Depois de conhecermos em nosso Seminário de Vida online o Amor de Deus, ficam varias perguntas: Porque mesmo depois de experimentar este Amor, sinto-me impotente diante de minhas fraquezas, limitações e continuo fazendo coisas más que não quero? Se Deus criou todas as coisas e viu que tudo era muito bom, porque tanta tristeza no mundo, tanta infelicidade, desigualdade, guerras, doenças, desamor, porque a morte? Essa pergunta pode ser feita de maneira diferente: se Deus e o seu amor existem qual é a cauda de todo o mal? O pecado é o mal uso de nossa liberdade, erramos o alvo, o objetivo de nossa vida, pisamos na bola, desvirtuamos os nossos sentidos e vontades, se apresentava o Bem e eu escolho o mal.
É difícil e hoje tem muita gente que torce o nariz, neste mundo mascarado e superficial até ofende dizer isso para alguém, mas eu não posso esconder ou mascarar, a verdade, a realidade para você: “Todos pecaram e por isso, estão privados da graça de Deus” (Cf. Romanos 3,23).
Conseqüências do pecado em nossas vidas:
- a harmonia estabelecida graças à justiça original, está destruída;
- o domínio das faculdades espirituais da alma sobre o corpo é rompido;
- a união entre o homem e a mulher é submetida a tensões; as suas relações serão marcadas pela cupidez e pela dominação.
- a harmonia com a criação está rompida: a criação visível tornou-se para o homem estranha e hostil. Por causa do homem, a criação está submetida ‘à servidão da corrupção’.
- Finalmente, vai realizar-se a conseqüência explicitamente anunciada para o caso de desobediência: o homem ‘voltará ao pó do qual é formado’. A morte entra na história da humanidade. (n.400)
- a partir do primeiro pecado, uma verdadeira ‘invasão’ do pecado inunda o mundo: o fratricídio cometido por Caim contra Abel; a corrupção universal em decorrência do pecado;
- A Escritura e a Tradição da Igreja não cessam de recordar a presença e a universalidade do pecado na história do homem: O que nos é manifestado pela Revelação divina concorda com a própria experiência. Pois o homem, olhando para seu coração, descobre-se também inclinado ao mal e mergulhado em múltiplos males que não podem provir de seu Criador, que é bom.
402 – Todos os homens estão implicados no pecado de Adão. O gênero humano inteiro é, em Adão, ‘como um só corpo de um só homem’ (sicut unum corpus unius hominis – São Tomás de Aquino). Em virtude desta unidade do gênero humano, todos os homens estão implicados no pecado de Adão, como todos estão implicados na justiça de Cristo. (cat. 404)
‘Pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores’(Rm 5,19). ‘Como por meio de um só homem o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte, assim a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram… ‘(Rm 5,12).
‘Assim como da falta de um só resultou a condenação de todos os homens, do mesmo modo, da obra de justiça de um só (a de Cristo), resultou para todos os homens justificarão que traz a vida’(Rm 5,18).
Adão e Eva cometem um pecado pessoal, mas este pecado afeta a natureza humana, que vão transmitir em um estado decaído. (cat. 404). É um pecado que será transmitido por propagação (não imitação) à humanidade inteira; isto é, pela transmissão de uma natureza humana privada da santidade e da justiça originais. O pecado original é denominado ‘pecado’ de maneira analógica: é um pecado ‘contraído’ e não ‘cometido’, um estado e não um ato. Mas, hoje as nossas escolhas nos tornam participantes ativos no pecado, atualizamos a morte e optamos novamente contra Deus e o seu plano de Amor.
‘Morte da alma’(DS 1512)
O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e faz o homem voltar para Deus. Porém, as conseqüências de tal pecado sobre a natureza, enfraquecida e inclinada ao mal, permanecem no homem e o incitam ao combate espiritual. 405 – Pelo pecado original a natureza humana não é totalmente corrompida: ela é lesada em suas próprias forças naturais, submetida à ignorância, ao sofrimento e ao império da morte, e inclinada ao pecado (esta propensão ao mal é chamada ‘concupiscência’).
“Não “o abandonaste ao poder da morte’ Todas as vezes que pecamos estamos mais perto da morte”.
Por que Deus não impediu o primeiro homem de pecar?
São Leão Magno reponde: ‘A graça inefável de Cristo deu-nos bens melhores do que aqueles que a inveja do demônio os havia subtraído’(Sermão 73,4: PL 54,396). São Tomás: ‘Nada obsta que a natureza humana tenha sido destinada a um fim mais elevado após o pecado. Com efeito, Deus permite que os males aconteçam para tirar deles um bem maior. Donde a palavra de São Paulo: ‘Onde abundou o pecado superabundou à graça’(Rom 5, 20). E o canto do Exultet: Ó feliz culpa que mereceu tal e tão grande Redentor’ (S. Th. III,1.3 ad 3).
Mais o PECADO não tem a ultima palavra em nossa vida, pelo contrario, tomar consciência desta verdade e assumi-la abre-nos a Porta da solução, da SALVAÇÃO: “Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram tudo o que Deus fizera por meio deles e como ele havia aberto a Porta da Fé para os pagãos” (cf. At. 14,27).
Salette Ferreirareza com a Plavra de Deus pela libertação do pecador:
Clique em comentários e diga não ao pecado e faça a sua oração de renúncia.
Oração de Renuncia:Tomando consciência do imenso Amor de Deus, de Jesus Cristo meu Salvador eu renuncio ao pecado e a todo mal. Renuncio em Nome de Jesus ao Demônio e a Satanás autor do pecado e do mal e todas as suas astúcias para perder os filhos de Deus. Renuncio a tudo aquilo que possa me conduzir ao pecado e a morte nos sentimentos e nos atos, continue a oração de renunciando a todo pecado, aqueles que te impedem de caminhar e de ter uma nova vida…
Vinde Espírito Santo e arranca-nos do pecado!!!
Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discipulado.
