poder pode corromper e tornar as pessoas medíocres e incapazes de exercer sua missão de humildade e serviço.

Podemos seguir o exemplo de Francisco e construir pontes de reconciliação com nossos familiares e amigos. Alguns podem estar do outro lado do muro da política, da cultura ou da religião. Por que não dar o primeiro passo?

Pe. Joãozinho, scj

João Carlos Almeida – Teólogo e educador

 

No dia 19 de maio o Papa Francisco escreveu no twitter:

O Espírito Santo transforma e renova, cria harmonia e unidade, dá coragem e entusiasmo para a missão.

Era uma segunda-feira do tempo pascal. Pouca gente se dá conta de que a liturgia cristã vive intensamente a experiência do Espírito Santo entre a Páscoa e o dia de Pentecostes. São cinquenta dias que se chamam “quinquagésima pascal”. A frase do papa é tão curta quanto intensa e completa. Encontramos nela sete elementos que nos ajudam a entender melhor a dinâmica carismática do Espírito na vida de cada cristão.

  1. Transforma: o Espírito é aquele que nos santifica, ou seja, nos cristifica. Desde o dia do nosso batismo iniciamos esta história de transfiguração pessoal. É um mergulho em águas regeneradoras e transformadoras. Cada dia é um passo. O batismo não é um fato pronto e acabado. É mais um gerúndio dinâmico: batizando. O apóstolo Paulo entendeu perfeitamente isso e caminhou para esta meta até poder dizer: “Eu vivo, mas não sou eu que vivo; Cristo vive em mim” (Gal 2,20). Esta vida segundo o Espírito inclui o amadurecimento na fé, na esperança e na caridade. Somos inseridos na vida divina de modo a vivermos o céu na terra e construirmos este paraíso para os irmãos.
  2. Renova: Neste processo de transformação estamos sempre em luta contra uma força que nos atrai para a terra. Enquanto isso o Espírito nos faz buscar as coisas do alto, sem tirar os pés do chão. É um verdadeiro combate espiritual. O “homem velho” está na medula dos nossos ossos. Herdamos algumas destas manias das gerações que nos antecederam. É preciso renovar-se a cada dia. A vida espiritual segue uma dinâmica contrária a vida da carne. É próprio da carne envelhecer e morrer. É próprio do espírito rejuvenescer e viver. Esta vida plena dá uma jovialidade incrível para quem se deixa guiar pelo Espírito de Deus. Quem não admira a jovialidade do próprio papa Francisco? Esta jovialidade espiritual costuma dar até saúde e energias físicas que ultrapassam os limites naturais.
  3. Cria harmonia: Ao contrário das forças diabólicas que nos fragmentam, dispersam e criam conflitos, é próprio do Espírito nos dar coesão interior, paz e equilíbrio vital. Vivemos no mundo do exagero e do destempero; dos fundamentalismos e disputas religiosas. Há até mesmo quem mate em nome da fé. Isto não pode vir do Espírito da alegria, do sorriso e da paciência. Pessoas espirituais são proféticas; anunciam e denunciam, mas não perdem o humor. São pessoas “cheias de graça”.
  4. Cria unidade: A modernidade criou o mundo da fragmentação. A ciência exaltou este método. Hoje somos reféns das “especialidades”. O novo paradigma propõe uma visão mais holística, ou seja, integral. É bom lembrar que “católico” (kat-holos) significa aquele que contempla a totalidade. O papa Paulo VI já percebia isso na década de 1960. Na sua encíclica social Populorum progressio (1967) ele lembrou que todo desenvolvimento só favorece o ser humano se for “integral”. Quem é do Espírito promove a integridade e a integração entre as pessoas; mesmo se pensam ou creem de modo diferente.
  5. Dá coragem: Esta é uma característica marcante de quem vive pleno do Espírito. O cenáculo assistiu este milagre no nascimento da Igreja. Os apóstolos medrosos e reféns de suas incertezas receberam um fogo santo que os tornou capazes de pregar e até mesmo de dar a própria vida.
  6. Dá entusiasmo: Esta palavra literalmente significa “cheio de Deus”. É trágico quando nos acostumamos às coisas. Santo Agostinho costumava dizer que “o costume mata o êxtase”. A dinâmica carismática nos faz ver os sinais maravilhosos de Deus até nas coisas mais corriqueiras e banais.
  7. Impulsiona à missão: O Espírito é um vento que nos empurra para fora de nós mesmos em direção dos irmãos. Isto é ser missionário. É mais do que sair de um lugar e ir evangelizar em terras distantes. É sair de si mesmo para encontrar o irmão. O Espírito Santo é aquele que torna possível superar todo narcisismo e auto-referencialidade e promover uma autêntica “cultura do encontro”.

