Com o Papa, cinco meses de Sacerdócio!!!
Ontem (12 de maio de 2007) fiz cinco meses de sacerdócio, dia de gratidão e de louvor a Deus pela escolha e por Ele estar me dando a graça de cumprir com humildade e simplicidade a missão a mim confiada.
Esse quinto mês foi marcado pela graça de estar na presença do Santo Padre o Papa Bento XVI. Na quinta-feira estive no Encontro do Santo Padre com os jovens no Pacaembú (São Paulo), muito emocionante e de palavras muito fortes, refletindo sobre a passagem do Evangelho que diz do jovem rico (Mt 19, 16-22), diz: “que devo fazer para que minha vida tenha sentido? Ou seja: como devo viver para colher plenamente os frutos da vida? Ou ainda: que devo fazer para que minha vida não transcorra inutilmente?
Jesus é o único capaz de nos dar uma resposta, porque é o único que nos pode garantir vida eterna. Por isso também é o único que consegue mostrar o sentido da vida presente e dar-lhe um conteúdo de plenitude(…)Nós estamos aqui porque temos esta mesma convicção: Jesus é bom. Podemos não saber dar toda a razão desta percepção, mas é certo que ela nos aproxima dele e nos abre ao seu ensinamento: um mestre bom. Quem reconhece o bem é sinal que ama. E quem ama, na feliz expressão de São João, conhece Deus (cf.1Jo 4,7). O jovem do Evangelho teve uma percepção de Deus em Jesus Cristo(…)«Se queres entrar na vida, observa os mandamentos» (Mt 19,17). Ele parte do conhecimento que o jovem já obteve certamente de sua família e da Sinagoga: de fato, ele conhece os mandamentos. Eles conduzem à vida, o que equivale a dizer que eles nos garantem autenticidade. São as grandes balizas a nos apontarem o caminho certo. Quem observa os mandamentos está no caminho de Deus. Não basta conhecê-los. O testemunho vale mais que a ciência, ou seja, é a própria ciência aplicada. Não são impostos de fora, nem diminuem nossa liberdade. Pelo contrário: constituem impulsos internos vigorosos, que nos levam a agir nesta direção. Na sua base está a graça e a natureza, que não nos deixam parados. Precisamos caminhar. Somos impelidos a fazer algo para nos realizarmos a nós mesmos. Realizar-se, através da ação, na verdade, é tornar-se real. Nós somos, em grande parte, a partir de nossa juventude, o que nós queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos(…)Os anos que vós estais vivendo são os anos que preparam o vosso futuro. O “amanhã” depende muito de como estais vivendo o “hoje” da juventude. Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis. Vivei com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade(…)Sois jovens da Igreja. Por isso Eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam por este mundo errantes, como ovelhas sem pastor. Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; encontrem-se com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se. Que também eles e elas descubram os caminhos seguros dos Mandamentos e por eles cheguem até Deus(…)Tende, sobretudo, um grande respeito pela instituição do Sacramento do Matrimônio. Não poderá haver verdadeira felicidade nos lares se, ao mesmo tempo, não houver fidelidade entre os esposos. O matrimônio é uma instituição de direito natural, que foi elevado por Cristo à dignidade de Sacramento; é um grande dom que Deus fez à humanidade. Respeitai-o, venerai-o. Ao mesmo tempo, Deus vos chama a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados é somente fonte de felicidade e de paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimônio, um baluarte das vossas esperanças futuras. Repito aqui para todos vós que «o eros quer nos conduzir para além de nós próprios, para Deus, mas por isso mesmo requer um caminho de ascese, renúncias, purificações e saneamentos» (Carta encl. Deus caritas est, (25/12/2005), n. 5). Em poucas palavras, requer espírito de sacrifício e de renúncia por um bem maior, que é precisamente o amor de Deus sobre todas as coisas. Procurai resistir com fortaleza às insídias do mal existente em muitos ambientes, que vos leva a uma vida dissoluta, paradoxalmente vazia, ao fazer perder o bem precioso da vossa liberdade e da vossa verdadeira felicidade. O amor verdadeiro “procurará sempre mais a felicidade do outro, preocupar-se-á cada vez mais dele, doarse- á e desejará existir para o outro” (Ib. n. 7) e, por isso, será sempre mais fiel, indissolúvel e fecundo(…)Meu apelo de hoje, a vós jovens, que viestes a este encontro, é que não desperdiceis vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana. Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada”.(Discurso de Bento XVI aos jovens - 10 de maio de 2007, Estádio do Pacaembú, São Paulo) .
Essas palavras do Santo Padre aos jovens tocou-me profundamente tocado por essas palavras, por constatar que toda a proposta do Papa é vida e verdade, pois sou feliz e realizado na minha opção radical pelo Senhor, pela decisão que fiz de ser somente de Deus, por entregar minha juventude a Ele, não voltei triste para casa como o jovem rico do Evangelho, pois entreguei toda a riqueza da minha vida presente a Deus. Sou todo de Deus, sou entregue ao Senhor e à sua Igreja, e isso me realiza porfundamente. Consagrei-me aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana.
Sou feliz e realizado por ser padre da Igreja, por ter um pastor profeta, que não tem medo de falar a verdade diante das autoridades, diante do povo e de nenhum meio de comunicação, como o fez na Canonização de Santo Antonio de Sant’anna Galvão: “De fato, este nosso Santo entregou-se de modo irrevocável à Mãe de Jesus desde a sua juventude, querendo pertencer-lhe para sempre e escolhendo a Virgem Maria como Mãe e Protetora das suas filhas espirituais. Queridos amigos e amigas, que belo exemplo a seguir deixou-nos Frei Galvão! Como soam atuais para nós, que vivemos numa época tão cheia de hedonismo, as palavras que aparecem na Cédula de consagração da sua castidade: “tirai-me antes a vida que ofender o vosso bendito Filho, meu Senhor”. São palavras fortes, de uma alma apaixonada, que deveriam fazer parte da vida normal de cada cristão, seja ele consagrado ou não, e que despertam desejos de fidelidade a Deus dentro ou fora do matrimônio. O mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples que rejeitem ser consideradas criaturas objeto de prazer. É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento”.
Bento XVI me ensina nesse meu início de ministério sacerdotal, que não tenho que ter medo de falar a verdade, que preciso ser profeta, que preciso anunciar na íntegra o Santo Evangelho, e não dizer meias palavras, dizê-las todas completas e cheias do Espírito.
No dia que fiz cinco meses de padre, ganhei o presente de rezar o terço com o Santo Padre na Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Nossa Senhora sempre tomou a frente na minha vocação e tem me ensinado a cada dia, a olhar para o Senhor, e ser profeta.
Louvo a Deus pela Igreja viva, mãe e profética que é a Igreja Católica e que por graça faço parte dela, sou membro pelo Batismo e ministro pela Ordenação Presbiteral. Amo a Igreja, amo o Papa, sou feliz por ser Católico. Tenho 30 anos, sou jovem, e o eco das palavras do Santo Padre se fazem vida na minha vida.
Obrigado meu Senhor, pelos cinco meses que o Senhor me permite ser padre da Igreja e para a Igreja.
Obrigado pelo profetismo de Bento XVI! Obrigado pela paternidade de nossos Bispos!
Obrigado por ser o Senhor soberano dessa Igreja!
Obrigado Espírito Santo, alma e vida da Igreja!
Obrigado meu Senhor e meu Deus!
Pe.Roger Luis
Canção Nova