SER PADRE CANÇÃO NOVA É BOM DEMAIS!(30 anos)

Filed under: Formação — Padre Luizinho at 7:28 am on Tuesday, January 29, 2008

     Este ano a Comunidade Canção Nova comemora os seus trinta anos de fundação, quando no dia 02 DE FEVEREIRO DE 1978, festa da anunciação a Maria, dia do Consagrado. Faziam os primeiros compromissos os jovens que tinham sido preparados durante dois anos pelo então Padre Jonas Abib, através de um catecumenato. No final deste ano receberemos a aprovação Pontifícia de Roma, este será o meu 13º compromisso e apartir de fevereiro faço parte da nossa missão em Aracajú-Se, portanto é um ano de festa para a grande família Canção Nova.    

     No inicio do meu seminário diocesano, por volta de 93 conheci a Canção Nova na missão de Salvador, através dos jovens e seu jeito alegre, fraterno de viver a Vida Consagrada e do trabalho que eles faziam na Rádio Excelsior de salvador. Eu fui resgatado para Deus e para Igreja através da espiritualidade da Renovação Carismática Católica, fui me aproximando através da Divina providência, quando fiu dispensado do seminário, uma situação muito dolorosa onde quase perdi minha vocação. Busquei ajuda do responsável de missão da casa de São Gonçalo dos Campos, próximo à Feira de Santana e fui acolhido para fazer um discernimento vocacional e ao mesmo tempo estudava o segundo ano de filosofia, foi muito doloroso ser dispensado do seminário, mas foi à providência de Deus agindo para que eu encontrasse o meu lugar na Igreja:

    “Desde o inicio a canção Nova foi sendo formada por homens e mulheres, jovens e adultos; por solteiros, casados e celibatários; por sacerdotes e diáconos. Hoje percebemos que esta era a Vontade de Deus: apresentar ao mundo uma família que congregasse os vários estados de Vida na Igreja”. (Nossos Estatutos).    

     A primeira graça que experimento em ser padre da comunidade Canção Nova é a espiritualidade eucaristica, faz-me ser homem de Deus, da Palavra e da Eucaristia, rezamos ao ritmo da vida, sempre em função do povo que é minha missão. Outra característica que me atraiu na comunidade foi e é a Vida Fraterna, ou seja, a vida comunitária, somos antes de tudo homens e mulheres de Deus, somos irmãos. “O masculino e o feminino vivido juntos em sadia convivência”, esse é o meio que Deus se utiliza para nos formar, curar, equilibrar a nossa afetividade no concreto da vida, nos prepara como homens e mulheres de Deus para o apostolado. Sou livre, sou alegre, sou o que sou dentro de minha comunidade, ela é uma escola de formação. Na Canção Nova aprendi a ser um padre orante, fraterno e trabalhador e isso tempera a minha vida e me realiza. A primeira missão da comunidade fora de São Paulo na Bahia, salvou a minha vocação, faço parte dos trinta anos desta Obra de Deus: “SER CANÇÃO NOVA É BOM DEMAIS”!    

     Hoje posso dizer através do Jeito de ser Canção Nova, tenho sido fiel a Deus no meu chamado e na minha missão, encontrei o meu lugar na Igreja, a minha escola de santidade. E você faz parte da nossa história, você com a sua contribuição permitiu que eu estudasse e hoje possa dizer, sou feliz por ser padre da Igreja na Canção Nova. Hoje nós somos uma grande família, mesmo que você não faça compromisso conosco no dia 02 de fevereiro, mas por tudo que realizamos juntos, podemos dizer: “Ser canção Nova é bom demais”! 

“Como é linda a nossa família / como é linda a nossa família

Como é lindo viver assim / Como é linda a nossa família Como é lindo encontrar você”!  

Clique em comentários e testemunhe o que a canção nova já fez em sua vida, você se considera membro desta grande família? 

Conte sempre com as minhas orações.

Pe.Luizinho, CN.

ORANDO NO PODER DA PALAVRA!

Filed under: Orando com poder! — Padre Luizinho at 6:44 am on Friday, January 25, 2008

Nada melhor do que começar o dia rezando com a Palavra de Deus, luz para os nossos caminhos, lâmpada para nossos pés. Diz o documento da Igreja sobre a Revelação chamada Dei Verbum: “A Palavra de Deus tem poder de destruir todas as forças contrarias a Vontade de Deus na minha vida”. 

Por isso, vamos começar declarando nossa confiança no Senhor e nos abandonando Nele: 

“Confiai-lhe todas as vossas preocupações, porque ele tem cuidado de vós”. (I Pedro 5,7) 

Senhor, eu confio em Vós e abandono tudo que me causa grande preocupação neste dia, todo medo e insegurança. Tudo que tem tirado a minha paz e fugido do meu controle. A partir de agora não esta mais no meu controle, mas no controle de Deus, pois Ele tem cuidado de mim! Louvar e bendizer a Ti Senhor pelo Teu grande amor e misericórdia para comigo, esta tudo em Tuas mãos. 

“Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós”. (I Pedro 5, 8-9) 

Converte Senhor o meu coração de todo o mal, de todo pecado, das brechas que eu tenho dado ao inimigo para que ele aja em minha vida. Das escolhas erradas que eu tenho feito, permitindo que esse leão se aproxime de mim. No Nome de Jesus renuncio a todas as obras das trevas. Renuncio a toda influencia do Demônio e Satanás, agindo nos meus sentimentos e vontades. Daí-me Senhor, o dom da fé para que eu possa resistir às ciladas e tentações e proclamar o Senhorio de Jesus em minha vida. 

“O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará”. (I Pedro 5,10). “Finalmente, irmãos fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder”. (Efésios 6,10). 

