Campanha de Oraçao:”Clamando pelas bençaos de 2010″.

Arquivado em: Avivamento, Espiritualidade, Grupo Vence Brasil, Juventude, Missa do Clube do Ouvinte — Padre Roger Luis at 8:03 pm on quarta-feira, janeiro 20, 2010


Queridos amigos, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e de Jesus nosso amado Senhor, que a unçao do Espírito recaia sobre você.

Ainda em 2010 o Senhor falava ao meu coraçao para que em janeiro eu convocasse uma Campanha de Oraçao, com o tema: “Clamando pelas bençaos de 2010”, e me deu o texto de Dt 28, 1-8!

Nao poderia imaginar que 2010 começaria com tantas tragédias, como as chuvas e os terremotos – Angra dos Reis; Sao Luiz do Paraitinga; Haiti; Sul do Brasil e tantos outros lugares que temos sido testemunhas da fúria da natureza.

Isso nos chama a atençao e nos confirma nessa campanha – precisamos realmente clamar pelas bençaos, acreditar nas bençaos de Deus e acreditar que Ele pode intervir na nossa vida e ser consolo e força na vida daqueles que hoje padecem, que sofrem com todas essas calamidades.

O texto inspirado por Deus nos diz que: “Se obedeceres fielmente à voz do Senhor teu Deus, observando e praticando todos os mandamentos que hoje te prescrevo, o Senhor teu Deus te elevará acima de todos os povos da terra”. (Dt 28, 1). Já no primeiro versículo o Senhor fala de obediência, observância e prática. Obedecer a que? À voz do Senhor e aos seus mandamentos.

Essa campanha de oraçao inspira a isso, a começarmos o ano de 2010 buscando a fidelidade a Deus, obedecendo os mandamentos e a voz do Senhor. Isso precisa marcar nossa campanha de oraçao, isso precisa marcar 2010. Nao tenho dúvidas de que esse ano é de bençaos e de vitórias, porém, tenho a plena certeza de que precisamos ser colaboradores de Deus para que as mesmas aconteçam, dando o primeiro passo, de acreditar no Senhor, de seguí-Lo, de viver com radicalidade os mandamentos, de obedecer a voz de Deus e observar os mandamentos.

Temos a tendência de ser um povo rebelde, que nao gosta de seguir regras, somos as vezes desobedientes, queremos ser idenpendentes. Vamos ver algo bem concreto: se eu desobedeço às leis de trânsito, eu sofro puniçoes, recebo multas e posso até mesmo perder a permissao de dirigir. Sao consequências da desobediência a uma lei de trânsito. Muitas vezes a desobediências das mesmas sao catastróficas, provocam graves acidentes e levam muitos à morte. No mundo espiritual é da mesma maneira, acabo pagando pelas minhas opçoes erradas, pela desobediência, por nao viver o que eu tinha que viver. Sao Paulo vai nos alertar: “O salário do pecado é a morte”!

A campanha de oraçao que começamos hoje nos chama a um passo de fidelidade, de obediência, de observância. Depende de cada um de nós, precisamos dar os passos e seguir a Deus sem impor condiçoes. Essas sao as promessas que nos acompanharao se assim nos comportarmos: “Se obedeceres à voz do Senhor teu Deus, virao sobre ti e te seguirao todas essas bênçaos: Bendito serás na cidade e bendito no campo. Bendito será o fruto do teu ventre, o fruto da terra, a cria dos animais, do gado e das ovelhas. Bendita será tua cesta e tua amassadeira. Bendito serás ao entrar e bendito ao sair. O Senhor desbaratará diante de ti os inimigos que se levantarem contra ti. Se vierem por um caminho, fugirao à tua vista por sete caminhos. O Senhor fará a bençao estar contigo nos celeiros e em todo o trabalho de tuas maos. E o Senhor te abençoará na terra que te dá”. (Dt 28, 2-8).

Vejam que promessas maravilhosas que o Senhor faz a nós. Quero proclamar que 2010 é ano de bençaos, e em nome de Jesus dizer que o inimigo nao vai conseguir nos desanimar diante das más noticias. Proclame a bençao de Deus sobre a sua vida, a sua família, o seu trabalho, o seu casamento, a vida de seus filhos, sobre sua afetividade e sexualidade, proclame um ano de bençaos do Senhor. Viva com intensidade a obediência, a fidelidade e a observância.

Providencialmente a primeira leitura da Missa de hoje, fala da vitória de Davi sobre o gigante Golias. Mas Davi tinha uma grande certeza, de que Deus venceria por ele aquele combate. É o Senhor o vencedor. Coloquemos a nossa confiança no Senhor, busquemos a fidelidade.

Deus está nesta campanha de oraçao procurando os “Guerreiros da Oraçao”, Davi tinha cinco pedrinhas no seu alforge, no embornal. Nós as temos também: Eucaristia, Confissao, Rosário, Jejum e a Palavra de Deus. Retomemos nossa vida espiritual, comecemos 2010 caminhando em bençaos, assumamos que é o Senhor que vencerá todos os gigantes que se levantarao neste ano. Eu quero ser fiel, e você?

Terminho com a exortaçao de Sao Paulo: “Pois embora, vivendo na carne, nao militamos segundo a carne. As armas do nosso combate nao sao carnais. Sao armas poderosas aos olhos de Deus, capazes de derrubar fortalezas”. (2 Cor 10, 3-4).

Os propósitos da nossa campanha sao:

- Obediência e oberservância dos mandamentos de Deus;
- Guerrear na oraçao: (Participar da Santa Missa se possível diariamente; rezar pelo menos um terço todos os dias; jejuar nas quartas e nas sextas; buscar a confissao; ler a Bíblia diariamente; buscar momentos de adoraçao a Jesus Eucarísticos).
- Escrever uma carta para Jesus colocando as bençaos que você quer conquistar em 2010.
- Apresentar essa carta nas oraçoes e na Missa do Clube.

Nossa campanha de oraçao acontecerá duranto sete semanas, tendo como momento forte as Missas do Clube da Evangelizaçao!
Estamos unidos!
Deus abençoe!
Pe.Roger Luis
Cançao Nova

A alegria de ser de Deus!

Arquivado em: Avivamento, Espiritualidade, Grupo Vence Brasil, Juventude, Missa do Clube do Ouvinte — Padre Roger Luis at 8:52 pm on domingo, janeiro 10, 2010

No dia de hoje acordei com o coraçao em louvor e gratidao ao Deus Eterno, Poderoso, Consolador, Fiel, Refúgio Seguro, Socorro nos momentos de afliçao, Amparo, Sustento…

Celebramos o Batismo de Jesus. Estou louvando a Deus por ser Cristao, por ser Católico, por fazer parte dessa linda Igreja, por fazer parte de um povo vigoroso e que tem saudade do céu, de um povo que deseja o Eterno.

Estou com Cristo, celebrando também o meu Batismo. Foi no dia 11 de dezembro do ano de 1976, na Paróquia de Sao Benedito, em Itaperuna-RJ. Estou louvando a Deus pelo Padre que me batizou, nosso queridíssimo Mons.Lamar. Como sou grato a Jesus por viver com tanta intensidade a minha vida eclesial.

Por um período de cinco anos estive afastado do caminho do Senhor, vivi longe de Jesus, mas Ele sempre esteve perto de mim como está pertinho de você agora. Vivi nas drogas, numa vida prostituída, totalmente mundana, mas nunca me esqueci dos ensinamentos que recebi na Catequese da Primeira Comunhao e do Crisma. Quando o Senhor falou comigo num baile Funk no Rio de Janeiro, eu me lembrei da Catequese e da Parábola do “Filho Pródigo”, me identificando com aquele jovem que pediu sua herança e foi embora, gastar com as bebedeiras, prostitutas, etc.

Resolvi voltar como ele, e como o pai que o acolheu de volta sem fazer perguntas, perdoando tudo o que ele tinha feito, dando uma túnica nova, um anel novo e uma sandália; a Igreja fez o mesmo comigo: me perdoou pelo Sacramento da Confissao, me acolheu de volta, me deu a autoridade de filho amado de Deus como representa aquele anel dado pelo pai ao filho, e quando descobri minha vocaçao, recebi uma túnica nova e as sandálias para anunciar a Boa Notícia - Jesus!Aleluia!

A Igreja me recebeu com festa e o céu também, ao invés de matar um novilho gordo, a festa foi celebrada com um Cordeiro Imolado, o Salvador, minha festa de retorno foi a Santa Missa, que hoje por misericórdia eu posso celebrar. Um dia eu fui perdoado e hoje eu posso perdoar pelo Sacramento da Confissao. Isso tudo é tremendo, é maravilhoso, é inexplicável. Só experimentando.

