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Do que as mulheres verdadeiramente gostam?

quinta-feira, março 8th, 2012

Porque o conhecimento de causa? Eu cresci no meio de três irmãs mais a minha mãe, meu pai e mais um irmão. E isso como homem foi muito bom pra mim. Ainda tinha um laço afetivo muito forte com minha avó Almira e minha tia Maria da Glória. Eu e meu irmão mais velho crescemos neste ambiente rico das diferenças, mas principalmente do respeito e do amor puro. Lembro-me que eu e minha irmã mais nova tomávamos banho juntos, pois quando se educa o coração de um homem para a pureza ele cresce respeitando e acolhendo a grande e linda dignidade do ser mulher. Minha primeira grande amiga foi minha avó e minha tia, que me ensinaram os caminhos da fé. Minha mãe e minhas irmãs me ensinaram a buscar nas mulheres o que de mais precioso elas tem para dar, o amor.

Nós homens temos que conhecer mais as mulheres para compreendê-las melhor e amá-las mais. Na minha adolescência e juventude meus melhores amigos eram mulheres e foi uma mulher chamada Eliete, que na paciência de escutar minhas angustias e desencontros, trouxe-me de volta para Deus e para Igreja.  Hoje morando como padre numa comunidade mista, “de homens e mulheres vivendo em sadia convivência” posso dizer, que conheço um pouco do que verdadeiramente as mulheres gostam.

Em primeiro lugar as mulheres gostam de serem amadas, cuidadas com carinho e respeito, chamadas pelo nome, Maria, Joana, Regina, Heloisa e não de bife, melancia, samambaia, sem ferir a sua dignidade como se elas fossem objeto, frutas e não pessoas. Mesmo porque, a vocação mais sublime da mulher é ser mãe. Elas gostam de cuidar, de viver para o outro que ama. Elas gostam de serem cuidada, cortejada, valorizada naquilo que ela faz. De serem esposa, companheira, namorada. Eu aprendi que a mulher é coração, sensibilidade, digo mais, a mulher é ventre, é geração, é vida. As mulheres gostam da vida e de vivê-la com intensidade.

As mulheres gostam mesmo de falar, de serem ouvidas, de abrir o coração, gostam de papo inteligente, conversa interessante e de serem paqueradas com respeito e um pouco de romantismo ousado. Gostam que ajam com elas com sinceridade e verdade. Gostam de amizades longas e rodas de amigos. De fazer compras, mesmo quando não compram nada e às vezes exagerar um pouco. Mais sempre lembram do pai, da mãe, do irmão, namorado, marido, acha cartão! Elas gostam de gargalhar, de falar ao ouvido, rir baixinho, dependendo da situação gostam de silêncio ou de confusão. De serem elogiadas e notadas, percebidas nos detalhes, brincos, sapatos, cabelos, etc. Por que, porque elas veem além, enxergam o que os homens não veem, adoram pegar as coisas no ar, tirar conclusões, ser uma espécie de detetive. Ah! O que seria do mundo sem as mulheres!

Elas sabem ouvir, são acolhedoras e conseguem ser um camaleão, ser uma para cada momento e situação, sem fingimento ou falsificação. As mulheres gostam de fazer varias coisas ao mesmo tempo e com perfeição. Do seu cantinho arrumado, de carro pra passear, de bater perna e principalmente de companhia agradável. De atenção exclusiva. De quem olhe nos olhos enquanto elas falam e não desviem sua atenção. Gostam de chocolate, de flores, de ganhar presente por mais simples que seja, gostam de serem lembradas. Portanto, quer saber do que as mulheres gostam? Comece pelo pequeno, pelo simples, pelo sorvete, pelo chocolate quente pelo comum do dia a dia, não esqueça do seu aniversario, do dia do casamento. Dos pequenos e grandes detalhes que fazem a vida este Ser extraordinário que é a MULHER.

Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la? Superior ao das pérolas é o seu valor (Pro 31,10).

Escute o Podcast: Maria a Mulher Sabia.

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Materia relacionada: Mulher sem medo de ser bonita e boa.

*Dedico este post a minha Mãe Elizia que faz hoje 4 anos partiu para eternidade e a minha irmã Ana que faz aniversario hoje.  A todas as mulheres que passam pela minha vida. Parabéns! Todos os dias são das mulheres!

Minha benção fraterna.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador do Pré-discipulado.

Mulher sem medo de ser bonita e boa

quinta-feira, março 8th, 2012

ROMA, terça-feira, 6 de marco de 2012 (ZENIT.org) – A jornalista do TG3 Constanza Miriano está longe do estereótipo da feminista. É profundamente católica, mas muito diferente do estereótipo da garota que cresceu naA jornalista e escritora Constanza Miriano fala sobre o seu 8 de Março capela.