Tomo consciência da batalha espiritual em minha vida e lanço mão de todas as armas que o senhor me concede para lutar. A Palavra de Deus, a Confissão, o Rosário com Maria, o Jejum e a Eucaristia, o Pão da Vida. Assumo minha Fé e a Vida de Oração, pois sem elas não conseguirei vencer. 

“Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares”. (Efésios 6,11-12) “Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever”. (Efésios 6, 13). 

Vinde Espírito Santo e ensinai-me a rezar, enchei-me de Vossos sete dons, da Esperança e da Caridade. Dos frutos da alegria, paciência, bondade e autodomínio, pois muitas vezes me deixo levar pela ira e pela falta de perdão. Vem Espírito Santo encher meu coração. Não me deixeis desanimar na oração. 

“Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos”. (Efésios 6,18). 

Diante de tantas coisas difíceis que tenho vivido, da enfermidade de minha mãe, da violência e das inúmeras pessoas que me pediram orações, não posso esquecer que Jesus já nos salvou, curou e libertou e conosco, com toda nossa família, amigos e conhecidos Ele esta a velar, cuidar, proteger e consolar.  

“Eis o Deus que me salva, tenho confiança e nada temo, porque minha força e meu canto é o Senhor, e ele foi o meu salvador. Vós tirareis com alegria água das fontes da salvação”. E direis naquele tempo: Louvai ao Senhor, invocai o seu nome, fazei que suas obras sejam conhecidas entre os povos; proclamai que seu nome é sublime. Exultai de gozo e alegria, habitantes de Sião, porque é grande no meio de vós o Santo de Israel”. (Isaias 12, 2-5). 

Nestes dias estou com essa música do Padre Cleidmar na cabeça e no coração, cantando e rezando, vamos cantá-la hoje o dia todo? 

“A quem posso apresentar minhas feridas / A quem posso entregar a minha vida / Só em Deus encontro refúgio / Só em Deus encontro a Paz (bis) 

 Deus me acolhe, Deus me abraça, Deus em ama!

Deus me acolhe, Deus me abraça, Deus me ama!” 

Conte com as minhas orações, clique em comentários e dei seu pedido de oração, seu louvor, seu testemunho. 

Minha benção fraterna.

Pe. Luizinho, CN. 

Aos divorciados: “A Igreja não vos esqueceu”

Filed under: Formação — Padre Luizinho at 4:57 am on Wednesday, January 23, 2008

  Casais de segunda união, divorciados, nulidade matrimonial, existem muita falta de informação e formação e infelizmente também muito preconceito e falta de caridade evangélica para com estes nossos irmãos. Conheço muitos casais que tentam reconstruir a vida depois de uma experiência dolorosa de uma união que não deu certo e hoje vivem uma união estável, formando uma nova família e tentando reconstruir a sua vida sacramental. As maiores acusações são em relação à Igreja, é antiquada, renega seus filhos, nos sentimos excluídos. Hoje em muitas paróquias existe a pastoral dos casais de segunda união, por isso, vamos ver o que diz a Mãe Igreja para estes seus filhos casais:

Catecismo da Igreja fala sobre os casais de segunda união:

§1651 A respeito dos cristãos que vivem nesta situação e geralmente conservam a fé e desejam educar cristãmente seus filhos, os sacerdotes e toda a comunidade devem dar prova de uma solicitude atenta, a fim de não se considerarem separados da Igreja, pois, como batizados, podem e devem participar da vida da Igreja:

Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a freqüentar o sacrifício da missa, a perseverar na oração, a dar sua contribuição às obras de caridade e às iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorar, dia a dia, a graça de Deus.

Quando conheço casais lutando para serem fiéis, vencendo barreiras e preconceitos, brota no meu coração a compaixão do pastor, a misericórdia e faço o possível para trazê-los de volta ao redil. Esta matéria que recebi da agência de noticias Zenit chamou-me muito a atenção, então resolvi escrever e colocar a disposição de muitos casais que precisam ouvir os verdadeiros sentimentos da Igreja e assumir seu lugar.

Cardeal Tettamanzi aos divorciados: «A Igreja não vos esqueceu»

MILÃO, terça-feira, 22 de janeiro de 2008. - Não poder comungar não significa ficar excluído da Igreja, explica o arcebispo de Milão, o cardeal Dionigi Tettamanzi. Ele o esclarece na carta pastoral «O Senhor está perto de quem tem o coração ferido», dirigida às pessoas que se divorciaram e que vivem uma nova união.

«A impossibilidade de aproximar-se da comunhão eucarística para os casados que vivem estavelmente uma segunda união», observa, não implica um juízo sobre a «relação que une os divorciados que voltaram a se casar».

«O fato de que com freqüência estas relações sejam vividas com senso de responsabilidade e com amor no casal e para com os filhos é uma realidade que a Igreja e seus pastores levam em consideração», reconhece. «É um erro considerar que a norma que regulamenta o acesso à comunhão eucarística signifique que os cônjuges divorciados que voltam a se casar estejam excluídos de uma vida de fé e de caridade, vividas dentro da comunhão eclesial. »

Certamente, «a vida cristã tem seu cume na plena participação da Eucaristia, mas não se reduz só a seu cume». Por este motivo, o Cardeal italiano pede aos divorciados que voltam a se casar que «participem com fé da missa», ainda que não possam comungar, pois «a riqueza da vida da comunidade eclesial continua à disposição de quem não pode aproximar-se da santa comunhão».