Amo a minha Igreja, sou muito feliz por ser Cristao, por ser Católico. O meu coraçao transborda de alegria por eu ser de Deus. Obrigado, Senhor! Aleluia!

Convido você no dia de hoje a entregar-se inteiramente nas maos do Senhor e fazer essa linda experiência. Aceite-O como único Senhor da sua vida, arrependa-se dos seus pecados e volte para Deus, volte para a Igreja, procure um Sacerdote, se confesse e deixa o próprio Deus dar a festa pelo seu retorno: A Santa Missa! Sei que você tem sentido saudade da Eucaristia! Ele está te esperando…

Estamos unidos!
Bem vindo ao coraçao da Igreja!
É bom demais ser Católico!
Deus abençoe!
Seu irmao,
Pe.Roger Luis
Cançao Nova

Os “Herodes” do nosso tempo!

Arquivado em: Avivamento, Espiritualidade, Grupo Vence Brasil, Juventude, Missa do Clube do Ouvinte — Padre Roger Luis at 6:36 pm on segunda-feira, dezembro 28, 2009

Hoje a Igreja celebra os “Santos Inocentes”, que sao aquelas crianças que foram mortas a mando do Rei Herodes, pois ele queria matar o Menino Jesus. Foram muitas as crianças assassinadas naquele tempo por ordem do rei. O Profeta Jeremias já havia dito: “Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e nao quer ser consolada, porque eles nao existem mais”.

Percebemos ser uma grande artimanha do inimgo de Deus querer destruir as crianças. Nos tempos atuais temos visto como nossas crianças tem sido atacadas, como vemos noticias de crianças abandonadas pelos pais em latas de lixo, em lagos, jogadas em tantos lugares. Vemos a pureza das nossas crianças sendo corrompida por músicas sensuais, por incentivo de programas de TV, etc. Acabamos assistindo a entrada da violência pelos desenhos animados que acabam influenciando o pensamento e as atitudes dessas crianças. Como tudo isso é preocupante. Existem “” do nosso tempo que querem acabar com nossas ciranças. Sem falar do crescimento da pedofilia, que temos que combater e tornar nossas leis mais rigorosas quanto a isso, tendo a coragem de denunciar sempre que tivermos ciência de um caso desses.

Nao escutamos mais o grito de Raquel chorando pelos seus filhos, mas escutamos o grito silencioso de milhares de crianças que estao sendo abortadas pelas suas maes. Temos escutado um grito silencioso pedindo justiça, grito esse que milhares de indefesos abortados tem expressado diante de Deus e de Sua justiça. A justiça de Deus precisa agir diante desses governos que aprovam tais leis, a justiça de Deus precisa agir diante de planos e projetos governamentais que aprovam a matança das crianças indefesas. Sao eles, que estao no poder como Herodes estava naquela época e que promovem essa realidade horrenda. Temos que nos impor e expressar o nosso repúdio a esses governantes.

No dia 24 de dezembro, pude fazer a consagraçao de uma criança à Virgem Maria. Um menino lindo, esperto, cheio de vida. Essa criança tao querida e amada veio ao mundo por que sua mae e toda a famíia fizeram a opçao de tê-lo, pois ele é fruto de um estupro, de algo brutal. Como louvei a Deus nos meses de gestaçao dessa criança, como agradeci a essa família que teve a coragem de nadar contra a correnteza e entender que essa criança nao tem culpa de nada e nao merecia morrer, mas deveria ter uma chance de viver e ser testemunha do amor de Deus. Temos que ter essa coragem!

José, esposo de Maria, foi avisado em sonho que Herodes queria matar o Menino Jesus. Fugiu, colocou-se na defesa do Menino indefeso e frágil. Pais, maes, avós, tios, amigos, entrem em defesa das crianças indefesas. Seja qual for a situaçao de gestaçao, façam a opçao pela vida, por nao matarem crianças indefesas.

A lei natural nos mostra que é instinto da mae defender seus filhos, a sua cria: tenta pegar um pintinho de uma ganhinha, ela parte para cima de bico e unhas para defender seu filhote; faça a experiência de pegar um cachorrinho recem nascido de sua mae cachorra e verás que ela o defenderá com todo o vigor; já vimos pesquisas nas selvas mostrarem que em tempo de fome, maes chipanzés cortaram o próprio pulso para alimentar com seu próprio sangue os filhotes…todos esses animais sao irracionais, mas estao dando um banho de vida e exemplo nos animais racionais, que somos nós os homens. Estamos perdendo a dignidade, estamos perdendo o instinto próprio dado por Deus, estamos perdendo o amor à vida.

Estejamos atentos, novos “Herodes” estao governando nossas naçoes e querem de todas as maneiras, matarem nossas crianças indefesas.

Sejamos como José e Maria, defensores das nossas crianças indefesas!
Contem comigo e com minha oraçao!
Deus abençoe!
Pe.Roger Luis
Cançao Nova

Três anos de vida sacerdotal,tempo de fazer memória!

Arquivado em: Avivamento, Espiritualidade, Grupo Vence Brasil, Juventude, Missa do Clube do Ouvinte — Padre Roger Luis at 5:16 am on sábado, dezembro 12, 2009

Queridos amigos,
No dia de hoje faço três anos de ministério Sacerdotal. É sempre bom fazer memória das maravilhas de Deus. Posso olhar para trás e louvar a Deus por tudo o que Ele tem feito em meu favor e através de mim. Quero cada dia mais ser fiel ao Senhor e dar uma resposta a altura de tao sublime vocaçao que por misericórdia recebi de Deus. Desejo do fundo do coraçao corresponder com esse grandioso dom. Deixo abaixo o homilia da minha Ordenaçao. Peço que você ore por mim, para que eu seja fiel e cumpra a missao que o Senhor me confiou.

“O Roger sentiu esse chamado, e vocação afinal das contas tem haver com a nossa liberdade. Afinal de contas o Roger fez uma pergunta em sua vida: “o que eu faço da minha existência, para onde eu vou, o que vou fazer?”

É uma pergunta que ninguém pode fugir dela, e todos os que estão aqui presente, jovens, rapazes e moças, tenham a coragem de fazer essa pergunta. Porque vivemos num tempo em que as pessoas carecem de objetivos grandes, de sonhos grandes, de grandes ideais. Use a sua liberdade para buscar as coisas do alto, buscar coisas grandes, não nivele a sua vida pelo rodapé.

A pessoa tem que ter as condições para ser padre, como para a vocação do casamento tem que ter as condições. Como a pessoa pensa em casamento se não tem a disposição de compartilhar com o esposo e com a esposa a vida inteira? Se quiser guardar a vida para si mesmo, não amadureceu para o matrimônio. As pessoas casadas que estão aqui sabem disso; é uma outra pessoa interferindo na sua vida todos os dias, vinte e quatro horas por dia. É maravilhoso! Mais alguém pode dizer: “Prende!” Mas você só será feliz quando encontrar algo ou alguém capaz de prendê-lo (a). Ou é o esposo que Deus vai lhe dar, ou é a esposa que Deus vai lhe dar; ou uma vocação de consagração.

Liberdade não é ficar correndo pela vida ao léo, sem rumo. Liberdade é um ato de entrega, é um ato de oblação da própria vontade.

A Igreja precisa reconhecer a vocação! A Igreja através do Bispo deve reconhecer uma vocação. O que o Roger poderia fazer da vida? É uma pessoa inteligente, com saúde, com disposição. Talvez quando estava discernindo, muitas pessoas tenham dito: “mais não é necessário fazer isso, você pode fazer muitas outras coisas na vida.” E pode até aparecer gente que tenha dito assim: “Mais você pode servir a Deus sem ser padre”. E pode! Quando é a vocação da pessoa servir a Deus num outro estado de vida. Mas quando Deus fez brotar dentro do coração a vocação, e uma palavra da Escritura que numa conversa com uma pessoa veio muito a tona: “Desde o ventre de minha mãe (dizia o profeta Jeremias) o Senhor me escolheu”.(Jr 1, 5). Desde o ventre de minha mãe; uma existência chamada a se consagrar ao Senhor. Deus o marcou desde sempre.

Então a pessoa não é livre? É! Porque ele poderia ter dito não, mas comprometeu a sua liberdade e descobriu o seu caminho de felicidade na estrada em que ele percorre agora.

Deixe-me enxergar o padre, primeiro através da Festa que celebramos hoje (Nossa Senhora de Guadalupe). A primeira vez que eu fui ao Santuário de Guadalupe no México, eu vi pelas estradas afora um sem número de peregrinações. Eu via pessoas simples, via índios, não sei quanta gente se dirigindo ao Santuário, e as pessoas tem uma forma de organização, vão parando nas cidades e as paróquias dão as refeições, e as pessoas fazem, centenas de quilômetros a pé para chegarem
em Guadalupe. Eu concelebrei uma Santa Missa naquele Santuário repleto de gente. Eu via os Sacerdotes que conduziam o povo.

