Estudo da Doutrina Católica

Matrimônio

1- Antigo Testamento: como é concebido nas duas narrativas sobre a origem do homem, o fim da matrimonio apresenta algumas diferenças. Em Gn 1, 27s, a diferença entre os sexos tem o objetivo da multiplicação. Em Gn 2, 18-25, o matrimonio é concebido em um nível até certo ponto mais elevado: trata-se de uma união da qual a mulher deve constituir uma ajuda para o homem, pois não é bom para o homem permanecer sozinho. Na narrativa, está implícita que a união perfeita entre os dois sexos é a união monogâmica. Sexo e matrimonio são instituições divinas, por meio das quais o homem encontra a sua plenitude. Tb 8, 5-7 alude a essa narrativa, acrescentando que o marido não deve tomar mulher por luxuria, mas com reta intenção.Em Israel, o matrimonio não era uma instituição religiosa nem social; era um contrato privado. E é essa concepção que deixa tão pouco espaço para o matrimonio na Lei hebraica, que só se ocupa do assunto em casos excepcionais. As partes contraentes não eram o marido e a mulher, mas sim a s famílias. O contrato entre as famílias era estipulado com o pagamento do mohar aos genitores da esposa; sobre o bom dado pelos genitores do esposo.Um cortejador que desejava muito uma esposa oferecia-se a pagar qualquer preço. Frequentemente, o dote da esposa incluía uma ou mais jovens servas, que permaneciam como propriedade pessoal de sua senhora. O AT não dá informações sobre a idade para o matrimonio. Provavelmente, era contraído em idade muito tenra, como ocorre nas comunidades menos civilizadas; as jovens provavelmente chegavam ao matrimonio não muito tempo depois de alcançarem à puberdade.Uma grande família, particularmente filhos era considerada uma grande alegria e uma benção por parte de Iahweh, ao passo que a mulher estéril era considerada maldita. O desejo de prole, sem duvida, constituía em grande parte a cauda da poligamia e do concubinato.

Está claro que o concubinato existia como instituição regula pelo costume e, dentro de certos limites.

O mais elevado tributo que o AT concede ao matrimonio é a adoção da união matrimonial como imagem da Aliança e do amor de Iahweh por Israel. A primeira idéia aparece em Os 2: o tema da passagem não é o direito e a pose do marido, mas o seu amor, que é mais forte que a infidelidade da mulher, esforçando-se com infinita paciência para reconquistar o seu amor.

2- Novo Testamento: o NT acrescenta algumas informações sobre os costumes matrimonias. Ele mostra que a festa nupcial era celebrada de noite. O caráter festivo da ocasião e o grande banquete são ilustrados pela narrativa das bodas de Cana, das quais Jesus participava (JO 2. 1ss).

O ensinamento de Jesus sobre o matrimonio limita-se a sua afirmação sobre a indissolubilidade do casamento. Nessa afirmação, Jesus retoma a concepção de Gn 2,18-25 e atribui à instituição divina do matrimonio não só ao matrimonio em geral, mas também a cada matrimônio em particular (Mt 19, 4-6). Aqui já existe em suas palavras certa implicação no sentido de que o matrimonio é ou pelo menos pode ser considerada uma coisa deste mundo, algo que pode impedir que o homem veja as decisões vitais: o casamento é uma das atividades da geração que perece no dilúvio (Lc 17, 27); é também uma desculpa apresentada pelo homem que não está disposto para aceitar o chamado de Deus (Mt 22,30). A partir daí, não se deve concluir que Jesus declarou-se contrario ao matrimonio, mas sim que Ele desejava que o valor do matrimônio fosse visto em sua exata medida.

Em 1 Cor 6, 16s, Paulo retoma o texto de Gn 2,24, não em relação ao matrimonio, mas como exortação a evitar a fornicação. A união carnal é união apenas na carne, sendo indigna do cristão que, unido ao Senhor, forma um só espírito com Ele. Isso introduz a prolixa discussão sobre o matrimonio de 1 Cor 7, a mais completa abordagem desse tema no NT. Ainda que menos perfeito do que a virgindade, o matrimonio é normal e necessário para evitar a fornicação. Isso implica num recíproco abandono dos direitos pessoais sobre o próprio corpo. O cônjuge cristão pode separar-se do não-cristão que se recuse a consentir em sua conversão. Aqueles que se unem em matrimonio fazem-no com a consciência de que o matrimonio como o mundo no qual vivemos, passa rapidamente. A pessoa casada é necessariamente absorvida pelas coisas do mundo e pela preocupação de agradar ao cônjuge, o que pode distraí-lo de se ocupar das coisas do Senhor.

