padrejoaozinho on julho 3rd, 2009
DÉCIMA PRIMEIRA PROMESSA

“As pessoas que propagarem esta devoção terão seus nomes escritos para sempre no meu coração e jamais será apagado.”

 

      O Coração de Jesus nos ama com afeto de esposo, com ternura de namorado. Na Bíblia Deus manifesta este carinho dizendo que o nosso nome está gravado na palma de sua mão (           ). É como fazem os jovens apaixonados. Escrevem o nome um do outro na palma da mão. Alguns, m ais irreverentes escrevem uma faixa e a colocam em um lugar próximo da casa de sua amada: “Roberta, eu te amo”. Mas vem a chuva, os vândalos da cidade, os fiscais da prefeitura e, mais dia menos dia, a faixa some dali. Os mais exagerados arriscam-se e pixam seu amor em algum muro da região. Nada disso é tão profundo do que dizer que o nome está gravado para sempre no seu coração.

      No casamento, marido e mulher passam a usar definitivamente uma aliança. Um está onde o outro estiver. Não caminharão mais sozinhos. Estarão em comunhão de amor até que a morte os separe. Pois bem. Nosso matrimônio com o Coração de Jesus ultrapassa até mesmo a morte. Somos esta esposa adornada para seu divino esposo. E sabemos que o nosso nome estás gravado em seu Coração. Este é o selo da nossa aliança. Será que o nome dele também permanece gravado em nossos corações?

      Fico impressionado (e um pouco assustado) com estas pessoas que mandam tatuar todo tipo de bichos horrendos nos braços. É uma marca idelével. Sabem que a tatuagem não sai mais. Nossa tatuagem é no coração. No batismo recebemos esta marca, este selo. Ele deveria ser visto em nossos olhos de gente apaixonada por Jesus, comprometida com seu Reino, participantes desta comunhão de amor. É muito bonito ver a multidão gritando: Ahhh… eu sou de Cristo!!! É a mais pura verdade. Somos dele. Estaremos para sempre tatuados em seu Coração.

      Tudo isso faz lembrar um outro trechinho da Bíblia: “Não apagarei o seu nome do Livro da Vida” (Ap 3,5). Isto é uma promessa de salvação. Os devotos do Coração de Jesus confiam nesta promessa. É claro que sempre temos a liberdade de apagar nosso nome deste livro por meio do pecado. Mas o Coração de Jesus, nosso eterno e terno esposo, lutará para nos manter. É neste sentido que a Bíblia fala que Deus tem ciúme de seu povo. Não é um ciúme de posse. É um sinal de pertença. Nos entregamos a Deus. Nos consagramos ao seu coração. Fizemos com ele uma aliança eterna de amor. Ele não abre mão da gente. Tem mil maneiras de nos recuperar. Não sei bem como falar disso. Mas é uma realidade que sinto e vivo intensamente. Como padre, entreguei meu coração inteiro a Deus para que ele me entregasse ao povo. Sinto o ciúme de Deus quando me afasto, quando quero buscar meus próprios interesses, quando… bem, Deus tem ciúme de mim. Basta. E eu me sinto muito amado por isso.

      Esta promessa tem uma condição: propagar a devoção ao Coração de Jesus. Estou fazendo a minha parte ao escrever este livro, ao cantar minhas canções, pregando, etc. Tenho inúmeros irmãos que fazem muitas coisas para que o Coração de Jesus seja mis conhecido e amado. Uma das mais belas é a adoração eucarística semanal. Muitas paróquias já instituiram um dia inteiro de adoração. Os frutos já estão aparecendo. E você? O que está fazendo para propagar esta devoção? Não basta vivê-la na intimidade e no silêncio. A Décima Primeira Promessa nos pede que façamos propaganda. Existem comerciais de tantas coisas, algumas até prejudiciais. Porque não podemos fazer comercial do amor de Deus no Coração de Jesus? Fica esta pergunta no ar…

 

padrejoaozinho on julho 3rd, 2009

Pelo jeito P. Zezinho acertou mais uma vez em cheio. Olha só este comentário sobre o artigo dele:

O Padre Zezinho disse tudo!
Soube da morte do Michael Jackson aqui, através do senhor, Padre Joãozinho. Sempre abro o Folhaonline e vi umas semanas atrás pequenas notícias do MJ. Fofoca boba, criticazinhas, especulações… Há tempos acredito em quase nada que a mídia fala, seja ela séria, quase séria ou não.