Você como padre, deve ser o homem que ajuda a vida do nosso povo a ser uma peregrinação, um caminho para o grande santuário da comunhão com Deus, um caminho para o grande santuário da plenitude da vida.

Na história de Nossa Senhora de Guadalupe, o índio Ruan Diego, hoje canonizado, encontra uma senhora bonita, que lhe pede para falar com o Bispo, e o interessante é a troca de amabilidades, ela o trata no diminutivo, meu filhinho, meu pequeno, e ele a trata também a menorzinha, é um jeito carinhoso, e ficam conversando e ele quer escapulir. No dia seguinte ele vai visitar um parente que estava doente, e muda de caminho porque não tinha aceitado ir conversar com o Bispo e aquela moça aparece a ele outra vez. Ela diz para ele levar umas rosas ao Bispo. Não era tempo daquelas rosas, era tempo de frio, e ele leva aquelas rosas, e quando abre a capa onde tinha colocado as rosas para entregar ao Bispo, ali aparece a figura da Virgem Maria. Naquela tela que está lá hoje, ninguém consegue descobrir com todas as pesquisas que foram feitas, qual é o tipo de tinta com que aquilo foi pintado. Estudam aquele quadro de todo jeito, e na pupila daqueles olhos da imagem, descobrem o meio rosto do índio. Nossa Senhora que lhe aparece.

Aquela mulher com as roupas e os traços de uma mulher grávida; mostrando a plenitude dos tempos, mostrando que era a mãe de Jesus. O que nós aprendemos para o padre?

Ninguém pode ensinar o padre a ser padre como a Virgem Maria. Mas aquela que quer levar a devoção, aquela que aparece grávida, e alguém que já disse que temos que viver preenchidos, cheios, quase grávidos da graça de Deus. O padre é um gerador de vida. Roger seja fecundo como padre!

Outro dia eu disse uma coisa numa homilia e me veio o desejo de repeti-la: tenho trinta e três anos que sou sacerdote. Não me sinto de forma alguma um homem estéril. Nunca gerei fisicamente um filho, mas não sei se tem algum casal neste mundo que tenha tantos filhos como eu tenho. É uma geração diferente. O grande D.Xotá num livro chamado “A alma de todo apostolado”, ensinava que a geração dos sacerdotes são as almas. Vocês acham que o Roger tem vocação de solteirão? Nada! A figura negativa do solteirão e da solteirona, que dizem ter direito a três manias e na verdade tem trinta e três. Não! Há pessoas solteiras, mas felizes porque descobriram um rumo para a própria vida, e fecundidade. Padre não é solteirão! A vida do padre é extremamente fecunda, geradora de almas para Deus pelo batismo, gerador de comunidades. S.Paulo que dizia: “Ainda que vocês tenham muitos mestres, mais quem gerou cada um de vocês pela Palavra da vida fui eu”.

Você vai ser padre na Comunidade Canção Nova, pensa na fecundidade de um homem chamado Pe.Jonas Abib. Pense na fecundidade desta comunidade, desta obra que Deus fez surgir para a Igreja. Você vai ser padre para ser muito fecundo, você vai ser padre para ser gerador de vida. Olhe para a Virgem de Guadalupe grávida e descubra ali o padre que você deve ser. Padre Roger daqui a pouquinho, seja capaz de transformar a vida do povo de Deus em peregrinação, seja fecundo. Olhe para São Ruan Diego, aquela figura de indígena, olhe para aquele homem santo que se colocou à disposição de Nossa Senhora, à disposição da Igreja, foi portador de uma boa notícia. Saia com a sua capa e com o seu manto Roger, recolhendo rosas fora do tempo, cavando no coração das pessoas que talvez se encontre num inverno mais fechado as rosas que Deus plantou, e se dizem que não tem rosa sem espinho, eu costumo dizer que não tem espinho sem rosa! Recolha essas rosas, seja o homem que vê as coisas bonitas, seja um homem que vê as coisas positivas, anuncie o bem, recolha o bem, não seja somente um homem que mostre somente o que é errado na vida das pessoas, motive as pessoas para o bem! E você verá que essas pessoas irão se empolgar e desejarão abandonar o mal, o pecado.

Mas Ruan Diego e Nossa Senhora de Guadalupe, Guadalupe é um título, mas se você for ao Evangelho que ouvimos (Lc 1, 39-47), você encontrará algumas características para o padre, que podem muito bem acompanhá-lo hoje na sua ordenação e na sua vida sacerdotal.

Nossa Senhora sabendo que a sua prima estava grávida, foi as pressas para a casa de Isabel para servir. Uma vez vi um Bispo que escolheu como lema para a sua vida episcopal “Festinas cun Maria”, que pode traduzir-se como, com a pressa de Maria, ou com a presteza de Maria, apressado junto com Maria.

Presteza! Você tem que ser o homem da iniciativa, padre tem que fazer as coisas acontecerem, o padre tem que ter uma vida de oração tão forte que o possibilite estar com as antenas da fé ligadas à descobrir o bem que pode ser feito, apressadamente, sem perder tempo, sem fazer corpo mole. Para preparar os caminhos do Senhor, tem tomar iniciativas, tem que saber abrir picadas em meio às florestas e desertos, abrindo estradas para Deus, para que o Senhor chegue ao coração das pessoas. Com a presteza de Maria! O padre tem que ser parecido com aquelas duas mulheres, Maria e Isabel, as duas movidas pelo Espírito Santo! Sei que existe esse desejo dentro do seu coração, de se deixar conduzir pelo Espírito! Não viva para si, não faça a sua vontade, mais busque aquela que é a de Deus. Tem a disposição para viver assim, meu querido Roger, não viva segundo a carne, mas segundo o Espírito; que ideal grande! Abra sempre a carta aos Gálatas, hoje falava da filiação e um pouquinho mais à frente fala dos frutos do Espírito! Essa é a sua vocação de padre. Deixando-se conduzir pelo Espírito, você terá palavras proféticas em sua boca, como Isabel, como Maria, você terá a vida inteirinha o Magnificat nos lábios, você enxergará as coisas segundo Deus!

Enfim, porque Nossa Senhora ficou três meses na casa de Isabel, ela foi chamada a “Arca da Aliança”, porque a “Arca da Aliança” que Davi está levando para a sua cidade, passou três meses na casa de um homem chamado Obed Edom, e você que estudou Bíblia sabe que é um Midrash, um acontecimento contado á luz de um acontecimento anterior, e se torna um modelo para contar as coisas na Bíblia. Então, a Igreja reconheceu Maria que passou três meses na casa de Isabel como a nova arca da aliança.

Eu quero terminar essa homilia, desejando que você seja “Arca da Aliança”. O que havia na “Arca da Aliança”. As tábuas da lei, a vara de Aarão, aquele que bateu lá na pedra, terceiro, um pouco do maná. Tenha em seu coração três tesouros: a lei de Deus, a palavra, você é um anunciador do evangelho; o cajado, o pastoreio, seja pastor que dá a vida pelo povo de Deus; o novo maná que é a Eucaristia. Você será o homem do Altar, a Eucaristia; o homem da santificação do povo; o homem dos sacramentos e da oração; você será um pregador do Evangelho, e nós sabemos o quanto Nosso Senhor lhe deu o dom da pregação; você será o homem do pastoreio para conduzir o povo. Palavra, Eucaristia, Santificação, Oração, Pastoreio. Olhe para Nossa Senhora, e sempre que na Ladainha você disser – “Arca da Aliança” rogai por nós – peça que ela o conduza a ser um padre segundo o coração de Deus do jeito de Maria. Peça que você seja um sacerdote mariano, um sacerdote conduzido pelo carisma, essa é a sua vocação.

Alguém pode dizer: “Mais será que o senhor não inventou muita coisa para o padre?” O senhor não está exagerando?”. Eu digo a vocês que eu fui meditando essas coisas e falei o que Deus trouxe ao meu coração. E também muita coisa é fruto da comunhão que existe entre nós dois.

Se ele viver uma coisa depois da outra, o Espírito Santo vai encarregar, nem seria necessário que ele escrevesse o que eu falei hoje, mas o Espírito Santo vai o conduzir. Se você viver bem o momento presente, na fidelidade a Deus, nas inspirações do Espírito Santo, você será um padre bom, um padre feliz. Nem precisa dizer isso, porque você sabe: é muito bom ser padre. Hoje o dia é nosso e temos que fazer propaganda da nossa vocação. Desejo que o seu exemplo suscite hoje muitas vocações, especialmente nos jovens presentes nesta celebração.” (D.Alberto Taveira Correa – Arcebispo de Palmas-TO, 12 de dezembro de 2006).

