Um Deus que se manifesta nas madrugadas!

Arquivado em: Grupo Vence Brasil — Padre Roger Luis at 7:39 am on Sexta-feira, Maio 25, 2007

Nesta madrugada de quarta-feira, o Senhor nos conduziu a uma intensa oração de combate, e o clamor foi intenso pelo avivamento da nação brasileira. O reinflamar do carisma já está se movendo em nosso meio.

Deus nos deu uma palavra que está em Isaías 30, 18-19:

“Em vista disso, o Senhor espera a hora de vos perdoar. Ele toma a iniciativa de mostrar-vos compaixão, pois o Senhor é um Deus justo – felizes os que nEle esperam! Sim, povo de Sião, cidadãos de Jerusalém, não deves chorar tanto, Ele vai se interessar pelo clamor de tua súplica. Basta ouvir, e Ele responde.”

O Espírito nos moveu a nos prostrarmos diante do Senhor, e foi um grande clamor para que Deus passasse o braço forte sobre a nação brasileira, aniquilando todas as forças infernais que no tempo de hoje estão investindo na destruição das famílias, na educação do filhos, na juventude, e pedimos que Deus lavasse essa terra com seu Precioso Sangue.

O Espírito Santo nos deu uma imagem:

“Um grande temporal caindo sobre a nação. Os pingos d´água que caíam eram de diferentes cores: vermelhos, azuis, brancos – e essa chuva ia varrendo a terra, como aquelas chuvas que de tão forte fazem aquela neblina que nem dá para enxergar um palmo à frente, tamanho é seu impacto na terra. Estavam escritas nas gotas de diversas cores: misericórdia, perdão, amor, compaixão, retorno…”

Entendemos que o Senhor estava lavando o solo brasileiro, e que essa chuva atingia a muitos que naquela hora estavam dormindo, e os irmãos que conosco clamavam por um avivamento.

Deus nos concedeu outra imagem:“O cego de Jericó, Bartimeu, que estava acomodado, e quando ele ficou sabendo da presença de Jesus, ele começou a gritar. E através dessa imagem, Deus nos dizia que precisamos fazer a nação aprender a rezar, a orar no poder do Espírito, pois com uma só palavra, o Senhor mudou a história daquele cego. E com uma só palavra Ele pode mudar o rumo da nossa nação”.

Hoje se a nação pudesse se encontrar com Jesus será que a nação teria um pedido comum a fazer para Jesus? Precisamos ensinar a nossa nação pedir a Deus o que realmente é necessário. Isso nos vinha muito forte ao coração. Aqueles que tem a graça de formar um povo, deve formar um povo que reze no poder do Espírito e que sejam dóceis para pedir realmente o que convém: o AVIVAMENTO!

No encerramento da nossa madrugada de clamor, o Senhor nos presenteou com mais uma imagem:

“O mar se abrindo, e um numeroso povo entrando mar adentro, e na medida em que as pessoas iam atravessando esse mar a pé enxuto era como se as próprias águas do mar conseguissem tocar no povo, não para afogá-los, mais para purificá-los de toda a sujeira, impureza, maldade. Era muito nítida a imagem de Deus a frente desse povo, a frente da nação. Deus é por nós!”

Temos que confiar que Deus está à frente desse projeto, que Deus quer salvar a nossa nação e fazer dela um grande instrumento de unção para todo o mundo. Daqui vamos exportar unção, pregadores, missionários que levarão o fogo de Pentecostes a todo o mundo. È a grande investida de Deus antes do seu retorno, mais é preciso ver que Ele caminha à frente e sabe o tempo de agir.

 

Grupo Vence Brasil!
Canção Nova – Cachoeira Paulista-SP

 

Com o Papa, cinco meses de Sacerdócio!!!

Arquivado em: Espiritualidade — Padre Roger Luis at 5:46 pm on Domingo, Maio 13, 2007

Ontem (12 de maio de 2007) fiz cinco meses de sacerdócio, dia de gratidão e de louvor a Deus pela escolha e por Ele estar me dando a graça de cumprir com humildade e simplicidade a missão a mim confiada.

