O TORMENTO!

Arquivado em: Sem Categoria — padrejurandir at 6:03 pm on terça-feira, março 16, 2010

“SE QUERES EVITAR UM TORMENTO, NÃO AMES O QUE TE É IMPEDIMENTO. (Santo Agostinho).

Ao ler esta frase no rodapé de minha agenda hoje me chamou a atenção esta frase do grande Santo Agostinho, Doutor da igreja.

Vivemos às vezes atormentados porque insistimos em amar o que não podemos. Ou até mesmo forçamos a “barra” como dizem no popular para permanecer com algo que não nos pertence só por bel prazer.  Portanto, daí vem os “tormentos” da nossa vida. Muitas de nossas angustias e depressões talvez sejam por isto. Precisamos tormar consciência do fato e lutar para nos desvencilharmos daquilo que está tornando nossas vidas um grande tormento. Estamos em um momento muito propício para esta tomada de consciencia, a  QUARESMA. Tempo de reflexão e de voltar para o nosso interior e procurar corrigir nossos erros,vícios, atitudes que ao invés de levar-nos para vida, leva-nos para a morte.

Nossos olhos devem ou pelo menos deveriam estar focados para o grande mistério de nossa fé, a RESSURREIÇÃO DE CRISTO!

É tempo de olharmos para nosso interior e abandonarmos nossos tormentos. Ficamos e somos atormentados porque queremos. Desvencilhemo-nos das obras das trevas e caminhemos para a LUZ… CRISTO JESUS! Nossa razão de viver.

Pe. Jurandir - Com. CN Aliança.

MUDANÇAS TRAZEM VIDA NOVA!

Arquivado em: Sem Categoria — padrejurandir at 5:55 pm on quarta-feira, fevereiro 24, 2010

 QUANTO MAIS RAPIDO VOCÊ ABRE MÃO DO QUEIJO VELHO, MAIS CEDO ACHA O QUEIJO NOVO” ( FRASE DO LIVRO:  QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO? do autor Spencer Johnson, M.D., editora Record, Rio de Janeiro - São Paulo, 2008).

Lendo este maravilhoso livro, esta frase de um dos homenzinhos personagem do livro, me chamou a atenção. Nós costumamos querer permanecer com os queijos velhos, porque eles são mais fáceis e nós ja habituamos e sabemos onde estão. Até o dia em que não o encontramos mais e precisamos correr atrás do novo. Daí vem a preguiça, o cansaço, o desânimo, vontade de desistir porque temos que ir em busca de um novo. Mudanças trazem vida nova, mas também trazem antes muito medo, insegurança, tendencia a desaminar. Por isto, precisamos permanecer com o olhar no nosso objetivo, O QUEIJO NOVO. Se tirarmos os olhos deste objetivo, corremos o grande risco de nunca chegar àquilo que queremos e alcançar o nosso objetivo.

Este livro nos fala do queijo, mas temos tantos “queijos” na nossa vida que estamos á procura. É preciso persistência, coragem, não fraquejar diante do primeiro obstáculo e daí sim conseguiremos chegar.

Não sei qual o seu “queijo” hoje, que você tanto procura. Talvez ainda não o encontrou por medo de abandonar o queijo velho que já não existe mais, mas o medo e a preguiça de ir em busca do novo o faz ficar preso somente na ”imagem” do queijo velho e por isto não anda, não corre atrás do novo.

É claro e evidente que mudanças trazem vida nova, mas depende de cada um correr atrás, no começo pode ser doloroso, mas depois passa. A alegria de encontrar o novo que procuramos é muito maior.

Ainda dá tempo, não desista de correr atrás do seu “queijo novo”. Recomendo a você que talvez ainda não conheça este livro, a ler, porque tem uma grande lição de vida.

Deus o abençoe.

Pe. Jurandir Ribeiro - Comunidade Aliança CNova.

BARRIGA NÃO TEM RELIGIÃO!

