Você acredita que de um mal Deus pode tirar um bem?

Arquivado em: Avivamento, Espiritualidade — Padre Roger Luis at 5:16 am on Terça-feira, Julho 17, 2007

Tenho refletido esses dias, o quanto temos que estar em Deus, mergulhados na intimidade, e por essa intimidade adquirirmos assim a visão espiritual dos fatos e acontecimentos do dia a dia, sabendo que a sabedoria e a providência de Deus regem tudo.

 As perdas, os sofrimentos, os acontecimentos, as tribulações, as vitórias, as alegrias, e tudo o que acontece debaixo do céu, estão sob a mão poderosa de Deus. O autor do Eclesiastes magistralmente nos diz: “Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e de arrancar o que se plantou; tempo de matar e de curar; tempo de destruir e tempo de construir; tempo de chorar e tempo de sorrir; tempo de lamentar e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras e de as ajuntar; tempo de abraçar e tempo de se afastar dos abraços; tempo de procurar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora; tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo calar e tempo de falar; tempo de amor e tempo de ódio; tempo de guerra e tempo de paz”. (Ecle 3, 1-8).

E como é complicado entender o tempo de Deus, como é complicado esperar, como é complicado não ver as coisas acontecendo na hora que queremos. Corremos o risco de abandonarmos a Deus ou pensarmos que Ele nos abandonou se não nos colocarmos debaixo de sua mão poderosa, se não tomarmos posse na fé, de que Ele rege todas as coisas, e que estamos sob a “Divina Providência”.  Diz Jesus no Evangelho: “Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão contados” (Mt 10, 30), ou seja, tudo está sob a regência de Deus.

Fico pensando em José do Egito (a história completa desse grande homem de Deus está em Gn 37-50), que foi vendido como escravo por seus irmãos por causa do ciúme e da inveja, acorrentado, humilhado, ele não tirou os olhos de Deus, em quem tinha depositado toda a sua confiança. José na tribulação confiou e esperou o tempo de Deus, e tudo o que José fazia era abençoado, prosperava. Aqueles que o compraram de seus irmãos perceberam que ele era uma fonte de prosperidade e o venderam para um grande oficial de Faraó, rei do Egito, e tudo o que esse homem deu nas mãos de José, prosperou, foi abençoado. Um dia a esposa desse oficial se encantou com José e quis ter um caso com ele, porém, fiel ao seu dono, ele não aceitou; ela tentou, tentou, tentou e não conseguiu, e na última tentativa e recusa de José, ela grita e o acusa de ter tentado agarrá-la à força, e José é colocado na prisão sem ter culpa nenhuma. José não teria todos os motivos para blasfemar contra Deus? José não teria todos os motivos de querer tirar a própria vida, desistindo de viver? Tinha sido rejeitado pelos irmãos, vendido como escravo, e agora estava numa prisão sem ter culpa. Mais José entendia e tinha paciência de esperar o tempo de Deus, porque ele tinha os seus olhos fixos no Senhor, e não colocou seus problemas acima de Deus, e nem os colocou maiores que Deus. Deus era o tudo da vida de José, a mão poderosa de Deus regia a vida de José.

Na prisão José conheceu dois empregados da casa de Faraó, o chefe dos padeiros e o chefe dos copeiros, e interpretou um sonho que os mesmos tiveram, dizendo que os chefes dos padeiros seria morto pelo Faraó, e ao chefe dos copeiros que o emprego dele seria restituído em três dias, e pediu que ele se lembrasse de falar dele (José) ao Faraó. E tudo aconteceu da forma que José relatara, porém, o chefe dos copeiros se esqueceu dele, e passaram-se dois anos, e os olhos de José continuaram em Deus, o Deus da sua vida, que alimentava a sua esperança. Até que o Faraó teve um sonho e ninguém no reino soube interpretá-lo, quando o chefe dos copeiros se lembrou de José, e o rei mandou chamá-lo e ele trouxe a interpretação do sonho, e o Faraó o constituiu vice-rei. Será que você teria a paciência de esperar o tempo de Deus, como José teve? Por que vivemos num mundo do imediato, e caímos na tentação de acharmos que mandamos em Deus, que Ele tem que fazer as coisas na hora que pensamos que Ele deve fazer. José soube esperar o tempo de Deus, tinha os seus olhos fixos no Senhor da sua vida, e soube viver a espera: “Quem espera, ganha muito de Deus”.