Esse quinto mês foi marcado pela graça de estar na presença do Santo Padre o Papa Bento XVI. Na quinta-feira estive no Encontro do Santo Padre com os jovens no Pacaembú (São Paulo), muito emocionante e de palavras muito fortes, refletindo sobre a passagem do Evangelho que diz do jovem rico (Mt 19, 16-22), diz: que devo fazer para que minha vida tenha sentido? Ou seja: como devo viver para colher plenamente os frutos da vida? Ou ainda: que devo fazer para que minha vida não transcorra inutilmente?
Jesus é o único capaz de nos dar uma resposta, porque é o único que nos pode garantir vida eterna. Por isso também é o único que consegue mostrar o sentido da vida presente e dar-lhe um conteúdo de plenitude(…)Nós estamos aqui porque temos esta mesma convicção: Jesus é bom. Podemos não saber dar toda a razão desta percepção, mas é certo que ela nos aproxima dele e nos abre ao seu ensinamento: um mestre bom. Quem reconhece o bem é sinal que ama. E quem ama, na feliz expressão de São João, conhece Deus (cf.1Jo 4,7). O jovem do Evangelho teve uma percepção de Deus em Jesus Cristo(…)«Se queres entrar na vida, observa os mandamentos» (Mt 19,17). Ele parte do conhecimento que o jovem já obteve certamente de sua família e da Sinagoga: de fato, ele conhece os mandamentos. Eles conduzem à vida, o que equivale a dizer que eles nos garantem autenticidade. São as grandes balizas a nos apontarem o caminho certo. Quem observa os mandamentos está no caminho de Deus. Não basta conhecê-los. O testemunho vale mais que a ciência, ou seja, é a própria ciência aplicada. Não são impostos de fora, nem diminuem nossa liberdade. Pelo contrário: constituem impulsos internos vigorosos, que nos levam a agir nesta direção. Na sua base está a graça e a natureza, que não nos deixam parados. Precisamos caminhar. Somos impelidos a fazer algo para nos realizarmos a nós mesmos. Realizar-se, através da ação, na verdade, é tornar-se real. Nós somos, em grande parte, a partir de nossa juventude, o que nós queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos(…)Os anos que vós estais vivendo são os anos que preparam o vosso futuro. O “amanhã” depende muito de como estais vivendo o “hoje” da juventude. Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis. Vivei com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade(…)Sois jovens da Igreja. Por isso Eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam por este mundo errantes, como ovelhas sem pastor. Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; encontrem-se com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se. Que também eles e elas descubram os caminhos seguros dos Mandamentos e por eles cheguem até Deus(…)Tende, sobretudo, um grande respeito pela instituição do Sacramento do Matrimônio. Não poderá haver verdadeira felicidade nos lares se, ao mesmo tempo, não houver fidelidade entre os esposos. O matrimônio é uma instituição de direito natural, que foi elevado por Cristo à dignidade de Sacramento; é um grande dom que Deus fez à humanidade. Respeitai-o, venerai-o. Ao mesmo tempo, Deus vos chama a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados é somente fonte de felicidade e de paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimônio, um baluarte das vossas esperanças futuras. Repito aqui para todos vós que «o eros quer nos conduzir para além de nós próprios, para Deus, mas por isso mesmo requer um caminho de ascese, renúncias, purificações e saneamentos» (Carta encl. Deus caritas est, (25/12/2005), n. 5). Em poucas palavras, requer espírito de sacrifício e de renúncia por um bem maior, que é precisamente o amor de Deus sobre todas as coisas. Procurai resistir com fortaleza às insídias do mal existente em muitos ambientes, que vos leva a uma vida dissoluta, paradoxalmente vazia, ao fazer perder o bem precioso da vossa liberdade e da vossa verdadeira felicidade. O amor verdadeiro “procurará sempre mais a felicidade do outro, preocupar-se-á cada vez mais dele, doarse- á e desejará existir para o outro” (Ib. n. 7) e, por isso, será sempre mais fiel, indissolúvel e fecundo(…)Meu apelo de hoje, a vós jovens, que viestes a este encontro, é que não desperdiceis vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana. Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada”.(Discurso de Bento XVI aos jovens - 10 de maio de 2007, Estádio do Pacaembú, São Paulo) .

Essas palavras do Santo Padre aos jovens tocou-me profundamente tocado por essas palavras, por constatar que toda a proposta do Papa é vida e verdade, pois sou feliz e realizado na minha opção radical pelo Senhor, pela decisão que fiz de ser somente de Deus, por entregar minha juventude a Ele, não voltei triste para casa como o jovem rico do Evangelho, pois entreguei toda a riqueza da minha vida presente a Deus. Sou todo de Deus, sou entregue ao Senhor e à sua Igreja, e isso me realiza porfundamente. Consagrei-me aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana.

Sou feliz e realizado por ser padre da Igreja, por ter um pastor profeta, que não tem medo de falar a verdade diante das autoridades, diante do povo e de nenhum meio de comunicação, como o fez na Canonização de Santo Antonio de Sant’anna Galvão: De fato, este nosso Santo entregou-se de modo irrevocável à Mãe de Jesus desde a sua juventude, querendo pertencer-lhe para sempre e escolhendo a Virgem Maria como Mãe e Protetora das suas filhas espirituais. Queridos amigos e amigas, que belo exemplo a seguir deixou-nos Frei Galvão! Como soam atuais para nós, que vivemos numa época tão cheia de hedonismo, as palavras que aparecem na Cédula de consagração da sua castidade: “tirai-me antes a vida que ofender o vosso bendito Filho, meu Senhor”. São palavras fortes, de uma alma apaixonada, que deveriam fazer parte da vida normal de cada cristão, seja ele consagrado ou não, e que despertam desejos de fidelidade a Deus dentro ou fora do matrimônio. O mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples que rejeitem ser consideradas criaturas objeto de prazer. É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento”. 

Bento XVI me ensina nesse meu início de ministério sacerdotal, que não tenho que ter medo de falar a verdade, que preciso ser profeta, que preciso anunciar na íntegra o Santo Evangelho, e não dizer meias palavras, dizê-las todas completas e cheias do Espírito.

No dia que fiz cinco meses de padre, ganhei o presente de rezar o terço com o Santo Padre na Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Nossa Senhora sempre tomou a frente na minha vocação e tem me ensinado a cada dia, a olhar para o Senhor, e ser profeta.

Louvo a Deus pela Igreja viva, mãe e profética que é a Igreja Católica e que por graça faço parte dela, sou membro pelo Batismo e ministro pela Ordenação Presbiteral. Amo a Igreja, amo o Papa, sou feliz por ser Católico. Tenho 30 anos, sou jovem, e o eco das palavras do Santo Padre se fazem vida na minha vida.

Obrigado meu Senhor, pelos cinco meses que o Senhor me permite ser padre da Igreja e para a Igreja.
Obrigado pelo profetismo de Bento XVI! Obrigado pela paternidade de nossos Bispos!
Obrigado por ser o Senhor soberano dessa Igreja!
Obrigado Espírito Santo, alma e vida da Igreja!
Obrigado meu Senhor e meu Deus!