Seu primeiro livro Sposati e sii sottomessa (Vallecchi) foi o acontecimento editorial do ano passado, acabando com todos os clichês sobre as mulheres e as famílias de hoje. Na entrevista que deu a Zenit, poucos dias antes do Dia Internacional da Mulher, Miriano volta a falar sobre os temas abordados por ela, com sua ironia habitual “Chestertoniana”.

Estamos muito perto do 08 de março, uma festa que é um “totem” para as feministas. Outras mulheres, no entanto, querem aboli-la …

Constanza Miriano: Eu pertenço à segunda categoria! Hoje em dia eu vejo uma situação de desequilíbrio a nosso favor, no sentido que não vejo tantas mulheres discriminadas, exceto nos casos em que não quero desprezar, de abusos. Pelo contrário, vejo a figura do homem cada vez mais degradado, débil, sentimental, forçado a cuidar e desenvolver papéis que não são propriamente masculinos. Falar do homem como autoridade, enérgico, forte equivale quase a insultá-lo, chamando-o de tirano ou machista. Mas acredito que os papéis devem ser absolutamente redescobertos e valorizados, já que um complementa o outro. Assim, com as reivindicações feministas, eu não compartilho.

Se eu desligar a televisão e se eu fechar o jornal, se eu olhar para as mulheres “de carne e osso” que conheço, as reivindicações que fazem são sobre a maternidade, sobre os filhos;  não querem ser obrigadas a trabalhar, ou muito menos querem fazê-lo, dando uma contribuição para a sociedade, sendo forçadas a deixar seus filhos por um tempo irracional. Acho que esta é a verdadeira batalha: a da mãe.

Em termos de “emancipação” a batalha está totalmente ganha: se pensamos na minha diretora do TG, Bianca Berlinguer, e na minha diretora geral, Lorenza Lei, são mulheres… Para conquistar papéis de “poder”, que tem tempos e modos masculinos, as mulheres devem deixar de lado a família, a parte humana.

Nos últimos quarenta anos quem tem visto seu papel distorcido, o homem ou a mulher?
Costanza Mriano: O homem sem sombra de dúvida. Roberto Marchesini escreveu um livro sobre isso, Aquilo que os homens não dizem (Sugarco). Esta publicação explica a retórica à qual o homem deve “feminilizar-se”, assumir papéis de cuidado, acudir as crianças, tirar uma licença parental. Eu, pessoalmente, concordo com o Magistério da Igreja e a Bíblia que “homem e mulher os criou”. A distinção sexual não é uma “entidade externa”, mas refere-se a duas diferentes formas de encarnação do amor de Deus. O homem deve ter o papel de guia: Se ele começa a trocar fraldas ou preparar as refeições não poderá ser a autoridade …

O Papa Bento XVI propôs como intenção de oração para março, o reconhecimento da contribuição das mulheres para o desenvolvimento da sociedade. Que tipo de reconhecimento, em sua opinião, espera o Santo Padre?

Constanza Miriano: Não o reconhecimento das partes rosas! Eu acredito que pretenda que as mulheres redescubram a beleza do seu papel, particularmente o maternal. Nós somos as primeiras que tendemos a esquecer esse papel ou a colocá-lo entre parênteses. Como o próprio Papa escreveu na Carta sobre a colaboração entre homem e mulher, a mais nobre vocação para as mulheres é despertar o bem que existe nos outro, para promover seu crescimento. É ela que primeiramente doa a vida ao filho e depois àqueles ao redor dela, com sua capacidade de valorizar os talentos, de se relacionar, de acolher, de mediar, de ver as coisas a partir de múltiplos pontos de vista.

O homem, mesmo na família, tem uma espécie de amor mais voltado para fora, é aquele que constrói no mundo do trabalho, que fecunda a terra. O homem caça e a mulher colhe! Tenho certeza que o Papa não se refere às batalhas feministas, mas espera que as mulheres tornem a abraçar o seu papel, porque, como tudo o que a Igreja ensina-nos, é para nossa felicidade mais profunda. Vejo muitas mulheres que têm negado esta parte mais feminina da vocação, que investiram tudo no trabalho, ou melhor, na carreira, renunciando aos filhos e, no final, sofrem.

Qual foi o modelo feminino em sua vida?

Constanza Miriano: Eu tenho muitas. Mulheres que sabem  ’espalhar a vida’ adiante são profundamente cristãs. Duas delas, aliás, são mães de seis filhos: uma optou por ficar em casa, a outra em ser médica. Esta última, com uma atividade particular, então flexível  como o tempo, conseguiu harmonizar bem família e trabalho. Penso, no entanto, na Irmã Elvira da Comunidade Cenáculo de Saluzzo, que é mãe, de outra forma, de milhares de crianças. Antes dela, tivemos um monte de santas: Teresa de Ávila, Teresa de Lisieux, Catarina de Sena, Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), Gianna Beretta Molla, todas as mulheres muito fortes e corajosas que me inspiram e que eu gostaria de ser semelhante.

No mundo do entretenimento, da TV e dos filmes, da uma ênfase particular sobre a beleza feminina, muitas vezes, não na moldura do bom gosto e da elegância. Os meios de comunicação podem devolver a dignidade à mulher?

