Márcio me mandou um comentário em que procura indicar um ponto em que ele acha que o Concílio Vaticano II errou. Segundo ele, inspirado em Santo Agostinho e Santo Tomás, não devemos rezar com os hereges. O que você acha? Um padre católico, ou bispo, ou até mesmo o papa, deve ou não rezar em um “culto ecumênico”, junto com um pastor protestante, ou mesmo em um congresso, junto com líderes de outras religiões?

Segue o comentário do Márcio:

Pe João, Salve Maria!

O senhor está interessado em saber se houve erros no Concílio Vaticano II?

Solicito humildemente que leia o artigo

http://intribulationepatientes…..o-parte-1/

Note bem que o concílio incentivou a oração em conjunto com os hereges.

As Sagradas Escrituras, Santo Agostinho e São Tomás de Aquino nos advertem seriamente para não o fazermos.

Não é esta uma contradição evidente entre o sábio ensinamento da Santa Igreja e as opiniões lançadas pelo Concílio Vaticano II?

Santo Agostinho, por exemplo, nos ensina:

“É de importância capital para a salvação dos homens que estejam unidos pelo dogma, antes de estarem pelo culto.” Santo Agostinho, 1, De Vera religione.

E as Sagradas Escrituras também trazem palavras claras sobre o contato com hereges:

“Acautelai-vos, para que não percais o fruto de nosso trabalho, mas antes possais receber plena recompensa. Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho. Se alguém vier a vós sem trazer esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis. Porque quem o saúda toma parte em suas obras más.” II Jo 1,8-11

Como pode, então, a Unitatis Redintegratio, em seu número 8, incentivar a oração em comum com os hereges, ditos “irmãos separados”?

“Em algumas circunstâncias peculiares, como por ocasião das orações prescritas «pro unitate» em reuniões ecuménicas, é lícito e até desejável que os católicos se associem aos irmãos separados na oração.(…)” UR n.8

Há muitos exemplos de ambiguidades no CV II. Mas no texto citado acima, já não se pode falar apenas em ambiguidade. É um erro, claríssimo, contido nas letras do pastoral e falível concílio.

Espero que o senhor reflita sobre a gravidade e a clareza dos erros do concílio.

AMDG,

Márcio

32 Comentários

  1. Pingback: RCC Brasil

  2. Trecho do Sermão do Cardeal Pie, a Intolerância Católica:

    Falam da tolerância dos primeiros séculos, da tolerância dos Apóstolos. Mas isso não é assim, meus irmãos. Ao contrário, o estabelecimento da religião cristã foi, por excelência, uma obra de intolerância religiosa. No momento da pregação dos apóstolos, quase todo o universo praticava essa tolerância dogmática tão louvada. Como todas as religiões eram igualmente falsas e igualmente desarrazoadas, elas não se guerreavam; como todos os deuses valiam a mesma coisa uns para os outros, eram todos demônios, não eram
    exclusivos, eles se toleravam uns aos outros: Satã não está dividido contra si mesmo. O Império Romano, multiplicando suas conquistas, multiplicava seus deuses e o estudo de sua mitologia se complica na mesma proporção que o da sua geografia. O triunfador que subia ao capitólio, fazia marchar diante dele os deuses conquistados com mais orgulho ainda do que arrastava atrás de si os reis vencidos. A mais das vezes, em virtude de um Senatus-Consulto, os ídolos dos bárbaros se confundiam desde então com o domínio da pátria e o olímpio nacional crescia como o Império.

    Quando aparece o cristianismo (prestem atenção a isso, meus irmãos, são dados históricos de algum valor com relação ao assunto presente), o cristianismo quando apareceu pela primeira vez, não foi logo repelido subitamente. O paganismo perguntou-se se, ao invés de combater a nova religião, não devia dar-lhe acesso ao seu solo. A Judéia tinha se tornado uma província romana. Roma, acostumada a receber e conciliar todas as religiões, recebeu a princípio, sem maiores dificuldades, o culto saído da Judéia. Um imperador colocou Jesus Cristo assim como Abraão entre as divindades de seu oratório, como viu-se mais tarde um outro César propor prestar-lhe homenagens solenes. Mas a palavra do profeta não tardou a se verificar: as multidões de ídolos que viam, de ordinário sem ciúmes, deuses novos e estrangeiros serem colocados ao lado deles, com a chegada do deus dos cristãos, lançam um grito de terror, e, sacudindo sua tranqüila poeira, abalam-se sobre seus altares ameaçados: ecce Dominus ascendit, et commovebuntur simulacra a facie ejus. Roma estava atenta a esse espetáculo. E logo, quando se percebeu que esse Deus novo era irreconciliável inimigo dos outros deuses; quando viu-se que os cristãos, dos quais se havia admitido o culto, não queriam admitir o culto da nação; em uma palavra, quando constatou-se o espírito intolerante da fé cristã, é aí então que começou a perseguição.

    Ouvi como os historiadores do tempo justificam as torturas dos cristãos. Eles não falam mal de sua religião, de seu Deus, de seu Cristo, de suas práticas; só mais tarde é que inventaram calúnias. Eles os censuram somente por não poderem suportar outra religião que não seja a deles. “Eu não tinha dúvidas, diz Plínio o jovem, apesar de seu dogma, que não era preciso punir sua teimosia e sua obstinação inflexível”: pervicaciam et inflexibilem obstinationem. “Não são criminosos, diz Tácito, mas são intolerantes, misantropos, inimigos do gênero humano. Há neles uma fé teimosa em seus princípios, e uma fé exclusiva que condena as crenças de todos os povos”: apud ipsos fides obstinata, sed adversus omnes alios hostile odium. Os pagãos diziam geralmente dos cristãos o que Celso disse dos judeus, com os quais foram muito tempo confundidos, porque a doutrina cristã tinha nascido na Judéia. “Que esses homens adiram inviolavelmente às suas leis, dizia este sofista, nisto não os censuro; eu só censuro aqueles que abandonam a religião de seus pais para abraçar uma diferente! Mas se os judeus ou os cristãos querem só dar ares de uma sabedoria mais sublime que aquela do resto do mundo, eu diria que não se deve crer que eles sejam mais agradáveis a Deus que os outros”.