A interpretação do sonho foi correta e veio uma grande fome sobre a terra naquela época, e José tinha enchido os reservatórios do Egito, e vendia comida para todos, até que os seus irmãos vieram até ele pedir ajuda, e o homem de visão espiritual depois de se revelar como o irmão que eles tinham vendido, proclama: “Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Entretanto, não vos aflijais, nem vos atormenteis, por me terdes vendido a este país. Por que foi para a vossa salvação que Deus me mandou adiante de vós para o Egito”. (Gn 45, 4-5). Sem visão espiritual José teria mandado prender seus irmãos e os feito seus escravos, porém, por ter passado a vida toda com os olhos fixos em Deus, e acreditando que tudo estava sob a mão poderosa de Deus, ele conseguiu enxergar diferente aquilo que viveu, e não guardou mágoa e nem ressentimento dos seus irmãos, mais entendeu os planos de Deus. Tenho certeza que José sempre se questionou no coração: para que estou vivendo isso? E não por que estou vivendo isso. O para que tem um outro sentido. Mude sua pergunta diante do sofrimento, da humilhação, da doença, da tribulação, da dificuldade financeira, dos problemas familiares, pois com certeza, você vai achar a resposta como José encontrou: “Por que foi para a vossa salvação que Deus me mandou adiante de vós para o Egito”. Olhe somente para Deus, para o alto, que é onde podemos achar respostas, pois a resposta não está em pessoas, em coisas, no dinheiro, em lugar nenhum a não ser em Deus.

 Quando o pai de José morreu, seus irmãos ficaram com medo dele se rebelar contra eles pelo que fizeram, e foram até José dizendo que iriam ser seus servos e que o pai tinha pedido para perdoar-lhes, e mais uma vez José provou em quem ele tinha colocado sua confiança e de onde vinha a sua força: “Vós pensastes fazer o mal contra mim. Deus, porém, converteu-o em bem, para dar vida a um povo numeroso, como vedes presentemente”. (Gn 50, 20).

Antes de se entregar as murmurações e reclamações contra Deus, antes de se entregar à tristeza profunda que vai te levar a uma depressão, antes de abandonar a sua fé e a Deus, antes de querer tirar a sua própria vida por causas das situações difíceis, antes de desanimar, desistir de continuar lutando, tente colocar os seus olhos fixos no Senhor, mudar seu questionamento de por que em para que, e compreenda que a mão poderosa de Deus está sobre tudo, e que Ele pode desse aparente mal, fazer um grande bem. Creia nisso, foi assim que José viveu uma vida feliz e abençoada. Mude sua visão! Deus é por você! Creia!!!

Conte comigo e com minhas orações!
Deus abençoe!
Seu amigo,
Pe.Roger Luis
Canção Nova

Por que a divisão? Deus quer a unidade!

Arquivado em: Espiritualidade — Padre Roger Luis at 8:18 pm on Sábado, Julho 7, 2007

Nesses últimos dias tenho sido incomodado pelo Espírito Santo em relação à divisão da Igreja, sobre todo esse processo que se iniciou na Reforma Protestante, nos anos de 1500, e que tem se alastrado cada vez mais até os tempos atuais. E comecei a me perguntar onde tenho colaborado para essa divisão, e o que tenho feito para promover a unidade?

Não quero tapar o sol com a peneira no que concerne ao meio de sobrevivência para muitos “pastores” que hoje tem se tornado a fundação de “igrejas” aqui no Brasil, e isso tem colaborado para a divisão, não somente com a Igreja Católica, como também, com as outras expressões eclesiais, ou seja, as Igrejas Evangélicas.

Tenho meditado sobre a dor do coração de Jesus por causa dessa divisão, pois o pai da divisão é o divisor, “diabolos”, e temos que coibi-lo pela nossa luta pela unidade. O Concílio Vaticano II dedicou um Decreto sobre o  empenho Ecumênico chamado “Unitatis Redintegratio”, onde o decreto no seu capítulo segundo aprofunda: “o trabalho da Igreja; a renovação da Igreja: sua importancia e necessidade; a conversão do coração; a oração pela unidade; o conhecimento dos irmãos separados; a formação ecumênica; a exposição clara e fiel da fé; a colaboração com os irmãos separados”. Fico admirado em pensar todo esforço que o Servo de Deus João Paulo II fez pela unidade, promovendo encontros e aprofundamentos teológicos, e até mesmo escrevendo uma bela Encíclica chamada “Ut Unum Sint”, publicada em 25 de maio de 1995, que todos os Cristãos, especialmente os Católicos deveriam ler para ver qual é a posição da Santa Igreja sobre o Ecumenismo, ao qual o nosso querido Papa Bento XVI tem dado continuidade com muito empenho no seu ministério!