Continuamos unidos no amor de Deus!
Em Cristo,
Pe.Roger Luis
Cançao Nova

Entao, a Igreja adora os santos? (Segunda Parte)

Arquivado em: Avivamento, Espiritualidade, Grupo Vence Brasil, Juventude, Missa do Clube do Ouvinte — Padre Roger Luis at 5:02 pm on segunda-feira, novembro 9, 2009

O culto aos Santos

A partir deste modo de compreender a santidade e os Santos é que se pode compreender corretamente o culto que a Igreja lhes presta.

O culto aos Santos é culto de louvor e gratidão a Deus, admirável nos seus Santos. Ao venerarmos um nosso irmão que foi santificado por Cristo, estamos reconhecendo a ação de Deus nele. Estamos também agradecendo a Deus por ter dado a graça àquele nosso irmão para que ele fosse aberto à ação do Espírito Santo. Lembremo-nos sempre: ao engrandecermos a obra de arte, louvamos e enaltecemos seu Autor! Quando a Igreja venera um seu filho que chegou à santidade, recorda-se sempre da frase de Paulo: “Pela graça de Deus sou o que sou: e sua graça a mim dispensada não foi estéril” (1Cor 15,10). Quando os cristãos exaltam as obras dos Santos, não esquecem que eles agiram pela força de Cristo, que foi o Espírito Santo do Senhor ressuscitado quem os inspirou e moveu para o bem, já que “é Deus quem opera em vós o querer e o operar” (Fl 2,13). Cumpre-se, assim, a palavra do Senhor Jesus: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte. Nem se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do alqueire, mas no candelabro, e assim ela brilha para todos os que estão na casa. Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, eles glorifiquem o Pai que está nos céus” (Mt 5,14-16).

Assim, venerar um irmão que levou a sério o Cristo e seu Evangelho e que, para nós, é um exemplo de vida, é, sobretudo, reconhecer a potência maravilhosa da graça de Deus que, em Cristo, sustenta a fragilidade humana, dando-lhe a graça de viver testemunhar o Senhor Jesus.

Atenção! É errado pensar que o louvor aos Santos é dirigido a eles somente, como se eles fossem heróis pelas próprias forças. O louvor aos Santos é, em última instância, dirigido a Deus, autor e fonte da santidade dos Santos: é Ele que é admirável nos seus Santos! Um louvor que pare no Santo é errado!

E rezar a um Santo, pedir sua intercessão? Não seria ferir a mediação única de Cristo? Vejamos agora o sentido da intercessão dos Santos e como ela não fere, mas, antes, sublinha e proclama a única mediação de Cristo.

A intercessão dos Santos

A Escritura nos ensina que todos os batizados foram revestidos de Cristo e, tornando-se uma só coisa com ele, são membros do seu Corpo, que é a Igreja. Ser cristão é estar incorporado, enxertado no Senhor Jesus ressuscitado: “Todos vós, que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo… pois todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,27); “Vós sois o corpo de Cristo e sois seus membros, cada um por sua parte” (1Cor 12,27); “Nós somos muitos, mas formamos um só corpo em Cristo” (Rm 12,27). A união nossa com Cristo é tão forte e real, tão concreta e verdadeira, que Paulo fala que o cristão é batizado (=mergulhado) em Cristo, no Cristo, dentro de Cristo: “Não sabeis que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, é na sua morte que fomos batizados?… Porque se nos tornamos uma só coisa com ele por uma morte semelhante à sua, seremos uma só coisa com ele também por uma ressurreição semelhante à sua” (Rm 6,3-9). A vida dos bem-aventurados no céu - e também já aqui na terra a vida de cada batizado - é vida em Cristo: “A graça de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6,23). A ele estamos unidos como os ramos à videira, de tal modo que vivemos da sua mesma vida: “Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o agricultor… Permanecei em mim, como eu em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanece na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto; porque sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,1.4-5). O cristão é aquele que permanece em Cristo, que vive não mais por si mesmo, mas por Cristo. A seiva, a vida nova da qual vivem os cristãos é o próprio Espírito Santo do Senhor Jesus ressuscitado, recebido no batismo: “Aquele que se une ao Senhor, constitui com ele um só Espírito” (1Cor 6,17); “Pois fomos todos batizados num só Espírito para ser um só corpo… e todos bebemos de um só Espírito” (1Cor 12,13). De tal modo isto é verdadeiro, real, que Paulo exclamava: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20); “Para mim o viver é Cristo…” (Fl 1,23). Cristo está de tal modo presente no cristão e este é de tal modo enxertado em Cristo e nele incorporado, que fazia o Apóstolo afirmar: “A vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,2). E falar também do mistério de Deus que é “o Cristo em vós, a esperança da glória” (Cl 1,27). Aparece assim claramente que os batizados - particularmente os que estão na Glória - são uma só coisa com Cristo, estão em Cristo, foram «con-formados» com Cristo, são membros de Cristo, que é Cabeça de todos. Não há, para aqueles que estão na Glória, outra vida que não a de Cristo e em Cristo!

Ora, o Espírito de Cristo ressuscitado em nós, fazendo-nos uma só coisa com o Senhor Jesus, suscita em nós os bons sentimentos e as boas obras: tudo de bom que pensamos e fazemos é suscitado pelo Espírito Santo em nós: “É Deus quem opera em vós o querer e o operar” (Fl 2,13). É exatamente porque cremos em Cristo, porque estamos unidos a ele e nele estamos enxertados e incorporados pelo Batismo, que podemos realizar as obras da fé, daquela fé que atua pela caridade (cf. Gl 5,6). Quando rezamos, não somos nós que rezamos: quem ora em nós, quem louva em nós e intercede em nós é o próprio Espírito do Cristo Jesus ressuscitado: “Assim também o Espírito socorre a nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir como convém; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis e aquele que perscruta os corações sabe qual é o desejo do Espírito; pois é segundo Deus que ele intercede pelos santos” (Rm 8,26-27). É por isso que, já aqui na terra, pedimos aos nossos irmãos que intercedam por nós. Dizemos uns aos outros: «Fulano, reze por mim!» O próprio Novo Testamento recomenda que rezemos uns pelos outros (cf. 2Cor 1,1; Ef 1,16; 6,19; Fl 1,4; Cl 4,12; 1Ts 1,2; 1Ts 5,25; 1Tm 2,1; Tg 5,16). Pedimos a oração de um irmão batizado porque sabemos que ele ora em Cristo, que esse irmão é uma só coisa com Cristo, já que é membro do seu Corpo e vive do Espírito do Senhor ressuscitado, de modo que já não é ele quem ora, mas é Cristo que ora nele como Mediador único entre nós e Deus.

Com nossos irmãos que estão na Glória acontece o mesmo. A morte não nos separa do amor de Cristo nem dos irmãos, não rompe a comunhão entre os que estão com o Senhor, no céu, e nós, peregrinos: “Estou convencido de que nem a morte nem a vida… nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8,38-39). No Senhor todos vivem e permanecem unidos no amor. Se a morte interrompesse uma tal comunhão em Cristo isso significaria que ela - a morte - seria mais forte que o amor, que a vida e que a vitória do Senhor Jesus. Mas, não! Cristo é mais forte que a morte e o inferno: “Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão?” (1Cor 15,55). Desse modo, nossos irmãos que estão com Cristo (cf. Fl 1,23) na Glória, são plenamente membros do Corpo do Cristo, vivem do Espírito do Cristo ressuscitado e participam da única mediação de Cristo! É Cristo quem intercede neles, de modo que a intercessão dos Santos, amigos de Cristo, nada mais é que uma admirável manifestação do poder e da fecundidade da única mediação do Senhor Jesus. Ele é o único Mediador, que inclui na sua mediação única todos os que são uma só coisa com ele por serem membros do seu Corpo. A mediação do Senhor Jesus não é mesquinha: é única, mas não é exclusivista: ela inclui todos nós: não é exclusiva, mas inclusiva! Caso contrário, nem nós, que vivemos ainda neste mundo, poderíamos rezar uns pelos outros, já que isso é também uma forma de mediação.