    Assim, meus irmãos, o principal agravo contra os cristãos era a rigidez absoluta do seu símbolo, e, como se dizia, o humor insociável de sua teologia. Se só se tratasse de um Deus a mais, não teria havido reclamações; mas era um Deus incompatível, que expulsava todos os outros: eis porque a perseguição. Assim, o estabelecimento da Igreja foi uma obra de intolerância dogmática. Toda a história da Igreja não é outra que a história dessa intolerância. O que são os mártires? Intolerantes em matéria de fé, que preferem os suplícios a professarem o erro. O que são os símbolos? São fórmulas de intolerância, que determinam o que é preciso crer e que impõem à razão os mistérios necessários. O que é o Papado? Uma instituição de intolerância doutrinal, que pela unidade hierárquica mantém a unidade de fé.
    Porque os concílios? Para freiar os desvios de pensamentos, condenar as falsas interpretações do dogma; anatematizar as proposições contrárias à fé.

  3. “Um dogma é uma crença/doutrina imposta, que não admite contestação, cada um dos pontos fundamentais e indiscutíveis de uma crença religiosa. No campo religioso, alega-se ser uma verdade divina, revelada e acatada pelos fiéis. No catolicismo, os dogmas surgem das Escrituras e da autoridade da Igreja Católica.”
    “Ponto fundamental e indiscutível duma doutrina religiosa, e, por extensão, de QUALQUER doutrina ou sistema”.
    “Fundamento ou pontos capitais de QUALQUER sistema ou doutrina”.

    Eu entendo dogma, neste caso, (não especificou o dogma católico)como sendo aquilo que é considerado unânime, senso comum entre os fiéis.Mas aí só fica fácil enxerga ecumenismo entre cristãos.

    “O termo doutrina pode ser definido como o conjunto de princípios que servem de base a um sistema religioso”.
    Quais os sentidos da palavra doutrina na sagrada escritura?

  4. “O que você acha? Um padre católico, ou bispo, ou até mesmo o papa, deve ou não rezar em um “culto ecumênico”, junto com um pastor protestante, ou mesmo em um congresso, junto com líderes de outras religiões?”
    Eu acho que pode (“é lícito”), não sei se deve (“e até desejável”), se for “pro unitate” e com os “irmãos separados” (não sei se todos os líderes de outras religiões caem nessa definição). Não sei de que outras “circunstâncias peculiares” se fala.

  5. Vamos beber da fonte do Evangelho

    Mt 5,43-48

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43″Vós ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo! 44Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos.
    46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.

  6. Maria Inês

    Padre,

    A mensagem de hoje que pode nos ajudar a “fortalecer na escolha da vontade de Deus em nossa vida…”Já fui à Santa Missa e rezei por todos do Blog.

    MARIA INÊS

    Bom Dia !!

    Para uma pessoa que pensa sempre de modo otimista, tudo o que acontece na vida a fortalece. Uma alegria, um sofrimento, uma conquista ou um fracasso. De tudo pode aprender uma lição. Isto é força.
    Uma derrota para um atleta, significa maior empenho para a próxima oportunidade. Isto é melhorar sempre.
    Fortalecer-se com as conquistas é desfrutar de uma força já adquirida e que surtiu o seu efeito. Fortalecer-se com os fracassos e as derrotas é treinamento para as grandes vitórias.
    Um sábio adágio popular diz “O que não me mata só me fortalece”. E isto é otimismo.
    Um efeito ainda maior produz a vontade de Deus aceita e cumprida com alegria. Ela fortalece com uma graça adicional que vai além do simples otimismo.
    Para hoje, dia 02 de Setembro:

    ” FORTALECER-SE COM A VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE ”

    Abraços,
    Apolonio


    Postado por DADO DO AMOR no EDUCAR COM AMOR-

  7. Sergio Souza

    Eu queria apimentar o debate levantando alguns questionamentos.

    O que é não rezar com os hereges? Em todas as situações e circunstâncias não devemos nos juntar com professos de outra fé para rezarmos juntos?

    1º) Exemplificando, um homem gravemente enfermo, sua família no desespero pede que um padre para a casa do enfermo se dirija, porém no local já havia um pastor protestante em oração. Poderia o padre rezar com esse pastor rogando a Deus pela cura desse homem, ou o padre deveria bater o pé e dizer-lhes: ‘Quando o pastor sair, eu faço a minha oração?’ Certo ou errado?

    2º) Em um culto ecumênico de uma festa de formatura, estarão presentes o pastor protestante e um mestre espírita. Ambos vão ao evento pelo objetivo de rezarem aos que ali estão, pedindo a Deus toda a bênção aos formandos. O padre rezaria junto com eles, ou simplesmente diria: ‘Quando eles terminarem as suas partes, eu rezo individulamente pelos formandos?’ Certo ou errado?

    3º) Em um manifesto de defesa à vida. Estamos nós, católicos e mais alguns protestantes no Congresso Nacional, antes de entramos no plenário para acompanharmos a votação que vai ou não legalizar o aborto no Brasil, decide-se darmos as mãos e orarmos todos juntos. Nós, enquanto católicos, deveráimos nos posicionar em um canto à parte e fazermos nossas próprias orações? Certo ou errado?

    Nessas situações acima, é lícito rezar com o PASTOR PROTESTANTE e com o Mestre Espírita?

    E como fica o caso de Jesus Cristo? Jesus rezou com Judas Isacariotes. Deveria ter dito Jesus, nas ocasioões em que iria rezar com os Apóstolos: ‘Fora Judas, vou me retirar para orar com os demais’. Jesus acertou ou errou quando rezou junto com Judas Iscariotes?

