Entrevista com o Pe. Laurent Touze, da Pontifícia Universidade da Santa Cruz
Por Carmen Elena Villa
ROMA, terça-feira, 9 de março de 2010 (ZENIT.org).- Um momento para a reflexão e o aprofundamento no tema do celibato sacerdotal foi realizado na Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Roma), nos dias 4 e 5 de março.
O evento acadêmico, do qual participaram centenas de sacerdotes de Roma e de diversas dioceses do mundo, assim como dezenas de leigos e religiosos, contou, entre outros, com a presença do prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Claudio Humes O.F.M, e do prefeito da Congregação para a causa dos Santos, Dom Angelo Amato.
Diferentes sacerdotes, leigos e acadêmicos falaram sobre a natureza do celibato, sua origem e sentido, assim como sobre as exceções que a Igreja permitiu, especialmente em alguns ritos orientais e nos sacerdotes ex-anglicanos que contraíram matrimônio e que desejam entrar em plena comunhão com a fé católica.
O Pe. Pablo Gafael, em sua conferência, “O celibato sacerdotal nas igrejas orientais”, reconheceu que, no tema das exceções que a Igreja permite, é preciso entrar “na ponta dos pés”, enquanto o Pe. Stefan Heid mostrou, em sua conferência, como a Igreja, ao longo da história, foi discernindo e assimilando a importância de que os sacerdotes vivam a continência perfeita pelo Reino de Deus.
Para esclarecer este tema, Zenit entrevistou o Pe. Laurent Touze, professor da Pontifícia Universidade da Santa Cruz de Roma, que participou desde congresso com a conferência “O celibato está vinculado ao sacramento da Ordem? Para uma teologia espiritual do celibato”.
-O celibato é um dogma de fé ou uma disciplina?
Laurent Touze: Nem um nem outro. Não é um dogma de fé, porque atualmente se vê na Igreja que existem sacerdotes casados, como, por exemplo, alguns da Igreja Católica oriental. Nem todos, mas alguns admitem sacerdotes casados ou, como se recordou recentemente no motu proprio do Santo Padre, Anglicanorum coetibus, publicado em 4 de novembro de 2009: entre os ex-anglicanos que querem voltar à comunhão com a Igreja Católica, serão admitidos sacerdotes casados.
-Com esta medida, você acha que o celibato poderia um dia chegar a ser voluntário também para os sacerdotes do rito latino?
Laurent Touze: Não, porque a Igreja está entendendo cada vez mais a relação entre o sacerdócio, o episcopado e o celibato. É algo que poderia se assemelhar à revelação de um dogma, ainda que não o seja neste momento e se tende sempre mais a entender que se deve promover entre todos os sacerdotes, e também entre os sacerdotes católicos orientais, uma prática que seja verdadeiramente similar à que se vivia nos primeiros séculos.
-Mas, se nos primeiros séculos havia tantos sacerdotes casados, entre eles os apóstolos…
Laurent Touze: Estudos demonstraram de forma convincente que este fato deve ser interrogado: não se vivia a continência de todos os clérigos, mas desde o momento da inclusão da ordem sacerdotal, estes homens deveriam viver a continência com a permissão da própria esposa, porque isso era um compromisso do casal.
-Então por que são feitas exceções?
Laurent Touze: Historicamente, porque houve uma manipulação de textos e penso que uma má tradução que a Igreja oriental, que se separou de Roma e reconheceu que havia declarado contrariamente à tradição, poderia ser aceita. Neste sentido, há verdadeiramente algumas exceções. A Igreja descobriu que tinha a possibilidade de admitir exceções, mas que deveriam ser entendidas dessa forma. Respeitavelmente, como sublinhou o Concílio Vaticano II, nas igrejas católicas orientais há sacerdotes casados santíssimos que contribuíram muito para a história da Igreja e da fé em épocas de perseguição, mas são verdadeiramente exceções.
-Mas, com os bispos, não são feitas estas exceções. O celibato episcopal tem algum significado especial?
Laurent Touze: É muito diferente, tanto teológica como historicamente. Mais ainda, o Concílio Vaticano II, com a constituição Lumen Gentium, definiu que o episcopado é a plenitude do sacramento da ordem. É necessário descobrir a especificidade do episcopado e, por conseguinte, o celibato episcopal. E pode ser demonstrado com o fato de que, no celibato ou continência do bispo, jamais foi feita uma exceção.