Assim, é em Cristo, como seus membros, no seu Espírito, que os Santos intercedem ao Pai. A intercessão dos Santos nada mais é que uma manifestação da única intercessão do Senhor Jesus, que, sendo rico e potente, suscita em nós a capacidade de participar da sua única mediação. Os nossos irmãos na Glória são aquela nuvem de testemunhas de que fala a Epístola aos Hebreus: “Portanto, também nós, com tal nuvem de testemunhas ao nosso redor, rejeitando todo o fardo e o pecado que nos envolve, corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, com os olhos fixos nAquele que é o Autor e Realizador da fé, Jesus” (Hb 12,1-2). São eles que, a exemplo dos primeiros santos mártires, participando da mediação única do Senhor Jesus, e nessa única mediação, suplicam em nosso favor, como membros de Cristo: “Vi sob o Altar as vidas dos que tinham sido imolados por causa da Palavra de Deus e do testemunho que dela tinham prestado. E eles clamaram em alta voz: ‘Até quando, ó Senhor Santo e Verdadeiro, tardarás a fazer justiça, vingando nosso sangue contra os habitantes da terra?’” (Ap 6,10).

Certamente, como aquela que mais esteve unida a Cristo Senhor neste mundo e na glória, a Virgem Maria participa de um modo todo especial dessa única mediação de Cristo

Fica claro que uma coisa é certíssima: a Igreja de Cristo, ao ensinar que os nossos irmãos do céu, os Santos, intercedem por nós, mostra o quanto a única mediação de Cristo é fecunda e eficaz… de tal modo fecunda e eficaz, que nela nos inclui e dela nos faz participantes! Não se trata, portanto, nem de concorrência, nem de competição e nem mesmo de uma mediação paralela à mediação única de Cristo. Também não se trata de uma escadinha de mediadores: os Santos seriam mediadores junto a Cristo e Cristo é o Mediador junto ao Pai. Não! Há um só Mediador! Todos os outros apenas participam da única mediação do Cristo Jesus, nossa Cabeça e nossa santificação. Se participamos desta mediação única é exatamente porque, pelo Batismo, recebemos a plenitude de Cristo: “Nele aprouve a Deus fazer habitar toda a plenitude e reconciliar por ele todos os seres” (Cl 1,19). E da sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça! (Jo 1,16).

Atenção! É errado pensar que os Santos intercedem por nós informando a Deus sobre nossas necessidades - como se Deus não as conhecesse! - ou convencendo Deus a mudar sua opinião. É errado e herético pensar que a Virgem Maria e os Santos intercedem por nós a Deus de modo independente de Cristo ou ao lado de Cristo! A Virgem e os Santos intercedem por nós em Cristo, como membros do seu Corpo e em união com a santíssima vontade do Senhor Jesus, nosso único Intercessor junto do Pai!

Para completar tudo quanto aqui foi dito, é muito útil transcrever trechos da declaração de um grupo de teólogos anglicanos, luteranos, reformados (todos protestantes!), ortodoxos e católicos reunidos em nome de suas igrejas na ilha de Malta, nos dias 8-15 de setembro de 1983:

1. Todos reconhecemos a existência da Comunhão dos Santos como comunhão daqueles que na terra estão unidos a Cristo, como membros vivos do seu Corpo Místico. O fundamento e o ponto central de referência desta comunhão é Cristo, o Filho de Deus feito homem e Cabeça da Igreja (cf. Ef 4,15-16), para nos unir ao Pai e ao Espírito Santo.

2. Esta comunhão, que é comunhão com Cristo e entre todos os que são de Cristo, implica uma solidariedade que se exprime também na oração de uns pelos outros; esta oração depende daquela de Cristo, sempre vivo para interceder por nós (cf. Hb 7,25).

3. O fato mesmo de que, no céu, à direita do Pai, Cristo roga por nós, indica-nos que a morte não rompe a comunhão daqueles que durante a própria vida estiveram unidos em Cristo pelos laços da fraternidade. Existe, pois, uma comunhão entre os que pertencem a Cristo, quer vivam na terra, quer, tendo deixado os seus corpos, estejam com o Senhor (cf. 2Cor 5,8; Mc 12,27).

4. Neste contexto, compreende-se que a intercessão dos Santos por nós existe de maneira semelhante à oração que os fiéis fazem uns pelos outros. A intercessão dos Santos não deve ser entendida como um meio de informar Deus das nossas necessidades. Nenhuma oração pode ter este sentido a respeito de Deus, cujo conhecimento é infinito. Trata-se, sim, de uma abertura à vontade de Deus por parte de si mesmo e dos outros, e da prática do amor fraterno.

5. No interior desta doutrina, compreende-se o lugar que pertence a Maria Mãe de Deus. É precisamente a relação a Cristo que, na Comunhão dos Santos, lhe confere uma função especial de ordem cristológica… Maria ora no seio da Igreja como outrora o fez na expectativa do Pentecostes (cf. At 1,14). Quaisquer que sejam nossas diferenças confessionais (=de religião), não há razão alguma que impeça de unir a nossa oração a Deus no Espírito Santo com a liturgia celeste, e de modo especial com a Mãe de Deus.

Este documento é assinado por teólogos e pastores luteranos, anglicanos, reformados, bem como por teólogos ortodoxos e católicos!

Conclusão: no culto e oração dos Santos nada há que fira a unicidade da mediação, da santidade e da glória de Cristo! É ele, Autor da santidade, que é grande e admirável nos seus Santos!

Dom Henrique - Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju-SP
www.domhenrique.com.br

Entao,a Igreja adora os santos? (Primeira Parte)

Arquivado em: Avivamento, Espiritualidade, Grupo Vence Brasil, Juventude, Missa do Clube do Ouvinte — Padre Roger Luis at 2:56 pm on sexta-feira, outubro 30, 2009


” Desde há muito tempo acusa-se a Igreja católica de desprezar as Sagradas Escrituras e tornar sem eficácia a única mediação de Cristo Jesus com o culto à Virgem Maria e aos Santos.

Também neste ponto - como naquele referente às imagens - não há fundamento algum numa tal acusação.

É verdade que somente Jesus Cristo salva: “Não há, debaixo do céu, outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4,11). Ele é o único Mediador entre Deus, nosso Pai, e a humanidade: “Há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, que se deu em resgate por todos” (1Tm 2,5). Nele nós temos a bênção da graça e da salvação: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda a sorte de bênção espirituais, nos céus, em Cristo. É pelo sangue deste que temos a redenção, a remissão dos pecados… (Ef 1,3.7). Este, é, portanto, um ponto central claríssimo da fé católica: só Cristo salva e somente Cristo intercede por nós junto do Pai. Não há outra mediação fora da mediação do único e absoluto Salvador, Cristo Jesus.

Como, então, justificar o culto aos Santos? Como compreender que se fale em intercessão dos Santos e, particularmente, da Virgem Maria?

O que é «um Santo»?

Antes de tudo, é importante compreender bem o que é um Santo.

Segundo a Escritura, somente Deus é Santo (cf. 1Sm 2,2; Sl 22,3; Is 6,3). A palavra hebraica «santo» (=kadosh) significa «separado». Deus é o Outro, o que está para além de tudo, o que é diverso de toda a criação, é aquele que não pode ser confundido com as criaturas, aquele que não pode ser manipulado pelo homem. Deus não está entre as criaturas: ele é o sustento de tudo, é o fundamento de tudo: “Nele vivemos, nos movemos e existimos” (At 17,28). Porque é Santo, Deus é completamente livre, soberano, glorioso. A Igreja, fiel à Palavra de Deus, afirma, na Oração Eucarística II: “Na verdade, ó Pai, vós sois Santo e fonte de toda a santidade!”

Sendo o Filho eterno do Pai, e Deus com o Pai, Jesus Cristo é o Santo de Deus (cf. Mc 1,24; Lc 1,35; At 3,14…). A cada Domingo a Igreja dirige-se, na Missa, ao Senhor Jesus com estas palavras: “Só vós sois o Santo, só vós o Senhor, só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo na glória de Deus Pai” (Oração do Glória). Sendo o Santo, ele nos santificou com a sua cruz e ressurreição, pois, ressuscitando, derramou sobre nós o seu Espírito Santo, Espírito de santificação: “Dizendo isso, soprou sobre eles e lhes disse: «Recebei o Espírito Santo…» (Jo 20,22). Ao sermos batizados, recebemos o Espírito Santo do Cristo ressuscitado, que nos dá uma nova vida: a vida do próprio Deus. É esta vida nova que nos faz “Santos”: “Vós vos lavastes, fostes santificados, fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito Santo” (1Cor 6,11) “Nele (em Cristo) ele (o Pai) nos escolheu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele no amor” (Ef 1,4). Por isso mesmo São Pedro afirma na sua carta: “Vós sois uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, o povo de sua particular propriedade” (1Pd 2,9).