Arquivado em: Sem Categoria — padrejurandir at 11:41 pm on sábado, janeiro 30, 2010

Barriga não tem religião! Hoje esta frase me marcou o dia e a noite. Estava descendo as escadas da minha sala em minha Paróquia ( Paróquia de São Benedito - em São Bernardo do Campo/SP), quando um mulher loira, juntamente com uma menininha de uns dois anos estavam nas escadas da capelinha de Santo Antonio que há em frente à Paróquia, me gritou, sem mesmo saber quem eu era. Suas primeiras palavras foram: “Moço, posso falar com o senhor?”, eu estava esperando o caminhão que veio tirar os entulhos, pois, estamos em reforma da Paroquia, como estava sozinho, disse para ela me aguardar um pouco. Fui até o portão falar com ela e conversamos alguns minutos. Ela me dizia que seu marido estava desempregado, ele era caminhoneiro, vieram de São Paulo capital para São Bernardo, moravam no fundo do quintal da sogra em um barraquinho e ele tinha sido despedido do trabalho porque o patrão não quis pagar sua passagem até a capital para continuar trabalhando. Disse-me que estavam passando muitas necessidades de alimento, sem nada mesmo. Ainda estavam sofrendo morando nos fundos da sogra que os humilhava muito. Ela queria falar com a senhora que distribuia cestas básicas na Paróquia. Disse que esta mulher só estaria às dezoito horas na Igreja. Ela poderia vir falar com ela neste horário. É claro, iriam fazer uma triagem em sua casa para ver se passavam mesmo necessidades. Ela me disse que poderiam sim ir, mas quando seus sogros não estivessem porque eles não gostavam de que ela e o marido recebessem ninguém em sua casa. Continuando a conversa esta me dizia que não era católica. Perguntei qual sua religião, disse que não era nada, lia muito e não sentia de ser de nenhuma religião. Mas se eu dissesse para ela vir à Igreja para receber os alimentos, não precisava, pois, ela não iria frequentar. Quando estavam em São Paulo tinha pedido ajuda em uma Igreja e disseram que as cestas básicas eram somente para quem era católico. Se eu ou outra pessoa exigisse com que ela viesse para Igreja então não precisa doar a cesta para ela. Eu olhava para seus olhos verdes, eles me inspiravam ”verdade” e também eram olhos “cheios de fome”. Disse que voltasse às 3 horas (15:00) na Igreja que uma outra senhora que voltaria para arrumar a Igreja para o casamento que iria ter, iria ajudá-la, pois, eu iria dizer a ela. Dai esta me disse mais uma vez, se precisar ter que vir à Igreja então não precisa moço. Gostei da siceridade dela e disse então com todas as letras: BARRIGA NÃO TEM RELIGIÃO! Ela deu um sorriso amarelo, com cara de gente com fome e foi embora. Liguei para a senhora e disse que arrumasse uma cesta que não podemos chamar de básica, mas o necessário para ela se alimentar, poderia pegar na dispensa onde ficam armazenado os alimentos para as familias carentes que ja temos um grande numero mensalmente e depois eu falaria com a responsável pelas entregas. Qual foi minha surpresa depois do casamento enquanto conversa com esta senhora, perguntei se a mulher tinha voltado. Me disse que sim, foi muito educada e ela havia arrumado uma cesta bem grande para ela porque percebeu que realmente ela precisava. Disse  que  havia  um bolo sobre a mesa da cozinha da Igreja e partiu um pedaço e deu à menininha filha da mulher que comeu com muito gosto e como se estivesse também com fome. Confesso, fiquei emocionado. Em casa meditava e resolvi escrever sobre isto em meu blog. Imagina se eu tivesse me levado pelas palavras da mulher quando me dizia que não tinha religião. Mas na minha frente, por mais que ela dizia não ter religião estava aí uma filha de Deus, um ser humano com fome. Jamais eu iria dizer que as cestas seriam somente para Católicos. Esta mulher talvez estivesse agora morrendo de fome em sua casa com sua filhinha de dois anos. Quando era criança também passei na minha familia muita necessidade de alimento e quantas vezes fomos ajudados pela Igreja. Lembro-me de um natal onde não tinhamos nem um pedaço de carne. Quando voltavamos eu e minha mãe da casa de minha avó, quando chegamos no portão de minha casa, a filha de uma senhora da Igreja esta no portão nos esperando com um frango na mão e um pacote de macarrão, foi nosso almoço de natal. E ela me dizia: Jurandir, minha mãe mandou para você. Hoje quando via aquela mulher com aquela criancinha, me lembrei da minha infância. Éramos católicos sim, não muito praticante, mas também estavamos passando necessidade de alimento.

