Acabo de receber algumas perguntas do povo de Juiz de Fora, elaboradas pela Escola de Evangelização Santo André, que promoveu o encontro deste último final de semana:
1. Todos que tiveram a oportunidade de estar no Avivamento Espiritual, ficaram encantados com o carisma e com a forma que o senhor ministra a Palavra e as músicas. O que o senhor achou de Juiz de Fora? Como e quando será sua próxima vinda à cidade?
Sempre ouvi falar de Juiz de Fora, mas conhecer pessoalmente cada uma das subidas e descidas desta cidade foi maravilhoso. Conheci batalhadores e gente santa. Conheci o coração de uma Igreja local que luta para viver o mistério da comunhão. Senti falta de ter estado com o sr. bispo e com os meus irmãos sacerdotes. Precisamos “resgatar” uma uma Igreja cada vez mais una, santa, católica e apostólica. Este foi o coração da minha mensagem nestes dias. Aliás, não fiz mais do que repetir a provocação profética da Conferência de Aparecida: SOMOS DISCÍPULOS-MISSIONÁRIOS… um pé na terra e o outro não!
2. Em uma de suas músicas que foi cantada ao longo do retiro, o senhor fala que o católico deve ser protestante, pentecostal e um pouco mais. Na sua visão, o católico não vive esses carismas por receio de se assemelhar aos “evangélicos”?
Respondo a esta questão em um artigo que mando de presente para a Escola de Evangelização Santo André. Na canção digo que “sou feliz por ser católico e não tenho medo de dizer!” Precisamos recuperar as dimensões de nossa fé que alguns evangélicos vivem em parte e, às vezes, muito bem. Se eles estudam e vivem o Evangelho, pois bem… que sejam evangélicos. Mas eu não sou nem um centímetro menos evangélico que cada um deles, pois minha vida é pregar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
3. A música que diz: “um pé na terra e outro no não”, que também foi cantada ao longo do Avivamento, fala para conciliarmos a vida no céu com a vida na terra. Como senhor concilia esses dois lados na sua vida?
Isto é um desafio muito concreto na diocese de Juiz de Fora que por tradição vive uma fé bastante comprometida. As belezas da Teologia de Gustavo Gutiérrez tem um eco forte por estas bandas. As CEBs tem em Juiz de Fora alguns dos seus principais especialistas. Neste mesmo espaço eclesial nasce uma flor espontânea de pentecostalidade católica que o teólogo Yves Congar exlicaria com sua teoria do “setor livre”, ou seja, o Espírito Santo não precisa dos nossos decretos para agir. Ele é soberano. Mas isso não significa que posamos agir independente do Magistério da Igreja. É a Igreja quem deve discernir estes “sopros”, sem jamais extinguir p Espírito. Juiz do Fora pode ter um pé no chão e outro não, ou seja, juntar mística e militância vivendo a Igreja como “sacramento universal de comunhão, ou seja, de salvação, que é a mesma coisa, segundo o Concílio Vaticano II.
4. O livro “As sete virtudes do líder amoroso”, foi um sucesso de vendas que surpreendeu até o senhor! Qual foi a motivação que o levou a escrever sobre liderança?
Foi quse por acaaso. Não foi muito premeditado. Ao escrever o livro fui percebndo que havia redescoberto um tema que na década de 1970 estava muito em voga em nossas comunidades. Precisamos voltar a formar nossas elites para que de fato a opção preferencial pelos pobres seja inteligente, lúcida.
5. Como vive hoje o Pe. Joãozinho? Quais são os próximos projetos?
Após meu “repouso dominical” de segunda-feira, dou aulas de teologia a distância na terça, aulas presenciais na quarta e na quinta atuo como diretor da Faculdade Dehoniana em Taubaté. Na sexta-feira preparo a ação missionária do final de semana. Preparo para 2009 a gravação do meu 30º Disco de canções e do meu 21º e 22º livros. Deverei em 2009 dedicar mais tempo para a leitura e a reflexão além de escrever mais. Tenho um projeto para um texto acadêmico. Aém disso, temos vários projetos de Educação a Distância no campo da teologia.
6. A Escola de Evangelização Santo André ficou muito feliz com a presença do senhor nesse Avivamento Espiritual! Qual a mensagem que o senhor nos deixa?
Fiquei muito feliz por ver a quantidade de jovens de qualidade na Escola de Evangelização Santo André. Gostei de conversar com o pessoal da Comunidade Resgate e poder ajudar a discernir algumas coisas importantes. O povo ficará para sempre marcado em minha memória… estar dentro e fora de Minas e do Rio de Janeiro só fez bem a estes mineiros torcedores do flamengo. Amei demais o povo desta terra. Já na terça encontrei com meu irmão Pe. Fábio de Melo e lhe disse: “Agora entendo porque você vai a Juiz de Fora até a pé…”. Ele respondeu: aquele povo é santo e inteligente!

30° disco?
Eu achei que tivesse todos os CDs seus ou que contenham participações do Sr. Mas por que o Sr. não posta, qualquer hora dessas, uma lista dos trabalhos onde tenha atuado, hora como produtor musical, hora como cantor ou participação especial?
Abraço!
PS: estou lendo o livro. Mas apesar de relativamente “curto” ele suscita muitos questionamentos e reflexões!
Pe.
fico muito feliz de saber que em 2009 o senhor estudará e escreverá mais.
Aguardo intercedendo.
Pe. Joãozinho,
Acho que realmente seria uma boa idéia você fazer uma lista com os título de seus livros e seus CDs. Pode ser que algum dos assuntos dos livros nos desperte interesse e poderemos ajudar a divulgar seus trabalhos. Normalmente seus trabalhos são inteligentes, interessantes e cheios da unção de Deus.
Seria um enriquecimento a mais para nós.
Grande abraço,
Simone.