A minha mãe! (eternizada no coração de Deus)
Este é o meu primeiro dia das mães sem a minha mãe, é diferente, difícil, mas só se tem saudade do que é bom e minha mãe era maravilhosa. Dizia o poeta: “as mães não deveriam morrer, deveriam ser eternas”. (Carlos Drummond de Andrade). Mãe nunca morre, pois seu amor é eterno e o seu amor é como o amor de Deus mais forte do que a morte! No dia 08 de março sua vida e seu amor se eternizaram no coração de Deus. Faço memória a minha e a todas as mães que hoje estão eternizadas no coração de Deus e de seus filhos.
“Pois morrestes e a vossa vida esta escondida com Cristo em Deus”. (Cl 3,3).
Mãe, mulher que teve um ou mais filhos, fonte, origem. Pensar em minha mãe é sentir o amor, aquele que se compara ao amor de Deus: “Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me esquecerei”. Isaias 49,15 Amor que tudo crê tudo espera, tudo suporta, doação, vida. Eu definiria mãe com essas duas palavras: amor e vida! A minha mãe marcou-me por dentro, presente de Deus, amiga do coração. O único sentimento meio desagradável que sinto em relação a minha mãe, é a saudade, mas vale pelo que ela significa: Saudade é próprio de quem ama! Também porque a saudade incomoda e por ela está muito longe, não a vejo quando quero, mas pelo telefone peço a sua benção. Neste momento os meus olhos ficam marejados, porque será que elas têm esse poder de fazer o homem chorar? Ela me formou, educou e muitas vezes o seu colo foi para mim refugio e alívio de fortes dores.
Quando criança sofria de fortes dores de cabeça, que só se acalmavam sobre o remédio de suas mãos e de seu colo, tomava remédios controlados, na verdade a única coisa que me controlava era está perto dela, só a sua presença já me acalmava, mãe inspira segurança e fortaleza, mesmo sendo pequenininhas e frágeis, junto delas eu me sentia um gigante. Contando comigo teve mais quatro filhos, somos cinco, mas o meu pai ela também cuidou como mãe, então ela foi mãe de seis, sem contar dos seis netos que ela é mãe duas vezes. Mulher humilde, da roça, cheia de sabedoria divina, costureira de mão cheia, a máquina de costura ficava na sala de casa assim ajudou a criar os cinco filhos e ainda vestia roupa feita pelas mãos de minha mãe. Lembro-me quando na cozinha de casa ela fazia o nosso almoço, aquele famoso franco de domingo, eu a aborreci e ela me deu um tapa, mas esquivei-me e sua mão bateu na pia. A aliança que trazia no dedo se partiu e lhe feriu saindo sangue de sua mão, dos seus olhos vi correr uma lágrima de dor, mais a lágrima mais forte saiu de dentro de mim que prometi: “nunca mais farei a minha mãe chorar”.
Aquela cena ficou gravada no meu coração e hoje quero viver para fazer minha velhinha sorrir, mas eu tenho consciência que tudo que eu fizer a ela jamais poderá superar o que fez por mim. Elizia é o seu nome, que por muitas vezes chamei, hoje já homem e padre muitas vezes quis tela por perto para sentir aquela segurança de criança, pois mãe nunca deixa de ser mãe e graças a Deus filho nunca deixa de ser filho, refugiar-me, sentar no seu colo, pois embora velho, quando penso em minha mãe sou ainda uma criança. Minha mãe a ti agradeço tudo o que sou, o que eu poderia te dizer agora a não ser: Eu te amo! Pois certamente estás me dizendo: Deus te abençoe meu filho!
Quem é a sua mãe, como você vivi com ela? Deixe seu comentário e seu pedido de oração.
Deus abençoe todas as mães+
Do seu filho Lula ou Padre Luizinho.