Pe.Roger Luis
Canção Nova 

 

 

 

 

 

Mensagem do Papa aos jovens!

Arquivado em: Juventude — Padre Roger Luis at 1:36 am on Sábado, Maio 12, 2007

Queridos jovens! Queridos amigos e amigas!

“Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá o dinheiro aos pobres […] Depois, vem e segue-me” (Mt 19,21).

1. Desejei ardentemente encontrar-me convosco nesta minha primeira viagem à América Latina. Vim para abrir a V Conferência do Episcopado Latino-americano que, por meu desejo, vai realizar-se em Aparecida, aqui no Brasil, no Santuário de Nossa Senhora. Ela nos coloca aos pés de Jesus para aprendermos suas lições sobre o Reino e impulsionar-nos a ser seus missionários, para que os povos deste “Continente da Esperança” tenham, n’Ele, vida plena.

Os vossos Bispos do Brasil, na sua Assembléia Geral do ano passado, refletiram sobre o tema da evangelização da juventude e colocaram em vossas mãos um documento. Pediram que fosse acolhido e aperfeiçoado por vós durante todo o ano. Nesta última Assembléia retomaram o assunto, enriquecido com vossa colaboração, e desejam que as reflexões feitas e as orientações propostas sirvam como incentivo e farol para vossa caminhada. As palavras do Arcebispo de São Paulo e do encarregado da Pastoral da Juventude, as quais agradeço, bem atestam o espírito que move a todos vocês.

Ontem pela tarde, ao sobrevoar o território brasileiro, pensava já neste nosso encontro no Estádio do Pacaembu, com o desejo de dar um grande abraço bem brasileiro a todos vós, e manifestar os sentimentos que levo no íntimo do coração e que, bem a propósito, o Evangelho de hoje nos quis indicar.

Sempre experimentei uma alegria muito especial nestes encontros. Lembro-me particularmente da Vigésima Jornada Mundial da Juventude, que tive a ocasião de presidir há dois anos atrás na Alemanha. Alguns dos que estão aqui também lá estiveram! É uma lembrança comovedora, pelos abundantes frutos da graça enviados pelo Senhor. E não resta a menor dúvida que o primeiro fruto, dentre muitos, que pude constatar foi o da fraternidade exemplar havida entre todos, como demonstração evidente da perene vitalidade da Igreja por todo o mundo.

2. Pois bem, caros amigos, estou certo de que hoje se renovam as mesmas impressões daquele meu encontro na Alemanha. Em 1991, o Servo de Deus o Papa João Paulo II, de venerada memória, dizia, na sua passagem pelo Mato Grosso, que os “jovens são os primeiros protagonistas do terceiro milênio […] são vocês que vão traçar os rumos desta nova etapa da humanidade” (Discurso 16/10/1991). Hoje, sinto-me movido a fazer-lhes idêntica observação.

O Senhor aprecia, sem dúvida, vossa vivência cristã nas numerosas comunidades paroquiais e nas pequenas comunidades eclesiais, nas Universidades, Colégios e Escolas e, especialmente, nas ruas e nos ambientes de trabalho das cidades e dos campos. Trata-se, porém, de ir adiante. Nunca podemos dizer basta, pois a caridade de Deus é infinita e o Senhor nos pede, ou melhor, nos exige dilatar nossos corações para que neles caiba sempre mais amor, mais bondade, mais compreensão pelos nossos semelhantes e pelos problemas que envolvem não só a convivência humana, mas também a efetiva preservação e conservação da natureza, da qual todos fazem parte. “Nossos bosques têm mais vida”: não deixeis que se apague esta chama de esperança que o vosso Hino Nacional põe em vossos lábios. A devastação ambiental da Amazônia e as ameaças à dignidade humana de suas populações requerem um maior compromisso nos mais diversos espaços de ação que a sociedade vem solicitando.

3. Hoje quero convosco refletir sobre o texto de São Mateus (19, 16-22), que acabamos de ouvir. Fala de um jovem. Ele veio correndo ao encontro de Jesus. Merece destaque a sua ânsia. Neste jovem vejo a todos vós, jovens do Brasil e da América Latina. Viestes correndo de diversas regiões deste Continente para nosso encontro. Quereis ouvir, pela voz do Papa, as palavras do próprio Jesus.

Tendes uma pergunta crucial, referida no Evangelho, a Lhe fazer. É a mesma do jovem que veio correndo ao encontro com Jesus: o que fazer para alcançar a vida eterna? Gostaria de aprofundar convosco esta pergunta. Trata-se da vida. A vida que, em vós, é exuberante e bela. O que fazer dela? Como vivê-la plenamente?

Logo entendemos, na formulação da própria pergunta, que não basta o aqui e agora, ou seja, nós não conseguimos delimitar nossa vida ao espaço e ao tempo, por mais que pretendamos estender seus horizontes. A vida os transcende. Em outras palavras, queremos viver e não morrer. Sentimos que algo nos revela que a vida é eterna e que é necessário empenhar-se para que isto aconteça. Em outras palavras, ela está em nossas mãos e depende, de algum modo, da nossa decisão.

A pergunta do Evangelho não contempla apenas o futuro. Não trata apenas de uma questão sobre o que acontecerá após a morte. Há, ao contrário, um compromisso com o presente, aqui e agora, que deve garantir autenticidade e conseqüentemente o futuro. Numa palavra, a pergunta questiona o sentido da vida. Pode por isso ser formulada assim: que devo fazer para que minha vida tenha sentido? Ou seja: como devo viver para colher plenamente os frutos da vida? Ou ainda: que devo fazer para que minha vida não transcorra inutilmente?