E assegura que a Igreja espera destas pessoas «uma presença ativa e uma disponibilidade para servir quem tem necessidade de sua ajuda», começando pela tarefa educativa que como pais têm de desempenhar com as famílias de origem. O cardeal afirma que escreve a carta para «estabelecer um diálogo», «para tentar escutar algo de vossa vida cotidiana, para deixar-me interpelar por algumas de vossas perguntas».

«A Igreja não vos esqueceu e não vos rejeita nem vos considera indignos», escreve. «Para a Igreja e para mim, como bispo, sois irmãos e irmãs amados».

Quando se rompe um matrimônio, segundo o cardeal, não sofrem só os interessados, mas a Igreja também sofre: «Por que o Senhor permite que se rompa o vínculo que constitui o grande sinal de seu amor total, fiel e inquebrantável?». «Quando se rompe este laço, a Igreja, em certo sentido, se empobrece, fica privada de um sinal luminoso que devia ser motivo de alegria e consolo», conclui.

“Que vos parece? Um homem possui cem ovelhas: uma delas se desgarra. Não deixa ele as noventa e nove na montanha, para ir buscar aquela que se desgarrou?” (São Mateus 18,12).

Os homens vêem as aparências, mas Deus vê o coração!!!

Quero sugerir outras duas matérias no meu blog sobre Nulidade e casamento de segunda união: Nulidade matrimonial e casamento de segunda união? 

Nulidade: ainda refletindo sobre o assunto…

Clique e deixe seu comentário e sua experiência, rezarei por você.

Pesquisa: www.zenit.org

Minha benção fraterna.

Pe Luizinho, CN.  

Espiritualidade: Um oásis no meio do deserto

Filed under: Formação — Padre Luizinho at 8:30 am on Tuesday, January 22, 2008

     Quando estamos passando por um tempo de deserto, de secura espiritual, de sofrimento, de doença, se não estivermos equilibramente preparados, o que nunca estamos, nos deixamos vencer por um pessimismo que anda pelo ar e pelos corações das pessoas, um espírito de derrota, de fracasso incrível. A pressão, os comentários infelizes e as pessoas não teen culpa, elas estão mergulhadas, engolidas pelo pessimismo. O meu problema é maior do que o seu, mas eu tenho mais tempo nesta situação, ah você esta passando por tudo isso e eu por mais aquilo, não tem mais jeito, um falso conformismo toma conta do nosso coração e parece que patinamos e não saímos do lugar. 

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Romanos 12,2) 

     O sistema deste mundo tenebroso sem Deus e o maligno tem nos feito acreditar que não é possível e que não somos capazes, como que eu sozinho vou mudar toda essa situação? Por isso, renunciemos a este espírito de derrota e alarguemos as nossas fronteiras, porque eu sei em quem coloquei a minha esperança, pois a esperança não engana, porque o Espírito de Deus foi derramado em nossos corações. Em Cristo qualquer que seja a situação nunca somos fracassados, mas sempre vencedores. O Senhor nos dotou de uma capacidade chamada superação, lembra de Cristo caminhando para o calvário, dos apóstolos e mártires no inicio da Igreja, lembra de João Paulo II e Madre Tereza de Calcutá, que sempre levantavam das cinzas e davam uma resposta diferente à vida e ao mundo.  

     Quando estamos passando por grandes dificuldades, ficamos vulneráveis e nos parecemos como esponjas, que se encharcam de todo tipo de coisas, filosofias e etc. O sentimento fica a flor da pele e queremos nos agarrar a primeira coisa que nos aparece e falsamente nos dá conforto. Nesta hora é preciso ter calma, esperança e matar um leão a cada dia. A cada dia Deus nos dar oportunidade de conquistarmos vitórias, pois a nossa força é o Senhor e quer fazer de você um vencedor, lutando e tomando atitude na vida. Se não fosse às ondas e até as tempestades o barco não sairia do lugar, não avançaria para águas mais profundas e não experimentaria a oportunidade de uma pesca milagrosa, ACREDITE E NÂO SE DEIXE DESANIMAR! 

     A fé é uma experiência carismática de acreditar naquilo que não se vê, mas que se constrói que se torna realidade. Com Deus somos coadjuvantes de nossa história. A Bem-aventurada Tereza de Calcutá disse certa vez: “Eu quero ser o lápis nas mãos de Deus!”. Não somos marionetes nas mãos do Senhor, Ele não brinca conosco, Ele faz conosco a história, não é um determinismo, muito menos um conformismo sem inteligência, Deus respeita as nossas escolhas, mesmo que elas sejam erradas, pois acredito que tudo concorre para o bem dos que amam a Deus. E como bom mestre Ele nos dá uma borracha para corrigir e refazer a nossa vida. Nem tudo está perdido, as pessoas, aquilo que você possa estar vivendo agora, as situações que estão fora do seu controle, Deus é bom e se manifesta no Amor e na Amizade. 

Testemunho Pessoal: Quarenta e quatro dias de UTI com minha mãe tem dias que bate o cansaço e o desânimo, parecem que até a fé vai vacilar. Mas conheci um casal na sala de espera Bartolomeu e Vicentina, que por necessidade (providência) acabei celebrando dia 12 de janeiro o casamento da sobrinha deles e ficamos muito amigos. No ultimo fim de semana eles me convidaram para conhecer e celebrar em sua paróquia, em Vilas do Atlântico, litoral lindo e sossegado perto de salvador. Celebrei a Missa no sábado e no Domingo. As cinco e meia da manhã estava caminhando frente ao mar, rezando e contemplando o carinho de Deus, um oásis no meio do deserto que estou vivendo. Celebrei a Missa das sete e meia e voltei renovado para o hospital, cheio de esperança para a vitória daquele dia. Nunca desista o pessimismo é o inimigo número um da fé e da esperança. Diante daquele mar azul eu rezava e cantava: 

“Quero mergulhar nas profundezas do Espírito de Deus / E descobre suas riquezas em meu coração (2x) 

É tão lindo ooo / Tão simples, brisa leve tão suave doce Espírito santo de Deus.
Tão suave brisa leve doce Espírito Santo de Deus”. 

