Não desista de lutar, não pare de clamar!
Quando acordei no dia de hoje e me coloquei em oração, trouxe ao coração essa grande mulher de Deus, Santa Mônica, cuja memória é celebrada neste dia. Pensei nos tormentos e nas grandes tribulações que essa mulher viveu olhando o seu menino, Agostinho, afundado na vida do mundo, nos pecados, numa vida desregrada. O coração de mãe deve ter doido profundamente, porém, algo que não aconteceu com Mônica foi se entregar ao desespero, pelo contrário, ela se entregou à oração, ao clamor, não desistiu de lutar e nem de clamar.
Eis o grande exemplo de uma mulher avivada. Foram muitas as vigílias de oração que essa mãe fez pelo seu amado filho, foram muitas lágrimas derramadas por amor a um filho que ela queria tanto que estivesse entregue nos braços de Deus, que ela queria ver no céu, que ela queria que experimentasse o poder do Deus que ela amava e servia.
Mônica foi insistente com Deus, e as lágrimas de um coração contrito e humilde, foram conquistando o milagre. Um dia essa mãe resolveu fazer uma vigília por seu filho, e quando chegou em casa se deparou com uma surpresa: o seu filho tinha ido embora de casa, foi morar em Roma, na sede do império, onde a sensualidade tomava conta. Ela foi até o Bispo e contou tudo o que tinha acontecido, estava aos prantos, chorando a indiferença do seu filho à religião, e o Bispo disse a ela: “Deus não ficará indiferente à lágrimas tão sinceras de uma mãe que quer ver seu filho na presença dEle. Volte e continue rezando, pois suas preces serão ouvidas”.
Você está pensando em desistir daquelas pessoas que tem te dado trabalho? Você está pensando em abandonar aqueles que na sua casa não querem ouvir a palavra de Deus? É o seu filho, a sua filha, o seu marido, a sua esposa, talvez seja o seu pai, ou a sua mãe, o seu irmão, o seu amigo, o seu namorado? Quem quer que seja, como Mônica, não desista de lutar, não pare de clamar! Reaja, Deus te capacita, Deus vê as tuas lágrimas, Deus vê o seu combate, Ele só está esperando a brecha que esse seu querido vai dar, e o Senhor vai entrar e a glória de Deus vai transformar a vida dele para sempre.
Tem um texto bíblico que me chama muito a atenção, e tem incomodado ao meu coração, que é a atitude daqueles três jovens: Misac, Sidrac e Abdênago, que não negaram ao Deus que acreditavam, se prostrando diante da imagem de um falso deus que o rei Nabucodonosor mandou construir e deu a ordem que todos se prostrassem diante dela. Perceba a resposta que deram ao rei quando ele disse que os colocaria na fornalha se não adorassem seu deus: “Existe o nosso Deus a quem cultuamos, Ele nos pode livrar da fornalha acesa, salvando-nos da tua mão. Mas mesmo que isso não aconteça, fica sabendo, ó rei, que não vamos prestar culto ao seu deus, nem vamos adorar a estátua de ouro construída por ti, ó rei”. (Dn 3, 17-18). Temos que tomar muito cuidado, pois quando não obtemos respostas imediatas acabamos no desespero buscando falsos deuses, buscando a bruxaria, buscando o espiritismo, benzedores para ver se resolvem. Temos que aprender a esperar no Senhor, e Mônica esperou 28 anos para ver a glória de Deus agir na vida de Agostinho. Seja fiel, e verá a manifestação do poder de Deus na vida dos seus. Não desista de lutar, não pare de clamar! Te garanto, se você permanecer fiel a Deus, mesmo que você não veja os seus convertidos aqui nessa terra, você terá a feliz surpresa de vê-los no céu, na glória eterna de Deus, e eles vão te agradecer: “obrigado mãe, obrigado pai, obrigado meu irmão, obrigada minha irmã, obrigado meu filho, obrigado minha filha, seja você quem for, por ter buscado até o fim, por ter insistido, pela sua perseverança eu fui salvo”. Aleluia! Por isso: não desista de lutar, não pare de clamar!
Nas Confissões de Santo Agostinho, ele testemunha um dos diálogos finais que teve com sua mãe, quando poucos dias depois ela caiu enferma e foi para a glória eterna do Pai: “Falávamos a sós, com muita doçura e, esquecendo do passado, com os olhos no futuro, indagávamos entre nós sobre a verdade presente, quem és tu, como seria a futura vida dos santos, que olhos não viram, nem ouvidos ouviram nem subiu ao coração do homem (cf.1Cor 2, 9). Então disse ela (Santa Mônica): ‘Filho, quanto a mim, nada mais me agrada nesta vida. Que faço ainda e por que ainda aqui estou, não sei. Toda esperança terrena já desapareceu. Uma só coisa fazia-me desejar permanecer por algum tempo nesta vida: ver-te Cristão Católico, antes de morrer. Deus me atendeu com a maior generosidade, porque te vejo até como seu servo, desprezando a felicidade terrena. Que faço aqui?`”. Mônica não desistiu, não parou de clamar, e pode contemplar o objetivo de sua vida realizado. Por isso repito a você: não desista, não pare de clamar! Objetive sua oração e seu clamor, e verás a glória do Senhor. Esses jovens do livro de Daniel nos ensinam na oração que fizeram: “jamais haverá decepção para aqueles que em Ti esperam”. (Dn 3, 40).
Jesus nos adverte: “Portanto, Eu vos digo: pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; a quem bate, a porta será aberta”. (Lc 11, 9-10). Por isso como Santa Mônica, essa guerreira, avivada, que esperou no Senhor, não desista de lutar, não pare de clamar
Estamos juntos! Quero ajudar você a orar pelos seus! Deixe seu comentário, e junto com ele o nome das pessoas que hoje precisam encontrar-se com esse Deus que Agostinho encontrou pelas orações de sua mãe, e que o santificou! Estarei orando e oferecendo as Missas que eu celebrar por eles
Conte comigo sempre!
Seu amigo,
Pe.Roger Luis
Canção Nova