ESPÍRITO DE FRATERNIDADE
Pe. Joãozinho, scj
Jesus, manda teu Espírito,,
para transformar-nos em irmãos!
Se tivese que modificar uma frase desta canção que Deus me inspirou, certamente modificaria o refrão. Sempre que escuto o povo cantar: “Jesus, manda teu Espírito, para transformar meu coração!” acho que isso é insuficiente. A ação reparadora do Santo Espírito não modifica apenas o indivíduo. Ele não renova apenas o EU. Mais que isso, o Espírito nos Cristifica, ou seja, coloca um “J” antes e um “S” no meio e outro no final do EU… agora somos JESUS. Como diria o apóstolo Paulo em sua bela carta aos Gálatas no capítulo dois: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”. Ser inserido como membro do Corpo de Cristo significa fazer parte de uma “corporação”. Não somos mais isolados em nosso mundo. Agora fazemos parte da Igreja, que é o corpo de Cristo. Por isso devemos nos exercitar em conjugar o verbo da vida nas pessoas do plural: nós, vós, eles!
Ser cristão é acreditar que a fraternidade é possível e que começou em Jesus de Nazaré. É superar o individualismo tão exaltado na modernidade. Hoje todos querem conjugar o verbo no singular: eu, tu, ele. Muitos já reduziram esta conjugação a uma estranha composição: eu, eu, eu! Vvemos a era do narcisismo. Ouvi uma mulher dizer que é a foavordo aborto porque ela é dona do próprio corpo. Outro adolescente me disse que não tem que prestar contas aos seus pais porque é dono do seu próprio nariz. Um jovem matou sua namorada adolescente porque ela lhe disse “não”. E ele reconheceu: matei porque ela não quis “me” ouvir.
Muitas de nossas canções de louvor tem EU demais e DEUS de menos… tem EU demais e JESUS de menos. É certo que a experiência espiritual é um fato profundamente pessoal, porém, ou ela nos insere na caminhada do povo de Deus, ou pode ser pura ficção de auto-ajuda, esoterismo barato, egoísmo espiritual. Sim. Os pecados capitais podem ser espirituais também quando não vivemos como irmãos.
A “avareza espiritual” fez aquele sacerdote da história de Jesus pasar em frente ao homem caído no chão e ir adiante, pois tinha compromisso no templo. Podemos viver tão apegados a nossas verdades pessoais que chegamos a colocar aviões em prédios ou bombas pelo corpo para defender nossos ideais. É asim que nascem os fundamentalismos.
Vejo por aí muita “gula espiritual”. Há pessoas que rezam demais e nem sempre com uma motivação honesta. No fundo são rezadores compulsivos. Não se assuste em me ouvir dizer isso. Mas tudo o que é demais é veneno… até rezar. Conheço pessoas que gastam todas as finanças da família em livros, CDs, tercinhos, cartões, retiros, etc. Justificam todos os seus gastos dizendo que é coisa santa, que é de Deus, mas no fundo é para satisfazer uma gula egoísta.
Outro pecado capital é a “inveja espiritual”. É quando alguém tem um desejo pela espiritualidade do outro; queria ser tão santo quanto aquele santo; sente que não é tudo o que poderia ser e sente inveja daquelas pessoas da TV que passam o dia em adoração. Ela nunca consegue ver os milagres que Deus lhe dá; preferia os milagre que o irmão recebeu. No fundo a nveja é um certificado de incompetência. Invejar faz muito mal para quem inveja e para quem é invejado. Não é difícil que a inveja espiritual me leve a inventar mentiras a respeito das pessoas que vivem a santidade para diminuir seus méritos e diminuir minha frustração.
Um pecado que vemos muito em nosso mundo de hoje é a “ira espiritual”. É incrível que alguém consiga matar em nome de Deus. Grandes guerras da humanidade foram provocadas por ódio racial ou religioso. Há nações inteiras que nutrem rancor por causa de diferenças religiosas. Isso acontece também dentro de nossas famíliasm quando um é católico e o outro é evangélico. A certeza de que minha fé é a verdadeira não pode me levar a odiar que reza ou crê de um modo diferente.