O discernimento é uma habilidade ou capacidade dada por Deus de se reconhecer a identidade (e muitas vezes, a personalidade e a condição) dos “espíritos” que estão por detrás de diferentes manifestações ou atividades. Este dom, essencial à Igreja, é geralmente concedido aos pastores do rebanho de Deus e aos que estão em posição de guardar e de guiar os santos. O que nos diz São Paulo sobre a batalha espiritual: Pois a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados, as potestades, os dominadores deste mundo tenebroso, os espíritos malignos espalhados pelo espaço. Por isso, protegei-vos com a armadura de Deus, a fim de que possais resistir no dia mau, e assim, empregando todos os meios, continueis firmes (cf. Efésios 6, 12-13).
Como podemos ver na definição acima, esse dom de Deus nos ajuda, portanto, a perceber a origem de uma intuição, de um pensamento, a causa de um comportamento – especialmente quando este se nos apresenta de forma estranha. O discernimento, assim, é um dom “protetor da comunidade e protetor de todos os outros dons”.
Como dom [discernimento dos espíritos], não procede das capacidades simplesmente humanas nem das deduções científicas que possamos ter adquirido. “O discernimento é intuição pela qual sabemos o que é, verdadeiramente, do Espírito Santo”.
O discernimento também pode ser visto como uma espécie de visão ou sensibilidade; é uma revelação espiritual da operação de diferentes tipos de espíritos numa pessoa ou numa situação; é o meio pelo qual Deus faz os cristãos tomarem consciência do que está acontecendo.
Após todas estas definições, podemos nos perguntar: Qual o benefício esse dom nos traz ao ser usado de forma adequada? Como utilizá-lo? Como deve ser utilizado pelas pessoas, quando estas vivem situações complexas? Como elas devem proceder a partir da orientação certa e segura que o discernimento lhes deu?
O uso do dom do discernimento
O carisma em estudo nos permite agir de forma correta em um fato ou situação que temos em mãos, no momento. Permite-nos identificar a causa dessa situação especial, podendo, assim, nos levar à raiz, ao princípio que a move, que a origina, encaminhando à situação acertada e feliz.
O uso do dom nos ajuda, portanto, a conhecer o espírito, isto é, o princípio animador (anima = o que anima, move, movimenta, etc.). Com ele, podemos chegar, com facilidade, à origem de uma inspiração e confirmar de onde esta pode vir:
- Se provém de Deus (inspiração, intuição, uma verdade clara da Bíblia, moção do Espírito de Deus, de Seus anjos, os Seus mensageiros);
- Se tem origem na mente humana (a qual pode estar sã, doentia, desequilibrada ou alterada, do nosso egoísmo, fantasia ou manipulação da Vontade Divina para o meu bel prazer etc.);
- Se provém dos espíritos maus (do demônio ou de influências espirituais maléficas).
O discernimento ajuda-nos, ainda, a distinguir o certo do errado, o verdadeiro do falso, orientando nossas vidas na fé e doutrina de Jesus Cristo. O Senhor tem para nós esse grande dom, esse precioso dom, que é o discernimento dos espíritos. Embora ele seja um dom, embora nos seja dado gratuitamente, é resultado, também, da nossa caminhada. Precisamos caminhar e amadurecer e o que nos torna maduros é a perseverança, a oração, a Palavra de Deus e a docilidade. E com a maturidade vem também o discernimento dos espíritos.
O inimigo age sorrateiramente. Para distinguir sua ação em nosso ambiente, o único meio é o Espírito Santo; ninguém tem por si discernimento. Paulo VI destacou em um de seus pronunciamentos: “O dom dos dons para os tempos de hoje é o discernimento”. E é mesmo, do contrário somos levados por ventos de várias doutrinas, a mesmo, sem saber para onde vamos. “Concedeu aos humanos discernimento, língua, olhos, ouvidos e um coração para pensar” (Eclesiástico 17,5).
Para possuir discernimento, o básico é aprender a ouvir o Senhor; suas emoções, inspirações. Muitas vezes o sentimento dentro de nós, movendo-nos: “Faça assim, não diga aquilo”, mas em geral sepultamos isso, fazendo até o contrário. O Espírito Santo dá o dom do discernimento àqueles que estão n’Ele, imersos, banhados n’Ele. Àqueles que dão tempo à escuta, à oração, à Palavra de Deus. “A outro, o poder de fazer milagres. A outro, a profecia. A outro, o discernimento dos espíritos. A outro, a diversidade de línguas. A outro, o dom de as interpretar” (I Coríntios 12,10).
Salomão na sua pouca idade e experiência de vida ia suceder o Seu pai Davi pediu a Deus com grande humildade por causa da missão de governar o Povo de Israel: “Dá, pois, a teu servo, um coração obediente, capaz de governar teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?” (cf. 1 Rs 3, 9).
Logo depois surge a primeira questão para Salomão julgar, discernir: Vieram então duas meretrizes ao rei e apresentaram-se diante dele. Uma delas disse: “Por favor, meu rei! Eu e esta mulher morávamos na mesma casa, e eu dei à luz estando com ela na casa. No terceiro dia depois de eu ter dado à luz, também ela deu à luz. Estávamos juntas, não havia outra pessoa na casa a não ser nós duas. Certa noite, morreu o filho desta mulher, pois ela dormiu sobre ele e o sufocou. Então levantou-se, durante a noite, e, enquanto tua serva dormia, tirou ~ silenciosamente meu filho do meu lado e colocou-o em seu seio. E a seu filho, que estava morto, colocou-o em meu seio. Quando, de manhã, me levantei para amamentar meu filho, encontrei-o morto, mas examinando-o com mais atenção na claridade, percebi que não era meu filho, o que eu tinha dado à luz”. A outra mulher respondeu: “Não é assim. Meu filho é que está vivo, o teu está morto”. A primeira retrucou: “Não é verdade! O teu filho é que está morto. O meu está vivo”. E assim discutiam na presença do rei. Disse então o rei: “Esta diz: ‘Meu filho está vivo, teu filho está morto’, e aquela responde: ‘Não, teu filho está morto, o que está vivo é o meu’”. E mandou trazer uma espada. Quando lhe apresentaram a espada, o rei declarou: “Cortai o menino vivo em dois, e dai metade a uma e metade à outra”. A mulher cujo filho estava vivo sentiu nas entranhas tal compaixão por seu filho que disse ao rei: “Por favor, senhor, dai a ela o menino vivo. Não o mateis!” A outra, ao contrário, dizia: “Não será nem teu, nem meu. Podeis cortá-lo”. O rei respondeu: “Dai o menino vivo àquela primeira, e não o mateis. Essa é sua mãe”. Todo o Israel ficou sabendo da sentença que o rei tinha dado, e temeram-no, vendo que a sabedoria de Deus estava nele para fazer justiça (1 Rs 3,16-28).
