Archive for outubro, 2009

Entao,a Igreja adora os santos? (Primeira Parte)


” Desde há muito tempo acusa-se a Igreja católica de desprezar as Sagradas Escrituras e tornar sem eficácia a única mediação de Cristo Jesus com o culto à Virgem Maria e aos Santos.

Também neste ponto – como naquele referente às imagens – não há fundamento algum numa tal acusação.

É verdade que somente Jesus Cristo salva: “Não há, debaixo do céu, outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4,11). Ele é o único Mediador entre Deus, nosso Pai, e a humanidade: “Há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, que se deu em resgate por todos” (1Tm 2,5). Nele nós temos a bênção da graça e da salvação: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda a sorte de bênção espirituais, nos céus, em Cristo. É pelo sangue deste que temos a redenção, a remissão dos pecados… (Ef 1,3.7). Este, é, portanto, um ponto central claríssimo da fé católica: só Cristo salva e somente Cristo intercede por nós junto do Pai. Não há outra mediação fora da mediação do único e absoluto Salvador, Cristo Jesus.

Como, então, justificar o culto aos Santos? Como compreender que se fale em intercessão dos Santos e, particularmente, da Virgem Maria?

O que é «um Santo»?

Antes de tudo, é importante compreender bem o que é um Santo.

Segundo a Escritura, somente Deus é Santo (cf. 1Sm 2,2; Sl 22,3; Is 6,3). A palavra hebraica «santo» (=kadosh) significa «separado». Deus é o Outro, o que está para além de tudo, o que é diverso de toda a criação, é aquele que não pode ser confundido com as criaturas, aquele que não pode ser manipulado pelo homem. Deus não está entre as criaturas: ele é o sustento de tudo, é o fundamento de tudo: “Nele vivemos, nos movemos e existimos” (At 17,28). Porque é Santo, Deus é completamente livre, soberano, glorioso. A Igreja, fiel à Palavra de Deus, afirma, na Oração Eucarística II: “Na verdade, ó Pai, vós sois Santo e fonte de toda a santidade!”

Sendo o Filho eterno do Pai, e Deus com o Pai, Jesus Cristo é o Santo de Deus (cf. Mc 1,24; Lc 1,35; At 3,14…). A cada Domingo a Igreja dirige-se, na Missa, ao Senhor Jesus com estas palavras: “Só vós sois o Santo, só vós o Senhor, só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo na glória de Deus Pai” (Oração do Glória). Sendo o Santo, ele nos santificou com a sua cruz e ressurreição, pois, ressuscitando, derramou sobre nós o seu Espírito Santo, Espírito de santificação: “Dizendo isso, soprou sobre eles e lhes disse: «Recebei o Espírito Santo…» (Jo 20,22). Ao sermos batizados, recebemos o Espírito Santo do Cristo ressuscitado, que nos dá uma nova vida: a vida do próprio Deus. É esta vida nova que nos faz “Santos”: “Vós vos lavastes, fostes santificados, fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito Santo” (1Cor 6,11) “Nele (em Cristo) ele (o Pai) nos escolheu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele no amor” (Ef 1,4). Por isso mesmo São Pedro afirma na sua carta: “Vós sois uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, o povo de sua particular propriedade” (1Pd 2,9).

Assim, aqueles que foram batizados em Cristo receberam a santidade de Cristo porque receberam o Espírito Santo de Cristo, Espírito santificador. Por isso mesmo muitas vezes São Paulo chama todos os cristãos de “Santos” (cf. 1Cor 1,2; 2Cor 1,1; Ef 3,8; Fl 4,21…). No entanto o cristão, sendo santo, ou seja, santificado por Cristo, deve viver como santo. Escrevendo aos Coríntios, o Apóstolo assim se referia aos batizados: … àqueles que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos… (1Cor 1,2). Em outras palavras: já santificados pelo Batismo, devemos cada vez mais nos abrir à ação do Espírito de santificação, que é o Espírito do Cristo ressuscitado. Vejam bem: a santidade é um fato já concreto para todo batizado: somos santos, fomos santificados e, ao mesmo tempo, é um processo, um desafio, um programa de vida: tornarmo-nos, por nossas ações e atitudes, aquilo que já somos. Assim, há santos que vivem como santos e há santos que vivem como pagãos! Só os primeiros são fiéis à graça recebida no Batismo!

Portanto, “santo”, para a Igreja, é todo cristão! Contudo, damos o nome de «santo» de um modo todo especial àqueles cristãos, irmãos nossos – canonizados ou não -, que já estão na Glória. Eles foram abertos à graça de Cristo, eles disseram “sim” sem reservas à salvação trazida por Jesus; aceitando completamente Jesus como Salvador, eles não resistiram à ação do Espírito Santo, eles viveram seu Batismo até às últimas conseqüências! O «santo» é um pecador como nós, que lutou para levar Cristo a sério e, procurando ser fiel à graça de Cristo, viveu o Evangelho. Por isso mesmo é apresentado pela Igreja como exemplo para todos nós. É este, aliás, o sentido da canonização: a Igreja propõe um filho seu como modelo de vida cristã e de seguimento a Cristo. Se alguém é «santo», é por graça de Deus, que o santificou. O «santo» não é um super-homem que, se santificou com suas forças! Ele recebeu a santidade de Cristo, foi aberto à ação santificante do Espírito do Senhor Jesus. Dizer que alguém é santo significa dizer que foi santificado por Cristo! “Pela graça de Deus sou o que sou: e sua graça a mim dispensada não foi estéril” (1Cor 15,10). Assim sendo, quando a Igreja afirma que alguém está na Glória e o chama «santo» deseja mesmo é mostrar o quanto a graça salvadora de Cristo é eficaz, o quanto a força do Senhor Jesus, nosso único Salvador, é capaz de transformar a nossa miséria humana e nos elevar à santidade. É Cristo que é admirável nos seus santos. O santo é uma obra prima da graça de Deus que opera através de Cristo Jesus! Admirando a obra prima, exaltamos o seu Autor! Como a própria Liturgia da Igreja reza: “Ó Deus, sois o amparo dos que em vós esperam e sem vosso auxílio ninguém é forte, ninguém é santo…” (Coleta da Missa do XVII Domingo Comum).