Existe também a “luxúria espiritual”. É uma verdadeira constradição, pois luxúria se refere aos prazeres da carne, como poderia se referir também aos prazeres do “espírito”? Pois é! Acontece que algumas pessoas buscam na religião somente uma fonte de “gozo espiritual”. Para estes Jesus não é o mestre da cruz. Eles são apenas fãs, admiradores. Gostam apenas de ir na missa do padre mais bonito, que prega melhor, que tem programa na televisão, que canta e encanta. Mas aquela missa de dia de semana do padre do nosso bairro que já está um pouco idoso… bem, esta não lhe dá muito prazer. São beija-flores de missa. Nunca ficam em uma paróquia só. Vão aonde te um pregador “forte”. Só querem saber da fé se for “espetacular”. Por isso sua religião é marcada pela luxúria individualista e egoísta.
Temos ainda a “preguiça espiritual”. Como vimos nos pecados descritos acima, o grande problema é que a motivação espiritual é o egoísmo individualista. Quando a religião não me leva para irmão, não é verdadeira religião, pois esta palavra sgnifica re-ligação. Quando ela me des-liga da realidade do compromisso com as pessoas é uma forma sutil de alienação. Se você convidar esta pessoas para uma ação religiosa transformadora ela vai dizer que está indisposta, que não em tempo, que poderia ser em outro dia, ou seja, vai ter preguiça.
O último pecado capital do espírito é a “soberba”. Esta falta de humildade está na raiz de todos os outros pecados, pois conjuga o verbo amar da seguinte forma: amar a mim sobre a mim mesmo e aos outros somente depois de mim! No fundo o soberbo acha que ele é Deus. Ouvi um pastor das madrugadas “determinando” que Deus deveria ser fiel. É um anto soberbo determinar o que Deus deve ou não deve fazer, não é?
Bem diferente de tudo isso é o fruto do Espírito em nossas vidas. Ele sempre nos coloca no coração da Santíssima Trindade, nos insere no seio da comunidade de amor. O Espírito nos cristifica para que possamos clamar: Abba, Pai! O Apóstolo Paulo diz isso com todas as letras no capítulo 8 de sua Carta aos Romanos: “Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai! O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8,15-17).
No lugar da “avareza” o Espírito coloca em nós o espírito de partilha e a opção preferencial pelos pobres. Você começa a verificar sua fé por meio das obras. No lugar da gula, o Espírito gera em nós a liberdade espiritual. Não ficamos dependentes de um sacerdote ou de um pastor. Temos autonomia espiritual. Não dependemos dos paratos externos ou dos discursos prontos. Somos livres de verdade. No lugar da inveja, o Espírito nos dá a auto-estima. Podemos dizer que somos felizes por sermos católicos. O Espírito que fraterniza, afasta para longe de nós a ira. Não existe em nossa religião lugar para o ódio. No lugar recebemos o dom da ternura. É claro que esta ternura não nos tira o vigor. Também Jesus era manso, sem deixar de ser forte. A luxúria é substituída leveza espiritual. Não vivemos de prazeres. Vivemos da Água do Espírito que nos torna uma família de irmãos. É claro que isso nos dará muita satisfação. Fomos feitos para ser felizes, mas sem sermos escravos de nenhum tipo de apetite humano. A preguiça é deixada de lado e em seu lugar vem a disposição de lutar pelas coisas do Reino de Deus. Finalmente a soberba é vencida pela humildade que aprendemos do Sagrado Coração de Jesus. Por isso, todo devoto pode dizer e repeir sem medo de errar: Jesus, mando e humilde de coração, fazei o NOSSO coração semelhante ao vosso. Ele foi o irmão maior que inaugurou a fraternidade universal na terra… somos seus discípulos, seus missionários. Não descansaremos enquanto a terra não for um reino de irmãos!

