Está chegando o dia 19 de março, no qual a Igreja celebra a festa de SÃO JOSÉ, padroeiro da Igreja Universal. Escrevo esta frase e me sinto incomodado pelo modo como esta expressão “Igreja Universal” que a milênios é utilizada como tradução de Igreja Católica, agora soa como uma franquia religiosa que costuma vender devoções de segunda categoria. Deixa prá lá. Vale o critério de Gamaliel: se vem de Deus permanecerá. Prepare-se celebrar São José. Estarei em Itaperuna, estado do Rio de Janeiro, na paróquia do meu amigo, Pe. Rodrigo. Aqui temos um belo site para a sua preparação:
http://projetoyoseph.wordpress.com/2010/03/15/missa-sao-jose/
Convenhamos, quando a Academia Brasileira de Letras entra no Twitter e lança um concurso nacional de contos em 140 caracteres… é porque alguém criou algo novo na floresta da net. O twitter é um destes achados que por sua radicar simplicidade provoca olhares de desprezo. Alguém um dia disse ao Pe. Zezinho: esta sua canção “Maria de Nazaré” é tão simples que qualquer um poderia ter feito. E ele respondeu: “É verdade… mas quem fez fui eu!”. Pense:
Concurso Cultural de Microcontos do Abletras é lançado na ABL
A Academia Brasileira de Letras lança hoje, 15 de março, o Concurso Cultural de Microcontos do Abletras, o Twitter da ABL.
Para participar, o consulente deve ser seguidor do Abletras e enviar para o email (que consta no regulamento) um microconto contendo no máximo 140 caracteres, com tema livre, contendo nome, endereço e telefone para contato, até o prazo determinado.
A Academia contemplará três microcontos, levando em consideração o uso correto das normas gramaticais, como coerência, coesão e ortografia em sua avaliação. Os escolhidos serão expostos no Portal da ABL, assim como no Abletras. Além disso, o primeiro lugar receberá um Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP); o segundo lugar ganhará um minidicionário escolar da Academia Brasileira de Letras; e o terceiro lugar receberá um minidicionário da Língua Portuguesa do Professor e Acadêmico Evanildo Bechara, todos com as devidas atualizações do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
http://www2.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=10141&sid=672
A provocação da Adriana ontem deu o que falar. Os comentários não param de chegar. Posto aqui em destaque o comentário de um profissional da área. Faz pensar:
Olá Pe. Joãozinho, sua benção!
Sou profissional da área de TI e atualmente utilizo da internet para tornar eficaz a evangelização. Gostaria de contribuir com minha experiência.
A comunicação era de “um para um” (uma pessoa falando e uma recebendo), depois passou a ser de “um para muitos” (não vou me prender a detalhes, mas pra que todos entendam um bom exemplo é rádio e tv… um falando e muitos recebendo a comunicação passivamente), e finalmente de “muitos pra muitos”. O início da internet imitou a rádio e a tv, mas com a chegada da web 2.0, que é apenas um termo pra identificar a internet de colaboração, passamos a ter a possibilidade de “muitos falando com muitos”. Quando se é dono de um canal de TV, você espera que alguém te sintonize, mas quando você é dono de um site, pode escolher entre esperar que te encontrem ou ir ao encontro. Ir ao encontro é uma atitude evangelizadora não é mesmo?
Respondendo diretamente a Adriana… O Twitter é um micro blog, ou seja, um blog pequeno porque só permite postagens de 140 caracteres. Qual a vantagem nisso? Até aqui nenhuma, apenas o fato de poder ter seguidores e seguir quem eu quiser. Qual a vantagem nisso???? Quando me cadastrei no twitter em 2007, também não vi nenhuma. Minha primeira postagem foi: “Entendendo o Twitter…”. Alguns minutos depois coloquei minha segunda postagem: “Agora que entendi não quero mais rsss…”
De fato tinha entendido e não queria mais aquilo. Percebi que tinha um grande potencial, mas não era madura ainda. Só se via esse tipo de postagem que a Adriana se referiu.
Em junho de 2009 estava pesquisando um pouco sobre internautas brasileiros e comportamentos na rede, quando me deparei com uma pesquisa feita pela Bullet sobre o perfil do internauta brasileiro no twitter. Lendo a pesquisa percebi o quanto as pessoas tinham evoluído no uso do twitter e reativei a minha conta.
Não tenho foco em criar um grande número de seguidores, nem de seguir inúmeras pessoas. O que faço como um profissional da área de TI e especificamente web, é ficar antenado com aquilo que me interessa. Então sigo sites de tecnologia, economia, personalidades como Pierre Lévy, um dos maiores filósofos da atualidade e grande estudioso da internet, algumas faculdades onde quero fazer pós-graduação, dentro outros tantos. Em um único local (twitter) tenho acesso as informações que preciso ver todos os dias para o meu trabalho. Não sei no que você trabalha exatamente, mas com certeza com um pouco de pesquisa, vai encontrar pessoas que contribuem com informações maravilhosas sobre seu trabalho dentro do twitter, afinal, a gente segue o que queremos e nos interessa.