Isso é algo estudado pela Igreja, sobre o qual o pontificado romano teve de refletir mais recentemente na história contemporânea depois da Revolução Francesa, porque alguns bispos, ou melhor, ex-bispos, pediam para se casar.
Isso foi estudado e se disse que era impossível, que isso não deveria ser feito nunca, que estava em jogo o assunto dogmático ou, ainda mais recentemente, com a ordenação de homens casados e bispos esposados que se efetuaram na ex-Tchecoslováquia por imposição ou com a pressão do partido comunista ao poder. Também aí, a Igreja havia afirmado que o bispo sempre deve ser celibatário.

Padres casados ? Não. Sou leiga e o que me empede de ser totalmente de Deus é família,muitas coisa não posso participar por obediência a marido e filhos. O melhor é ter a opição Padre ou casado.
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eu sou leiga neste assunto, prefiro ouvir os sacertodes das divinas causas….vou acreditar nos dógmas!!!!
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Ai padre tema, este assunto é espinhoso. Desculpe-me, sabemos que o casamento envolve mais que o sexo, porém, também ele. Não tenho nenhum cobiça por padres, entretanto, tento posicionar-me no humano, no impulso natural e também penso nos desvirtuamentos que existem por aí. Penso que a Igreja tem nestes sacerdotes casados do rito Oriental uma oportunidade de observar mais de perto esta questão.
O senhor sabe que existem padres que são comprometidos até o último fio de cabelo e empenhados nas coisas do Reino, e fariam a mesma coisa casados, marido exemplar, leal e um exelente chefe de família. Não acho que uma mulher o desviaria do foco, vide muitas esposas de diáconos, envolvidas também com as pastorais.
Acho que este tema não está fechado!
Bem, quem sou eu para argumentar alguma coisa, não é mesmo? Se padres e teólogos se sentam a mesa para aprofundarem o tema e continuam fechados a posssibilidade para o rito latino? Por que ainda fazem este tipo de reunião se vão seguir mesmo a tradição?
Não sei… Acho que o padre que tem aqui perto da minha casa vai continuar fazendo que sua companheira “vire mula sem cabeça” em noite de lua cheia ou aquela aluna que tive que me disse que seu amor era padre e ele não tinha coragem de largar o sacerdócio, mas dava suas escapadas para sua cidade… Não é mais feio assim?
Igual aos escândalos de pedofilia, vindos esta semana da terra de nosso Papa. O irmão dele(do Papa) limitou-se a ter uma postura semelhante ao nosso presidente, “não sabia de nada…” Não ouviu seus alunos que diziam que recebiam castigos físicos violentos, que eram abusados sexualmente… Sem palavras, horripilante, tétrico!
Amo minha Igreja, mas tem muitos do clero(e não são poucos!) que com suas mãos sujas debocham e escarnecem da Igreja de Cristo.Não estou falando de qulquer pecado, estou falando de abuso de crianças. Nós leigos somos mantidos num silêncio, temos que engolir este vinho amargo. Imagino que seja um punhal cravado em padres sérios, que levam seu celibato com o verdadeiro espírito de doação, comprometidos.
Torço para que este tema seja discutido mais vezes.
Admiro a coragem de trazer este tema ao seu blog, assim como muitas vezes toca nos assuntos delicados sempre com profundidade e equilíbrio. Sei que não vai postar este meu comentário mas valeu! Com o senhor sei que não preciso usar máscaras!
Obriga pela atenção!
Rachel Lopes de Paula
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Muito boa a entrvista.Jesus quando escolheu os seus dicipulos, ele não exigiu que fossem solteiros, por que Pedro era casado e foi O cabeça da igreja de Cristo.Mais eu acho que mais tarde eles mesmos viram que não podiam conciliar as duas coisas o casamento e a missão de evangelizar.Eu vejo tantos casais que se amam loucamente, depois descobrem que não era amor se separam e como ficaria os Padres Divorciados?Não eram dguinos de presidir uma serimônia Religiosa.Agente não teria o mesmo respeitos por eles.Eu acho que Padre não devem se casar, é Padre quem recebe o chamado de Deus, então não é qualquer um, é um Homem que recebeu um dom divino.Padres mantenham o celibato.
Acabando de ler e argumentar lá no blog do Padre Joãozinho: http://blog.cancaonova.com/pad.....s-casados/
Bom dia!