Constanza Miriano: Um justo cuidado de si como mulheres não é ruim. Nós mulheres católicas às vezes nos iludimos que cuidando do espírito  podemos cuidar menos do corpo, mas acredito que para uma mulher casada é quase um dever de ser agradável. Eu mesma adoro ser um pouco vaidosa e “superficial”! Muitas vezes eu tenho as encíclicas do Papa borradas de esmalte… Não vejo conflito entre a beleza física e a espiritual. Eu amo o esporte e pratico muito. A beleza é um dom: deve ser acolhido, cultivado e guardado, claro, sem “jogar pérolas aos porcos”, sem expor de maneira vulgar. No final, o que vemos na televisão é o resultado natural da luta feminista.

Acho que os meios de comunicação podem restituir a dignidade da beleza feminina, não censurando ou condenando, nem destacando o mal, mas mostrando que a verdadeira beleza e a verdadeira felicidade é outra coisa. Nosso desafio como católicos não é fazer o moralista ou o preconceituoso: não é isso que convence o coração. Precisamos mostrar uma beleza maior, testemunhando, mesmo com esmalte e bronzeada, que a verdadeira felicidade é outra. Não é dito que uma mulher que tem muitos filhos e vive toda uma vida com um único marido, deve necessariamente enfeiar-se. Nosso desafio como católicos, é mostrar a razoabilidade profunda da fé e a miséria profunda e inevitável que vem de não acreditar. Eu não acho que pode haver felicidade sem Deus, nossos corações são feitos para Ele. Nem mesmo para Brad Pitt e Angelina Jolie vai haver felicidade sem Deus!

Por Luca Marcolivio, fonte zenit: http://www.zenit.org/article-29848?l=portuguese

Dia do Consagrado: chamados a ser “Sal da terra e luz do mundo!”

quinta-feira, fevereiro 2nd, 2012

A Comunidade Canção Nova é uma iniciativa amorosa de Deus, que tem como missão evangelizar o mundo através de todos os meios de comunicação existentes, revelando o rosto de Cristo comunicador do amor do Pai. Com o objetivo de formar homens novos para um mundo novo. Com isso Deus chama homens e mulheres para vocacionados realizarem essa missão em sua Igreja. Nesta celebração da Apresentação do Senhor a Canção Nova e vários consagrados pelo mundo renovam sua consagração a Deus. Somos chamados a ser “Sal da terra e luz do mundo”, dando um testemunho alegre e vibrante do seguimento de Jesus Cristo. Nascemos da Igreja e para Igreja, nascemos da Exortação Apostólica Evangelium Anuncianti do papa Paulo VI na urgência de evangelizar o mundo moderno e prepara-lo para segunda Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Parabéns a todos os consagrados que renovam hoje o seu Sim corajoso e desafiador, por amor a Deus e aos irmãos!!!

Recebamos a luz clara e eterna

Todos nós que celebramos e veneramos com tanta piedade o mistério do Encontro do Senhor, corramos para Ele com todo o fervor do nosso espírito. Ninguém deixe de participar neste Encontro, ninguém se recuse a levar a sua luz.

Levemos em nossas mãos o brilho das velas, para significar o esplendor divino d’Aquele que Se aproxima e ilumina todas as coisas, dissipando as trevas do mal com a sua luz eterna, e também para manifestar o esplendor da alma, com o qual devemos correr ao encontro de Cristo.

Assim como a Virgem Mãe de Deus levou ao colo a luz verdadeira e a comunicou àqueles que jaziam nas trevas, assim também nós, iluminados pelo seu fulgor e trazendo na mão uma luz que brilha diante de todos, devemos acorrer pressurosos ao encontro d’Aquele que é a verdadeira luz.

Na verdade a luz veio ao mundo e, dispersando as trevas que o envolviam, encheu-o de esplendor; visitou-nos do alto o Sol nascente e derramou a sua luz sobre os que se encontravam nas trevas: este é o significado do mistério que hoje celebramos. Caminhemos empunhando as lâmpadas, acorramos trazendo as luzes, não só para indicar que a luz refulge já em nós, mas também para anunciar o esplendor maior que dela nos há-de vir. Por isso, vamos todos juntos, corramos ao encontro de Deus.

Eis que veio a luz verdadeira, que ilumina todo o homem que vem a este mundo. Todos nós, portanto, irmãos, deixemo-nos iluminar, para que brilhe em nós esta luz verdadeira.

Nenhum fique excluído deste esplendor, nenhum persista em continuar imerso na noite, mas avancemos todos resplandecentes; iluminados por este fulgor, vamos todos juntos ao seu encontro e com o velho Simeão recebamos a luz clara é eterna; associemo-nos à sua alegria e cantemos com ele um hino de ação de graças ao Pai da luz, que enviou a luz verdadeira e, afastando todas as trevas, nos fez participantes do seu esplendor.