As epistolas exortam o marido a mar sua mulher e esta submissa ao marido. O matrimonio é concebido como uma hierarquia, idéia que se baseia não apenas na concepção comum da época sobre a posição social da mulher, mas também na semelhança entre o matrimonio e relação de Cristo com a Igreja, que é exposta bastante extensamente em Ef 5, 22-33. O homem é a cabeça da mulher, como Cristo é cabeça da Igreja. Assim como Cristo, que amou a Igreja e entregou-se a si mesmo para que a Igreja pudesse ser salva e santificada, o marido deve amar e assistir ternamente sua mulher, como cuida de seu próprio corpo, porque marido e mulher são um só corpo, como Cristo e a Igreja são um só corpo. Nos evangelhos, há muitas passagens em que o período messiânico é descrito como uma festa nupcial (Mt 9,15; Mc 2, 19). 

1- Antigo Testamento: como é concebido nas duas narrativas sobre a origem do homem, o fim da matrimonio apresenta algumas diferenças. Em Gn 1, 27s, a diferença entre os sexos tem o objetivo da multiplicação. Em Gn 2, 18-25, o matrimonio é concebido em um nível até certo ponto mais elevado: trata-se de uma união da qual a mulher deve constituir uma ajuda para o homem, pois não é bom para o homem permanecer sozinho. Na narrativa, está implícita que a união perfeita entre os dois sexos é a união monogâmica. Sexo e matrimonio são instituições divinas, por meio das quais o homem encontra a sua plenitude. Tb 8, 5-7 alude a essa narrativa, acrescentando que o marido não deve tomar mulher por luxuria, mas com reta intenção.Em Israel, o matrimonio não era uma instituição religiosa nem social; era um contrato privado. E é essa concepção que deixa tão pouco espaço para o matrimonio na Lei hebraica, que só se ocupa do assunto em casos excepcionais. As partes contraentes não eram o marido e a mulher, mas sim a s famílias. O contrato entre as famílias era estipulado com o pagamento do mohar aos genitores da esposa; sobre o bom dado pelos genitores do esposo.Um cortejador que desejava muito uma esposa oferecia-se a pagar qualquer preço. Frequentemente, o dote da esposa incluía uma ou mais jovens servas, que permaneciam como propriedade pessoal de sua senhora. O AT não dá informações sobre a idade para o matrimonio. Provavelmente, era contraído em idade muito tenra, como ocorre nas comunidades menos civilizadas; as jovens provavelmente chegavam ao matrimonio não muito tempo depois de alcançarem à puberdade.Uma grande família, particularmente filhos era considerada uma grande alegria e uma benção por parte de Iahweh, ao passo que a mulher estéril era considerada maldita. O desejo de prole, sem duvida, constituía em grande parte a cauda da poligamia e do concubinato.

Está claro que o concubinato existia como instituição regula pelo costume e, dentro de certos limites.

O mais elevado tributo que o AT concede ao matrimonio é a adoção da união matrimonial como imagem da Aliança e do amor de Iahweh por Israel. A primeira idéia aparece em Os 2: o tema da passagem não é o direito e a pose do marido, mas o seu amor, que é mais forte que a infidelidade da mulher, esforçando-se com infinita paciência para reconquistar o seu amor.

2- Novo Testamento: o NT acrescenta algumas informações sobre os costumes matrimonias. Ele mostra que a festa nupcial era celebrada de noite. O caráter festivo da ocasião e o grande banquete são ilustrados pela narrativa das bodas de Cana, das quais Jesus participava (JO 2. 1ss).