“Tenho para mim que os sofrimentos da vida presente não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada”. (Romanos 8,18). 

Agüenta firme meu Filho!!! 

Clique em comentários e deixe seu testemunho, seu pedido de oração. 

Minha benção fraterna.

Pe. Luizinho, CN.

ORAÇÃO:CLAMANDO POR MILAGRES ( MC 2,1-12)

Filed under: Orando com poder! — Padre Luizinho at 5:29 am on Friday, January 18, 2008

 Alguns dias depois, Jesus entrou novamente em Cafarnaum e souberam que ele estava
em casa. Reuniu-se tal multidão, que não podiam encontrar lugar nem mesmo junto à porta. E ele os instruía.  Trouxeram-lhe um paralítico, carregado por quatro homens. Como não pudessem apresentar-lho por causa da multidão, descobriram o teto por cima do lugar onde Jesus se achava e, por uma abertura, desceram o leito em que jazia o paralítico. Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: “Filho, perdoados te são os pecados.” Ora, estavam ali sentados alguns escribas, que diziam uns aos outros: “Como pode este homem falar assim? Ele blasfema. Quem pode perdoar pecados senão Deus?” Mas Jesus, penetrando logo com seu espírito seus íntimos pensamentos, disse-lhes: “Por que pensais isto nos vossos corações?. Que é mais fácil dizer ao paralítico: Os pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? Ora, para que conheçais o poder concedido ao Filho do homem sobre a terra (disse ao paralítico), eu te ordeno: levanta-te, toma o teu leito e vai para casa.” No mesmo instante, ele se levantou e, tomando o. leito, foi-se embora à vista de todos. A, multidão inteira encheu-se de profunda admiração e puseram-se a louvar a Deus, dizendo: “Nunca vimos coisa semelhante”.
    

     Animados pelo Evangelho de hoje, queremos conhecer o poder do Filho do Homem, que não somente quer nos curar fisicamente, mas vai mais além, cura os nossos pecados, cura o nosso interior e nos trás a libertação. Isso porque quatro amigos levavam o paralítico, na verdade aquele homem no leito não poderia fazer mais nada e o evangelho diz que Jesus vendo-lhes a fé, fé de quem? Daqueles que carregavam um homem que por se só não poderia fazer mais nada. Em quantos momentos de nossas vidas estamos paralisados como este homem, nos sentimos impotentes, abatidos e prostrados, mas como dizia São Paulo: “Porém, temos este tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus e não de nós. Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos. Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos”. (II Cor 4,7-9)

O que diz a Igreja:

Dom de fazer milagres no catecismo da Igreja:
§2003 A graça é antes de tudo e principalmente o dom do Espírito que nos justifica e nos santifica. Mas a graça compreende igualmente os dons que o Espírito nos concede, para nos a associar à sua obra, para nos tornar capazes de colaborar com a salvação dos outros e com o crescimento do corpo de Cristo, a Igreja. São as graças sacramentais dons próprios dos diferentes sacramentos. São, além disso, as graças especiais, chamadas também “carismas”, segundo a palavra grega empregada por S. Paulo e que significa favor, dom gratuito, benefício. Seja qual for seu caráter, às vezes extraordinário, como o dom dos milagres ou das línguas, os carismas se ordenam à graça santificante e têm como meta o bem comum da Igreja. Acham-se a serviço da caridade, que edifica a Igreja.

O que paralisa você hoje e deixa você caído, numa cama, no pecado, no desanimo? Apresentemos a Jesus e clamemos pelo Espírito Santo o Dom de Milagres, pois “tudo é possível aquele que Crê”

Clamando o Milagre:   Hoje eu estou clamando por um milagre físico na vida de minha mãe, na minha família e na vida de tantas pessoas que nestes quarenta dias estamos convivendo pela força da fé e do amor, experimentando a fraligidade humana e o poder de Deus. Estamos clamando O PODER DE DEUS! Colocamos diante de Vós Senhor Jesus a nossa padiola, com tudo aquilo que nos parece impossível, que foge de nossas forças, de nosso controle, que nos desanima e nos deixa com sentimento de derrota e fracasso. Não olha os nossos pecados, mas a fé que anima a tua Igreja. Diante de Vós a nossa casa, nossa saúde, dificuldades financeiras, problemas sérios no casamento, no namoro. Em Tuas mãos Senhor, entrego meu trabalho, as pessoas que pediram as minhas orações, deprimidas e sem sentido para viver, e por essa pessoa que agora lê este blog, esta oração. Estende a Tua mão Senhor, para que se realizem curas, milagres e prodigios, em Nome de Jesus o Vosso Santo Servo. 

Quem canta reza duas vezes, vamos com confiança assumir a graça e a Vontade de Deus: 

Bençãos sao derramadas a cada instante / Há sempre novo milagre para acontecerDeus quer quebrar as cadeias romper as correntes / Quer libertar e curar todo aquele que crê. 

Eu tomo posse da graça de Deus / Tomo posse da cura Senhor,Tomo posse da benção de hoje. Eu tomo posse da graça de DeusTomo posse da cura Senhor / Tomo posse da benção de hoje…” 

Quem crê e reza não desiste nunca e é sempre um vencedor! 

Clique em comentários e deixe o seu clamor e rezaremos juntos pelo seu milagre. 

Minha benção fraterna.

Pe. Luizinho,CN. 