Pe. Joãozinho,
“Ser cristão é acreditar que a fraternidade é possível e que começou em Jesus de Nazaré. É superar o individualismo tão exaltado na modernidade….”
Terminei de ler os capítulos, esse trecho me levou ao Jesus histórico…o Jesus que viveu 33 anos naquele tempo… mas que não é só histórico esta Vivo, que Ressuscitou como Ele mesmo prometeu “Eis que estarei convosco até o final dos tempos” …Esse Jesus que esta com cada um de nós, no meio de nós!!! que vai dando luz e forças para melhorar, enfrentar, resolver,tomar decisões… Mas também esta com nós quando num momento da vida estamos de mãos atadas, seja por uma doença, situações que parecem não ter soluções…se caminharmos com Ele, quando nem caminhar se pode… Ele Jesus fará todas as reparações dentro de nós e ao nosso redor, se dermos a Ele o nosso SIM como Maria!
Padre,
retomei hoje a leitura desses capítulos postados.
Sinto falta de formação, todos sentem e precisam dela.
Seria um desperdício não ler, não meditar.
Por isso, me presto a ler com atenção e meditar em minha vida cada capítulo, um por dia, e como exercício, não sugerir nada, uma vez que gosto tanto de “palpitar, sugerir, opnar”…
Acolho no coração e partilho com o próprio Senhor que lhe inspirou a escrever.
Com tudo, peço a Deus que sabe todas as coisas, equilíbrio, serenidade e viver com verdade cada virtude do seu Santo Espírito!
Peço a Deus a graça de usar como meditação diária, esses textos, neste tempo do Advento. Sei que me ajudarão! Obrigada por existir!
Abraço,
Claudia.
Li este artigo,muito contente, pois a referida cancao é um marco para toda a RCC eenfim, a Igreja no Brasil. Aproveitando, quero me fazer grato ao Padre Joãozinho, que a compos e agora nos exorta a vivermos em comunidade, rompendo o nosso ego.
Conquanto, fico triste em ler o ultimo parágrafo, sei que o reverendo tem sua identidade neste movimento belo e útil para a Igreja Santa, Católica e Apostólica.a RCC, suscitada pelo Espírito Santo para reinflamar o seu povo. Bem, a minha tristeza é ver que o sacerdote traz em suas reflexões,pontos de um discurso da herética Teologia da Libertacão:”a opção preferencial pelos pobres. Você começa a verificar sua fé por meio das obras.”Não quero questioná-lo, pois sei que é carismático e tem grande amor e obediencia aà Doutrina e aos ensinamentos da Igreja e do Magistério, em que outrora condenaram essa falsa teologia, por ser na verdade uma ideologia marxista.”Ele foi o irmão maior que inaugurou a fraternidade universal na terra… somos seus discípulos, seus missionários. Não descansaremos enquanto a terra não for um reino de irmãos!” É citando este trecho queli, fiquei angustiado, porque já vi antes sair da boca do ditador comunista Hugo Chavez e sempre leio em artigos de “teologos”como Dom Pedro Casaldaliga, Frei Betto e outros, que na verdade querem instaurar um reino de vertente maléfica para os cristãos e condenado pela Virgem de Fátima.
Desculpe-me se estou errado.
Recomendo oracões e vos saúdo em nome do Deus tres vezes Santo!
A opção preferencial pelos pobres feita pela Igreja, a partir do Concílio Vaticano II, não é e nunca foi heresia. É importante ler o Catecismo e a Doutrina Social da Igreja para não achar que cuidar dos pobres é uma depravação da fé cristã. O parágrafo 1397 do Catecismo, por exemplo, diz: “Para receber na verdade o Corpo e o Sangue de Cristo entregues por nós, devemos reconhecer o Crisro nos mais pobres, seus irmãos.” Ou, ainda, o parágrafo 544: “O Reino pertence aos pobres e aos pequenos.” Seguem ainda este raciocínio os paragrafos 678, 952, 1033, 1932, 2447, 2449.