Esses famosos pagam o alto preço de serem julgados pelo que são ou pelo que não são. O fato é que se metem demais nas vidas deles e fazem das vidas pessoais mais um espetáculo de palco, o que desorienta cada um artista desses. Veja, até o Padre Fábio sofreria disso com tanta fofoca e implicância com ele, mas a diferença é realmente o conhecimento desse “limite” que disse o padre Zezinho, ou o equilíbrio que diz o padre Fábio.

Conhecimento, entendimento e perdão a si mesmo são chaves para o autoconhecimento, o limite, o equilíbrio. Faltou ao MJ. O excesso de estrelismo, de “necessidade” de ser perfeito, de estar nas mãos dos outros, os tormentos da infância fizeram dele um homem que quis ser um eterno menino e pode ter feito dele um adulto imaturo para consigo mesmo.

Padre Zezinho disse algo fantástico: dançou, cantou, mas não falou. Se isolou ou foi isolado.
Descobri o MJ ano passado, antes do lançamento do cd de 25 anos do album mais famoso. Gostei da arte dele. Achei um homem que fazia arte com o corpo todo, que dançava o que cantava e cantava o que escrevia. Coisa um tanto rara hoje em dia, já que há poucos compositores que cantam o que compõe no meio secular (umas semanas atrás o senhor falava disso no programa “Academia do Som” da Canção Nova, num reprise)…

Achei o MJ interessante e até um tanto quanto pouco apelativo, apesar de dançar com a mão onde dançava. Achei que ele era mais artista, mas que por trás havia alguém. Gostei de ver um vídeo em que ele se cansava, suspirava, parava a dança e mal cantou, ofegante. Interessante ver que era um homem normal e na época eu pensei no que ele tinha por trás. Ali era pago, estava para encher os olhos daquelas pessoas, e não o coração, que só Deus preenche, diz o Diácono Nelsinho Corrêa. Mas e por trás?

Descobri depois que era alguém que tinha sofrido na infância. Não o julguei pelo que tantos julgam e reconheci que os artistas são julgados apenas por seu presente: se estão em alta, a mídia ama; se não, a mídia critica ou esquece…

E então vi o que o senhor escreveu da morte dele. Só soube no outro dia. E achei que era mentira. Todo mundo inventa de tudo sobre estes famosos. Abri o folhaonline, caí na risada, duvidosa, acreditei depois e ainda acompanho as matérias que saem da morte. Interessante que o mesmo site americano que veiculou a morte veiculou tanta fofoca da vida de MJ. Um dia antes da morte dele, ninguém lembrava que ele existia. Se lembrava, era pra inventar fofoca e dizer que ia dar errado os 50 shows que ele tinha. Que ele não agüentaria…

Morreu. Todos amam. Todos choram e se descabelam. Os fofoqueiros agora deixam as notícias, quem sabe, até mais emotivas. Agora foi um grande artista. Vivo, poderia ser um fracasso nos shows, já predestinava a mídia. Pura hipocrisia.

Depois de rir e quando caiu a ficha que morreu, logo pensei: ele passou. Todos passarão. Cristo ficou. Agora que ele morreu, respeitemos o momento e depois prezemos o que ele deixou. Ouçamos as músicas, cantemos, dancemos… Melhor homenagem. O senhor disse no seu texto da morte de MJ: “na morte os familiares choram e a gente faz festa”. Verdade.

Mas como, com essa apelação toda? A mídia desvinculando mais notícias, a morte que não se dá de fato, já que não enterram logo… Não entenderam que Michael Jackson passou, que todos vão passar. Ainda não estão dando valor necessário aos que estão, sejam eles quem forem. A mídia só repara quando morre.

