O sinal mais significativo e bonito do Natal é o presépio. Quando criança no interior da Bahia via varias famílias se mobilizando para montar o seu na sala de sua casa, eu ajudava a minha irmã a fazer também o de nossa família. Nele os principais personagens daquela cena humilde e encantadora, Deus visita o seu povo. Colocávamos varias coisas que também falavam de nossas vidas. Depois de prontos as casas abriam suas portas para visitas de vizinhos e amigos e o Natal já começava a acontecer nos nossos corações e entre nós. Jesus quer nascer na manjedoura do seu coração, o menino Jesus era o ultimo a ser colocado naquele presépio, assim era a tradição, que neste Natal Ele seja o primeiro e o grande presente em nossas vidas e nossas famílias.
Palavra de origem latina, que significa “local onde se recolhe o gado”, o presépio é uma representação de cariz espiritual da cena do nascimento de Jesus, que assume contornos poéticos e bucólicos, em que não faltam animais de estábulo, pastores, anjos e reis magos.
Atribui-se a S. Francisco de Assis, no século XIII, a idéia de encenar o nascimento de Jesus, tal qual este se deu numa gruta em Belém. Existem registros de que o terá então feito, em 1223, numa gruta da cidade italiana de Greccio, para a qual, se diz, levou uma vaca e um burro e onde mandou instalar uma manjedoura, cheia de feno, para festejar a vinda do Filho de Deus à terra com as mesmas condições que rodearam o seu nascimento: pobreza, simplicidade, humildade, encanto e fraternidade de Deus com os homens. A sua intenção era dar um sentido de atualidade à Natividade e reviver a Eucaristia, trazer de novo o Evangelho para o espaço natural de vida dos homens. O presépio de S. Francisco não tinha, por isso, figuras, Jesus era representado pela hóstia. Veja o que disse o Papa Bento XVI sobre o presépio:
Caros irmãos e irmãs!
Já estamos no terceiro domingo do Advento. Hoje na liturgia ecoa o apelo do Apóstolo Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito, alegrai-vos… o Senhor está próximo” (Filipenses 4:4-5). A mãe Igreja, enquanto nos prepara para o santo Natal, ajuda-nos a redescobrir o sentido e o sabor da felicidade cristã, tão diferente daquela do mundo. Neste domingo, dando continuidade a uma bela tradição, as crianças de Roma trazem ao Papa, para que sejam abençoadas, as pequenas estátuas do Menino Jesus, que serão depois colocadas em seus berços. E, de fato, vejo presentes, aqui na Praça de São Pedro, tantas crianças e adolescentes, juntamente com pais, professores e catequistas.
Caríssimos, vos saúdo com todo o afeto e vos agradeço por terem vindo. Para mim é motivo de grande júbilo saber que em vossas famílias se conserva a tradição de montar o presépio. Porém, ainda que importante, repetir este gesto tradicional não é suficiente. É necessário buscar viver, na realidade do dia-a-dia, aquilo que o presépio representa, isto é, o amor de Cristo, a sua humildade, sua pobreza. Foi o que fez São Francisco de Assis em Greccio: representou ao vivo a cena da Natividade, para assim poder contemplá-la e adorá-la, mas principalmente para que pudesse saber a melhor forma de pôr em prática a mensagem do Filho de Deus, que por amor a nós despojou-se de tudo e se fez uma pequena criança.
A bênção dos “Bambinelli” – como se diz em Roma – nos lembra que o presépio é uma escola de vida, do qual podemos aprender o segredo da verdadeira felicidade. Esta não consiste de muitas posses, mas em nos sentirmos amados pelo Senhor, em doar-se aos outros e no querer bem. Olhemos para o presépio: Nossa Senhora e São José não parecem uma família de muita sorte; tiveram seu primeiro filho em meio a grandes dificuldades; e, no entanto, estão plenos de alegria interior, porque se amam, se ajudam, e, principalmente, porque estão certos de que Deus está a operar em sua história, o Qual se fez presente no pequeno Jesus. E quanto aos pastores? Que motivos teriam para se alegrarem? Aquele recém-nascido não mudará sua condição de pobreza e marginalização. Mas a fé os ajuda a reconhecer no “menino envolto em faixas e deitado numa manjedoura”, o “sinal” do cumprimento das promessas de Deus para todos os homens “que são do seu agrado” (Lc 2,12. 14), inclusive para eles!