Assim, aqueles que foram batizados em Cristo receberam a santidade de Cristo porque receberam o Espírito Santo de Cristo, Espírito santificador. Por isso mesmo muitas vezes São Paulo chama todos os cristãos de “Santos” (cf. 1Cor 1,2; 2Cor 1,1; Ef 3,8; Fl 4,21…). No entanto o cristão, sendo santo, ou seja, santificado por Cristo, deve viver como santo. Escrevendo aos Coríntios, o Apóstolo assim se referia aos batizados: … àqueles que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos… (1Cor 1,2). Em outras palavras: já santificados pelo Batismo, devemos cada vez mais nos abrir à ação do Espírito de santificação, que é o Espírito do Cristo ressuscitado. Vejam bem: a santidade é um fato já concreto para todo batizado: somos santos, fomos santificados e, ao mesmo tempo, é um processo, um desafio, um programa de vida: tornarmo-nos, por nossas ações e atitudes, aquilo que já somos. Assim, há santos que vivem como santos e há santos que vivem como pagãos! Só os primeiros são fiéis à graça recebida no Batismo!

Portanto, “santo”, para a Igreja, é todo cristão! Contudo, damos o nome de «santo» de um modo todo especial àqueles cristãos, irmãos nossos - canonizados ou não -, que já estão na Glória. Eles foram abertos à graça de Cristo, eles disseram “sim” sem reservas à salvação trazida por Jesus; aceitando completamente Jesus como Salvador, eles não resistiram à ação do Espírito Santo, eles viveram seu Batismo até às últimas conseqüências! O «santo» é um pecador como nós, que lutou para levar Cristo a sério e, procurando ser fiel à graça de Cristo, viveu o Evangelho. Por isso mesmo é apresentado pela Igreja como exemplo para todos nós. É este, aliás, o sentido da canonização: a Igreja propõe um filho seu como modelo de vida cristã e de seguimento a Cristo. Se alguém é «santo», é por graça de Deus, que o santificou. O «santo» não é um super-homem que, se santificou com suas forças! Ele recebeu a santidade de Cristo, foi aberto à ação santificante do Espírito do Senhor Jesus. Dizer que alguém é santo significa dizer que foi santificado por Cristo! “Pela graça de Deus sou o que sou: e sua graça a mim dispensada não foi estéril” (1Cor 15,10). Assim sendo, quando a Igreja afirma que alguém está na Glória e o chama «santo» deseja mesmo é mostrar o quanto a graça salvadora de Cristo é eficaz, o quanto a força do Senhor Jesus, nosso único Salvador, é capaz de transformar a nossa miséria humana e nos elevar à santidade. É Cristo que é admirável nos seus santos. O santo é uma obra prima da graça de Deus que opera através de Cristo Jesus! Admirando a obra prima, exaltamos o seu Autor! Como a própria Liturgia da Igreja reza: “Ó Deus, sois o amparo dos que em vós esperam e sem vosso auxílio ninguém é forte, ninguém é santo…” (Coleta da Missa do XVII Domingo Comum).

Fica claro, portanto, que a santidade dos que estão na Glória revela e enaltece a força e eficácia da santidade do Cristo Jesus e a ação santificadora do seu Espírito Santo, para a glória do Pai. O «santo» não é um concorrente da santidade de Deus, mas, ao contrário, é fruto dessa santidade divina.

Aí podemos entender o quanto é tola e errada aquela história: “a Igreja santificou fulano de tal”… A Igreja, coitada, não santifica ninguém: só Cristo santifica! A própria Igreja precisa da santidade de Cristo e é santificada pelo seu Espírito Santo! Na canonização, o que a Igreja faz é reconhecer, oficialmente, a santidade que a graça de Deus concedeu àquela pessoa! Só Deus é Santo e fonte da santidade; somente Deus é o autor de toda a santidade!

Atenção! Seria errado e herético considerar os santos como pequenos deuses, com uma força que viria deles mesmos, sem que tivessem recebido tudo de Cristo por pura graça do Senhor! A santidade deles brota única e totalmente de Cristo Jesus, doador do Espírito Santo! Os santos não são uns orixazinhos, não são duendizinhos, não são espíritos superiores, não são uma energia positiva; são irmãos nossos que, tendo sido fiéis ao seu Batismo, já estão na Glória, na comunhão do Deus de Amor e, nele, rezam por nós!”

D. Henrique Soares da Costa (Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracajú-SE)
www.domhenrique.com.br

O melhor de Deus…

Arquivado em: Avivamento, Espiritualidade, Grupo Vence Brasil, Juventude, Missa do Clube do Ouvinte — Padre Roger Luis at 10:33 pm on segunda-feira, outubro 26, 2009

Queridos irmaos e irmas,
Graça e paz!
Estou já num processo de recuperaçao avançado, já podendo pisar com o pé direito, o lesionado, e aos poucos vou reaprendendo a andar.

Hoje quando eu estava tomando banho, escutei Deus gritando para mim: “Meu filho, o melhor que tenho para você ainda está por vir. Você ainda nao experimentou tudo o que sou capaz de fazer na tua vida aqui nesta terra. A plenitude da minha graça você só experimentará em céus novos e numa terra nova. Tenho muito mais por fazer e realizar. Nao se acomode, busque mais de Mim, pois tenho muito mais de Mim para você. O melhor ainda está por vir”. Aleluia!

Nossa, isso causou um grande impacto dentro de mim e sei que vou colher por muitos dias da revelaçao de Deus, mas queria partilhar contigo isso. O melhor de Deus ainda está por vir, o que você e eu experimentamos até agora nao se compara ao que o Senhor tem para cada um de nós. Glória a Deus por isso. Estou sentindo um fogo queimando o meu interior. Deus tem muito mais. Eu quero muito mais de Deus. E você?

“Se alguém está em Cristo é criatura nova, passou o que era velho, tudo se fez novo”. (Cf. 2 Cor 5, 17).

Precisamos nos esvaziar de nós mesmos, das coisas do mundo, do consumismo, do hedonismo, das nossas razoes e vontades humanas, como também, dos conceitos humanos que muitas vezes acabam nos afastando daquilo que é o mover e a vontade do Senhor. Ele tem muito mais para cada um de nós. Os prazeres da carne nos afastam desse propósito de Deus, esvaziemo-nos para que Ele nos mostre o melhor que está por vir.

Sinto que um novo tempo se aproxima, tenho o sentimento que ao nos aproximarmo-nos de Deus, ao buscá-Lo com toda a intensidade do nosso coraçao, quando nos colocarmos em Sua santa presença, coisas extraordinárias começarao a acontecer, maravilhas que ainda nao experimentamos. Tenho a impressao de que ministérios serao levantados, pregadores serao ressuscitados, milagres e curas extraordinárias irao se multiplicar, o Senhor levantará homens novos e mulheres novas, a profecia será reativada no meio de nós. Busque-O com toda intensidade do coraçao, coloque-se na presença santa do Senhor, permita que Ele te leve a experimentar o que você ainda nao experimentou. Ele tem o renovo, a novidade, o melhor de Deus ainda está por vir. Aleluia!

Você que orava na madruga e parou, retome! Você que promovia vigílias de oraçao e desanimou, retome! Você que orava por um avivamento e deixou de clamar, retome! Você que era um adorador e parou de adorar, retome! Busque a Deus com insistência e com intensidade. Retome a sua espiritualidade, sua intimidade e disposiçao de buscar o Senhor.

Seja insasiável, nao se canse de procurá-Lo, pois Ele se deixa encontrar. Nao pense que você já experimentou tudo ou já sabe de tudo. Deus tem mais, o que o Senhor tem é o melhor. Creia!

Estou sendo avivado por essa palavra de Deus, algo tremendo está acontecendo na minha vida nesta hora, e nao tenho dúvidas de que você pode experimentar o mesmo que agora experimento. Receba na tua vida o mover, o poder, a unçao, o renovo, a força, o melhor de Deus.

“Sabemos que o que Deus tem preparado para aqueles que O amam, nenhum olho viu, nenhum ouvido ouviu, nenhum coraçao foi capaz de sentir”.

O melhor de Deus ainda está por vir. Eu creio e espero ansioso! Busquemos o melhor de Deus!

Deus abençoe!
Estamos unidos nesse renovo de Deus!
Seu amigo e irmao,
Pe.Roger Luis
Cançao Nova

Carta ao Dr.Saramago

Arquivado em: Avivamento, Espiritualidade, Grupo Vence Brasil, Juventude, Missa do Clube do Ouvinte — Padre Roger Luis at 11:03 pm on sexta-feira, outubro 16, 2009

Dr. Saramago,

Sei que o Dr. José Saramago, Prêmio Nobel de literatura (1998), não lerá essa Carta, mas ao menos ela será um desagravo às palavras ofensivas com que se dirigiu ao Papa Bento XVI e à Igreja, derramando em suas palavras amargas toda a sua bílis raivosa contra Deus e sua Santa Igreja, mais uma vez.