Acho que o casamento é missão nobre e difícil tanto quanto o sacedócio.
Não sei bem, mas a a junção de ambos parece muito peso para uma só pessoa carregar.
Sua benção.
Pe. Joãozinho, posso estar totalmente errada e não tenho base teológica para questionar a posição da Igreja, mas minha convivência com diversos sacerdotes que abandonaram o ministério para constituir família e com alguns que se mantiveram no ministério, mesmo depois de terem se envolvido emocional e sexualmente pessoas que amaram, mas que se arependeram por tinham um compromisso maior com seu sacerdócio, julgo que a excessão que foi aberta aos Anglicanos e aos orientais, poderia ser estendida aos padres casados da Igreja Catolica. Eles vivem um dilema e não se realizam totalmente como família e nem como sacerdotes. São pessoas com toda formação necessária para reassumirem o ministério e normalmente excelentes pais e maridos atenciosos e carinhosos. Sei que existem os maus sacerdotes também, independente de serem celibatários ou não. E padres santos que viveram seu celibato, transformando o amor que teriam a uma família a um amor especial por toda a humanidade. Penso que o celibato deveria ser opcional, mesmo sabendo que poderia trazer problemas financeiros para aqueles que optassem por serem sacerdotes casados.
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Pensei por um momento que Padre Fábio de Melo poderia se casar!Doce ilusão, pretendentes não lhe faltam. É lindo como um significado inteirmente puro como padre, mas não conseguimos fugir da tentação de lhe ver como um homem bonito e de esmera sensualidade.
Padre Joãozinho em que lugar da bíblia diz que os padres não devem se casar?
Sua benção Padre
Boa tarde, Padre Joãozinho
Tive um professor que deixou o sacerdócio e casou-se. Constituiu família, foi um pai amoroso, excelente marido. Foi uma pessoa boníssima e continuou atuante em nossa comunidade, especialmente nas ações de cunho social e religioso, que estavam enraizadas nele. No entanto, sou a favor de que os sacerdotes permaneçam celibatários. Trata-se de uma escolha consciente, pois ninguém está condenado ao sacerdócio. É uma escolha livre e quem decide ouvir esta vocação deve saber que sua vida será dedicada ao pastoreio e às obrigações próprias deste dever. Mas, considero importante a Igreja discutir esta questão, ouvir diferentes opiniões e estar aberta ao debate. Um abraço. Peço sua bênção.
Malu
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Boa tarde,padre João Carlos(a sua bênção)
Hoje é meu dia de folga,entretanto só agora consegui um tempinho
para a internet…
Apesar de ter uma “mente aberta” a muitas questões que envolvam a igreja,quanto ao celibato concordo com o entrevistado…
Independente de ser dogma,disciplina,sacramento,penso que o sacerdócio deva ser constituído pelo celibato…
Os padres,bispos,possuem muitos afazeres,reuniões,atendimentos aos sacramentos,celebração de missas,enfim,uma gama de funções que não seriam possíveis de serem conciliadas com o matrimônio…
O padre da paróquia onde frequento teve um infarto há pouco tempo,trabalho em excesso e é jovem,talvez uns 42 a 45 anos,não sei…
Nas primeiras comunidades,os apóstolos,os clérigos contraíam matrimônio,entretanto o contexto histórico era outro e o comportamental também…
Não há como comparar…
Agora,não julgo quem se arrepende e desiste do ministério,não cabe a mim tal função,aliás tenho problemas demais em minha vida,mas conheço um sacerdote que era muito amigo do meu pai…
Ele desistiu da vocação,mas se arrependeu tanto…antes de o meu pai falecer,confidenciou-lhe que era extremamente infeliz…
Ano passado, eu o vi na igreja em uma adoração ao Santíssimo…quando este passou, ele chorou tanto,mas tanto…que eu não aguentei, chorei também…
Era visível o seu tormento e arrependimento…
Uma boa tarde.
P.S.Parece que Deus resolveu testar-nos,após o falecimento de meu pai com câncer de fígado,hoje soubemos que o meu irmão quase contraiu câncer de pulmão,está com pneumonia e corre sérios riscos de um infarto.
Peço-te que o coloque em suas orações,não estou pedindo a sua cura,mas que os desígnios de Deus se realizem e nós tenhamos forças para suportar seja o que for…
Demorou,mas a minha fé amadureceu…
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Boa tarde minha bênção !!!