Fica claro, portanto, que a santidade dos que estão na Glória revela e enaltece a força e eficácia da santidade do Cristo Jesus e a ação santificadora do seu Espírito Santo, para a glória do Pai. O «santo» não é um concorrente da santidade de Deus, mas, ao contrário, é fruto dessa santidade divina.

Aí podemos entender o quanto é tola e errada aquela história: “a Igreja santificou fulano de tal”… A Igreja, coitada, não santifica ninguém: só Cristo santifica! A própria Igreja precisa da santidade de Cristo e é santificada pelo seu Espírito Santo! Na canonização, o que a Igreja faz é reconhecer, oficialmente, a santidade que a graça de Deus concedeu àquela pessoa! Só Deus é Santo e fonte da santidade; somente Deus é o autor de toda a santidade!

Atenção! Seria errado e herético considerar os santos como pequenos deuses, com uma força que viria deles mesmos, sem que tivessem recebido tudo de Cristo por pura graça do Senhor! A santidade deles brota única e totalmente de Cristo Jesus, doador do Espírito Santo! Os santos não são uns orixazinhos, não são duendizinhos, não são espíritos superiores, não são uma energia positiva; são irmãos nossos que, tendo sido fiéis ao seu Batismo, já estão na Glória, na comunhão do Deus de Amor e, nele, rezam por nós!”

D. Henrique Soares da Costa (Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracajú-SE)
www.domhenrique.com.br


O melhor de Deus…

Queridos irmaos e irmas,
Graça e paz!
Estou já num processo de recuperaçao avançado, já podendo pisar com o pé direito, o lesionado, e aos poucos vou reaprendendo a andar.

Hoje quando eu estava tomando banho, escutei Deus gritando para mim: “Meu filho, o melhor que tenho para você ainda está por vir. Você ainda nao experimentou tudo o que sou capaz de fazer na tua vida aqui nesta terra. A plenitude da minha graça você só experimentará em céus novos e numa terra nova. Tenho muito mais por fazer e realizar. Nao se acomode, busque mais de Mim, pois tenho muito mais de Mim para você. O melhor ainda está por vir”. Aleluia!

Nossa, isso causou um grande impacto dentro de mim e sei que vou colher por muitos dias da revelaçao de Deus, mas queria partilhar contigo isso. O melhor de Deus ainda está por vir, o que você e eu experimentamos até agora nao se compara ao que o Senhor tem para cada um de nós. Glória a Deus por isso. Estou sentindo um fogo queimando o meu interior. Deus tem muito mais. Eu quero muito mais de Deus. E você?

“Se alguém está em Cristo é criatura nova, passou o que era velho, tudo se fez novo”. (Cf. 2 Cor 5, 17).

Precisamos nos esvaziar de nós mesmos, das coisas do mundo, do consumismo, do hedonismo, das nossas razoes e vontades humanas, como também, dos conceitos humanos que muitas vezes acabam nos afastando daquilo que é o mover e a vontade do Senhor. Ele tem muito mais para cada um de nós. Os prazeres da carne nos afastam desse propósito de Deus, esvaziemo-nos para que Ele nos mostre o melhor que está por vir.

Sinto que um novo tempo se aproxima, tenho o sentimento que ao nos aproximarmo-nos de Deus, ao buscá-Lo com toda a intensidade do nosso coraçao, quando nos colocarmos em Sua santa presença, coisas extraordinárias começarao a acontecer, maravilhas que ainda nao experimentamos. Tenho a impressao de que ministérios serao levantados, pregadores serao ressuscitados, milagres e curas extraordinárias irao se multiplicar, o Senhor levantará homens novos e mulheres novas, a profecia será reativada no meio de nós. Busque-O com toda intensidade do coraçao, coloque-se na presença santa do Senhor, permita que Ele te leve a experimentar o que você ainda nao experimentou. Ele tem o renovo, a novidade, o melhor de Deus ainda está por vir. Aleluia!

Você que orava na madruga e parou, retome! Você que promovia vigílias de oraçao e desanimou, retome! Você que orava por um avivamento e deixou de clamar, retome! Você que era um adorador e parou de adorar, retome! Busque a Deus com insistência e com intensidade. Retome a sua espiritualidade, sua intimidade e disposiçao de buscar o Senhor.