A salvação de Deus, com efeito, preparada diante de todos os povos, manifestou a glória que nos pertence a nós, que somos o novo Israel; e nós próprios, graças a Ele, vimos essa salvação e fomos absolvidos da antiga e tenebrosa culpa, tal como Simeão, depois de ver a Cristo, foi libertado dos laços da vida presente.

Também nós, abraçando pela fé a Cristo Jesus que vem de Belém, nos convertemos de pagãos em povo de Deus (Jesus é, com efeito, a Salvação de Deus Pai) e vemos com os nossos próprios olhos Deus feito carne; e porque vimos à presença de Deus e a recebemos, por assim dizer, nos braços do nosso espírito, nos chamamos novo Israel. Com esta festa celebramos cada ano de novo essa presença, que nunca esquecemos.

Dos Sermões de São Sofrônio, bispo
(Orat. 3 de Hypapante, 6-7: PG 87, 3, 3291-3293) (Séc. VII).

Clique em comentários você entende o que é ser consagrado? E deixe seus pedidos de orações.

blog.cancaonova.com/vocaciona vocacao@cancaonova.com

Padre Luizinho, Com. Canção Nova
Diretor espiritual e formador do Pré-discípulado.

Primavera: O deserto vai florir!

quinta-feira, setembro 22nd, 2011

Depois de um longo inverno sempre vem à primavera, tempo de renascer dos brotos, da esperança, dos dias claros, a vida renasce e é tempo das surpresas de Deus!

Por mais longo que seja o inverno ele só dura uma estação, ele inicio, meio e fim e assim é o ciclo de todos os anos. Comparando a nossa vida com as estações do ano, às vezes parece que não vamos sair do inverno, do tempo ruim, das previsões sombrias. Toda dor tem seu tempo, todo frio tem sua intensidade e o agasalho ideal para suportá-lo. Tudo, absolutamente tudo que vivemos pode nos ensinar algo, fazer-nos crescer, criar resistências e defesas e até no final de tudo proporcionar realização e felicidade.

Olha a experiência que as Águias americanas vivem no inverno para renascer na primavera: as águias mais velhas procuram uma fenda no cume da montanha mais alta, para poder se desfazer de suas penas, de suas garras e até de seu bico. O cume da montanha a mantém livre dos predadores, justamente no tempo onde ela não tem nenhuma defesa, e sem o seu bico e as garras ela vai viver das reservas de energia que acumulou no verão. Como podemos ver a natureza não é tão cruel como se pensa, a águia precisa passar por tudo isso para sobreviver mais uns trinta anos e poder perpetuar a espécie com águias mais resistentes, e a nova águia vai surgir na Primavera. A natureza foi feita para sofrer mudanças, neste tempo se renovam todas as coisas, para que surja a primavera com os dias claros e coloridos pelas flores, foi preciso passar por dias escuros e frios do inverno. Não acontece exatamente assim na nossa vida?

É assim que a Canção Nova vive a expectativa da primavera. A nossa história sempre provou que nesta estação é tempo de renovação, onde o ar sombrio dar lugar ao colorido das flores, os dias mais claros, cheios de vida e de esperança, reacende em nossos corações as novidades de Deus. Tempo das graças, de deixar para trás o que era velho, pois essa é a promessa do Senhor: “Não deveis ficar lembrando as coisas de outrora, nem é preciso ter saudades das coisas do passado. Eis que estou fazendo coisas novas, estão surgindo agora e vós não percebeis? Sim, no deserto eu abro um caminho, rasgo rios na terra seca.” (Isaías 43, 18 – 19). Tem gente que diz a minha vida tem somente duas estações ou muito quente ou muito frio, relacionando coisas boas e ruins, minha vida é um deserto. Pois esta é a promessa de Deus para você: “o deserto vai florir!”

Nossa vida é marcada pelo tempo, que vivemos que se chama chronos, esse que se vive pelo relógio, às estações do ano, dias, meses etc. E o Kairós tempo da Graça de Deus pra mim e para você. Por isso, abra-se ao novo, as novidades e surpresas de Deus para você. Tempo dos presentes de Deus, das mudanças, o amor de Deus que planava sobre o frio do inverno, agora aquece as sementes que brotam da terra e do tronco das plantas nascem às flores vivas e cheias de cor. Onde estão agora as sombras do inverno? Os dias frios, as noites longas? Tudo termina agora com o colorido das flores. Isso nos prova que tudo passa, até o mais longo inverno tem seu tempo e depois o que fica são a fortaleza das raízes que cresceram escondidas.

A Primavera iniciará às 06h04 do dia 23 de setembro de 2011. Com a chegada da nova estação, há uma mudança no regime de chuvas e temperaturas na maior parte do Brasil. Esta é a noticia do CPTEC impe da previsão do tempo. Quais são as mudanças que você espera na Graça de Deus para esta nova estação da sua vida?