A paz de Jesus!
Eu acho a nossa Igreja muito sábia, e sei que continuará sendo,
pois ela é conduzida pelo Espirito Santo de Deus.
Não haveria problema nenhum um padre ser casado, se Jesus fosse casado. Mas fico pensando também, já pensou um padre casado com esposa e filhos,será que ele teria mais disponibilidade para a sua Igreja para o seus fiéis,vida de padre eu vejo como compromisso total e absoluto.
Nós esposas sentimos na pele as cobranças de nossos maridos por estarmos sempre envolvidas com algum trabalho na comunidade,mesmo tendo equilibrio se organizando em nossas tarefas do lar.
Imagine só um padre com todos os seus compromissos…e mais a familia.
Acho que padres casados,não despertariam tanta credibilidade,
por partes da sua própria comunidade
Não sei se eu entendi direito,mas é minha opinião!!
Deus te abênçoe sempre,abraços!!
Oi Pe.boa noite!
Desculpa mas venho pedir orações pela família de Marcela Montenegro vítima da violência aqui em Fprtaleza.Reagiu a um assalto cercada por 5 menores no trânsito e acelereou dispararam 4 tiros e um pegou na cabeça.Ela saia do culto na igreja em que frequentava.Foi minha amiga de escola o Santa Cecília.
Amanhã será seu velório e seu enterro…
Deus dê a força necessária a família..
obrigada!!!
Boa tarde,padre João Carlos ( a sua bênção)
Essa semana tive uma recompensa maravilhosa…
Na semana passada soube que um aluno estava me procurando desesperadamente no colégio…
Deram-me a descrição,mas não consegui identificá-lo,leciono para muitos…
Na terça o encontrei na biblioteca,Matheus,nome de evangelista,
um menino adorável,meigo,católico,sem vícios…
Todos os anos o governo estadual organiza uma prova e os 500 que mais se destacam ganham um notebook…
Seu amigo,Daniel,um menino acima da média,ganhara ano passado e Matheus também queria não só o computador,mas ter autoestima,
auto-confiança,apesar de ser muito esforçado,tinha consciência de seus limites e sonha em fazer uma universidade…
E não é que ele foi um dos contemplados e veio agradecer-me, pois,segundo ele,acertara muitas questões de Língua Portuguesa…
O que ele precisava de mim era não apenas palavras de apoio,mas o que eu poderia ajudá-lo em termos de conteúdo a fim de superar suas dificuldades…
Estava tão feliz,pois agora além de ter a internet como aliada em seus estudos,sentia-se mais confiante, a possibilidade de uma vaga em uma universidade existia…
Educação é vocação,a missão que Deus designou para mim nesse mundo…
Sinto-me ofendida quando as pessoas desmerecem e desvalorizam o meu trabalho,afinal dizer que estudo não é importante é o mesmo que banalizar a minha missão…
Sabe o que é curioso? Os mesmos que condenam a Educação,quando estão com alguma enfermidade,procuram os últimos recursos,os mais avançados,aqueles que necessitaram de muito estudo para que existisse no mundo…Paradoxal,não?
Modéstia a parte, sei que contribui em sua vitória pessoal e técnica,palavras de incentivo,dicas literárias,conteúdo…
E ele também contribuiu em minha vida,afinal ano passado foi o ano mais difícil que já vivenciei…
E como sei que o senhor também é um educador e não banaliza a missão que Deus designou para mim,quis fazer essa partilha…
Uma boa noite, fique com Deus e na paz.
Luciana.