Percebo, que não podemos olhar somente para aquilo que a pessoa é, temos que olhar o coração e o SER HUMANO. Não importa se ela é católica, espirita, evangelica, budista, muçulmana, o mais importante é a pessoa. Jesus olhava assim, olha a pessoa por inteiro, e via sua necessidade profunda. Precisamos olhar as pessoas como gente, como ser humano, principalmente diante da fome. Estamos vivendo tantas calamidades no nosso mundo atual, guerras, terremotos, fome, etc… e nos continuamos ainda presos a pequenas coisas, continuamos ambiciosos, mesquinhos, preconceituosos e hipócritas como os “Doutores da Lei”, da época de Jesus. Pagamos o dízimo até do “cravo e da canela” para dizer que pagamos, e esquecemos do essencial: O AMOR!

Amemos as pessoas como gente, como ser humano. A segunda leitura da liturgia deste domingo 31/01/2010, nos fala da Carta de São Paulo ao Coríntios: Não adinta ter tantos e todos os dons, se não tivermos a CARIDADE (AMOR). Até mesmo a Fé, sem o Amor de nada vale. Portanto, não podemos olhar somente para a religião quando alguém nos pede de comer, porque afinal: BARRIGA NÃO TEM RELIGIÃO.

Pe. Jurandir Ribeiro

Comunidade CN Aliança.

O MILAGRE DA CURA!

Arquivado em: Sem Categoria — padrejurandir at 4:00 pm on sexta-feira, dezembro 4, 2009

 

 

“NO TERCEIRO DIA, HOUVE UM CASAMENTO EM CANÁ DA GALILÉIA, E A MÃE DE JESUS ESTVA LÁ. TAMBÉM JESUS E SEUS DISCIPULOS FORAM CONVIDADOS PARA O CASAMENTO. FALTANDO VINHO, A MÃE DE JESUS LHE DISSE:”ELES NÃO TEM MAIS VINHO! JESUS LHE RESPONDEU: MULHER, PARA QUE ME DIZES ISSO? A MINHA HORA AINDA NÃO CHEGOU. SUA MÃE DISSE AOS QUE ESTAVAM SERVINDO: FAZEI O QUE ELE VOS DISSER! ESTAVAM ALI SEIS TALHAS DE PEDRA, DE QUASE CEM LITROS CADA, DESTINADAS ÀS PURIFICAÇÕES RITUAIS DOS JUDEUS. JESUS DISSE AOS QUE ESTAVAM SERVINDO: ENCHEI AS TALHAS DE ÁGUA! E ELES AS ENCHERAM ATÉ A BORDA. ENTÃO DISSE: AGORA, TIRAI E LEVAI AO ENCARREGADO DA FESTA. ELES LEVARAM O ENCARREGADO DA FESTA PROVOU A ÁGUA MUDADA EM VINHO, SEM SABER DE ONDE VIESSE, EMBORA OS SERVENTES QUE TIRARAM A ÁGUA O SOUBESSEM. ENTÂO CHAMOU O NOIVO E DISSE: TODO MUNDO SERVE PRIMEIRO O VINHO BOM E, QUANDO OS CONVIDADOS JA BEBERAM BASTANTE, SERVE O MENOS BOM. TU GUARDASTE O VINHO BOM ATÉ AGORA. ESTE INICIO DOS SINAIS, JESUS O REALIZOU EM CANÁ DA GALILEIA. MANIFESTOU SUA GLÓRIA, E OS SEUS DISCIPULOS CRERAM NELE” (JO 2, 1-11).

Hoje acordei com esta palavra em minha cabeça, estava refletindo sobre ela em vários sentidos da vida, da nossa vida cotidiana. Os serventes obedeceram a Jesus e colocaram água nas talhas e caminharam, levando ao mestre de cerimônias que provou da água e achou o melhor vinho. Tudo aconteceu porque ”eles obedeceram e caminharam com a água”. Ela não se transformou em vinho na hora que eles encheram, mas no caminho. É preciso, eu vejo, com esta palavra “obedecer” a Jesus para que as coisas aconteçam em nossa vida. Principalmente a Cura! O Milagre da Cura somente acontecerá se nós “obedecermos ao Senhor” como fizeram os “serventes” (garçons) daquela festa de casamento. O Senhor não nos fala como falou aos serventes, pessoamente, mas nos fala no coração e na nossa consciência. Devemos prestar muita atenção, Ele nos fala principalmente em situações e coisas simples, como falou aos serventes e de algo tão simples como a ”água”, fez pela obediência ser transformada em vinho. Meus irmãos, se obedecermos ao Senhor, a água da nossa vida será transformada em vinho constantemente e o “milagre da cura” também acontecerá. Procuremos ser “obedientes” ao Senhor e rar façamos  ”tudo o que Ele nos disser”. Daí veremos a Cura e os Milagres acontecerem em nossa vida.