Pois este Dom extraordinário Deus nos concede para fazer justiça, para fazer a Sua Vontade ser revelada e executada. Não a minha vontade ou o interesse daquele que me paga mais, me é mais simpático, meu parente ou meu amigo. Um Dom para discernir a Verdade e manifestar a justiça de Deus.
Temos de ser dóceis à condução do Espírito. É muito necessário distinguir o que vem de Deus, de Jesus, do Espírito Santo, de Maria, dos anjos. Caso contrário, tudo se confunde na nossa cabeça. Deus quer nos dar essa graça, o dom de discernimento dos espíritos, que é resultado de nossas caminhada pela tenda da oração.
É preciso caminhar, progredir e perseverar nos grupos de oração, na Palavra de Deus, na docilidade e no trabalho do Senhor. Assim, vamos nos constituindo terreno cada vez mais próprio para a semeadura. Percebemos que uma palavra não vem de Deus, mas do maligno, quando ela nos faz mal, nos agride.
A falta de discernimento é própria dos iniciantes e dos imaturos. É claro que Deus nos salva nessas situações. Temos sido salvos por Ele, que quer nos dar, cada vez mais, o discernimento dos espíritos, a capacidade de perceber e de sentir em nós o que é de Deus e o que não é; o que vem do Espírito Santo e o que vem do mal.
Temos de ser cuidadosos quanto a isso: pois em nosso espírito humano se misturam o orgulho, a vaidade, o ciúme, a inveja, rivalidades e competições com os outros. Se não temos o discernimento dos espíritos, podemos pensar que vem de Deus algo que na verdade não vem. Trata-se apenas de orgulho e vaidade de minha parte, e eu engulo tudo como se fosse de Deus.
O senhor tem para nós esse grande dom, esse precioso dom que é o discernimento dos espíritos. Embora ele seja um dom, embora nos seja dado gratuitamente, é resultado, também, da nossa caminhada. Precisamos caminhar e amadurecer e o que nos amadurece é a perseverança, a oração, a Palavra de Deus e a docilidade. E com a maturidade vem também o discernimento dos espíritos.
Este PODCAST vai ajudar muito você:
Você pode orar agora: Senhor, Jesus, peço o discernimento dos espíritos. Preciso muito desse dom, para não confundir todas as coisas. Não quero saber de nada de mau, não quero saber confundir. Quero ser guiado, conduzido, orientado por ti. Dá-me, Senhor, o dom do discernimento dos espíritos. Amém! Peço para você a graça da caminhada, do crescimento, para que venha a trilhar o seu caminho com perseverança. Peço que, amadurecido, crescido e arraigado em Jesus, que você tenha todo discernimento, para poder servir ao Senhor cada vez melhor; como bom e prudente, a quem o Senhor pode confiar o que tem de mais precioso. Amém
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Vinde Espírito Santo!
Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.
OTempo Pascal é a primavera espiritual na Igreja, celebramos durante 50 dias a Ressurreição de Jesus, “pois quem esta em Cristo é uma nova criatura, passou o que era velho eis que tudo se faz novo” (cf. 2 Cor 5,17). Durante este tempo vamos nos preparar para receber o Prometido do Pai O Espírito Santo. Num seminário de Vida no Espírito, mergulhando nos temas do Querigma e nos Dons Carismáticos, através da Palavra e da Oração preparemos para celebrar Pentecostes, o nascimento da Igreja, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. A nossa fé crê que Deus é um só em três pessoas, são Pai, Filho e o Espírito Santo. Iguais em natureza, diferentes na ação e na missão. Neste anuncio do querigma teremos contato com as Três Pessoas da Santíssima Trindade. Você sabe, já ouviu ou leu os temas do Querigma? Já teve uma experiência pessoal com a Pessoa do divino Espírito Santo?
Essa é a promessa de Jesus: “Eu estarei convosco todos os Dias, até os fins dos tempos. Não vos deixarei órfãos, enviarei outro paráclito”. Paráclito quer dizer advogado é um dos muitos títulos do Espírito Santo, como também Consolador, Força do Alto, Fogo Divino, Hóspede da alma, Brisa suave, Água,Sombra do Altíssimo, Mão de Deus, Santificador. Para que experimentemos essa Vida Nova que Cristo nos deu pela sua morte e ressurreição, é preciso tomar posse da promessa de Jesus: “Recebereis a força do alto e sereis minhas testemunhas”. (cf. At. 1,8).
Os apóstolos viviam o medo e a perseguição depois da Ascensão do Senhor, sem contar que eles eram homens simples e sem instrução, alguns eram ladrões, como Mateus, a maioria pescadores, prostitutas, pessoas que nosso mundo de hoje desqualificaria, mas com certeza todos foram transformados pelo Mestre no poder do Espírito Santo na escola da vida. Jesus os levou a uma verdadeira intimidade com Deus chamando-o de Pai, a viverem unidos mesmo sendo muito diferentes, a serem os portadores e anunciadores da Boa Nova que mudaria o mundo: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Cf. Jo 3,16).
