Conta-se que, num tempo e lugar distantes daqui,  um jovem pecou levantando falso testemunho. Ele inventou uma história repleta de meias verdades sobre uma pessoa inocente. A fofoca se espalhou rapidamente e começou a prejudicar a vítima. Não existe mentira mais perversa do que meia verdade. Todos veem a metade verdadeira e deduzem o resto. O problema é que a outra metade era inventada… pura mentira. Ocorre que ao ver os danos causados, o jovem se arrependeu de seu pecado e procurou um velho sacerdote para fazer confissão. O sábio o atendeu calmamente, ouvindo cada uma de suas palavras. Ao final disse: – “Vocês está realmente arrependido deste pecado?” O jovem rapidamente respondeu que sim e que inclusive já havia pedido perdão à pessoa que injustamente havia acusado. – “Bem…” respondeu o confessor, “então antes de lhe dar a absolvição vou pedir que cumpra uma penitência. Você vai pegar um travesseiro de penas, subir em um alto monte e soltar as penas ao vento.” – “Só isso?” admirou-se o penitente. – “Sim. Depois volte aqui”. No dia seguinte o jovem voltou satisfeito. Então o sacerdote disse: – “Agora você está preparado para cumprir a segunda parte da penitência: volte à planície e recolha todas as penas novamente no travesseiro, depois volte para receber a absolvição”. O jovem olhou sem entender: -”Mas isso é impossível”. -”Justamente. Da mesma forma é impossível reparar a fofoca. Apenas porque a misericórdia de Deus é infinita, você poderá receber o perdão. Mas o mal que você provocou ficará pairando sempre, como penas ao vento. Pense bem antes de falar novamente algo contra alguém!”. E o sacerdote deu a absolvição e pediu que o jovem rezasse uma ave-maria por pena espalhada, como penitência.

Que tal espalhar esta história por aí como penas ao vento?

Contei assim como ouvi… Pe. Joãozinho, scj

http:twitter.com/padrejoaozinho

Sacerdote da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, reside atualmente em Taubaté-SP, onde atua como professor de teologia e Diretor Geral da Faculdade Dehoniana (www.dehoniana.org.br). É doutor em Teologia Sistemática (Assunção - SP), em Educação (USP) e em Espiritualidade (Gregoriana - Roma). Evangeliza também por meio da música e de diversos livros e artigos em revistas. Atua também em pregação de retiros, cursos e programas de televisão.

22 Comentários

  1. Ana Vitória

    E quantas penas já estão espalhadas por aí…
    Digo sempre: Pense e reflita antes de lançar um comentário.
    Precisamos de respeito !!!

  2. Caroline Gioseffi

    Hoje, somos bombardeados a todo momento com mentiras, principalmente no trabalho, onde é uma intensa competição!!
    Graças a Deus, nunca fui vítima, e melhor, nunca fui a agressora. E luto a cada dia para me manter bem longe desse mal.
    Vivo o PHN diariamente, é o que tem me ajudado…
    Vou repassar essa mensagem a todos que conheço, e se assim conseguir tocar um só coração, já terá valido o esforço.
    Grande abraço, sua Benção!
    Paz…

  3. Lindo este texto. Eu o conhecia de modo diferente. No lugar as penas era uma folha de papel picada em pedaços bem pequenos. Mas com a pena ficou melhor. O importante é a lição. Se for abrir a boca para falar besteiras que possam prejudicar outras pessoas, melhor ficar de bico fechado. Obrigada pelo lindo texto.

  4. Ellen Fornazieri

    Deveríamos sempre nos ater as coisas que estão a nossa volta… Preocuparmos-nos mais em ser solidários ao invés de somente enxergar a vida do outro como se fosse um problema nosso.
    Por que ainda tomamos atitudes ‘acreditando’ que aquilo que estamos fazendo ou falando não irá prejudicar o outro mais do que ele mesmo já se prejudicou?!
    Deveríamos sempre tentar ‘recolher as penas’, porque assim não passaríamos da primeira ‘fofoca’, pois não conseguiríamos recolher todas no tempo suficiente que temos para viver.

    Abraços, sua benção!!
    Ellen

  5. As vezes fazemos comentários “fofocas” sobre a vida dos outros e nem temos noção do mau que estamos fazendo, quando lemos essa história ai sim temos a dimensão do caos que espalhamos.

  6. Pingback: Cristiano Borges

  7. maria Rita avellar

    Muito interessante essa história do pecador e do sacerdote,sinto que o mundo vai virar uma “OVERDOSE” de penas voando por ai.Esse é uns dos pecados mais cometido nesse mundo, que virou de cabeça para baixo.Os valores se perderam e tá difícil de organizar tudo isso!

    Adorei o texto como tudo que o padre escreve,seu trabalho tem me ajudado ainda mais á entender essas diferenças humanas!Sua Bencão e vOu repassar pode deixar…1 real para cada repasse…kkkkk..bjos!

    MARIA RITA AVELLAR

  8. Michelli Brainer

    Conhecia essa história como sendoum sábio chinês… rs.