    Deus vos abençoe!

  8. Sergio Souza

    Complementando a mensagem anterior. Descrevo aqui uma música do padre Zezinho. E aí, concordam ou não com a letra?

    Tenho irmãos, tenho irmãs aos milhões, em outras religiões,
    Pensamos diferente, louvamos diferente, oramos diferentes,
    Mas numa coisa nós somos iguais, buscamos o mesmo deus,
    Amamos o mesmo pai, queremos o mesmo céu, choramos os mesmos ais.

    Tenho irmãos, tenho irmãs aos milhões, em outras religiões
    Falamos diferentes, cantamos diferente, pregamos diferente,
    Mas numa coisa nós somos iguais, buscamos o mesmo amor,
    Queremos a mesma luz, sofremos a mesma dor, levamos a mesma cruz.

    Um dia talvez quem sabe, um dia talvez quem sabe, um dia talvez quem sabe,
    Descobriremos que somos iguais, irmão vai ouvir irmão,
    E todos se abraçarão, nos braços do mesmo deus, nos ombros do mesmo pai.
    Irmão vai ouvir irmão, e todos se abraçarão, nos braços do mesmo deus,nos ombros do mesmo uou, uou,uou… pai…

  9. Elaine Mendes

    Penso que a proibição de estar em oração com pessoas de outras religiões se deva ao fato de na época de Santo Agostinho a maior parte das religiões não ser de raíz judáica, havendo pouca coisa em comum.

    Atualmente as maiores religiões são o cristianismo e o islã. Como há muita coisa em comum, não vejo problema em ter momentos de oração em conjunto.

    A única coisa que noto é certa intolerância com os símbolos católicos e até falta de respeito. Já fizeram exposição de rosários formando desenhos eróticos, quadros com Jesus e os apóstolos fazendo atos impuros etc. A Igreja censura, mas não ameaça ninguém de morte enquanto que os muçulmanos, alguns, já o fizeram. Vejo também intolerância em alguns seguimentos do neopentecostalismo, o maior exemplo foi o chute à imagem de Nossa Senhora Aparecida.

    Acho que estamos entrando numa nova fase de perseguição ao cristianismo, em particular ao catolicismo. Temos que exigir do Estado Brasileiro ação enérgica contra a intolerância agressiva, aquela que não sabe conviver com o diferente.

    Sua benção.

  10. Se rezarmos com os irmão separados uma oração que não contrarie os dogmas católicos, por que não?
    A única ressalva é que temos que fazer isso na intenção da conversão do irmão separado.

  11. Tem que tomar cuidado com algumas posições excessivamente intolerantes, pois elas não estão de acordo com a ortodoxia católica, se formos nos afastar totalmente daqueles que estão separados da Igreja, nunca converteremos ninguém e às vezes um trabalho de conversão é complicado, eu que o diga já que fui um inimigo da Igreja a maior parte da minha vida, se alguém não tivesse se aproximado de mim, eu continuaria agnóstico.
    Às vezes esse pessoal mais tradicionalista o qual eu admiro algumas coisas, manifestam comportamentos muito intolerantes semelhantes àqueles fundamentalistas muçulmanos, não estou generalizando, mas tenho conhecimento de pessoas que se comportam assim e pensam estar acima de Deus.
    É bem verdade também que se nos unirmos com algumas pessoas que odeiam o catolicismo, podemos nos corromper e ficar indiferentes a nossa Religião e até apostatar de vez, conheço casos assim inclusive, então todo cuidado é pouco.
    Quando aos cultos ecumenicos que o Papa participa, eu creio que ele saiba o que faz, não sou eu que vou julgar as intenções do Papa como fazem alguns xiitas.

  12. Patricia-SP

    Bom dia pe. Joãozinho.

    Jesus comento: Quem fala por Mim não será contra Mim…

    O Espirito Santo Age como e quando quiser. Acredito que uma alma, mesmo que toda errada, se tiver guardada em seu coração pelo menos o nome de Jesus. Esta pode ser a única via de sua salvação e sabe lá Deus em qual momento… até mesmo no último instante. Basta um retrospecto da vida que impulsione o reconhecimento de que Cristo é o Senhor e alí há salvação. O bom ladrão crucificado ao lado de Jesus é um bom exemplo.

    Deus criador das palavras torna reto o que era torto e nós não somos criados para definir… Temos nossas falhas humanas de interpretações, críticas, questionamentos. Mas isso tbm é um bem. Pois enquanto estamos interpretando, questionando, criticando, estamos em constante reflexão… e uma vez inserido no contexto de aprender com a reflexão, Sabe lá quando O Senhor pode lançar Seu Nome (Jesus Cristo) para refletirmos em nossa vida. Num momento suicida? Numa ação de crueldade? Num instante do acidente? No fim da vida, etc… Eis a força da Misericórdia.

    Jesus Cristo é o Cordeiro imolado por nossas faltas.

    Abç fraterno

    Patricia-SP

    PS:. Assim aprendi e se há pontos de vista a serem acrescentadas aqui gostaria de ver as postagens. Com isso aprendo mais…