Não olham o único que ressuscitou… Uma pena.

Anne - Natal/RN

padrejoaozinho on julho 3rd, 2009

Recebi via e-mail este interessante comentário sobre o artigo do meu irmão, Pe. Zezinho, que postei ontem aqui no BLOG:
Eu estava esperando que alguém de bom senso, ou alguém em quem se pode acreditar, escrevesse ou dissesse alguma coisa sobre essa partida repentina de MJ. E aqui está um comentário um tanto longo, mas que traz um certo alívio para aquela angústia que sinto sempre que se perde alguém de forma trágica, mesmo que não tenha para mim a mesma importância que tem para seus familiares, não deixa de ser um ser humano e que poderia ainda contribuir muito com a sua arte.
Depois de ler o texto de Pe. ZEZINHO passo a acreditar ainda mais que Deus não é rancoroso, nem tirano a ponto de castigar as pessoas, como sugeria um pps que recebi há alguns dias com o seguinte título: “Com Deus não se brinca”. Penso que Deus é Amor, é misericórdia e só ele conhece os verdadeiros sentimentos e pensamentos do ser humano.
 
Obrigada a quem me enviou este texto e por isso passo a outras pessoas amigas.
MLourdes

 

padrejoaozinho on julho 2nd, 2009
DÉCIMA PROMESSA

 

 

“Darei aos sacerdotes o dom de tocar os corações mais endurecidos.”

 

      Antes de começar a escrever sobre esta promessa fiz uma revisão destes meus sete anos de sacerdócio na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. Na verdade eu nunca tinha prestado muita atenção nessa promessa. Mas ela se cumpriu em cada minuto do meu apostolado. Nestes anos todos fiz muitas canções. Mas nenhuma ficou tão marcada na alma do povo quanto aquela em que o Espírito Santo me inspirou a cantar  “Conheço um coração tão manso, humilde e sereno… Jesus manda teu Espírito, para transformar meu coração”. É impossível não ficar emocionado quando chego em um lugar onde nunca estive antes e vejo o povo cantando de cor (que significa “de coração) esta canção que um dia fez parte de meu diálogo solitário com o Coração de Jesus.

      Na verdade eu amo muito este Coração humano-divino. Não sei pregar durante cinco minutos sem falar da ternura de Deus que se faz visível, sensível, palpável no Coração de Jesus. Ele é a manifestação mais concreta do amor de Deus por nós. Os frutos são imediatos. A promessa se cumpre. Até os corações mais endurecidos são tocados.

      Entre as tarefas que Deus me confiou está a de ser professor de teologia. Posso lhe dizer que é uma tentação muito grande a gente querer entender Deus. Santo Agostinho bem que tentou. Santo Tomás perseguiu esta compreensão a vida toda. Mas o que fez destes homens grandes santos não foi sua preciosa inteligência, mas seu grande amor a Deus. De nada adiantariam teorias sobre Deus. Podem no máximo alimentar nossos debates de escola. Podem preencher nossas aulas. Mas não servem para saciar nossa fome de Deus. Já me aconteceu de preparar uma bela pregação e revestir-me de toda a eloqüência e sabedoria… e não aconteceu nada. No máximo as pessoas ficaram com seus ouvidos massageados por belas palavras ou bonitas canções. Quando me coloco nos braços do Bom Pastor, do Coração de Jesus, aí é diferente. A unção supera a inteligência. A eficácia supera a eficiência. O afeto de Deus presente em nossas palavras é imediatamente sentido pela alma do povo.