O Catecismo da Igreja no número 818 diz a respeito dos nossos irmãos membros de outras denominações cristãs: “Os que hoje em dia nascem em comunidades que surgiram de tais rupturas ‘e estão imbuídos da fé em Cristo não podem ser argüidos de pecado de separação, e a Igreja Católica os abraça com fraterna reverência e amor…Justificados pela fé recebida no Batismo, estão incorporados em Cristo, e por isso com razão são honrados com o nome de cristãos e merecidamente reconhecidos pelos filhos da Igreja Católica como irmãos no Senhor”.

Essa palavra do Catecismo nos leva a uma posição diferente em relação aos nossos irmãos pertencentes a outras Igrejas Cristãs, pois a Igreja está nos dizendo, a nós Católicos, que temos que abraçar com fraterna reverência e amor esses cristãos, que estão incorporados em Cristo, e que são nossos irmãos no Senhor. Muitas vezes a nossa posição, os nossos discursos, as nossas pregações nos levam a uma atitude de relacionamento não de amigos, mais sim de inimigos. Fico impressionado com a postura de maturidade da Igreja, que muitas vezes é tão atacada por alguns e não responde com palavras e ações, mais age no Espírito, convocando à unidade, ao Ecumenismo. Toda a imaturidade de fé, nos leva ao ataque, nos leva às críticas, à disputa, e isso só divide o Corpo de Cristo.

Na Teologia aprendi uma coisa: a fé se defende com o sangue, com o martírio e não com o ataque com palavras e atitudes. O sangue dos mártires fez com que a fé chegasse até o dia de hoje, foram homens e mulheres, jovens e crianças, padres, religiosos e religiosas, casais, famílias inteiras que deram a vida, derramando o próprio sangue pela fé, e hoje eu sou católico e sacerdote por causa desses, que amaram a Igreja até ao ponto de dar a vida, e sua atitude vale muito mais que muitas palavras jogadas ao vento.

A Igreja ainda vai além no Catecismo, no número 819: “Além disso, ‘muitos elementos de santificação e verdade existem fora dos limites visíveis da Igreja Católica’: a palavra escrita de Deus, a vida da graça, a fé, a esperança, a caridade, outros dons interiores do Espírito Santo e outros elementos visíveis. O Espírito de Cristo serve-se dessas igrejas e comunidades eclesiais como meios de salvação cuja força vem da plenitude de graça e de verdade que Cristo confiou à Igreja católica. Todos esses bens provêm de Cristo e levam a Ele e chamam, por eles mesmos, para a unidade católica”.  

É belíssimo o trabalho realizado pelo CONIC e por outras instâncias da Igreja nessa bela luta pela unidade, são muitos os esforços de católicos e de outras denominações cristãs para que o desejo de JESUS se concretize: “Que todos sejam um”! Quero continuar sonhando esse sonho de Jesus, e muito mais que sonhar, quero colaborar com esse sonho, sendo mais católico a cada dia, orando incessantemente pela unidade e dando passos em direção aos queridos irmãos cristãos que não são católicos.

Estou emitindo uma posição pessoal, acho perda de tempo ficarmos parados em certas coisas, em discursões, incorrendo em contra testemunho, atacando-nos uns aos outros, e até mesmo colocando a música cristã como uma barreira e não uma ponte para a aproximação, pois como o mundo vai acreditar em Jesus Cristo se cada vez mais os cristãos se atacarem, disputarem entre si postos e reconhecimentos, direitos autorais, vendagem de CDS, coisas tão pequenas e tão fúteis e transitórias! O que atraía os pagãos para a Igreja no início era o amor: “vejam como eles se amam!”, tinha grande força essa exclamação dos pagãos. Temos muito o que ensinar e aprender  uns com os outros, como o próprio catecismo nos disse na citação que fiz acima, existem muitos elementos de santificação e verdade com os outros cristãos, e que tenho que valorizá-los e reconhecê-los, como a IGREJA nos ensina tão bem!

