Elisa Landy Garcia Almeida
Nascida em Florianópolis (SC) em 11 de Março de 1932, passou a infância no Bairro Saco dos Limões, mudou-se para Brusque, onde então se casou com o nosso pai Rufino Porfírio Almeida e teve duas filhas e dois netos. Após ficar viúva, há aproximadamente 3 anos e meio, mudou-se para Palhoça, quando veio morar conosco: Renata, sua filha, Assis, seu genro, João, seu neto e sua cachorrinha Bilica, onde ficou até o mês de setembro deste ano. Há aproximadamente 8 anos, recebemos o diagnóstico de que nossa mãe era portadora de uma demência do tipo Alzheimer. Nesse momento do diagnóstico, a inversão dos papéis ocorre, e de filha tornei-me “mãe”. A saudade é uma constante e o sofrimento pela perda de alguém é mais bem suportado quando se tem com quem compartilhar e buscar apoio, e esse apoio encontraram na ABRAz-SC (Associação Brasileira de Alzheimer), através do Grupo de Ajuda Mútua, na UFSC. Embora os caminhos desta viagem pela vida sejam um aprender constante, é principalmente quando temos um diagnóstico de demência e quando a morte se aproxima que verdadeiramente devemos entender o significado de viver e de estar com quem amamos.
Além de mãe amorosa e dedicada, Elisa era uma artista, formada pela UDESC em Artes plásticas, lecionou na Escola Profissional Dr. Jorge Lacerda, atualmente CEDUP, onde também se aposentou. Caseira, adorava ler o jornal, dar uma voltinha no centro e pintar, especialmente rosas. Na metade do mês de Outubro, em decorrência de uma pneumonia por aspiração, minha mãe Elisa foi internada no NAS do Kobrasol, sob os cuidados do Dr. Tales R. Scott da Silva, onde após uma semana de tratamento, foi transferida para a UTI do Hospital Saint Patrick na capital, submetendo-se a um tratamento. Faleceu no sábado dia 08/10 aos 72 anos, por complicações decorrentes da diabete após duas semanas de internação. O sepultamento ocorreu no Cemitério São Francisco de Assis, no Bairro Itacorubi, em Florianópolis, na capital, onde agora repousa com nosso pai. A missa de 7º dia será celebrada na Igreja Nossa Senhora da Conceição, no sábado, dia 18/10 às 19h.
novembro 13th, 2008 at 21:51
padre a letra dos textos estar muito pequena.
ou será que preciso de oculos? rsrrr
Abraço
novembro 13th, 2008 at 22:45
Pe. Joãozinho, rezo com muito carinho por sua família e pela família de sua tia e madrinha Elisa. Ao mesmo tempo peço que reze por mim, porque sinto muita dificuldade em pensar na história de minha família: eles eram tão ligados à árvore genealógica e sentiam tanto orgulho de serem famílias tradicionais que eu sentia vergonha de pertencer à mesma família. Queria ser apenas “filha de Deus” e me sentir igual a todo mundo… Muitas vezes deixava de dizer a que família pertenço para não afastar as pessoas simples de mim!
Peça a Deus que cure meu coração… Grande abraço,
Simone.
novembro 14th, 2008 at 15:55
Oi João…
Sou feliz por ter tido a oportunidade de conhecer a tia Elisa… Também sou feliz por ter contribuido um pouquinho como fonoaudióloga no tratamento das sequelas desta doença diagnosticada Alzheimer. O tratamento incialmente surgiu em funçao de uma grave disfonia, porém infelizmente, o quadro se agravou e uma disfagia surgiu e progrediu. Em função disto tive que encaminhar a tia para uma profissional mais perto dela para que realizasse um tratamento mais sistemático….
É… a família Almeida está acabando… Acho que vou fazer mais filho…
Beijos
Ana