      Você pode estar pensando: - “felizes dos padres que têm nessa promessa uma garantia de eficácia para o seu apostolado. Quisera ter esta força pois já não sei o que faço para tocar o coração endurecido do meu filho, ou do meu marido…”. Escuto esta reclamação todas as semanas. Por isso devo lhe dizer que a Décima Promessa não é só para os padres. É para os sacerdotes. E você sabe que pelo batismo todos nós nos tornamos em Cristo um povo de “sacerdotes, profetas e rei-pastores. Isto daria pano prá manga se quiséssemos explicar tim-tim por tim-tim. Não faltará ocasião. Basta no momento dizer que Jesus é o único e eterno sacertote: aquele que nos conduz ao Pai. Todos nós somos sacerdotes nele. Acolhidos em seu Coração, aquecidos pelo fogo do Espírito, estamos em viagem de volta para a casa do Pai. Neste caminho cantamos, fazemos a festa da partilha e do perdão. Celebramos. Os padres são os ministros ordenados para manter este povo na unidade. Nossa missão é reger a orquestra. Mas cada um deve tocar seu instrumento.

      Portanto consagre as pessoas que você ama ao Sagrado Coração de Jesus. Lembre-se: ele lhe dará o dom de tocar até os corações mais endurecidos. Creia, ame e espere!

padrejoaozinho on julho 2nd, 2009

Falar de mídia sem falar deles seria omissão. Falar deles na mídia, sem falar de limites seria ingenuidade.  Brancos ou negros, são nomes que marcaram época, alguns desde a infância. Judy Garland, Frank Sinatra, Marilyn Monroe, Elvis Presley, Os Beatles, Madonna e Michael Jackson ganharam fortunas com a beleza, a voz, com a cintura e com os pés. Deixaram o seu recado. E pagaram um alto preço pelo caminho que trilharam. Mas os críticos são unânimes em dizer que Michael Jackson na era digital de altíssima tecnologia, foi o mais expressivo e o mais revolucionário de todos. Tornou a música visual, mas do que Elvis que a tornou corporal. Todos foram rebeldes, todos deixaram suas marcas, e alguns deles tiveram vidas e mortes trágicas. Não seria exagero dizer que a fama os matou. É preciso ter força interior e um projeto de vida maior do que a fama e a mídia para derrotá-las. Mídia e fama são como tsunamis. Avolumam-se e engolem quem não sabe dos limites ou das margens. Não tem para onde fugir.
     
Michael Jackson foi mais uma das vítimas da falta de limites e margens da mídia. No palco, ele foi poderoso. Buscava o melhor e o bem feito. Profissionalíssimo, era um perfeccionista. Não havia erros. Nas finanças e na mídia, imbatível até que o dia em que começaram a lhe cobrar o preço de sua não conformidade com seja lá o crime de que o acusam. A justiça diz não ter achado provas. 

Forte na arte, na vida era de uma fragilidade que dava dó.  Quando morreu, a 25 de junho, com o médico ao lado, supostamente de overdose de remédio, tinha dominado, como nenhum outro astro jamais o fizera, as técnicas da mídia. Daqui a vinte anos ele ainda soará inovador e criativo. Ninguém melhor do que ele conjugou o sonoro com o visual.  O menino punido pelo pai, pressionado até à exaustão para ser perfeito tornou-se um dos maiores artistas de toda a historia humana. Teve os instrumentos e fez uso deles.  Chegou a quase 2 bilhões de pessoas.
    
Cantor e dançarino de vastos recursos, ele mudou a mensagem do corpo e recriou a dança popular. Mereceu o título de artista pop. Mercadejou e mercantilizou bem. Fez o mundo dançar. Encarnou a festa do corpo e do som. E ele sabia disso! Dominava os passos, o som e os ritmos, mas parecia não ter domínio sobre sua corporeidade: não se aceitava, embora usasse o corpo de maneira esplendida. Mexeu com ele e com o corpo de bilhões de pessoas, mas acabou, também, mexendo demais no próprio corpo. Tanto interferiu que o deformou. Na época do botox e do silicone, sirva de exemplo o que se deu com ele. Mas é conselho que o desespero pela estética mais do que a busca da ética não será seguido. Não importam as conseqüências. Quem persegue o corpo perfeito acabará injetando substâncias químicas nele. O preço? Pagam o que for preciso para por alguns anos desfilarem como reis e rainhas da era da estética… Michael Jackson disse que tinha motivos. Respeitemos sua angústia, mas lembremos aos que acham ter motivos que, mais cedo ou mais tarde, o corpo reage.
    