  13. Maria Inês

    Jovem ituano participa de Congresso com Adolescentes na Índia

    Henrique afirmou não haver barreiras entre brasileiros e indianos quando falam com o mesmo propósito
    Em uma viagem de nove dias pela Índia, o jovem ituano Henrique Berni de Marque, de 17 anos, juntou-se a outros jovens representantes de vários países para transmitir a mensagem de união e amor ao próximo. Henrique, que está no 3º ano do Ensino Médio do Colégio Integral Itu – Guimarães Rosa, participou do Super Congresso, evento promovido anualmente pelo Movimento dos Focolares.
    Ao todo, 13 brasileiros participaram do encontro, que reuniu jovens de 13 a 18 anos em uma universidade indiana. Lá, os participantes conferiram apresentações de música, dança, cultura, além de acompanhar testemunhos e experiências vividas pelos jovens pertencentes ao movimento. Henrique compartilhou um momento particular de sua vida com os demais.
    “Falei sobre a sensação de ser assaltado, de ter compaixão pela pessoa que praticava esse assalto e ainda pela oportunidade de ter um objeto meu, devolvido pelo ladrão, depois de um pedido meu. Foi uma experiência única, em que pude perceber que sou vitorioso por ter a vida que tenho e ainda por saber tirar algo positivo de uma situação como essa”, afirmou o jovem.
    Questionado pela dificuldade de se comunicar em um país desconhecido, Henrique afirmou não haver barreiras entre brasileiros e indianos. “Pude perceber que independente de cultura e idioma, quando falamos de um mesmo propósito, conseguimos transmitir e entender a mensagem”, explica o jovem dizendo que esta foi uma interação positiva em sua vida, uma oportunidade de fazer novas amizades além de obter uma riqueza cultural única.
    Leia mais: http://www.integral.br/


    Postado por FAMÍLIAS NOVAS no EDUCAR COM AMOR -

  14. José Carlos Penha

    Bom dia, Padre.

    Não sou um especialista em Teologia. Aliás, apesar dos meus 52 anos de idade, a minha caminhada como cristão católico agente de pastoral é relativamente curta: apenas 9 anos. Antes, apesar de católico, eu era daqueles que apenas vão à Missa de vez em quando.

    Após a minha adesão à missão de todo batizado, eu procurei comepensar o tempo perdido, na medida do possível, conhecendo um pouco sobre a nossa religião, seja por meio de formações indicadas por meu pároco, seja por meio de estudo como autodidata.

    Assim, humildemente, não sou capaz de contribuir com textos da Igreja sobre esta questão. Aliás, quanto mais estudo mais eu sinto que nada sei, frente à imensidão do que ainda tenho por aprender.

    No entanto, eu tive a oportunidade, por alguns meses, de fazer parte de um grupo de oração que se reunia no próprio ambiente de trabalho, duas ou três vezes por semana, no horário de almoço, para simplesmente orar. No nosso grupo apenas eu era católico, os demais eram irmãos e irmãs protestantes, ou evangélicos, como gostam de se denominar (evangélicos nós, católicos, também somos, não é mesmo?, pois seguimos, apesar dos escorregões e das quedas,o Evangelho de Jesus Cristo). Havia até uma irmã kardecista.

    Pois bem, a nossa oração era em cima da Bíblia (respeitando o fato de que alguns livros da Bíblia Católica não fazem parte da Bíblia protestante), algo muito parecido com a nossa Leitura Orante da Bíblia. Claro que levávamos os nossos pedidos, os nossos agradecimentos, as nossas preces. Eu respeitava a religião dos meus irmãos e eles respeitavam a minha.

    Aqui, um parêntese. Quando oramos de forma ecumênica, os dogmas e doutrinas de cada religião devem ser respeitados. Eu não abro mão dos meus dogmas e doutrinas, e o meu irmão de outra religião também não abre mãos dos seus. Porém, eu o respeito como ele é e ele me respeita como eu sou. Eu não posso, de forma acintosa, impor a minha religião e ele a dele. Senão, vira conflito, e não ecumenismo.

    Foi uma experiência muito bonita e muito edificante. Aquela parada no meio do dia para a oração era o alimento da nossa alma, que nos ajudava a melhor conduzir o nosso trabalho. Senti muita falta do grupo, quando a empresa passou por uma reestruturação e vários irmãos foram demitidos ou transferidos para outras unidades. Devido a essas contingências, o grupo se dissolveu.

    Será que eu fui um herege orando com nossos irmãos separados? Acredito que não, pois o mais importante, o que estava acima de tudo, era o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo. E o mais gratificante em tudo isso é que a nossa amizade permaneceu, ainda que os compromissos profissionais nos tenham separado e cada qual seguido o seu rumo. Quando esporadicamente nos encontramos é uma verdadeira festa da amizade.

    Abraço fraterno.

    A sua bênção, Padre.

    José Carlos Penha
    52 anos, agente de pastoral da
    Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Arapuá
    São Paulo – SP

  15. pensandobem

    padre,
    tenho apenas 16 anos, sei muita coisa sobre a Igreja, mas ainda tenho muita a aprender.
    com certeza, nao me oponho ao Vaticano, e acredito que suas chances de errarem são poucas. queria saber de sua palavra:
    o Concílio Vaticano errou ou nao sobre este assunto discutido ?
    abraços
    Samuel

  16. Antes de sermos separados, somos irmãos e, como tal, filhos do mesmo Pai. Que sejamos unidos na oração, já que ainda não podemos ser na instituição!!!

    Abraço

    Paulo Vagner
    Lavras-MG

  17. Domingos de Oliveira

    A questão é que os tais “irmãos separados” não rezam.
    Eles são capazes de pular na sua jugular para deixar bem claro para vc,católico,que eles não rezam,mas oram.
    Com um certo ar de superioridade,eles fazem questão de desprezar qualquer forma de reza q vc,incauto católico,queira chamá-los a participar com voce.
    Portanto,esqueça.Se vc quer mesmo REZAR,procure aqueles q compartilham de sua fé católica e seja feliz!!!!

  18. Não concordei com o Márcio e agora vou dizer o porquê: Márcio, se diz oração pro unitate. Não é qualquer oração e não é a missa. “culto” aí na citação de Sto. Agostinho deve significar missa, algo mais que uma simples oração, e oração essa que supõe justamente separação! Quanto a citação bíblica, você é contra abrigar um “infiel” na sua casa, por exemplo? Porque essa citação se vista isoladamente pode ser entendida como não dar nem um copo d´agua pro “infiel” e virar a cara na rua para ele. É assim que você interpreta essa citação? “Recebais em vossa casa” deve ser o equivalente hoje a construir casa para esses pastores ou templo, ou permitir que eles ajam como ministros dentro da Igreja. E “saudar” deve ser prestar homenagem como se fosse um superior. Se você não alimentar financeiramente a igreja protestante nem tratar o pastor com honrarias especiais, talvez já esteja cumprindo a ordem expressa aí.