Não quero de forma alguma te “converter” ao twitter, mas de uma forma geral, o twitter é apenas mais uma ferramenta de colaboração e disseminação do conhecimento que hoje vem se demostrando extremamente relevante. Mas poderia ser qualquer outra como por exemplo o facebook, onde é possível fazer um trabalho parecido com outros recursos agregados.
Bem, vou deixar apenas alguns números sobre a pesquisa:
- 65% é de faixa etária de 21 a 30 anos;]
- 37% cursando Superior, 31% com Superior Completo e 16% com Pós-Graduação;
- Em maio de 2009, 43% dos brasileiros que lá estavam criaram seus perfils no primeiro semestre de 2009. Portanto um público bem diferente do que vi em 2007;
Espero ter ajudado na discussão.
Adriana: concordo plenamente com o que falou sobre as postagens do tipo “vou ao banheiro”, simplesmente siga aqueles que agreguem valor e esqueça o resto.
Abraços
André
Adriana me surpreende com um post criticando a criação do Twitter da Faculdade Dehoniana. Afirma com todas as letras que o Twitter é uma invenção inútil para adolescentes desocupados. Posto o comentário dela para que você possa avaliar e comentar.
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Ola Padre.
Bom dia.
Li este seu post sobre o twitter da faculdade Dehoniana e comentei com Dênis sobre isso e a pergunta que nós dois fizemos juntos foi: - twitter para a faculdade?
Para que promover um outro site (twitter) se a faculdade já tem um meio de divulgação que é o proprio site dela.
Não seria melhor criar um “twitter” no proprio site da faculdade?
Sinceramente o twitter é a coisa mais inutil criada nos ultimos tempos… foi criado por acaso por dois estudantes que não tinham o que fazer e só queriam dizer para um grupo,
o que eles estavam fazendo… para mim um email já basta…ou um chat… ou um forum… ou mesmo um blog. E não adianta falar que é diferente pq não é… qualquer site por mais simples que seja faria a mesma coisa que o twitter.
É incrivel o tempo que as pessoas disponibilizam para falar para o mundo o que tem feito. Tipo: “Agora vou ao banheiro”, “Agora vou dormir”… caramba.. quer coisa mais inutil que isso?
Na verdade tem coisa mais inutil que isso…é ler o twitter dos outros para ver a que horas as pessoas foram ao banheiro… rsss
Nossa.. sinceramente não consigo ver nada de intelectual nisso.. na verdade o que vejo que estamos regredindo a cada dia… e que só mostra que as pessoas não sabem utilizar a internet. As pessoas se redem ao modismo… mas se pelo menos fosse a um modismo que tivesse algo de intelectual nisso.
Tudo bem, vamos as empresas que tem o tal do twitter… elas deixam ter acessos ao seu site e deixam de criar inúmeras possibilidades de interação.
Usem o twitter sim… para promover o seu site…
postar a todo momento “Visite meu site http://www... e veja as novidades de hj” seria uma utilização inteligente do tal do twitter.
Mude minha opnião, me diga o que o Twitter faz que um site comum não faria…
Pode pensar… eu e um grupos de amigos que trabalham em tecnologia nos perguntamos todos os dias e ninguém conseguiu
responder ainda… isso só prova a inutilidade dele.
A Gloria Maria (reporter) falou sabias palavras em uma entrevista nesses dias: Twitter? Nunca terei … as únicas pessoas que eu quero que me siga são as minhas filhas.
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Sugiro para Adriana a leitura do livro: COMM, Joel e BURGE, Ken. O poder do Twitter. Editora Gente, São Paulo, 2009.
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Comentário do Paulinho, esperto em Internet…
Vou resumir minha opnião sobre o assunto !
As pessoas precisam ter uma profunda mudança de cultura, a internet de hoje não é a mesma da época em que enviar e-mail era o mais importante, e a internet do amanha (Web Semantica) proporcionará recursos mais interessante, más, contudo se as pessoas não estiverem abertas para o “novo” então não acharão sentido em trabalhar em conjunto (colaboração).
Obs: Acredito que a “Adriana” precisa conhecer melhor o uso do twitter em sua totalidade. O que entendo é que ela frequenta um circulo de pessoas que ainda se utilizam da cultura “Orkut e MSN” ela não conhece twitteiros de verdade.