Dele se pode afirmar que, se soube atuar com o corpo, não soube situar-se com ele. Festejou a vida, mas não soube vive-la. Quis dela mais do que a vida pode dar. Era figura altamente controvertida. Processado, tido como vitima inocente, às vezes visto como monstro, julgado à revelia pela mídia que antes o exaltara, inocentado, explorado, perdeu parte da sua enorme fortuna para resolver seus gigantescos problemas. 
    
Foi anjo? Foi demônio? Nem um nem outro, Foi um frágil ser humano que não resistiu ao peso da indústria do espetáculo e da fama. Fez enorme bem, e nisso parecia São Francisco. Acusaram-no de haver feito irreparável mal. E nisso o viam com um jovem Rasputin. Mas foi inocentado. A justiça não tinha provas. Morreu dizendo-se inocente. Uma parte da mídia o odiava, a outra o amava. Assim, o povo.
   
Vendeu mais de 700 milhões de álbuns. Nunca ninguém alcançou isso na história do espetáculo. Se os Beatles se proclamaram mais famosos que Jesus, ele foi mais famoso do que os Beatles. Daqui a 2 mil anos veremos o quanto resistirá esta fama. De qualquer forma, Michel Jackson ensinou três gerações mais a dançar do que a pensar. Passou pelos avós, por filhos e por netos.  Será lembrado nas enciclopédias como alguém que mudou a historia do corpo, do canto, da dança, do som, do vídeo e do espetáculo. Veio para mexer e mexeu com gerações. Mas pagou altíssimo preço pela opção que fez. Perdeu a liberdade. Nunca pode ser ele mesmo. Não podia sair de casa a não ser com guarda-costas. Não sabia não ser e também não sabia ser ídolo. Queria ser simples, mas não lho permitiam. O show tinha que prosseguir.
    
Quando criança, o pai lhe proibia quase tudo e ele era obrigado a ensaiar exaustivamente. Quando adolescente, a fama o mantinha isolado. Isolado, morreu depois de ter criado e vendido um parque onde ao menos podia viver suas fantasias. Nos últimos anos, poucos viram o seu rosto. Poucos conhecem o rosto de seus filhos e o de sua segunda mulher. Talvez seja melhor assim. 
   
Michael Jackson é mais uma das grandes vitimas dos barbitúricos, da solidão, da fama e da bilionária indústria do espetáculo.  A fama é um trem e quem quiser carona no vagão especial, que pague o preço! E quando mais perto da locomotiva estiver o vagão, mais caro o preço. Mas o desejo de ser aplaudido é tanto que poucos se dão conta da fatura que terão que pagar. Serve para crentes e para não crentes. Lembremo-nos de Marilyn Monroe, de Elvis Presley e Michael Jackson, mas lembremo-nos também de Jim Jones e da Freirinha do Dominique-nique-nique… Elvis era evangélico, Michael tornou-se muçulmano, Jim Jones fundou uma Igreja messiânico-pentecostal e se matou depois de envenenar 800 do seus fiéis. A Irmã Sorriso deixou o claustro para morrer suicida ao lado de sua companheira. Em algum lugar do caminho a religião parece não ter ajudado nem a um nem a outro.  
 
Celebridade nem sempre rima com felicidade! Vem tudo com juros extorsivos. Ele tornou-se um ícone e ícones acabam guardados a sete chaves.  As chaves que o isolaram do mundo foram muito mais do que sete; e tão cheias de segredos impenetráveis eram que acabaram por jogá-lo numa redoma. Cantou muito, dançou muito e quase nada falou. Morreu sem ter se explicado a si mesmo e ao mundo. 
  