Jesus é o único capaz de nos dar uma resposta, porque é o único que nos pode garantir vida eterna. Por isso também é o único que consegue mostrar o sentido da vida presente e dar-lhe um conteúdo de plenitude.

4. Antes, porém, de dar sua resposta, Jesus questiona a pergunta do jovem num aspecto muito importante: por que me chamas de bom? Nesta pergunta se encontra a chave da resposta. Aquele jovem percebeu que Jesus é bom e que é mestre. Um mestre que não engana. Nós estamos aqui porque temos esta mesma convicção: Jesus é bom. Podemos não saber dar toda a razão desta percepção, mas é certo que ela nos aproxima dele e nos abre ao seu ensinamento: um mestre bom. Quem reconhece o bem é sinal que ama. E quem ama, na feliz expressão de São João, conhece Deus (cf.1Jo 4,7). O jovem do Evangelho teve uma percepção de Deus
em Jesus Cristo.

Jesus nos garante que só Deus é bom. Estar aberto à bondade significa acolher Deus. Assim Ele nos convida a ver Deus em todas as coisas e em todos os acontecimentos, mesmo lá onde a maioria só vê a ausência de Deus. Vendo a beleza das criaturas e constatando a bondade presente em todas elas, é impossível não crer em Deus e não fazer uma experiência de sua presença salvífica e consoladora. Se nós conseguíssemos ver todo o bem que existe no mundo e, ainda mais, experimentar o bem que provém do próprio Deus, não cessaríamos jamais de nos aproximar dele, de O louvar e Lhe agradecer. Ele continuamente nos enche de alegria e de bens. Sua alegria é nossa força.

Mas nós não conhecemos senão de forma parcial. Para perceber o bem necessitamos de auxílios, que a Igreja nos proporciona em muitas oportunidades, principalmente pela catequese. Jesus mesmo explicita o que é bom para nós, dando-nos sua primeira catequese. «Se queres entrar na vida, observa os mandamentos» (Mt 19,17). Ele parte do conhecimento que o jovem já obteve certamente de sua família e da Sinagoga: de fato, ele conhece os mandamentos. Eles conduzem à vida, o que equivale a dizer que eles nos garantem autenticidade. São as grandes balizas a nos apontarem o caminho certo. Quem observa os mandamentos está no caminho de Deus.

Não basta conhecê-los. O testemunho vale mais que a ciência, ou seja, é a própria ciência aplicada. Não são impostos de fora, nem diminuem nossa liberdade. Pelo contrário: constituem impulsos internos vigorosos, que nos levam a agir nesta direção. Na sua base está a graça e a natureza, que não nos deixam parados. Precisamos caminhar. Somos impelidos a fazer algo para nos realizarmos a nós mesmos. Realizar-se, através da ação, na verdade, é tornar-se real. Nós somos, em grande parte, a partir de nossa juventude, o que nós queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos.

5. Nesta altura volto-me, de novo, para vós, jovens, querendo ouvir também de vós a resposta do jovem do Evangelho: tudo isto tenho observado desde a minha juventude. O jovem do Evangelho era bom. Observava os mandamentos. Estava pois no caminho de Deus. Por isso Jesus fitou-o com amor. Ao reconhecer que Jesus era bom, testemunhou que também ele era bom. Tinha uma experiência da bondade e por isso, de Deus. E vós, jovens do Brasil e da América Latina? Já descobristes o que é bom? Seguis os mandamentos do Senhor? Descobristes que este é o verdadeiro e único caminho para a felicidade?

Os anos que vós estais vivendo são os anos que preparam o vosso futuro. O “amanhã” depende muito de como estais vivendo o “hoje” da juventude. Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis. Vivei com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade.

Muitas vezes sentimos trepidar nossos corações de pastores, constatando a situação de nosso tempo. Ouvimos falar dos medos da juventude de hoje. Revelam-nos um enorme déficit de esperança: medo de morrer, num momento em que a vida está desabrochando e procura encontrar o próprio caminho da realização; medo de sobrar, por não descobrir o sentido da vida; e medo de ficar desconectado diante da estonteante rapidez dos acontecimentos e das comunicações. Registramos o alto índice de mortes entre os jovens, a ameaça da violência, a deplorável proliferação das drogas que sacode até a raiz mais profunda a juventude de hoje. Fala-se por isso, seguidamente, de uma juventude perdida.

Mas olhando para vós, jovens aqui presentes, que irradiais alegria e entusiasmo, assumo o olhar de Jesus: um olhar de amor e confiança, na certeza de que vós encontrastes o verdadeiro caminho. Sois jovens da Igreja. Por isso Eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam por este mundo errantes, como ovelhas sem pastor. Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; encontrem-se com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se. Que também eles e elas descubram os caminhos seguros dos Mandamentos e por eles cheguem até Deus.

Podeis ser protagonistas de uma sociedade nova se procurais pôr em prática uma vivência real inspirada nos valores morais universais, mas também um empenho pessoal de formação humana e espiritual de vital importância. Um homem ou uma mulher despreparados para os desafios reais de uma correta interpretação da vida cristã do seu meio ambiente será presa fácil a todos os assaltos do materialismo e do laicismo, sempre mais atuantes em todos os níveis.

