Mortos para o pecado vivos para Deus

Por no dia abr 11th, 2011 sobre Espiritualidade, Quaresma.

Entramos na ultima semana da Quaresma, o Evangelho do V Domingo (cf. Jo 11, 1-42) nos fala que Jesus é a ressurreição e a Vida. Se Jesus é a nossa ressurreição e a nossa vida onde você esta precisando de ressurreição hoje? O que esta morto, o que em sua vida esta precisando reviver? Ainda há tempo para se converter e exercitar na Oração, no Jejum e na Esmola. Sempre há tempo para conversão!

Partindo da experiência da precariedade e caducidade da própria vida, o homem religioso da Bíblia descobre o Deus vivo como fonte, plenitude e defesa de toda a vida, especialmente da dos seus. A bênção “crescei e multiplicai-vos” concerne precisamente à transmissão da vida: aquela que outra página apresenta como comunicação do próprio “sopro” vital de Deus. A narrativa da árvore da vida evoca a exigência indestrutível de uma vida que se prolonga além dos limites da experiência, de um bem destinado a durar para sempre. Assim, a linguagem simbólica e poética atinge as profundezas do homem.

Escute o Podcast na integra:

Pecado e morte

Os profetas – no caso, Ezequiel – anunciam a restauração política de Israel com a imagem poética de uma reanimação de ossos, dispersos e destruídos, graças ao sopro de Deus. Mais do que restauração, porém, trata-se de uma nova criação: o Espírito que vem do alto anima um coração novo, todo dirigido a Deus e à sua aliança.

Há uma ligação tão real quanto misteriosa entre pecado e morte, que a cada nova etapa da revelação bíblica se mostra mais claramente. Pelo pecado de Adão a morte reina sobre a humanidade: só o sacrifício de amor e obediência de Cristo vem libertar da morte. Ele, “morto na carne, é restituído à vida no espírito”; e com seu corpo glorificado inaugura a nova condição da criatura, que participa da plenitude da vida de Deus.

Ressurreição e vida

A ressurreição de Lázaro é um sinal, legível em vários níveis. É celebração do nosso batismo. No dia do batismo, a Igreja se dirige ao catecúmeno como faz com o cristão que caiu no pecado: “Lázaro, vem para fora”; Cristo e a Igreja dizem: “Tirai-lhe as faixas e deixai-o ir”; as faixas do pecado caem à voz da Igreja que ora com Cristo diante do homem pecador (= Lázaro), e sua oração restitui-lhe a vida, mergulhan­do-o nas águas batismais.

A ressurreição de Lázaro é também sinal da realização da nova criação e da nova aliança prometida por Ezequiel: Jesus estremece diante da primeira criação caída na desordem, na morte e na dissolução; sua paixão, morte e ressurreição por obra do Espírito, da qual a de Lázaro é anúncio, o proclamará “senhor de toda carne” e senhor da morte e da vida. A participação no seu mistério pascal, pelo batismo, toma-se assim participação na nova criação, pelo Espírito. A leitura pascal do evangelho de hoje é profética e, portanto, atual para nós que, misticamente, renas­cemos no Espírito de Cristo e somos, por isso, chamados a viver segundo o Espírito uma existência nova, mortos ao pecado e vivos para Deus (2ª leitura).

O batismo: uma opção que é promoção de vida

Com este domingo conclui-se um ciclo batismal denso de ensinamentos: Cristo, água para nossa sede – Cristo, luz para nossas trevas – Cristo, ressurreição para nossa vida.

Hoje, a ciência e a pesquisa do·homem estão totalmente voltadas para a defesa da vida, revigoramento da vida: os progressos da medicina e da cirurgia, as técnicas de transplante e dos corações artificiais, as curas pelo rejuvenescimento dos tecidos, o prolongamento da vida humana em escala cada vez mais elevada, a diminuição da mortalidade infantil.

No entanto, é exatamente nesta sociedade que surgem fermentos de morte e dissolução; permanecemos indiferentes perante o morticínio de tantas populações; queremos o aborto livre, o direito à eutanásia; o direito ao suicídio; transformamos as festas em tragédias. Como entender esses contra-sensos? A morte, a grande e irresistível inimiga do homem, só é vencida por Cristo. E o cristianismo não é um mistério de tristeza e morte, mas de vida, alegria, certeza, esperança.

Enxertados em Cristo pelo·batismo, vencemos nossa morte na sua morte; co-ressuscitamos no Cristo ressuscitado. É a vitória de cada homem batizado sobre a morte. É a vitória de toda a história sobre a morte, história que, na perspectiva cristã, não caminha para o caos final, mas para a ressurreição final. É a vitória da criatura sobre a morte; ela escapa à condenação na perspectiva dos céus novos e terra nova. Essa perspec­tiva dá à vida tranqüilidade, serenidade interior, paz profunda, confian­ça e esperança. Em Cristo não há uma parcela de vida, por menor que seja que não se destine à ressurreição.

Antes de Jesus ressuscitar Lázaro Ele ressuscitou Marta e Maria, não na carne, mas na fé que havia morrido. Jesus pergunta para elas Crês isto? E elas respondem: “Sim senhor eu creio que Tu és a ressurreição e a vida”. Quais são as faixas que te mantém na morte?  Nada é mais forte, nem o pecado nem a morte do que a ressurreição e a vitória de Cristo na cruz. Agora é o tempo de você se desatar de todo pecado e toda morte pela força do ressuscitado pelo poder do Espírito. Se o Espírito Santo mora em nós vivamos como ressuscitados. Preparemo-nos para entrar no mistério da Semana Santa, não se deixe prender por nenhuma faixa, por nenhum pecado que te leve a morte.

Exame de consciência: os princípios para uma boa confissão.

Quais são as faixas que te mantém na morte? Clique em comentários e deixe os seus pedidos de orações.

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

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