  19. Domingos,

    Não podemos generalizar, é verdade que muitos “irmãos separados” (esses entre aspas mesmo) são muito arrogantes, mas nem todos são assim, existem aqueles ignorantes que nós como católicos devemos ensinar a verdade. Vale lembrar que nem sempre as pessoas estão abertas à Verdade, esse é um processo que pode variar, não dá para exigir em um dia a conversão de um protestante, se bem que é bom ter pressa em se converter, pois ninguém sabe a hora da morte.

  20. Silvana Collin

    Paz de Cristo a todos! Na minha família existem ateus, espíritas, evangélicos e católicos. Meu irmão caçula faleceu vítima de um câncer. Nós, os crentes, rezamos juntos por ele durante sua doença e em seu velório. E até hoje unimos em oração por sua alma e pela de todos da família que já partiram desta vida. Não acredito que exista um cristão que considere tal situação um erro! Silvana Soares Lameiras Collin

  21. Eis uma questão intrigante: porque os evangélicos não pronunciam o verbo rezar? Tenho vivenciado isso constantemente,mas nunca me atinei…qual a diferença de rezar e orar?

  22. Seria Santo Tomás de Aquino infalível? Não sofreu ele também as influências do pensamento de seu tempo?

    Se ele for infalível, vamos exigir a volta da Inquisição e a matança de hereges para proteger as almas da propagação de heresias, já que dizia Santo Tomás de Aquino:

    “Podem os hereges ser castigados com a morte imediatamente após o veredicto, e não somente excomungados.” (São Tomás de Aquino. Summa Theologica. II.Q.XI)

    Se não me engano o sexto mandamento diz para não matar. E a Igreja não mais aceita o homicídio direto e voluntário.

    O Catecismo da Igreja Católica (127) repete o que disse Santa Cesária, a jovem: “Não existe nenhuma doutrina que seja melhor, mais preciosa e mais explêndida que o texto do Evangelho” E em nenhum trecho dos Evangelhos Jesus foi a favor da morte: “Eu vim para que todos tenham vida”.

    Ou é ecumenismo, como a Igreja diz “ecumenismo espiritual”, ou o que se tem é proselitismo.

    Fato é que católicos e evangélicos tem tido uma aproximação jamais imaginável antes do Ecumenismo que veio com o Concílio Vaticano II. Tem até cantado juntos em shows. Partilhando palco e canções. E “cantar é rezar duas vezes” (Santo Agostinho).

    20% do público do Rosa de Saron é de evangélicos. O convívio de catolicos com evangelicos so faz perder a fé daqueles que nunca a tiveram.

    Das duas uma: ou foi o Espírito Santo que conduziu o Concílio Vaticano II ou foi a tal “fumaça de satanás” como dizem os tradicionalistas.

    Disse Jesus: Que todos sejam um. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21)

    Meu medo é que as palavras de Jesus e seu Evangelho se tornem apenas um pequeno detalhe para os cristãos.

  23. Ecumenismo em busca da unidade dos cristãos tudo bem, em nome de Jesus…difícil mesmo é converter alguém que tem como sagrado a vaca e o rio Ganges…aí não é pra qualquer um se aventurar…

  24. Padre João, nessa questão dos irmãos separados, gostaria que o senhor postasse no seu blog alguma coisa que a Igreja ensina em relação aos Cristãos Ortodoxos. E o que o senhor pensa em relação à eles?

    Fique com DEUS!

  25. João,

    Cuidado para não se precipitar na interpretação do que diz São Tomás de Aquino, jamais o doutor Angélico, o qual sou devotíssimo, defendeu a morte de inocentes, ocorre que um herege pertinaz que coloca em risco a verdadeira Fé não é inocente e, portanto, não seria injusto a condenação à morte.
    Entretanto vale salientar que não é qualquer um que pode matar o réu, quem deve fazê-lo é a autoridade competente e o mesmo São Tomás de Aquino diz que a pena de morte é em último caso e que a Igreja deve ser miseriocordiosa e procurar perdoar o pecador, mas como tudo tem limite, em último caso a pena capital é válida, pois ela é como se fosse uma oportunidade para o pecador se arrepender e ir para o Céu, logo, a pena capital que São Tomás e a Santa Igreja defendem visa a conversão do pecador e não sua perdição eterna, ou seja, é lícito usar um mal relativo (pena de morte) para alcançar um bem absoluto (Deus).
    Também temos que considerar que São Tomás via a sociedade como um corpo cujos membros seriam as pessoas, então para defender a pena de morte podemos fazer a seguinte analogia: se temos uma parte do corpo com câncer, é mister que eliminemos essa parte para a saúde do resto do corpo, do mesmo modo se um membro da sociedade possui periculosidade suficiente para colocar em risco grande parte da sociedade (exemplo: bandido da luz vermelha, maniaco do parque, Champinha, Fernandinho Beira-Mar, Che Guevara, Fidel Castro, Stalin, Hitler entre outros loucos) , é justo que esse membro seja eliminado pela autoridade competente , isso não VARIA DE ACORDO COM OS TEMPOS, AS LEIS ETERNAS NÃO ESTÃO SUJEITAS A ISSO.
    Portanto, a Igreja é a favor da pena capital, assim como o grande São Tomás de Aquino o qual sempre podemos recorrer em matéria de teologia e/ou filosofia.

  26. Sergio Souza

    Apareceu em minha casa uma irmã que era da paróquia, e que abraçou a Igreja da Assembléia de Deus, mas que está passando por uma´tribulação porque seu marido quer deixá-la por uma amante.