Hoje o Espírito Santo nos revela a vontade de Jesus na oração que Ele mesmo fez ao Pai: “…Que todos sejam um. Como Tu, Pai, está em mim e eu em ti, que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste”.(Jo 17, 21). Há uma premissa que temos que estar atentos nessa oração de Jesus – “a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” – ou seja, o mundo só vai crer em Jesus Cristo quando nós vivermos a unidade, só quando essa divisão e as provocações entre Católicos e Evangélicos acabar, pois senão, vamos começar a contemplar o que tem crescido assustadoramente no Brasil: a indiferença religiosa.

Peço a Deus que me dê a graça de viver essa unidade que é sonho de Jesus e desejo da Igreja, quero ser promotor da unidade e não da divisão. Creio que esse sonho tem sido semeado por Jesus no coração do nossos irmãos evangélicos como tem sido semeado no coração dos católicos, a começar desse lindo convite da Igreja ao Ecumenismo, pois é desejo de Deus. Estou orando incessantemente pela nossa unidade, para que amadureçamos na fé e cresçamos no amor e na comunhão!

Quero encerrar com o número 5 da Declaração “Nostra Aetate” do Concilio Vaticano II: Não podemos, porém, invocar Deus como Pai comum de todos, se nos recusamos a tratar como irmãos alguns homens, criados à Sua imagem. De tal maneira estão ligadas a relação do homem a Deus Pai e a sua relação aos outros homens seus irmãos, que a Escritura afirma: “quem não ama, não conhece a Deus” (1 Jo. 4,8)…A Igreja reprova, por isso, como contrária ao espírito de Cristo, toda e qualquer discriminação ou violência praticada por motivos de raça ou cor, condição ou religião. Consequentemente, o sagrado Concílio, seguindo os exemplos dos santos Apóstolos Pedro e Paulo, pede ardentemente aos cristãos que, “observando uma boa conduta no meio dos homens”. (1 Ped. 2,12), se ‚ possível, tenham paz com todos os homens, quanto deles depende, de modo que sejam na verdade filhos do Pai que está nos céus”.

O Amor sempre vencerá!
Estou com a Igreja!
Deus abençoe!
Seu amigo,
Pe.Roger Luis
Canção Nova

CATÓLICOS, voltem a enxergar!!!

Arquivado em: Grupo Vence Brasil, Espiritualidade — Padre Roger Luis at 7:19 pm on Terça-feira, Julho 3, 2007

No dia de hoje, depois de fazer minhas orações, fui dar uma olhada nos noticiários, e me deparei com um site de notícias, onde tinha uma matéria de um leitor contra a Igreja, porque o Papa e a Igreja se colocam contra o aborto, contra o sexo antes do casamento, contra o adultério, contra a prática homossexual, e percebi toda a sutileza e a aparente lógica da matéria, pois o autor é uma pessoa letrada. “Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo”. (1  João 4, 1).

Fiquei pensando: quantos católicos que sem muita firmeza na sua fé ao se depararem com aquela matéria tão bem escrita e persuasiva não deixariam de crer na palavra da Igreja, para crer naquilo que aparentemente tinha uma lógica? O seguimento do Evangelho requer esforço, adesão plena, decisão! A cultura de morte, a cultura do fácil que tem sido proposta pelos meios de comunicação e outros segmentos da sociedade, são totalmente contra o Evangelho de Jesus Cristo, e por isso mesmo, quando optamos pelo fácil, pelo meio termo, optamos pela doutrina do anticristo, e a Igreja Católica não vai seguir o meio termo, não vai aderir à cultura mundana e muito menos a cultura e doutrina do anticristo, do “fácil, extremamente fácil”! E creia meu irmão e minha irmã, “o pode do inferno nunca poderá vencê-la” (Mt 16,18), ou seja, mesmo que a Igreja esteja na cruz, numa aparente derrota, como foi o caso do seu mestre e fundador, Jesus, quando todos pensavam que Ele tinha morrido e tudo estava vencido, quando o diabo fazia festa supondo ter vencido, o Cristo ressuscitou, e assim será o caminho da Igreja, que é o caminho da vitória, pois “o poder do inferno nunca poderá vencê-la”. Aleluia!