O Espírito Santo é o Amor do Pai e do Filho, Aquele que transforma os nossos corações, é capaz de controlar, converter, dar Vida Nova a alguém: “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus”. (Cf. Jo 3,5).
Após a Sua ressurreição narram os evangelhos e os Atos dos Apóstolos Jesus conviveu com eles cerca de cinquenta dias, conversando sobre as coisas do Reino de Deus: “E a eles se manifestou vivo depois de sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas do Reino de Deus. E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias”. (At. 1,3-5).
Esse batismo aconteceu em Pentecostes, festa que celebrava a fartura da colheita, festa das tendas do povo de Israel. Os apóstolos estavam escondidos com medo na mesma sala onde tinha acontecido a Última Ceia, oravam, junto com eles estava Maria, a mãe de Jesus, quando um Vento impetuoso invadiu todo o lugar e línguas de fogo pairavam sobre suas cabeças e todos falavam em línguas. (cf. At. 2,1-47) Somente pelo poder do Espírito Santo os apóstolos e discípulos conseguiram se recuperar e reagir à morte de Jesus e se tornarem aquilo pelo qual o Mestre havia lhes preparado, homens e mulheres transformados e capazes de transformar em nome de Jesus.Aconteceu uma mudança no interior deles, de medrosos e covardes para corajosos e destemidos anunciadores da Vida Nova.
Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: “Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras. Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis, depois de ter sido entregue, segundo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de ímpios. Mas Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, porque não era possível que ela o retivesse em seu poder”. (Cf. At. 2,14-24) Pentecostes é uma manifestação da unidade, do amor de Deus derramado sobre a humanidade, rompendo as diferenças, nos arrancando das garras do maligno, abrindo as nossas consciências para a salvação manifestada em Cristo Jesus, pois só pelo Espírito Santo podemos dizer que Jesus Cristo é o Senhor!
Essa promessa é para mim e para você o Espírito Santo, e ela pode acontecer hoje em sua vida. Ele é a alma da Igreja e quer ser hoje o nosso animador, fortificador e nosso advogado, Ele quer curar os corações do medo, da apatia espiritual e nos devolver a vida, que o pecado e a cultura de morte dos nossos tempos querem arrancar de nós. “Pedro respondeu: “convertei-vos e cada um de vos seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos vossos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar”. (Cf. At. 2,38-39) A única condição é querer, pedir e abrir o coração:
Senhor derrama sobre nós o Teu Espírito Santo, a Força do Alto, o Consolador e reinflama nos nossos corações a chama do Vosso amor. Dai-nos o dom de Te colocar em primeiro lugar em tudo, levanta-nos quando estivermos caídos. Devolve a dignidade de filhos de Deus, de herdeiros da promessa, do Teu convívio que nos santifica. Vem controlar todo meu ser, transformar o meu temperamento explosivo, curar as minhas mágoas e conceder-me a graça de perdoar quem me ofendeu. Quero consagrar ao Teu amor divino a minha afetividade e sexualidade, equilibra os meus sentimentos, para que eu possa proclamar o senhorio de Jesus na minha vida. Amém.
Estamos iniciando um Novo Tempo, que a liturgia da Igreja chega a chamar de “primavera espiritual”. Na Vigília Pascal rompeu-se o nó das nossas gargantas, que durante quarenta dias do tempo da Quaresma nos prepararam para celebrar a Vida Nova em Cristo Jesus, podemos dizer com força e alegria como diziam os cristãos nos primeiros séculos: CRISTO RESSUSCITOU, RESSUSCITOU VERDADEIRAMENTE ALELUIA!
Uma antiga tradição conta-nos que os primeiros cristãos que viviam com grande intensidade o dia da Ressurreição, quando eles se encontravam na rua, eles se cumprimentavam assim: Cristo ressuscitou!O outro respondia: Ressuscitou de verdade Aleluia!
Observe esta cena acima, é exatamente isso que acontece com quem ressuscita com Cristo. É uma metanoia, metamorfose: Metanoia (do grego antigo μετανοεῖν, translit. metanoein: μετά, metá, ‘além’, ‘depois’; νοῦς, nous, ‘pensamento’, ‘intelecto’), no seu sentido original, significa mudar o próprio pensamento, mudar de idéia. No sentido religioso, pode significar arrependimento ou o processo de conversão, tanto intelectual como moral e espiritual. Metamorfose (do grego metamórphosis) é uma mudança na forma e na estrutura do corpo (tecidos, órgãos), bem como um crescimento e uma diferenciação, dos estados juvenis ou larvares de muitos animais, como os insetos e anfíbios (batráquios), até chegarem ao estado adulto. São Paulo chama assim: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criatura. O que era antigo passou agora tudo é novo” (cf. 2Cor 5,17).
Nesta semana, em particular, estamos celebrando A “OITAVA DA PÁSCOA”. Como o mistério da “passagem” do Senhor pela morte é extremamente profundo, durante oito dias celebraremos esse grande mistério como se fosse um único dia com o objetivo de viver melhor o ponto central de nossa fé: A RESSURREIÇÃO DE JESUS (no passado, esse era um tempo especial de contato com a fé para os que tinham sido batizados durante a Vigília Pascal).
Todo o tempo pascal, que se estende por sete semanas até a Festa de Pentecostes, é marcado, não apenas nos domingos, mas também durante todos os dias da semana, pelos textos de Atos dos Apóstolos e do Evangelho de João. São trechos que nos mostram a fé das primeiras comunidades cristãs e dos Apóstolos em Cristo Ressuscitado e nos convidam a fazer da nossa vida uma contínua páscoa seguindo fielmente os passos de Jesus, testemunhando-o corajosamente no mundo de hoje.
A ressurreição de Cristo foi princípio, de vida nova, para todos os homens, todas as criaturas e as coisas: uma primavera espiritual.
