Nestas férias estou percebendo com mais clareza uma triste realidade. Os pais são católicos praticantes. Os filhos já não têm um compromisso com a fé. Este não é um fato isolado. É a mais comum das realidades. Um dos indicadores é a participação dominical na missa. Os pais tinham este “costume”. Os filhos já não o têm mais. Vou refletir mais sobre este assunto. Parece que finalmente a profecia de Rahner se cumpre em um chore religioso de gerações: “O cristão do século 21, ou será um místico, alguém que experimentou Deus, ou não será nada!” Os filhos de nossa geração serão místicos ou nada?

Amigo,
O que você constata nas missas, eu constato em minha casa… Não adianta falar, insistir, pedir: eles não querem ir e não vêem sentido em estar lá só porque os pais acreditam.
Tenho me perguntado onde foi que eu errei, mas acho que não é bem assim. Enquanto dependia de eu levar, eles iam. Talvez sejam mais autênticos, mas não têm a oportunidade que nós tivemos de experimentar o encontro com Deus.
Faltam atrativos para os jovens e falta a catequese.
Lembra do que lhe disse sobre explicar a missa? Seu significado, cada gesto, cada oração…
Tenho falado muito a Deus sobre meus filhos e insistido que, antes de serem meus, são filhos de Deus. Não quero me omitir, mas esbarros nos limites da liberdade que Deus lhes deu e que eles já se acham no direito de ter respeitada. Neste ponto, só posso continuar firme na fé e semeando através de músicas e das orações que faço em casa.
Reflita mais sobre isso e, se encontrar uma saída para mudar a situação, conta para mim e para todos os católicos que têm filhos adolescentes.
Tenho esperança que a semente lançada na terra esteja adormecida, mas ainda vá brotar com a ação de Deus no coração de meus filhos.
Grande abraço,
Simone.
Oi Padre Joãozinho! Sua benção.
Boa pergunta…
Depois de saber que nas escolas americanas a Bíblia Sagrada foi praticamente “abolida” e que na Europa estão retirando os crucifixos de lugares públicos, acredito que as próximas gerações serão realmente como na profecia de Rahner… Crescerão sem o cristianismo cultural e quando descobrirem a fé, creio que será por uma experiência pessoal com Deus. Algo tão forte que mude suas vidas completamente.
Uma descoberta que muitos cristãos que nasceram e cresceram dentro da Igreja, anseiam conhecer e ainda não conseguiram. E outros tantos que nem acreditam que essa experiência, de fato, exista …
Preocupa-me também o futuro dos filhos da nossa geração – como estará o mundo quando tiverem a nossa idade?! Não quero que sejam “nada”… seria muito triste.
Um grande abraço.
FELIZ 2008!!!
Joelma.
Pe. Joãozinho,
Também eu senti esta triste realidade, e bem de baixo dos “meus olhos”, alguns dos filhos…Mais e agora? já não posso falar “tanto” de Deus a eles… posso falar sempre à Deus deles… isto é o consolo, esta no Evangelho ” Tudo o que pedirdes ao meu Pai”
E continuar amar… ser criativa no amor! porque mesmo um pouco distante, vi que sentindo se amados, existe o respeito…e isso é um bom começo!
Uma alegria: Estava na Missa das crianças hoje de manhã, com meu caçulinha de 9 anos.No final da Missa, O sacerdote costuma chamar os aniversariantes….Bem na nossa frente o Menino Jesus arrumado numa gruta,toda iluminada, muito lindo! Meu filho olhou e disse: Precisa levar o principal aniversariante da semana! eu quem???? O Menino Jesus; mesmo que seja com
9 anos é um pouco místico, sim ele é especial já escrevi outras vezes…até que não chegue a adolescencia, ou quem sabe o periodo da juventude, ou
se Deus permitir continue sempre místico!
Mistérios… mistérios!
Pe. Joãozinho,
Ser criativa no amor!…..hoje deu certo, agora 2 dos meus filhos adolescentes foram com o pai para a Missa, inclusive o nosso Emanuel, que desta vez foi contente.
Mas sei que vai ser uma contínua conquista, domingo a domingo, aquela “cultura” que tinhamos,que domingo é dia de Missa, quase não existe mais… Mais acredito que exista algo maior, se vivermos,se colocarmos em prática a “Palavra”, Jesus estará no nosso meio! Talvez seja isso que os jovens, nos cobrem ” a vivência”…
Padre Joãozinho, a paz
O Senhor agora tocou numa ferida aberta, não tens noção quanto já pedi, rezei, para que minhas 2 filhas (25 23 anos) voltem para a igreja.
Fazendo um retrocesso, penso que a falha foi minha, pois as criei dizendo que precisava estudar para arranjar um bom emprego e ser alguém na vida.
Pura burrice, tinha que ter falado mais de Deus, mostrar a prioridade, mas confesso que na época até para mim, Deus não era prioridade, infelizmente….
Agora, tô aqui amargando, pensando que se as almas delas não forem salvas, cabe a mim, uma boa parcela da culpa. Elas estão soltas, sem religião, acreditam em Deus mas como digo a elas o diabo também crê.
Não sei como posso ajuda-las sinceramente, elas não me ouvem.
Cida
Padre Joãozinho,a sua benção.
Esta é uma pergunta que vivo me fazendo vendo a minha realidade e a de meus vizinhos.Minhas filhas de 20 e 14 anos graças a Deus vão à missa todos os domingos mas, o mesmo não acontece com meu filho de 13 anos.
E uma luta fazê-lo ir a missa dominical.Gostaria muito que o Senhor com sua imensa sabedoria nos desse dicas para consiguir levar os nossos filhos para a igreja.
Fique com Deus .
Direct and indirect bbq cooking….
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