Sede homens e mulheres livres e responsáveis; fazei da família um foco irradiador de paz e de alegria; sede promotores da vida, do início ao seu natural declínio; amparai os anciãos, pois eles merecem respeito e admiração pelo bem que vos fizeram. O Papa também espera que os jovens procurem santificar seu trabalho, fazendo-o com competência técnica e com laboriosidade, para contribuir ao progresso de todos os seus irmãos e para iluminar com a luz do Verbo todas as atividades humanas (cf. Lumen Gentium, n. 36). Mas, sobretudo, o Papa espera que saibam ser protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna, cumprindo as obrigações frente ao Estado: respeitando as suas leis; não se deixando levar pelo ódio e pela violência; sendo exemplo de conduta cristã no ambiente profissional e social, distinguindo-se pela honestidade nas relações sociais e profissionais. Tenham em conta que a ambição desmedida de riqueza e de poder leva à corrupção pessoal e alheia; não existem motivos para fazer prevalecer as próprias aspirações humanas, sejam elas econômicas ou políticas, com a fraude e o engano.

Definitivamente, existe um imenso panorama de ação no qual as questões de ordem social, econômica e política ganham um particular relevo, sempre que haurirem sua fonte de inspiração no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja. A construção de uma sociedade mais justa e solidária, reconciliada e pacífica; a contenção da violência e as iniciativas que promovam a vida plena, a ordem democrática e o bem comum e, especialmente, aquelas que visem eliminar certas discriminações existentes nas sociedades latino-americanas e não são motivo de exclusão, mas de recíproco enriquecimento.

Tende, sobretudo, um grande respeito pela instituição do Sacramento do Matrimônio. Não poderá haver verdadeira felicidade nos lares se, ao mesmo tempo, não houver fidelidade entre os esposos. O matrimônio é uma instituição de direito natural, que foi elevado por Cristo à dignidade de Sacramento; é um grande dom que Deus fez à humanidade. Respeitai-o, venerai-o. Ao mesmo tempo, Deus vos chama a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados é somente fonte de felicidade e de paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimônio, um baluarte das vossas esperanças futuras. Repito aqui para todos vós que «o eros quer nos conduzir para além de nós próprios, para Deus, mas por isso mesmo requer um caminho de ascese, renúncias, purificações e saneamentos» (Carta encl. Deus caritas est, (25/12/2005), n. 5). Em poucas palavras, requer espírito de sacrifício e de renúncia por um bem maior, que é precisamente o amor de Deus sobre todas as coisas. Procurai resistir com fortaleza às insídias do mal existente em muitos ambientes, que vos leva a uma vida dissoluta, paradoxalmente vazia, ao fazer perder o bem precioso da vossa liberdade e da vossa verdadeira felicidade. O amor verdadeiro “procurará sempre mais a felicidade do outro, preocupar-se-á cada vez mais dele, doarse- á e desejará existir para o outro” (Ib. n. 7) e, por isso, será sempre mais fiel, indissolúvel e fecundo.

Para isso, contais com a ajuda de Jesus Cristo que, com a sua graça, fará isto possível (cf. Mt 19,26). A vida de fé e de oração vos conduzirá pelos caminhos da intimidade com Deus, e de compreensão da grandeza dos planos que Ele tem para cada um. “Por amor do reino dos céus” (ib., 12), alguns são chamados a uma entrega total e definitiva, para consagrar-se a Deus na vida religiosa, “exímio dom da graça”, como foi definido pelo Concílio Vaticano II (Decr. Perfectae caritatis, n.12). Os consagrados que se entregam totalmente a Deus, sob a moção do Espírito Santo, participam na missão de Igreja, testemunhando a esperança no Reino celeste entre todos os homens. Por isso, abençôo e invoco a proteção divina a todos os religiosos que dentro da seara do Senhor se dedicam a Cristo e aos irmãos. As pessoas consagradas merecem, verdadeiramente, a gratidão da comunidade eclesial: monges e monjas, contemplativos e contemplativas, religiosos e religiosas dedicados às obras de apostolado, membros de institutos seculares e das sociedades de vida apostólica, eremitas e virgens consagradas. “A sua existência dá testemunho do amor a Cristo quando eles se encaminham pelo seu seguimento, tal como este se propõe no Evangelho e, com íntima alegria, assumem o mesmo estilo de vida que Ele escolheu para Si” (Congr. para os Inst. de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica: Instr. Partir de Cristo, n. 5). Faço votos de que, neste momento de graça e de profunda comunhão em Cristo, o Espírito Santo desperte no coração de tantos jovens um amor apaixonado no seguimento e imitação de Jesus Cristo casto, pobre e obediente, voltado completamente à glória do Pai e ao amor dos irmãos e irmãs.

6. O Evangelho nos assegura que aquele jovem, que veio correndo ao encontro de Jesus, era muito rico. Entendemos esta riqueza não apenas no plano material. A própria juventude é uma riqueza singular. É preciso descobri-la e valorizá-la. Jesus lhe deu tal valor que convidou esse jovem para participar de sua missão de salvação. Tinha todas as condições para uma grande realização e uma grande obra.

Mas o Evangelho nos refere que esse jovem se entristeceu com o convite. Foi embora abatido e triste. Este episódio nos faz refletir mais uma vez sobre a riqueza da juventude. Não se trata, em primeiro lugar, de bens materiais, mas da própria vida, com os valores inerentes à juventude. Provém de uma dupla herança: a vida, transmitida de geração em geração, em cuja origem primeira está Deus, cheio de sabedoria e de amor; e a educação que nos insere na cultura, a tal ponto que, em certo sentido, podemos dizer que somos mais filhos da cultura e por isso da fé, do que da natureza. Da vida brota a liberdade que, sobretudo nesta fase se manifesta como responsabilidade. E o grande momento da decisão, numa dupla opção: uma quanto ao estado de vida e outra quanto à profissão. Responde à questão: que fazer com a vida?

