Existe um Judas dentro de nós?
Nestes dias precisamos estar atentos ao que Deus nos fala. Jesus colocou em chegue a amizade e a fidelidade de todos os discípulos, e todos se questionavam:”Acaso, serei eu, Senhor? Porque Jesus diz “é aquele que come comigo”, mas todos estavam comendo com Ele na Ceia derradeira, portando cada um deles poderia ser o possivel traidor. A traição de Judas está pautada com alusão a passagem do Profet Zacarias 11,12 que diz:”o preso da venda de um escravo ou de um mês de trabalho”, de uma vida que deveria ter um preso muito alto, mas na verdade quem estava comprando era o Senhor com o preço de sua Vida. A figura de Judas faz com que a gente tente imaginar o processo interno que ele viveu, e não foi fácil. A Igreja desde dos seus primordios, via na lembrança da traição um exame de conciência, pois a resposta pessoal de Jesus pode dirigir-se de novo a novos traidores de sua Pessoa. Aqui a Igreja não dá nenhuma sentença sobre Judas, ele está entregue a infinita misericórdia de Deus. Nós é que precisamos fazer o nosso exame de conciência, pois trazemos dentro de nós potenciais traidores, quando pecamos ou quando negamos a Deus e a nós mesmos. Judas não chama Jesus de Senhor como os outros discípulos, mas o chama de Rabi, que quer dizer mestre. Mateus 26,25 Mestre, professor qualquer um poderia ter muitos naquela época, mas Senhor somente um, ou seja Jesus era somente mestre de Judas e não Senhor de sua vida. O ai do narrador do evangelho, não é somente compaixão por Jesus, mas a dor pelo fato de que entre os doze haja um traidor. A Palavra de Deus é uma contradição, como relatar um fato de fracasso tão grande como esse entre os discípulos de Jesus. Fazendo um exame de conciência, eu me pergunto: “Acaso, serei eu, Senhor?” É preciso deixar vir para fora os pequenos e grandes pecados que possam me tornar um outro Judas. Mesmo diante deste fato de perceber um traitor dentro de mim, eu não posso perder a chanse de confessar e receber de Deus a misericórdia destinada para o Coração arrependido.