Sempre e em tudo um olhar de esperança

Filed under: Formação — Padre Luizinho at 7:42 am on Wednesday, January 16, 2008

     Há que ponto nos leva o preconceito, eu nunca pensei que eu fosse ficar tão amigo de uma família evangélica e outra espírita. Tudo isso foi vencido pelo tempo comum da visita de Deus, chamada neste momento de sofrimento. Quando chequei dia 12 de Dezembro na sala de espera da UTI a família do seu Tito já estava lá há algumas semanas vinda de Juazeiro da Bahia, dona Gisélia sua esposa e oito filhos, mais noras e genros, que se revezavam nos momentos de visita, uma grande historia de amor e fé. Fomos aos poucos, nos aproximando, conversando e rompendo as barreiras, percebi que havia muitos mais coisas que nos uniam do que nos separavam: o amor, a fé e o sofrimento, e nestes momentos não nos dávamos à discussão, mas as mãos para rezar!    
     A família de dona Julieta chegou um tempo depois, seu Froes marido dela é um espírita convicto de mais ou menos cinqüenta anos de ofício e toda a família também acredita na reencarnação, mas o que nos unia naquele momento era a visita de Deus chamada sofrimento. Froes me ganhou pela simpatia e persistência, vivia me contando “suas vidas” passadas e muito cheio de otimismo e fé. Num certo dia de muita tensão na UTI e todos nós parentes muito apreensivos, sem perceber estávamos todos de mãos dadas rezando espontaneamente o Pai-Nosso, numa só voz e numa só linguagem, O AMOR!      
    
Perdemos muito tempo de nossas vidas julgando as pessoas pelo que elas crêem, falam e principalmente pelas aparências, tudo isso faz parte da pessoa, de sua personalidade, mas não a define completamente, “porque nós vemos as aparências e Deus vê o coração”. Eu tive com essas pessoas um encontro de coração, onde os nossos olhos estavam desvendados dos preconceitos e das resistências, estávamos todos frágeis, carentes e nossas retaguardas estavam abaixadas. “Pois quando estou fraco é que sou forte”. A família de seu Velfe, um militar reformado, que cuidava de sua esposa cega, Benedita, professora do estado aposentada, mulher forte e muito prestativa, a esposa de Raimundo, cujo caso é irreversível perante a medicina, “mas para Deus nada é impossível”. Nestes momentos percebemos que somos muito mais do que aparentamos ser, somos filhos de Deus, somos irmãos!    
     Testemunhar e pregar o evangelho na nossa Igreja ou para aqueles que querem ouvir é muito mais fácil, mas ali estávamos todos pregando o evangelho ou sementes do evangelho com a vida, com aquilo que o evangelho já tinha feito em nós. Tivemos um encontro com o Cristo da Cruz, aquele que disse: “Quando eu for elevado atrairei todos a mim” e ainda: “Pai perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”. Venci a barreira da intolerância, da superioridade, da impaciência, tenho aprendido a ouvir, a calar, a enxergar o outro por dentro, a ler os seus olhos, suas mãos tremulas seus sorrisos e suas lágrimas, estou aprendendo que os outros tem problemas semelhantes ou maiores do que os meus. Estou vencendo o egoísmo e a auto-piedade. A cada dia nos animamos pela próxima vitória e nunca vi, pessoas se contentarem com tão pouco, o pouco da fé.         
     Quero Senhor ter a coragem de ter encontros verdadeiros e profundos, encontros que nem a morte pode separar, pois nada nos separará do amor de Deus
em Cristo Jesus. Infelizmente seu Tito faleceu no sábado e dona Julieta no Domingo, pude oferecer minha assistência e meus ombros para selar a Vontade de Deus, A VIDA ETERNA!    
     Oremos irmãos: Senhor daí-nos o colírio da misericórdia e compaixão, para enxergarmos os outros com os teus olhos, arranca de nós toda prepotência, orgulho, indiferença e espírito de competição. Permita nos render ao teu amor e não nos deixar cegar pela dor e pelo sofrimento e ultrapassar as barreiras do preconceito, para que fazendo a experiência de tua misericórdia, possamos nos reconhecer como verdadeiros irmãos. E a ter sempre e em tudo um olhar de esperança. Amém 

”Aconselho-te que compres de mim ouro provado ao fogo, para ficares rico; roupas alvas para te vestires, a fim de que não apareça a vergonha de tua nudez; e um colírio para ungir os olhos, de modo que possas ver claro”. (Apocalipse 3,18) 

“Os homens e as mulheres agradáveis a Deus são provados como o ouro e a prata!” 

Depois de ler essa experiência forte, clique em comentários e deixe sua reflexão e pedidos de oração. 

Minha benção fraterna.

Pe Luizinho, CN.      

A filosofia do filtro triplo (para refletir e rezar).

Filed under: Formação — Padre Luizinho at 6:14 am on Tuesday, January 15, 2008

     Eu não sei se acontece com você, mas me incomoda muito ouvir falar mal dos outros sem que a pessoa estivesse presente, sinto que estou traindo a pessoa e na maioria das vezes não se pensa e muito menos se refleti nas conseqüências das nossas palavras. Muitas vezes falamos sem pensar ou julgar a verdade e os direitos dos outros e, principalmente esquecemos da caridade. Precisamos pensar e refletir mais antes de falar: Pensar bem de todos, falar bem de todos, querer bem a todos é um excelente princípio de vida. Certa pessoa encontrou-se com o filosofo Sócrates e lhe disse:_ Tenho algo a lhe dizer sobre um amigo seu… Sócrates respondeu:_ Permita-me lhe propor passar pelo Filtro Triplo para aceitar seu comentário. _ A pessoa disse claro que sim, o que é esse tal de filtro triplo? _ Para que eu te ousa falar algo de alguém, mesmo que não fosse meu amigo, teria que passar por um filtro de três condições.