É nisto, caros amigos, que consiste a verdadeira felicidade: no sentir que nossa existência pessoal e comunitária é visitada e preenchida por um grande mistério, o mistério do amor de Deus. Para sermos felizes, necessitamos não apenas de coisas, mas também de amor e de verdade: necessitamos de um Deus próximo, que aqueça nosso coração, que responda aos nossos anseios mais profundos. Esse Deus se manifestou em Jesus, nascido da Virgem Maria. Por isso, aquele Menininho, que colocamos na cabana ou na gruta, é o centro de tudo, é o coração do mundo. Oremos para que cada homem, como fez a Virgem Maria, possa acolher, como o centro da própria vida, o Deus que se fez Menino, fonte da verdadeira felicidade.
Fonte: (ZENIT.org). - Publicamos o discurso proferido por Bento XVI neste domingo por ocasião da oração do Ângelus, junto aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
Oração: A Virgem dá hoje à luz o Eterno. E a terra oferece uma gruta ao Inacessível. Os anjos e os pastores o louvam, e os magos avançam com a estrela. Porque Tu nasceste para nós, Menino, Deus eterno! Hoje só será Natal se em ti e em tua família nasce de Maria o Senhor Jesus.
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Natal feliz é Natal com Cristo!
Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.
Cristo esperança de todos os que crêem, ao dizer: O nosso amigo Lázaro dorme (Jo 11,11), chama adormecidos e não mortos os que partem deste mundo.
Também o santo Apostolo Paulo não quer que entristeçamos a respeito dos que já adormeceram, porque a fé assegura que todos os que crêem no Cristo, segundo a Palavra do Evangelho, não morrerão para sempre. Sabemos, pela fé, que ele não está morto e nós também não morreremos. Com efeito, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, descerá do céu e os que nele tiverem morrido ressuscitarão (cf.1Ts 4,16).
Que a esperança da ressurreição nos anime, pois os que perdemos neste mundo tornaremos a vê-los no outro; basta para isso cremos no Senhor com verdadeira fé, obedecendo aos seus mandamentos. Para ele, todo-poderoso, é mais fácil despertar os mortos que acordarmos nós os que dormem. Dizemos essas coisas e, no entanto, levados não sei por que sentimento desfazemo-nos em lagrimas e a saudade nos perturba a fé. Como é miserável a condição humana e nossa vida sem Cristo torna-se sem sentido!
Ó morte, que separas os casados e, tão dura e cruelmente, separas também os amigos! Mas teu poder já está esmagado! Teu domínio impiedoso foi aniquilado por aquele que te ameaçou com o brado de Oséias: Ó morte, eu serei a tua morte! (Os 13,14 Vulg.). Nós também podemos desafiar-te com as palavras do Apostolo: Ó morte, onde está a tua vitória? Onde está o teu aguilhão? (1Cor 15,55).
Quem te venceu nos resgatou, ele que entregou sua amada vida às mãos dos ímpios, para fazer ímpios seus amigos. São inúmeros e varias as expressões da Sagrada Escritura que nos podem consolar a todos. Basta-nos, porem, a esperança da ressurreição e termos os olhos fixos na glória de nosso Redentor. Pela fé já nos consideramos ressuscitados com ele, conforme diz o Apostolo: Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele (Rm 6,8).
Já não nos pertencemos, mas somos daquele que nos redimiu. Nossa vontade deve sempre depender da sua. Por isso dizemos ao rezar: Seja feita a vossa vontade (Mt 6,10). Pela mesma razão, devemos dizer como Jó, quando choramos alguém que morreu: O Senhor deu o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor (Jó 1,21). Façamos nossas estas palavras dele, a fim de que, aceitando como ele a vontade do Senhor, alcancemos um dia semelhante recompensa.