Saramago, em Roma, fez o lançamento do seu novo livro “Caim”, no qual volta a tratar da religião. Na verdade a religião e a fé põem os supostos ateus em crise, por isso essa reação destemperada do escritor.

Os jornais e a internet noticiaram amplamente que em 14 de outubro (EFE) o escritor português José Saramago, em um colóquio com o filósofo italiano Paolo Flores D’Arcais, chamou o Papa Bento XVI de “cínico”, e disse que a “insolência reacionária” da Igreja precisa ser combatida com a “insolência da inteligência viva”.

Numa pesadíssima crítica destrutiva se referiu ao Papa como “neo-medievalista”, acusando-o de “cinismo intelectual”. Além disso, disse a Flores D’Arcais, que sempre foi um ateu “tranquilo”, mas que agora está mudando de idéia, porque, segundo ele “as insolências reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só tem interesse no poder.” Segundo Saramago, a Igreja não se importa com o destino das almas e sempre buscou o controle de seus corpos.

Dr. Saramago, antes de tudo quero lhe dizer que não temos ódio do senhor e de suas palavras; pois, Nosso Senhor nos ensinou a “pagar o mal com o bem” (Rm 12, 14), a amar os inimigos, e a abençoar os que nos amaldiçoam. Nossos mártires morreram e morrem perdoando os seus assassinos. Na verdade temos pena do senhor, pois, se de um lado o sr. é doutor nas Letras humanas, por outro lado ainda desconhece os primeiros rudimentos das Letras divinas e eternas.

Dr. Saramago, por que investir tão raivosamente contra o nosso Pedro de hoje, e contra a Santa Igreja? Que mal eles fazem? Será que são os culpados pelas guerras do mundo; pela miséria de tantos, pelas catástrofes da natureza? Será que o sr, qual novo Nero, quer nos culpar pelo incêndio de Roma?

Fiquei pensando Dr. Saramago, onde poderia estar a causa mais profunda desse ódio que há tanto tempo o sr. destila contra a Igreja? Faz-nos lembrar do que disse o Salmista: “Por que tumultuam as nações? Por que tramam os povos vãs conspirações? Erguem-se, juntos, os reis da terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo”. (Sl 2, 1-2)

Será que o sr. sofreu algum trauma religioso na infância ou na juventude por parte de alguém da Igreja que lhe deu um contra testemunho? É possível. Ou será que o sr. foi educado nos bancos da escola marxista eivada de ateísmo, materialismo e um laicismo anti católico tão difundido nas universidades?

O destempero de suas palavras nos dão o direito de fazer muitas indagações desse tipo; pois não são racionais, mas passionais; não precisamos ser psicólogos para ver que são influxos da sensibilidade ferida e recalcada sobre a razão.

Dr. Saramago, por que ferir tão injustamente o nosso grande Pastor universal? O senhor sabe que ele é considerado um dos melhores teólogos atuais. Sua eleição para Papa se deu num dos Conclaves mais rápidos da história. Sua santidade é notável, sua humildade explícita, como ele disse: “um humilde servo da vinha do Senhor”. Por que atacar a ele e a Igreja com tanta fúria? Saiba que atinge a todos nós seus filhos. Mas temos consciência que quando a sensibilidade cegou a razão, e a brutalidade venceu o argumento, a razão foi sufocada.

Será que o senhor ainda não reconheceu, o que os historiadores modernos tem repetido: que foi a Igreja quem salvou e moldou a nossa rica Civilização Ocidental da qual nos orgulhamos, onde se preza a liberdade, os direitos humanos, o respeito pela mulher e por cada pessoa? Sem o trabalho lento e paciente da Igreja durante cerca de dez séculos, após a queda do Império Romano (476) e a ameaça dos bárbaros, o Ocidente não seria o mesmo.

O senhor sabe que nossa Civilização foi gerada no bojo do Cristianismo que nos deu as ciências modernas, a saudável economia de livre mercado, a segurança das leis, a caridade como uma virtude, o esplendor da Arte e da Música, uma filosofia assentada na razão, a agricultura, a arquitetura, as universidades, as catedrais e muitos outros dons. O sr. sabe que nenhuma outra Instituição fez tanto pela caridade no mundo em todos os tempos.

O senhor sabe que foi a Igreja que fundou as Universidades, inclusive a de Coimbra, a famosa de sua Portugal. Sem elas o senhor não teria chegado ao Prêmio Nobel.

O que há de “cínico” em nosso Pastor maior?

Sabemos que os sofistas, quando não conseguem derrubar os argumentos do seu opositor, procuram, então, atingir sua pessoa, sua imagem, atirando-lhe sarcasmo. Ora, será que essas setas envenenadas contra Bento XVI não são conseqüência da falta de argumentos perante o que ele e a Igreja defendem há vinte séculos: o respeito à vida desde a geração até a morte natural, o não ao aborto, à eutanásia, à manipulação de vidas embrionárias, o não às tais “famílias alternativas”, etc.?

Ora, doutor Saramago, o senhor já é bastante vivido e conhecedor da História para saber o que afirmava Spalding, que as nações não perecem por falta de saber ou de riquezas, mas por falta de princípios morais.

O senhor acusa nosso Pai espiritual de cinismo intelectual; ora, o sr. sabe que ele é um dos maiores e melhores teólogos de nosso tempo, catedrático reconhecido no mundo todo. Portanto, atingindo a ele o sr. nos atinge a todos nós.

Onde pode haver cinismo em um líder mundial que só trabalha em favor da paz, do desarmamento dos povos, da fraternidade das nações, da defesa dos mais desvalidos.? Exatamente quando ele se reúne no Sínodo da África, debatendo as misérias desse Continente tão sofrido, e o modo de saná-las, o senhor fere o nosso Pastor tão injustamente! O que o senhor tem dito sobre os outros chefes de Estado que não fazem o mesmo pela humanidade?

O senhor acusa o Papa de “insolência reacionária”. Ora, o sr. sabe que o que ele defende não é a “sua” Verdade, mas a Daquele que mudou o mundo, e que disse a Pilatos: “eu vim para dar testemunho da verdade”; “Eu sou a Verdade”. O sr. sabe que a Verdade não pode mudar, senão não é verdade. O mesmo princípio de Arquimedes, do empuxo, descoberto dois séculos antes de Cristo, ainda hoje é ensinado nas melhores universidades do mundo, porque é verdade.

Bem disse o então cardeal Ratzinger na missa “pro elegendo pontífice”, que o mundo está dominado pelo “relativismo religioso” que quer eliminar a existência de uma verdade absoluta, querendo fazer tudo relativo, ao gosto de cada um. Por não aceitar essa “ditadura do relativismo” o sr. conjura o nosso Papa e a nossa Igreja. Eles não podem trair o Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

O sr. diz ainda que agora vai partir para o ataque ateísta contra a Igreja. Gostaria apenas de relembrar-lhe que a Igreja não pode ser vencida por um poder meramente humano. Não perca seu tempo. Cristo lhe prometeu que as portas do inferno, que movem o coração dos que a perseguem, jamais prevalecerão contra ela.

Seria bom o sr. examinar os últimos dois mil anos da História para constatar a veracidade dessa Promessa. Onde está o Império Romano que quis destruí-la e que ceifou tantos mártires? Onde está a fúria de Napoleão que mandou prender Pio VII? Onde está a União Soviética de Stalin que perguntou “quantas legiões de soldados tem o papa?”. Onde está o nazismo, o comunismo, que tentaram eliminar a Igreja e a fé católica desde as suas raízes, e que fizeram tantos mártires?

Ora Dr. Saramago, será que o sr. ainda não entendeu que todos aqueles que se atiraram insanamente contra a Rocha de Pedro caíram para trás desolados? Será que precisamos de mais exemplos?

O sr. acusa o Papa também de querer apenas agir por “interesse e poder”. O interesse que ele procura é o bem das almas e das pessoas. Gostaria que o sr. lesse o que disse o Concilio Vaticano II:

“Nenhuma ambição terrestre move a Igreja. Com efeito, guiada pelo Espírito Santo ela pretende somente uma coisa: continuar a obra do próprio Cristo que veio ao mundo para dar testemunho da verdade (Jo 18,37), para salvar e não para condenar, para servir e não para ser servido” (Mt 20,28), (GS,3).

O poder do Papa é aquele que vem de Deus, não do povo, e que está ancorado nos corações dos seus filhos que o amam como dizia Catarina de Sena, “o Doce Cristo na Terra”.

