A densidade do presente
Não temos mais do que um instante em nossas mãos. Somos donos apenas do presente. É neste domínio de nossa liberdade que devemos continuamente escolher a vida. Podemos deixar passar preciosos momentos de eternidade. Banalizar o tempo que temos é um pecado… com certeza. Podemos cair na rotina, na mesmice, afundar-nos em vícios e futilidades. Não vale à pena. O tempo tem uma densidade mais psicológica que cronométrica. Imagine que denso não era aquela fração de segundos em que Maria disse: SIM! e a salvação se encarnou no meio da humanidade. O povo que andava nas trevas viu uma grande luz. Todos nós tivemos estes momentos de Kairós, ou seja de tempo intenso, denso, determinante. Em alguns destes momentos nossa vida eterna está radicalmente em jogo. Aliás, quando chegarmos no céu e olharmos para esta vida, diante da eternidade o que serão 10, 20, 40 ou 80 anos? Pouca diferença! O que realmente importa é a qualidade com que vivemos o tempo que temos portanto, vivamos bem cada minuto de hoje como dons preciosos que Deus nos dá.