Das Cartas de São Bráulio de Saragoça, bispo Séc. VII.
Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos mortos e dos vivos (Rm 14,9). Deus, porém não é Deus dos mortos, mas dos vivos (Mt 22,32). Por isso, os mortos, que tem por Senhor aquele que vive já não são mortos, mas vivos; a vida se apossou deles para que vivam sem nenhum temor da morte, à semelhança de Cristo que, ressuscitado dos mortos, não morre mais (Rm 6,9). Assim, ressuscitados e libertos da corrupção, não mais sofrerão a morte, mas participarão da ressurreição de Cristo, como Cristo participou da morte que sofreram.
Se ele desceu a terra, até então uma prisão perpétua, foi para arrombar as portas de bronze e quebrar as trancas de ferro (cf. Is 45,2; Sl 106,16), a fim de atrair-nos a si, livrando da corrupção a nossa vida e convertendo em liberdade a nossa escravidão. Se este plano de salvação ainda não se realizou _ pois os homens continuam a morrer e os corpos a decompor-se _ ninguém veja nisso um obstáculo para a fé. Com efeito, já recebemos o penhor de todos os bens prometidos, quando Cristo levou consigo para o alto as primícias de nossa natureza e já estamos sentados com ele nas alturas, como afirma São Paulo: Ressuscitou-nos com Cristo e nos fez sentar com ele nos céus (Ef 2,6).
Por este motivo, tendo Cristo elevado para junto do Pai as primícias da nossa natureza, leva também consigo todo o universo. Foi o que prometeu ao dizer: Quando eu for elevado da terra atrairei todos a mim (Jo 12,32).
Dos sermões de Santo Anastácio de Antioquia, bispo Séc. VI.
O que diz o Catecismo da Igreja:
1681. O sentido cristão da morte é revelado à luz do mistério pascal da morte e ressurreição de Cristo, em quem pomos a nossa única esperança. O cristão que morre em Cristo Jesus “abandona este corpo para ir morar junto do Senhor”.
1682. O dia da morte inaugura para o cristão, no termo da sua vida sacramental, a consumação do seu novo nascimento começado no Batismo, o definitivo “assemelhar-se à imagem do Filho”, conferido pela unção do Espírito Santo e pela participação no banquete do Reino, antecipada na Eucaristia, ainda que algumas derradeiras purificações lhe sejam ainda necessárias, para poder vestir o traje nupcial.
1683. A Igreja que, como mãe, trouxe sacramentalmente no seu seio o cristão durante a sua peregrinação terrena, acompanha-o no termo da sua caminhada para entregá-lo “nas mãos do Pai”. E oferece ao Pai, em Cristo, o filho da sua graça, e depõe na terra, na esperança, o gérmen do corpo que há de ressuscitar na glória. Esta oblação é plenamente celebrada no sacrifício eucarístico, e as bênçãos que o precedem e o seguem são sacramentais.
Oração: Ó Deus escutai com bondade as nossas preces e aumentai a nossa fé no Cristo ressuscitado, para que seja mais viva a nossa esperança na ressurreição dos vossos filhos e filhas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém
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A vida de São Bento foi profundamente marcada pela radicalidade num rompimento definitivo com os prazeres do mundo, profundíssima espiritualidade, prodígios extraordinários e destemida batalha espiritual. Fundador da grande ordem religiosa dos Beneditinos, monges e monjas que se consagram a Deus vivendo os princípios das regras Beneditinas: “Ora et Labora”, traduzindo Oração e trabalho, santificam o homem. Com o demônio, Bento teve que lutar muitas vezes o descreve como “figura de fogo, horrendíssima, a chispar lume pelos olhos contra ele”. Em seus ensinamentos sobre esta batalha contra o demônio, Bento enfatiza que o mais importante e urgente é que o homem reaja contra as tentações.