Embriaguemo-nos com o melhor vinho e com perfumes, e não deixemos passar a flor da primavera. (Sabedoria 2,7)

Como a flor das roseiras nos dias da primavera; como os lírios junto às fontes das águas, como a vegetação do Líbano nos dias do verão. (Eclesiástico 50,8)

Clique em comentários e diga quais são as novidades de Deus que você espera?

Oração: Senhor, eu te louvo em cada estação que passa a minha vida assim como as estações do ano na natureza, cada uma delas beneficia a natureza e é preciso saber aproveitar tudo de bom que cada uma delas tem. Assim é em nossa vida, que com a Tua graça eu saiba viver agora a primavera com as reservas que eu acumulei no inverno, mesmo que ele tenha sido tenebroso e muito frio, o Senhor me ensinou a guardar no interior a seiva do teu amor, da paciência, do recolhimento, agora na primavera não quero viver como se o inverno não tivesse passado, Quero a partir de hoje viver como o girassol que é exuberante porque o tempo todo ele persegue O Sol maior que é O Senhor. Em todas as estações de minha vida seja o Sol de minha justiça e felicidade. Amém

Escute na integra o Podcast:

Reze A Quaresma de São Miguel Arcanjo

Padre Luizinho, Com Canção Nova.
twitter.com/padreluizinho

Eu perdoei o meu pai! Nunca é tarde para dar o primeiro passo.

domingo, agosto 14th, 2011

Porque que há anos atrás me incomodava tanto o comércio em torno do dia dos pais? Por causa de situações da vida, de sofrimentos e desencontros em relação à pessoa do meu pai. Eu tinha uma magoa profunda do meu pai, enquanto não perdoei não experimentei o Amor de Deus Pai e a gratidão de presentear alguém tão importante para minha vida e historia. É muito doloroso não amar e respeitar alguém que me deu o dom da vida, um nome, um caráter independente do que ele tenha sido ou feito na vida. O dia dos pais continua sendo uma data comercial, mas o grande presente quem ganhou foi eu redescobrindo o amor de pai e podendo dar a ele o maior presente o amor de filho.

Meu pai chamava-se Armando Carneiro Alves, quando ele faleceu, eu tinha 21 anos e ele tinha 57, muito novo não é? Meu pai criou duas famílias de cinco filhos cada, não foi fruto de um adultério, mas pelo contrário, fruto de um amor que só um pai de verdade poderia ter. Sua irmã Maria da Glória perdeu o marido num acidente de carro, enquanto trabalhava, era a irmã mais velha do meu pai, que tinha ficado viúva muito jovem e com cinco filhos. Ele se gastou para criar as duas famílias e os dez filhos com o melhor que ele podia oferecer. Trabalhava das seis da manhã às dez da noite todos os dias, era um homem honesto e trabalhador, mas por causa do muito trabalho e tendo que se dividir nesta realidade, pouco sentíamos a sua presença em casa e eu cresci neste ambiente de ausência paterna.

Era uma ausência forçada, mas que gerou muitos desafetos no meu coração de filho que precisava da presença, do amor e da educação paterna. A presença do pai é muito importante para o desenvolvimento equilibrado dos filhos. Cresci sem entender muitas coisas e com uma visão egoísta da situação, não vivi bem as fases da minha infância e adolescência e isso gerou uma forte mágoa e ressentimento do meu pai, que foi sendo alimentado por outras situações de nossa vida, quando ele bebeu um período curto de tempo, ele sofria com as suas dificuldades e nós sofríamos junto com ele, isso machucou demais o meu coração, que se fechava cada vez mais ao meu pai e ao amor de Deus.

Quando conhece Jesus Cristo através de um grupo de jovens e comecei um processo de conversão meus olhos se abriram em relação ao meu pai e a tudo que eu o fiz experimentar porque não o amei primeiro. Só quando fiz a experiência de perdoar o meu pai, consegui senti o amor de Deus Pai por mim. O perdão arrancou as escamas dos meus olhos e abriu o meu coração para amar o meu pai do jeito que ele era com o que ele podia me dar, eu comecei a entender o meu pai a partir do perdão e do amor de Deus e vi que ele era um homem maravilhoso, que amava muito, mas era limitado no expressar esse amor. Coisa que há muito tempo ele já fazia por mim e pelos meus irmãos e primos, mas eu não conseguia ver. O meu pai da terra expressava o amor que o PAI do céu tem e tinha por nós, desde aqueles tempos difíceis. Ele dava a vida por mim, não do jeito que eu queria, mas do jeito que ele podia e conseguia dar, ele dava o melhor.

Neste ano que eu comecei a mudar de vida, meu pai descobriu que estava com Câncer na laringe, pois fumou deste os doze anos de idade, mas quando descobriu já era tarde, pois o câncer já tinha avançado demais. Foi o tempo mais dolorido e difícil, mas o tempo em que eu mais amei o meu pai. Estive ao seu lado o máximo que eu pude, dei o meu tempo, meu carinho e muitas vezes disse que o amava, orávamos juntos todos os dias. Cuidei de meu pai como todo filho deve fazer. O amor de Deus que eu experimentei através do perdão e do amor de meu pai foi cura e crescimento para mim e o maior fruto que eu tirei de tudo isso foi a minha vocação.