Em outras palavras, a juventude se afigura como uma riqueza porque leva à descoberta da vida como um dom e como uma tarefa. O jovem do Evangelho percebeu a riqueza de sua juventude. Foi até Jesus, o Bom Mestre, para buscar uma orientação. Mas na hora da grande opção não teve coragem de apostar tudo
em Jesus Cristo. Conseqüentemente saiu dali triste e abatido. É o que acontece todas as vezes que nossas decisões fraquejam e se tornam mesquinhas e interesseiras. Sentiu que faltou generosidade, o que não lhe permitiu uma realização plena. Fechou-se sobre sua riqueza, tornando-a egoísta.

Jesus ressentiu-se com a tristeza e a mesquinhez do jovem que o viera procurar. Os Apóstolos, como todos e todas vós hoje, preenchem esta lacuna deixada por aquele jovem que se retirou triste e abatido. Eles e nós estamos alegres porque sabemos em quem acreditamos (2 Tim 1,12). Sabemos e testemunhamos com nossa própria vida que só Ele tem palavras de vida eterna (Jo 6,68). Por isso, com São Paulo, podemos exclamar: alegrai-vos sempre no Senhor (Fil 4,4).

7. Meu apelo de hoje, a vós jovens, que viestes a este encontro, é que não desperdiceis vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana.

Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada.

Queridos jóvenes, dentro de poco inauguraré
la Quinta Conferencia del Episcopado Latinoamericano. Os pido que sigáis con atención sus trabajos; que participéis en sus debates; que recéis por sus frutos. Como ocurrió con las Conferencias anteriores, también ésta marcará de modo significativo los próximos diez años de Evangelización en América Latina y en el Caribe. Nadie debe quedar al margen o permanecer indiferente ante este esfuerzo de
la Iglesia, y mucho menos los jóvenes. Vosotros con todo derecho formáis parte de
la Iglesia, la cual representa el rostro de Jesucristo para América Latina y el Caribe.

Je salue les francophones qui vivent sur le Continent latino-américain, les invitant à être des témoins de l’Évangile et des acteurs de la vie ecclésiale. Ma prière vous rejoint tout particulièrement, vous les jeunes, vous êtes appelés à construire votre vie sur le Christ et sur les valeurs humaines fondamentales. Que tous se sentent invités à collaborer pour édifier un monde de justice et de paix.

Dear young friends, like the young man in the Gospel, who asked Jesus “what must I do to have eternal life?”, all of you are searching for ways of responding generously to God’s call. I pray that you may hear his saving word and become his witnesses to the people of today. May God pour out upon all of you his blessings of peace and joy.

Queridos jovens, Cristo vos chama a serem santos. Ele mesmo vos convoca e quer andar convosco, para animar com Seu espírito os passos do Brasil neste início do terceiro milênio da era cristã. Peço à Senhora Aparecida que vos conduza, com seu auxílio materno e vos acompanhe ao longo da vida.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Somos do Éxercito de Gedeão!

Arquivado em: Grupo Vence Brasil, Avivamento — Padre Roger Luis at 4:02 pm on Quinta-feira, Maio 10, 2007

Nessa madrugada de Quarta-feira (08 de maio de 2007), celebramos a Eucaristia as 3 horas da manhã, em louvor e agradecimento aos 80 dias de clamor nas madrugadas de quarta. Deus já tem feito muito e tem se multiplicado as pessoas que estão conosco clamando pela nossa nação.

 

Antes de iniciarmos a Eucaristia, depois do canto de entrada, oramos um longo tempo em línguas e o Senhor nos deu algumas imagens:

“Coletes, espadas, escudos caindo do céu, sendo entregue a nós. E as pessoas iam tomando posse do armamento que estava sendo dado”.

(Essa era a certeza que vinha aos nossos corações: nessa madrugada, Deus estava nos revestindo de autoridade e nos dando armas acertadas para combater e vencer o combate!).

 

Uma segunda imagem: “Um grande exército se levantando e recebendo a capacitação para o combate. Um exército sendo munido de muita autoridade e poder”.

 A terceira imagem: “O Senhor nos entregando uma chave, para abrir uma porta, e essa porta só poderia ser aberta com essa chave”.

Deus nos conduziu a um ato penitencial profundo, de arrependimento dos nossos pecados, e de um arrependimento profundo e ardoroso pelos pecados da nossa nação. Clamamos, choramos e suplicamos o perdão de Deus pela nossa nação, pelos nossos estados e nossas cidades. Sentimos um derramar muito grande da misericórdia de Deus.

 