Para se ter idéia da grandiosidade da obra Beneditina basta saber que este berço gerou para a Igreja vinte e três papas, cinco mil bispos e cerca de três mil santos canonizados. (trecho do livro São Bento – Um monge caminha conosco, de Ricardo Sá).
Precisamos conhecer os símbolos da Medalha, pois muitas vezes usamos sem conhecer o verdadeiro significado.
Rezemos, pedindo a Deus a libertação de todos os males:
Explicação do verso:
Nas antigas medalhas aparece, rodeando a figura do santo, este texto latino em frase inteira: Eius in obitu nostro presentia muniamur. “Que a hora de nossa morte, nos proteja tua presença”. Nas medalhas atuais, freqüentemente desaparece a frase que é substituída por esta: Crux Sancti Patris Benedicti, ou, todavia, mais simplesmente, pela inscrição: Sanctus Benedictus.
Explicação do reverso:
*Em cada um dos quatro lados da cruz: C. S. P. B. Crux Sancti Patris Benedicti. Cruz do Santo Pai Bento. *Na vertical da cruz: C. S. S. M. L. Crux Sacra Sit Mihi Lux. Que a Cruz Sagrada seja minha luz.
*Na horizontal da cruz: N. D. S. M. D. Non Draco Sit Mihi Dux. Que o demônio não seja o meu guia. *Começando pela parte superior, no sentido do relógio: V. R. S. Vade Retro Satana. Afasta-te Satanás - N. S. M. V. Non Suade Mihi Vana. Não me aconselhes coisas vãs - S. M. Q. L. Sunt Mala Quae Libas. É mau o que me ofereces - I. V. B. Ipse Venena Bibas. Bebe tu mesmo teu veneno.
Na parte superior, em cima da cruz aparece a palavra PAX e nas mais antigas IE
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Pequeno exorcismo da medalha de São Bento:
A Cruz Sagrada seja minha luz, Não seja o dragão meu guia. Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos. Amém.
Oração da Igreja:Ó Deus, que fizestes o abade São Bento preclaro mestre na escola do vosso serviço, concedei que, nada preferindo ao vosso amor, corramos de coração dilatado no caminho dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém
Uma tradição muito antiga da Igreja diz que uma mulher enxugou o rosto de Cristo no caminho do Calvário; milagrosamente a imagem de Jesus sofredor teria sido gravada no lenço da mulher. A tradição a chama de Verônica (Veros icona - ícone verdadeiro).O Papa Bento XVI foi o primeiro Papa a visitar o Santuário do Santo Rosto de Manoppello, em agosto de 2006, onde, segundo a tradição, encontra-se o véu com o qual a Verônica teria enxugado o rosto de Cristo. (Zenit.org,Vaticano, 31 ago. 06)
É algo novo e diferente; o que terá motivado o Papa a ver o ícone de Verônica? Certamente o Papa alimenta alguma esperança de que possa ser autêntico, como o santo Sudário de Turim. O Santuário que acolhe a relíquia, conhecida antigamente como «a mãe de todos os ícones», confiada aos Freis Menores Capuchinhos, encontra-se em um pequeno povoado dos Abruzos, nos montes Apeninos, a uns 200 quilômetros de Roma.
O Santo Rosto é um véu de 17×24 centímetros. Quando o se aproxima do véu, pode-se ver a imagem de um homem que sofreu, pelos golpes da paixão, como os que sofreu Cristo.
Pe. Heinrich Pfeiffer S.I., professor de iconologia e história da arte cristã na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma, estudou este véu durante treze anos e foi o primeiro cientista a assegurar que se trata do véu da Verônica que antes se custodiava no Vaticano.
No livro apócrifo dos Atos de Pilatos (século VI), fala-se de uma mulher, conhecida com o nome de Verônica (do nome «vera icona», «verdadeiro ícone»), que enxugou com um véu o rosto de Cristo na Via Sacra. Apesar destas fontes incertas, que se encontram já no século IV, segundo constata o Pe. Pfeiffer, alemão, a história do Véu da Verônica está presente através dos séculos na tradição católica. Em seu filme «Jesus de Nazaré», o diretor de cinema Franco Zeffirelli a recolhe.