Seja insasiável, nao se canse de procurá-Lo, pois Ele se deixa encontrar. Nao pense que você já experimentou tudo ou já sabe de tudo. Deus tem mais, o que o Senhor tem é o melhor. Creia!

Estou sendo avivado por essa palavra de Deus, algo tremendo está acontecendo na minha vida nesta hora, e nao tenho dúvidas de que você pode experimentar o mesmo que agora experimento. Receba na tua vida o mover, o poder, a unçao, o renovo, a força, o melhor de Deus.

“Sabemos que o que Deus tem preparado para aqueles que O amam, nenhum olho viu, nenhum ouvido ouviu, nenhum coraçao foi capaz de sentir”.

O melhor de Deus ainda está por vir. Eu creio e espero ansioso! Busquemos o melhor de Deus!

Deus abençoe!
Estamos unidos nesse renovo de Deus!
Seu amigo e irmao,
Pe.Roger Luis
Cançao Nova


Carta ao Dr.Saramago

Dr. Saramago,

Sei que o Dr. José Saramago, Prêmio Nobel de literatura (1998), não lerá essa Carta, mas ao menos ela será um desagravo às palavras ofensivas com que se dirigiu ao Papa Bento XVI e à Igreja, derramando em suas palavras amargas toda a sua bílis raivosa contra Deus e sua Santa Igreja, mais uma vez.

Saramago, em Roma, fez o lançamento do seu novo livro “Caim”, no qual volta a tratar da religião. Na verdade a religião e a fé põem os supostos ateus em crise, por isso essa reação destemperada do escritor.

Os jornais e a internet noticiaram amplamente que em 14 de outubro (EFE) o escritor português José Saramago, em um colóquio com o filósofo italiano Paolo Flores D’Arcais, chamou o Papa Bento XVI de “cínico”, e disse que a “insolência reacionária” da Igreja precisa ser combatida com a “insolência da inteligência viva”.

Numa pesadíssima crítica destrutiva se referiu ao Papa como “neo-medievalista”, acusando-o de “cinismo intelectual”. Além disso, disse a Flores D’Arcais, que sempre foi um ateu “tranquilo”, mas que agora está mudando de idéia, porque, segundo ele “as insolências reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só tem interesse no poder.” Segundo Saramago, a Igreja não se importa com o destino das almas e sempre buscou o controle de seus corpos.

Dr. Saramago, antes de tudo quero lhe dizer que não temos ódio do senhor e de suas palavras; pois, Nosso Senhor nos ensinou a “pagar o mal com o bem” (Rm 12, 14), a amar os inimigos, e a abençoar os que nos amaldiçoam. Nossos mártires morreram e morrem perdoando os seus assassinos. Na verdade temos pena do senhor, pois, se de um lado o sr. é doutor nas Letras humanas, por outro lado ainda desconhece os primeiros rudimentos das Letras divinas e eternas.

Dr. Saramago, por que investir tão raivosamente contra o nosso Pedro de hoje, e contra a Santa Igreja? Que mal eles fazem? Será que são os culpados pelas guerras do mundo; pela miséria de tantos, pelas catástrofes da natureza? Será que o sr, qual novo Nero, quer nos culpar pelo incêndio de Roma?

Fiquei pensando Dr. Saramago, onde poderia estar a causa mais profunda desse ódio que há tanto tempo o sr. destila contra a Igreja? Faz-nos lembrar do que disse o Salmista: “Por que tumultuam as nações? Por que tramam os povos vãs conspirações? Erguem-se, juntos, os reis da terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo”. (Sl 2, 1-2)

Será que o sr. sofreu algum trauma religioso na infância ou na juventude por parte de alguém da Igreja que lhe deu um contra testemunho? É possível. Ou será que o sr. foi educado nos bancos da escola marxista eivada de ateísmo, materialismo e um laicismo anti católico tão difundido nas universidades?

O destempero de suas palavras nos dão o direito de fazer muitas indagações desse tipo; pois não são racionais, mas passionais; não precisamos ser psicólogos para ver que são influxos da sensibilidade ferida e recalcada sobre a razão.

Dr. Saramago, por que ferir tão injustamente o nosso grande Pastor universal? O senhor sabe que ele é considerado um dos melhores teólogos atuais. Sua eleição para Papa se deu num dos Conclaves mais rápidos da história. Sua santidade é notável, sua humildade explícita, como ele disse: “um humilde servo da vinha do Senhor”. Por que atacar a ele e a Igreja com tanta fúria? Saiba que atinge a todos nós seus filhos. Mas temos consciência que quando a sensibilidade cegou a razão, e a brutalidade venceu o argumento, a razão foi sufocada.

Será que o senhor ainda não reconheceu, o que os historiadores modernos tem repetido: que foi a Igreja quem salvou e moldou a nossa rica Civilização Ocidental da qual nos orgulhamos, onde se preza a liberdade, os direitos humanos, o respeito pela mulher e por cada pessoa? Sem o trabalho lento e paciente da Igreja durante cerca de dez séculos, após a queda do Império Romano (476) e a ameaça dos bárbaros, o Ocidente não seria o mesmo.

O senhor sabe que nossa Civilização foi gerada no bojo do Cristianismo que nos deu as ciências modernas, a saudável economia de livre mercado, a segurança das leis, a caridade como uma virtude, o esplendor da Arte e da Música, uma filosofia assentada na razão, a agricultura, a arquitetura, as universidades, as catedrais e muitos outros dons. O sr. sabe que nenhuma outra Instituição fez tanto pela caridade no mundo em todos os tempos.