Os cinqüenta dias do Tempo pascal (da Páscoa a pentecostes) são marcados pela alegria profunda dos nossos corações, que é fé na ressurreição do Salvador e fidelidade renovada ao nosso batismo, no qual somos co-ressuscitados com Cristo; o canto do Aleluia, que ressoa repetidamente na liturgia, manifesta o jubilo deste período. Jesus ressuscitado e vivo continua presente no meio dos seus; durante cinqüenta dias o círio pascal, acesso na noite de Páscoa, é símbolo e testemunho desta presença, enquanto cada domingo deste período celebra os diversos modos da presença e manifestação do Senhor ressuscitado na sua Igreja.
No segundo Domingo da Páscoa a aparição do Senhor no meio dos seus consagra o ritmo dominical da sua presença no meio da assembleia festiva dos fiéis: o Domingo festa primordial, dia do Senhor ressuscitado, se torna sinal semanal da Páscoa. Todos os dias para o cristão, que ressuscitou com Cristo será o dia de Páscoa. O cristão será no mundo a chaga do ressuscitado visível na vida e no testemunho, força transformadora da civilização do amor. O Bem-aventurado João Paulo II instituiu a Festa da Divina Misericórdia. Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos” (cf. Jo 20,19-31).
No terceiro Domingo reconheceremos o Senhor na fração do pão: com os discípulos de Emaús caminhando a luz da Palavra reconheceremos Jesus que sempre caminha conosco. Ele esta presente no meio de nós através dos sinais Sacramentais. Sobra sobre os discípulos o Espírito Santo dá-lhes o Dom da Inteligencia e os faz testemunhas fiéis e anunciadores do Reino de Deus: Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e lhes disse: “Assim está escrito: ‘O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém’. Vós sereis testemunhas de tudo isso” (cf. Lc 24,35-48).
No quarto Domingo o Bom Pastor nos manifesta o mistério da presença do Cristo nos pastores da sua Igreja. O desejo de Jesus é reunir todas as suas ovelhas num só rediu, num só rebanho: “Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, 15assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir; elas escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor” (cf. Jo 10,11-18).
No quinto Domingo Jesus se apresenta como a Videira, a nova arvore da Vida e nós os seus ramos, quem quiser viver deve manter-se unido a Ele para alimentar-se de sua seiva. Assim também é a Igreja hoje, ela tem os frutos, o verdadeiro alimento que nós precisamos para crescer e também produzir: “Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, † como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer” (cf. Jo 15,5).
No sexto Domingo Jesus é o Amor do Pai e ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos amigos e nos dá novamente, como sinal dos seus seguidores o Mandamento do Amor: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (cf. Jo 15, 12-14).
No dia da Ascensão do Senhor (sétimo Domingo), Jesus antes de subir ao Pai, envia ao mundo suas testemunhas; elas e todo o povo profético manifestarão Jesus Cristo salvador: E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Eis os sinais que acompanharão aqueles que crerem: expulsarão demônios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes e beberem veneno mortal, não lhes fará mal algum; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, estes ficarão curados” (cf. Mc 16, 15-18).
Em Pentecostes o Espírito Santo realiza a plenitude da Páscoa de Cristo por meio da Igreja. Impelidos pela força de Jesus ressuscitado e pela fé, os apóstolos partem para sua missão do mundo. Jesus disse de novo: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também eu vos envio”. Então, soprou sobre eles e falou: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, ficarão retidos” (cf. Jo 20, 21-23).
Celebrar a Eucaristia neste período de Páscoa significa particularmente: reconhecer todas as manifestações de Jesus ressuscitado na sua Igreja e na vida de cada cristão; tornar-nos instrumentos destas manifestações, como membros do povo sacerdotal: dar graças ao Pai pela presença contínua de Jesus ressuscitado entre nós. Eu e você somos as testemunhas mais eloqüentes de que Cristo ressuscitou, por isso, viva como alguém ressuscitado em Cristo.
Escute o Podcast:
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Oração:Ó Deus, por vosso Filho Unigênito, vencedor da morte, abristes hoje para nós as portas da eternidade. Concedei que, celebrando a ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos na Luz da vida nova. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do espírito Santo. Amém
Cristo ressuscitou, ressuscitou de verdade Aleluia! Feliz Páscoa!
Nesta Semana tudo celebra o Mistério da Salvação, “Ele tomou sobre si a nossas dores, Seu sangue derramou para nos resgatar das trevas e por Suas chagas fomos sarados”. (Isaías 53 O Servo sofredor). Quando celebramos a liturgia e de forma especial nesta semana A Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, não estamos recordando, como num álbum de fotos ou num filme de gravações de memórias passadas. A espiritualidade das celebrações litúrgicas atualizam em nossa vida hoje o Mistério que estamos celebrando, ou seja, estamos vivendo e recebendo as graças eficazes do que estamos celebrando, rezando. Por isso, celebrar a liturgia não é fazer uma simples memória, mas trazer para minha vida hoje, atualizar, tornar novo, Aquilo que nos trouxe Jesus Cristo, seus gestos, Palavras e principalmente o Amor que o levou a morrer por nós na cruz. (Cf. Jo 3,16) Quem garante tudo isso é o Espírito Santo e a intenção verdadeira da Igreja que celebra os Mistérios de Cristo por sucessão apostólica. Isso quer dizer, que recebemos de Cristo e dos Apóstolos.
A Santa Missa é a maior oração que podemos fazer, pois Ela é a atualização da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Após a comunhão, apesar da Igreja lotada estava rezando e contemplando O Mistério que enchia meu coração. A Eucaristia, que o Sacerdote consagrou, do mesmo Jeito e Palavras que fez Jesus na ultima ceia com os seus discípulos. Neste momento meu coração triste e saudoso foi preenchido pela presença amorosa de Cristo que derramava seu Sangue precioso sobre mim e ali eu vivi a realidade do amor de Deus, que me resgatava daquele momento de tristeza e saudade. Cumpriu-se a Palavra de Deus : “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap. 21, 5) essa é a promessa do Pai atrvés da Paixão, Morte e Ressurreição que vai se cumprir em sua vida! Sua mão ensangüentada tocou em mim.