Por ocasião do primeiro ano santo da história, no ano 1300, o Véu da Verônica converteu-se em uma das «Mirabilia urbis» (maravilhas da cidade de Roma) para os peregrinos que puderam visitar a Basílica de São Pedro no Vaticano. Confirma o maior poeta da história da Itália, Dante Alighieri (1265-1321), no canto XXXI do «Paraíso» (versículos 103-111) na «Divina Comédia».
As marcas do véu da Verônica se perderam nos anos sucessivos ao Ano Santo 1600, quando o véu foi encontrado em Manoppello. O Pe. Pfeiffer explica que no véu de Manoppello, na margem inferior, pode-se ver ainda um pequeno fragmento de vidro do relicário anterior, o que demonstraria sua procedência do Vaticano.
Segundo a «Relação Histórica», escrita em 1646 pelo sacerdote capuchinho Donato de Bomba, em 1608 uma senhora, Marzia Leonelli, para tirar seu marido da prisão, vendeu por 400 escudos o Véu da Verônica, que havia recebido como dote, a Donato Antonio de Fabritius. Dado que a relíquia não se encontrava em boas condições, Fabritius a entregou em 1638 aos padres capuchinhos de Manoppello.
Frei Remigio da Rapino recortou os cantos do Véu e o colocou entre duas molduras de madeira. As molduras e os vidros são o que ainda hoje conservam o véu em Manoppello.
Esta relação, da qual não há outras provas históricas, diverge da reconstrução do Pe. Pfeiffer, narrando a história popular da chegada do ícone aos Abruzos, das mãos de um peregrino, em 1506. Até 1638, o ícone teria passado por várias mãos. Com a criação desta lenda, opinam alguns dos investigadores, se poderia ter tentado ocultar o roubo do Vaticano.
O professor Donato Vittori, da Universidade de Bari, fez um exame do véu em 1997 com raios ultravioleta, descobrindo que as fibras não têm nenhum tipo de pigmentação. Ao se observar a relíquia com o microscópio, descobre-se que não está pintada e que não está tecida com fibras de cor.
Através de sofisticadas técnicas fotográficas digitais, pôde-se constatar que a imagem é idêntica em ambos os lados do véu, como se fosse um slide. A iconógrafa Blandina Pascalis Shloemer demonstrou que a imagem do Santo Sudário de Turim se sobrepõe perfeitamente ao Santo Rosto de Manoppello (com mais de dez pontos de referência).
O Pe. Pfeiffer recolheu as principais obras artísticas da história que se inspiram no véu da Verônica, até que Paulo V proibisse sua reprodução, após o provável roubo no Vaticano, e todas parecem ter por modelo a relíquia de Manoppello.
O Pe. Pfeiffer, esteve em Manoppello com o Papa, e explicou que: «Quando os diferentes detalhes se encontram reunidos em uma só imagem, esta última deve ter sido o modelo de todas as demais. Todas as demais pinturas imitam um só modelo: a Verônica de Roma. Por este motivo, podemos concluir que o Véu de Manoppello não é senão o original da Verônica de Roma». Mais informações em http://www.voltosanto.it
A Igreja não nos obriga a crer nestas relíquias e deixa a livre uso da fé de cada um; mas pelo que vimos acima há chances de que o ícone de Verônica seja verdadeiro; o que levou o Papa a ter interesse de vê-lo.
Fonte: Prof. Felipe Aquino - blog.cancaonova.com/felipeaquino
Eis o rosto ensangüentado/ Por Verônica enxugado/ Que no pano apareceu/ Que no pano apareceu.
Pela Virgem dolorosa/ Vossa MÃE tão piedosa/ Perdoai ó meu JESUS/ Perdoai ó meu JESUS.