Toda Igreja Cristã e todo cristão que aderir ao “fácil, ao extremamente fácil”, pode ter certeza que não faz parte dos discípulos de Cristo e nem da Igreja, pois assumiram a cultura do anticristo, e como o Apóstolo João disse na sua carta: “Filhinhos, esta é a última hora. Ouvistes dizer que o anticristo virá. Com efeito, muitos anticristos já se apresentaram – por isso, sabemos que chegou a última hora. Eles saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos, pois se fossem realmente dos nossos, teriam permanecido conosco. Mais precisa ficar claro que eles todos não são dos nossos”. (1 João 2, 18-19) . João estava dizendo de desertores daquela época, e essa palavra se torna atual pelos desertores e anticristos da nossa atualidade. São meios de comunicação, são homens de ciência, são pessoas que se dizem católicas mais que dizem “ter o direito de decidir”, são Igrejas que se dizem cristãs, que se levantam contra a Igreja, contra o Evangelho e contra a doutrina de Cristo, e contra o seu Vigário nesta terra. Quem persegue o Papa persegue a Cristo, pois Saulo perseguia os cristãos, e o próprio Cristo disse: “Por que me persegues?”

“Estamos na última hora”, como disse nosso irmão João, e temos que estar atentos, temos que pedir ao Espírito Santo o discernimento, temos que pedir a Deus que abra os nossos olhos. Saulo perseguia os cristãos no início da Igreja, e na estrada de Damasco ele tem uma experiência com o verdadeiro Cristo: “’Saul, Saul, por que me persegues?’ Saulo perguntou: ‘quem és tu, Senhor?’ A voz respondeu: ‘Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo’”(Atos 9, 4-5). Todo aquele que persegue a Igreja, persegue a Jesus Cristo e ao seu Evangelho, todo aquele que se levanta contra a Igreja de Jesus Cristo vai cair como Saulo caiu, foi de rosto em terra que Saulo fez essa experiência com o Cristo verdadeiro. Precisamos pedir a Deus que abra nossa visão, que nos liberte de toda a cegueira espiritual que essa poluição anticrística que tem vindo nos pressionar e questionar a nossa adesão a Cristo, gerando essa cegueira espiritual. Saulo ficou três dias cego, em jejum, e Ananias foi enviado por Deus para ministrar a Saulo o Espírito Santo, o Batismo no Espírito Santo, e a partir daí, as escamas que estavam cegando a Saulo caíram por terra e ele voltou a enxergar, e a ver que tinha escolhido o caminho errado, que estava servindo ao anticristo, e acertou o caminho, foi batizado e se transformou no grande apóstolo das nações (leia o capítulo 9 dos Atos dos Apóstolos).

Se você tem sido seduzido pelas vozes do anticristo que tem se multiplicado nesse tempo, nos tempos finais que estamos vivendo, e não concorda mais com o Evangelho, com a doutrina da Santa Igreja, com a voz que “clama no deserto” que é a voz do Sumo Pontífice, Bento XVI, comece a se questionar se não foi tomado de uma cegueira espiritual. Se você é católico e insiste em afirmar que a Igreja está errada em pregar a castidade, em defender a vida sendo contra o aborto e a eutanásia, sendo contra o uso de anticoncepcionais e camisinha, contra a manipulação embrionária, contra o adultério e tudo o que se tem feito de errado na vivência da sexualidade dentro do matrimônio, se você diz que não concorda com o celibato dos padres, com a confissão Sacramental e tantas outras coisas mais que a Igreja prega do Evangelho, é bom se questionar se realmente o seu coração e a sua vida está no Cristo ou no anticristo.

Peço que neste dia, o Espírito Santo venha libertar toda e qualquer cegueira espiritual que você se encontra, assim como Saulo foi liberto da cegueira em que se encontrava. Peça ao Espírito Santo que te liberte e te leve a experimentar o verdadeiro Cristo, suplique a Deus que te batize com o Espírito Santo, e volte a enxergar. CATÓLICOS, VOLTEM A ENXERGAR!

Conte comigo e com minhas orações! Deus não quer mais Católicos lights e muito menos Católicos servos do anticristo e da Nova Era que relativiza tudo e todos.

Deus abençoe!
Pe.Roger Luis
Canção Nova