No meio daquela situação de reconciliação e misericórdia, eu me sentia como o filho pródigo que não tinha saído de casa, e então decidi: eu não posso dar a Deus a metade é preciso dar a Deus tudo! Ali decidi que iria ser sacerdote com a benção do meu pai. No dia de seu falecimento estava do lado dele no seu quarto em casa e pude lhe disser: Pai, Jesus está aqui e Ele vai te levar. E fiz a passagem do meu pai para a vida eterna. Posso dizer, sou o que sou pelo amor do meu pai e pela experiência de perdão, que abriu o meu coração ao amor de Deus.

Eu te louvo Pai do céu pelo amor e paciência que tiveste comigo, pois eu tive tempo para recuperar através do perdão o amor do meu pai. Tive a oportunidade de expressar o meu amor e gratidão por todos os esforços que meu pai Armando fez por nós e a graça de fazer a maior experiência de minha vida, o perdão e a reconciliação. Hoje entrego todos os pais e filhos que tem dificuldades de amar e perdoar, que eles tenham mais do que o tempo, mas a coragem de dar o primeiro passo e correr para o abraço do pai da terra e do Pai do céu. Amém

Clique aqui Como surgiu a Quaresma de São Miguel Arcanjo

Como é o seu relacionamento com seu pai? Nunca é tarde para dar o primeiro passo.

Escute o Podcast na integra:

Minha benção de pai.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
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Sua vocação primeira é a santidade!

terça-feira, agosto 2nd, 2011

Neste mês de agosto a Liturgia nos leva a cada Domingo a meditar sobre cada chamado especifico na Igreja. O Batismo é a chave de toda vocação, é a porta de entrada para o Reino dos céus: “Quem crê e for batizado será salvo”. A partir do Batismo nasce toda verdadeira vocação na Igreja, ele nos marca de maneira indelével, ou seja, ninguém pode tirar. Essa marca está no Sacrário de nossa alma e diz: Filho de Deus, destinado para o céu. É a vocação comum de todo Cristão, a SANTIDADE!

Jesus convida a todos para a mesa no seu Reino, sem distinção Ele veio para todos e quer ser conhecido e experimentado por todos, por isso, sua ternura abraça toda criatura. E o Batismo nos reveste de Cristo, somos com Ele co-herdeiros da vida divina que o Pai restaurou em Jesus, o SANTO por excelência. A porta do Reino é estreita, mas todos são convidados para a festa, que é o banquete do Cordeiro. Com sua ressurreição, Jesus foi o primeiro a entrar por ela e convida-nos a romper todos os obstáculos para também entrarmos, pois depois de Cristo a santidade é possível PARA TODOS.

“Aqui nasce para o céu um povo de alta linhagem, o Espírito Santo lhe dá nas águas fecundas do Batismo uma nova VIDA. Pecador desce até a fonte para lavar o teu pecado! Tu desces velho e sobes com uma nova juventude”. Nascemos no seio da mãe Igreja e para ela somos vocacionados todos a uma vocação de serviço e é neste sentido que a nossa fé ganha vida. Vida de Cristo que se revela aos outros no testemunho, em tudo, minha vocação é ser OUTRO CRISTO.

Hoje estamos refletindo a vocação leiga na Igreja, pois a matriz de toda atuação na revelação de Jesus é dar a vida, ou seja, o leigo da à vida na medida da SANTIDADE ordinária de sua vida, dizia o Papa João Paulo II: “A Santidade é a medida alta da vida cristã ordinária.” Num mundo tão longe dos ideais cristãos, onde tudo é relativo, passageiro e comercial, venho lhe dizer a SANTIDADE não é relativa, nem passageira e muito menos comercial. É difícil, a porta é estreita, mas é POSSIVEL SER SANTO EM QUALQUER VOCAÇÃO!

A Santidade não é coisa só para os místicos ou homens super heróis do passado, ela é uma característica de todo cristão. Você não conheceu ninguém que pudesse disser essa pessoa é ou era santa? Por exemplo, minha avó Almira na sua simplicidade, muita fé e calma na sua missão de mãe teve uma vida santa. O Padre Jessé, um sacerdote que gastou sua vida no ministério sacerdotal, celebrando, confessando e atendendo pessoas, homem de muita oração teve uma vida santa; Monsenhor Jonas, um profeta sensível aos sinais dos tempos e ao Espírito Santo, que atendeu um apelo da Igreja de evangelizar os batizados e fundou uma comunidade, vive o que prega, tem uma vida santa.

“Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação”. (1 Ts. 3,4). Quero te louvar Senhor, porque neste celeiro de muitas vocações na Igreja nos prova que é possível a santidade do dia a dia de nossa vida, pois ela é a medida alta para todos nós que queremos seguir Jesus de maneira fiel, no serviço, na minha família, na comunidade e formando uma nova sociedade, a civilização do amor. Esta realidade não é relativa, juntos todos nós, sacerdotes, religiosos, casados, solteiros, consagrados e leigos temos condições de alcançar a estatura de Cristo. O que eu e você temos feito, na família, no trabalho, na sociedade para dar um testemunho autêntico de santidade cristã?

Minha benção fraterna.

Padre Luizinho, Com Canção Nova.
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Existe lugar hoje em nossa sociedade para os nossos idosos?

terça-feira, julho 26th, 2011

Neste dia 26 de julho celebramos a memória de São Joaquim e Santa Ana, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus. Como é lindo o mistério do nosso Deus, que se aproximou tanto de nossa natureza para salvá-la que quis experimentar a ternura de ter avós. Lembro de minhas avós, pois só conheci minhas avós e não meus avôs eles já tinham falecido. Desde criança, era marcante a sua presença e seu carinho, minha avó por parte de pai morava mais perto, vó Almira. Minha avó mãe de minha mãe Maria Gracinda, morava na roça mais distante, mas todas as férias escolares eu ia passar com ela. Era muito bom, casa aconchegante, fogão à lenha e subir no pé de umbu e chupar jabuticaba.

Com cada uma aprendi uma grande lição para vida toda. Com minha “vó” Almira mãe do meu pai, aprendi a grandeza da alma, do silêncio e da oração, ela me ensinou os primeiros passos para Deus, a via rezar o terço e ir para Santa Missa todos os Domingos. Era mais de fazer do que de falar, ensinava pelo testemunho, por isso, via na pessoa de minha avó a figura de Nossa senhora. Mulher de sabedoria e discernimento ficava sempre bem quando estava ao seu lado, quando fazia estripulia corria para sua casa para me livrar da surra, que poderia levar do meu pai ou da minha mãe.

Com minha avó Maria Gracinda, que tinha o apelido carinhoso de Duduzinha aprendi a Humildade, fortaleza da alma do homem. Simplicidade e pobreza na vida e no coração. Mulher da roça, do trabalho pesado e diário, um linguajar simples, um coração grande, acolhia a todos, sempre tinha em sua casa em sua mesa lugar para mais um. Porque era humilde era profundamente generosa, sabia dar o que tinha e até o que não tinha. Tinha uma pequena casa de farinha, que dividia com todos os amigos da redondeza, todos vinham fazer farinha na casa de Duduzinha, tinha um pequeno deposito de milho em um dos quartos de sua casa, sabia guardar e sabia dividir.

Dois grandes tesouros que passaram pela minha vida, dois grandes testemunhos de vida e de amor. Sofri pela perda das duas, mas aprendi que o que elas como minhas avós, mulheres idosas e cheias de sabedoria me ensinaram é para vida toda. Ser um homem humilde e de oração faz a diferença, pois aprendi no catecismo da vida de minhas avós o que realmente vale a pena nesta vida. Com certeza os meus avôs eram homens bons e justos, reconheço isso pela vida de minhas avós e pelos meus pais e meus tios. Como diz a Palavra de Deus: “Façamos o elogio dos homens ilustres, que são nossos antepassados, em sua linhagem. O Senhor deu-lhes uma glória abundante, desde o princípio do mundo, por um efeito de sua magnificência. Eles foram soberanos em seus estados, foram homens de grande virtude, dotados de prudência. As predições que anunciaram adquiriram-lhes a dignidade de profetas: eles governaram os povos do seu tempo e, com a firmeza de sua sabedoria, deram instruções muito santas ao povo”. (cf. Eclo 44,1-4).

Existe lugar hoje em nossa sociedade para os nossos idosos? Será que por causa de tantas conquistas tecnológicas e cientificas nós nos arrogamos em dispensar a sabedoria e o discernimento, a experiência de vida e o amor de nossos avôs? Em nossas casas não há mais lugar para cadeira da vovó, não há mais paciência, mais tempo para perder, por isso, falte também tanto amor e ternura em nossos lares. Quero aqui com este texto fazer um elogio verdadeiro aos meus avôs, que me ensinaram as riquezas das coisas simples e pequenas. Obrigado Senhor, pela experiência, pelo carinho, pelo colo que meus avôs me deram e hoje quero continuar acolhendo os de muitos idosos, vovós e vovôs que hoje celebram o seu dia.

Oração: Ó Deus, Forte e Imortal, que concedestes a Santa Ana e a São Joaquim a graça de serem os pais daquela que foi concebida sem a mancha do pecado original, Maria Santíssima dai-me a Graça que tanto vos peço. Por Cristo e Maria, amém.

Ó São Joaquim e Santa Ana protegei as nossas famílias
desde o início promissor até à idade madura
repleta dos sofrimentos da vida e amparai-as na fidelidade às promessas solenes.

Acompanhai os idosos que se aproximam do encontro com Deus.