Grande Abraço
Paulo Moraes
http://www.twitter.com/paulinhocn
http://www.paulomoraes.net
Houve um tempo em que ninguém usava relógio. O tempo passava ao sabor de noites dias. Bons tempos aqueles. Mas um dia alguém inventou a tal máquina do tempo e começou nosso purgatório terreno. Passamos a confundir a vida com a complicada matemática do tempo. Inicialmente havia apenas os relógios públicos, normalmente nas torres das Igrejas. Raramente olhávamos para eles. Mas alguém democratizou a tragédia. Logo colocaram um relógio na sala, com o “simpático cuco”, na cozinha, nos anfiteatros e em todo lugar. Impossível passear pela cidade e não ver as horas. O encanto pela máquina de contar minutos levou o inventor a privatizar o tempo criando o relógio de bolso. Ele tinha todo um charme com sua corrente de ouro. Olhar as horas tornou-se um verdadeiro rito. Parecia que o relógio havia atingido o máximo da perfeição. Ledo engano. Dizem que nosso genial Santos Dumond foi quem teve a idéia de transferir o relógio do bolso para o pulso. Nem chegou a registrar a invenção. Em questão de meses todos tinham relógio deste tipo. Era o presente preferido para o filho adolescente. Tornou-se rito de passagem para a idade adulta ganhar seu primeiro relógio. Isso não durou muito. Em pouco tempo os modelos se diversificaram: relógio de criança, de homem, de mulher, de esportes, de ponteiro, eletrônico, com números de telefones. Mas temos mesmo que andar com esta geringonça pendurada no pulso? Estes dias a pulseira do meu velho relógio de plástico quebrou. Por “falta de tempo” para consertar deixei o objeto em um canto. Passaram-se os dias e não senti a mínima necessidade de colocar novamente minhas “algemas”. Comecei a observar que os relógios continuam lá… em todos os lugares. Entro no carro e vejo as horas no painel; ligo o computador e lá estão os minutos no monitor; ando pelo corredor e vejo as horas em mil paredes. Para finalizar, comecei a me dar conta que o celular também é um relógio. Retomei, então, o hábito do velho e bom relógio de bolso, só que com o celular. Pensando bem… por que mesmo tenho que andar com um relógio no pulso? Nem sequer sou piloto de aviões como Dumond. Libertas quae sera tamen.
Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo
OVIEDO, sexta-feira, 12 de março de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lucas 15, 1-3.11-32), 4º da Quaresma.
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Era uma cena complicada, que Jesus resolverá com uma parábola impressionante. Em volta dele aparecem os publicanos e pecadores, por um lado (o filho mais novo), e os fariseus e letrados por outro (o filho mais velho). Mas o protagonismo não recai nos filhos nem naqueles que os representam, mas no pai e em sua misericórdia.
A breve explicação da vida desenfreada do filho menor, a forma como ele cai em si e o resultado final da sua frívola fuga têm um término feliz. É surpreendente a atitude do pai no encontro com seu filho, descrita com intensidade nos verbos que desarmam os discursos do seu filho, indicando a tensão do coração misericordioso desse pai: “Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos”.
O erro que o conduziu à fuga rumo às miragens de uma falsa felicidade e de uma escravizante independência será transformado pelo pai em encontro de alegria inesperada e desmerecida. A última palavra dita por esse pai sobressai a todas as penúltimas ditas pelo filho, é o triunfo da misericórdia, da graça e da verdade.
Triste é a atitude do outro filho, cumpridor, sem escândalos, mas ressentido e vazio. Se ele não pecou como seu irmão, não foi por amor ao pai, mas por amor a si mesmo. Quando a fidelidade não produz felicidade, não se é fiel por amor, mas por interesse ou por medo. Ele havia permanecido com seu pai, mas sem ser filho, colocando um preço ao seu gesto. Pôde ter mais do que exigia sua mesquinha fidelidade, mas seus olhos lerdos e seu coração duro foram incapazes de ver e de se alegrar. “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu”, disse-lhe o pai. Tendo tudo, ele se queixava da falta de um cabrito.
Quem vive calculando, não consegue entender, nem sequer consegue ver o que lhe é oferecido gratuitamente, em uma quantidade e qualidade infinitamente maiores que sua atitude tacanha pode esperar.
A trama desta parábola é a trama da nossa possibilidade de ser perdoados. Como disse Péguy, Deus, com esta parábola, foi aonde nunca antes se havia atrevido, acompanhando-nos com esta palavra muito além do que nos acompanha com outras palavras também suas. O sacramento da Penitência, que recebemos especialmente nestes dias quaresmais, é o abraço desse Pai que, vendo-nos em todas as nossas distâncias, aproxima-se de nós, nos abraça, nos beija e nos convida à festa do seu perdão, com uma misericórdia sem fim.

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