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Continuando os nossos exercícios quaresmais meditando sobre os efeitos dos pecados cabeças em nossas vidas. Para que conhecendo possamos lutar contra eles. A Palavra de Deus é fonte de conhecimento e força contra o pecado, por isso, clique emLiturgia Diáriae ouça o que Deus fala com você hoje, reze as orações para a 5ª semana do retiro quaresmal e depois de ler o texto e refletir sobre a Gula clique em matéria relacionada e veja o vídeo, e um texto sobre Jejum, muito legal!
A GULA
Gula é comer além do necessário para se alimentar. Para alguns o prazer de comer passou a ser um fim em si mesmo, esse é o erro. Frustram-se quando a refeição não é “suculenta e variada”.
Escrevendo aos filipenses, São Paulo se refere àqueles cujo “deus é o ventre” (Fl 3,19); isto é o alimento. Se a Igreja nos aponta a gula como um vício capital, é porque ela gera outros males: preguiça, comodismo, paixões, doenças, etc. Podemos comer e beber com moderação e gosto, mas não podemos fazer da comida um meio só de prazer; isso desvirtua a alimentação.
Um corpo “pesado” debilita o espírito. Santo Agostinho dizia que temia não a impureza da comida, mas a do apetite. Ele escreve uma página sábia sobre isto: “Vós me ensinastes a ingerir os alimentos como se tratasse de remédios”. Santa Catarina de Sena dizia que o “estômago cheio prejudica a mente”. Santo Ambrosio afirmava que: “Aquele que submete o seu próprio corpo e governa sua alma, sem deixar-se submergir pelas paixões, é seu próprio senhor: pode ser chamado rei porque é capaz de reger a sua própria pessoa”. Ghandi afirmava que “a verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão automaticamente sujeitos ao controle quando a gula estiver sob controle”.
A virtude oposta à gula é a temperança; evitar todos os excessos no comer e no beber. Para destruir as raízes da gula é preciso submeter o corpo à mortificação. E esta haverá de ser sob a ação do Espírito Santo, nosso santificador. São Paulo ensinou aos gálatas e aos romanos que somente o Espírito pode destruir em nós as paixões. “Conduzi-vos pelo Espírito Santo e não satisfareis o desejo da carne” (Gl 5,16). “Se viverdes segundo a carne, morrereis, mas, se pelo Espírito, fizerdes morrer as obras do corpo, vivereis” (Rom 8,12). A ação poderosa do Espírito Santo, aliada à nossa vontade, vem em auxílio da nossa fraqueza, e dá-nos a graça de superar os vícios.
Como remédio contra a gula a Igreja propõe também o jejum; não como um valor em si mesmo, mas como um instrumento para dominar a paixão. Mas Santa Catarina de Sena ensina que “a mortificação deve ser feita de acordo com a necessidade e na exata medida das forças pessoais.” Não se pode impor a todos a mesma mortificação como uma norma rígida, já que nem todos são iguais.
Não é possível querer levar uma vida pura sem sacrifício. O corpo foi-nos dado para servir e não para gozar; o prazer egoísta passa, e deixa gosto de morte; o sacrifício gera a vida. Não foi à toa que Cristo jejuou quarenta dias no deserto da Judéia, antes de enfrentar as ciladas terríveis do Tentador, que o queria afastar do caminho traçado por Deus para Ele seguir, para salvar a humanidade.
Algumas pessoas têm o “hábito” de comer demais, às vezes de maneira compulsiva, que revela “fuga” de outros problemas. Isto pode ser um problema emocional e psicológico que deve ser tratado.
Diante das Tentações
Mãe querida acolhe-me em teu regaço, cobre-me com teu manto protetor e, com esse doce carinho que tens por teus filhos afasta de mim as ciladas do inimigo, e intercede intensamente para impedir que suas astúcias me façam cair. A ti me confio e em tua intercessão espero.Amém.