A conotação marxista, que alguns dão à caridade, levando ao materialismo, é que foi condenada pela Igreja. A negação do Jesus redentor, numa exaltação apenas ao Jesus histórico, é que foi condenada pela Igreja. A encíclica do Papa Bento XVI “Deus caritas est” é bastante esclarecedora. Afirma, ainda, a Igreja na Declaração sobre a Doutrina da Justificação: “As boas obras são frutos da justificação. Jesus e os escritos apostólicos admoestam os cristãos a realizar obras de amor.”
Por fim diz o Catecismo no paragrafo 1931: “Nenhuma lei seria capaz, por si só, de fazer desaparecer os temores, os preconceitos, as atitudes de orgulho e egoísmo que constituem obstáculos para o estabelecimento de sociedades verdadeiramente fraternas. Esses comportamentos só podem cessar com a caridade, que vê em cada homem um “próximo”, um irmão.
Pe. Joãozinho, sempre um reflexo da Luz de Jesus Cristo.
PE.Joãozinho a sua benção eu acho que o senhor devia mesmo mudar a letra dessa música, pois assim, as pessoas poderiam ter um encontro pessoal com Jesus. Que Deus te abençõe hoje e sempre. Abraços!!! Vanessa Freire da Silva Maringá Paraná.
Minha mamae foi embora de casa e estou muito triste ,eu e meu papai ficamos sem vida no coraçao moramos em Fortaleza CE
O nome de meu papai e luiz george vianna kunz e da minha mamae e Vania mendes magalhaes vianna kunz.
eu nao aquento mais tenho 7 anos e estou triste de mais meu papai falou que agora ele e uma metade nao e mais inteiro estudo no colegio SHALOM em fortaleza .Ela nao podia ter feitoisto e muito triste pelo amor de deus me ajude meu papai ta doente do coraçao e muinha mae so fala besteiras dele e da familia ela falou que a familia dela e os meus avos mas nao e nao e eu meu papai irmaos e ela.
ajuda to muito triste
Maria rafaela mendes magalhaes vianna kunz
Padre,
Acompanho o Blog desde o início, neste momento sinto que é preciso aumentar as Orações…, oferecimentos.
Colocando nós todos,com nossas dificuldades, incompreenções, dúvidas, mal entendido… “no Coração de Jesus” para que Ele transforme tudo em amor.
Pedindo a Luz do Espírito Santo para todos, pois cada um tem muito a doar… não esquecendo a Caridade.
Maria Inês
Neste sacramento, o Deus da unidade vem preencher e dotar nossa vida – pessoal e social – entregando-nos o dom da união com Ele e com o próximo”, indica a mensagem.
“Nossas celebrações deveriam suscitar em todos a coragem para construir autênticas comunidades que reconciliem, perdoem e cuidem dos pobres e dos marginalizados”, acrescenta a mensagem final do encontro, que acontece a cada quatro anos.
O documento, divulgado nesse domingo, indica que “o amor aperfeiçoado no sacrifício oferecido por Jesus e renovado na Eucaristia gera um estilo de vida de amor sacrificado” e que “só isto pode conseguir verdadeira harmonia e paz”.
achei interessante este texto encontra se em :”Bispos da Ásia destacam poder unificador da Eucaristia”
Na mensagem final da IX Plenária de conferências episcopais do continente
MANILA, terça-feira, 18 de agosto de 2009 (ZENIT.org).-
@padrejoaozinho http://bit.ly/qFQKU
Boa noite, a Paz de Cristo.
Nem preciso dizer o quanto gosto desta canção, Deus com certeza estava em seu coração no momento em que a compos, mas tenho que admitir que o livro é maravilhoso quase tanto quanto a música, comecei a ler e não consegui parar antes de terminar.
Havia lido o que o padre Zézinho escreveu, dizendo que leu durante uma viajem, acho que levei o mesmo tempo que ele, o livro não é simplesmente uma leitura é uma oração. Obrigado.