Você está cantando uma Canção Nova?
Fui muito tocado por Deus e impactado pela palavra da Liturgia na segunda-feira, onde na profecia de Daniel vimos quando o rei Nabucodonosor mandou ao chefe dos eunucos que buscasse entre os filhos de Israel, alguns jovens de estirpe real ou de família nobre, sem defeito físico e de boa aparência, com boa educação, instruídos e experientes em alguma ciência, para aprenderem as letras e a língua dos caudeus. O rei também mandou que se preparasse uma ração diária da comida e do vinho de sua mesa, para serem alimentados durante três anos, para que no fim pudessem servi-lo. E dentre os escolhidos, estavam Daniel, Ananias, Misael e Azarias. E aqui está o que me impactou neste texto: “Daniel decidiu que não iria se contaminar com as comidas e o vinho da mesa do rei. Pediu, então, ao chefe do pessoal que o dispensasse dessa contaminação”. (Dn 1, 8). O que me impressiona são as convicções religiosas dos jovens e dos homens da Bíblia. Será que eles eram anjos? Será que eles eram super-homens? Será que não sentiam? Será que eram deuses? Claro que não, eram homens de carne e osso, que tinham sentimentos, que passavam por dificuldades, que sofriam, mais que não arredavam o pé das suas convicções religiosas. ERAM FORTES EM DEUS!!!
Hoje o que vemos é o contrário! Pessoas fracas, muito frágeis e que não conseguem fazer renúncias, que preferem se contaminar com tudo aquilo que o mundo oferece: com novelas, com livros, com notícias, com filmes, com músicas. Liberou geral! Se vê de tudo, se ouve de tudo, se faz tudo. Fico me questionando sobre onde estão aqueles que realmente são convictos, que são radicais, que não aceitam as abominações e as contaminações desse mundo cruel.
Quando eu fiz a minha experiência com Deus na Renovação Carismática Católica, algo que aconteceu comigo e creio que com todos que fizeram a mesma experiência, foi um afastamento da vida e das realidades mundanas. Não estou dizendo que tudo o que tem nesse mundo é porcaria, e que esse corpo é o cárcere da alma, que temos que nos libertar. As coisas boas, que constroem, que edificam, devem sim serem vividas com intensidade e responsabilidade. Porém, o que temos visto é uma falsa liberdade que tem escravizado a muitos e matado a muitos também. Jovens nas drogas e no alcoolismo, na prostituição; famílias destruídas pelo adultério; corrupção, engano, muita sujeira, muita contaminação, e uma fé misturada e sem solidez. Qual é o preço dessa liberdade?
Ao experimentar Jesus eu me decidi, ou melhor, fui movido por Deus para deixar tudo o que era contaminado no mundo, e comecei com coragem pela música, que está tão arraigada e entranhada no sangue dos brasileiros. Fiz a opção de ouvir somente música cristã, e já fazem 13 anos não escuto músicas seculares, e confesso que não me fazem nenhuma falta. Muitos fizeram a mesma experiência que eu na época, mais com o passar do tempo chegaram à conclusão de que isso era exagero e fanatismo, coisa de Canção Nova e de Mons.Jonas Abib. E junto com o retorno à música secular, veio o alcoolismo, a sexualidade desregrada, as baladas, e estão vivendo uma vida vazia e sem sentido. Quero recordar-me algo importante que nos diz textualmente o Apocalipse: “Conheço a tua conduta. Não és frio, nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca”. (Apc 3, 15-16). É tempo de revermos nossas convicções religiosas e darmos uma resposta como Daniel teve coragem de dar, é tempo de nos avaliarmos e verificar se a vida que estamos levando nos está realizando, ou a alegria termina depois que passa o efeito da balada e vem logo a depressão; ou passa depois do vazio de fazer aquilo que as novelas, filmes e literaturas emporcalhadas ensinam. Outro texto questionador do Apocalipse diz: “Conheço a tua conduta, o teu esforço…És perseverante. Sofreste por causa do meu nome e não desanimaste. Mas tenho contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te de onde caíste! Converte-te e volta à tua prática inicial”. (Apc 2, 2-5). Onde as músicas seculares são compostas, para que são compostas, qual a intenção e qual o alvo a se atingir com as mesmas? As novelas, o que tem provocado e qual a intenção dos temas? Não podemos estar passivos diante dessas realidades, não podemos nos contaminar, precisamos ser decididos como Daniel e como os homens da Bíblia.
Quero dizer aos músicos católicos algo muito importante, se vocês buscarem inspiração naquilo que não vem de Deus, naquilo que não é consagrado a Deus, o seu ministério vai cair em eficácia, e a sua música não vai atingir como deveria, perde-se a unção pouco a pouco. Conheço ministros de músicas que jejuam, que oram meses, que consagram sua musicalidade a Deus para lançarem um trabalho musical, e é perceptivel a diferença, se sente a unção, pessoas são tocadas e curadas pelas canções. Creio que os Cristãos não precisam de harmonia e de inspiração em nada do que é de fora do contexto cristão, pois o Espírito Santo é muito criativo.
Na Canção Nova nosso Pai Fundador, Mons.Jonas nos ensina: “Na Canção Nova só há lugar para a ‘canção nova’. A música velha, mundana, alienante, sensual e provocadora só pode ser desterrada. Somos feitos para cantar a glória de Deus. Precisamos ensaiar desde agora. Há muito pouco tempo de ensaio. Logo, logo, o Maestro virá e não tardará!”
Estou com o Mons.Jonas até o fim, e perceba o que aconteceu com os Daniel e seus amigos que fizeram a opção de não se contaminarem com a comida do rei: “eles estavam com melhor aparência e corpo mais sadio do que todos os outros jovens que comiam do cardápio do rei. Aos quatro rapazes Deus concedeu o conhecimento e a compreensão de toda literatura, bem como a sabedoria e, a Daniel, especialmente o dom de interpretar toda espécie de visão”. (Dn 1, 15.17). Quando optamos somente pelas coisas do alto, pelas coisas de Deus, só saímos ganhando! Muita gente vai ficar para trás, muita gente quando o Maestro vier não saberá mais cantar a “canção nova”, porque se habituou à “canção velha”, e ficará para trás! Qual é a sua decisão?
Conte comigo e com minhas orações!
Deus abençoe sempre!Seu amigo,
Pe.Roger Luis
Canção Nova