Maria é tudo que o cristão precisa ser na escola do discipulado de seu filho Jesus Cristo. Esteve com Jesus do seu nascimento até a Sua gloriosa Ressurreição e ascensão ao céu. Esteve com a Igreja no Pentecostes e nos seus inícios. Maria está entre as poucas pessoas que não abandonam o Calvário é a nossa companheira no sofrimento, pois esteve firme, de pé quando via o seu único filho ser crucificado injustamente, e com Ele oferecia também as suas dores. Na verdade não estamos exaltando a dor de Jesus e Maria, mas a Vitória, a certeza que toda dor passa e nos encaminha para a ressurreição.
Será que conseguimos imaginar as dores do coração de Maria ao acompanhar O Mistério da vida de seu Filho, pois como diz a palavra de Deus em João 3, 16 “Deus amou tanto o mundo que deu o seu filho único para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. A vida de Jesus foi uma entrega total e consciente, um caminho para morte a fim de gerar a vida por aqueles que não mereciam. E o mais bonito Maria a mãe, se entrega com Ele, pois ela também abraça a humanidade nas dores do seu Imaculado Coração. Enquanto você vê o clipe reze a Via Matris: OCaminho da Mãe Dolorosa
Vê a dor da Mãe amada, que se encontra desolada. Com seu Filho em aflição, com seu Filho em aflição.
Pela Virgem dolorosa, vossa Mãe tão piedosa. Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.
Como a Virgem Maria ajuda você a viver os seus momentos de sofrimento? Clique em comentários e deixe seu testemunho, valor e orações.
Depois do nascimento do nosso primeiro filho, o amado e tão esperado Felipe, o Vinícius e eu decidimos ter mais uma criança, nós fazemos o Método Billings. Como o tempo foi passando e eu não engravidava, comecei a fazer exames. Da mesma forma, meu marido também se submeteu a vários exames. Continuamos a tentar, mas não tínhamos sucesso. Então, no dia 25 de março de 1993, Festa da Anunciação, já como consagrados no núcleo da Comunidade Canção Nova, o Vinícius e eu fizemos uma oração, que é para ser feita durante os nove meses, de março até o Natal. Eu disse a Nossa Senhora que queria ficar grávida, pois já estava com quase 40 anos de idade e compreendia os riscos de uma gravidez nessas condições. Eis a oração:
Novena poderosa pela intercessão da Virgem Maria
Oh! Virgem Santa Imaculada, sem mancha, vós preparastes em vosso seio virginal a morada do Filho de Deus. Eu me envergonho de aparecer diante de vós. Desejo que o Filho de Deus, o qual quis nascer de vós, renasça espiritualmente em mim e me conceda esta graça de que tanto necessito (dizer a graça).
Prostro-me aos vossos pés, oh! Santa Mãe de Deus, e debaixo do vosso olhar terno, doce e puro, das vossas mãos benditas e de vosso manto sagrado, eu vos louvo e bendigo, e entrego a minha vida. Reverencio-vos por todas as horas dizendo: Bendita, oh! Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, Santa Mãe de Deus. Amém!
Passadas algumas semanas, já com a certeza interior de carregar no meu ventre o sinal do poder de Deus, fiz o teste de gravidez e, pela graça de Deus, o resultado foi positivo. Logo no início fomos alertados de que seria necessário muito cuidado com a gestação, pois eu estava com o colo do útero aberto e poderia sofrer um aborto natural. O Dr. Djalma Almeida dos Santos, que é ginecologista, nos falou a respeito de um material estranho que havia sido encontrado no colo do útero e que deveria ser retirado e mandado para exame. Fiz a cerclagem na semana seguinte. Passados alguns dias, ele foi à nossa casa, em Cachoeira Paulista (SP), nos levar o resultado do exame. Tratava-se de restos de uma segunda placenta. Havia dois fetos nela e um deles fora abortado naturalmente; apenas um resistiu, isso para mostrar a escolha de Deus, a salvação manifestada naquela pequena vida em formação.