O senhor sabe que foi a Igreja que fundou as Universidades, inclusive a de Coimbra, a famosa de sua Portugal. Sem elas o senhor não teria chegado ao Prêmio Nobel.

O que há de “cínico” em nosso Pastor maior?

Sabemos que os sofistas, quando não conseguem derrubar os argumentos do seu opositor, procuram, então, atingir sua pessoa, sua imagem, atirando-lhe sarcasmo. Ora, será que essas setas envenenadas contra Bento XVI não são conseqüência da falta de argumentos perante o que ele e a Igreja defendem há vinte séculos: o respeito à vida desde a geração até a morte natural, o não ao aborto, à eutanásia, à manipulação de vidas embrionárias, o não às tais “famílias alternativas”, etc.?

Ora, doutor Saramago, o senhor já é bastante vivido e conhecedor da História para saber o que afirmava Spalding, que as nações não perecem por falta de saber ou de riquezas, mas por falta de princípios morais.

O senhor acusa nosso Pai espiritual de cinismo intelectual; ora, o sr. sabe que ele é um dos maiores e melhores teólogos de nosso tempo, catedrático reconhecido no mundo todo. Portanto, atingindo a ele o sr. nos atinge a todos nós.

Onde pode haver cinismo em um líder mundial que só trabalha em favor da paz, do desarmamento dos povos, da fraternidade das nações, da defesa dos mais desvalidos.? Exatamente quando ele se reúne no Sínodo da África, debatendo as misérias desse Continente tão sofrido, e o modo de saná-las, o senhor fere o nosso Pastor tão injustamente! O que o senhor tem dito sobre os outros chefes de Estado que não fazem o mesmo pela humanidade?

O senhor acusa o Papa de “insolência reacionária”. Ora, o sr. sabe que o que ele defende não é a “sua” Verdade, mas a Daquele que mudou o mundo, e que disse a Pilatos: “eu vim para dar testemunho da verdade”; “Eu sou a Verdade”. O sr. sabe que a Verdade não pode mudar, senão não é verdade. O mesmo princípio de Arquimedes, do empuxo, descoberto dois séculos antes de Cristo, ainda hoje é ensinado nas melhores universidades do mundo, porque é verdade.

Bem disse o então cardeal Ratzinger na missa “pro elegendo pontífice”, que o mundo está dominado pelo “relativismo religioso” que quer eliminar a existência de uma verdade absoluta, querendo fazer tudo relativo, ao gosto de cada um. Por não aceitar essa “ditadura do relativismo” o sr. conjura o nosso Papa e a nossa Igreja. Eles não podem trair o Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

O sr. diz ainda que agora vai partir para o ataque ateísta contra a Igreja. Gostaria apenas de relembrar-lhe que a Igreja não pode ser vencida por um poder meramente humano. Não perca seu tempo. Cristo lhe prometeu que as portas do inferno, que movem o coração dos que a perseguem, jamais prevalecerão contra ela.

Seria bom o sr. examinar os últimos dois mil anos da História para constatar a veracidade dessa Promessa. Onde está o Império Romano que quis destruí-la e que ceifou tantos mártires? Onde está a fúria de Napoleão que mandou prender Pio VII? Onde está a União Soviética de Stalin que perguntou “quantas legiões de soldados tem o papa?”. Onde está o nazismo, o comunismo, que tentaram eliminar a Igreja e a fé católica desde as suas raízes, e que fizeram tantos mártires?

Ora Dr. Saramago, será que o sr. ainda não entendeu que todos aqueles que se atiraram insanamente contra a Rocha de Pedro caíram para trás desolados? Será que precisamos de mais exemplos?

O sr. acusa o Papa também de querer apenas agir por “interesse e poder”. O interesse que ele procura é o bem das almas e das pessoas. Gostaria que o sr. lesse o que disse o Concilio Vaticano II:

“Nenhuma ambição terrestre move a Igreja. Com efeito, guiada pelo Espírito Santo ela pretende somente uma coisa: continuar a obra do próprio Cristo que veio ao mundo para dar testemunho da verdade (Jo 18,37), para salvar e não para condenar, para servir e não para ser servido” (Mt 20,28), (GS,3).

O poder do Papa é aquele que vem de Deus, não do povo, e que está ancorado nos corações dos seus filhos que o amam como dizia Catarina de Sena, “o Doce Cristo na Terra”.

Meu irmão Saramago, não o odiamos, ao contrário, o perdoamos; queremos repetir as palavras de Santo Estevão: “Senhor, não leve em conta as suas ofensas”. E mais: “Pai, perdoai-lhe não sabe o que faz”. Pedimos ao Senhor que conceda-lhe, antes de fechar os olhos para este mundo, a graça da conversão. É tudo o que desejamos e pedimos ao Senhor da Glória.

Prof. Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino

www.cleofas.com.br


Dependência X Independência

Querido amigo,
Que a paz de Deus que excede a todo entendimento esteja em teu coraçao!
Ainda estou no processo de recuperaçao da cirurgia que fiz e que todos já sabem. Faltam apenas duas semanas para eu sair do repouso absoluto. Confesso que tenho aprendido muito neste tempo favorável que Deus me proporcionou. Uma irma muito querida, Maria Gabriela, de Sao Paulo, veio orar por mim e teve uma imagem de que eu era uma árvore sendo podada por Deus, mas que os frutos logo após a poda eram tao grandes que a árvore vergava.