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Hoje quero convidar você a rezar e a viver a liturgia desta Semana, clamando as mãos ensangüentadas de Jesus, Suas Santas Chagas e experimentar a ressurreição e a Salvação. Apresentemos onde mais precisamos que Jesus nos toque. É importantíssimo participar das funções litúrgicas na sua paróquia e renovar sua fé e seu batismo junto com a sua comunidade, por isso, procure saber os horários de cada celebração.
O Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor abre solenemente a Semana Santa. No século IV, já encontramos em Jerusalém notícias sobre uma celebração que procurava recordar o mais exatamente possível à entrada histórica de Jesus de Nazaré na cidade. Cristo que é saudado como Messias e Rei entra voluntariamente para sua Paixão. A liturgia das palmas antecipa neste domingo, chamado de páscoa florida, o triunfo da ressurreição, enquanto que a leitura da Paixão nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo o Senhor.
Sentido do Tríduo Pascal
O Tríduo Pascal é a maior celebração das comunidades cristãs. A Páscoa é o centro do ano litúrgico, fonte que alimenta a nossa vida de fé. Celebrar o Tríduo Pascal da paixão e ressurreição do Senhor é celebrar a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus que o Cristo realizou quando, morrendo, destruiu a nossa morte e ressuscitando, renovou a vida.
Quando teve início o Tríduo Pascal?
No final do século IV, encontramos já organizado um tríduo pascal, que Santo Agostinho recomendava vivamente a seus fiéis. Formavam, em princípio, o tríduo: a sexta-feira, o sábado e o domingo. É no século VII que o tríduo se inicia com a “Ceia do Senhor” na tarde da quinta-feira, com o que fica ele constituído pela quinta-feira, pela sexta-feira e pelo sábado – aí incluída a vigília pascal. As três datas formam uma unidade: a celebração do mistério pascal.
O que celebramos na Quinta-feira Santa?
O Senhor celebrara com os seus a última ceia no contexto da páscoa judaica: a comemoração da passagem de Israel pelo Mar Vermelho. Nesse dia, Cristo inaugura à nova Páscoa, a da aliança nova e eterna, a de seu pão compartilhado e seu sangue derramado, a de seu amor levado ao extremo e do mandato do amor para nós, a de sua passagem pela morte à ressurreição, a Páscoa que devemos celebrar em sua comemoração. Eucaristia, sacerdócio, mandato do amor e nova Páscoa do Senhor são o conteúdo preciso da missa da Ceia do Senhor. O transporte das formas (hóstias) consagradas à urna para a comunhão da sexta-feira inicia-se no século XIII. O “monumento” (local físico) é elemento acidental e só encontra sentido em vinculação com o mistério celebrado: agradecimento ao amor de Cristo e oração-reflexão do mistério pascal.
O que celebramos na Sexta-feira Santa?
Como vem acontecendo há muito tempo, hoje não se celebra a missa, tendo lugar à celebração da morte do Senhor: o mistério que é celebrado é uma cruz dolorosa e sangrenta, mas ao mesmo tempo vitoriosa e resplandecente. Trata-se de morte, a de Cristo, real e tremenda; mas é passagem para uma vida ressuscitada e eterna. O amor de Deus, que é vida, terá mais poder do que o pecado do homem, que é morte. A celebração incorpora-nos à redenção de Cristo e a seu mistério de salvação universal: pela morte à vida.
O que celebramos na Vigília Pascal?
Contamos com documentos do início do século III, que apresentam alguns elementos desta celebração, tais como: jejum, oração, eucaristia – e até batismo, com a bênção da “fonte batismal”. Vão-se acrescentando depois novos elementos: o canto do Exulte, que se vê documentado no século IV e a bênção do círio pascal, no século V. Pouco a pouco, foi-se enriquecendo esta última, que deve ser “a celebração das celebrações” para o cristão, e a que Santo Agostinho denominava “Mãe de todas as vigílias”. Assim ouvimos com alegria: “Cristo ressuscitou, verdadeiramente, dos mortos”! Num duelo admirável a morte lutou contra a vida, e o Autor da vida se levanta triunfador da morte. Terminou o combate da luz com as trevas, combate histórico de Jesus com os fariseus e todas aquelas pessoas que não acolheram o Reino de Deus. Após as trevas brilhará o sol da Ressurreição!
Eis-me aqui, meu bom e dulcíssimo Jesus! Humildemente prostrado em vossa presença, eu vos peço e suplico, com toda alegria do meu ser, que graveis no meu coração os mais vivos sentimentos de fé, esperança, caridade, arrependimento dos meus pecados e firme decisão de mudar de vida. Contemplo com grande dor as vossas cinco chagas, vossas chagas gloriosas de onde jorraram o Teu Preciosíssimo Sangue. Vem tocar em mim com Tuas mãos chagadas e cura-me, liberta-me. Tendo presente as palavras que já o profeta Davi colocava em vossa boca, ó bom Jesus: “Traspassaram as minhas mãos e os meus pés e contaram todos os meus ossos”. Meu bom Jesus crucificado, que eu também saiba aceitar as contrariedade e dores da vida e socorrer os meus irmãos que sofrem. Que neste mundo eu possa viver como pessoa ressuscitada pelo amor de Deus em Cristo Jesus.Amém!
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Minha benção fraterna.
Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.
Avareza (do latim, avaritia) é um dos sete pecados capitais, é sinônimo de ganância, e é descrito como o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os acima de tudo. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades. É comum confundir esse pecado com sovinice (pão-duragem), porque a palavra Avareza em português é usada mais como sinônimo de sovinice do que de ganância. Mas no Latim, a palavra avaritia, é usada mais como sinônimo de ganância.
Para nós cristãos a avareza é a vontade exagerada e desequilibrada de possuir qualquer coisa, mais caracteristicamente, é um desejo descontrolado, uma cobiça de bens materiais e dinheiro, ganância. Mas existe também avareza por informação, poder, status ou por indivíduos, por exemplo. O avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.