Sinceramente Padre Joãozinho, um dos principais pilares da credibilidade do sacerdote é o celibato. Se este não cumpre, ele perde e muito a credibilidade perante a comunidade, pois diferentemente das igrejas protestantes ocidentais, não sei quanto às protestantes orientais, o líder religioso não é somente um pregador, alguém que fala bem e explica as escrituras, mas alguém que é destinado a ser o Cristo entre nós. Se Jesus não era casado, mas celibatário, não vejo razão para os sacerdotes se casarem. Se alguns deixaram o sacerdócio para se casarem é porque descobriram que não tinham vocação para o celibato. Ou então, como num comentário que eu li, foram arrebatados pelo desejo de viverem uma vida matrimônial, de ter família, que ao final ficou apenas na satisfação do desejo e não na realização pessoal. Penso padre que a solução seria o seguinte: quer casar? Seja diácono, pregue a palavra de Deus, realize alguns sacramentos, só não realize aqueles que são muito ligados à pessoa de Cristo: A Consagração Eucarística e o sacramento da reconciliação. A grande questão que eu acho é nosso incapacidade, e eu me incluo, de dar credibilidade à palavra do diácono tanto quanto a dou de um sacerdote. Não tem jeito padre, se o sacerdote vive uma vida coerente, cumpre seus votos, darei mais atenção ao que o sacerdote me diz, pois para mim o celibato é um selo que me diz que aquela pessoa foi realmente escolhida por Deus para representá-lo aqui na terra. Por isso, mesmo que o padre não seja lá um grande pregador, porém é carinhoso e fiel à Igreja, não tenho dúvidas, meu coração de filha vai direto à ele. E padre, sinceramente, se o padre for casado, se ele trai ou não sua esposa, se satisfaz ou não seus filhos, sei lá, não é para mim critério para saber se ele foi ou não escolhido por Deus para ser o líder espiritual daquele comunidade. O meu critério será: ele está em comunhão com o bispo daquela diocese? Ele de vez enquanto vai lá para ratificar essa comunhão? Seria este meu critério.
O celibato é algo sagrado, muito importante e por não dizer essencial para eu ver o sacerdote como representante legítimo de Cristo, por isso padre não é a toa que as infidelidades dos sacerdotes, seja com amantes, homossexuais ou atos de pedofilia abalam tanto nossa confiança neles. Padre te confesso uma coisa, o Pe. Fábio de Melo, seu grande amigo, está sendo uma grande luz para muitos não é pelo seu discurso bem articulado, livros bem escritos ou belas canções, mas por sua coerência de vida. É sua comunhão com a Igreja que dá a credibilidade do seu trabalho evangelizador. Como também é o seu trabalho querido padre, por isso, lhe peço não desista de ser Jesus entre nós, não negue aquilo que Cristo escolheu para a sua missão: o celibato.
Sua benção
Padre,
infelizmente há mais denúncias de padres pedófilos. O problema é que a denúncia recebeu uma reportagem no SBT pelo Programa Conexão Repórter do Roberto Cabrini. E é tudo muito chocante, o que impressiona é a gravação de um monsenhor de 80 anos tendo relação sexual com um jovem que era seu coroinha. Padre é tudo muito nojento, dá vontade de vomitar.
O pior é que há um acordo entre dois monsenhores e um padre no qual eles pagariam 30 mil reais para que os jovens que filmaram a cena devolvessem o DVD com a gravação. Digo o pior porque é citado que o DVD foi também entregue ao bispo da cidade. Padre o bispo sabia de tudo e mesmo assim se calou. Padre, pedofilia é crime, não se pode permitir que um homem com essa tendência terrível se aproxime de crianças, na minha visão não deveria mais exercer o sacerdócio.
Aí te pergunto: Padres que cometem este crime não mereceriam a ex-comunhão? Por que alguém que comete o aborto é excomungado e alguém que mata a inocência não?
Toda a reportagem está no youtube.
Agora padre, está sendo difícil para mim me confessar diante de um sacerdote.
Sua benção
Já fui contra o celibato por não compreender a solidão que vive um padre, longe da família, não criando grandes vínculos nas paróquias, por ser demasiadamente transferido pelo bispo. Há quem diga que um padre não pode dar conselhos sobre família, pois não constituiu uma…discordo…o padre não precisa ter experiências pessoais…seu cajado são as Sagradas Escrituras…acredito que o celibato não deva ser um sacrifício…deve ser uma escolha…mas para viver bem essa escolha o sacerdote deve evitar o isolamento, viver bem seus afetos, criar vínculos amorosos…amar e sentir-se amado…
Associar a pedofilia ao celibato é uma visão muito reduzida…são também autores os pais, pediatras, pastores (casados!), professores, pessoas com certa autoridade sobre as crianças…
“O Senador Magno Malta apresentou Voto de Aplauso ao Papa Bento XV que considerou abominável e hediondo o crime da pedofilia cometido por membros da Igreja Católica na Irlanda. A posição do Papa vem demonstrar a gravidade do crime cometido há séculos contra as crianças em âmbito mundial agredindo a dignidade do ser humano, abrindo feridas que dificilmente serão cicatrizadas na idade adulta e transtornando a ordem devida à construção equilibrada da família. A posição do Papa como líder religioso mundial ajudará a propagar a luta contra a pedofilia em defesa dos pequeninos, aumentando a confiança da sociedade contra aqueles que fizeram mau uso da Palavra danificando o testemunho do Evangelho. O Voto de Aplauso será encaminhado ao Vaticano para conhecimento de Sua Eminência.”