O ensinamento de Jesus sobre o matrimonio limita-se a sua afirmação sobre a indissolubilidade do casamento. Nessa afirmação, Jesus retoma a concepção de Gn 2,18-25 e atribui à instituição divina do matrimonio não só ao matrimonio em geral, mas também a cada matrimônio em particular (Mt 19, 4-6). Aqui já existe em suas palavras certa implicação no sentido de que o matrimonio é ou pelo menos pode ser considerada uma coisa deste mundo, algo que pode impedir que o homem veja as decisões vitais: o casamento é uma das atividades da geração que perece no dilúvio (Lc 17, 27); é também uma desculpa apresentada pelo homem que não está disposto para aceitar o chamado de Deus (Mt 22,30). A partir daí, não se deve concluir que Jesus declarou-se contrario ao matrimonio, mas sim que Ele desejava que o valor do matrimônio fosse visto em sua exata medida.

Em 1 Cor 6, 16s, Paulo retoma o texto de Gn 2,24, não em relação ao matrimonio, mas como exortação a evitar a fornicação. A união carnal é união apenas na carne, sendo indigna do cristão que, unido ao Senhor, forma um só espírito com Ele. Isso introduz a prolixa discussão sobre o matrimonio de 1 Cor 7, a mais completa abordagem desse tema no NT. Ainda que menos perfeito do que a virgindade, o matrimonio é normal e necessário para evitar a fornicação. Isso implica num recíproco abandono dos direitos pessoais sobre o próprio corpo. O cônjuge cristão pode separar-se do não-cristão que se recuse a consentir em sua conversão. Aqueles que se unem em matrimonio fazem-no com a consciência de que o matrimonio como o mundo no qual vivemos, passa rapidamente. A pessoa casada é necessariamente absorvida pelas coisas do mundo e pela preocupação de agradar ao cônjuge, o que pode distraí-lo de se ocupar das coisas do Senhor.

As epistolas exortam o marido a mar sua mulher e esta submissa ao marido. O matrimonio é concebido como uma hierarquia, idéia que se baseia não apenas na concepção comum da época sobre a posição social da mulher, mas também na semelhança entre o matrimonio e relação de Cristo com a Igreja, que é exposta bastante extensamente em Ef 5, 22-33. O homem é a cabeça da mulher, como Cristo é cabeça da Igreja. Assim como Cristo, que amou a Igreja e entregou-se a si mesmo para que a Igreja pudesse ser salva e santificada, o marido deve amar e assistir ternamente sua mulher, como cuida de seu próprio corpo, porque marido e mulher são um só corpo, como Cristo e a Igreja são um só corpo. Nos evangelhos, há muitas passagens em que o período messiânico é descrito como uma festa nupcial (Mt 9,15; Mc 2, 19).

Homem e Mulher

O texto revelado apresenta Deus comprometido com uma criação continuada: quer levar tanto o homem quanto a mulher a serem sua imagem. Por esta vocação, o homem e a mulher constituem valores autônomos; entre eles ocorre não mais complementaridade de seres incompletos e interdependentes, mas reciprocidade.

Para poder estabelecer vida comunitária nobremente interpessoal entre homem e mulher, Deus convida para cooperar nela a própria atividade dos seres humanos. Estando a ação criadora divina vinculada a operosidade humana, ela se sujeita as vicissitudes da historia do homem.

O texto revelado recorda as conseqüências do pecado nas relações entre homem e mulher mediante expressões inculturadas, próprias da época israelita (Gn 3, 16): a mulher introduz o homem ao mal; o homem tenta subjuga-la; em sua própria intimidade se sentem estranhos e envergonhados um diante do outro.

Esta experiência de desigualdade entre homem e mulher influirá no próprio modo de imaginar e representar Deus. A Sagrada Escritura quando fala de Deus, embora o apresente como ser assexuado (Jô 9, 32) e espírito, trata-o implicitamente como varão (Jo 4, 24). O próprio Verbo de Deus ao se encarnar é o Cristo Jesus, Deus-homem. Tudo isso contribuiu implicitamente para a supremacia do homem sobre a mulher.