Para o avaro, os bens materiais deixam de ser um meio para aquisição de bens e serviços e para a satisfação das necessidades, mas um fim em si mesmo. A virtude da generosidade é o antídoto contra a avareza.
A Avareza
A avareza ou ganância é um dos pecados capitais. São Paulo classifica a avareza como idolatria: “Mortificai, pois, os vossos membros terrenos: fornicação, impureza, paixões, desejos maus, cupidez e a avareza, que é idolatria” (Cl 3,5). A razão de o Apóstolo ver como a idolatria o apego aos bens materiais, sobretudo ao dinheiro, é que isto faz a pessoa amá-lo como a um deus.
Desde o princípio Jesus alertou os discípulos para este perigo, já no Sermão da Montanha: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedica-se a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza” (Mt 6,24).
O que importa é que a pessoa não seja escrava do dinheiro e dos bens. É claro que todos nós precisamos do dinheiro; o próprio Jesus tinha um “tesoureiro” no grupo dos Apóstolos. São Paulo afirma que “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (1Tm 6,10). Veja que, portanto, o mal não é o dinheiro em si, mas o “amor” ao dinheiro; isto é, o apego desordenado que faz a pessoa buscar o dinheiro como um fim, e não como um meio.
“Porque o sabei bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento – verdadeiros idólatras! – terão herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5,5). É importante notar aqui que não são apenas os ricos que podem se tornar avarentos, embora sejam mais levados a isto. Não é raro encontrar também o pobre avarento. Por isso, no mesmo Sermão da Montanha, Jesus alerta: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam” (Mt 6,19-20). Se Jesus recomenda “não ajuntar tesouros na terra”, é porque esta riqueza e segurança são ilusórias e não podem satisfazer-nos, por mais que o mundo nos diga que sim.
Por causa do amor ao dinheiro muitos aceitam praticar a mentira, a falsidade, o crime e a fraude. Quantos produtos falsificados! Quantos quilos que só possuem 900 gramas! Quanta enganação e trapaça nos negócios! Podemos constatar que toda a corrupção, tráfico de drogas, armas, crimes, etc., têm por trás a sede do dinheiro. Jesus recomendou ao povo: “Guardai-vos escrupulosamente de toda avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas” (Lc 12,15).
O apego aos bens desse mundo é algo muito forte em nós, quase que uma “segunda natureza”, e, portanto, só com o auxílio da graça de Deus poderemos vencer esta tentação forte. Desde pequenos fomos educados para “ganhar a vida”. Será preciso a força do Espírito Santo em nossa alma para nos “convencer” da necessidade de uma vida de desprendimento e pobreza.
Fonte de pesquisa: Prof. Felipe Aquino Livro: Os pecados e as virtudes capitais– www.cleofas.com.br
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Oração:Pai Nosso, fonte de toda generosidade e misericórdia, durante esta época de arrependimento, tende misericórdia de nós. Com nossa oração, nosso jejum e nossas boas obras, transformem nosso egoísmo em generosidade. Abri nossos corações à vossa Palavra, curai as feridas do pecado, ajudai-nos a fazer o bem neste mundo e a viver não só pra si mesmo, mas para os outros. Que transformemos a escuridão e a dor em vida e alegria. Concedei-nos estas coisas por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém.
Avançando no conhecimento, crescemos também na fé e nas armas contra o Pecado, vejamos o que O Catecismo da Igreja Católica nos diz sobre este pecado, que hoje é tão banalizado que é quase normal e natural ter e nos entregar a preguiça. Por desculpa da “lei” do menor esforço, ter tudo na mão ou na ponta dos dedos, por falta de disciplina e interesse. Quando a Acídia ou preguiça já dominou as nossas atitudes é porque ela já se instalou no coração e na vontade. E ninguém esta livre dela.
§1866 Os vícios podem ser classificados segundo as virtudes que contrariam, ou ainda ligados aos pecados capitais que a experiência cristã distinguiu seguindo S. João Cassiano e S. Gregório Magno. São chamados capitais porque geram outros pecados, outros vícios. São o orgulho, a avareza, inveja, a ira, a impureza, a gula, a preguiça ou acídia.
§2733 Outra tentação, cuja porta é aberta pela presunção, é a acídia (chamada também “preguiça”). Os Padres espirituais entendem esta palavra como uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, à diminuição da vigilância, à negligência do coração. “O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Quanto mais alto se sobe, tanto maior a queda. O desânimo doloroso é o inverso da presunção. Quem é humilde não se surpreende com sua miséria Passa então a ter mais confiança, a perseverar na constância.
§2755 Duas tentações freqüentes ameaçam a oração: a falta de fé e a acídia, que é uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, que leva ao desânimo.
Preguiça espiritual: §2094 Pode-se pecar de diversas maneiras contra o amor de Deus: a indiferença negligencia ou recusa a consideração da caridade divina, menospreza a iniciativa (de Deus em nos amar) e nega sua força. A ingratidão omite ou se recusa a reconhecer a caridade divina e a pagar amor com amor. A tibieza é uma hesitação ou uma negligência em responder ao amor divino, podendo implicar a recusa de se entregar ao dinamismo da caridade. A acídia ou preguiça espiritual chega a recusar até a alegria que vem de Deus e a ter horror ao bem divino. O ódio a Deus vem do orgulho. Opõe-se ao amor de Deus, cuja bondade nega, e atreve-se a maldizê-lo como aquele que proíbe os pecados e inflige às penas.
Na verdade, preguiça é um diagnostico de como esta a minha alma, é uma doença espiritual.
Após o pecado ter entrado na nossa história, Deus impôs ao homem “a lei severa e redentora do trabalho”, como disse o Papa Paulo VI. “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado…” (Gn. 3,19). Todo trabalho é uma continuação da atividade criadora de Deus. E Deus derrama a sua graça sobre aquele que trabalha com diligência. O trabalho é a sentinela da virtude. Se com humildade oferecemos a Deus o nosso trabalho, este adquire um valor eterno. Assim, o temporal se transforma em eterno.