Meu irmão Saramago, não o odiamos, ao contrário, o perdoamos; queremos repetir as palavras de Santo Estevão: “Senhor, não leve em conta as suas ofensas”. E mais: “Pai, perdoai-lhe não sabe o que faz”. Pedimos ao Senhor que conceda-lhe, antes de fechar os olhos para este mundo, a graça da conversão. É tudo o que desejamos e pedimos ao Senhor da Glória.

Prof. Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino

www.cleofas.com.br

Dependência X Independência

Arquivado em: Avivamento, Espiritualidade, Grupo Vence Brasil, Juventude, Missa do Clube do Ouvinte — Padre Roger Luis at 10:30 pm on terça-feira, outubro 13, 2009

Querido amigo,
Que a paz de Deus que excede a todo entendimento esteja em teu coraçao!
Ainda estou no processo de recuperaçao da cirurgia que fiz e que todos já sabem. Faltam apenas duas semanas para eu sair do repouso absoluto. Confesso que tenho aprendido muito neste tempo favorável que Deus me proporcionou. Uma irma muito querida, Maria Gabriela, de Sao Paulo, veio orar por mim e teve uma imagem de que eu era uma árvore sendo podada por Deus, mas que os frutos logo após a poda eram tao grandes que a árvore vergava.

Algo que tenho aprendido neste tempo, é a dependência. Hoje dependo dos irmaos para me locomover, para a alimentaçao, para tomar banho, para ir à fisioterapia, e tantas outras coisas mais! Dependo das pessoas, dos irmaos, dos amigos. Isso tem me ensinado muito, tenho sido tremendamente tocado pelo Senhor nesta realidade. Pois mais do que nunca, vejo o quanto preciso depender mais e mais de Deus, da unçao do Senhor, da direçao de Deus, da revelaçao dEle, concretamente vou percebendo dia após dia que nao sou nada sem Ele, que nao posso fazer nada sem Deus, que minha vida só terá sentido se eu estiver totalmente dependente do Senhor, que meu ministério só será frutuoso se eu for um dependente do meu Salvador: JESUS!

Isso nos ensina algo muito precioso para a nossa vida: A dependência de Deus dará sentido a todas as coisas na vida de cada um de nós. Essa dependência gerará o santo temor de Deus em nós e nos levará a viver com decisao e vontade, os mandamentos do Senhor. Essa dependência nos levará a renunciar todo relativismo com relaçao à fé e à verdade do Evangelho. A dependência de Deus nos concederá o discernimento para negar todas as propostas imorais que virao. Poderemos experimetar a vida de Deus, o amor de Deus, a santidade de Deus. O Senhor está nos chamando a viver essa dependência total.

O mundo, inspirado pelo inimigo, está propondo a independência de Deus, dos mandamentos, da moral crista, vivendo uma vida livre e liberal. Diz que a Igreja e sua doutrina está ultrapassada, incentiva-nos a tirar Deus do centro das nossas vidas. Usam frases de efeito para nos confundir, dizem que temos o direito de sermos felizes, e que a proposta de Jesus Cristo e da moral bíblica nao devem mais fazer parte da vida da sociedade laical. Precisamos abrir os olhos, pois esta proposta vem de lúcifer, o anjo que se rebelou contra Deus, pois nao quis serví-Lo, quis conquistar a independência do Senhor, juntamente com outros anjos foi excluído do Paraíso, do céu, surgindo daí, da opçao pela independência, o inferno.

Nós somos do céu, porém, se fizermos a opçao pela independência de Deus, correremos um sério risco de ter o mesmo destino de lúcifer e seus anjos, o inferno. Já tenho observado que muitos filhos amados de Deus fizeram essa opçao de conquistar a independência do Senhor, e já vivem um inferno aqui na terra. Quantos deixaram de depender de Deus e estao dependentes das drogas, do álcool, do sexo, do adultério, da corrupçao, da violência, e de tantas coisas mais; quantos excluíram Deus da sua vida e se dizem ateus, ou vivem como se fossem ateus. Muitos dizem que Deus era um peso na vida deles, mas nao percebem que longe de Deus estao carregando toneladas de peso sobre a cabeça e os ombros. Basta olharmos para a face dessas pessoas e veremos a infelicidade.

O chamado de Deus para cada um de nós, é para que sejamos dependentes dEle. Somos convocados a nos aproximarmos daqueles que estao sem sentido em suas vidas e propormos o Senhor, a dependência de Deus, para que voltem a experimentar o céu. Nao perca tempo, faça isso no teu trabalho, na tua escola, na tua faculdade, na tua casa. Deus conta contigo e comigo!

Estaremos sempre em combate espiritual, onde o mundo e lúcifer nos tentarao para que declaremos a independência de Deus em nome de uma felicidade passageira e falsa; Deus sempre estará fazendo a contra-proposta, para que sejamos totalmente dependentes dEle, para que sejamos felizes por toda a eternidade.

Qual é a tua decisao? De que lado você vai ficar?

O marketing do inferno parece ser mais atraente que o do céu, pois a porta do céu é estreita e o caminho é pedregoso. Portanto, cuidado com as seduçoes do mal, as ofertas do mundo, e essa tendência do relativismo e da independência. Fique com o Senhor que fez o céu e a terra. Você é do céu, declare isso e afugente lúcifer.

Com a experiência que faço neste tempo de depender em tudo dos irmaos, mais convicçao eu trago no coraçao: quero permanecer na dependência de Deus. Nao quero frustrar os planos e sonhos do Senhor para mim, Ele morreu na cruz e ressuscitou, para que eu fosse habitar no céu, lá é o meu lugar.

Conte sempre comigo!
Estamos unidos!
Deus abençoe!
Pe.Roger Luis
Cançao Nova

Deus nos consola nas tribulaçoes

Arquivado em: Avivamento, Espiritualidade, Grupo Vence Brasil, Juventude, Missa do Clube do Ouvinte — Padre Roger Luis at 5:28 pm on sábado, outubro 10, 2009

Queridos irmaos e irmas,
Graça e paz!
Estou ainda em recuperaçao da cirurgia no tornozelo, que fiz a um mês para colocar uma placa e seis parafusos. Ainda tenho mais duas semanas de repouso absoluto, depois começa o processo de colocar o pé no chao para andar de novo, se Deus quiser.

Hoje me peguei pensando em tantas pessoas que como eu, estao passando por momentos de grande tribulaçao: na saúde física, na família, na situaçao financeira e por tantos outros motivos. Estou aproveitando este tempo de parada e de tribulaçao, e como tem sido bom perceber a presença do Senhor do meu lado, como tenho sentido Deus pertinho de mim, os cuidados dEle comigo tem sido algo impressionante. Seja pelo cuidado de um irmao, seja pela presença da minha família, pela oraçao e o contato com a palavra, em cada Missa que eu celebro mesmo nas minhas limitaçoes fisicas atuais, nos meus momentos de oraçao pessoal e de adoraçao, através dos e-mails, cartas, comentários do blog e da oraçao de tantas pessoas que tem se elevado ao céu em meu favor.

Bem-aventurado é você que hoje está passando por alguma tribulaçao, tenha uma certeza: Deus está contigo, Ele está muito perto de você, está cuidando de tudo, atento a tudo. Se você ainda nao percebeu isso, abra-se a essa experiência, deixe-O cuidar de tudo, permita que Ele te toque, deixe-O te consolar.

O Salmista vem confirmar aquilo que estou dizendo, e que eu e você precisamos tomar posse agora: “Do coraçao atribulado Ele está perto e conforta os de espírito abatido. Muitos males se abatem sobre os justos mas o Senhor de todos eles os liberta”. (Cf.Sl 33, 19-20).

Nós nao estamos sozinhos nas tribulaçoes que estamos vivendo, mas precisamos tomar posse dessa grande verdade, precisamos permitir que o Senhor faça essa linda obra de consolo, de restauraçao, de presença libertadora na nossa vida. Talvez você esteja se sentindo sozinho neste momento de tribulaçao, mas é só sentimento, Deus está contigo, Ele vela por ti.

Peço ao Senhor neste momento, que o consolo venha sobre a sua vida, sua família, e sobre tudo aquilo que tem sido difícil. Que você se sinta consolado, amado, perdoado, seguro, fortalecido pelo Senhor. Jesus, que os meus irmaos e as minhas irmas possam senti-Lo presente na vida deles, liberte-os no dia de hoje, e que todo sentimento de derrota, de abatimento deixe a vida de cada um deles. Traga cura, traga libertaçao, traga bençao, traga certeza de vitória aos coraçoes atribulados, pois os Senhor está perto do coraçao atribulado e consola os de espírito abatido. Amém.

Estamos unidos nas dores e nas tribulaçoes!
Conte comigo hoje e sempre!
Amo você!
Deus abençoe!
Seu amigo e irmao,
Pe.Roger Luis
Cançao Nova

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