    Não tem encontrado uma palavra de conforto e ajuda da Igreja da qual faz parte. Então me procurou, porque sabia que seria acolhida.

    E aí? Deveria eu, além de ouvi-la e conversar com ela, rezar junto com ela clamando a Deus a restauração do seus lar, por exemplo, ou deveria mandá-la rezar com seu Pastor porque ela não professa a minha crença?

  27. Excelente oportunidade de evangelizá-la. Não é isso que os evangélicos fazem? Todas os ex-católicos que conheço cairam em outra religião num momento de extrema fragilidade. Nisto, eu tenho que “tirar o chapeu”. Acolhimento é a palavra chave deles. Infelizmente conheço pastores que não permitem que suas ovelhas ao menos assitam uma palestra em outra igreja. O que vejo e sinto é que eles tomam posse dos fiéis para eles e não para Deus. Mas falta muito acolhimento de alguns sacerdotes, muito mesmo! A pessoa solicita ajuda ao padre, diz que a filha está com o demônio no corpo (não estou inventando já ouvi mais de uma vez essa história de pessoas próximas) e ele diz que isso não existe, que isso é coisa de espírita! No despero, a mãe procura outras alternativas…vem a vizinha é fala, vamos lá que o pastor faz uma oração…e pimba! Infelizmente, a realidade é assim.

  28. Rodrigo

    O Papa João XXIII disse na primeira sessão do Concílio Vaticano II: “Sempre a Igreja se opôs aos erros; muitas vezes até os condenou com a maior severidade. Nos nossos dias, porém,a Esposa de Cristo prefere usar mais o remédio da misericórdia”

    Nesse espírito disse a Igreja sobre a pena de morte no Catecismo:

    2267. A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a ÚNICA SOLUÇÃO possível para DEFENDER EFICAZMENTE VIDAS HUMANAS de um injusto agressor.
    Contudo, se processos não sangrentos bastarem para defender e proteger do agressor a segurança das pessoas, a autoridade deve servir-se somente desses processos, porquanto correspondem melhor às condições concretas do bem comum e são mais consentâneos com a dignidade da pessoa humana.
    Na verdade, nos nossos dias, devido às possibilidades de que dispõem os Estados para reprimir eficazmente o crime, tornando inofensivo quem o comete, sem com isso lhe retirar definitivamente a possibilidade de se redimir, os casos em que se torna absolutamente necessário suprimir o réu são já muito RAROS, se não mesmo praticamente INEXISTENTES.

    Com isso, a pena de morte por heresia está, praticamente descartada, creio eu, para a Igreja inteira. Até porque o Cristianismo é uma religião pautada em um convite: Vem e segue-me! Pensamentos posteriores é que acrescentaram: Vem e segue-me ou morre. A fé cristã, que era uma proposta (“Eis que estou a porta e bato: Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta,
    entrarei e cearei com ele”), passou a ser uma imposição (Perseguição e morte aos hereges), e a morte passou a ser um remédio, com o qual o pecador herege pertinaz pararia de pecar e, portanto, teria mais chance de ir ao Céu. Um tipo de “salvação à força”.

    Só Deus é o dono da vida, do começo ao fim. Esta é uma LEI ETERNA. A única exceção aceita pela Igreja foi a legitima defesa da vida. Ou seja, o pensamento de Santo Tomás de Aquino, que, para impedir propagação de heresias, permitia o uso de um meio mal para resultar um bem, não foi recepcionado pelo pensamento moderno do Concílio Vaticano II. O Catecismo não fez distinção entre mal relativo ou mal absoluto:

    1756. É, portanto, erróneo julgar a moralidade dos atos humanos tendo em conta apenas a intenção que os inspira, ou as circunstâncias (meio, pressão social, constrangimento ou necessidade de agir, etc.) que os enquadram. Há atos que, por si e em si mesmos, independentemente das circunstâncias e das intenções, são sempre gravemente ilícitos em razão do seu objecto; por exemplo, a blasfémia e o jurar falso, o homicídio e o adultério. NÃO É PERMITIDO FAZER O MAL PARA QUE DELE RESULTE UM BEM.

    Como eu amo o Concílio Vaticano II, não tenho nenhuma dificuldade de olhar pra história da Igreja e agradecer a Deus por ele.

    Catecismo:

    1932-1933 O dever de tornar-se o próximo do outro e servi-lo ativamente se torna ainda mais urgente quando este se acha mais carente em qualquer setor que seja. Este mesmo dever se estende àqueles que pensam ou agem diferentemente de nós. A doutrina de Cristo vai até o ponto de exigir o perdão das ofensas.

    Que Nossa Senhora te proteja!

  29. OMITIDORES DO CACP “ATIRAM NO PRÓPRIO PÉ”! GUTENBERG E A QUESTÃO DOS DETEUROCANÔNICOS
    Caríssimos, Salve Maria!

    Encontra-se no CACP um artigo contando a história de Johann Gutenberg inventor da imprensa.

    Diz o artigo:

    Johann Gutenberg (1397-1468) “Inventor da imprensa desenvolveu durante anos – discretamente e trabalhando até 16 horas por dia – o seu projeto da “arte da escrita artificial”. Ourives de profissão, ele aplicou seu conhecimento sobre metais e fundição para criar um molde tipográfico ajustável, ponto principal de sua invenção. Tratava-se de uma placa formada por centenas de letras soltas, feitas de uma liga de estanho e chumbo. As letras eram arrumadas em uma espécie de estojo, de acordo com o que se queria escrever em cada página. Depois disso, recebiam tinta e eram encaixadas na prensa para “carimbar” o papel ou pergaminho. Para reproduzir a página seguinte, bastava reorganizar a placa, arrumando novamente as letras no estojo. A primeira obra a ser impressa foi uma magnífica edição da Bíblia. O texto era da Vulgata Latina de Jerônimo e foi publicada em Moguncia entre 1450 e 1456. Desde então nenhuma Bíblia tem sido mais estudada que a Bíblia de Gutenberg. Cada volume, página, linha e letra dessa Bíblia – considerada não somente o mais antigo, como também o mais belo livro impresso com tipos móveis – tem sido minuciosamente examinado por estudiosos e colecionadores. Por ser tão rara e preciosa, a Bíblia de Gutenberg tem sido desmembrada em páginas, que são vendidas a colecionadores. A importância desta invenção foi crucial para a reforma no cristianismo. Não se passaram dez anos da publicação da primeira Bíblia e o vernáculo já constituía o texto mais difundido dos livros publicados, e isso sem dúvida contribuiu para conferir uma consciência religiosa diferente culminando no surgimento que levaria à Reforma Protestante. Não demorou a que os gráficos alemães levassem a invenção para a Itália (1467), França (1470) e Espanha (1474). De fato, O invento de Gutemberg, produziu as mais transcendentais conseqüências para a cultura e as civilizações ocidentais. Dessa época em diante puderam ser reproduzidas cópias e livros mais rápida e economicamente e com um grau de perfeição até então nunca alcançado. Hoje, o processo inventado por Gutenberg pode parecer lento. Mas, quando comparado ao método utilizado na época, em que os textos eram copiados à mão, significou um grande avanço. ” http://www.cacp.org.br/historia/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=1095&menu=13&submenu=5

    Mas, uma parte importante da magnífica obra de Gutenberg é omitida pelo autor, pois divulgar tal informação seria “atirar no próprio pé”!

    Os omitidores do CACP escondem um pequeno e gloriosos detalhe:

    A Bíblia imprimida por Johann Gutenberg CONTINHA OS DEUTEROCANÔNICOS, que o próprio CACP acusa que foram adicionados no Concílio de Trento. Diz o falso centro apologético “cristão” em um outro artigo: .

    A MENTIRA:

    Poucos sabem que em 1546, no Concílio de Trento, o clero católico adicionou à Bíblia sete livros apócrifos. Eles já vinham fazendo isso desde o século V, contudo, o reconhecimento oficial e definitivo desses livros por parte da Igreja Católica se deu a partir do século XVI.http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=108&menu=2&submenu=10

    A VERDADE DOCUMENTAL:

    A bíblia impressa por Gutenberg é uma versão anterior ao Concílio de Trento, a citada edição contém os deteurocanônicos. Vejam a Bíblia de Gutenberg no link abaixo:

    http://www.hrc.utexas.edu/exhibitions/permanent/gutenberg/web/pgsdbl560/2_297298_143v144r.html

    Mas, para tentarem se esquivar os caluniadores dizem acima: Eles já vinham fazendo isso desde o século V, contudo, o reconhecimento oficial e definitivo desses livros por parte da Igreja Católica se deu a partir do século XVI. Mas a trágica argumentação acima é facilmente desmascarada pelo Codex Sinaiticus, do Séc. IV que também contém os Deteurocanônicos.

    Vejam o seguinte artigo: http://caiafarsa.wordpress.com/deuterocanonicos-e-o-codex-sinaiticus/ Assim provamos e mostramos a mentira e a omissão do CACP, que neste artigo conta uma meia verdade, pois admitir a verdade total seria desastroso para eles.

    Por Jefferson Nóbrega

    Pax et Bonvs.

    http://caiafarsa.wordpress.com/omitidores-do-cacp-atiram-no-proprio-pe-gutenberg-e-a-questao-dos-deteurocanonicos/

  30. Ronie Diniz

    Os irmãos separados rezam???

  31. Alguns irmãos protestantes acusam os católicos de usarem a expressão “rezar”, quando a correta seria “orar”. “Rezar”, segundo eles, em linguagem popular e conotativa, sinaliza para crendice, superstição, algo menos nobre. “Orar” e “oração” seriam as formas mais dignas para significar a conversa com o Altíssimo. Alguns chegam a dizer que “rezar” está vinculado à textos decorados, onde aquele que “reza” não está adeqüadamente sintonizado no momento da oração, apenas repetindo textos pré-escritos.

    Em primeiro lugar, o próprio Jesus nos ensinou uma oração decorada: “O Pai-Nosso”. Logo, é descabido o argumento de que repetir textos pré-escritos não se classificaria como oração. Aliás, ler um texto e profundamente, com o coração, entender o que se está dizendo, nada mais é do que uma autêntica oração.

    Em segundo lugar, REZAR, em linguagem coloquial e denotativa, é sinônimo perfeito de ORAR. Tanto pela etimologia quanto pelo conteúdo, orar e rezar são sinônimos, significam a mesma coisa. Não existe tão menos evolução semântica ou qualitativa. Orar ou rezar é elevação da mente e do coração a Deus para escuta e diálogo com ele.

    http://vocacionadosdedeusemaria.blogspot.com/2008/10/sbado-ou-domingo-rezar-ou-orar.html

  32. Sábado, 19 de Setembro de 2009
    “Experiência religiosa” de um protestante racionalista
    Lendo recentemente o blog do Padre Zuhlsdorf, deparei-me com uma publicação sobre as impressões que a visita a uma capela católica causou em John Adams (1735-1826), segundo presidente americano.

    Adams, como muitos políticos americanos do século XVIII, era um deísta. A religião se via reduzida a um conjunto de preceitos morais; segundo Adams, sua religião se limitava aos “Dez Mandamentos e ao Sermão da Montanha”. Não acreditava na divindade de Cristo, nem na Providência Divina e rejeitava todos os demais dogmas cristãos. Para ele todos os homens honestos eram cristãos, no sentido que ele dava à palavra.

    As observações foram feitas em carta à sua esposa, Abigail Adams, e revelam o impacto da liturgia católica mesmo sobre um homem de formação protestante e racionalista. Dou algumas explicações dentro do texto e comento no final.

