Fé: Força de superação
Um sentimento que sempre tomava Jesus em seu ministério, era a compaixão, sentir com, sofrer junto.Diante de tantos comentários do artigo sobre o Fracasso a ante-sala do sucesso, lembrei-me de uma música que rezava por cada pessoa que deixou um pedaço de si, um pouco de sua história, um comentário sobre este texto, que em primeiro lugar ajudou a mim. Uma música da Banda Louvor e Glória:
Nunca houve noite que pudesse impedir o nascer do sol e a esperança/ E não há problemas que possa impedir a mão de Jesus a me ajudar/ Haverá um milagre dentro de mim/ Vem descendo o rio pra me dar a vida/ Este rio que emana lá da cruz, do lado de Jesus.
Aquilo que parecia impossível/ Aquilo que parecia não ter saída/Aquilo que parecia ser minha morte/ Mas Jesus mudou minha sorteSou um milagre estou aqui.
É tão bom saber que não estamos sós, e mais do que isso, que existe uma força de superação dentro de nós, que nos faz levantar quando parecemos que vamos ficar caídos, prostrados e que não tem mais jeito. Essa Força é a Fé, dom de Deus que estreita os laços entre nós, que realiza uma comunicação que vai além dos meios, é sobrenatural e é capaz até de ressuscitar mortos ou coisas mortas dentro de nós, como a esperança e a vontade de viver. Agüento firme, eu também já passei por isso. Não é pra te consolar, é para que você saiba que a Fé é capaz de operar milagres, mudar a direção, confortar nossos corações. Saiba que muitas vezes eu fui sustentado pela fé como você e ela em mim teve um poder de superação, força de Deus, poder do Espírito, que me ergueu, me levantou, fez com que eu levantasse a cabeça. A partir da fé eu enxerguei as mãos estendidas pra mim, a luz no fim do túnel, a capacidade de começar de novo e não ficar lamuriando e reclamando da vida, capacidade de reconhecer que os problemas não eram maiores do que Deus, nem do que eu, a fé tem a capacidade de nos libertar de nossas prisões! “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se vêem. Por ela, os antigos receberam um bom testemunho de Deus”. Hebreus 11,1-2 Nós não estamos sós mesmo, há graças a Deus uma leva de pessoas que vivem da fé. E não são somente personagens bíblicos, Vicktor Frankl psicólogo fundador da Logoterapia, que viveu nos anos quarenta, na cidade de Viena, foi preso ele e sua família e levado para o campo de concentração, onde ele perdeu a todos, mulher e filhos. Lá no campo de concentração, exercendo sua profissão de psicólogo, ele descobriu que apesar do meio horrível que as pessoas viviam elas tinham respostas diferentes à dureza e ao sofrimento. Diz ele sobre essa força que existe dentro das pessoas a resiliência: “Capacidade de ir além e de suportar grandes sofrimentos e se manter de pé”. Capacidade de levantar-se sobre as cinzas e começar de novo, reconstruir a própria história, foi o que ele fez após a Guerra. Nós damos o nome de fé a este sentimento, esta força, capacidade de superação, ou melhor, Dom de Deus dado a nós pelo Espírito santo quando somos batizados.Você tem esse dom de superação, essa capacidade de renascer das cinzas, de suportar grandes sofrimentos e não desistir nunca. Precisamos aproveitar dos sofrimentos, obstáculos e dificuldades como matéria prima para crescermos na fé, pois quem tem vida interior não desiste nunca, por pior que seja a dificuldade, nós somos sustentados por uma força muito maior que nós: Deus. Não é que sofrer seja necessário, mas faz parte inerente do ser humano, cabe a ele acolher e crescer com as dificuldades de sua vida.Que bom saber que eu e você temos esse Dom de superação chamado Fé e não estamos sozinhos. Agüenta firme, em Cristo somos mais que vencedores!




Estamos avançando dentro da espiritualidade da Semana Santa, três figuras se apresentam no anuncio da traição, que se desenrola numa cena dramática, a Ultima Ceia, que permite contrapor ao traidor Judas, o discípulo predileto, e Pedro. “Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: Em verdade, em verdade vos digo, um de vós vai me entregar”. João 13, 21 Quem estava com Jesus eram os doze, os mais chegados, que conviveram com o Mestre durante três anos. Imagine o que se passava no meio deles, as perguntas, as desconfianças: “Mestre serei eu?” Todos se questionavam, foi colocada em cheque a amizade, a intimidade, a fidelidade dos Apóstolos. Jesus também nos questiona hoje, que tipo de pergunta Jesus estaria fazendo para você? És meu amigo, queres me seguir ou tens medo de não ser fiel? Mas Jesus sabia quem iria lhe trair e quem iria lhe negar e também que todos o abandonariam já no Monte das oliveiras. No meio está Jesus, que estremece ante a presença do ódio satânico: “… mas a morte entrou no mundo por inveja do diabo”. Jesus conserva seu domínio soberano, faz um gesto de afeto particular, passa o pão no molho e entrega ao traidor, pois em nenhum momento Ele desistiu de Judas, e dá a ele a ordem de agir.