Orava muito pelo bebê, que iria nascer, consagrava-o a Nossa Senhora todos os dias. Pedi também ao Senhor uma Palavra que confirmasse que minha gravidez fora realmente um milagre recebido pelas mãos de Maria, e Ele me deu as “Bodas de Caná” (cf. Jo 2), o primeiro milagre de Jesus pelas mãos de Maria.
Sou testemunha de que o nosso segundo filho, André, foi um milagre de Deus pelas mãos da Mãe!
Como é bom ter uma Mãe, cujo coração é atento aos seus filhos, que cuida de nós e se ocupa com nossas dificuldades e problemas! Ela é uma Mãe perfeita, que ama incondicionalmente, sem querer nada em troca. Ela nunca diz: “Não tenho tempo para você”, pois é a Mestra da disponibilidade. Convido você a assumi-la como sua Mãe, uma Mãe que cuida de você e é presença atuante em sua vida!
Que você também possa testemunhar que “tudo é possível para aquele que crê” e que conta com a poderosa intercessão da Virgem Maria. Clique em comentários e deixe os seus pedidos de orações.
A avareza ou ganância é um dos pecados capitais. São Paulo classifica a avareza como idolatria: “Mortificai, pois, os vossos membros terrenos: fornicação, impureza, paixões, desejos maus, cupidez e a avareza, que é idolatria” (Cl 3,5). A razão de o Apóstolo ver como a idolatria o apego aos bens materiais, sobretudo ao dinheiro, é que isto faz a pessoa amá-lo como a um deus.
Desde o princípio Jesus alertou os discípulos para este perigo, já no Sermão da Montanha: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedica-se a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza” (Mt 6,24).
O que importa é que a pessoa não seja escrava do dinheiro e dos bens. É claro que todos nós precisamos do dinheiro; o próprio Jesus tinha um “tesoureiro” no grupo dos Apóstolos. São Paulo afirma que “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (1Tm 6,10). Veja que, portanto, o mal não é o dinheiro em si, mas o “amor” ao dinheiro; isto é, o apego desordenado que faz a pessoa buscar o dinheiro como um fim, e não como um meio.
“Porque o sabei bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento – verdadeiros idólatras! - terão herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5,5). É importante notar aqui que não são apenas os ricos que podem se tornar avarentos, embora sejam mais levados a isto. Não é raro encontrar também o pobre avarento. Por isso, no mesmo Sermão da Montanha, Jesus alerta: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam” (Mt 6,19-20). Se Jesus recomenda “não ajuntar tesouros na terra”, é porque esta riqueza e segurança são ilusórias e não podem satisfazer-nos, por mais que o mundo nos diga que sim.
Por causa do amor ao dinheiro muitos aceitam praticar a mentira, a falsidade, o crime e a fraude. Quantos produtos falsificados! Quantos quilos que só possuem 900 gramas! Quanta enganação e trapaça nos negócios! Podemos constatar que toda a corrupção, tráfico de drogas, armas, crimes, etc., têm por trás a sede do dinheiro. Jesus recomendou ao povo: “Guardai-vos escrupulosamente de toda avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas” (Lc 12,15).
O apego aos bens desse mundo é algo muito forte em nós, quase que uma “segunda natureza”, e, portanto, só com o auxílio da graça de Deus poderemos vencer esta tentação forte. Desde pequenos fomos educados para “ganhar a vida”. Será preciso a força do Espírito Santo em nossa alma para nos “convencer” da necessidade de uma vida de desprendimento e pobreza.
Fonte: Prof. Felipe Aquino Livro: Os pecados e as virtudes capitais– www.cleofas.com.br
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Oração de Quaresma
Pai nosso, que estais no Céu,
durante esta época de arrependimento,
tende misericórdia de nós.
Com nossa oração, nosso jejum e nossas boas obras,
transformai nosso egoísmo em generosidade.
Abri nossos corações à vossa Palavra,
curai nossas feridas do pecado,
ajudai-nos a fazer o bem neste mundo.
Que transformemos a escuridão
e a dor em vida e alegria.
Concedei-nos estas coisas por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Amém.