     A primeira é a VERDADE, você tem absoluta certeza de que, o que vai me falar é verdadeiro? _ O camarada respondeu: não, ouvi outra pessoa falar isso sobre seu amigo. _ Sócrates disse: então não tenho dever nenhum em te ouvir já que não tens a veracidade do que vais me falar, mesmo que a pessoa em questão não fosse meu amigo. E continuou Sócrates, vou te revelar o segundo filtro para que eu pudesse te ouvir, já que a Verdade seria suficiente para não te escutar. É o filtro da BONDADE. É bom para eu saber o que tens a me dizer sobre meu amigo? _ O homem respondeu: não é algo bom, é desagradável. _ Retrucou Sócrates: se não é verdadeiro e muito menos bom, para que me interessaria saber algo que poderia estragar o meu dia, não sendo verdadeiro nem bom, mas vou te falar sobre o terceiro filtro para que as nossas conversas não sejam vazias e nada construtivas. É o filtro da UTILIDADE, será para mim e para você algo útil, vai me servir para aumentar minha sabedoria e credito sobre meu amigo? _ O homem cosou a cabeça e disse: não acho que seja útil nem para mim nem para ti. _ Pois bem, disse Sócrates, a nossa conversa acaba por aqui, sabendo que, o que devemos acumular nesta vida é a Sabedoria.

     Como seria bom se todas as nossas conversas passassem por este filtro, isso sem falar que falta um filtro preciosíssimo ao nosso caro filosofo Sócrates, o filtro da CARIDADE, ou seja, O AMOR FRATERNO, que nos foi ensinado por Jesus Cristo, o mestre dos mestres. Seu ensinamento foi simples, mas capaz de mudar o mundo. Vejamos o que nos diz São João: “Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade! Ai está o critério para saber que somos da verdade; e com isto tranqüilizaremos na presença dele o nosso coração”. (1João 3,18-19)  

     Mais do que uma filosofia o Amor é um principio de vida. Todas as outras práticas, respeito, verdade, bondade e utilidade, têm no amor o seu alicerce principal. Antes de tudo, faltam a nós esses passos do filtro triplo porque nos falta o amor. Ele é uma conquista, exige tempo, suor e muitas vezes lágrimas. É preciso saber perder, para ganhar, pois amar muitas vezes é renunciar, é esquecer de si, para que o outro venha pra fora, é aprender a promover o outro, e porque não dizer morrer, para que o outro viva. Tem um princípio da vida fraterna que vivemos na Canção Nova, toda pessoa tem direito a boa fama, não posso jogar no ventilador a vida do meu irmão: “Fazei aos outros aquilo que gostaria que se fizesse para você”.

     Isso tudo nos ensinou Jesus, mais do que um filosofo, mas um mestre da vida, do comportamento, do respeito humano, da qualidade de vida, da dignidade da pessoa, porque, antes de tudo nos ensinou que o AMOR é a única maneira de mudarmos o mundo a partir das pessoas. Faltam verdade, bondade e utilidade, porque antes de tudo falta-nos o amor, e todas as pessoas são capazes de amar. Podemos usar o filtro de Sócrates, mas acrescentamos a vida de Jesus, O AMOR.  

 Para pensar e refletir: Quais são os critérios e principios que constroem os seus relacionamentos? Clique em comentários e deixe seu recado.

Minha benção fraterna.

Pe Luizinho, cn

Uma historia de família

Filed under: Formação — Padre Luizinho at 5:33 am on Friday, January 11, 2008

     O casamento deveria ser como o vinho, que passa por um rigoroso tempo de fermentação e envelhecimento, apurando o suco da uva, o álcool, todos os diferentes elementos que compõe um bom vinho, ou melhor, um vinho amadurecido é um vinho cada vez melhor. Mais é preciso esperar, colaborar e permitir um ambiente adequado para que todos os elementos se conjuguem e vão se aprimorando, até obter de cada um o melhor de si, ai se faz o melhor vinho.       Vou lhes contar uma historia de família muito comum nos dias de hoje, em relação à espiritualidade conjugal, comunhão e diferenças:  

     Dona Maria pediu para um casal de seu grupo de oração orar pelo seu marido, porque ele nunca ia à Igreja com ela, preferia sempre ficar assistindo futebol na tv. Maria queria que seu companheiro fosse mais “espiritual”, pois para ela Jesus era uma pessoa que orava o tempo todo e ela queria que seu marido tivesse a mesma pratica religiosa que ela. O casal amigo decidiu orar primeiro por Dona Maria, antes mesmo de orar pelo seu José. Maria começou a rir porque viu Jesus entrar em sua casa pela porta da cozinha e disse: _ “Se eu soubesse que iria receber a visita de Jesus, eu teria arrumado a bagunça que esta na cozinha”. E Jesus perguntou a Maria: _ “Onde está seu marido?”. Ela respondeu: _ “Senhor, ele esta no porão assistindo televisão”. Ela correu para espiar o que ia acontecer.     Jesus desceu e sentou-se do lado de José e começou a assistir o futebol com ele. Dona Maria ao ver essa cena percebeu que deveria fazer a mesma coisa, pois a espiritualidade que Maria apresentava para o seu marido não fazia de Jesus uma pessoa interessante, pelo contrario, Jesus estava sempre separando os dois, ele era o caso de doma Maria, que seu José não poderia competir, por isso, o relacionamento era tão dificil, porque o Jesus que sua mulher conhecia não era o mesmo Jesus que ele conhecia.   