Suavizai a passagem suplicando para àquela hora a presença materna
da vossa Filha ditosa a Virgem Maria e do seu Filho divino, Jesus! Amém.

Santa Ana e São Joaquim roguem por nós!

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Para todos eles minha benção fraterna.

Padre Luizinho, Com. canção Nova.
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Amizade desinteressada entre homem e mulher?

sexta-feira, julho 22nd, 2011

Sem querer explicar muitas coisas a amizade é a complementaridade de tuas pessoas bem diferentes, que exatamente decidem crescer no respeito, no amor, na cumplicidade, na transparência e na verdade. E não existem dois seres que se completam mais do que o homem e a mulher. Não só se atraem, se desejam, mas acima de tudo se completam, porque são exatamente opostos, diferentes um mundo a ser desbravado, um mistério. Quando uma amizade sincera acontece entre um homem e uma mulher eles se tornam como arqueólogos a cavar e escavar um mundo precioso, um tesouro abençoado existente no coração e na alma do homem e da mulher.

Outro dia vi numa propaganda uma pergunta que intriga ao mundo: É possível amizade verdadeira e desinteressada entre um homem e uma mulher? Exatamente por serem um mundo maravilhoso a descobrir, por se atraírem e se completarem é preciso um mapa para nos guiar nesta aventura e a primeira ferramenta que precisamos usar é o respeito para reconhecer que antes de tudo somos irmãos. Para adentrar os ambientes mais profundos do feminino e do masculino é preciso acreditar e sentir um amor puro é possível! Eu agradeço a Deus por ter nascido em uma família cheia de mulheres, três irmãs e minha mãe. Eu e meu irmão mais velho crescemos neste ambiente rico das diferenças, mas principalmente do respeito e do amor puro. Lembro-me que eu e minha irmã mais nova tomávamos banho juntos, pois quando se educa o coração de um homem para a pureza ele cresce respeitando e acolhendo a grande e linda dignidade de ser mulher.

A dimensão da sexualidade é uma parte fundamental no ser humano, mas ele não é só isso e ao mesmo tempo todos os nossos relacionamentos são sexuados, pois não posso me relacionar com ninguém deixando de ser homem ou mulher. Na minha afetividade, gestos, sentimentos, pensamentos estão carregados de minha sexualidade, que é uma benção de Deus, é vida e foi feito para o amor. Mais diante de todo esse apelo sexual, nós acabamos limitando a nossa vida na primeira instancia do nosso ser que é a corporeidade.

Viver epidermicamente, ou seja, viver na pele, no sentimento. Os sentimentos precisam passar pela razão, medir e analisar as consequências. Por sua vez a razão deve ser iluminada pela fé, pela virtude da Caridade e da Verdade. Não nos entregar aos apelos do sentir, é necessário dar um sentido absoluto, integrar o nosso sentir e viver ao amor de Deus e a Deus. Quando toda a nossa vida esta voltada para este fim, para este significado nós podemos crescer e nos realizar no amor, nos relacionamentos, numa amizade desinteressada entre um homem e uma mulher, que foram feitos para se conhecerem e se completarem. A doação de si na sexualidade é a mais perfeita forma de entrega um ao outro, mas não é a única forma de unirem os corações, os sonhos, e a vida.

Vejamos o que São Paulo fala sobre o amor na carta aos Coríntios 13, 4-7: O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo. O amor é muito mais que sentimentos, que pele, o amor é atitude, é decisão, é autodomínio, é renuncia e na maior das provas o amor é dar a vida. Mais para isso o amor é feito também de limites, de respeito e acima de tudo o interesse e o esforço de acima de tudo fazer o Bem ao outro. O amor puro e verdadeiro que essencialmente se experimenta no amor de Deus e que dá significado a vida humana torna possível à amizade verdadeira e desinteressada entre o homem e a mulher, que o pecado original desfigurou e que Cristo Jesus tudo recapitulou na cruz e na ressurreição quando assumiu a nossa sexualidade.

O homem e a mulher são vocacionados para o amor e a nele se realizarem em qualquer estado de vida e relacionamento abençoado por Deus. Por isso, nem tudo é permitido numa amizade entre um homem e uma mulher, se não deixa de ser amizade. Todos tem necessidade do amor puro de seus irmãos para seu equilíbrio afetivo. Na nossa comunidade nós chamamos isso de masculino e feminino em sadia convivência. Ela se compõe de homens e mulheres, jovens e adultos, casados e solteiros. Mas antes de tudo todos são irmãos e irmãs e assim devem se tratar. Esta é uma razão a mais para que todos vivam a castidade, dom e fruto do Espírito Santo. Em se tratando de homens e mulheres em pleno despertar de sua sexualidade e de sua vida afetiva torna-se importantíssimo o mútuo respeito. (Est 112-114). Assim é possível um homem e uma mulher serem grandes amigos e irmãos.

Maria Madalena de pecadora a amiga de Jesus.

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Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
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