Deus o entende. Que o maior artista dos últimos tempos e, talvez, de todos os tempos pela repercussão que alcançou, descanse em paz, depois de ter sido ouvido e visto por dois em cada 6 seres humanos do planeta. Ele e Elvis Presley e Marilyn Monroe, têm muito a conversar lá, onde agora estão. Morreram de overdose. Não estavam felizes. Tinham tudo, mas não tinham a si mesmos. Jesus alertou para isso. De que adianta alguém ganhar o mundo inteiro se perde a sua identidade? (Mt 16, 26)

Neste mundo eles interpretaram o povo, a mídia e as aspirações e loucuras do seu tempo, mas, depois que caíram nas mãos da implacável indústria do espetáculo, papel assinado, não tiveram mais como ser eles mesmos.  Havia uma voz, uma canção, um charme e um corpo a ser vendido… Há um tipo de mídia que mata, a curto e em longo prazo. Se o cantor não sabe quando parar a mídia também não sabe: suga-o até à ultima gota. Michael Jackson virou, desde criança, produto de consumo! Se ele quis isso, nunca saberemos. Só sabemos que foi levado a isso e não soube dizer não. Feliz de quem o consegue. A palavra é “limite”. 

 

padrejoaozinho on julho 1st, 2009

NONA PROMESSA

 

“Abençoarei as casa em que se achar  exposta e for venerada a imagem do meu Coração.”

 

 

No Brasil esta promessa é levada muito a sério. Tenho andando pelos quatro cantos desta nação. É impressionante perceber como a imagem do Sagrado Coração de Jesus está presente em todos os lugares. São igrejas dedicadas ao Coração de Jesus, pequeno santuários, colégios, oratórios, hospitais. Mas o que realmente chama a atenção é a presença da imagem do Sagrado Coração de Jesus em muitos lares e atté mesmo estabelecimentos comerciais. Muitos ainda lembram o dia em que aquela imagem foi abençoada e entronizada em seus lares.

Alguém poderia questionar. Mas a Bíblia não proíbe a fabricação de imagens? Não existe até mesmo um mandamento neste sentido? ………..

Este assunto já foi amplamente discutido. O que Deus realmente proíbe é a “idolatria”. É colocar uma coisa, valor, interesse ou pessoas no lugar de Deus. Não existe nenhum nome acima do nome de Jesus. Dele é o poder, a honra e a glória para sempre. Repetimos isso em toda missa. No entanto existe gente que coloca pessoas acima de Deus. O mandamento maior manda amar a Deus sobre todas as coisas. Outros colocam o dinheiro no lugar de Deus. Há os que idolatram o prestígio, a fama, o poder. Existem ainda aqueles que renegam a Deus em vista de algum prazer passageiro. Vamos ser muito concretos. A idolatria começa quando a gente diz que não tem tempo de ir à missa porque tem muito trabalho. Poderia fazer aqui uma lista ainda maior. O fato é que existem muitas maneiras de fabricar imagens e renegar Deus. É isso que a Bíblia condena, com toda a razão.

A gravura ou a escultura do Sagrado Coração de Jesus não é objeto de adoração. A Igreja Católica não cansa de repetir que os cristãos não adoram imagens. Se alguém o faz… deve ser advertido!

Então qual o sentido de a gente ter uma gravura do Sagrado Coração em nossos lares, comércios, igrejas  e praças? É uma lembrança. Mais ou menos como a foto de nossa mãe que carregamos com carinho na carteira. Certa ocasião um irmão de outra denominação me acusou de idólatra. Eu perguntei se ele tinha carteira de identidade. Rapidamente respondeu que sim. Então indaguei: se a Bíblia proíbe imagens, e você leva isso tão a sério, a ponto de me julgar, porque não mantêm a sua própria imagem no bolso? Ele ficou sem resposta. Alguns dias depois veio me procurar e disse: É que eu não adoro a foto que está em minha carteira de identidade. Aliás, em casa tenho vários álbuns de fotos que guardo com carinho. Minha Igreja tem um jornal onde são publicadas fotos. Não adoro nada disso. Então perguntei: e você está dizendo então que eu adoro as fotos que tenho em minha Igreja? O silêncio foi a resposta.