Na pregação da palavra, o Senhor nos levou por seu Espírito a mergulhar na palavra do dia de hoje, que fala da discussão dos judeus que queriam que os pagãos fossem circuncidados, Paulo e Barnabé vão até Pedro e as outras autoridades da Igreja para conversar sobre esse assunto. A partir daí, percebemos o quanto Deus quer que sejamos conduzidos pelo Espírito Santo e não pelos impulsos humanos, temos que obedecer a Deus, e o mover do Senhor era o Batismo no Espírito Santo aos pagãos e a circuncisão do coração, pelo Batismo. O Senhor nos deu como exemplo o texto de Juízes 7, que nos mostra a indicação de Deus para Gedeão, onde o exército de Gedeão tinha 32 mil homens, e o Senhor se preocupa em não dar a vitória a Israel pelo número do exército: “Estás levando gente demais contigo para que eu entregue Madiã a suas mãos. Israel poderia gloriar-se às minhas custas, dizendo: ‘Foi minha mão que me salvou’”. (Jz 7, 2). O Senhor nos falava de que é pelo poder dEle que nossa nação será salva, pela força de seu Espírito Santo. E Deus está escolhendo esse exército que tem a coragem de levantar nas madrugadas para clamar pela nação, para clamar por esse “reinflama o carisma”, esse renovo do Espírito para a nossa nação. Eu sou escolhido, você é escolhido, nós somos escolhidos por Deus para esse combate, e o Senhor nessa madrugada está colocando em nossas mãos as armas necessárias para o combate. Temos que estar atentos: estamos num intenso combate e não podemos perder isso de vista. Somos o exército escolhido do Senhor. Temos que ter consciência de que Deus não usará de uma grande multidão para clamar por esse avivamento, mais dará a vitória pela oração do povo escolhido. Se formos ver o avivamento protestante mais conhecido que temos notícias, o do País de Gales, um país inteiro se converteu e foi avivado pela oração insistente de cinco jovens, apenas cinco jovens, da mesma forma o avivamento da Rua Azuza nos EUA, e tantas outros, foi um grupo pequeno que se colocou na brecha para orar. Temos que multiplicar os grupos, mais sempre seremos um número reduzido nas madrugadas, mais temos que ter a certeza da eficácia e do poder da nossa oração, que está movendo corações no Brasil. Hoje somos dezenove aqui na Capela de Santa Rita
em Cachoeira Paulista, mais tem grupos no Rio de Janeiro, Queluz-SP, Lavrinhas-SP, Guarapuava-PR, Araguaina-TO, Poços de Caldas-MG, Joinville-SC, Teixeira de Freitas-BA, Cascavel-PR, Tijucas do Sul-PR, São João Batista-SC, Araraquata-SP, e tantos anônimos que conosco se juntam para clamar aos céus pela nação brasileira.

 

Mesmo sendo um pequeno resto, Deus se utilizará da nossa disposição para salvar a nação brasileira e fazer acontecer o maior avivamento já visto na história da humanidade. O Brasil será celeiro de unção, de vocações, de milagres, de poder, não mais exportaremos prostituição, sensualidade, novelas, carnaval, exportaremos para o mundo o poder do Espírito Santo que se moverá na maior nação católica do Mundo. Os nossos irmãos evangélicos voltarão para a Igreja em busca da unção, a unção será tão grande que viveremos a experiência do açúcar que atrai para si as abelhas, milhares virão buscar a unção de Deus. Mais o Senhor quer dar a vitória a partir de um pequeno resto, foi o que Deus fez com Gedeão e seu exército: “Então o Senhor disse a Gedeão: com esses trezentos que beberam lambendo, Eu vos salvarei, entregando Madiã em vosso poder”. (Jz 7, 7).

 

Não tenho dúvidas de que o Senhor nos dará o Brasil, e que nossa nação prosperará no poder e na força do santo Espírito. Temos que estar presos à videira que é Cristo, e ter essa certeza no coração: “pois sem mim não podeis fazer nada”. (João 8, 5). Conquistaremos o Brasil e o mundo para o Senhor estando com Ele e ouvindo a sua moção e a sua voz! Temos que ser dóceis à ação do Espírito Santo. O Senhor salvará nossa nação com a fidelidade desse pequeno resto que somos nós que clamamos por Ele e confiamos na sua ação em nossas vidas, não porque somos melhores do que ninguém, mais porque nos colocamos à disposição de Deus e nos colocamos na brecha da oração.

Depois da pregação oramos com muito fervor e intensidade, e o Senhor nos dava uma imagem:

“O mapa do Brasil enrolado e amarrado com uma corrente e vários cadeados. E as chaves para abrir esses cadeados estava nos sendo dada nessa pelo Senhor nessas madrugadas, chaves que abriam cada cadeado”.

O Senhor nos conduziu por uma palavra profética a fazermos um ato de ousadia – Deus nos mandou colocar as mãos no chão, mandando-nos consagrar o Brasil, o território brasileiro a Ele, e todos os dezenove que estávamos na Santa Missa nos ajoelhamos e tocamos o solo da capela e profetizamos sobre o Brasil, fomos abençoando as terras brasileiras, cada estado, cada cidade, cada canto da nossa nação! Aleluia!

E a imagem que vinha enquanto oramos sobre o solo brasileiro era do Sacrossanto Sangue do Senhor penetrando o solo Brasileiro e libertando as cadeias malignas! E proclamávamos profeticamente: “Vence Jesus na terra de Santa Cruz!”

Cantamos profetizando sobre o Brasil: “Se tentarem matar os teus sonhos, sufocando o seu coração. Se lançaram você numa cova e ferido perdeu a visão. Não desista, não pare de crer, os sonhos de Deus jamais vão morrer. Não desista, não pare de lutar, não pare de adorar. Levanta seus olhos e vê, Deus está restaurando os seus sonhos, e a sua visão. Brasil, recebe a cura! Recebe a unção! Unção de ousadia! Unção de conquista! Unção de multiplicação!”

No momento da consagração o Senhor falava ao meu coração: “Ficai atentos aos sinais que vos darei a partir de agora”!

Na ação de graças o Senhor nos dava uma palavra em Neemias 4, mais especificamente o versículo 11: “Os que construíam a muralha e os carregadores estavam armados; com uma mão trabalhavam e com a outra empunhavam a arma”. Estejamos muito atentos a essa palavra – com uma mão trabalhavam e a outra empunhavam a arma – estamos em combate, estejamos dessa maneira, trabalhando mais com as armas do combate. Deus nos dará a vitória, Deus nos dará o Brasil e o mundo! Aleluia!

Deus abençoe a todos!