http://www.todoscontraapedofilia.com.br/site/
PS:
Passei o carnaval todo ouvindo criancinhas de 6 anos cantando “eu quero mais é beijar na boca…” Ninguém acusa Claúdia Leite e companhia de incentivar a sexualidade adiantada nas crianças…enfim…
boa tarde padre…na biblia não existe uma passagem se quer contra casamento de sacerdote,eles são homens e como homens se casam é ciclo da vida humana,se fosse para não casar Deus os criavam sem os orgãos masculinos,é como se ter uma tv e nao usala por que ela surgiu para ser um ilustre apenas…é burrice.acabaria com a pedofilia de padres e o homossexualismo como apresentou no sbt reorter com roberto cabrini que mostrou para todo brasil o sacerdote tendo relações com coroinhas isso sim é pecado…
Pe. Joãozinho, sua benção.
Diante da vida real dos dias de hoje, eu penso que seria melhor ter na condução da minha vida espiritual um padre casado, que respeitasse a família, os filhos, a esposa, que tivesse uma conduta exemplar, daqueles que a gente testemunha e quer seguir, quer copiar, uma conduta impecável dos seus papéis de homem religioso, conciliada a uma conduta de homem familiar (pai, marido, provedor, cidadão, etc.), do que ter padres pedófilos, padres homosexuais, padres usuários de serviços de prostituição…afinal, eu sei que vejo nas notícias, os casos isolados que são pegos, mas imagino que “por debaixo dos panos”, muito disso deve acontecer e não vir à tona como escândalo.
Aliás, eu acho que teria muito maior valor de referência para mim, se eu fosse aconselhada por um padre, que vivesse as mesmas dificuldades relacionais que eu vivo nas minhas relações de trabalho, de família, de relacionamento afetivo, etc.
Aquele ditado popular “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” retrata bem minha opinião, de que palavras não têm o mesmo valor do exemplo, ou seja, eu assimiliaria melhor o direcionamento que viesse de alguém que me disse “faça o que eu digo, porque eu faço e funciona”.
Renata Prado.
Gente, que reportagem é essa? Em que século esse padre aí vive?
A Igreja tem que acordar para essa realidade sim!Não são poucos os casos de padres casados,ou que têm uma companheira, ou um caso fora do sacerdócio. Sabemos que isso é verdade!
Não seria melhor oficializar ao invés de esconderem?Isso prejudica ainda mais a santidade sacerdotal.
Temos que entender que padre não é anjo, padre é homem também, tem sua sexualidade e afetividade.
Amo a minha Igreja, mas ela é clerical demais e leiga de menos, é uma Igreja que se põe de cima para baixo ,que se coloca num pedestal, senhora de si, segura demais.”Aqueles que não concordam que saiam da Igreja”, já ouvi dizer. E nós leigos, somos obrigados a simplesmente engolir amargos cálices, a ficar depois de boca fechada, pois temos que obedecer e pronto.
A Igreja se diz Mãe,mas muitas vezes é madrasta.
Eu já fui contra o chamado “celibato opcional” mas mudei de ideia depois que conheci um grupo de padres casados e vi a rejeição e o preconceito que eles passam… Hoje não carrego esta bandeira, mas penso que a Igreja deveria rever seus conceitos, ao menos se mostrar interessada no assunto.
Ao menos se mostrar interessada nos seus próprios fiéis.
Enquanto vivemos numa sociedade democrática onde existe o voto, somos parte de uma Igreja fechada.
Sou a favor de uma Igreja mais jovem e mais aberta, mais leiga e não só sacerdotal.
Se um dia isso acontecer…Aí sim, nós todos seremos Igreja.
Bem,bom Dia….