No dia 05 de maio o Papa Francisco não precisou nem mesmo utilizar os 140 caracteres, com espaço, permitidos pelo Twitter, para definir o significado essencial do ser missionário para todo discípulo de Jesus:

Cada cristão é missionário na medida em que testemunha o amor de Deus. Sede missionários da ternura de Deus!

Houve um tempo em que o missionário era uma pessoa que vinha de longe para ensinar verdades fundamentais da fé. Não se podia imaginar que todo cristão fosse um missionário. Esta consciência veio aos poucos e se tornou definitiva quando os bispos da América Latina, reunidos na Conferência de Aparecida, em 2007, colocaram “missionário” como adjetivo de “discípulo”. No início ainda se falava de “discípulo e missionário”. Em seguida passou-se a falar de “discípulo-missionário”, como um substantivo composto. Mas logo a expressão “discípulo missionário” se popularizou e tornou-se vocabulário comum na Igreja. Se alguém não é missionário não pode se consideram nem mesmo discípulo de Jesus. É uma propriedade fundamental do “ser cristão”.

Francisco, na época Dom Bergóglio, arcebispo de Buenos Aires, era da comissão de redação da Conferência de Aparecida. Ele utilizou muito esta expressão “discípulo missionário” e garantiu que fosse uma marca distintiva do texto final. Agora, como papa, ele não se cansa de motivar os cristãos a que sejam de fato missionários. Mas o que é isso? Certamente é mais do que sair de uma terra e ir para outra mais distante. É importante. Mas o núcleo fundamental da missionariedade cristã é dar testemunho. Isto aparece claramente nesta mensagem do papa no twitter: o cristão é missionário “na medida em que testemunha o amor de Deus”. Mais do que testemunhar a fé ou as convicções religiosas, mais do que ensinar verdades, o missionário evangeliza pelo testemunho do amor misericordioso de Deus.

Verificamos isso na vida de Maria que disse: Eis aqui a serva do Senhor… e não foi para a igreja rezar. Partiu às pressas para ajudar sua prima que precisava. Ser serva do Senhor significa servir o irmão. Este testemunho surtiu um efeito maravilhoso. Quando ela saudou Isabel o menino estremeceu de alegria no ventre de sua prima, ela ficou cheia do Espírito Santo e começou a rezar. Maria foi um canal da ternura de Deus por meio do seu serviço disponível e discreto.

Vivemos em um mundo onde se propaga a missão do barulho, da fama, do espetáculo. Espetacularizamos a fé. Há quem pense que missionários são apenas os que estão na TV ou no palco. Isto pode ser um ótimo fator motivacional e um canal eficiente para divulgar bons testemunhos. Mas todo cristão que se põe a serviço de alguém está vivendo a dimensão missionária de sua fé. O pai e a mãe que dão testemunho de ternura, honestidade, oração, simplicidade para seus filhos, estão sendo missionários sem precisar sair de casa.

Existem ainda os missionários da raiva. São pessoas que falam de Deus e até defendem a igreja. Mas no tom de suas palavras notamos algo de raivoso e beligerante. Parece que sempre estão com a razão e que existem pessoas muito erradas, verdadeiros hereges, a ser combatidos. Radicalizando este tipo de missionários da raiva temos religiões que ainda matam em nome de Deus, em pleno século 21. Neste exato momento existem cristãos sendo perseguidos e mortos em algum lugar do mundo. Diante deste quadro o papa nos provoca: “Sejam missionários da ternura de Deus”.