Com orações e amizade,

Pe.Roger Luis
Canção Nova

Onde está o teu irmão

Arquivado em: Espiritualidade, Sem Categoria — Padre Roger Luis at 12:11 am on Sexta-feira, Maio 4, 2007

Hoje fiz uma experiência muito forte com a palavra de Deus, que me levou a uma séria reflexão, sobre o meu chamado e sobre aqueles que comigo fizeram uma experiência de Deus, e hoje não estão mais nos caminhos do Senhor!Estou estudando o Evangelho de Lucas,  me deparei com alguns textos muito fortes e comecei a perceber o quanto preciso de mudança, de decisão, e queria compartilhar a experiência feita com os mesmos.

No capítulo quatorze fala dos “lugares no banquete”, dos “convidados do banquete”, das “exigências do seguimento” e sobre “o sal”, e me deparei com o texto que diz: “De fato, se algum de vós quer construir uma torre, não se senta primeiro para calcular os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar…Caso contrário, ele vai pôr o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a zombar. ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ “(Lucas 14, 28-31).

Essa passagem me levou a lembrar-me de todos aqueles que começaram na caminhada comigo, que experimentaram o amor libertador de Deus, que celebraram as maravilhas de Deus, e hoje não estão mais na caminhada. Voltaram para a vida velha, voltaram a tocar nos barzinhos, voltaram para a prostituição, voltaram para as drogas, porém, Deus não deixou de amá-los, mais infelizmente hoje são causa de zombaria para a Igreja. Quem os viu pregando, orando, cantando para Deus zombam do Senhor pelo contra testemunho que hoje estão dando, zombam da experiência que fizeram com o Senhor.

No ano de 2003, perdi um grande amigo numa situação dolorosa. Ele se libertou das drogas como eu, deixou a vida do mundo como eu, renunciou à prostituição como eu, vivia uma vida de santidade, de luta constante, de PHN. Foi para um seminário, não se adaptou, voltou para a nossa cidade e não foi muito bem acolhido no meio religioso, o viram como um derrotado ou até mesmo um traidor, que não chegou até o fim no projeto de Deus, o viram como um inconstante. Daí, quem o abraçou foram as pessoas que viviam as coisas do mundo. Tive a oportunidade de inúmeras vezes orar por ele, ele retornava mais não conseguia perseverar, chorei junto com esse meu irmão (o considero irmão de sangue), mais no início desse ano de 2003 ele se envolveu com drogas e traficantes, voltando definitivamente à vida velha, eu estive doente nesse mesmo semestre e não tive oportunidade de encontrar-me com ele, e em setembro ele sofreu um acidente de moto, e ficou no CTI durante 15 dias, internado como um bandido e vigiado pela polícia. Queria muito ter ido lá, ter falado o quanto eu o amava, o convidado a reagir, e lutar pela vida, mais eu corria risco de morte e não podia viajar, morava em Palmas-TO na época, e ele veio a falecer. Não tenho dúvidas que Deus colheu a alma dele, pois recebeu os sacramentos antes de vir a falecer. Foi uma dor imensa, um sentimento de impotência diante daquilo que ele viveu. Esse meu amigo era um pregador ungido, com seu testemunho já havia convertido a muitos, e morreu dessa forma que relatei acima. E como ele, tenho outros amigos que estão nessa situação.

Deus não quer que seus amados filhos sejam causa de zombaria para a Igreja, que não façam direito as contas e que construam somente o alicerce. Deus quer que seus filhos cheguem até o fim, até à glória do céu testemunhando seu poder. A pergunta que me vinha ao coração diante dessa palavra era: “Onde está o teu irmão“, foi esse o questionamento que Deus fez a Caim: “Onde está o teu irmão Abel”(Gn 4, 9)…essa é a pergunta que Deus me faz e faz a você: “Pe.Roger, onde estão aqueles irmãos que começaram com você a caminhada de Deus”…Caim respondeu: “Por acaso eu sou o guarda do meu irmão”(Gn 4, 10). No dia de hoje, eu Pe.Roger declaro que sou o guarda do meu irmão! Nós somos os guardas dos nossos irmãos, e precisamos dar esse passo de ir até eles, chamando-os à vida! Não podemos nos conformar que nossos irmãos sejam causa de zombaria para Deus e para a Igreja. É hora de lutarmos para que eles sejam resgatados e dêem testemunho do que o Senhor fez em favor deles.

Seja esse instrumento de resgate para esses, não tenha medo de procurá-los, de mandar uma carta, um e-mail, ligar, Deus quer te usar. Você pode até cantar ou recitar essa poesia do Robson Júnior que o Pe.Fábio de Melo gravou no seu novo CD, para esse seu amigo: “Não é tarde eu sei que podes retornar, deixar o que passou, recomeçar. As marcas vão restar pra recordar, o quanto Deus te ama. Tudo isso vai servir de ensinamento, as feridas cicatrizam com o tempo, é só cuidar. Deus espera poder te reencontrar, e o brilho dos teus olhos restaurar. E estender-te a mão pra revelar que a todo este tempo, seu amor e sua graça te enviou! Mas as frestas eram poucas pra receber o seu amor. Não é tarde, não te entregues não, Deus conhece e aceita as verdades do teu coração. Não é tarde pra viver melhor. O teu passado é agua que não move o moinho do teu coração, nem do coração de Deus”.

Estamos unidos nessa missão de ir atrás daqueles que ficaram para trás, que ficaram no alicerce, há uma casa a ser edificada, e ainda há tempo para que isso aconteça. Ajude o seu irmão a chegar até onde Deus quer que ele chegue. Dê o passo!

Conte comigo!
Seu amigo e irmão,
Pe.Roger Luis
Canção Nova