São Paulo lembra a indicação utópica do Evangelho: o homem e a mulher constituem ser na aliança de caridade com Deus em Cristo (Gl 3, 28); por isso mesmo, a mulher, no exercício de ministérios e profecia, é igual ao Homem. Por outro lado e simultaneamente, são Paulo declara respeitar os costumes de sua época (1 Cor 11, 2-16). Seguindo estes costumes e participando da vida caritativa de Cristo vivo na Igreja, exige que a mulher seja submissa ao marido, que use véu como sinal de submissão e que permaneça silenciosa n assembléia, deixando-se instruir pelo marido.

 

 

I – Homem e mulher Ele os criou (Gn 1, 27). 

 No AT diferença sexual está em primeiro lugar ligada a convicção de que o homem foi criado a imagem de Deus. O contexto imediato desta passagem, devida ao redator sacerdotal, se limita a ligar a diferença sexual do homem e da mulher com a fecundidade de Deus que transmite a vida e domina o universo. O ponto de vista javista é mais completo. A seus olhos, o que fundamenta a diferença sexual é a necessidade que tem o homem de viver em sociedade: Não é bom que o homem esteja só. É preciso que lhe faça uma auxiliar que lhe seja adequada (Gn 2,18). A fecundidade, não esquecida por este autor, acrescenta-se a relação de alteridade dos sexos.

Estas duas motivações situam o individuo num contexto social. Mas  o pecado, separação de Deus, introduz ai distancia e medo. Daí para diante a relação sexual é ambígua: não deixa de ser fundamentalmente boa, mas caiu sob o domínio da força de divisão que é o pecado. Em vez da alegria diante da diferença irredutível do outro, é, nos parceiros o desejo da posse egoísta. O impulso sexual, caracterizado pela extroversão, é perturbado por um movimento de introversão: em vez de se voltar para o outro, ele se concentra em si próprio.

A bondade e o valor da relação sexual no casamento jamais foram postos em duvida na Bíblia. Não só no Cântico dos Cânticos, mas também na maioria dos livros vemos apontados, a propósito do casamento, esses dois aspectos de alteridade e de fecundidade.

Jesus, retomando os próprios termos do Gênesis, sublinha a indissolubilidade do casal assim formado (Mt 19,4 ss). Paulo, enfim, que as vezes é injustamente qualificado de asceta hostil a vida sexual, dá aos esposos orientações ainda validas para os ilusórios contemporâneos. Contra os ilusórios desejos de continência manifestada pelos corintios, lembra ele a senda normal do casamento, o dever das relações sexuais.

 

 

II- “ Não há nem homem nem mulher, pois todos vós sois um só
em Cristo Jesus” ( Gl 3, 28)
 

 

Essa afirmação não nega nada das perspectivas antes apontadas, mas a vinda de Jesus determinou, na situação respectiva do homem e da mulher, uma mudança que confere a condição sexual e sua verdadeira dimensão.

Jesus não elaborou a respectiva teoria, mas adotou por própria conta um comportamento particular e endereçou aos homens um apelo. Com efeito, Jesus não viveu como os rabis judaicos que pelo costume deviam ser casados. A provável pratica do celibato entre os essênios talvez contribuiu para excluir reações de estranheza ou escândalo pela situação de Jesus neste ponto. Mas Jesus não se trata dum ascetismo hostil à mulher. Compreendemos qual a sua motivação nas seguintes palavras que constituem uma velada confidencia: “Há eunucos que se fizeram tais em vista do Reino dos céus!” (Mt 19,12).

Essa declaração é um convite para “ os que a podem compreender”; ela  tem em Lucas um paralelo igualmente rude: para ser discípulo de Jesus é preciso renunciar a sua própria mulher ( Lc 14,26). Tal programa de vida só se compreende em função duma realidade nova, que se revela em Jesus: a vinda do Reino de Deus, no qual se entra seguindo-o. O acesso a esta nova ordem de coisas pode convidar a ir além do mandamento da criação, dando um sentido a continência voluntária.