A preguiça joga por terra toda esta riqueza. Querer viver sem trabalhar é como desejar a própria maldição nesta vida. São Paulo disse aos tessalonicenses: “Procurai viver com serenidade, trabalhando com vossas mãos, como vo-lo temos recomendado. É assim que vivereis honrosamente em presença dos de fora e não sereis pesados a ninguém”. (1Tes 4,11-12). O Talmud dos judeus diz que: “Não ensinar ao filho a trabalhar, é como ensinar-lhe a roubar”. Trabalhando, como homem, Jesus tornou sagrado o trabalho humano e fonte de santificação. Por isso, o lema de vida de São Bento de Nurcia, nos mosteiros, era: “Ora et Labora!” (Reza e Trabalha!). Um mau trabalhador é um mal cristão. Um operário displicente é um mal cristão. Um professor cristão e relapso é um contra testemunho cristão…
O pecado da omissão é fruto da preguiça. É por preguiça que o filho não obedece a seus pais, e muitas vezes se torna um transviado. É por preguiça que os pais muitas vezes não educam bem os seus filhos. É por preguiça de algumas mulheres que o trabalho do lar é às vezes mal feito, prejudicando os seus filhos, o esposo e a alegria do lar. É por preguiça de muitos maridos que a casa fica com as lâmpadas queimadas, o chuveiro estragado, a torneira vazando… É por preguiça que o trabalhador faz o seu serviço de maneira desleixada, prejudicando os outros que dependem dele. É por preguiça que o estudante não estuda as suas lições e se arrasta na sua caminhada e prejudica a sua formação.
É por preguiça que o cristão deixa de ir à missa, de rezar, de conhecer a doutrina da Igreja, de trabalhar na sua comunidade. Há um provérbio chinês que afirma que “não é a erva daninha que mata a planta, mas a preguiça do agricultor”.
Fonte de pesquisa: Prof. Felipe Aquino Livro: Os pecados e as virtudes capitais– www.cleofas.com.br
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Ouça o Podcast com o Professor Felipe Aquino:
Oração:Pai Todo-poderoso, daí-me coragem e decisão para não permanecer na miséria das minhas fraquezas e pecados sem nunca poder experimentar a Riqueza de ser filho de Deus. O Senhor dotou-me de dons e qualidades, de capacidade e, para completar no Batismo deu-me a graça do Espírito Santo. Agora com a Tua graça e a intercessão da Virgem Maria, quero sair desta preguiça e comodismo e dar os passos necessários e decididos para alcançar a harmonia Contigo, comigo mesmo e com os meus irmãos. Quero fazer como se tudo dependesse de mim, sabendo que tudo depende da Tua graça e misericórdia.
Conte com as minhas orações, minha benção fraterna. Padre. Luizinho, Com. Canção Nova.
O tempo da Quaresma é uma grande revisão de vida para os cristãos, por isso, acho necessário meditarmos sobre os pecados e suas conseqüências em nossas vidas, sempre a luz da Palavra de Deus e da Doutrina de nossa Igreja. Faça a leitura da Palavra de Deus (cf. Marcos 7, 14-23) hoje para você e depois vamos refletir sobre mais um pecado capital: O Papa Bento XVI disse: “O mundo não compreende o pecado”, por isso, é necessário a formação da reta consciência através da pregação e da catequese.
O pecado da Luxuria ou impureza
“É do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas…”
A gravidade do pecado da impureza, também chamado de luxúria, é que mancha um membro de Cristo. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (1Cor 12,27).
“Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (1 Cor 6,15).
“Tomarei, então, os membros de Cristo, e os farei membros de uma prostituta? Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gen 2,24)” (1 Cor 6,16). Toda vez que eu peco, o meu pecado atinge todo o corpo de Cristo. De forma especial isso ocorre no pecado da impureza; o que levava São Paulo a pedir aos coríntios, dentre os quais havia esse problema: “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (1 Cor 6,18).
São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo. “O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo: Deus que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder” (1Cor 6,13). “Glorificai, pois, a Deu s no vosso corpo” (1 Cor 6,20). Nosso corpo está destinado a ressuscitar no último dia, glorioso como o corpo de Cristo ressuscitado. “Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso…” (Fl 3,20).
Isso explica a importância do nosso corpo, que levava Paulo a dizer aos coríntios: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado – e isto sois vós” (1 Cor 3,16-17). Jesus foi intransigente com o pecado da impureza. No Sermão da Montanha, Ele disse: “Todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5,27-28). O Senhor quer assim destruir a impureza na sua raiz; isto é, no coração dos nossos pensamentos.
“Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias” (Mt 15,19).
Para viver a pureza há, então, que estarmos em alerta o tempo todo, como nos recomendou o Senhor: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Todos nós já pudemos comprovar como é fraca a natureza humana, enfraquecida pelo pecado original. Após o pecado de Adão não nos resta outro remédio: vigiar os nossos sentidos, pensamentos, olhares, gestos, palavras, atitudes, comportamentos, etc., e buscar na oração e nos sacramentos o remédio e o alimento para vencer a nossa fraqueza.
São terríveis as consequências da vida sexual antes ou fora do casamento: adolescentes grávidas, sem o mínimo preparo para serem mães; pais solteiros, filhos abandonados e “órfãos de pais vivos”, abortos, adultérios, destruição familiar, doenças venéreas, AIDS etc. O sexo é belo, mas fora do plano de Deus é um desastre, explode como uma bomba atômica.
Fonte: www.cleofas.com.br no Livro Os pecados e as virtudes capitais, Prof. Felipe Aquino.
O que é necessário para combater a Luxuria? Com certeza a virtude da Pureza, vamos ver o que o Padre Paulo Ricardo nos aconselha:
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