Algo que tenho aprendido neste tempo, é a dependência. Hoje dependo dos irmaos para me locomover, para a alimentaçao, para tomar banho, para ir à fisioterapia, e tantas outras coisas mais! Dependo das pessoas, dos irmaos, dos amigos. Isso tem me ensinado muito, tenho sido tremendamente tocado pelo Senhor nesta realidade. Pois mais do que nunca, vejo o quanto preciso depender mais e mais de Deus, da unçao do Senhor, da direçao de Deus, da revelaçao dEle, concretamente vou percebendo dia após dia que nao sou nada sem Ele, que nao posso fazer nada sem Deus, que minha vida só terá sentido se eu estiver totalmente dependente do Senhor, que meu ministério só será frutuoso se eu for um dependente do meu Salvador: JESUS!

Isso nos ensina algo muito precioso para a nossa vida: A dependência de Deus dará sentido a todas as coisas na vida de cada um de nós. Essa dependência gerará o santo temor de Deus em nós e nos levará a viver com decisao e vontade, os mandamentos do Senhor. Essa dependência nos levará a renunciar todo relativismo com relaçao à fé e à verdade do Evangelho. A dependência de Deus nos concederá o discernimento para negar todas as propostas imorais que virao. Poderemos experimetar a vida de Deus, o amor de Deus, a santidade de Deus. O Senhor está nos chamando a viver essa dependência total.

O mundo, inspirado pelo inimigo, está propondo a independência de Deus, dos mandamentos, da moral crista, vivendo uma vida livre e liberal. Diz que a Igreja e sua doutrina está ultrapassada, incentiva-nos a tirar Deus do centro das nossas vidas. Usam frases de efeito para nos confundir, dizem que temos o direito de sermos felizes, e que a proposta de Jesus Cristo e da moral bíblica nao devem mais fazer parte da vida da sociedade laical. Precisamos abrir os olhos, pois esta proposta vem de lúcifer, o anjo que se rebelou contra Deus, pois nao quis serví-Lo, quis conquistar a independência do Senhor, juntamente com outros anjos foi excluído do Paraíso, do céu, surgindo daí, da opçao pela independência, o inferno.

Nós somos do céu, porém, se fizermos a opçao pela independência de Deus, correremos um sério risco de ter o mesmo destino de lúcifer e seus anjos, o inferno. Já tenho observado que muitos filhos amados de Deus fizeram essa opçao de conquistar a independência do Senhor, e já vivem um inferno aqui na terra. Quantos deixaram de depender de Deus e estao dependentes das drogas, do álcool, do sexo, do adultério, da corrupçao, da violência, e de tantas coisas mais; quantos excluíram Deus da sua vida e se dizem ateus, ou vivem como se fossem ateus. Muitos dizem que Deus era um peso na vida deles, mas nao percebem que longe de Deus estao carregando toneladas de peso sobre a cabeça e os ombros. Basta olharmos para a face dessas pessoas e veremos a infelicidade.

O chamado de Deus para cada um de nós, é para que sejamos dependentes dEle. Somos convocados a nos aproximarmos daqueles que estao sem sentido em suas vidas e propormos o Senhor, a dependência de Deus, para que voltem a experimentar o céu. Nao perca tempo, faça isso no teu trabalho, na tua escola, na tua faculdade, na tua casa. Deus conta contigo e comigo!

Estaremos sempre em combate espiritual, onde o mundo e lúcifer nos tentarao para que declaremos a independência de Deus em nome de uma felicidade passageira e falsa; Deus sempre estará fazendo a contra-proposta, para que sejamos totalmente dependentes dEle, para que sejamos felizes por toda a eternidade.

Qual é a tua decisao? De que lado você vai ficar?

O marketing do inferno parece ser mais atraente que o do céu, pois a porta do céu é estreita e o caminho é pedregoso. Portanto, cuidado com as seduçoes do mal, as ofertas do mundo, e essa tendência do relativismo e da independência. Fique com o Senhor que fez o céu e a terra. Você é do céu, declare isso e afugente lúcifer.

Com a experiência que faço neste tempo de depender em tudo dos irmaos, mais convicçao eu trago no coraçao: quero permanecer na dependência de Deus. Nao quero frustrar os planos e sonhos do Senhor para mim, Ele morreu na cruz e ressuscitou, para que eu fosse habitar no céu, lá é o meu lugar.

Conte sempre comigo!
Estamos unidos!
Deus abençoe!
Pe.Roger Luis
Cançao Nova


Deus nos consola nas tribulaçoes

Queridos irmaos e irmas,
Graça e paz!
Estou ainda em recuperaçao da cirurgia no tornozelo, que fiz a um mês para colocar uma placa e seis parafusos. Ainda tenho mais duas semanas de repouso absoluto, depois começa o processo de colocar o pé no chao para andar de novo, se Deus quiser.