    Ma tudo bem…… espalharei essa nova versão como espumas ao vento, padre!

    Sua bênção!

  9. Já fui vítima de uma fofoca que me deixou grandes marcas. Hoje sou uma pessoa feliz e realizada,tenho Deus no coração e uma família linda…sei que DEUS perdoou quem me ofendeu e hoje, depois de muito sofrer posso dizer também que perdoo!
    Um abraço à todos e cuidem de sua línguas…rs

  10. Pe. Joãozinho

    Quando eu ouvi essa historia pela primeira vez fiquei cho-ca-da. Eu não tinha toda essa visão da maldade que eu fazia. Deus tocou muito meu coração (orai e vigiai). Muito bom saber que exite um Deus que nos perdoa, mesmo que a segunda parte da penitencia seja impossivel para nós.

    É muito bom ter a sua presença no twitter.
    Muito obrigado.

    Eu estou lendo o livro COMBATE ESPIRITUAL.
    De: Nágela Leandro
    TO

  11. Acho que as pessoas estão jogando muita pedra na Maria Madalena… será que na parte inversa também não esta ocorrendo também muito julgamento e fofoca através do que acharam ou acham de ser?
    Com diria GAndhi: “Só quando se vêem os próprios erros através de uma lente de aumento, e se faz exatamente o contrário com os erros dos outros, é que se pode chegar à justa avaliação de uns e de outros.”

    NINGUÉM VIU QUE MARIA MADALENA SE SILENCIOU… MAS APESAR DOS PESARES SEGUE A REFLEXÃO ABAIXO PARA SE FAZER PENSAR:
    Eu prefiro ser uma mínima grama de Ouro que brilhará na frente de Deus do que um monte de palha que se ajunta nesta vida (todas as coisas “físicas” deste mundo) e que com certeza se queimarão na frente do senhor.
    O segundo Pentecostes virá como orvalho sobre o mundo e transformará o deserto num jardim, no qual toda a humanidade correrá como esposa, ao encontro do seu Senhor, num renovado pacto de amor com Ele. Assim a Santíssima Trindade receberá a sua maior glória e Jesus instaurará o seu glorioso reino de amor entre vós.

    Ml três, 19-20: Porque eis que vem o Dia, que queima como um forno. Todos os arrogantes e todos os que praticam a iniqüidade serão como palha… Mas para vós que temeis o meu nome, brilhará o sol de justiça, que tem a cura em seus raios.

    Maria Madalena sabe o brilho que tem, sempre, mas sempre a única intenção foi ajudar, sem nada pedir em troca talvez só um pouquinho de amor e desejar parabéns ou bem para os outros pois “ amar não é só passar a mão na cabeça “… mas é melhor novamente silenciar-se… “O silencio é o único grito que se torna eterno e do qual é a melhor resposta”.

    Jose apesar dos pesares eu tenho amor por vc e nunca quis te prender…se pensa ao contrario paciencia… nao sou uma manipuladora.fique bem! e boa viagem semana que vem! cuidado com os hipopotomos.

  12. Esta é uma história, com a qual temos muito o que aprender. Posso dizer uma coisa, com toda a sinceridade de meu coração?
    Graças a Deus não tenho o hábito de fazer fofoca, pois morro de medo de comentarios maldosos, mas quantas vezes acabo sim, por ouvir coisas que não deveria escutar e então me envergonho da fraquesa do meu ser tão pequeninho. Mas vejo que através do dom e da graça que o Espirito Santo suscita em mim, eu logo acabo esquecendo. APAGO. Não gosto de fococas.

  13. Maria Madalena

    Quase tão grave quanto “penas ao vento” são “palavras ao vento”, palavras frias, insensíveis, não pensadas antes de serem “despejadas”sobre as pessoas que só pediram ajuda…
    Palavras que ninguém espera ouvir de um Padre, principalmente em se tratando de um pedido de CONFISSÃO.
    Tais palavras foram: “Não posso pastorear o mundo, respeite o limite das pessoas!”
    Palavras desnecessárias, feias, cruéis, que ninguém espera ouvir após um pedido deste…

  14. Pior que “penas ao vento” são “palavras ao vento”, palavras frias, insensíveis, “despejadas” sobre algúem que só pediu ajuda…
    E o pior é que essa ajuda era um pedido de CONFISSÃO…
    Tais palavras foram; “Não posso pastorear o mundo. Respeite o limite das pessoas!”
    Palavras cruéis, frias, insensíveis, totalmente impróprias para um Padre…

    Este comentário foi escrito por uma pessoa que insiste em fazer sua confissão com o Pe. Fábio. Já pensou se todos quisessem se confessar com o bispo, ou com o papa? Ninguém pode dar conta do mundo. Isto não é insensível. É realista. Mas esta pessoa é egoísta. Só pensa em seu capricho pessoal. Lamentável.
    Pe. Joãozinho, scj

  15. Pe.Joaozinho

    Que linda historia,é uma grande liçao de vida,devemos pensar antes de falar,pois se refletimos nao iremos dizer coisas desnecessarias e nem ofender ninguem,como diz Sao Thiago:

    “Vocês já sabem, meus queridos irmãos: cada um seja pronto para ouvir, mas lento para falar, e lento para ficar com raiva, porque a raiva do homem não produz a justiça que Deus quer. Se alguém pensa que é religioso e não sabe controlar a língua está enganando a si mesmo, e sua religião não vale nada.”