     A família é igual a uma casa em edificação, é o maior transtorno, às vezes, poeira, entulho, tudo que uma construção pode trazer, penso que você consegue imaginar. Mas esse retrato de uma casa em construção demonstra que ninguém está parado em si, ou acha que já está pronto, apesar dos incômodos está em construção, em reforma, em restauração, ninguém restaura um bem se ele não for muito precioso, e isso é um sinal muito positivo. Quem já não leu este aviso em construções públicas: “desculpe o transtorno estamos em construção, para lhe atender melhor”.  A primeira coisa que precisamos notar é que em nossa família ninguém é igual e estamos em níveis de maturidade diferentes, a família é uma mistura homogenia, onde a mistura dos elementos criou um novo sabor e aspecto, mas sem perder a característica de cada um.    

     Em minha opinião existem alguns pontos que são primordiais para construir e restaurar a família:

_ Restaurar o relacionamento com Deus: o fundamento do sacramento do matrimônio é o amor, sem fazer essa experiência de Deus é impossível amar de verdade. Mas é preciso respeitar a experiência religiosa de cada um, saber que ela também é individual, mas que dá para fazer um caminho para Deus juntos: ESPIRITUALIDADE CONJUGAL.

_ Fazer da minha casa um ninho de amor: na minha casa eu me decido amar primeiro, se alguém precisa se converter esse alguém sou eu, o processo começa
em mim. Eu não posso cobrar aquilo que eu não consigo dar. Procurar defeito nos outros, culpados, não resolve as situações de tensão ou dificuldades vividas em casa, faz dela um inferninho e não um pedacinho do céu. Eu preciso sentir desejo de voltar para casa depois de um dia cansativo de trabalho, ela é meu porto seguro, meu refugio, lugar onde não importa a minha condição, eu sei que sou amado.

_ Partilha, dialogo, onde todos crescem no conhecimento de si e dos outros. A cumplicidade conjugal e familiar. No casamento existe um “pacto” de amor e fidelidade. A falta de dialogo e partilha deixa crescer dentro dos membros da família os venenos que a podem destruir. Os ressentimentos, as mágoas, a desconfiança e o medo de si revelar, o outro não pode saber os meus limites, a minha fraqueza, pelo contrario, dentro de casa precisa se promover um clima de confiança e aceitação. Eu preciso me sentir acolhido para partilhar a minha verdade.    

     Eu acredito no casamento, no Sacramento do matrimônio. A família é constituída pelo compromisso de amor e fidelidade entre um homem e uma mulher, abençoado por Deus, que os capacita para viverem todos os compromissos, direitos e deveres do casal. Compromissos definitivos, lares onde vão crescer homens e mulheres capazes de restaurar a nossa sociedade. Eu vim de uma família de cinco irmãos, pais honestos, trabalhadores e religiosos, que construíram a sua casa sobre a rocha e mesmo quando vieram as tempestades, o amor e a fé nos sustentaram. Com certeza hoje eu sou padre porque fui criado num ambiente de família, hoje estamos lutando pela vida de minha mãe, que depois da morte do meu pai, foi quem segurou o leme deste navio chamado LAR. 

 “Porque, quanto a mim, eu e minha casa serviremos o Senhor”. (Josué 24,15) 

Essa é a minha fé e minha experiência, clique em comentários e deixe a sua, e seu pedido de oração e neste fim de semana de Acampamento para Famílias estarei rezando pro você

Minha benção fraterna.

Pe Luizinho, CN.    

Oremos pela cura da depressão

Filed under: Orando com poder! — Padre Luizinho at 5:26 am on Wednesday, January 9, 2008

     Há um tempo atrás eu vivi na pele a depressão por causa da falta de perdão e do fechamento, e sei o que meus irmãos que deixaram mais de cem comentários sobre o artigo: “Contemplar o belo é fonte de cura interior”, sentem e vivem. Por isso, e pela cura que ao longo do caminho com Jesus eu obtive, quero hoje ajudar muitas pessoas que passam por este mesmo problema e vivem sozinhas, isso vai passar depende de Deeus e de você. Essa é a minha missão, eu sou sacerdote para isto, vamos começar cantando juntos esta oração de Santa Tereza D’ Avila:

     “Nada te perturbe, nada te amedronte / tudo passa a paciência tudo alcança; Nada te perturbe nada te amedronte /tudo passa a paciência tudo alcança.

A quem tem Deus nada falta / Só Deus bastaA quem tem Deus nada falta / Só Deus basta”!

Oração pela cura:    

     Amado Senhor, às vezes sinto-me tão deprimido que não consigo nem rezar. Parece que os problemas são maiores do que eu e do que meu Senhor. Por favor, liberta-me deste cativeiro. Eu Te agradeço Senhor, Pelo Teu poder libertador e, no poderoso nome de Jesus, expulso de mim o maligno: espírito de depressão, de ódio, de medo, de auto-piedade, de opressão, sentimento de culpa, agressividade, de falta de perdão e qualquer outra força negativa que tenha investido contra mim e que tenho cultivado no meu coração. E os amarro e expulso em nome de Jesus, e clamo a alegria, a esperanças frutos do Espírito Santo.
     Senhor arrebenta todas as cadeias que me prendem. Liberta-me das heranças hereditárias, pessoas que na minha família viveram o que eu vivo hoje, desata os nós que me prendem as situações afetivas e emocionais, que me deixam sem esperança e vontade de viver. Jesus peço-Te que voltes comigo até o momento em que esta depressão me atacou e me libertes das raízes deste mal. Cura todas as minhas lembranças dolorosas. Enche-me com o Teu amor, a Tua paz, a Tua alegria. Peço-Te que restaure em mim a alegria da minha salvação.
     Senhor Jesus, permite que a alegria jorre como um rio das profundezas do meu ser, pois diz a Tua palavra: “Do seu interior jorrarão rios de água viva”. Eu Te amo, Jesus, eu Te louvo. Traze ao meu pensamento todas as coisas belas, pelas quais posso agradecer-Te. Senhor ajuda-me a alcançar-Te e a tocar-Te; a manter meus olhos fixos em Ti e não nos problemas. Eu Te agradeço Senhor, por me guiares até a saída do vale. É em nome de Jesus que suplico. Maria, mãe de Jesus, quero cantar contigo um canto novo, o canto dos remidos: “A minha alma glorifica o Senhor, o meu espírito exulta em Deus meu salvador”. Amém    

     “O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso cajado são o meu amparo”. (Salmo 22/23).