Meus irmãos,um chamado tão lindo e importante para uma pessoa que é o sacerdocio,não menos importante que o Matrimonio,pode ser perdida,ou condicionada ao celibato?…Faça essa pergunta a você, e responda de acordo com sua experiencia de vida… O meu Paraco está realmente a disposição da comunidade o dia todo? Por que a Igreja insiste em igualar um ser humano, que tem desejos e defeitos como qualquer pessoa, a Deus que é Jesus…Ser um outro Jesus é utopia,o que pode ser no maximo é um representante…agora dá essa responsabilidade a eles é até cruel,pois os mesmo não podem sair da linha,eles tem que ser Santo,Santo,Santo… e isso é impossivel…
Então,deixar Deus agir na condição de cada um é algo importante…tem jovem que não possuem o dom do celibato…mas possuem do Sacerdocio..
Estar ou não o dia todo a disposição é relativo…me diga um que vê seu Paroco o dia todo na igreja…..
Por que não dividir a tarefa de evangelizar com sacerdotes casados?…
a igreja está deixando de olhar para essas pessoas,e por consequencia,estão impedindo a ação de Deus que é o único autor do amor de da Fé…
Padre Joaozinho, sua bencao, a respeito do selibato eu penso o seguinte para mim e o chamado mais sublime que existe o padre deve consagra-se inteiramente a Deus ( de corpo e alma)Um padre compromissado com o seu sacerdocio nao vai ter tempo para nada so em se preparar para evangelizar ou melhor acolher o povo, ele deve estudar bastante fazer mestrado doutorado etc, para melhor preparar os novos seminaristas para assumirem com mais profundidade sua vocacao, os formadores devem rezar muito e pedirem a Deus para realmente ver quem tem vocacao ou nao, nos sabemos que existe nos seminarios muitos que nao sao vocacionados estao la com a tabua de salvacao, entao sao estes que envergonhao a nossa igreja . Mas gracas a Deus existem muitos padres que sao exemplos de Jesus aqui na terra , com o senhor padre Zezinho etc. Eu tenho um filho seminarista esta em Roma estudando , tenho fe em Deus que sera um padre guiado pelo Espirito Santo, um abrco que Deus lhe abencoe.
Olá Padre…depois do que o Papa disse em relação ao uso da camisinha,o que dizer?…com certeza foi um balde de água fria nos que buscam realmente a santidade e seguem as palvras da igreja…apesar do Papa “liberar” em alguma situações a camisinha,eu não concordo em nenhum caso…por que se a igreja abrir a guarda e deixar de ser esse “freio” da sociedade,principalmente no que diz respeito a sexualidade,onde vamos parar? A mídia é a grande voz da banalização da sexualidade,que atraves de filmes e programas,está formando a nossas crianças e dando um carater moral torto e duvidoso…O grande problema está tambem no fato de que houve varios estudos,onde até o Professor Felipe Aquino divugou na Canção nova, de que o virus da AIDS é menor do que os orificios do latex da camisinha…e agora? eu fico preocupado no sentido de que a propria igreja esteja pleperxa, e queira botar panos quentes nas palavras do papa,como alguns padres do Vaticano ja estão fazendo…e a igreja brasileira,o que diz…e a renovação carismática,que busca a radicalidade,o que diz? vai aceitar isso calada? e a infabilidade do Papa,que ele mesmo (Bento xvi) disse que isso não existe…chegou a ora da verdade Padre…estou curiosos pra ouvir as suas palavras…sua benção..
Será que essas palavras do Papa não desmoraliza a Renovação Carismática que tanto pede a radicalidade na busca da Santidade? Será que os padres e lideres da Renovação vão fingir nada aconteceu,não vão se pronunciar?????vão se corvadar como a canção nova fez ao tira o Pe. José Augusto da grade de programação da tv,por que ele falou contra o PT?…Que cristianismo covarde é esse????…ralmnete não é o Cristianismo que Jesus sonhou para os seus seguidores…Alem de que o proprio Papa disse que ele não é infalivel,contrariando o catecismo da igreja…e agora? pra onde vamos?
¿Y los curas casados de la Iglesia católica del rito oriental, como los Maronitas, los Melquitas, etc.? ¿no gritan también que Dios está presente? Perdone, pero no es por alli el argumento a favor del celibato de los curas, que aliás, soy contra, pues no hay nada en la Sagrada Escritura que desabone tal conducta, ya que fue solamente en el siglo XI que el celibato fue instituido. Es solamente una cuestion de pura tradicion, y como tal, puede e debe ser modificada, sin prejuicio de la doctrina católica. ¿Ya pensaron como habria mucho màs seminaristas dispuestos a entregarse al sacerdocio si hubiera la posibilidad de contraer matrimonio?