Acabei de receber este texto e repasso, pois é uma reflexão obrigatória para o Brasil:

“Isso representa mais que um simples jogo! Representa a vitória da competência sobre a malandragem! Serve de exemplo para gerações de crianças que saberão que pra vencer na vida tem-se que ralar, treinar, estudar! Acabar com essa história de jeitinho malandro do brasileiro, que ganha jogo com seu gingado, ganha dinheiro sem ser suado, vira presidente sem ter estudado! O grande legado desta copa é o exemplo para gerações do futuro! Que um país é feito por uma população honesta, trabalhadora, e não por uma população transformada em parasita por um governo que nos ensina a receber o alimento na boca e não a lutar para obtê-lo!  A Alemanha ganha com maestria e merecimento! Que nos sirva de lição! Pátria amada Brasil tem que ser amada todos os dias, no nosso trabalho, no nosso estudo, na nossa honestidade! Amar a pátria em um jogo de futebol e no outro dia roubar o país num ato de corrupção, seja ele qual for, furando uma fila, sonegando impostos, matando, roubando! Que amor à pátria é este! Já chega!!! O Brasil cansou de ser traído por seu próprio povo! Que sirva de lição para que nos agigantemos para construirmos um país melhor! Educar nossos filhos pra uma geração de vergonha! Uma verdadeira nação que se orgulha de seu povo, e não só de seu futebol!!    É isso ai! Falei!”

Vivemos num mundo em que o que vale é ser grande, vencedor, dominador e chegar em primeiro lugar. Mas não parece que seja essa a lógica de Jesus no Evangelho. Ele louva o Pai por esconder as coisas essenciais aos doutores e revelar aos simples, aos pequenos. Afirma que os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. É radical quando diz que se alguém quer ganhar vai perder e se alguém aceita perder vai ganhar. Quer mais? Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado.

Então o cristão deve ser uma pessoa conformada com o fracasso, com a derrota e a humilhação? Nada disso. A lógica paradoxal do mestre de Nazaré é o primeiro passo para o sucesso. Quer ser bem sucedido? Abra as mãos, os olhos, os ouvidos e o coração. Quer ser grande? Aceite ser pequeno como um grão de mostarda. A Bíblia é cheia destes exemplos. Davi era pequeno e venceu o gigante Golias.

Esta lógica aparentemente contraditória é a chave para compreender o amor. Em seu célebre poema Camões organiza em prosa e verso esta verdade maior: “O amor é um fogo que arde e não vê; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente; é cuidar que se ganha em se perder”.

Mas será que esta atitude vital pode dar certo no mundo dos negócios? Ou seria apenas uma fórmula piedosa para o rito, a celebração, a prece, a dimensão espiritual?! Vejamos dois exemplos que nos ajudam a compreender. Na África se utiliza uma estratégia curiosa para caçar macacos. Coloca-se uma cumbuca com um pequeno furo presa a uma árvore. Dentro, algumas deliciosas frutinhas atraem o símio. Ele coloca a mão aberta na cumbuca e pega as frutas. Mas a mão fechada não sai e ele acaba preso. Você deve estar pensando: “Que macaco burro… bastaria abrir a mão e estaria livre”. Realmente… e por que teimamos em achar que o sucesso se alcança com as mãos fechadas? É cuidar que se ganha em se perder.

Outro exemplo vem da China. Costumam dizer por lá que na porta da memória existe um soldado chamado ‘desejo’. De fato, quando queremos compulsivamente lembrar algo a porta da memória se fecha. Todos sabem que é preciso dizer para si mesmo: não quero mais lembrar. É só desapegar-se do desejo que a porta se abre a gente se recorda. Novamente é preciso perder para ganhar, dar marcha-à-ré para avançar, ser pequeno para triunfar.

É possível que tenha sido neste sentido ‘radical’ que Jesus tenha dito que é preciso fazer-se como uma criança para entrar no céu. Santa Teresinha do Menino Jesus entendeu perfeitamente esta mensagem e a chamou de “pequena via”, ou via do amor. A simplicidade vale mais. No burocratizado mundo pós-moderno a felicidade para por esta palavra de ordem: “simplifica”!

Pe. João Carlos Almeida é autor do livro “Primeiro passo para o Sucesso”, Editora Canção Nova.

Disponível pela Internet: http://loja.cancaonova.com/products/17782-livro-primeiro-passo-para-o-sucesso

Ou pelo telefone: (12) 3186-2600