Se você ainda não tem a imagem do Coração de Jesus em sua casa, procure fazer a entronização. Não precisa complicar. O ideal seria que um padre fosse lá e aproveitasse para benzer sua casa. Mas sabemos o quanto os padres são ocupados. Reúna os familiares. Reze o Terço. Faça uma pequena leitura da Bíblia. Sugiro que seja lido o texto de Mateus 11, 25-30: Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e encontrareis o repouso para vossas almas.

padrejoaozinho on junho 30th, 2009
OITAVA PROMESSA

 

 

 

“ As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a uma grande perfeição.”

 

 

 

      A sétima promessa garantia aos tíbios o fervor. Agora o Coração de Jesus dá uma passo a mais prometendo aos fervorosos a perfeição. O que seria isso?  Os perfeitos seriam uma classe de cristãos que podem se orgulhar de ter todos os dons? Certamente que não. Esta falsa perfeição não seria mais do que o terrível pecado da “presunção”. É o caso daquela pessoa que diz até com certa ingenuidade: - Lutei muito para conseguir ter  todas as virtudes. Faltava somente a humildade. Agora que a conquistei estou feliz: alcancei a perfeição. Certo estava o apóstolo Paulo que dizia: a meta está sempre um pouco adiante. Quando pensamos chegar ainda temos um pouco para caminhar.

      Mas então o que seria esta perfeição? É necessário ler tres frases fundamentais da Bíblia: 1) Sede perfeitos como  vosso Pai é perfeito (           ). 2) Sede santos como vosso Deus é santo (           ). 3) Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso. Portanto a perfeição de Deus é a misericórdia e a santidade. Ser perfeito é ser santo e misericordioso. É cumprir em nós a “imagem e semelhança de Deus” segundo a qual fomos criados. O Coração de Jesus nos ajuda porque é o modelo pronto e acabado de de perfeição, santidade e misericórdia. É o modelo do amor!

                        No tempo dos primeiros cristãos existia uma canção que, pelo jeito, era muito cantada nas celebrações. O apóstolo Paulo recolheu esta poesia e a colocou em uma carta escrita aos irmãos Filipenses (cf. Fil 2,5-11). Antes, porém, faz esta preciosa observação: “Tenham os mesmos sentimentos em Cristo Jesus” (Fil 2,5). Mais ou menos a mesma coisa ele vai dizer aos Gálatas: “Já estou crucificado com  Cristo; e vivo, não mais eu mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gal 2,20). Veja com que insistência o apóstolo dos gentios repete esta verdade aos Efésios: “Cristo habite ela fé nos vossos corações; a fim de que, estando arraigados e fundados no amor, para poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo o entendimento, para que estejais cheios de toda a plenitude de Deus” (Ef 3,17-19). Folheando as cartas de Paulo você vai encontrar esta insistência em cada versículo: ser perfeito ou ser santo é tornar-se um “outro Cristo”. Ele vai insistir nisso de mil maneiras diferentes. Vais dizer que quem está em Cristo é uma “nova criatura” (cf. Ef 4, 22-24). Isto até lembra aquela profecia de Ezequiel de que receberíamos um novo coração. Ser perfeito é assumir em nossa história o rítmo do Coração de Deus. Paulo vai dizer ainda que somos todos membros de um mesmo corpo: o Corpo Místico de Cristo. Leia, por exemplo, o capítulo 12 da primeira carta escrita aos Coríntios. O batismo nos faz membros do corpo de Cristo. Somos cristãos. O Coração do mestre bate em nosso peito. Amamos deste amor. Sorrimos desta alegria. Falamos desta voz. Como será que Paulo descobriu isso? É que no caminho de Damasco, quando estava perseguindo os discípulos de Jesus, ouviu uma voz que disse: “Saulo, Saulo, por que me persegues? (          ) Ele, que era muito inteligente pensou com seus botões: - Mas eu estou perseguindo os discípulos e não o mestre. A partir daquele dia, Paulo compreendeu que o cristão é um outro cristo. Esta é a perfeição que o Coração de Jesus nos promete e garante.