Hoje me peguei pensando em tantas pessoas que como eu, estao passando por momentos de grande tribulaçao: na saúde física, na família, na situaçao financeira e por tantos outros motivos. Estou aproveitando este tempo de parada e de tribulaçao, e como tem sido bom perceber a presença do Senhor do meu lado, como tenho sentido Deus pertinho de mim, os cuidados dEle comigo tem sido algo impressionante. Seja pelo cuidado de um irmao, seja pela presença da minha família, pela oraçao e o contato com a palavra, em cada Missa que eu celebro mesmo nas minhas limitaçoes fisicas atuais, nos meus momentos de oraçao pessoal e de adoraçao, através dos e-mails, cartas, comentários do blog e da oraçao de tantas pessoas que tem se elevado ao céu em meu favor.

Bem-aventurado é você que hoje está passando por alguma tribulaçao, tenha uma certeza: Deus está contigo, Ele está muito perto de você, está cuidando de tudo, atento a tudo. Se você ainda nao percebeu isso, abra-se a essa experiência, deixe-O cuidar de tudo, permita que Ele te toque, deixe-O te consolar.

O Salmista vem confirmar aquilo que estou dizendo, e que eu e você precisamos tomar posse agora: “Do coraçao atribulado Ele está perto e conforta os de espírito abatido. Muitos males se abatem sobre os justos mas o Senhor de todos eles os liberta”. (Cf.Sl 33, 19-20).

Nós nao estamos sozinhos nas tribulaçoes que estamos vivendo, mas precisamos tomar posse dessa grande verdade, precisamos permitir que o Senhor faça essa linda obra de consolo, de restauraçao, de presença libertadora na nossa vida. Talvez você esteja se sentindo sozinho neste momento de tribulaçao, mas é só sentimento, Deus está contigo, Ele vela por ti.

Peço ao Senhor neste momento, que o consolo venha sobre a sua vida, sua família, e sobre tudo aquilo que tem sido difícil. Que você se sinta consolado, amado, perdoado, seguro, fortalecido pelo Senhor. Jesus, que os meus irmaos e as minhas irmas possam senti-Lo presente na vida deles, liberte-os no dia de hoje, e que todo sentimento de derrota, de abatimento deixe a vida de cada um deles. Traga cura, traga libertaçao, traga bençao, traga certeza de vitória aos coraçoes atribulados, pois os Senhor está perto do coraçao atribulado e consola os de espírito abatido. Amém.

Estamos unidos nas dores e nas tribulaçoes!
Conte comigo hoje e sempre!
Amo você!
Deus abençoe!
Seu amigo e irmao,
Pe.Roger Luis
Cançao Nova

Obs: se você quiser me seguir no twitter, basta me adicionar: twitter.com/perogerluis


Abaixo a toda indiferença!

Queridos irmaos e irmas do blog,
Graça e paz da parte de Deus nosso Pai!

Hoje estive pensando na linda vocaçao que Deus nos deu a partir do nosso Batismo. Vocaçao à santidade, vocaçao ao céu, e isso é um grande desafio, um chamado espetacular da parte do Senhor. Para muitos talvez isso soe como negativo, ou até mesmo essa questao de santidade tenha um sentido de puritanismo. Na verdade nao é isso.
Um dia perguntaram a D.Bosco o que era a santidade para ele, e a resposta foi: “A santidade é a arte de fazer bem todas as coisas”! É ser um bom marido e pai, é ser uma boa esposa e mae, é ser um bom filho e irmao, é ser um bom amigo e profissional, é ser correto, é viver o que se deve viver, da maneira certa. Um dos significados bíblicos para o pecado é: “errar o alvo”! Entao, podemos afirmar que, santidade é a luta contínua de acertar o alvo! Viver em Deus, por Deus, para Deus, com Deus…Outra coisa, a santidade é dom de Deus, quanto mais nos aproximamos dEle, mas nos contagiamos com a Sua santidade, pois Ele é o três vezes Santo:“Santo,Santo,Santo é o Senhor Deus dos exércitos”.

“Deus é amor”. (Cf. Jo 4, 8. 16). Todos nós somos chamados a amar. Um dia um “mestre da Lei” quis colocar Jesus à prova perguntando-lhe o que deveria fazer para receber em herança a vida eterna, e Jesus utilizou-se de uma tática dos próprios judeus, ao invés de respoder, fez uma outra pergunta: “‘Que está escrito na Lei? Como lês?‘ Ele respondeu: ‘Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coraçao e com toda a tua inteligência, e a teu próximo como a ti mesmo‘! Jesus lhe disse: ‘Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás‘. Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: ‘E quem é o meu próximo?‘” (Cf. Lc 10, 26-29).

Quem é o nosso próximo? Você já se fez essa pergunta? Coloque-a na primeira pessoa: quem é o meu próximo?

O sentido que Jesus dá a esse próximo é muito lindo, vale a pena ler o resto do texto bíblico, que chamamos de “O bom Samaritano”. Jesus mostra àquele “mestre da Lei”, ou seja, conhecedor incontestável da Lei, que o próximo é todo homem e mulher, sao as pessoas que estao no nosso convívio, que já as amamos, mas também sao aqueles e aquelas que estao distantes de nós, mas que sao próximas por serem nossos irmaos e irmas. Muitas vezes somos indiferentes a elas.