    Phyladelphia Octr. 9, 1774

    Minha Querida

    (…)

    Hoje pela Manhã fui à Reunião do Dr. Allisons (na casa deste) e ouvi o Dr. – um bom Discurso (não se tratava, portanto, de um culto, mas de uma simples reunião) sobre a Ceia do Senhor. Era uma Reunião Presbiteriana. Eu confesso que não sou um apreciador das Reuniões Presbiterianas nesta Cidade. Eu prefiro ir à Igreja (fala provavelmente da Igreja Unitariana, seita deísta americana). Nós temos melhores Sermões, melhores Orações, melhores Oradores, mais suaves, música mais suave, e Companhia mais distinta (sem a companhia do povo ignorante). E devo confessar, que a Igreja Episcopal é tão agradável ao meu Gosto quanto à Presbiteriana. Elas são ambas Escravas da Dominação do Sacerdócio (refere-se à natureza sacramental de ambas, mais presente na primeira). Eu prefiro o jeito Congregacional (foi criado nesta seita), mais próximo daquele Independente (Igreja Unitariana, que no tempo de Adams assimilou a maioria das Igrejas Congregacionais de Massachusetts).

    Nesta tarde, levado pela Curiosidade e boa Companhia (George Washington?) fui à Igreja Mãe, ou melhor, Igreja Avó (a igreja mãe, seria a Igreja Anglicana – origem do puritanismo americano – e, portanto, a Igreja Católica seria a “avó”!), quero dizer à Capela Romanista. Ouvi um Sermão bom, curto, moralizante sobre o Dever dos Pais para com seus filhos, fundado na justiça e Caridade, de cuidar de seus Interesses temporais e espirituais.

    A Distração Vespertina foi para mim, mais terrível e impressionante. Os pobres Miseráveis (elitista, não?), manuseando suas Contas (rosário), cantando em Latim, sem entender Palavra alguma, seus Pai Nossos e Ave Marias. Sua Água benta – persignando-se perpetuamente – Inclinando-se ao Nome de Jesus, sempre que o ouviam, suas Inclinações, e Genuflexões diante do Altar. A Veste do Sacerdote era rica, com um Laço, seu Púlpito era de Aveludado e Dourado. O Altar era muito rico – pequenas Imagens e Crucifixos – Velas acesas. Mas como devo descrever a Pintura de nosso Salvador numa moldura de Mármore sobre o Altar em Tamanho real na Cruz, em Agonia, e o Sangue pingando e escorrendo de suas Chagas.

    A Música, que consistia em um órgão e um Coro de cantores, tomou toda a Tarde, excetuando-se o Momento do sermão, e a Assembleia cantava – na maioria do tempo suave e agradavelmente.

    Isto é Tudo que pude captar com um golpe de Visão, Audição e Imaginação. Todas as Coisas que podem seduzir e encantar o simples e ignorante. Eu imagino como Lutero pôde ter quebrado o encantamento.

    Adieu.

    John Adams

    Permito-me uma observação sobre o parágrafo final. Para Adams a liturgia católica envolve o simples e o ignorante porque fala a seus olhos, ouvidos e imaginação – e não à sua razão. Ora, não aprendemos com o Filósofo que o conhecimento humano é passivo e que, enquanto o homem não recorre aos sentidos, não conhece?

    A constatação de Adams é o contrário do que dizem os modernos liturgistas, para os quais a “simplificação” – lê-se destruição – e a “verbalização” da liturgia são benéficas ao povo simples.

    Esta redução da linguagem e comunicação de Deus à simples palavra – escrita, falada, ouvida – é típica do protestantismo. E é esta nefasta influência protestante que contamina a liturgia católica hodierna.

    Mas o próprio Adams não pôde se furtar ao impacto poderoso da liturgia católica. Suas palavras mal disfarçam seu próprio encantamento, embora ele, “homem das luzes”, não estava propenso a admiti-lo.

    A liturgia que fala igualmente ao ignorante e ao letrado é a única propriamente católica. Ela fala ao homem inteiro e com uma riqueza de códigos que somente a longa Tradição da Igreja Católica soube edificar.

    O empobrecimento das liturgias, a negação dos silêncios, dos símbolos, dos gestos, a necessidade de tudo comentar e explicar é a maior espoliação sofrida pelo povo simples, em seu nome e sem o consultar.

    http://oblatvs.blogspot.com/2009/09/experiencia-religiosa-de-um-protestante_19.html

  33. Sua Benção Padre. Deus não faz acepção de pessoas. Ele ama a todos de forma única e nos dá esse ensinamento: ” Amai-vos uns aos outros como vos amei”. Ora, se somos irmãos em Cristo quer dizer que nosso Pai é Deus e como tal Ele ama a todos de forma igualitária.Eu entendo que o ecumenismo deve acontecer ou seja a Igreja Verdadeira fundada por Jesus Cristo deve acolher a todos porque são filhos de Deus e como pai recebe o filho do jeito que está: obediente, desobediente, pobre, rico, negro, pardo, amarelo porque Ele é amor. Quero deixar registrado que a autoridade do Sacerdote, Papa está em Hebreu 5 (1-5), ou seja, é constituído por Deus para oferecer dons e sacrifícios. Ora se não há conversação como poderemos converter alguém se não há conversação? Jesus veio falar somente com os judeus mas isso não serviu de objeção para que os pagãos também fosse batizado a exemplo do etíope e demais outros existentes na Bíblia. Ao invés de criticarmos vamor rezar e pedir ao Espírito Santo que dê sabedoria, discernimento e entendimento e que encontre a verdade no Evangelho, na Tradição, na História, na arqueologia e demais provas existentes. Deus abençoe a todos porque é Pai de todos, dos cristãos, dos pagãos,etc… o que interessa é Amar à Deus sobre todas as coias e os demais serão acrescentados pela Trindade Santa. Deus o abençoe e Maria o carregue no colo como uma Mãe amorosa que é.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>