Seguindo nas pegadas de Jesus, Paulo, que talvez tivesse sido casado, se faz advogado da virgindade. Há dois motivos para esse comportamento novo: o carisma dum chamado particular, semelhante ao que ele próprio escutou, e a situação criada pelo fim dos tempos iniciado
em Jesus. O fato de estar-se nos últimos tempos, acarreta, com efeito, a distinção de duas novas categorias da humanidade: a antiga oposição homem/mulher vem acrescentar-se a oposição casado/virgem. Esses dois tipos de homens ou de mulheres são necessários para constituir e exprimir de maneira complementar a plenitude do Reino dos céus.  Seria, portanto errôneo dizer, levando em conta apenas as afirmações do AT, que o homem ou a mulher só podem chegar a plena realização pela união, efetiva com o parceiro sexual. Com efeito, na comunidade humana total recapitulada
em Cristo Jesus, é possível comungar com um Tu embora renunciando ao exercício carnal da sexualidade.

A Sexualidade na Palavra Revelada

A palavra descreve acontecimentos salvíficos realizados no seio da historia humana.

O povo hebreu antigo sentia vergonha e pudor diante de sua vida sexual genital (Lv) 20,210; considerava-a como inerente a esfera animal pessoal, que devia releger ao terreno do privativo e do reservado, cuja experiência concreta contaminava por estar totalmente sujeita a ação de forças perigosas ou de tabus (Gn 34,5; 1Sm 21,5; Lv 15,2). Quando alguém havia praticado um ato sexual, devia purificar-se para poder aproximar-se de praticas de culto prestado a divindade (Nm 6,20-21).

Segundo o ensinamento de Jesus, não se provoca a impureza pelo contato com as coisas, sempre que exista a pureza de coração (Mt 5,8). A impureza é produzida unicamente pelo pecado “Para os puros todas as coisas são puras” (Tt 1.15), até o ato sexual. O ato sexual não contanima, somente exige ser praticado moralmente, isto é, com domínio de si. Só é preciso purificar-se da impureza que nasce do pecado. Mas de que modo? A purificação do pecado é obtida por meio do sangue de Cristo e graças a sua palavra.

Pedro, pertinaz em não se esquecer das prescrições sobre a pureza ritual, é admoestado em uma visão (AT 10,15; 15 9). O próprio Paulo constata como a comunidade se acha dividida por causa das impurezas cultuais e como a nova prática evangélica libertadora pode suscitar escândalo entre alguns (Rm 14,20).

Na palavra revelada, a sexualidade não só fica libertada da superestrutura cultural de impureza, mas, além disto, é tratada em seu sentido autentico. É considerada como relação humana; inclusive com a mais profunda das relações interpessoais. Por este motivo é confiada a sexualidade a função procriadora, que tem que ser exercita unicamente dentro do matrimonio monogâmico. Se a sagrada escritura autoriza a poligamia de maneira provisória e excepcional, fá-lo unicamente para favorecer a missão procriadora.

Em relação a sexualidade, a revelação se preocupa não tanto com ditar normas morais ou reguladoras quanto com indicar seu sentido mais profundo em relação ao acontecimento salvífico. A sexualidade é utilizada como simbolismo para descrever as relações de aliança entre Deus e seu povo ( Ez 16 e 23 ; Is 50, 1). Ao povo eleito recomenda-se que viva sua experiência sexual de maneira tal que reflita a aliança entre Deus e seu povo. Da mesma forma como se estabeleceu a aliança, deve ser vivida a sexualidade conjugal, pois esta deve ser espelho simbólico de como Deus vive em união com os seres humanos. Por esta razão aliança cristã a união dos esposos é chamada a simbolizar o modo como Deus está unido em Cristo ao povo constituído Igreja.

E quando apresentam a Jesus o problema de saber se existirá ou não experiência conjugal sexual na vida futura, Ele lembra que  na aliança escatológica se consumará a comunhão total do amor com Deus, consumação que tornará desnecessário todo e qualquer simbolismo sexual.

 A sexualidade se apresenta na palavra revelada de acordo com aspectos dialeticamente entrelaçados. Representa em si mesma uma realidade boa criada por Deus, embora desorientada pelo pecado. Deve ser vivida rm si mesma, libertando-a de todo condicionamento de impureza cultual, embora se deva tentar viver superando-a para caminhar melhor rumo ao reino de Deus. Deve aceitar seu sentido humano realista, acima de tudo aspecto mitológico-cosmico, embora deva ser exercido como simbolismo da aliança com Deus em Cristo.