    (Carta de S. Tiago cap. 1, vers. 19 – 20 e 26.)

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  19. Padre, seu comentário sobre o meu comentário, não foi esclarecedor, o sr. bem sabe disso.
    Já que se dignou a comentar, peço-lhe que esclareça melhor.
    As palavras que eu disse serem insensíveis e cruéis, partiram do sr. e não do Pe. Fábio. O próprio, nem sequer tomou conhecimento do fato. O sr, resolveu me “despachar”, me “descartar”, sem nem ao menos considerar a possibilidade de me ajudar, intercedendo junto ao Pe. Fábio, uma vez que não consegui nenhuma maneira de me comunicar com o mesmo.
    Esse foi o pedido que lhe fiz. E o sr. respondeu por ele, sem sequer pensar em me ajudar.
    Não creio ter pedido nada demais, demais foi sua resposta. E, agora, demais foi seu comentário.
    Não sou egoísta, não tenho caprichos pessoais por resolver, não desrespeitei ninguém, pelo contrário, não fui respeitada nem pelo fato de ser Sócia da Canção Nova, nem pelos meus sessenta anos.
    Lamentável mesmo, o sr. agora usou a palavra certa, só que lamentável foi a atitude do sr., não a minha.

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  21. Pe. Joãozinho

    Gostei muito do texto, é muito bom termos leituras que nos façam refletir sobre nossos comportamentos e valores. Somos humanos e se não tivermos o hábito de fazer uma reflexão cotidiana, com certeza cometemos muitos erros. Que bom que existem padres como o sr. e o padre Fábio, entre outros, que nos oferecem textos, palavras, músicas que ajudam na nossa busca por ser uma pessoa melhor, o nosso crescimento em ser cristão.
    Quanto ao comentário Madalena:
    “O tempo todo Jesus já nos alertava sobre o risco dos ídolos,pois a idolatria é um dos principais problemas religiosos no mundo”. (Mensagem Direção Espiritual, 11/11/09)

    Tenho imenso carinho pelo trabalho evangelizador do pe. Fábio e sei que mesmo sem nos conhecermos pessoalmente, os nossos caminhos se cruzaram para que eu me tornasse uma pessoa melhor. Sem idolatria, tendo admiração por um ser tão iluminado e pedindo sempre que Deus o abençoe sempre.

    Pe. Joãozinho, essas palavras se estendem ao sr. também.

  22. Oi querido Padre Joãozinho!

    Linda história, eu já conhecia mas é sempre proveitoso ler novamente, pois nos leva à reflexão.

    Apesar de falar sempre com o sr. pelo Twitter, acho que o sr. não viu que tenho um blog.
    Vou deixar o link : http://www.amigopadre.blogspot.com

    Sua benção, fica com Deus.

  23. Jussara Resende

    Nunca mais vou me esquecer desse texto,assim c sempre me recordo de um dos muitos ensinamentos de uma antiga professora:”A palavra é como pedra,depois de lançada não tem volta”.Eu nunca gostei de fofoca e tenho uma certeza: nós temos dois ouvidos para o que não presta entrar por um e sair pelo outro…Mas não é verdade?Bastaria um então,uai?!!rss
    Grato abraço pe!

  24. Cresci vendo minha família se degladiar por causa de fofoca…foram anos de horror e marcas que jamais se apagaram…tenho pavor de gente que comenta a vida dos outros…quem mora em cidade pequena então, meu Deus…é um provincianismo!Quando começam já falo, não, não não…nem me conta.Com quem não tenho intimidade dou um sorriso amarelo e tento não alongar o fato, mas que é difícil é mesmo, porque não vivemos numa bolha…lembra da parábola dos 3 filtros?…”três filtros de Aristóteles podem limitar o poder da fofoca. Basta se perguntar, antes de passar a frente qualquer informação, se o que se vai falar é verdade (filtro da verdade), se é algo bom (filtro da bondade), e se será útil para quem for ouvir (filtro da utilidade). ”
    Bom fim de semana.
    Reze por mim padre, pois minhas baterias acabaram e ainda tenho um longe mês até uma prova complicadíssima…

  25. Gessineide

    Oi Padre Joãozinho
    Parabéns pela história que é a realidade de muitas pessoas que vivem de querer fazer mal as pessoas e vivem sem saber que pode fazer muito mal a se mesma e na hora do arrepedimento não dá conta de recolher as penas.
    Reze por mim e muita saúde para o senhor e toda familia, que Jesus te ilumine. Admiro muito seu trabalho.

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  29. RT @padrejoaozinho: Penas ao vento # http://t.co/CfUB9yj

  30. Fui vitima de fofoca. hj tento viver minha vida tranquilamente mais esta sendo muito difícil.

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