Aqueles jovens que estao se acabando no craque, na violência, na prostituiçao, numa vida vazia e sem limites, eles sao nossos irmaos; aqueles homens e mulheres que estao jogados nos presídios, nas cadeias públicas, sao nossos irmaos; aqueles idosos que estao sozinhos nos asilos, abandonados, sao nossos irmaos e irmas; os que estao nos hospitais doentes, agonizantes, machucados, sao os nossos irmaos; os que estao nas ruas de nossas cidades sem comida, sem roupa, pedindo esmola e abrigo, sao nossos irmaos; aqueles que na nossa naçao, no nosso Estado, na nossa cidade, no nosso bairro, na nossa rua, estao em dificuldades, passando fome, sao nossos irmaos; os que morrem de fome pelo mundo, em especial na África sao nossos irmaos, etc. Esses sao todos os “próximos” que Jesus está falando ao mestre e a cada um de nós.

Até quando vamos ficar indiferentes, no nosso mundinho, na nossa vidinha, no nosso egoísmo? Até quando vamos ficar desperdiçando comida, enquanto os nossos irmaos, os nossos próximos, estao morrendo de fome? Até quando vamos dormir tranquilinhos, aquecidos por nossos edredons e cobertores, aquecedores, enquanto os nossos irmaos, os nossos próximos estao morrendo de frio? Até quando vamos dormir tranquilos tendo na nossa rua, no nosso bairro, na nossa cidade, no nosso estado, na nossa naçao, jovens se matando no uso das drogas, se matando na violência, na prostituiçao? Até quando vamos ficar no nosso indiferentismo enquanto tem homens e mulheres deixados covardemente em asilos, sozinhos, depois de terem gastado a vida pela família, e preferimos os nossos chats, msns e skypes, ao relacionamento pessoal, onde podemos amar e ser amados concretamente, fazendo alguém feliz, dando sentido a vida de tantas pessoas? Até quando vamos aceitar a pedofilia destruindo a vida das nossas crianças, até quando vamos aceitar e ficar omissos diante da prostituiçao infantil? Eles sao os nossos irmaos e irmas, os nossos próximos!

A santidade passa pela nossa decisao de amar, a nossa entrada na vida eterna, ou seja, no céu, depende das nossas atitudes diante dos nosso próximos, dos nossos irmaos. Lembro-me da caridade de Madre Tereza de Caucutá, quando um dia foi até a um empresário e estendeu-lhe a mao direita pedindo esmola, ajuda para os seus próximos, os seus irmaos. Esse empresário escarrou e cuspiu dentro da mao de Madre Tereza, ela pegou aquele cuspe, colocou no peito e disse a ele: “Esse é para mim. Estendendo-lhe a mao esquerda disse-lhe: agora dê-me a ajuda dos meus pobres, dos meus irmaos, dos meus próximos”. Aquele homem teve uma conversao imediata e ajudou Madre Tereza a cuidar dos seus próximos.

Precisamos fazer o mesmo, nao podemos ser indiferentes, precisamos amar sem medidas, temos que declarar agora: que venha abaixo toda indiferença! Santidade é amar, é doar-se, é perceber a necessidade do outro, do irmao, do próximo! Santo Agostinho dizia: “Ame e faze tudo o que quiseres”. Quem ama nao é capaz de fazer o mal, quem ama nao é capaz de descumprir com os mandamentos de Deus, quem ama se compadece e se coloca como instrumento de cura, de libertaçao, de vida para os irmaos, para os próximos!

Um dia o Senhor vai nos perguntar da mesma maeira que perguntou para Caim: “Onde está o teu irmao?” (Cf.Gn 4, 9). O que iremos responder?

Deus abençoe você!
Estamos juntos nesta grande aventura do amor!
Conte comigo!
Pe.Roger Luis
Cançao Nova

Obs:. me siga no twitter: twitter.com/padrerogerluis


Deus nos quer profetizando

Que a paz de Deus que excede a todo entendimento esteja em teu coraçao!
Como disse na última oportunidade que tive de me comunicar com os internautas que acompanham o nosso portal e WebTvCN, estou num processo de recuperaçao de uma cirurgia que fiz no tornozelo, devido a um pequeno acidente que tive. Graças a Deus a recuperaçao tem sido muito boa.

Gostaria de partilhar com vocês um pouco do que essa semana o Senhor tem colocado no meu coraçao, a partir do texto da primeira leitura da Santa Missa do 26° Domingo do Tempo Comum.

O texto reflete sobre a intervençao de Deus diante da situaçao vivida por Moisés, que estava muito consado na conduçao do povo, pois eram rebeldes e sozinho nao estava mais dando conta, e o próprio estado de murmuraçao daquele povo o incomodava muito. Era um povo insatisfeito. Moisés chegou a pedir a morte, tamanho era o seu desespero, ou seja, estava sem esperança.

A soluçao que o Senhor encontrou diante daquela situaçao, foi pedir que Moisés escolhesse setenta homens dos anciaos de Israel e os levassem à “Tenda do Encontro”, onde deveriam esperar com ele, pois Deus tiraria um pouco da graça que estava em Moisés e daria a esses homens para que o ajudassem a carregar o peso daquele povo de cabeça dura.

O Senhor fez como prometeu, desceu à “Tenda do Encontro” numa nuvem de glória, falou a Moisés e derramou o espírito sobre aqueles homens e os mesmos começaram a profetizar, mas nao continuaram.