Acredite: “TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALEZE”. (Filipenses 3, 14)

 Deixe o seu comentário, seu pedido de oração e rezaremos juntos, você não esta sozinho!

Minha benção fraterna.

Pe. Luizinho, CN

Contemplar o belo é uma grande fonte de cura interior

Filed under: Formação — Padre Luizinho at 5:58 am on Monday, January 7, 2008

     A pessoa deprimida ou muito ferida interiormente é rapidamente afetada na sua visão externa, ela perde o brilho e o gosto pelo belo, não é algo intencional, mas a pessoa num processo de tristeza ela não suporta ver a alegria e a beleza, ela se sente incomodada, muitas vezes agredida por aquilo que ela não consegue responder. Uma música, uma risada gostosa pode incomodar profundamente uma pessoa em processo de depressão, porque ela não entende o que esta vivendo no interior, ela rejeita o exterior.  

     Um bom termômetro disso é quando estamos passando por um momento delicado de doença ou de perda de alguém, um sentimento de fracasso, uma preocupação séria e demasiada, temos a tendência de nos fechar em nós mesmos, de evitar as pessoas e lugares agitados. Ficamos introspectivos, dentro do nosso mundo tentando resolver as coisas sozinho. Fica-se com um grande respeito humano de não querer incomodar as pessoas, acha-se um peso, a nossa sensibilidade fica realmente a flor da pele. Uns ficam explosivos, agressivos principalmente com aqueles que querem mais ajudar, outros ficam muito tristes, parece que estão dentro de um labirinto. 

     Não é a toa que a depressão e a síndrome do pânico têm sido chamadas à doença mais séria dos últimos tempos, levado muitas pessoas a perder o sentido de viver. E é cada vez maior o número entre os jovens, cheios de vida e com tempo para descobrir o caminho da cura e da felicidade. “Contemplar o belo é uma grande fonte de cura interior”. Primeira coisa é o Autor do belo, esvaziou-se o sentido do sagrado na vida das pessoas, tudo é relativo e banal, não se tem segurança de nada. Deus é o mais belo dos belos, que eu preciso voltar a contemplar. Contemplar-se é outra fonte de cura interior, pessoas mal resolvidas, complexos de inferioridade provocada pela cultura do perfeito e não do belo, pois nem tudo que aparenta perfeito é belo. Por isso, não se suporta ver-se no espelho, não esta no padrão da moda, da “beleza” e etc. 

     Contemplar a natureza, uma das provas da existência de Deus, o mar, as árvores e florestas, os pássaros e animais, a criação é profundamente bela e eu faço parte desta criação. Uma pessoa bonita por dentro e por fora me faz bem, me cura. Ter uma boa conversa com uma pessoa agradável e dar uma boa gargalhada é fonte de cura interior. Caminhar sem pressa respirando e sentindo o ar nos seus pulmões é fonte de cura e libertação. Usufruir das coisas boas que a modernidade nos dá para uma vida melhor, um passeio no shopping, tomar um sorvete de passas ao rum com alguém que se ama é fonte de cura. Sair de si e contemplar o belo que esta fora, desperta o belo que esta dentro de mim e de você. 

     A grande tentação da serpente (diabo) nestes tempos é voltar o olhar dos homens e das mulheres para dentro de si exclusivamente, bastar-se a si mesmo. Nós somos seres que se completam, o nosso mundo é um grande e diverdito quebra cabeças, quando juntamos as peças se encontra a verdadeira identidade a cura e a felicidade. Por isso, é preciso contemplar, recuperar o olhar contemplativo de si e das coisas, das pessoas e da natureza. Mergulhar e tentar desvendar o mistério do qual fazemos parte é fonte de cura e libertação. Encandar-se com o que se vê, e ser capaz de perceber o essencial, que é invisível aos olhos, com o que se ouve, com a musica, com o vento que bate forte nas folhas, com a beleza do diferente. Nunca ser indiferente é um caminho para cura interior.      

     Testemunho pessoal: Tenho pegado ônibus para ir ao hospital onde minha mãe esta enternada há 27 dias na UTI. O percurso que ele faz é pela orla de Salvador, mar azul, ondas, cheiro do mar, prédios, pessoas, movimento. Sem falar no contato com as famílias dos outros pacientes, historias de amor, vida, lágrima e sorriso numa mesma manhã, num mesmo dia, isso tem sido a minha contemplação, a minha oração, a minha bela rotina diária. Num destes percursos estava triste e rezando o terço da misericórdia, quando uma voz abençoada me disse: “Contemplar o belo é uma grande fonte de cura interior”!  Meus olhos se abriram e mesmo na dor experimentei a paz, a cura.

Faça a experiência, saia de si e deixe seu comentário para que eu possa rezar por você e glorificar a Deus. 

Minha benção fraterna.

Pe Luizinho, CN. 

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