Deus os abençoe e lhe ensine a obedecê-lo! Um grande abraço!

Pe. Jurandir Ribeiro

Com. CN - Aliança

UM NOVO TEMPO!!!

Arquivado em: Sem Categoria — padrejurandir at 12:53 am on quarta-feira, novembro 25, 2009

Que alegria podermos olhar para trás e ver que um “Novo Tempo Ressurge”. Talvez você diga, mas de que o padre está falando?  Estou falando da TV Canção Nova. Sou feliz por ter tido a grande oportunidade de trabalhar na TV CN nos seus inícios. Lembro-me com  alegria do “barracão” construído para inciarmos a TV, as primeiras gravações do programa “Ele Está no Meio de Vós”, apresentado pelo querido Pe. Jonas Abib, hoje Monsenhor Jonas Abib e pela Luzia Santiago… posso dizer que foram momentos tão lindo que vivemos naquela época, os clips musicais que produziamos, as chamadas, vinhetas, etc…. Me lembro com alegria dos Salmos, quando eu comecei a criá-los, quando falei da minha idéia à querida amiga Nice de Godoi que acolheu com alegria minha idéia e depois passou à Luzia Santiago que aprovou também… Quantas lembranças boas e alegres… As Equipes de cinegrafistas, os produtores, apresentadores, que eramos nós mesmos… Os documentários criados pela excelente produtora Lurdinha Nunes. Depois quando a TV CN inciou no Satélite, no canal dos cavalos, nós trabalhávamos na madrugada, porque os programas eram ao vivo e na madrugada. Quantas coisa boas. Hoje me recordo com alegria embora não esteja mais trabalhando diretamente, mas meu coração muito se alegra por observar e ver o quanto a TV CN cresceu e hoje chega aos seus 20 anos… Quanta alegria, mas também quando sofrimento, para que chegasse a tudo isto. Recordo-me de um clip que fizemos da música “Nossos Caminhos” do hoje então Diácono Nelsinho Correa, não tinhamos dinheiro para a produção e até as rosas que o Campos entregaria à sua esposa Gilsânia, tivemos que pegar em um jardim porque não havia dinheiro para comprar dois botões de rosas. Que alegria, tudo aquilo que se constrói na dor e sofrimento tem muito valor para Deus. As nossas primeiras transmissões fora, como trabalhávamos! Eu já era padre nesta época e pude acompanhar as equipes de transmissões ao vivo nas cidades, recordo da cidade de Lages em Santa Catarina, chegamos muito cansados, depois de uma transmissão de posse Episcopal em Florianópolis e ao chegarmos em Lages para a transmissão do aniversário sacerdotal do Bispo, um padre, que havia nos recepcionado, depois que tudo foi feito e acabou a festa, à noite no local que estávamos hospedados, ele nos dizia: eu sempre ouvi dizer que vocês da Canção Nova só rezavam, tanto que não gostava muito de vocês, quando chegaram cansados e foram ainda montar os equipamentos, eu imagina comigo, amanhã duvido que eles estarão acordados para transmitir este evento. Minha surpresa no outro dia, lá pela 5 horas da manha vocês ja estavam la no local da transmissão e o melhor, todos alegres e felizes, como se tivessem dormido a melhor noite de suas vidas. Quando eu os vi, passei a admirá-los e percebi que vocês mais trabalham do que rezam,e o melhor, vocês rezam sim e muito, mas com a vida no dia-a-dia.

Confesso que as palavras daquele padre nos emocionou e muito. Todos ficamos felizes, mas não vaidosos, porque era a nossa Missão!

Hoje recordo com alegria estes 20 ANOS DE TV CANÇÃO NOVA e por ter feito parte da sua história. Conto estes fatos que nunca falei a ninguém, eu os vivi e por isto, agora partilho com todos para que possamos nos alegrar e dizermos juntos: SER CANÇÃO NOVA É BOM DEMAIS! Sou feliz e agradeço a Deus por fazer parte de tudo isto.

PARABÉNS TV CANÇÃO NOVA! PARABÉNS A TODOS AQUELES QUE DOARAM SUAS VIDAS, ALEGRIAS E TRISTEZAS PARA QUE ELA ACONTECESSE E HOJE CHEGASSE À SUA MATURIDADE.

Pe. Jurandir Ribeiro - Com. Aliança CN