A palavra diz: “Dois homens, porém, tinham ficado no acampamento. Um chamava-se Eldad e o outro Medad. O espírito pousou igualmente sobre os dois, que estavam na lista mas nao tinham ido à Tenda, e eles se puseram a profetizar no acampamento”. (Cf.Nm 11, 25-26).

É interessante percebermos que Deus nao se limita a espaço para agir, para tocar, para reavivar, para cumprir os seus projetos, os seus planos. Eldad e Medad estavam na lista, mas nao estavam na Tenda, como os sessenta e oito escolhidos, mas receberam a mesma graça, receberam o dom de Deus para profetizar, como os outros. Porém, o grande grupo começou a profetizar e talvez por medo e por susto com o tamanho da graça de Deus, pararam e nao continuaram profetizando. Já Eldad e Medad continuaram profetizando, tomando posse do dom de Deus, da graça que haviam recebido.

A doutrina da Igreja diz que no Batismo nós recebemos a graça de sermos “Profetas, Reis e Sacerdotes”, isto está implícito em nós, nao temos como retirar, é graça, é dom gratuito de Deus, temos que colocar em prática, temos que nos conscientizar e realmente sermos aquilo que o Senhor quer que sejamos. Eu e você fomos chamados por Deus para fazermos a diferença na sociedade em que vivemos, no nosso trabalho, na nossa vida de Igreja, onde estivermos, temos que ser aquilo que somos. Somos profetas de Deus!

Eu sou Católico, sou sacerdote, e tenho que viver em qualquer situaçao essa condiçao. Exercendo o meu ministério, viajando de ônibus ou aviao, na Igreja, em casa, na rua, no consultório médico, no Hospital, com os amigos, de férias, na academia, onde eu estiver preciso ser quem realmente eu sou. Digo de mim, para que você diga de si. Nao temos como nos desvestirmos do que somos, a nossa condiçao nao é como uma roupa que eu uso de acordo com o ambiente. Precisamos ser aquilo que somos. O nosso comportamento, as nossas atitudes, as nossas escolhas falam de nós, do que somos. As pessoas esperam que sejamos o que realmente somos, nao precisamos nos mascarar, Deus nos fez profetas. Continuemos a profetizar, nao paremos, nao tenhamos medo, somos um povo de profetas.

Aquele famoso Pastor Americano, Martin Luther King dizia: “Nao tenho medo dos maus, tenho medo do silêncio dos bons”. Ser bom no mundo de hoje é uma grande profecia, viver o que é certo nos tempos atuais é uma poderosa açao profética, testemunhar o amor e a comunhao na conjuntura atual abala as estruturas, pois é profético. Precisamos nos comprometer com a profecia. Eu e você trazemos essa marca, num mundo que já está se acostumando com as más notícias, por sermos portatores de uma grandiosa boa notícia nao podemos nos calar, temos que profetizar, dar a boa noticia do amor, testemunhar Jesus Cristo.

Os jovens precisam dar a boa notícia da opçao pela castidade e por uma vida digna, longe das drogas e da violência, comprometidos com as coisas do alto, fazendo opçoes por realidades definitivas e nao transitórias; os casais dando a boa notícia de que o matrimônio é um desafio que vale a pena ser enfrentado, que nao é uma instituiçao falida, que é possível viver a fidelidade e o amor conjugal, que Deus habita nos lares; os sacerdotes darem a boa notícia de que a vocaçao sacerdotal é um dom extraordinário de Deus e da sua Igreja, o testemunho do “bom pastor” que cuida e vai atrás das ovelhas perdidas, o testemunho da santidade e da vivência autêntica do ministério, etc. Somos chamados a profetizar com a nossa vida.

“Um jovem foi correndo avisar a Moisés que Eldad e Medad estavam profetizando no acampamento. Josué, filho de Nun, ajudante de Moisés, desde a juventude, disse: ‘Moisés meu senhor, manda que eles se calem‘. Moisés respondeu: ‘Tens ciúmes por mim? Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor lhe concedesse o seu espírito‘”. (Cf.Nm 11, 27-29).

O desejo de Moisés corresponde ao desejo de Deus para cada um de nós: “Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor lhe concedesse o seu espírito”. Vimos no início dessa reflexao, que Deus nao se limita ao espaço para agir, os que estavam fora da Tenda foram agraciados com o dom profético; o texto bíblico nos revela que os sessenta e oito pararam de profetizar e logo chegou a notícia de que Eldad e Medad profetizavam fora da Tenda, no acampamento, se eu e você nao assumirmos a nossa condiçao de profetas de Deus, Ele vai escolher outros para profetizarem. Estaremos enterrando o talento dado pelo Senhor, e com certeza no final seremos cobrados. Veremos pessoas fazendo aquilo que seria a nossa missao, que competiria a nós.

Esse é o grande chamado de Deus para mim e para você, que sejamos um povo de profetas, que têm a nobre coragem, a ousadia de contradizer as estruturas malignas que se levantam no nosso tempo, que têm a coragem de dizer nao a toda e qualquer estrutura pecaminosa e conspiratória, para ser a “boa notícia” de Deus, a profecia.

O Senhor abençoe você, profeta de Deus!
Estamos unidos na missao profética!
No amor de Cristo,
Pe.Roger Luis
Cançao Nova

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